quarta-feira, 29 de junho de 2016

PT DESTRUÍU A IMAGEM DO BRASIL NO EXTERIOR


‘DESINVESTIMENTO’ APAVORA EMPRESÁRIOS DO RIO
O presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Paulo Protásio, desembarca em Brasília nesta quarta (29), com uma ideia fixa: convencer o presidente Michel Temer a liderar esforços para melhorar a imagem do Brasil no exterior. Zika vírus, ladroagem da era PT e a mentira do “golpe” estão provocando o que os especialistas denominam de “desinvestimento” no País. A situação é mesmo grave.

IMAGEM NO LIXO
O Brasil precisa recuperar a confiança dos investidores para retomar o crescimento, mas, com imagem no lixo, isso é cada vez mais distante.

Escândalos de corrupção, ainda que combatidos por operações como a Lava Jato, afugentam aqueles que temem pela sorte do seu dinheiro.

A perda do grau de investimento pelas maiores agência de rating do mundo foi decisiva para acelerar a debandada de investidores.

Leia mais na coluna do jornalista Claudio Humberto

terça-feira, 28 de junho de 2016

OPERAÇÃO BOCA LIVRE

Ministério da Cultura fazia fiscalização 'pífia', diz MP sobre grupo que desviou R$ 180 mi

A Operação Boca Livre, deflagrada hoje, prendeu 14 pessoas que fraudavam a captação de recursos via Lei Rouanet

Por: Nicole Fusco, VEJA

 Ministério da Cultura fazia fiscalização 'pífia', diz MP sobre desvio de R$ 180 milhões

O Ministério Público Federal entende que o Ministério da Cultura exerceu uma fiscalização "pífia" em relação aos projetos apresentados pelo grupo de produtores culturais alvo da Operação Boca Livre, deflagrada nesta terça-feira pela Polícia Federal. A ação, que cumpriu 51 mandados judiciais em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, mirou um esquema de fraudes na captação de recursos junto ao Ministério da Cultura por meio da Lei Rouanet.

Conforme mostraram as investigações, na maioria dos casos os projetos eram apresentados em duplicidade. Ou seja, continham o mesmo conteúdo, o mesmo folder de apresentação, o mesmo projeto e tinham apenas o nome alterado. "O Ministério da Cultura exercia uma fiscalização pífia ou nenhuma para que esses projetos plagiados e copiados não fossem identificados como tais", afirmou a procuradora Karen Louise Jeanette Khan, em entrevista coletiva concedida em São Paulo na manhã de hoje.

O grupo, composto por catorze pessoas - todas presas nesta manhã na capital paulista -, agia desde 2001 e conseguiu desviar 180 milhões de reais por meio da Lei Rouanet. Segundo a Polícia Federal, os criminosos apresentavam projetos ao Ministério da Cultura para captação de recursos com a iniciativa privada. Esses projetos eram superfaturados e os valores eram revertidos em favor do próprio grupo e de seus patrocinadores. "O objetivo da lei [Rouanet] em momento algum foi atingido. Vimos eventos privados sem nenhum cunho cultural", disse o delegado regional da PF, Rodrigo de Campos.

LEIA MAIS:

'Boca livre que nós pagamos', diz ministro sobre casamento bancado com Lei Rouanet

As empresas que patrocinavam os projetos fraudados se beneficiavam duas vezes do esquema: pela parcela do superfaturamento que era repassada a elas e também por meio da dedução do Imposto de Renda, conforme prevê a Lei Rouanet. Além disso, em alguns casos, a Controladoria-Geral da União (CGU), que atuou em parceria com a Polícia Federal nas investigações, identificou o pagamento de propina de 30% dos valores captados junto ao Ministério da Cultura, que seriam pagos por esse grupo de produtores culturais às empresas patrocinadoras.

Além do Ministério da Cultura, as investigações citam as empresas Bellini Eventos Culturais, Scania, KPMG, o escritório de advocacia Demarest, Roldão, Intermedica Notre Dame, Laboratório Cristalia, Lojas 100, Nycomed Produtos Farmacêuticos e Cecil. O casamento do filho do empresário Antonio Carlos Bellini Amorim, do Grupo Bellini, em Jurerê Internacional, em 25 de maio deste ano, seria um dos eventos bancados com verbas da Lei Rouanet. Em dois vídeos sobre o evento, divulgados em redes sociais, um no dia anterior ao casamento e outro na cerimônia, é possível ver os convidados com taças de bebidas.

domingo, 26 de junho de 2016

O FRACASSO DA TELE-LULA (OI VIROU TCHAU)

Envolta em escândalos desde sua criação e atolada em dívidas de R$ 65,4 bilhões, a Oi expõe a falência de uma política que privilegiava os amigos do ex-presidente

O fracasso da Tele-Lula


GRATIDÃO Sócio da Gamecorp, Fábio Luís da Silva, o Lulinha, faturou milhões com a Oi

Fruto de um projeto megalomaníaco do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a política das empresas “campeãs nacionais” foi inaugurada em 2007 com o apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDES). O objetivo tinha amplo apelo populista: concedendo crédito barato, o governo contribuiria para o crescimento de grandes companhias brasileiras com potencial para se tornarem líderes no mercado global. Com isso, o País aumentaria as exportações, as ofertas de emprego e colocaria brasileiros em posição de protagonismo na economia internacional. No total, as regalias somaram cerca de R$ 18 bilhões que foram investidos em pouquíssimas empresas – entre elas, a operadora Oi, que entrou com um pedido de recuperação judicial na semana passada. Mas a Oi não é resultado apenas da ambição desmedida de Lula. Ela serviu também para viabilizar negócios escusos de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho mais velho do ex-presidente. A sucessão de erros na gestão da empresa, associada a transações suspeitas, culminou em uma dívida de R$ 65,4 bilhões e expôs de maneira inédita o fracasso de uma política destinada a privilegiar os amigos, em detrimento de outras companhias e do próprio mercado.



Líder no segmento de telefonia fixa, mas apenas a quarta em serviços móveis, a Oi é resultado da controversa fusão entre a Telemar e a Brasil Telecom, que ocorreu em 2008. Para aprová-la, o ex-presidente teve que mudar as regras de livre concorrência impostas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e flexibilizou a lei geral de outorgas, que proibia a aquisição de uma empresa de telefonia fixa por outra em região diferente. Tanto empenho do ex-presidente vem da gratidão à supertele, que se associou à Gamecorp, produtora de programas de tevê sobre games da qual Lulinha é sócio. Em 2007, quando a Oi era apenas Telemar, a empresa repassou cerca de R$ 2,8 milhões à Gamecorp. Em 2009, a produtora faturou R$ 3,6 milhões com a parceria. No ano seguinte, Lula participou da fusão da Oi, que já não ia bem, com a também endividada Portugal Telecom e, mais uma vez, levantou suspeitas. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regula as empresas de capital aberto, desconfia que o negócio tenha sido fechado para favorecer os dois principais acionistas: os grupos Jereissati (LaFonte Telecom) e Andrade Gutierrez.

Além dos esquemas que carrega desde sua criação, a supertele de Lula sofreu com as mudanças recentes do mercado de telecomunicações. Com o foco no obsoleto segmento de telefonia fixa, não havia caixa para investir na telefonia móvel e na banda larga. Assim, a Oi encerrou o ano passado com um prejuízo de R$ 5,3 bilhões. Diante de resultados tão ruins, o presidente Bayard de Paoli Gontijo renunciou ao cargo no início do mês. Agora, a Oi terá 60 dias para apresentar seu plano de recuperação aos credores, que terão um prazo de 180 dias para analisar e concluir pela aceitação ou recusa da proposta. A companhia vai suspender o pagamento de suas dívidas, mas terá que dizer como serão pagas. No tempo em que durar a recuperação, as ações não poderão ser negociadas em bolsa. Se os credores não aceitarem o pedido, a supertele que foi planejada pelo ex-presidente Lula como marco na economia brasileira deverá fechar as portas como um de seus fracassos mais retumbantes.

O PORTA-VOZ DA QUADRILHA

BRASIL 171 - Attuch: o blogueiro, que já teve a prisão solicitada pelo Ministério Público, recebeu 120.000 reais em propinaBRASIL 171 - Attuch: o blogueiro, que já teve a prisão solicitada pelo Ministério Público, recebeu 120.000 reais em propina(Sergio Dutti/VEJA)

VEJA

A Polícia Federal está no encalço de outro notório personagem do submundo petista. O blogueiro Leonardo Attuch firmou milionárias parcerias comerciais com os governos de Lula e Dilma. Movido a verbas públicas, mas não só, ele usa um blog chamado Brasil 247 para difamar adversários do PT e publicar textos patrocinados pelos contratantes, alguns deles presos e condenados. 

No ano passado, os investigadores descobriram que Attuch tinha outra fonte de renda. Recebia dinheiro de personagens ligados ao petrolão, abastecendo-se do propinoduto da estatal. 

Os procuradores chegaram a pedir a prisão do blogueiro depois que um dos envolvidos no escândalo confessou ter repassado a ele 120.000 reais. Na época, Attuch explicou que o pagamento era por um serviço de "produção de conteúdo jornalístico". 

Antes de deferir a prisão do "suposto jornalista", como classificou Attuch no despacho, o juiz Sergio Moro achou prudente aprofundar as investigações. Na semana passada, Attuch foi conduzido à PF para se explicar. A polícia descobriu que o tal pagamento foi feito por determinação do tesoureiro João Vaccari, com o dinheiro roubado de servidores e aposentados endividados.

ARAPONGAGEM - PETISTAS ESPIONAM TEMER

PETISTAS NO GOVERNO ESPIONAM TEMER PARA DILMA

SUSPEITA É QUE DOCUMENTOS SÃO COPIADOS PARA TURMA DE DILMA



Com a demora na substituição de petistas herdados do governo Dilma, ocupantes de cargos de direção e assessoramento superior estariam fazendo cópias clandestinas de informações estratégicas do governo Michel Temer para serem repassados à equipe de Dilma Rousseff, segundo setores de inteligência. O temor é que os vazamentos deixem a administração vulnerável a boicotes e até a ações de sabotagem. A informação é do colunista Cláudio Humberto, doDiário do Poder.

O governo suspeita que estariam sendo feitas cópias de informações em instituições como Dataprev, Funai, Funasa e INSS.

Ministros palacianos dizem que “os dados estão sendo espelhados”, um eufemismo para furto de informações.

Há mil nomeações pendentes, mas o governo continua à espera da liberação pela Abin, encarregada de verificar a ficha de cada indicado.

Acendeu o sinal vermelho no governo quando um convênio de R$ 100 milhões da Dataprev foi copiado e ninguém encontrou o responsável.

sábado, 25 de junho de 2016

ASSALTO AOS ENDIVIDADOS

Josias de Souza chama o desvio de dinheiro do crédito consignado daquilo que de fato é: "o assalto do Partido dos Trabalhadores aos aposentados e servidores públicos endividados." Acrescenta: "com a invenção da propina descontada no contracheque, o PT atingiu o ápice do despudor e da desfaçatez."

PT criou propina descontada no contracheque!

Josias de Souza


Desde que explodiu a Lava Jato, há dois anos e três meses, o país procura um significado maior de qualquer coisa que resuma essa época. Os brasileiros do futuro talvez selecionem como um destes episódios maiores o assalto do Partido dos Trabalhadores aos aposentados e servidores públicos endividados. Dirão que foi um fato histórico porque só então, com a invenção da propina descontada no contracheque, o PT atingiu o ápice do despudor e da desfaçatez.

O consignado, como se sabe, é um tipo raro de empréstimo. É bom para quem toma dinheiro emprestado porque as taxas de juros são baixas. É ótimo para o banco que empresta porque a prestação é descontada mensalmente do salário do servidor ou da pensão do aposentado. No aperto, milhares de brasileiros aproveitaram. E tornaram-se, sem saber, uma oportunidade que o PT aproveitou.

Entre 2010 e 2015, os milhares de brasileiros que se penduraram no consignado pagaram uma taxa de administração inusual. Estava embutida em cada parcela mensal a cifra de R$ 1,25. Dinheiro destinado a um intermediário chamado Consist Software, contratado pelo Ministério do Planejamento a pretexto de administrar o serviço.

Descobriu-se que a Consist retinha em sua caixa registradora apenas R$ 0,40. Os outros R$ 0,85 viravam propina. De centavo em centavo, foram assaltados R$ 100 milhões. Perto dos bilhões pilhados na Petrobras e no setor elétrico, parece dinheiro de troco. No entanto, entre todos os roubos praticados na era petista, foi esse que acabou com o que restava do melhor legado daquele ex-PT da fase sindical: a sensibilidade social e o respeito ao trabalho.

Andrey Borges de Mendonça, um dos 30 procuradores da República que se ocupam da investigação, resumiu o descalabro: “R$ 100 milhões foram desviados de funcionários públicos e pensionistas endividados, que se privaram de medicamentos, e de suas necessidades básicas para abastecer os cofres de corruptos. Isso tem que nos causar indignação, isso não pode ser algo natural da nossa sociedade.”

O que mais assusta na marcha da política rumo à delinquência não é a crueza, mas a hipocrisia. No gogó, o petismo é avesso à privatização. Para incrementar as propinas, admite qualquer negócio. Dispunha de uma empresa pública, o Serpro, para organizar o consignado. Preferiu privatizar o serviço, direcionando-o à Consist. Nada mais natural.

Se a pregação de líderes pseudo-esquerdistas como Lula havia ensinado alguma coisa era a não esperar nenhum tipo de hesitação altruísta do capital. Ele opera segundo as regras fixadas na Lei da Selva.

No futuro, quando puderem analisar a conjuntura atual sem ter de tapar o nariz, os brasileiros concluirão: o que assustou as almas mais ingênuas foi a facilidade com que se operou a autodissolução do PT como partido político e a rapidez com que a legenda estruturou a coalizão que dava suporte aos seus governos como uma lucrativa organização criminosa.

A sujeira prosperou tanto que acabou desenvolvendo no Brasil a indústria da limpeza ética, cujo principal empreendimento é a Lava Jato.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

PT COM BOLSOS VAZIOS? DUVIDO

BOLSOS VAZIOS



Mônica Bergamo / FSP

Dilma agora apela para financiamento coletivo para viajar


A equipe de Dilma Rousseff está preparando uma campanha de financiamento coletivo (crowdfunding) para arcar com os custos das viagens dela pelo Brasil.

VIDA DURA 2
A conta das viagens tinha sido repassada ao PT, mas estava salgada para o partido. Dilma viaja com pelo menos dez assessores, entre médico, jornalistas, fotógrafo e seguranças. Até agora, a legenda pagou apenas uma viagem dela, há duas semanas, para um encontro com intelectuais em Campinas.

EM CASA
Ontem Dilma não compareceu ao lançamento de um livro sobre o impeachment em SP. Sua presença estava confirmada.

COMO ANTES
Há relatos de que também o Instituto Lula está apertando os cintos. As contribuições de empresas, outrora abundantes, desapareceram.

VIDA QUE SEGUE
Dirigentes do Instituto afirmam que os projetos da em andamento, voltados para a América Latina e a África, estão sendo financiados por recursos arrecadados para eles em 2013 e 2014.

BANCO DE DADOS
Já a empresa de palestras de Lula está praticamente parada. Neste ano, ele não fez nenhuma conferência remunerada.

SOBE E DESCE
Em 2011, depois de deixar a Presidência, Lula fez 31 palestras (21 delas no exterior). No ano seguinte, o ritmo diminuiu já que ele se tratava de um câncer. Em 2013, recuperado, Lula proferiu 20 palestras. Em 2014, dez. No ano passado, apenas três.