quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

SENADO APROVA A INTERVENÇÃO NA SEGURANÇA DO RIO DE JANEIRO



© Agência Senado Plenário do Senado durante votação do decreto de intervenção federal no estado do Rio de Janeiro

O Senado aprovou, na noite desta terça-feira, por 55 votos a 13, a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Com a decisão dos senadores, a medida decretada pelo presidente Michel Temer (MDB) na última sexta-feira seguirá valendo até o dia 31 de dezembro de 2018, conforme prevê o texto. O decreto, que estava em vigor desde a sua publicação, na sexta, já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados no início da madrugada desta terça, por 340 votos a 72.

A sessão no Senado estava prevista para as 18h, mas se iniciou por volta das 20h40 e só terminou pouco antes da meia-noite. Os parlamentares votaram e aprovaram o relatório do senador Eduardo Lopes (PRB-RJ), que foi escolhido relator pelo presidente da Casa, Eunício Oliveira (MDB-CE), e se posicionou favoravelmente à intervenção da União na segurança fluminense.

Antes da votação, cinco senadores favoráveis e cinco contrários à intervenção puderam se manifestar. Para que o relatório fosse aprovado, seria necessária a maioria simples dos votos dos senadores neste sentido, desde que estivessem presentes ao menos 41 parlamentares.

“Indiscutivelmente a situação da segurança pública no Rio de Janeiro atingiu um patamar que exige que o Estado brasileiro lance mão de todos os instrumentos institucionais colocados à sua disposição pelo ordenamento jurídico”, afirmou Lopes, que exerce o mandato como suplente do prefeito carioca, Marcelo Crivella (PRB). Ele disse ser “totalmente a favor” da intervenção federal no Rio.

“Vejo a intervenção como necessária e importante para o estado do Rio de Janeiro. Não dá para viver e ver a sociedade vivendo uma paranoia e refém daquilo que vemos lá dia a dia, com arrastões, assaltos, enfim, uma violência muito grande”, completou.

Entre os senadores que se posicionaram a favor da intervenção, Marta Suplicy (MDB-SP) disse que “a intervenção não acontece, como dizem os opositores, para massacrar os pobres e movimentos sociais. Ao contrário, é o que pode apoiá-los nesse momento, é o que pode libertar comunidades inteiras”.

Já entre os que defenderam a rejeição do decreto, Gleisi Hoffmann (PR), presidente do PT, classificou a intervenção como “pirotecnia do governo” e ressaltou que “não é papel das Forças Armadas fazer policiamento”. “A situação no Rio é crítica sim, mas não é crítica de agora”, declarou a petista.

O decreto

A intervenção federal no Rio de Janeiro foi a primeira medida do gênero a ser apreciada no Congresso brasileiro desde a promulgação da Constituição de 1988. O decreto assinado por Michel Temer na última sexta-feira e aprovado pelos parlamentares nesta terça-feira determina que a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro terá duração até o dia 31 de dezembro de 2018.

O texto nomeia como interventor o general do Exército Walter Souza Braga Netto, chefe do Comando Militar do Leste, e é justificado a “pôr termo a grave comprometimento da ordem pública no Estado do Rio de Janeiro”.

Braga Netto ficará subordinado ao presidente “e não está sujeito às normas estaduais que conflitarem com as medidas necessárias à execução da intervenção”. Estarão sob comando do interventor as secretarias estaduais de Segurança Pública, incluindo as polícias Militar e Civil e o Corpo de Bombeiros, a de Administração Penitenciária. Na prática, o decreto dá ao general poderes para atuar como um “governador da segurança pública”.

As demais áreas da administração fluminense, que não tiverem relação direta ou indireta com a segurança, seguirão submetidas ao governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

O PT, O BICHO E O TRÁFICO

O Antagonista

Ricardo Rangel, em O Globo, disse que Luiz Fernando Pezão tem de ser afastado:

“Não existe intervenção boa, mas a alternativa, deixar como estava, seria pior. Na verdade, a intervenção está atrasada mais de um ano e é acanhada: deveria mandar Pezão embora e botar um civil no Guanabara.”

Ele disse também que os governos do PT precisam ser responsabilizados pela calamidade carioca:

“É interessante e emblemático que a campeã e a vice-campeã deste carnaval tenham feito críticas políticas e denunciado o crime, mas sem mencionar o PT, o bicho e o tráfico: uma é presidida por um bicheiro, a outra é ligada ao Comando Vermelho.

A intervenção e a criação de um ministério de Segurança Pública podem sinalizar uma mudança importante na atitude do governo federal. Em seus 14 anos de governo, o PT se comportou como se nada tivesse com o assunto: a cada novo surto de violência, Lula e, depois, Dilma alegavam que Segurança era problema dos estados e nada faziam.”

sábado, 17 de fevereiro de 2018

À ESPERA DE UM REMÉDIO MILAGROSO



Imagem: Reprodução / Redes Sociais

A ousadia de Lula contra a Justiça de nosso país reflete na sociedade. O patriotismo tem voltado à pauta das conversas como escudo contra os ataques da quadrilha que se instalou no poder, sob o comando do ex-presidente já condenado. Mas tem o outro lado, a cumplicidade explícita de quem não faz parte da quadrilha, mas provavelmente tem algum benefício com esse tipo de prática criminosa denunciada pela operação Lava Jato, ou pensa que tem. Esse apoio absurdo vem nos sermões das igrejas, nas declarações de políticos que os petistas tratam como inimigos, de onde menos esperamos. Temos manifestações até das principais vítimas do petismo, como a que vem de uma das cidades que mais sente o efeito da impunidade, o Rio de Janeiro. A entrada da favela Rocinha foi adornada com uma faixa com os dizeres: "STF: Se prender Lula, o morro vai descer".

Teoria da conspiração? Pode ser, mas quando adversários do PT tinham candidaturas fortes em São Paulo, os bandidos aterrorizavam na capital paulista e em outros municípios do estado. Agora que alguns nomes que ameaçam a vitória da petralhada surgem no Rio de Janeiro, vem de lá esse tipo de intimidação. Mas vão descer o morro e fazer o que, mesmo? Certamente o morro desce diariamente, trabalhadores vão para o serviço, estudantes vão às escolas, famílias vão à praia, saem para passear, visitam parentes e amigos, qual o significado, então, da tal faixa?

Os discursos das lideranças petistas vêm demonstrando claramente qual é o recado, que o tom de ameaça resulte em ação. Quando convocam a militância a partir pra briga, determinam exatamente o que, que distribuam flores e coraçõezinhos da paz? Claro que não, é isso que está aí pra todo mundo ver, nas reportagens dos meios de comunicação e nos relatos, nas mídias sociais, dos moradores de cidades que mais sofrem com a violência.

Assistimos aos dramas do momento que, mesmo em circunstâncias distintas, têm pontos importantes em comum, o campo de batalha sangrento do governo venezuelano contra a população e a ousadia dos bandidos brasileiros, sejam os assassinos das ruas ou dos gabinetes.

Não dá mais pra esconder o que vem acontecendo na Venezuela há muitos anos. A ditadura Chávez, agora a de Maduro, apoiados por Lula e cia. já matou muito mais venezuelanos do que se anuncia.

Mas o pior que ainda tentam esconder é que, na verdade, estamos pior que a Venezuela, muito pior.

Faz tempo que o povo de lá vem reagindo pra ter a democracia de volta, sabiam que o comunismo acaba com a indústria, com a propriedade privada e, com o tempo, a miséria atinge a todos. A cortina de fumaça que fez os mais humildes resistirem à ideia de mudança e continuavam defendendo o ditador (quando ainda era o Chávez) era a dependência ao dinheiro que recebem dos programas sociais. Esse dinheiro também iludiu os comerciantes devido ao aumento artificial do consumo.

Alguma semelhança por aqui?

A nossa imprensa não mostrava, mas muitos comentaristas dos tempos em que ainda tínhamos programas de debates independentes nas nossas redes de TV nos informavam sobre o que já estava acontecendo na Venezuela enquanto o mundo, envolvido pela propaganda enganosa do esquerdismo, mantinha um silêncio cúmplice. Foi num desses programas que eu ouvia um dos comentaristas repetir com frequência: "a doença da Venezuela é um tumor que, ao ser extirpado (o ditador) imediatamente vem a cura. E no Brasil? Infelizmente sofremos de infecção generalizada que já contaminou toda a sociedade."

Alguma dúvida?

O venezuelano é um povo ordeiro que está sendo vítima das milícias armadas do ditador.
O brasileiro não é necessariamente ordeiro, é acomodado, mas os que vêm se mobilizando nos últimos meses estão do lado errado. Não defendem o país, defendem interesses próprios e, no momento, estão defendendo um criminoso condenado ou causando terror na sociedade.

Não sei se existe algum antibiótico eficiente pra essa doença moral.

ESSA CONTA NÃO É NOSSA, É DO PT




Imigrante dá banho em menina no Ginásio Tancredo Neves - Jorge William / Agência O Globo


Matéria de O Globo mostra venezuelanos fugindo da fome, da escassez de medicamentos e do desemprego no país comandado pelo ditador Nicolás Maduro.

A situação é dramática e atinge milhares de venezuelanos. Infelizmente, isso era previsível, mas tanto Chávez quanto Maduro contaram com amplo apoio de Lula e de seus tentáculos, incluindo o marqueteiro, que jamais se sensibilizaram com o sofrimento da população. O mundo já sabe que o modelo socialista fracassou em todos os cantos do mundo e deixa um rastro de miséria onde o regime se instala.

Mas mesmo assim PT, PSOL, PC do B e PDT deram suporte aos tiranos Chávez e Maduro. Seus membros deveriam ir agora até Roraima para tomarem conhecimento do que ajudaram a produzir.

Na verdade, a ajuda humanitária aos venezuelanos acolhidos no Brasil deveria sair do fundo partidário desses partidos, principalmente do PT. O partido do Lula faturou R$ 8,2 milhões em apenas um mês, são mais de CEM MILHÕES por ano somente para o PT, o partido que recebe a maior fatia. Foi Dilma quem triplicou os recursos destinados ao fundo partidário, em 2015, por meio de emenda ao Orçamento da União.

EMPULHAÇÃO

Se não for como deve ser, que chamem o pessoal dos direitos dos "manos" pra negociar pacificamente com as pobres vítimas da sociedade, ou seja, para a turma do PT e de seus tentáculos, os malvados somos nós.

Não adianta chamar o Exército e deixar a lei ao lado dos criminosos



Por J.R. Guzzo

As Forças Armadas, com o Exército à frente, são a organização mais respeitada do Brasil. Dão de 10 a 0 no Supremo Tribunal Federal, no Ministério Público, nos juízes que ganham o “auxílio-moradia”, na mídia e no Congresso Nacional. Ganham de longe de qualquer organização civil ─ sindicatos, empresas estatais ou privadas, confederações disso ou daquilo, clubes de futebol, OABs e similares. É melhor nem falar, então, da Igreja Católica e das CNBBs da vida ─ e muito menos desses lúgubres “movimentos sociais”, entidades de “minorias” e outros parasitas que vivem às custas do Tesouro Nacional. Enfim, as Forças Armadas têm mais prestigio que qualquer outra coisa organizada que exista neste país. Militar não rouba. Militar não falta ao serviço. Militar não é nomeado por político. É exatamente por essas razões ─ por ter nome limpo na praça, e valer mais aos olhos do público do que todos os três poderes juntos ─ que o Exército foi chamado para defender um Rio de Janeiro invadido, tomado e governado na prática por um exército de ocupação de criminosos. Mas é só por isso, e por nada mais: o governo chamou os militares, porque esta é a única maneira de tentar mostrar à população que está “fazendo alguma coisa” contra a derrota humilhante que lhe foi imposta pelos bandidos. O Exército não pode derrotar o crime no Rio de Janeiro. Nenhum exército foi feito para isso, em nenhum lugar do mundo. Pode haver algum alívio durante um certo tempo, mas depois a tropa tem de sair ─ e aí o crime volta a mandar, porque é o crime, e não o governo e sua polícia, quem manda no Rio de Janeiro.

O governo Michel Temer, no caso, é culpado por empulhação ─ mas só por empulhação. Pela situação do crime no Brasil, com seus 60.000 assassinatos por ano, recordes de roubos, estupros e violência em massa, e a entrega da segunda maior cidade do país à bandidagem, as responsabilidades vão muito além. A culpa pelo desastre, na verdade, é conjunta ─ o que não quer dizer, de jeito nenhum, que ela é dos cidadãos. Ela é de todos os que têm algum meio concreto de influir na questão e não fazem o seu dever. Como é possível enfrentar a sério o crime se temos leis, um sistema Judiciário e agentes do Estado que protegem ativamente os criminosos? Afinal, do jeito em que está a ordem pública no Brasil, eles têm praticamente o direito de cometer crimes. A maior parte da mídia mantém uma postura de hostilidade aberta à polícia ─ nada parece excitar tanto o fervor do noticiário do que as denúncias contra a “violência policial”. Obedece, ao mesmo tempo, a mandamentos de simpatia e compreensão perante os criminosos, sempre tratados apenas como “suspeitos”, vítimas da situação “social” e portadores prioritários de direitos. A maior parte dos 800.000 advogados do país é contra qualquer alteração que torne menos escandalosa a proteção e garantias fornecidas ao crime pelas leis atualmente em vigor. Policiais são assassinados em meio à mais completa indiferença ─ policial bom é policial morto, parecem pensar governo, oposição e quem está no meio dos dois. Os bispos, as ONGs, as entidades de defesa dos direitos humanos, as variadas “anistias” internacionais que andam por aí, as classes intelectuais, procuradores, juízes, políticos e mais uma manada de gente boa são terminantemente contra a repressão ao crime. Punição, segundo eles, “não resolve”. Sua proposta é esperarmos até o Brasil atingir o nível educacional, cultural e social da Noruega ─ aí sim, o problema estará resolvido.

A jornalista Dora Kramer, na sua coluna da última edição de VEJA, escreveu o que está para ser dito há muito tempo e ninguém diz: a cidade do Rio de Janeiro vive, hoje em dia, como se estivesse ocupada por uma tropa de invasão nazista. Nem mais nem menos. Um invasor do país tem de ser combatido com guerra, e não com decretos, criação de “ministérios de segurança” e a intervenção de um Exército que é mandado à frente de combate com as mãos amarradas. Não tem estratégia clara. Não tem missão definida. Não tem a proteção da lei. Não tem o direito de usar suas armas dentro da finalidade para a qual elas foram projetadas e construídas. Não tem meios adequados sequer para proteger os seus próprios soldados ─ muito menos, então, para atacar o inimigo. Enquanto for assim, o Rio continuará entregue aos invasores.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

OS MUNDOS PARALELOS DO BRASIL

MUNDOS PARALELOS - UM QUE SE PRENDE AOS FATOS, OUTRO QUE REZA TODO DIA A ORAÇÃO AO DEUS LULA

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Parece que vivemos em mundos paralelos. De um lado, brasileiros veem um partido que, desde os tempos de roubalheira nas prefeituras (caso CPEM), amealhou fortunas (na base do "um pra mim, um pro partido") para comprar a consciência de eleitores, cooptar as instituições, calar jornalistas e, atingindo o ápice com mensalão e petrolão, formou a maior quadrilha para assaltar o dinheiro dos impostos do trabalhador que se tem notícia no planeta. Quebraram o país, a farsa do país sem pobres foi desmascarada, não conseguiram mais esconder outra farsa, a do pleno emprego que incluía os beneficiários dos programas sociais, sem contar as propinas que é o crime mais inocente de todos se for comparar com a gravidade dos demais. Propina é dinheiro privado, desviar dinheiro público é o mesmo que negar o direito à vida para quem precisa de médicos, hospitais, segurança, etc. 

Agora me diz, que mundo esse pessoal que decorou a oração ao deus Lula e fica repetindo por aí enxerga?

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

LULA, UM 'EGOÍSTA DOENTIO', DIZ FUNDADOR DO PT

Fundador do PT sugere que Lula, 'egoísta doentio', impõe enterro sem fim ao País

Petista histórico, Delgado acusa Lula de soberba e vitimização

Para Delgado, Lula falha em grandeza e sugere querer sepultar princípio da igualdade de todos perante a lei (Fotos: Arquivo pessoal e Roberto Parizotti/CUT)

Davi Soares

Fundador do Partido dos Trabalhadores e ex-deputado federal constituinte, com seis mandatos pelo PT de Minas Gerais, o sociólogo e cientista político Paulo Gabriel Godinho Delgado escreveu um artigo, reproduzido no Diário do Poder, em que descreve como “soberba banal e vitimização” algumas das atitudes do ex-presidente Lula e de seus seguidores, diante das condenações, crimes e escândalos produzidos pelo líder petista no Brasil, que foi condenado a mais de 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

No texto que toma emprestado o título do livro de Willian Faulkner, Enquanto Agonizo, Paulo Delgado não cita Lula, mas faz uma análise minuciosa do que afirma que se passa no PT, na cabeça do ex-presidente e no País. A análise compara com contundência o comportamento de Lula ao de “um pai brutal”, personagem de Faulkner, que “impõe a todos um enterro sem fim, não deixando a vida de ninguém fluir sem ter de pensar no seu egoísmo doentio”.

Delgado lamenta que o ex-presidente petista que passou a se referir a si mesmo como “o líder” não tenha sido capaz de suportar o sucesso com mais honestidade e a adversidade com mais autocontrole.

“O que ‘o líder’ quer é o refluxo da identidade perdida, fugir da responsabilidade confinado na condição de perseguido. Pelo alto, espalha simulacros de habeas corpus, certo de que a Justiça dos privilegiados prevalece e o ressuscita, como Lázaro. Por baixo, mantém agitada a agonia, seguro de que a manipulação do povo reabsorve a desordem que ele criou e a dissolve na sociedade até sumir sua autoria”, conclui Paulo Delgado, em uma das críticas mais duras feitas por um petista histórico ao ex-presidente Lula.

O político que dividiu com Lula a primeira Direção Nacional do PT, afirma que Lula “falhou em grandeza” e que o ex-presidente sugere o sepultamento, com a toga preta do Supremo Tribunal Federal, do princípio da igualdade de todos perante a lei.

“Como numa piada, arrumou advogado na ONU. Sentia-se um país. Não queria mais suar. Botaram na cabeça dele que se é vontade de Deus que as pessoas tenham opinião diferente sobre honestidade não cabe a ele discutir desígnios divinos. Suas proezas entardeceram e começaram a alimentar uma ordem política incapaz de produzir valores sociais. Vazio, deixou-se preencher pelo maior valor do mundo moderno, o ouro de tolo, que lambuza no presente a consequência do futuro”, diz um dos trechos mais duros do artigo de Delgado, que faz referência ao advogado britânico e conselheiro da rainha Elizabeth II, Geoffrey Ronald Robertson, que representa Lula na Comissão de Direitos Humanos da ONU.

ABUSO POLÍTICO

Em outros trechos em que expõe o esvaziamento político de Lula, inversamente proporcional aos seus diplomas e medalhas que recebidos, o fundador do PT critica os autoelogios, a fúria do ex-presidente petista e o enfraquecimento da autoridade, “por seu abuso e o hábito de confundir poder com relação e intimidade”.

“Quando a Justiça abriu a porta dos seus transtornos desesperadores, ele já havia caído na mais sedutora armadilha da política atual, o dinheiro fácil, e não quis reconhecer o que fez. [...] pressupôs que a condição de vítima evitaria o caminho da desmoralização. Ele voltou a suar, como se estivesse espumando, feito um cavalo desembestado, convocou adoradores, dependentes, para a velha modalidade de ação heroica – camisa de partido, candidatura, comício, farisaísmo – na tentativa desesperada de incinerar a sentença e botar fogo na pavorosa jornada da Justiça de ousar apontar o dedo para quem sempre fez o que quis e nunca foi tão adequadamente contrariado”, escreveu Paulo Delgado.

Por fim, o sociólogo e ex-deputado federal pelo PT convida a sigla de esquerda a parar de tratar de forma errada o erro e a reconhecer que não foi um período virtuoso “o período de governo com um presidente deposto, três ex-presidentes da Câmara, senadores e inúmeros ministros de Estado presos ou processados, dirigentes partidários e governadores confinados ou envolvidos, a maior empresa do País dilapidada, a autoridade olímpica nacional presa, o bilionário do período encarcerado, a Copa investigada, fundos de pensão arruinados, o BNDES um clube de amigos, grandes empresários condenados, frugal intimidade com ditadores, etc., não foi um período virtuoso”.

Leia o texto completo de Paulo Delgado na seção de artigos do Diário do Poder.