quarta-feira, 19 de setembro de 2018

EXCLUSIVO: CÂMARA TEM REGISTRO DE VISITAS DE ADÉLIO BISPO NO DIA DO ATENTADO


Por Claudio Dantas

Ofício da Polícia Legislativa, obtido com exclusividade por O Antagonista, informa a existência de dois registros de entrada de Adélio Bispo de Oliveira na Câmara dos Deputados, no dia 6 de setembro – data do atentado contra Jair Bolsonaro.

O documento oficial foi enviado ao terceiro-secretário, deputado JHC, que atendeu à solicitação de O Antagonista por todos os registros de visitação do criminoso.

“Constatou-se a existência de mais dois registros de entrada referentes à pessoa do Senhor Adélio, ambos datados do dia 6 de setembro de 2018, dia em que fora efetuada sua prisão no estado de Minas Gerais em decorrência do atentado ao deputado Bolsonaro”, escreve o diretor Paul Pierre Deeter.

Como é impossível Adélio ter estado na Câmara, Deeter desconfia de que os registros tenham sido forjados. Ele determinou a abertura de uma investigação interna para “averiguar as circunstâncias nas quais se deram os supostos registros”. E também pediu a decretação de sigilo.

Há duas semanas, O Antagonista havia obtido a confirmação de uma visita de Adélio ao Anexo IV no dia 6 de agosto de 2013. Não foi possível, porém, saber o destino do criminoso nas dependências legislativas – se esteve em algum gabinete parlamentar, por exemplo.

Agora, porém, a situação é muito pior.

A constatação da Polícia Legislativa revela uma grave vulnerabilidade do sistema de controle de acesso às dependências da Câmara.

Se os registros de entrada de Adélio foram feitos antes do atentado, significa que alguém de dentro – com acesso ao sistema – pode ter tentado forjar um álibi para Adélio.

Caso tenham sido forjados posteriormente, resta evidente a tentativa de apagar qualquer rastro do criminoso e confundir as autoridades, numa clara tentativa de obstrução da Justiça.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

INDÍGENAS COM #BOLSONARO17

“As ONGs indígenas estão desesperadas porque vai acabar a mamata”

O Antagonista

Jair Bolsonaro conseguiu o apoio de índios em estados como Roraima, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Amazonas, Alagoas e Paraná.

“Faço campanha abertamente para ele nas aldeias. No começo, havia resistência, mas agora os indígenas estão percebendo melhor o estrago que o PT fez nos últimos anos e reconhecem Bolsonaro como a melhor alternativa”, disse a O Antagonista o advogado Ubiratan Maia, da etnia wapichana, de Roraima.

“Boa parte dos indígenas cansou do status quo implementado pelo PT e pelo aparelhamento do Estado, da Funai. Os índios não têm medo do Bolsonaro. As ONGs indígenas é que estão desesperadas, porque vai acabar a mamata.”

Ubiratan disse que já esteve pessoalmente com o candidato do PSL e ouviu dele propostas para “incentivar o empreendedorismo nas aldeias”.

VIVEMOS DITADURA PIOR QUE A DITABRANDA



Felipe Melo, do Palmeiras, pode ser punido porque dedicou um gol a Jair Bolsonaro.

Nem na ditadura era assim.

O colunista Marcel Rizzo, do UOL, lembrou que, durante o regime militar, “corintianos liderados por Sócrates defendiam nos jogos as Diretas Já, inclusive com frases no uniforme.”

BOLSONARO 17, VAI SER NO PRIMEIRO TURNO

Fernando Haddad, dois anos atrás, foi derrotado no primeiro turno.

Jair Bolsonaro quer repetir a dose:

Merval Pereira 

“Com as pesquisas mostrando que o segundo turno hoje provavelmente seria entre Bolsonaro e o laranja de Lula, já começa uma reorganização dos eleitores em direção ao voto útil. Bolsonaro está sentindo o cheiro de uma vitória já no primeiro turno e, do leito do hospital, assesta suas baterias contra o PT, assumindo o papel de anti-Lula que tirou do PSDB.

É possível que o voto útil da centro-direita vá em direção a Bolsonaro, pelo receio da volta do PT, embora as pesquisas mostrem que Bolsonaro tem condições de vencer no segundo turno. Mas, como dizem que segundo turno é uma nova eleição, nunca se sabe, melhor tentar resolver logo, podem estar pensando.

Foi o que aconteceu na eleição para a prefeitura de São Paulo em 2016. O tucano João Doria ganhou no primeiro turno quando a presença de Haddad no segundo pareceu uma ameaça.”

AS UNIVERSIDADES NÃO PERTENCEM AO PT

Deputado aciona MEC contra comitê petista em universidade pública

Por Diego Amorim

O deputado gaúcho Jerônimo Goergen, do PP, reagiu.

Ele disse que acionará o Ministério da Educação “para impedir que isso aconteça, pois se trata de uma afronta à democracia” — veja AQUI o documento.

“A UFRGS não pertence ao PT.”

Ele acrescentou:

“O PT e as esquerdas se acostumaram a usar instituições públicas em benefício próprio. O aparelhamento ideológico e material sempre foi a marca desse grupo. A tomada das dependências de uma das mais tradicionais universidades públicas para a instalação de um comitê político extrapola qualquer limite do bom senso. É um flerte com o imponderável.”

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

“BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO". QUEM DISSE ISSO?

XOU DO CIRO

O Antagonista

“Bandido bom é bandido morto”.

Quem disse isso?

Não, não foi Jair Bolsonaro, e sim a namorada de Ciro Gomes, conhecida como Mina Gi, ex-assistente de palco de Xuxa.

Segundo a Folha de S. Paulo, ela foi escalada para acompanhar o candidato em praticamente todos os eventos.

“A presença não é gratuita: sua imagem junto a Ciro, suavizaria a do candidato, aposta sua campanha (…).

A produtora criticou a falta de segurança em Fortaleza em março de 2014.

Na ocasião, usou a hasthag #BandidoBomÉbandidoMorto. O governador do Ceará na época, responsável pela segurança, era Cid Gomes, irmão de Ciro.”

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

MULHERES E NEGROS NEGAM A MÁ POLÍTICA

Quem quiser ser MASSINHA na mão de político, que seja, mulheres e negros não aceitam mais serem usados em jogada política, principalmente quando se trata de mentiras propagadas em vídeos editados e versões mal contadas.

Ibope: Bolsonaro cresce e Marina cai entre mulheres e negros

Guilherme Venaglia - VEJA

© Estadão Conteúdo Os candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede) participam de debate eleitoral promovido pela RedeTV! – 17/08/2018

A primeira pesquisa Ibope realizada após a facada em Jair Bolsonaro mostra que o postulante do PSL à Presidência conseguiu crescer também entre eleitorados onde a resistência ao seu nome é maior, como mulheres e negros. Recortes do levantamento, divulgados nesta quarta-feira 12, mostram que o capitão avançou enquanto a candidata da Rede, Marina Silva, que aparecia mais bem colocada entre esses eleitores, registrou uma queda.

Entre os negros, a diferença de Bolsonaro para Marina, que era de cinco pontos percentuais, subiu para doze. O capitão da reserva avançou de 19% para 22% enquanto a ex-senadora passou de 14% para 10% das intenções de voto. Ela ainda caiu para o terceiro lugar no segmento, atrás numericamente, apesar de empatada na margem de erro, com Ciro Gomes (PDT), que apareceu com 12%.

Nas próximas semanas, a campanha de Bolsonaro nas redes sociais, capitaneada por seus filhos e aliados, deve explorar ainda mais o fato de uma denúncia contra o deputado por racismo, apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), ter sido rejeitada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). O candidato do PSL era acusado de discriminação ao dizer, em uma palestra, que visitou uma comunidade quilombola e que os integrantes dessa população tradicional “não servem nem para procriar”. “O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas”, ironizou.

Fenômeno parecido se manifestou também em relação às eleitoras mulheres. Entre esse público, o deputado também cresceu, passando, dentro da margem de erro, de 16% para 18%. Marina Silva caiu de 14% para 10% no segmento. A diferença, portanto, passou para 8 pontos porcentuais. Tanto a ex-senadora quanto Ciro, que passou de 12% para 10%, foram ultrapassados numericamente por Geraldo Alckmin (PSDB), com 11%.

Apesar do crescimento, o deputado federal segue tendo um eleitorado que ainda é majoritariamente masculino e branco. Quando considerados apenas os eleitores homens, os 18% de Bolsonaro entre as mulheres se transformam em 35%, mesmo resultado da soma dos quatro candidatos posteriores — Ciro, Marina, Alckmin e Fernando Haddad (PT). Uma das explicações mais usuais para o fato está na controvérsia do candidato em relação à desigualdade salarial entre gêneros.

Bolsonaro já afirmou em entrevista a um programa de TV que não empregaria homens e mulheres com o mesmo salário e é contra a ingerência do Estado na iniciativa privada para coibir a diferença, que é proibida em lei. A questão foi explorada por Marina durante um debate, exibido pela RedeTV!

A pesquisa Ibope ouviu 2.002 eleitores em 145 cidades entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR05221/2018.