terça-feira, 16 de abril de 2019

CRUZ DE NOTRE DAME VENCE O FOGO

" Nada na história, ou no universo, nos torna tão conscientes da nossa pequenez como a cruz. Todos somos grandes aos nossos próprios olhos, especialmente no que diz respeito à justiça própria, até que visitamos um lugar chamado Calvário. E lá, aos pés da cruz, que murchamos de volta ao nosso tamanho real."
(John Stott)




Há 850 anos a Catedral de Notre Dame, Paris, foi construída. Resistiu às guerras, aos bombardeios, ao tempo, a tudo.

As imagens de hoje, um dia após o incêndio, revelam os vitrais quebrados, o teto destruído onde havia o pináculo (a flecha, símbolo da catedral) que despencou enquanto ardia em brasas e a cruz intacta em meio aos destroços. O altar e a Pietá resistiram ao fogo.

Uma das cenas mais emocionantes, porém, divulgada no dia de ontem, foi o instante em que os bombeiros abriram a porta principal. Tudo estava escuro, mas chamava a atenção a grande cruz iluminada pelas chamas.

Esse incêndio pode ter sido um acidente, mas são muitos os templos queimados criminosamente mundo afora, quando não matam cristãos.

Há relatos de que, na França e em todo o mundo, também nas redes sociais, certos grupos que prefiro não citar celebravam efusivamente o ocorrido.

Tentam eliminar nosso patrimônio, quem sabe um dia conseguem apagar o próprio Cristo de nossa memória, mas as reações que se sucederam à tragédia garantem que NÃO CONSEGUIRÃO.

Fazem bem os parisienses que não se dobram à tentação de revidar, no entanto entoam cânticos e oram, afinal, Jesus morreu por todos, inclusive por aqueles que o odeiam.


PRIMEIRA EMENDA DE BOLSONARO, MELHOR QUE O SONETO


Jair Bolsonaro está agindo em defesa à livre expressão, uma reação à decisão de ministros do Supremo Tribunal Federal de restringir a liberdade de imprensa, como também visa proteger críticos e opositores que venham a sofrer ameaças e perseguição, como está acontecendo com o comediante Danilo Gentilli, sites que entraram numa lista negra publicada no Estadão e os alvos da Polícia Federal no dia de hoje, a mando do ministro do STF Alexandre de Moraes.

O presidente avalia enviar ao Congresso Nacional uma proposta de emenda à Constituição ampliando a proteção ao direito à manifestação e à informação, com foco na internet e na imprensa.

A ideia é fazer no Brasil uma adaptação da primeira emenda da constituição americana, que impede o Congresso dos Estados Unidos de aprovar leis limitando a liberdade de expressão e de impressa.

E mais, Jair Bolsonaro postou há pouco a seguinte mensagem no Twitter:

“Acredito no Brasil e em suas instituições e respeito a autonomia dos poderes, como escrito em nossa Constituição. São princípios indispensáveis para uma democracia. Dito isso, minha posição sempre será favorável à liberdade de expressão, direito legítimo e inviolável.”

 


BRASIL NO PROSUL, AGORA VAI

Jair Bolsonaro anunciou a saída do Brasil da Unasul, um arranjo entre Lula e Hugo Chávez que estava levando a América Latina para o fundo do poço, e formalizou a participação do Brasil no Bloco de países que vem avançando a passos largos para uma situação de economia sólida e bem sucedida.

PF ATRÁS DE BANDIDO? NÃO, DE CRÍTICOS AO STF

Muito grave o que informa a Folha de S. Paulo:

“No esteio do inquérito que apura fake news contra ministros – e que abarcou a censura dos sites O Antagonista e Crusoé – foram autorizadas dez operações de busca e apreensão em seis estados do país.

Na mira, computadores, telefones e documentos. Militares da reserva que pregaram o fechamento do STF entraram na linha de tiro, assim como alguns procuradores, que foram chamados a prestar depoimento.”

As operações da PF ordenadas por Alexandre de Moraes e vazadas à Folha de S. Paulo já estão em curso.

O general Paulo Chagas foi alvo de mandado de busca e apreensão:

“Caros amigos, acabo de ser honrado com a visita da Polícia Federal em minha residência, com mandato de busca e apreensão expedido por ninguém menos do que ministro Alexandre de Moraes. Quanta honra! Lamentei estar fora de Brasília e não poder recebe-los pessoalmente.”

'A SITUAÇÃO MAIS GRAVE DOS ÚLTIMOS TEMPOS'

Janaina Paschoal publicou comentário nas redes definindo o inquérito do STF e a censura a uma revista digital, a Crusoé, como “a situação mais grave dos últimos tempos”.

E também:

“O STF não deveria estar investigando quem passou para a Revista a petição de Marcelo Odebrecht. O STF não deveria estar intimando jornalistas, procuradores e líderes de movimentos sociais. O STF deveria estar investigando o teor do documento e como o documento desapareceu.”

A SUPREMA CORTE PRECISA SALVAR A INSTITUIÇÃO



O Antagonista

Josias de Souza escreve, no UOL, que Dias Toffoli “inventou a censura em causa própria”.

“Valendo-se de um inquérito secreto que ele mesmo abriu em março, Toffoli pediu providências ao relator que ele próprio indicou —Alexandre de Moraes—, contra uma notícia em que ele mesmo é o protagonista”, resume o colunista.

Diz que, após a publicação da reportagem de Crusoé, o ministro tinha várias alternativas, como se manifestar sobre as revelações de Marcelo Odebrecht, criticar os jornalistas por exageros, imperfeições ou incorreções.

Mas recorreu à única alternativa que é inconstitucional: a censura.

“Em condições normais, a censura seria lamentável. Tomada por um relator escolhido por Toffoli, no âmbito de um processo secreto aberto por Toffoli, a censura à reportagem sobre Toffoli é uma aberração jurídica estarrecedora. O plenário da Suprema Corte precisa salvar a instituição desse vexame.”

Para Josias de Souza, a notícia publicada na Crusoé ainda “continua requerendo uma boa e definitiva explicação”.

DITADURA DO JUDICIÁRIO CONTRA LAVA JATO

MINISTRO DO STF CENSURA CRUSOÉ


Desde o fim da manhã de segunda-feira, 15, Crusoé está sob censura, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Passava pouco das 11 horas da manhã quando um oficial de Justiça a serviço da corte bateu à porta da redação para entregar cópia da decisão. 

Alexandre de Moraes determina que Crusoé retire “imediatamente” do ar a reportagem de capa da última edição, intitulada “O amigo do amigo de meu pai”.

A decisão é extensiva a O Antagonista.

Moraes também ordena que a Polícia Federal intime os responsáveis pela publicação da reportagem “para que prestem depoimentos no prazo de 72 horas”.

O ministro afirma haver “claro abuso no conteúdo da matéria veiculada”.

A reportagem de que trata a decisão do ministro foi publicada com base em um documento que consta dos autos da Operação Lava Jato.

Nele, o empreiteiro Marcelo Odebrecht responde a um pedido de esclarecimento feito Polícia Federal, que queria saber a identidade de um personagem que ele cita em um e-mail como “amigo do amigo de meu pai”.

Odebrecht respondeu tratar-se de Dias Toffoli, conforme revelou Crusoé em sua edição de número 50, publicada na última sexta-feira, 12.

Saiba como tudo aconteceu no site de O Antagonista.