domingo, 16 de fevereiro de 2020

PAU QUE NASCE TORTO, NUNCA VIRA À DIREITA

Eu acreditava que a lista de Furnas era falsa, que era apenas plantação de calúnia do PT, já que essa é uma das especialidades da petralhada.

Pra ver como a gente se engana! E não é à toa que muitos eleitores de tucanos migraram para a dupla Bolsonaro/Mourão.

Eu continuo respeitosa com o PSDB e não cuspo no prato que comi, mesmo que alguns tucanos tenham nos lançado ataques idênticos aos dos petistas, como se estivessem a serviço do PT... e olha que muitas postagens me fazem pensar que é isso mesmo.

Eu não costumo comentar sobre os tucanos porque, por décadas, estivemos juntos no mesmo ideal de combate a corruPTos. Respeito esse passado, mesmo que alguns tucanos venham a ter o mesmo destino que os petistas... a cadeia... enquanto sua militância nos ataca com os mesmos adjetivos toscos que os petistas.

Nesses tempos de máscara caindo, a única certeza é a de que a polarização PT X PSDB se mostrou como uma peça de ficção tão bem montada como aquele documentário que concorreu ao Oscar.

A diferença é que muitos de nós exercemos o legítimo direito de pular fora, enquanto os petistas, como eles mesmos dizem, resistem, confirmando a tese de que pau que nasce torto, nunca se endireita. 

O vídeo abaixo explica a farsa da falsa perícia da lista de Furnas e outras questões também importantes:


CADÊ O PESSOAL DOS DIREITOS DOS MANOS?


Para cada situação, o partido dos defensores de bandido tem uma versão. No caso do suposto miliciano que a PM petista assassinou, valeu a máxima de que "bandido bom é bandido morto". Cadê o pessoal dos direitos dos "manos"?

Em nota divulgada na noite deste sábado, Jair Bolsonaro afirmou que o governador da Bahia “não procurou preservar a vida de um foragido, e sim sua provável execução sumária, como apontam peritos consultados pela revista Veja”.

“É um caso semelhante à queima de arquivo do ex-prefeito Celso Daniel, onde seu partido, o PT, nunca se preocupou em elucidá-lo, muito pelo contrário.”

“É irônico o governador petista falar de más companhias quando, nos últimos anos, os principais dirigentes nacionais do PT foram condenados e presos na Operação Lava Jato.

Os brasileiros honestos querem os nomes dos mandantes das mortes do prefeito Celso Daniel, da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, do ex-capitão Adriano da Nóbrega, bem como os nomes dos mandantes da tentativa de homicídio a Jair Bolsonaro.”

EFEITO BUMERANGUE SOBRE MILÍCIAS

Quem cria certas narrativas zomba da capacidade mental de seus seguidores...taí como se desmonta uma aberração:


Em nota divulgada na noite deste sábado, Jair Bolsonaro voltou a responsabilizar a PM de Rui Costa pela morte do miliciano Adriano da Nóbrega.

O presidente afirmou que o governador da Bahia “não procurou preservar a vida de um foragido, e sim sua provável execução sumária, como apontam peritos consultados pela revista Veja”. 

“É um caso semelhante à queima de arquivo do ex-prefeito Celso Daniel, onde seu partido, o PT, nunca se preocupou em elucidá-lo, muito pelo contrário.”

E acrescentou:

“É irônico o governador petista falar de más companhias quando, nos últimos anos, os principais dirigentes nacionais do PT foram condenados e presos na Operação Lava Jato.

Os brasileiros honestos querem os nomes dos mandantes das mortes do prefeito Celso Daniel, da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, do ex-capitão Adriano da Nóbrega, bem como os nomes dos mandantes da tentativa de homicídio a Jair Bolsonaro.”

FAKE NEWS NA VISITA DE LULA AO PAPA


A assessoria de imprensa do Vatican News, portal de informações do Vaticano, informou, em nota, que desconhece a bênção benedictionem et innocentum que supostamente seria concedida apenas aos inocentes por pontífices.

Sabia que a petralhada iria aprontar com o papa Francisco, que não tinha obrigação nenhuma de receber o condenado. Outros papas receberam políticos corruptos como CHEFES DE ESTADO, não numa agenda que garantiram que seria privada, mas já transformaram em palanque eleitoral.
Mais uma vez, papa Francisco dando trabalho para corrigir um equívoco. Vejam isso:
*
A Vatican News, editada pelo Dicastério para a Comunicação da Santa Sé, usou sua versão em Português para desmentir boato difundido nas redes sociais dando conta de que o Papa Francisco concederá uma bênção conhecida como benedictionem et innocentum (benção dos inocentes) ao ex-presidente Lula.

#VaticanNews informa que se trata de uma inverdade – publicou a Vatican News no Twitter.

Essa mentira foi espalhada pelo lulopetismo. Esse é o respeito que essa gente tem pela figura do Papa.

sábado, 15 de fevereiro de 2020

CADÊ OS "PSOLENTOS"?

Foi por água abaixo a acusação dos "psolentos" de que Moro é capanga de milícia.
O ministro Sergio Moro anunciou a prisão, na madrugada deste sábado, de Leandro Pereira da Silva, conhecido como “Léo do Rodo”, chefe de milícia no Rio de Janeiro.
No Twitter, Sergio Moro comentou a operação que terminou com a detenção de Léo do Rodo.

“Agente policial federal Ronaldo Heeren foi assassinado em serviço contra o crime organizado. Um herói. Prisão hoje de um dos suspeitos, líder de milícia. Confiamos que a PF identificará os responsáveis e os levará à Justiça. Inestimável apoio da PRF no caso.”

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

A CARETICE E REPRESSÃO DO "NÃO É NÃO"


Quem ataca a ministra Damares e sua campanha para evitar que crianças sejam usadas sexualmente por marmanjos pedófilos e tenham que assumir uma gravidez indesejada (ou que eliminem uma vida, de acordo com a bandeira esquerdista).... pois, então, o que dizem da modinha CARETA, REPRESSORA e de moralismo duvidoso do "NÃO É NÃO "?

De Próprio Punho, por Danuza Leão: 
“Percebi que estava me autocensurando

Quando comecei a escrever, podia tudo. Relendo coisas que escrevi há 15, 20 anos, mal posso acreditar na liberdade que se tinha — e como era bom. Mas não há bem que sempre dure; veio o politicamente correto e o moderno feminismo, que tornaram a vida melancólica e sem graça, afastando essa coisa tão boa, que é o encontro entre homens e mulheres. Encaretamos!

Antes que achem que sou contra o mundo gay, vou logo explicando que, para mim, somos todos pessoas, e cada um vai para a cama com quem quer — e ninguém tem nada a ver com isso. Na confusão que ficou este mundo, a grande questão do novo feminismo é quem vai lavar os pratinhos; sobre o resto, os homens não foram perguntados, e vou logo dizendo que, para mim, lavar um pratinho a mais é algo que faço com o maior prazer.

Quando, no carnaval, vejo um bloco de rua com as moças usando a camiseta “Não é Não”, fico triste com tanta bobagem. Quem não sabe quantas vezes acontece de as coisas começarem com um não e terminarem num radiante sim, ou começarem com um sim e terminarem num decepcionante não? E a paquera, não pode mais? E o carnaval, vai ficar essa coisa sem graça? Não se pode mais cantar Zé Kéti: “Vou beijar-te agora não me leve a mal, hoje é carnaval”? Não se vai poder nunca mais ver um bloco cantando “o teu cabelo não nega, mulata”, e nunca mais ninguém vai poder cantar Amélia, aquela “que achava bonito não ter o que comer”? Que mundo mais triste, este…

Minha imaginação é grande e sempre escrevi com muita alegria. De uns tempos pra cá, porém, percebi que estava me autocensurando. Sem liberdade, não dá para fazer nada, a não ser pensar, o que, aliás, não é pouco. Por isso, a partir de agora, vou ficar me divertindo só com meus pensamentos. 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

FINALMENTE, ALGUÉM COM CORAGEM PARA REVETER O ESTRAGO DAS IDEIAS PROGRESSISTAS


"Sempre que falo de sexualidade o falo sob a perspectiva da proteção da infância. A quem interessa que esta Ministra se cale ou que o Estado seja omisso quando somos o pior país da América do Sul para se nascer menina? A quem interessa que esta Ministra se cale quando existe um discurso imoral e criminoso tenta normalizar a iniciação sexual de meninos e meninas de 12 anos?

Quem for adulto que faça o quem bem entender com seu corpo, mas com nossas crianças NÃO!
Criança nasceu para ser amada e não abusada!"

(Damares Alves)


Os "progreçixtas", que pregam a tolerância e "mais amor, por favor", debocham da religiosidade da ministra e de sua campanha para evitar a gravidez precoce. Mais que isso, a ofendem ao extremo. É o pessoal que considera avanço liberar drogas, aborto e pedofilia. 

Espero que as pessoas acostumadas com as "verdades" globais entendam a proposta da ministra, que é uma alternativa às propostas esquerdistas para evitar o nascimento de crianças indesejadas, que as induzem a uma suposta liberdade para que, desde a infância, façam o que quiserem (ou pensam que querem, mas são forçadas porque todo mundo faz), então libera o aborto pra resolver depois... ou a guerra de ódio entre os gêneros.

Debate sobre o movimento entre adolescência e a gravidez
Palavras de Edna Lopes

Alguém pode me apontar os contras ? Mas por favor, crítica com argumentos e não narrativas.
Ah! Crítica pela crítica também não dá, ok?

"Deixa eu contar uma coisa pro pessoal que está rindo da campanha de abstinência sexual da Damares: o programa é para ADOLESCENTES!!

Você pode continuar dando pra quem você quiser....

Agora: campanha para adolescente voltar a ser adolescente, evitar gravidez precoce, aborto e doenças sexualmente transmissíveis não é motivo de piada!!

Piada é uma criança de 10 anos estar grávida!!

Piada é crianças de 12 anos trabalharam como prostitutas!!

Piada é saber de meninas de 14 anos fazendo sexo grupal!!

Piada é uma menina de 15 não saber quem é o pai do seu filho!!

Piada são vocês que vivem em uma bolha e não sabem o que acontece Brasil afora!!

Isso sim é piada!! Piada de mau gosto!!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

GOSTAR DE APRENDER - VOVÓ TETÉ E AS BIBIS

Vamos aprender brincando?
Como fazer para evitar que as crianças encarem o aprendizado como algo complicado e chato?

Especialistas explicam que interagir de maneira amigável e prazerosa facilita a compreensão. 

A discussão de conteúdos colocada de maneira prática e atribuindo um significado que faz sentido no seu cotidiano estimula a criança a vivenciar o que está sendo estudado.

A intenção aqui não é a de ensinar, eu e a Sabrina não vamos dar aula. Apenas pretendemos mostrar que o envolvimento da criança ajuda a despertar a curiosidade, o interesse e a atenção, qualidades fundamentais a serem desenvolvidas para que se tornem bons alunos e, no futuro, cidadãos conscientes e excelentes profissionais.

Estamos radiantes em poder compartilhar com vocês nossas brincadeiras, curiosidades, experiências e os resultados de muita coisa bacana que fazemos juntas.


MINISTRO MORO NO PÂNICO



O ministro Sergio Moro foi o convidado para entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, nesta segunda, 27 de janeiro. 

Sem o tom provocativo, como tem sido o padrão jornalístico militante nos últimos tempos, evidentemente que algumas perguntas sobre a onda de boataria que tem se espalhado contra o governo não poderiam faltar.

Perguntado se estaria se sentindo desprestigiado depois de a ideia de um suposto desmembramento do Ministério da Justiça e da Segurança Pública ter sido lançada por políticos interessados em cargos, como também em enfraquecer o combate ao crime organizado e à corrupção, o ministro garantiu que permanece no cargo. 

“Esse episódio… O próprio presidente falou que está encerrado. Não tem nenhum motivo para eu não ficar. Estou fazendo um trabalho que me comprometi com o presidente”, afirmou.

O ministro também foi questionado sobre as críticas que recebeu de um desses interessados em criar confusão para se dar bem, como a de que é “queridinho” da imprensa e “parece menino buchudo”, pois “fica reclamando”, além da experiência do ministro da Justiça na área da segurança pública ter sido posta em dúvida.

“Eu não falei nada de nada. Tenho 22 anos de magistratura antes de entrar como ministro”, rebateu Moro. “Hoje, no Brasil, grande parte da violência está vinculada ao crime organizado. A minha compreensão é que se você combater o crime organizado, vai ter um reflexo disso na queda dos crimes em geral.”

E ainda

“Os resultados falam por si. Claro que é um mérito compartilhado com as forças de segurança estaduais e municipais, onde tem. Mas 22% a menos de assassinatos em 2019, e eu não gosto de usar essa expressão que foi utilizada por algumas pessoas no passado, é algo que nunca aconteceu antes no país.”

Sergio Moro está convicto de que há pessoas interessadas em enfraquecer o governo e tirá-lo do Ministério da Justiça e da Segurança Pública.

“Tem muita gente querendo enfraquecer o governo, me tirando fora do governo. E, às vezes, gerando essas intrigas”, afirmou.

No programa da Jovem Pan, Sergio Moro disse que apoiará a reeleição de Jair Bolsonaro:

“Já falei um milhão de vezes. Daqui a pouco, vou tatuar na testa. O presidente já apontou que pretende disputar a reeleição. Sou ministro do governo, vou apoiar o presidente Bolsonaro.”

Apesar de alguns pontos aprovados pelo Congresso que não o agradam, Sergio Moro defendeu o pacote anticrime sancionado por Jair Bolsonaro.

“O pessoal falou: ‘ah, foi uma derrota do Moro’… Não. Tem muita coisa importante lá”, disse o ministro da Justiça. 

“O pacote que foi apresentado tem muitas coisas boas que foram aprovadas. […] Tem algumas coisas que colocaram lá que eu discordo, mas acho que são contornáveis por interpretação do juiz”, prosseguiu Moro. “A questão é que os juízes vão ter que contornar. Não tem nada ali tão comprometedor. Acredito ainda que é uma lei importante para o país e que tem mais avanços do que retrocessos.”

Sergio Moro também foi perguntado, na entrevista ao Pânico, se gostaria de assumir uma vaga no STF.

“Não gosto de discutir vaga enquanto a vaga não existe. É um negócio meio esquisito”, despistou o ministro da Justiça. 

Em seguida, no entanto, Moro afirmou:

“É uma perspectiva que pode ser interessante e natural na minha carreira. Mas a escolha cabe ao presidente da República. Ele tem a possibilidade de me indicar, pode indicar outras pessoas. […] Tem outros nomes. Acho que o presidente só vai fazer essa escolha no momento apropriado.”

Apenas por curiosidade, também indagaram a Sergio Moro se havia assistido ao documentário “Democracia em Vertigem”, dirigido por Petra Costa e indicado ao Oscar.

“Acabei assistindo. Olha, acho que a cineasta é bastante honesta no começo, quando ela diz assim: ‘Eu sou petista, e o Lula é meu herói’. E o resto do filme segue essa toada”, disse Moro.

Por falar no chefe da quadrilha condenado, porém provisoriamente solto, Moro também falou sobre a prisão e a soltura de Lula. 

“O correto era ele ter saído após cumprir toda a pena dele. A revisão da prisão em segunda instância, com todo o respeito ao STF, foi um retrocesso. Mas acho que há perspectivas de a gente conseguir aprovar isso [no Congresso], para voltar a execução em segunda instância. Isso transcende, e muito, a questão do Lula. Se você comete um crime, tem de ser punido nessa vida, não na próxima”, disse Moro.

E mais:

“O cara que você prendeu normalmente não gosta [de você]. Mas esse pessoal não fica preso o resto da vida. Uma hora ou outra eles saem da prisão.”

Assistam a entrevista no vídeo abaixo:


HOLOCAUSTO À ESQUERDA

"Os eugenistas continuam agindo, porém sob a imagem de tolerantes que supostamente protegem seus "inferiores"

Dia de triste lembrança
O meu repúdio aos que usam a tragédia para destruir adversários.
Meu repúdio a quem faz chacota ao associar nosso presidente e seus apoiadores ao nazismo, especialmente os "progressistas" que são assumidamente antissemitas. Essa é sua prática, esses são seus métodos, acusar os outros do que eles próprios são. Atacam seus oponentes olhando para o espelho.
*
"Lembremos do Holocausto, para jamais repeti-lo! A judeofobia infelizmente continua em alta no mundo. Mas não vamos errar o alvo: hoje* esse ódio aos judeus disfarçado de ódio a Israel vem do lado esquerdo. A direita, em sua grande parte, tem defendido Israel contra os ataques da esquerda e da ONU."

(Rodrigo Constantino)


“Aqueles que se esquecem do passado estão condenados a repeti-lo”, alertou George Santayana. Esse alerta deveria servir para a memória do Holocausto, já que muitos sequer sabem o que ele foi, ou pior: negam que tenha ocorrido (um desses apareceu na minha página do Facebook esses dias, tomando sua estupidez por “ceticismo”). 

Vi recentemente o filme “Denial”, baseado em fatos reais com a atriz Rachel Weisz, justamente sobre um “intelectual” que negava a ocorrência do Holocausto. Recomendo.

É nesse contexto que também sugiro a leitura do artigo de Osias Wurman hoje no GLOBO. Ele mostra a postura ambígua e contraditória da ONU nessa questão. Por um lado, a entidade relembra oficialmente a carnificina que ceifou a vida de seis milhões de judeus; mas, por outro, ela tem endossado ataques absurdos a Israel, manipulada pelos árabes e seus petrodólares."

Leia mais AQUI em "A ONU e o Holocausto: é preciso recordar para jamais repetir!"

CORONAVÍRUS E A GRANDE FOME NA CHINA

Vemos muitos criticando os hábitos alimentares chineses, que podem ser a causa de doenças gravemente infecciosas, mas poucos entendem a origem dos insanos e perigosos hábitos alimentares chineses: FOME E MISÉRIA CAUSADAS POR UMA DITADURA COMUNISTA.
Entre 1958 e 1962, o líder do Partido Comunista Chinês implementou um programa de aceleração do crescimento no país.
Entretanto, na prática, o projeto foi uma catástrofe de dimensões continentais. O programa, que falava em igualdade e justiça social, causou o óbito de um número inestimável de vidas humanas ... mais de 45 milhões de chineses.

De canibalismo a ratos: a grande fome de Mao, o “Holodomor” chinês

Uma série de políticas públicas equivocadas resultou na morte de 45 milhões de chineses — casos de canibalismo e execuções por descumprimento das determinações comunistas eram frequentemente relatados

Fabio Previdelli  - UOL

Chineses famintos durante a Grande Fome

O Holodomor foi um dos maiores crimes cometidos pela gestão stalinista na antiga União Soviética. Estima-se que, entre 1932 e 1933, 3.9 milhões de pessoas morreram de fome. Entretanto, o que poucos sabem, é que um paralelo desse caso aconteceu na China de Mao Tse Tung, vitimando mais de 45 milhões de chineses.

Entre 1958 e 1962, o líder do Partido Comunista Chinês implementou um programa de aceleração do crescimento no país. O plano, que parecia ser excelente, ao menos no papel, prometia levar a China a sobrepujar, economicamente, qualquer nação do Ocidente em até 15 anos.

Entretanto, na prática, o projeto foi uma catástrofe de dimensões continentais. O programa, que falava em igualdade e justiça social, causou o óbito de um número inestimável de vidas humanas — que não pereceram em virtude de uma Guerra ou de uma catástrofe natural, mas sim de uma péssima sequência equivocada de decisões governamentais.

Além do mais, qualquer pessoa com pensamentos opostos ao que estava sendo aplicado, era desqualificada sistematicamente. Em casos mais extremos, alguns dos opositores eram presos ou exilados em campos de trabalho forçado.

O capítulo, considerado com o mais sombrio da História da República Popular da China, é descrito por Frank Dikötter, professor catedrático na Universidade de Hong Kong, no livro A grande fome de Mao – A história da catástrofe mais devastadora da China, publicado no Brasil pela Editora Record.

Dikötter teve acesso aos arquivos do Partido Comunista pouco antes das Olimpíadas de Pequim, em 2008. Segundo o autor, os relatos fazem parte de um catálogo de horrores e incluem casos de canibalismo em aldeias de diferentes regiões do país: como relatos de camponeses que desenterram cadáveres de parentes para a alimentação; ou daqueles que comiam ratos, e até mesmo cascas de árvores e terra.

Ao mesmo tempo em que essas barbáries aconteciam no país, o governo vendia, por meio da propaganda oficial, uma imagem de um povo feliz e de uma economia prospera. “A fome tomou dimensões muito além do que se pensava anteriormente”, descreve o autor.

“Os especialistas estimavam a catástrofe demográfica entre 15 e 30 milhões de mortes. Com as estatísticas compiladas pelo próprio Gabinete de Segurança Pública na época, descobre-se uma calamidade muito maior: pelo menos 45 milhões de mortes prematuras entre 1958 e 1962. Mas não é simplesmente a extensão do número de mortos que conta, mas também como essas pessoas morreram”.

“Não é que as pessoas morressem de fome porque não havia comida disponível. A comida era, na verdade, usada como uma arma para forçar as pessoas a cumprirem as tarefas atribuídas pelo Partido. E as pessoas que eram consideradas como de direita ou conservadoras, as pessoas que dormiam no serviço, que estavam muito doentes ou enfraquecidas para serem obrigadas a trabalhar se viram sem acesso à cantina e morriam mais rapidamente de fome. Pessoas fracas ou os elementos considerados como inaptos pelo Partido foram, portanto, deliberadamente levados à fome”, explica.

Dikötter relatou que o Estado do país usou da violência extrema para impor a criação de grandes comunas agrícolas. Lá, homens e mulheres viviam separados e perdiam qualquer direito que tinham de criarem seus filhos.

Além do mais, eles também eram proibidos de cozinhar dentro de suas casas. Os camponeses eram forçados a se privarem de comer e se viram obrigados a falsificar os números de tudo o que produziam — já que eles deviam ceder ao Estado todos os grãos que colhiam.

O autor aponta que por acreditarem cegamente em Mao Tsé Tung e no Partido Comunista chinês, a população passou por uma espécie de lavagem cerebral intensa e sistemática. “Tudo foi coletivizado”, diz. “Muito rapidamente o paraíso utópico provou ser um enorme quartel militar. A coerção e a violência eram as únicas formas de garantir que as pessoas executassem as tarefas que lhes eram ordenadas pelos membros locais do Partido”.

No mesmo período da fome, o poder maoísta torturou, matou e executou entre 2 e 3 milhões de pessoas que discordavam das diretrizes do sistema. Aqueles que roubavam um punhado de grãos, ou batatas para se alimentarem, também eram severamente punidos.

Em um relato, encontrado nos registros oficiais do PC chinês, é descrito o caso de um homem que foi forçado a enterrar seu filho vivo de 12 anos. O garoto teria saqueado alguns grãos. O pai morreu de desgosto algumas semanas depois.

Apesar dos diversos casos chocantes, o partido comunista chinês trata o período com certa normalidade. Eles alegam que as mortes ocorreram em virtude das condições ambientas, e também dizem que elas foram a menor escala do que o registrado: apenas 15 milhões de pessoas. Eles tratam essa fase como “O difícil período de três anos”.