sábado, 22 de abril de 2017

PROVAS CONTRA LULA NÃO FORAM DESTRUÍDAS



O empresário Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS, se prepara para apresentar provas de que o tríplex do Edifício Solaris, no Guarujá, estava reservado para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As informações são do jornal O Globo.

Segundo a reportagem, Pinheiro “tem em mãos informações que incluem agenda de encontros pessoais entre os dois no primeiro ano de investigação da Lava-Jato, além de centenas de telefonemas e contatos relacionados às tratativas” e também. Ainda segundo o jornal, algumas dessas provas foram anexadas à ação judicial sobre o caso.

Na última quinta-feira, em depoimento ao juiz Sergio Moro, Pinheiro afirmou que o triplex pertencia a Lula, algo que o ex-presidente continua a negar com veemência. Na ocasião, o executivo também afirmou que Lula o orientou a destruir provas que pudessem incriminá-lo na Lava Jato, entre outras revelações.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

O GOLPE MILITAR DO PT QUASE ACONTECEU

Exército foi sondado para decretar estado de defesa, diz general

Segundo o general Eduardo Villas Bôas, politicos de esquerda fizeram a consulta nos dias que antecederam o impeachment de Dilma Rousseff

Por Thaís Oyama e Robson Bonin - VEJA

Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, comandante do Exército (Cristiano Mariz/VEJA)

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, revela em entrevista a VEJA que a instituição foi sondada e rechaçou a hipótese de apoiar a decretação de estado de defesa nos dias tensos que antecederam o impeachment de Dilma. Villas Bôas não diz quais foram os políticos que fizeram a consulta, mas reconhece que as Forças Armadas ficaram “alarmadas” com a perspectiva de serem empregadas para “conter as manifestações que ocorriam contra o governo”. “Nós temos uma assessoria parlamentar no Congresso que defende nossos interesses, nossos projetos. Esse nosso pessoal foi sondado por políticos de esquerda sobre como nós receberíamos uma decretação do estado de defesa”, afirmou Villas Bôas.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

TODOS PELO "VOLTA LULA"

Não tem jeito, aliás, o brasileiro não tem jeito. Os que criticam a roubalheira do PT também são contumazes em atacar seus adversários, principalmente os tucanos. Quanto aos adoradores da seita petista, conseguem o feito de igualar todas as circunstâncias, seja verba não declarada de campanha, mesmo que não se trate de propina, seja citação em doações legais, promovendo uma comparação absurda com os esquemas de desvio de dinheiro público para financiar o PT e seus aliados e, o pior, enriquecer as lideranças desses partidos. Mas quanto ao Lula, o chefão, todas as artimanhas possíveis são articuladas em sua defesa. Portanto, se de um lado temos um eleitorado contra TODOS, tanto os fieis eleitores de Lula quanto quem nega o voto a outros candidatos vão garantir mais uma vitória que enterra definitivamente a tese de que o crime não compensa, pois quem tem voto VENCE e ponto, não tem outro cálculo possível.

Lula é o presidenciável com maior potencial de votos, diz Ibope

Rejeição ao petista ainda é alta (51%), mas recuou 14 pontos em um ano; Doria, que teve nome incluído pela primeira vez, tem menor a rejeição entre tucanos

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) (Eraldo Peres/AP)

Maquiavel

Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira pelo jornal O Estado de S. Paulo mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o candidato à Presidência com o maior potencial de voto entre nove nomes testados pelo instituto – entre eles, pela primeira vez, o do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB).

O levantamento mostra que, desde o impeachment de Dilma Roussef (PT), há um ano, a rejeição a Lula caiu 14 pontos – hoje é de 51%, número próximo à soma dos que dizem que votariam nele com certeza (30%) e dos que poderiam votar (17%).

A pesquisa foi feita entre os dias 7 e 11 de abril, portanto antes da divulgação do conteúdo das delações feitas por executivos e ex-executivos da Odebrecht na Operação Lava Jato, que comprometeram ainda mais o ex-presidente, com detalhes sobre repasses de dinheiro ilegal e pagamento de benefícios pessoais, como no caso do sítio de Atibaia.

As delações, no entanto, também envolveram outros presidenciáveis, como os tucanos Geraldo Alckmin, Aécio Neves e José Serra. Segundo o Ibope, desde outubro de 2015, a soma dos que votariam com certeza ou poderiam votar em Aécio despencou de 41% para 22%, enquanto a de Serra caiu de 32% para 25% e a de Alckmin, de 29% para 22%. Em relação à rejeição, os três tucanos têm índices maiores que o de Lula: 62%, 58% e 54%, respectivamente.

Já Doria, incluído pela primeira vez, tem 16% de eleitores potenciais (6% votariam com certeza e 10% poderiam votar). A rejeição dele, no entanto, é muito menor que a dos outros tucanos (36%), assim como a taxa de conhecimento (44% não o conhecem, contra 24% de Alckmin e 16% de Serra e Aécio), o que mostra potencial para crescimento.

Marina Silva (Rede), como os tucanos, viu reduzir seu potencial de voto: 33% votariam ou poderiam votar nela contra 39% em 2015 e há um ano. A rejeição a seu nome aumentou de 46% para 50% no último ano.

Jair Bolsonaro (PSC-RJ) aparece com 17% de potencial de voto na pesquisa, seis pontos percentuais a mais em relação ao mesmo mês do ano passado. Sua rejeição, no entanto, também cresceu, passando de 34% para 42%.

A pesquisa mediu apenas o potencial de voto (não a intenção de voto, em que o entrevistado é instado a dizer em quem votaria). Nesse tipo de levantamento, o entrevistador apresenta um nome de cada vez e pede ao eleitor que escolha qual frase descreve melhor sua opinião sobre aquela pessoa: se votaria nela com certeza, se poderia votar, se não votaria de jeito nenhum, ou se não a conhece o suficiente para opinar. Foram entrevistados 2.002 eleitores em 143 municípios de todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

FABRICA DE MENTIRAS DE LULA

ENGENHEIRO AJUDOU ADVOGADO DE LULA A OCULTAR QUE ODEBRECHT EXECUTOU REFORMA

ARMAÇÃO ESCONDEU QUE ODEBRECHT PAGOU REFORMA DO SÍTIO DE LULA



O engenheiro civil Emyr Costa, responsável pela obra do sítio de Atibaia (SP), do ex-presidente Lula, relatou à Procuradoria Geral da República (PGR) que ajudou o advogado Roberto Teixeira – amigo do ex-presidente – e o ex-dirigente da Odebrecht Alexandrino Alencar a elaborar um contrato falso para esconder que a Odebrecht havia executado a reforma da propriedade. 

O delator disse ainda que comprou um cofre para guardar os R$500 mil repassados, em espécie, pela empreiteira para executar a obra do sítio. Ele usou o dinheiro para pagar, semanalmente, a equipe de engenheiros e operários e os materiais de construção da reforma do sítio.

“Eu peguei toda informação e mostrei para Carlos Paschoal (executivo da Odebrecht que era responsável pelas operações da empreiteira em São Paulo) e expliquei e disse que era necessário R$ 500 mil. Ele me autorizou a começar o trabalho e disse que ia entregar o dinheiro através dessa equipe de operações estruturadas. Ele pediu para ligar para a senhora Maria Lúcia Soares. Eu nunca tinha feito uma obra dessa natureza e comprei um cofre. Semanalmente, eu entregava R$ 100 mil. Eu recebi esse dinheiro em espécie”, contou o delator aos procuradores da República.

Então engenheiro da Odebrecht Ambiental, Costa explicou que na reunião com Teixeira e Alexandrino, ele informou que as despesas da obra seriam pagas em dinheiro vivo e que seria subcontratada uma empreiteira menor para executar o serviço. Roberto Teixeira sugeriu então que o engenheiro procurasse o empreiteiro para elaborar um contrato de prestação de serviços em nome do proprietário que aparece na escritura do imóvel, Fernando Bittar.

Diante da proposta do advogado, contou o delator, ele próprio sugeriu que fosse colocado no contrato um valor inferior aos R$ 700 mil que foram gastos na obra. Emyr Costa explicou que decidiram definir que a reforma havia custado R$ 150 mil para que ficasse compatível com a renda de Bittar.

Dono da Odebrecht, o empresário Emilio Odebrecht afirmou em depoimento, no acordo de delação premiada, que a reforma do sítio de Atibaia custou à construtora cerca de R$ 700 mil e o pedido foi feito em 2010.

A reforma do sítio de Atibaia incluiu a construção de uma casa para os seguranças da Presidência da República que atuavam na equipe de Lula, suítes na casa principal, duas áreas de depósitos para adega e quarto de empregada, sauna, conserto de vazamento da piscina e conclusão de um campo de futebol.

O Instituto Lula afirma que "o sítio não é de propriedade do ex-presidente". "Seus donos já provaram tanto a propriedade quanto a origem lícita dos recursos que utilizaram na compra do sítio", diz a nota.

O sítio está registrado também em nome de Jonas Suassuna. Ele e Bittar são sócios do filho do ex-presidente, Fábio Luis Lula da Silva.

terça-feira, 18 de abril de 2017

QUEM COM FERRO FERE, COM MORO SERÁ FERIDO

Defesa de Lula irrita Moro: ‘absolutamente desnecessária’ 

Moro afirma que pedido feito por advogados é exagerado 

Por Ernesto Neves - VEJA


A defesa de Lula pediu para que fossem ouvidas 87 testemunhas em duas ações contra o ex-presidente na Lava-Jato. A lista inclui dois senadores, dois deputados federais, o Ministro da Fazenda e um Ministro do TCU. 

Moro disse que não proibiria a grande quantidade de testemunhas, pois poderia ser acusado de cercear o direito de defesa de Lula. Mas exigiu que o ex-presidente vá a todas as sessões. 

“É absolutamente desnecessária a oitiva de todas…”, disse Moro, sobre as testemunhas. 

“Fica consignado que será exigida a presença do acusado Luiz Inácio Lula da Silva nas audiências nas quais serão ouvidas as testemunhas arroladas por sua própria Defesa, a fim prevenir a insistência na oitiva de testemunhas irrelevantes, impertinentes ou que poderiam ser substituídas, sem prejuízo, por provas emprestadas”, escreveu o juiz.

EX POSSÍVEL PRESIDENTE NEGOCIA DELAÇÃO

Palocci negocia delação com força-tarefa da Lava Jato

Segundo informações da edição desta terça-feira do jornal Folha de S. Paulo, o ex-ministro teve sua primeira reunião com o MPF e PF para falar sobre o tema



VEJA

O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci deu início às negociações para sua delação premiada. Há cerca de duas semanas ele teve uma reunião com a força-tarefa da Operação Lava Jato na Polícia Federal em Curitiba, onde está preso desde setembro de 2016. As informações são da edição desta terça-feira do jornal Folha de S. Paulo.

Pessoas ligadas a Palocci dizem que os principais temas que o político pretende tratar envolvem corrupção de empresas do sistema financeiro, como bancos, além de conglomerados que não integram grupos de empreiteiras. Na lista também há fatos ligados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – de quem ele defendeu interesses econômicos – e às campanhas do Partido dos Trabalhadores.

Também estava na reunião com a força-tarefa da Lava Jato o delegado Felipe Pace, que conduziu investigações que prenderam o político. Desde 2016, a PF não participa de delações negociadas pelo Ministério Público Federal (MPF) e Procuradoria Geral da República (PGR).

Segundo o jornal, a sugestão para que a PF participasse das negociações partiu do empreiteiro Marcelo Odebrecht, que assinou delação em dezembro. Ele e Palocci estão presos na carceragem de Curitiba. Há um ano, o procurador-geral Rodrigo Janot entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para proibir a PF de negociar delação premiada.

Marcelo teria dito que enfrentou problemas em temas da delação sobre os quais os procuradores não tinham tanto conhecimento. Ele teria argumentado que a PF pode ajudar a dar foco em assuntos mais relevantes, daí a tentativa de Palocci de incluir os agentes federais em seu acordo.

A colaboração com o MPF é vista como mais vantajosa, já que nela pena e multa são determinadas na negociação. Porém, dividir as tratativas com outro órgão pode ajudar a reduzir a pressão dos procuradores sobre o potencial delator. Um delegado chegou a procurar o juiz Sergio Moro para informar que Palocci queria negociar com a PF, mas o magistrado disse que era preciso incluir o MPF. Nesta terça, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) marcou o julgamento do pedido de liberdade de Palocci.

Segundo o jornal, o petista tem dito que tem pouca chance de êxito – ainda mais com a publicidade das delações da Odebrecht. Neste mês, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, negou liberdade provisória a Palocci.

Outro ponto que pesou para Palocci decidir tentar a delação é a negociação de seu ex-assessor, Branislav Kontic com investigadores. Os dois foram presos no ano passado, mas Kontic deixou a prisão após dois meses por decisão da Justiça. Palocci é réu por corrupção e lavagem em um processo conduzido por Moro.

Há, porém, outras ações que miram Palocci, como a que investiga sua atuação na compra de terreno que abrigaria o Instituto Lula. A primeira opção do ex-ministro para conduzir sua delação era o advogado Marlus Arns, que fechou o acordo do ex-vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Leite.

O criminalista, porém, declinou do caso por questões financeiras. Arns argumentou que já atende o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está com os bens bloqueados, e que não poderia ter outro cliente sem condições de pagar.

O advogado Roberto Batochio, que além de Palocci defende o ex-ministro Guido Mantega e o ex-presidente Lula, disse que deixará o caso se o cliente tomar a decisão de firmar acordo de delação. “Ele não falou nada para mim nesse sentido”, afirmou ao jornal.

domingo, 16 de abril de 2017

MO: "SEM AFANAR DINHEIRO PÚBLICO NÃO SERIA POSSÍVEL PAGAR AS PROPINAS"

MO, MARCELO ODEBRECHT, CONDICIONOU PROPINA A RECEBIMENTO DE VERBA OFICIAL

PROPINA SAÍA DAS 'PENDÊNCIAS' PAGAS POR DILMA À ODEBRECHT


MARCELO LEVOU DETALHES DE "PENDÊNCIAS" DO GOVERNO COM ODEBRECHT

A ex-presidente Dilma sabia de todos os detalhes das negociatas com a Odebrecht, até pelo seu caráter centralizador. Marcelo Odebrecht revelou em depoimento que foi acertada uma “contabilidade criativa” para viabilizar a propina dos partidos que apoiaram sua reeleição, em 2014, mas levou até Dilma um documento de seis páginas cobrando o pagamento das “pendências” do governo com a empreiteira. Afinal, sem afanar dinheiro público não seria possível pagar as propinas. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Marcelo reclamou a Dilma que as dívidas do governo com a Odebrecht não era “forma de tratar os parceiros”.

A campanha Dilma pediu inicialmente R$57 milhões a Odebrecht, além do que havia sido doado e repassado ao marqueteiro João Santana.

Apoio do PDT, PCdoB, PRB e Pros à reeleição de Dilma custou R$ 24 milhões saídos do caixa 2, em 2014.

Mostrando sua afinidade com o “ideário” do PT, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) recebeu R$ 7 milhões, revelou Marcelo Odebrecht.

DOSSIÊ SERRA - PF APREENDEU DINHEIRO QUE COMPRARIA DOSSIÊ FALSO CONTRA SERRA

ESQUEMA DA ODEBRECHT COM ITAIPAVA COMPROU DOSSIÊ DOS ‘ALOPRADOS DO PT’

ESTA FOTO, DA POLÍCIA FEDERAL, MOSTRA O DINHEIRO APREENDIDO COM OS "ALOPRADOS DO PT".

Diário do Poder

O esquema de lavagem de dinheiro criado entre a Odebrecht e a cervejaria Itaipava não bancou apenas o caixa 2 de campanhas eleitorais, mas também a compra, em 2006, de um dossiê contra o então candidato à presidência, José Serra (PSDB), episódio que ficaria famoso como o escândalo dos “aloprados do PT”.

O capítulo das falcatruas com dinheiro ilícito é narrado em detalhes pelo delator Luiz Eduardo Soares, ex-executivo da Odebrecht que atuava no departamento da propina da empreiteira.

No dia 15 de setembro de 2006, a apenas duas semanas do primeiro turno das eleições para presidência, integrantes do PT foram presos pela Polícia Federal em um hotel de São Paulo ao tentar comprar um dossiê contra o então candidato tucano ao governo de São Paulo, que concorria com Aloizio Mercadante. O então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tentando diminuir a importância do episódio, afirmou que aquilo era obra de “um bando de aloprados”.

Foram presos em flagrante Valdebran Padilha, que tinha US$ 109,800 mil e mais R$ 758 mil em dinheiro e Gedimar Passos, com US$ 139 mil e mais de R$ 400 mil em dinheiro. Ao todo, os dois tinham R$ 1,7 milhão. Valdebran era empresário e havia sido tesoureiro do PT em Mato Grosso em 2004. Gedimar havia sido agente da PF e se apresentava como advogado do PT.

O dinheiro seria usado para comprar um dossiê envolvendo Serra, ex-ministro da Saúde, no escândalo da Máfia dos Sanguessugas. O dossiê, que se revelou ser falso, seria vendido pelos empresários Darci Vedoin e seu filho, Luiz Antônio Vedoin, donos da empresa Planam, pivô do escândalo das sanguessugas.

Um dia depois da prisão, em 16 de setembro, disse o delator Luiz Eduardo Soares, o ex-tesoureiro da campanha de Lula, José de Filippi, convocou uma reunião de emergência no comitê de campanha do PT, em São Paulo. Para não levantar suspeitas, Soares disse que tomou o cuidado de deixar seu carro no aeroporto de Congonhas e seguiu de táxi para o comitê do PT.

Quando chegou ao local, Soares diz que encontrou José de Filippi, o presidente da Itaipava, Walter Faria e Benedicto Júnior, ex-presidente da construtora Odebrecht. “Nós fomos tomados de surpresa na operação dos aloprados. BJ me ligou dizendo que tinha dado um grande problema e que precisava de minha ajuda”, disse o delator. O clima era de tensão: entre as centenas de maços de dinheiro apreendidos, um deles estava com rótulo da empresa Leyroz de Caxias, distribuidora da Itaipava que articulava a distribuição de dinheiro no esquema de propina da cervejaria.

“Como nós tínhamos essa operação que já tinha começado, de troca de reais por dólar, eles estavam com medo, porque descobriram que uma parte desse dinheiro estava com o timbre da Leyroz de Caxias. Mostrava que isso era da cervejaria Itaipava”, disse Soares.

O delator chega a dar risada, ao se lembrar do episódio. “Me dá vontade até de rir um pouco. O senhor Walter (Faria, presidente da Itaipava) falou que ele mesmo estava tirando (o rótulo) e esqueceu de um pacote, de tirar os invólucros.”

O delator lembra que as investigações avançaram, mas não chegaram à Itaipava. “Aí a coisa morreu, arrefeceu, e ninguém nunca soube de onde era o dinheiro”, disse. Luiz Eduardo Soares confirmou que o dinheiro foi repassado ao ex-tesoureiro do PT pelo próprio Walter Faria. “Eles pediram esse dinheiro e usaram esse dinheiro”, disse. Segundo o delator, José de Filippi sabia que a propina seria usada para a compra do dossiê. “Pediram a minha ajuda naquele momento de tensão. Eu sempre tive uma postura de me afastar dos problemas, apesar de eles estarem sempre me perseguindo”.

Procurado, o PT disse que não comentaria a delação. Não foi localizado nenhum representante da Itaipava desde sexta-feira para se posicionar.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

PROVAS ROBUSTAS CONTRA O QUADRILHÃO

Delação da Odebrecht reforça inquérito que investiga ‘quadrilhão’

Procurador-geral da República pediu que revelações dos delatores se juntem à investigação sobre uma organização criminosa formada por políticos na Lava Jato

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A delação da Odebrecht dá força para a investigação de uma organização criminosa formada por líderes políticos para conseguir propina e doações eleitorais com oferecimento de contrapartidas à iniciativa privada. Entre os novos pedidos encaminhados na terça-feira pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF), há solicitações para juntar revelações de delatores da Odebrecht nos inquéritos já existentes que investigam se há existência de uma quadrilha na Lava Jato. Os pedidos foram aceito pelo relator do petrolão no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

Em março de 2015, na chamada primeira “lista de Janot”, um inquérito para apurar o crime de formação de quadrilha foi aberto, tendo como alvo parlamentares do PMDB, PP, PT e operadores do esquema então restrito à Petrobras.

Inicialmente, o tema era objeto de um só inquérito – chamado informalmente por procuradores da República de “quadrilhão”. Mas, em outubro no ano passado, Janot decidiu fatiar a investigação para facilitar o trabalho. Há, portanto, uma frente aberta para apurar a organização de parlamentares do PP, outra do PT, uma terceira sobre o PMDB do Senado e a última sobre o PMDB da Câmara.
Quadrilha

A apuração do crime de formação de quadrilha é considerada uma das linhas mais importantes da primeira leva de inquéritos enviada por Janot na Lava Jato. O caso continua em fase de investigação.

Segundo investigadores, por ser a mais abrangente, a tese da existência de uma quadrilha é a mais difícil de se comprovar. Mas as revelações dos delatores da Odebrecht ajudam a “contar a história” – nas palavras de um investigador – da trama envolvendo parlamentares.

No caso da investigação por formação de quadrilha, os procuradores concluíram que os partidos eram abastecidos com doações legais e também não oficiais, ambas fruto de propina paga por contratos e benefícios com a Petrobrás e com o setor público.
Provas

Uma das dificuldades encontradas pela Procuradoria-Geral da República para avançar nos primeiros inquéritos abertos em 2015 foi o fato de que as primeiras delações são consideradas incipientes, o que dificulta a comprovação do que foi delatado. “Eles (Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef) abriram os caminhos para começar a derrubar o dominó”, define um investigador. Por serem as primeiras, no entanto, não puderam ser confrontadas com revelações anteriores.

Não é o caso da Odebrecht, que precisou entregar provas robustas de corroboração do que foi dito, como planilhas, e-mails e dados do sistema de informática próprio da empreiteira. De acordo com investigadores, há um ano se descobriu, com a delação do senador cassado Delcídio Amaral (sem partido-MS), o papel do PMDB da Câmara no esquema.

Até então, os peemedebistas do Senado eram identificados por procuradores com uma atuação mais orgânica. Mas, após os relatos de Delcídio, a investigação avançou também sobre deputados da legenda.

(Com Estadão Conteúdo)

quinta-feira, 13 de abril de 2017

LULA PEDIU US$ 40 MILHÕES EM PROPINA

Lula pediu à Odebrecht 40 milhões de dólares em propina

Em contrapartida, o então presidente liberou 1 bilhão de dólares em financiamentos do BNDES que interessavam à empreiteira

Marcelo Odebrecht e o Ex-presidente Lula

Por Rodrigo Rangel, Daniel Pereira - VEJA

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu 40 milhões de dólares à Odebrecht em troca da aprovação de um financiamento bilionário para obras de interesse da companhia em Angola. A afirmação é de Marcelo Odebrecht, o ex-presidente da empreiteira. Em depoimento ao juiz Sergio Moro, ele contou ter sido procurado entre 2009 e 2010 por Paulo Bernardo, então ministro do Planejamento, que em nome de Lula disse que o governo poderia aprovar o financiamento de 1 bilhão de dólares desde que a empresa pagasse os 40 milhões. Àquela altura, Lula era presidente da República.

“Nós tínhamos interesse, era exportação de bens e serviços, nos tínhamos fechado vários contratos em Angola e que só demandavam essa linha de crédito para fazer exportação de bens e serviços. Quando veio essa negociação, de 1 bilhão, como sempre a gente fazia, a gente tentou mostrar com embasamento técnico que ali era importante […] Nunca tinha tido uma solicitação até porque era uma coisa legítima. Já no caso específico dessa negociação, 2009 e 2010, até acho [que era] porque estava se aproximando a eleição, veio o pedido solicitado pra mim por Paulo Bernardo na época, que veio por indicação do presidente Lula, para que a gente desse uma contribuição de 40 milhões de dólares e eles estariam fazendo a aprovação de uma linha [de crédito] de 1 bilhão de dólares”, disse o ex-presidente da Odebrecht.

Como o dinheiro teria origem em negócios em Angola, Odebrecht conseguiu com a cúpula petista descontar 10% do valor, referentes ao custo da operação para transferir a cifra para o Brasil. Convertido ao câmbio da época, ao fim e ao cabo o repasse foi de 64 milhões de reais. O valor foi creditado diretamente na conta paralela que o PT mantinha junto à Odebrecht – e que era gerenciada pessoalmente por Marcelo Odebrecht. Uma parte desses recursos, como revelou o próprio empreiteiro, foi usada para pagar despesas de Lula.



É a primeira vez que vem a público um testemunho em que Marcelo Odebrecht afirma, com clareza, que o ex-presidente pediu dinheiro para abastecer a chamada conta da propina do PT – da qual ele próprio foi beneficiário, segundo o empreiteiro.

A conta registrou créditos de mais de 200 milhões de reais. Dela eram debitados repasses que a Odebrecht fazia ao partido e a seus dirigentes, de acordo com a necessidade. A Moro, Marcelo Odebrecht deixou claro que os créditos, invariavelmente, vinham de propinas negociadas com a cúpula petista.

Além do valor pago em troca da liberação do financiamento de 1 bilhão que bancaria contratos da empresa em Angola, Odebrecht conta que um outro aporte, de 50 milhões, veio de um pedido feito pessoalmente a ele pelo então ministro Guido Mantega. O valor foi liberado em troca de uma medida provisória editada pelo governo petista que beneficiou a Braskem, braço petroquímico do Grupo Odebrecht.

EXTRATO – A conta que o PT mantinha junto à Odebrecht: saldo hcegou a 200 milhões de reais (veja.com/VEJA.com)

domingo, 9 de abril de 2017

LULA E A LEI

Lula assustado (Foto: Arquivo Google)

Mary Zaidan


O ex Luiz Inácio Lula da Silva se diz ansioso para depor ao juiz Sérgio Moro. Sua pupila e sucessora, a presidente cassada Dilma Rousseff, se “preocupa muito que mudem as regras” e prendam o seu padrinho. Combinados, eles fazem o jogo do contrário: o claro é escuro, o dia é noite.

Assim como os demais enrolados e arrolados pela Lava-Jato, Lula quer distância de Moro, mas não pode correr de uma intimação. E Dilma apenas engrossa a conhecida lengalenga de perseguição a Lula. Condená-lo não seria aplicação da lei, mas ação deliberada para impedir seu retorno à Presidência.

Ambos descem a lenha no Ministério Público Federal e na atuação da Justiça e, ao mesmo tempo, têm a desfaçatez de se dizerem defensores da Lava-Jato.

Há quase um ano, Lula, Dilma e o PT tentam convencer o mundo de que o Brasil vive em estado de exceção. Com algum sucesso, até conseguiram apoio internacional na campanha contra o “golpe” que afastou Dilma.

Neste sábado, na Universidade de Harvard, em Boston, em evento organizado por alunos brasileiros, Dilma repetiu a ladainha. Acrescentou a pregação que o PT e Lula têm batido nas redes sociais e nas ruas: uma eventual condenação de Lula seria uma armação para tirá-lo da “parada” em 2018. E misturou – por confusão, má-fé ou ambos - regras eleitorais com prestação de contas à Justiça.

Além de ser mais uma afronta às instituições brasileiras, especialmente à Justiça, a tese reforça a intocabilidade que Lula e aqueles que o cercam exigem para o ex.

Ele estaria acima de qualquer lei. Acima de qualquer coisa. Na verdade, sempre se considerou assim.

Reforçar esse discurso do injustiçado pela Justiça, que quer cassar os direitos de Lula de concorrer no ano que vem, é a saída que resta para a possibilidade cada vez mais palpável de o líder maior do petismo ser condenado em um ou mais dos cinco processos nos quais é réu.

Tem-se ainda uma corrida contra o relógio. Nada a ver com a oitiva de Lula por Moro no dia 3 de maio, quando o PT pretende colocar tropas em Curitiba, mas com as delações do marqueteiro João Santana e sua mulher Mônica Moura. E, de quebra, com os estragos que o também marqueteiro Duda Mendonça pode fazer ao falar com o MPF, audiências premiadas que começam em breve.

Até José Dirceu, preso em São José dos Pinhais, teria feito considerações de que serão delações explosivas, com potencial de colocar Lula e Dilma na cadeia. Para fazer frente a elas, o ex-capitão do time petista crê que é preciso ocupar as ruas.

Mobilizar, colocar os aparelhos das centrais sindicais e dos ditos movimentos sociais na rua é o menor dos desafios. O problema real está no teor das delações, nos documentos e cruzamentos de dados que incriminam Lula.

Está na objetividade da acusação que o ex tenta dizer que é subjetiva quando se remete às trapalhadas do powerpoint do procurador Deltan Dellagnol, que, em setembro do ano passado, apontava Lula como beneficiário central da Lava-Jato, apoiado em “convicção”.

De lá para cá Lula e seus advogados sabem das novas diligências, das novas delações e das cooperações internacionais firmadas. Do rastreamento das palestras milionárias pelo mundo combinados com os contratos que a Odebrecht conseguiu nos “países amigos”. Do sorvedouro de dinheiro público para financiar campanhas, luxos e mimos do ex, de sua afilhada e de aliados, incluindo gente que hoje eles acusam de “golpista”.

Para os fiéis, Lula, Dilma e o PT deverão recrudescer o discurso do “todos contra Lula”, sempre sem dizer quem são os “todos”. Paralelamente, assim como fez na semana passada, Lula vai aliviar a fala em relação a Moro. Fará outros elogios, repetirá que Moro “cumpre papel importante”.

Firulas petistas à parte, ao Brasil só interessa que a Justiça seja justa. Que absolva inocentes, condene e coloque na cadeia aqueles que surrupiaram o país. Seja quem for, seja ou não um Lula.

sábado, 8 de abril de 2017

PT IMPÔS A PARTICIPAÇÃO DA ODEBRECHT NO CONTRATO DE SUBMARINOS

COMPRA DE SUBMARINOS À FRANÇA RENDEU R$3,3 BILHÕES AO ESQUEMA



A Odebrecht ganhou sem licitação o contrato que lhe rendeu ao menos R$ 3,3 bilhões, no programa de submarinos da Marinha, além de propinas milionárias para os petistas. Como em outros projetos mundo afora, que renderam contra Lula a acusação de tráfico internacional de influência, a adesão brasileira ao projeto bilionário foi condicionada à contratação da empreiteira que pagava propinas à cúpula petista. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O governo do PT impôs a contratação da Odebrecht, pela francesa DNSC, para fechar a compra de 5 submarinos por R$ 31,5 bilhões.

À Odebrecht, sem expertise na área, coube a construção de estaleiro e base de submarinos, que lhe renderam R$ 3,3 bilhões sem licitação.

O ex-presidente da construtora Norberto Odebrecht, Benedicto Barbosa Júnior, contou haver pago R$ 17 milhões em propina só para petistas.

As delações de ex-executivos fecham o cerco a Lula nas investigações, sobre seu papel no tráfico de influência a serviço da Odebrecht.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

ACABOU A FARRA DOS ARTISTAS "CUMPANHEROS"

AUDITORIA NA ROUANET

Resultado de imagem para lei rouanet artistas beneficiados

FORÇA-TAREFA DEVASSA 20 MIL ‘PROJETOS CULTURAIS’ DA LEI ROUANET

Serão finalmente analisadas as prestações de contas de quase 20 mil “projetos culturais” beneficiados pela Lei Rouanet durante os governos petistas de Lula e Dilma, como a produtora da mulher do ex-ministro Franklin Martins. O Ministério da Cultura vai contratar 71 funcionários temporários para verificar se os recursos obtidos com o auxílio da Lei de Incentivo à Cultura foram embolsados ou aplicados corretamente. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Atendida pela Lei Rouanet na era PT, a mulher do ex-jornalista Franklin Martins, Mônica Monteiro, é dona da produtora Cine Group.

Desde 2009 a produtora da mulher de Franklin Martins solicitava benefícios da Lei Rouanet para 14 projetos. Levou R$ 2,8 milhões.

Nos governos do PT, a Lei Rouanet foi usada para beneficiar amigos, produtores e artistas filiados ao partido.

Quem entende do assunto prevê que as irregularidades com a Lei Rouanet podem passar de meio bilhão de reais.

terça-feira, 4 de abril de 2017

"MARCELO FEZ 'DELAÇÃOZINHA', DIZ DILMA



A ex-presidente Dilma Rousseff afirmou, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, publicada nesta terça-feira, que o empresário Marcelo Odebrecht fez “delaçãozinha” após sofrer coação. “Tenho a impressão de que o senhor Marcelo Odebrecht sofreu muitos tipos de pressão. Muitos tipos de pressão. Por isso, não venham com delaçãozinha de uma pessoa que foi submetida a uma variante de tortura, minha filha. Ou melhor, de coação”, afirmou a petista.

Ao ser questionada sobre a conversa que o herdeiro da empreiteira diz que teve com ela no México afirmando que sua campanha poderia ter sido contaminada por pagamentos feitos ao marqueteiro João Santana no exterior, Dilma diz que foi ao banheiro no aeroporto e quando voltou encontrou Odebrecht a esperando. “Ele começou a falar comigo, do jeito Marcelo, tudo meio embrulhado. E eu numa pressa louca, olhando pra ele. Não entendi patavina do que ele falava. Niente (“nada”, em italiano). Ele diz que me contou que poderia ocorrer contaminação. Mas eu não tinha conta no exterior. Se o João tinha, o que eu tenho com o João? Por que eu teria que saber?”

Às vésperas do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode cassar a chapa eleita em 2014 e torná-la inelegível, Dilma afirmou que Marcelo Odebrecht fez delação de acordo “com seus interesses”. “Portanto, tudo o que ele diz pode servir de indício para investigar, mas não para condenar. O STF nem abriu investigação ainda. É estarrecedor que um procurador use como prova o que não é prova”, afirmou. Para Dilma, se a chapa eleita for cassada “Mais uma vez vão cometer uma injustiça e com base em um depoimento (de Marcelo Odebrecht) absolutamente sofrível.”

Sobre a possibilidade de divisão da chapa, a petista afirma: “E como o Temer não tem nada a ver com isso? Na campanha, ele arrecadou 20 milhões de reais de um total de 350 milhões de reais. Nós pagamos integralmente todas as despesas dele. Jatinhos, salários de assessores, advogados, hotéis, material gráfico, inserções na TV. Separar essa conta só tem uma explicação: dar tempo para ele entregar o resto do serviço que ficou de entregar: reforma da Previdência e desregulamentação econômica brutal.”

Ainda em seu depoimento ao TSE, o empresário também afirmou que o ex-ministro Paulo Bernardo – titular do Planejamento e das Comunicações nas gestões de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, respectivamente – pediu e recebeu uma “contrapartida” de 64 milhões de reais, em 2009, por uma linha de crédito obtida pelo grupo no governo federal. As declarações constam do depoimento prestado pelo empreiteiro no dia 1.º de março, na ação que pede a cassação por suposto abuso de poder político e econômico da chapa Dilma-Temer.

Odebrecht se referiu à “contrapartida específica” como um “dinheiro que pode ter vindo de maneira ilícita”. O empreiteiro afirmou que a Odebrecht colocou 150 milhões de reais na campanha de Dilma em 2014, a maior parte paga em forma de caixa 2. O valor ficava numa espécie de conta corrente controlada por ele e negociada diretamente com os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega.

Segundo o empreiteiro, houve duas “contrapartidas específicas” da empreiteira ao PT desde 2009: uma de 64 milhões de reais relacionada à linha de crédito e outra de 50 milhões de reais condicionada à votação da Medida Provisória do Refis, encaminhada ao Congresso, e que beneficiou a Braskem, petroquímica controlada pela Odebrecht.

Conforme o empreiteiro, os 50 milhões de reais eram uma cota de Mantega e “ficaram intocados” pois o ex-ministro “acabou não participando da eleição de 2010”. De acordo com a versão, o montante foi usado como crédito para a eleição de 2014. Já em relação aos 64 milhões de reais, “foram gastos antes das eleições de 2014, quase todo”.

“O pedido do Refis da Crise veio do Guido e o pedido da linha de crédito veio do Paulo Bernardo”, disse Odebrecht ao ser questionado pelo ministro Herman Benjamin, relator da ação contra a chapa Dilma-Temer, sobre quem eram os emissários dos valores para o PT. Em nota, a advogada Verônica Sterman, que defende Paulo Bernardo, diz que seu cliente “nega veementemente qualquer contato com Marcelo Odebrecht nesse sentido e recebe tal informação com surpresa e indignação”.

(Com Estadão Conteúdo)

sábado, 1 de abril de 2017

PT DEVE MILHÕES À PREVIDÊNCIA

O Antagonista

O PT, feroz opositor da reforma da Previdência, deve perto de R$ 10 milhões ao INSS. 
Veja o que noticiamos sobre o assunto nesta semana:



Exclusivo: PT deve quase 10 milhões de reais à Previdência

Levantamento de O Antagonista mostra que o PT defende uma coisa e faz outra. CLIQUE AQUI.

Petistas foram para cima do relador da PEC da Previdência, Arthur Maia, em razão de uma dívida de 150 mil reais com a Previdência que o deputado diz já ter resolvido,referente a um posto de gasolina pertencente a ele no interior da Bahia.

Mas, ora, o PT acumula uma dívida, ainda em aberto, de quase 10 milhões de reais com a Previdência.

domingo, 26 de março de 2017

LULA E AS PERNAS DA MENTIRA

O ex institucionalizou a mentira. E deu a ela requintes de mestre. 
Por Mary Zaidan



Com pernas muito mais longas do que o dito popular proclama, a mentira sempre foi parceira dos políticos, por vezes confundida com esperteza e até sabedoria. Mas verdade seja dita: só foi institucionalizada no Brasil a partir do governo do ex Lula, que a ela conferiu requintes de mestre.

Lula mente com convicção.

“Não acredito que o mensalão tenha existido”, disse Lula em 2012 em entrevista ao The New York Times. O mesmo Lula que, com olhos marejados, pediu desculpas aos brasileiros pelas falcatruas cometidas por companheiros. E que, entre “indignado” e “traído”, assegurava nada saber.

O mesmo Lula que, com palco e pompa produzidos pelo PT, tenta agora destruir a Lava-Jato – “uma moeda que tem a cara da Globo, de outros jornais, da Polícia Federal, do Sérgio Moro, e não tem a cara do povo que tá sendo prejudicado”.

Embora sem pé nem cabeça – como o povo estaria sendo prejudicado por uma operação que escancara as vísceras da corrupção? –, a frase remete à grande conspiração, em que tudo, todas as ações do Ministério Público, da Polícia Federal, da Justiça e da imprensa, têm como objetivo banir Lula da vida política nacional. E, com ele, toda a “esquerda”.

Essa foi a inspiração do seminário “O que a Lava-Jato tem feito pelo Brasil”, realizado pelo PT sexta-feira em São Paulo: dar solidez ao estado conspiratório.

E, claro, fermentar a campanha Lula 2018, melhor antídoto encontrado para protegê-lo dos processos em que é investigado, aos quais petistas e simpatizantes atribuem o caráter de perseguição.

Não fosse pela gravidade de se promover um evento para negar fatos, vários deles já julgados e com condenações, o seminário, de tão estapafúrdio, teria lugar de honra na galeria do riso.

Ali se gritou contra o vazamento criminoso de denúncias que envolvem roubalheira de companheiros e a favor daquelas que enredam gente do PMDB e do PSDB.

A Lava-Jato foi taxada como operação criada para “quebrar a Petrobras”, como acusou José Maria Rangel, presidente da Federação Única dos Petroleiros. Ou para inviabilizar o desenvolvimento do Brasil, segundo Luiz Gonzaga Belluzzo, economista responsável pela criativa definição de neoliberalismo: “é regime de regulamentação para apropriação do Estado pelos interesses privados”.

Isso dito diante de um ex-presidente e de um partido que desenvolveram um primoroso know-how em apropriação do Estado para interesses partidários ou, simplesmente, para rechear os bolsos.

Sem ter como se livrar das denúncias que cada vez ficam mais encorpadas, o PT – Lula à frente – tenta tirar proveito da segunda lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na qual há mais gente do PMDB, PP, PTB e até PSDB do que petistas, presentes com fartura no mensalão e no rol inicial do MPF, há dois anos.

Transformado em golpista, o ex-aliado PMDB, com quem Lula e Dilma subiram de mãos dadas ao Planalto, teria se enveredado em falcatruas por conta própria, sem conhecimento ou chancela dos petistas que comandavam a tropa. Mais: PROS, PRB e PC do B não venderam seus horários eleitorais para Dilma, embora tenham entregado todos os minutos à campanha dela.

Mas nada se compara à desfaçatez de Lula.

Como se fosse um jogo cujo placar trará vitorioso x derrotado, ele desrespeitou o juiz Sérgio Moro, o coordenador da força-tarefa da Lava-Jato, Deltan Dallagnol, e a Polícia Federal ao desafiá-los em uma disputa inexistente. “Eles deram azar porque foram mexer com quem não deveriam ter mexido. Nem Moro, nem Dallagnol têm a lisura e a ética que eu tenho nesses 70 anos de vida”, disse Lula.

E, como se a Justiça tivesse qualquer intenção de barganhar com ele, transformou a obrigação de depor em Curitiba, dia 3 de maio, em ato de luta: “Eu vou nessa briga até o fim. Eu não tenho negociata”.

É assim que Lula dá elasticidade às pernas da mentira. No passado, isso funcionou junto ao grande público. Hoje, limita-se aos fiéis seguidores. Dificilmente impressionará a Justiça.

sábado, 25 de março de 2017

CARNE FRACA - MOEDA DE TROCA CONTRA IMPEACHMENT DE DILMA

OPERAÇÃO CARNE FRACA ESTÁ DE OLHO NA GESTÃO DE KÁTIA ABREU

INVESTIGAÇÃO PRINCIPAL É CONTRA EQUIPE DA EX-MINISTRA DE DILMA



A gestão de Kátia Abreu, ex-ministra da Agricultura, ganhou as atenções da Operação Carne Fraca, a partir do envolvimento de integrantes de sua equipe, como o ex-assessor parlamentar Fabio Zenon Simão, no escândalo investigado. A PF também encontrou indício de crime e referência de dinheiro para políticos que votariam contra o impeachment. Kátia Abreu era da “tropa de choque” de Dilma. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Conversa gravada cita o deputado Sérgio Souza (PMDB-PR), por receber “muito dinheiro” do esquema para votar contra o impeachment.

No dia da operação, a PF não foi à Secretaria de Defesa Agropecuária, ligada ao agronegócio, mas à sala do assessor parlamentar de Kátia.

Ao assumir o cargo, há dez meses, o ministro Blairo Maggi demitiu Fábio Zenon Simão da chefia da assessoria parlamentar de Kátia.

Kátia Abreu está indignada. Diz que nunca soube do esquema no ministério e que jamais compactuou com qualquer conduta ilícita.

ODEBRECHT CONFIRMA, LULA ARRECADAVA DINHEIRO SUJO

AINDA COMO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, LULA ARRECADOU DINHEIRO PARA PT


As revelações de Marcelo Odebrecht sobre a corrupção nos governos do PT colocam de vez os ex-presidentes Lula e Dilma na chamada “cena do crime”, no esquema desmantelado pela Lava Jato. Ainda no cargo de presidente da República, Lula se encarregou pessoalmente de arrecadar dinheiro, inclusive no caixa 2, para a campanha de eleição de Dilma. As revelações de Odebrecht retomam a expectativa da prisão de Lula. Afinal, não há em Curitiba acusado de crimes mais graves. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Odebrecht contou ao Tribunal Superior Eleitoral, que Lula gerenciava a “conta corrente” de R$150 milhões aberta pela empreiteira para o PT.

As revelações de Odebrecht explicam o desespero de Dilma para nomear um ministro do STJ que o soltasse, segundo denúncia do MPF.

A Lava Jato será resumida, no futuro, como o escândalo em que dois presidentes da República trataram pessoalmente de dinheiro sujo.

As revelações de Odebrecht mostram como foi preciosa sua delação premiada para esclarecer e incriminar a quadrilha que governou o País.

ITAQUERÃO VIROU "PEPINO"

MARCELO ODEBRECHT SOBRE A ARENA CORINTHIANS: 'ESTOU COM UM PEPINO'

ODEBRECHT NÃO SABE O QUE FAZER COM O ESTÁDIO QUE NÃO QUERIA


O ex-presidente e herdeiro do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, declarou em depoimento à Justiça Eleitoral que o Itaquerão é um "pepino" para a construtora. Ele reclama principalmente que o Corinthians está em débito com a empresa.

"Moral da história: eu fiz uma coisa que não interessava para a gente. Hoje, estou com um pepino, porque a gente tem uma garantia com a Caixa Econômica Federal e o Corinthians não paga a gente", disse Odebrecht ao ministro Herman Benjamin do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), de acordo com reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornal Folha de S.Paulo.

O empresário também se queixou dos R$ 100 milhões gastos para montar as estruturas provisórias exigidas pela Fifa para que o Itaquerão recebesse o jogo de abertura da Copa do Mundo de 2014. "Só um exemplo claro: aí, o Corinthians lá assume uma responsabilidade de R$ 100 milhões para estruturas provisórias para a Copa. Aí, o Corinthians 'não tenho dinheiro'. Aí a prefeitura diz que vai pagar e não tem dinheiro. A Copa é daqui a noventa dias; ninguém cuidou das estruturas... eu estou na minha. Não é responsabilidade nossa. 'Aí, não, mas a Odebrecht tem que resolver'. Pô, como é que eu vou resolver?"

Marcelo Odebrecht, que está preso desde junho de 2015, disse ainda que decidiu construir o Itaquerão contra a sua vontade e que as garantias prometidas à construtora não foram cumpridas. "A gente só entrou na Arena Corinthians porque o governo tinha prometido financiamento para a realização da Copa do Mundo; aí depois não dão. Aí, eu passo uma grande parte do tempo lutando para conseguir o que eles tinham prometido para a gente entrar", reclamou.

O empresário afirmou também que a Vila dos Atletas dos Jogos Olímpicos do Rio foi outro projeto que a construtora entrou a contragosto. "A gente não queria entrar na Vila dos Atletas. Era um pepinaço! Não queria entrar na Copa. Não queria entrar em estádio", declarou Marcelo.

EM REUNIÃO DO PT, LULA XINGA CHEFE DA LAVA JATO DE "MOLEQUE"

LULA ATACA OUTRA VEZ DALLAGNOL: 'O QUE AQUELE MOLEQUE CONHECE DE POLÍTICA?'


Réu em cinco processos, três deles provenientes da Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o procurador da República, Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa que investiga o esquema de corrupção na Petrobras, de "moleque". Segundo Lula, Dallagnol, que é fiel da Igreja Batista, acha que "sentar em cima da Bíblia dele" é a solução dos problemas do País.

"Fomos criados para mudar a história deste país e para agir corretamente. Quem comete erro paga pelo erro que cometeu. A instituição é muito forte. E aquele Dallagnol sugerir que o PT foi criado para ser uma organização criminosa... O que aquele moleque conhece de política? Ele nem sabe como se monta um governo. Não tem a menor noção. Ele acha que sentar em cima da Bíblia dele dá a solução de tudo", disse Lula no encerramento do seminário "O que a Lava Jato tem feito pelo Brasil" promovido pelo PT.

Com a voz fraca e abatido por uma virose, Lula falou menos de 10 minutos e chegou a chorar ao dizer que fez um esforço para comparecer ao evento apenas para dar uma satisfação aos mais de 200 convidados que lotaram o auditório de um hotel em São Paulo. Além de dirigentes petistas, o seminário contou com a presença de juristas, jornalistas, petroleiros e políticos de outros partidos.

No discurso, Lula também defendeu o projeto de lei do abuso de autoridade. A posição do ex-presidente foi endossada pelo presidente do PT, Rui Falcão. "O que o Lula falou é o que nós achamos também. Ninguém pode se colocar acima da lei", disse Falcão.

Os participantes do evento defenderam as investigações da Lava Jato, mas destacaram os supostos abusos da força-tarefa. Lula desafiou os procuradores a apontarem quais crimes ele cometeu. "Estou na expectativa para saber qual é o crime que será imputado a mim. Vou nessa briga até o fim. Não tenho negociata. Eles vão ter que provar", disse o ex-presidente. (AE)

terça-feira, 21 de março de 2017

QUEM PAGOU PELO COMÍCIO DE LULA NO SÃO FRANCISCO?

Josias de Souza

Alguém já disse que a verdade é algo tão precioso que às vezes precisa ser protegida por uma escolta de mentiras. Ao discursar no megacomício que Lula realizou na cidade de Monteiro, no Cariri da Paraíba, o anfitrião Ricardo Coutinho (PSB), governador paraibano, disse o seguinte:
“Aqui, no território livre da Paraíba, o povo sabe o que é verdade, o povo tem a coragem de ir às ruas. […] Eu agradeço aos meus companheiros, prefeitos aqui da região. Botaram a mão na massa. Fizeram, efetivamente, de burro, de carroça, de carro, de ônibus, de qualquer jeito criaram as condições para que muita gente estivesse aqui. Não foi gasto um centavo de dinheiro público, não foi gasto nada, a não ser o sentimento de gratidão que o nosso povo tem.”

Coutinho revelou-se um grato cego. Não viu a superestrutura ao redor. Entre outros itens, o aparato montado para Lula reinaugurar o pedaço da obra da transposição do Rio São Francisco que Michel Temer já havia inaugurado há nove dias incluiu: o palanque, as tendas, o equipamento de som, as grades de proteção, o jatinho para o candidato e uma frota de ônibus para levar aclamação até os ouvidos de Lula. Essas coisas não costumam ser custeadas pelo “sentimento de gratidão”. Mesmo no “território livre da Paraíba”, os fornecedores só quitam as faturas mediante pagamento em dinheiro.

As imagens veiculadas abaixo indicam que o evento custou caro. Como Coutinho assegurou que que não há verba pública no lance, ficou boiando sobre as águas transpostas do São Francisco uma interrogação: quem pagou as despesas relacionadas ao megacomício de Lula?

De duas, uma: Ou o morubixaba do PT dispõe de meia dúzia de mecenas dispostos a financiar no caixa dois sua campanha fora de época ou o governador da Paraíba cometeu algum engano. Esse é o tipo de engano que costuma virar matéria-prima para ações judiciais. Em tempos de Lava Jato, o brasileiro já não se importa com enganos. Ele apenas não suporta ser enganado.

A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas em pé, céu e atividades ao ar livre

domingo, 19 de março de 2017

PT ROUBA E GRITA "PEGA LADRÃO!"

PETISTAS QUEREM A OPOSIÇÃO SÓCIA DO ASSALTO QUE FIZERAM À PETROBRAS

PETISTAS TENTAM ENVOLVER NA ROUBALHEIRA QUEM ESTAVA NA OPOSIÇÃO


O PT retomou a estratégia de tentar escapar do lamaçal do “petrolão” acusando operação Lava Jato de “proteger o PSDB”. O governo era do PT e o PSDB estava na oposição, lembrou ontem o procurador Deltan Dallagnol. PP é o partido com o maior número de políticos denunciados na Lava Jato, e que PT e PMDB, parceiros na rapina, têm igual número de larápios acusados. Além disso, há vários tucanos já enrolados. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A estratégia principal do PT, determinada pela executiva do partido, é evitar o tema Lava Jato e focar em críticas às reformas em curso.

O assalto à Petrobras iniciou de maneira organizada no governo Lula, em 2004, e interrompido pela Lava Jato no governo Dilma, em 2014.

Lava Jato concluiu, com provas e confissões, que os governos do PT nomearam diretores ligados a partidos para roubar a Petrobras.

sábado, 18 de março de 2017

O MENSALINHO DE LULA

PARCERIA -  Lula: ajuda financeira da empreiteira para ele e a família em sintonia com negócios no governo

Com a delação dos executivos da Odebrecht, a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já não era boa, vai ficar ainda mais complicada. Um ex-diretor da empreiteira contou aos procuradores que pagava uma mesada a um dos irmãos do ex-presidente. Além disso, a empreiteira confirmou que reformou o sítio de Atibaia, comprou um lote para abrigar o Instituto Lula, financiou palestras e ainda patrocinou o filho mais novo do petista – tudo a pedido do ex-presidente.

Matéria completa na VEJA desta semana

sexta-feira, 17 de março de 2017

CARNE FRACA - MAIOR OPERAÇÃO DA HISTÓRIA

PRODUTOS QUÍMICOS 'DISFARÇAVAM' CHEIRO DE CARNE VENCIDA, DIZ PF

CARNES VENCIDAS ERAM VENDIDAS NO BRASIL E EXTERIOR




Um resumão no Diário do Poder

Ao longo das investigações que culminaram na Operação Carne Fraca, deflagrada nesta sexta-feira, 17, a Polícia Federal (PF) descobriu que os frigoríficos envolvidos no esquema criminoso vendiam carne estragada tanto no mercado interno, quanto para exportação. Diretores e donos das empresas estariam envolvidos diretamente nas fraudes, que contavam com a ajuda de servidores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no Paraná, Goiás e Minas Gerais.

Os frigoríficos “maquiavam” as carnes vencidas com ácido ascórbico e as reembalavam para conseguir vendê-las. As empresas, então, subornavam fiscais do Ministério da Agricultura para que autorizassem a comercialização do produto sem a devida fiscalização. “Tudo isso nos mostra que o que interessa a esses grupos corporativos na área alimentícia é, realmente, um mercado independente da saúde pública, independente da coletividade, da quantidade de doenças e da quantidade de situações prejudiciais que isso [a prática criminosa] causa”, afirmou o delegado federal Maurício Moscardi Grillo.

Em um dos áudios gravados pela Operação Carne Fraca, um dos donos da empresa, Idair Antônio Piccin, conversa com a mulher dele, Nair Klein Piccin, sobre o uso de carne proibida em lotes de linguiça. Os dois tiveram pedidos de prisão preventiva decretada pela Justiça. A PF também identificou papelão em lotes de frango.

Algumas das maiores empresas do ramo alimentício do país estão na mira da operação, entre as quais a JBS, dona de marcas como Big Frango e Seara, e a BRF, detentora das marcas Sadia e Perdigão. A Justiça Federal no Paraná (JFPR) determinou o bloqueio de R$ 1 bilhão das empresas investigadas, que também são alvo de parte dos mandados de prisão preventiva, condução coercitiva e busca e apreensão expedidos pela 14ª Vara Federal de Curitiba.

CONTA DE TEMER RECEBEU MENOS DE 6%

TEMER PROVA QUE CONTABILIDADES ERAM SEPARADAS



Reportagem da Folha revelou nesta sexta-feira que a conta bancária aberta pelo presidente Michel Temer para receber recursos para a campanha eleitoral de 2014 foi abastecida com depósitos que correspondem a apenas 5,67% do total de 350,4 milhões de reais arrecadados pela chapa. De acordo com dados do TSE, o peemedebista tinha 19,8 milhões de reais numa agência do Banco do Brasil. Desse total, 16,5 milhões foram destinados a diretórios do PMDB e a candidatos a governador, deputado e senador do partido nos Estados. Para a própria campanha, o então vice-presidente só destinou cerca de 3 milhões de reais.

Esses valores serão usados pela defesa de Temer para provar que as contabilidades dos dois candidatos eram separadas na ação no TSE que questiona irregularidades na campanha Dilma-Temer em 2014. Segundo o advogado Gustavo Guedes, Temer “não pode ser responsabilizado por eventuais irregularidades em uma arrecadação da qual não participou”.

domingo, 12 de março de 2017

ZUMBI - DILMA "CAVA" AGENDA NA SUÍÇA

EM GENEBRA, EX-PRESIDENTE TENTA 'CAVAR' REUNIÕES EM ORGANISMOS INTERNACIONAIS


Diário do Poder

A ex-presidente cassada Dilma Rousseff está em Genebra, na Suíça, na companhia do antigo aspone para assuntos internacionais aleatórios Marco Aurélio 'Top-Top' Garcia, tentando ser recebida por autoridades ou qualquer pessoa que exerça cargo minimamente importante. Neste sábado (11), a dupla jantou aos cochichos com Paulo Sergio Pinheiro, um professor aposentado da PUC-SP ligado ao PSDB e a FHC que integra, com outras sete pessoas, uma comissão de monitoramento de denúncias de violação de direitos humanos na Síria.

O jantar de Dilma com Top-Top Garcia e Pinheiro ocorreu no "Trois Verres", um dos restaurantes mais chiques de Genebra, localizado na Rue Hornung, com direito a vinhos caros. No "Les Trois Verres", um prato pode custar até 295 reais, segundo o site do restaurante. Nem Dilma e nem a sua assessoria divulgaram esclarecimentos sobre quem financia mais esse passeio à Europa. Há poucas semanas, ela fazia uma longa viagem pelo continente quando teve de retornar em razão do falecimento de Marisa Letícia, mulher de Lula.

O papel de Top-Top Garcia, nessa viagem de Dilma, é tentar que ela seja recebida por qualquer autoridade. Ela conseguiu ser recebida na OIT (Organização Internacional do Trabalho) com certa curiosidade. A assessoria da entidade nem sequer soube definir a natureza da visita, nem tampouco o teor de eventuais conversas.

Com ajuda de Pinheiro, Dilma conseguiu fazer discurso em um festival sobre direitos humanos, constrangendo a plateia com um filmete sobre "realizações" do seu governo. Criticou o presidente Michel Temer, mas não tomou a iniciativa de defender-se e aos demais petistas das múltiplas denúncias de corrupção em seu governo e no governo de Lula, seu antecessor.

Indagada por jornalistas brasileiros, Dilma negou que tenha recebido propina da Odebrecht, mas executivos da empreiteira Odebrecht confessaram ter pago propinas de cerca de R$150 milhões para financiar sua campanha de reeleição. Além de irregularidades variadas, Dilma também é acusada de tentativa de obstrução da Justiça em dois casos: quando nomeou Lula como ministro da Casa Civil com o objetivo de conceder-lhe imunidade em relação ao juiz Sérgio Moro, de primeira instância, e quando nomeou um ministro para o Superior Tribunal de Justiça, sob a condição de ajudar a livrar petistas e empreiteiros como Marcelo Odebrecht da cadeia.

sábado, 11 de março de 2017

A HORA DO JUÍZO FINAL (DEPOIMENTO ARRASADOR PARA LULA)

A onda de ódio contra tudo e contra todos não faz bem ao Brasil, não faz bem a ninguém.
Nas listas lançadas sem o mínimo cuidado, todos os políticos provavelmente são citados, como até eu seria citada se fosse candidata e buscasse recursos para minha campanha. Mas está na hora das autoridades e imprensa distinguirem os que foram agraciados com doações eleitorais daqueles que receberam propina e montaram um projeto estruturado de poder destinado a sangrar estatais durante os 13 anos de governo petista.

ACERTO DE CONTAS

'ISTOÉ' TEM CAPA CRIATIVA SOBRE O 'JUÍZO FINAL' DOS ENVOLVIDOS DA LAVA JATO
REVISTA TAMBÉM ANTECIPOU QUE O DEPOIMENTO DE MARCELO ODEBRECHT SERÁ ARRASADOR PARA O EX-PRESIDENTE LULA


Diário do Poder

Matéria de capa da Revista IstoÉ desta semana tem como título “A hora do juízo final”, fazendo referência as revelações feitas nas duas últimas semanas, durante os depoimentos de executivos da Odebrecht ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Tais declarações dão uma pequena amostra do tamanho do estrago que vem pela frente.

Segundo fontes ouvidas pela revista, depoimento de Marcelo Odebrecht também será arrasador. Principalmente para o ex-presidente Lula, réu já em cinco processos. Segundo a revista, o empresário detalhará pagamentos em dinheiro vivo ao petista.

Em situação igualmente complicada encontra-se o ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci. Na última semana, ficou comprovado: ele é mesmo o “italiano” das planilhas da Odebrecht, acusado de movimentar R$ 128 milhões em propinas. Assim como João Santana foi identificado como “Feira” e Lula como o “Amigo”, devido sua relação com Emílio Odebrecht.

A reportagem conclui que "Em meio a esse cenário de terra arrasada, cabe ao Ministério Público e ao Judiciário dar celeridade às investigações para permitir que o País finalmente vire a página. Todos os crimes são crimes e os corruptos devem ser julgados e punidos à luz da lei e do estado democrático de direito, distinguindo os que foram agraciados com doações eleitorais daqueles que receberam propina e montaram um projeto estruturado de poder destinado a sangrar estatais durante os 13 anos de governo petista".

LULA É "DONO" DE PARTE MILIONÁRIA DE PROPINA

Lula e a conta secreta

Odebrecht confirma que Lula é o “Amigo” que aparece nas planilhas da empreiteira como dono de 23 milhões de reais



Por Rodrigo Rangel, Thiago BronzattoVEJA

Um dos segredos mais bem guardados da delação premiada dos executivos da Odebrecht, cujos depoimentos deverão ser tornados públicos nos próximos dias, está prestes a ser revelado em detalhes: o ex-presidente Lula era o “dono” de uma parte da milionária conta corrente que o PT mantinha junto à empreiteira.

Nos depoimentos prestados à Procuradoria-Geral da República como parte do acordo que resultou na chamada “delação do fim do mundo”, não só Marcelo Odebrecht como outros dirigentes da empreiteira confirmaram que Lula é o misterioso personagem por trás do codinome “Amigo”, que em julho de 2012 tinha um crédito de 23 milhões de reais registrado no Departamento de Operações Estruturadas, como era chamada o setor de propinas da companhia.

O dinheiro, segundo as investigações, foi usado, entre outras coisas, para comprar um apartamento em São Bernardo do Campo.

quarta-feira, 8 de março de 2017

PETISTAS TEMEM A PRISÃO DE LULA

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O Antagonista

Os petistas estão desconfiados de que, em 3 maio, quando prestar depoimento em Curitiba, Lula poderá ser preso por Sergio Moro.

Segundo O Globo, eles querem organizar uma caravana para cercar o prédio do tribunal.

Será dureza reunir muita gente.

Em 3 de maio, Lula já terá sido completamente desmoralizado pelos depoimentos de Emilio Odebrecht, Pedro Novis, Marcelo Odebrecht e Léo Pinheiro.

"AMIGO" DA ODEBRECHT É LULA (O "ESTORVO")

MARCELO ODEBRECHT CONFIRMA QUE 'AMIGO' E 'AMIGO DE EO' É MESMO LULA


Diário do Poder


O personagem apontado como “Amigo” e “Amigo de EO” nas planilhas do “departamento de propinas” da Odebrecht é mesmo o ex-presidente Lula, segundo confirmou em depoimento sob acordo de delação premiada o próprio Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empresa. “EO” são as iniciais de Emílio Odebrecht, pai e antecessor de Marcelo na presidência da empresa.

A força-tarefa da Operação Lava Jato também encontrou referencias a “Amigo” e “amigo de EO” em trocas de e-mails de executivos da construtora com Marcelo Odebrecht.

Em seu depoimento, Marcelo critica o relacionamento íntimo do próprio pai com o ex-presidente Lula, que ele classificou de “estorvo”, inclusive porque a empresa era “obrigada” a executar projetos que não queria, nem pedia, somente para gerar oportunidades de comissões para os petistas.

terça-feira, 7 de março de 2017

'DEPARTAMENTO DE PROPINA' DA ODEBRECHT PAGOU R$10,5 BILHÕES NA ERA PT

ODEBRECHT PAGOU R$10,5 BILHÕES EM CAIXA 2 ENTRE 2006 E 2014, DIZ DELATOR
'DEPARTAMENTO DE PROPINA' DA ODEBRECHT PAGOU ISSO NA ERA PT


Diário do Poder

O ex-executivo da Odebrecht Hilberto Mascarenhas afirmou em depoimento ao ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamin que o Departamento de Obras Estruturadas da empreiteira, conhecido como “departamento da propina”, desembolsou cerca de U$ 3,39 bilhões em caixa 2 entre 2006 e 2014, precisamente o período transcorrido entre os governos Lula e Dilma, na era PT. Isso equivale a mais de R$10 bilhões.

O depoimento, prestado nesta segunda-feira, 6, na sede do TSE, ocorreu no âmbito da ação que investiga abuso de poder político e econômico na campanha presidencial de 2014 e pode gerar a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer.

O departamento da Odebrecht chamado por Mascarenhas de “trepa moloque”, uma referência ao fato de que, por ele, só passava recursos ilegais, era responsável não apenas por repasses de recursos ilícitos para campanhas eleitorais como pagamentos de resgates de funcionários da empreiteira sequestrados em países atingidos por conflitos armados ou grande violência urbana.

No depoimento, o ex-executivo detalhou os pagamentos com recursos ilegais da empresa. Na planilha apresentada, segundo relatos, constava as seguintes quantias: em 2006 - U$ 60 milhões; 2007 – U$ 80 milhões; 2008 – U$ 120 milhões; 2009 – U$ 260 milhões; 2010 – U$ 420 milhões; 2011 – U$ 520 milhões; 2012 – U$ 730 milhões; 2013 – U$ 750 milhões e 2014 – U$ 450 milhões.

Os pagamentos eram feitos em hotéis onde ficavam hospedados os intermediários.

Segundo Mascarenhas, com a avanço das investigações da Operação Lava Jato, o setor de propina teve que migrar para a República Dominicana. A cota em que era armazenado os recursos ficaria fora do País e quando era necessário fazer algum pagamento, sempre era em espécie. De acordo com ele, em razão de as regras serem mais rígidas nos Estados Unidos, as transações em solo norte-americano eram evitadas.

Ao falar sobre a operacionalização do setor, Mascarenhas detalhou as tratativas realizadas com o maqueteiro de campanha presidencial do PT em 2014, João Santana, e com sua mulher Mônica Moura. Segundo ele, Mônica só aparecia em períodos próximos às eleições. Ela estaria entre os cinco maiores recebedores de pagamentos do setor. Segundo ele, apenas em 2014 pagou U$ 16 milhões para Santana.

O ex-executivo não soube detalhar, contudo, as datas dos pagamentos ao casal, mas afirmou que tem um servidor na Suíça em que estão listados todos os repasses. Do total, 60% dos recursos teriam sidos passados no Brasil e o restante no exterior. Todos os pagamentos feitos eram em real, mas calculados com base no dólar, que era o valor acertado.

No depoimento, Mascarenhas disse ainda que sabia que o pagamento para Santana era feito em razão de ele estar fazendo a campanha “dela”. Questionado na audiência quem era “ela”, o ex-executivo respondeu que “com certeza era a presidente Dilma Rousseff” porque todo mundo sabia para quem Santana estava trabalhando.

Mascarenhas também lembrou que a relação com Santana não se restringiu à campanha no Brasil. Questionado pelo advogado da chapa de Dilma, respondeu que pagou ao marqueteiro e a Mônica pelas campanhas de El Salvador, Angola, Venezuela, Republica Dominicana e Panamá.

Planilhas

O ex-executivo também disse que a relação com integrantes do primeiro escalão do governo era feita por Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empresa que leva o seu nome. Ao dar mais detalhes sobre as planilhas de repasses de recursos para o PT, Mascarenhas afirmou que a que levava o nome 'Italiano' era uma referência ao ex-ministro da Casa Civil Antônio Palocci e que o 'Pós-Itália', era uma menção ao ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Segundo ele, a conta-corrente “italiano” continham pagamentos realizados mesmo após a saída de Palocci das negociações e do governo. A alegação apresentada por Mascarenhas foi a de que uma vez que a conta foi criada pelo ex-ministro, ele poderia movimentar os valores até ele se esgotarem.

PMDB

No depoimento, Mascarenhas afirmou que na negociação em torno do PMDB não surgiu o nome do presidente Michel Temer, mas que sabia das tratativas de Marcelo Odebrecht em relação aos repasses de R$ 6 milhões, em caixa 2, para a campanha de Paulo Skaf (PMDB) para o governo de São Paulo, em 2014. A informação do desembolso ao peemedebista chegou a ele por meio do marqueteiro da campanha de Skaf, Duda Mendonça, que teria ligado para combinar o pagamento. Marcelo Odebrecht também teria falado sobre a doação com Hilberto.

No início de fevereiro, o juiz federal Sérgio Moro condenou Santana e Mônica pelos crimes de lavagem de dinheiro no esquema de corrupção na Petrobrás alvo da Operação Lava Jato. À época, a defesa do publicitário informou que iria recorrer ao Tribunal Regional Federal da 4.ª Região.

domingo, 5 de março de 2017

MAL DO PT É INCALCULÁVEL

PARA TEMER, MAL QUE O PT FEZ É ‘INCALCULÁVEL’

Resultado de imagem para MAL do pt é INCALCULÁVEL

GOVERNO DESCOBRE DIARIAMENTE 'BOMBAS-RELÓGIO' DEIXADAS PELO PT

Não há um só dia que deixe de chegar ao presidente Michel Temer algum novo “jabuti em cima de árvore”, no governo federal – de privilégios para grupos de servidores, de custo insuportável ao Tesouro Nacional, à aprovação de leis e medidas provisórias para atender ao lobby de empresários amigos. Temer desabafou em conversa com esta coluna: “O mal que os governos do PT fez a este país é incalculável!”. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O adágio popular ensina que jabuti (ou cágado) não sobe em árvore, por isso, se está lá, “é enchente ou mão de gente”.

Impressionam Michel Temer as revelações sobre a compra e venda de medidas provisórias no balcão de negócios dos governos Lula e Dilma.

Em depoimento esta semana, Marcelo Odebrecht disse ter comprado a MP do Refis por R$ 50 milhões, para beneficiar sua empresa Braskem.

A venda de medidas provisórias para beneficiar empresas do setor automotivo já apareceu na Operação Zelotes, que investiga o Carf.

sexta-feira, 3 de março de 2017

LULA CARA A CARA COM MORO EM MAIO

Lula fica cara a cara com Moro para depoimento na Lava-Jato

Depoimento na ação penal que envolve o tríplex no Guarujá ocorrerá no dia 3 de maio em Curitiba

O juiz Sérgio Moro e o ex-presidente Lula

Por Hugo Marques, Laryssa Borges - VEJA

Autointitulado “a viva alma mais honesta”, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficará frente a frente com o juiz Sergio Moro no dia 3 de maio, data definida pela justiça para que o petista preste depoimento no processo em que é acusado de ocultar ser o real proprietário de um tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo.

No início de 2016, a Polícia Federal deflagrou a 22ª fase da Lava Jato, batizada de Triplo X, e que investigava a atuação casada entre a offshore Murray, criada pela empresa Mossack Fonseca no Panamá, e a empreiteira OAS. As suspeitas são de que imóveis no condomínio Solaris, onde fica o tríplex atribuído a Lula, tenham sido utilizados para camuflar o pagamento de propina do escândalo do petrolão. Reportagem de VEJA de 2015 já havia revelado que, depois de um pedido feito por Lula ao então presidente da OAS, Léo Pinheiro, a empreiteira assumiu a construção de prédios da cooperativa. O favor garantiu a conclusão das obras nos apartamentos do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, enquanto outros cooperativados ainda aguardam – e brigam na justiça – para conseguir receber seus imóveis.

Lula é réu na Operação Lava-Jato e seu depoimento a Moro está agendado para as 14 horas do dia 3 de maio. Segundo as investigadores da Lava Jato, o ex-presidente recebeu, apenas no caso relacionado ao tríplex, benesses de 3,7 milhões de reais “oriundas do caixa geral de propinas da OAS com o PT”. Como ele é alvo de outras apurações no petrolão, incluindo os nebulosos pagamentos por palestras, por meio da L.I.L.S. Palestras, Eventos e Participações, as vantagens indevidas devem ser confirmadas em escala exponencial. Dos cerca de 55 milhões de reais que o Instituto Lula e a L.I.L.S. receberam de empresas, mais de 30 milhões de reais foram repassados diretamente por empreiteiras enroladas com o escândalo na Petrobras.

Em novembro do ano passado, o petista prestou depoimento ao magistrado como testemunha de defesa no processo que envolve o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mas na ocasião a oitiva ocorreu por meio de teleconferência. Na ação a que o ex-presidente responde também serão ouvidos, entre outros, os empreiteiros Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, e Paulo Gordilho, além do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto.

A oitiva de Pinheiro, por exemplo, ocorrerá no dia 20 de abril, às 14 horas. O executivo já se comprometeu em audiência anterior a contar toda a verdade ao juiz Sergio Moro. Em setembro do ano passado, ao depor no processo que condenou o ex-senador Gim Argelo, o empresário reforçou a disposição de colaborar com a Justiça: “Eu queria agradecer ao senhor e ao Ministério Público a oportunidade para eu esclarecer, para falar a verdade, mesmo que esses fatos me incriminem. Eu cometi crimes e para o bem da Justiça do nosso País, para o bem da sociedade, estou aqui para falar a verdade, para falar tudo que eu sei”, disse.

Em um acordo de delação premiada que acabou sendo arquivado pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, no ano passado, Léo Pinheiro contou em detalhes que o tríplex no Guarujá pertencia a Lula. O empreiteiro afirmou que ficou acertado com o então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que o apartamento de Lula seria “abatido dos créditos que o PT tinha a receber por conta de propinas em obras da OAS na Petrobras”. O ex-presidente da OAS relatou que, ao perguntar a Vaccari se Lula tinha conhecimento da negociata, o tesoureiro respondeu afirmativamente. Ele contou ainda que a reforma do tríplex não seria cobrada de Lula. Janot arquivou a delação de Léo Pinheiro porque trechos do acordo foram revelados por VEJA.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

FORA TEMER?

Texto genial, como não concordar com o PT?
Mas o que seria "Fora Temer"? Seria "Volta PT"?
Querem arrasar o país de vez... #TôFora


(O pessoal está compartilhando com nomes variados sendo citados como autor do texto, portanto, deixo em aberto e, se por acaso alguém souber quem é o verdadeiro autor, por favor me avise. Há quem garanta que foi escrito e publicado por Sidney Eduardo Affonso. Pesquisei e não encontrei. Aguardo confirmação)

"Fora o Temer, quem mais os petistas odeiam?
Todo mundo que participa do seu governo (ilegítimo, inconstitucional, fisiológico, entreguista, feio, bobo, golpista etc).
Compactuo do horror que os petistas têm ao Temer, ao seu governo, aos seus ministros.
Com a ressalva de que eu não votei no Temer.
Eles, sim.

O Temer me caiu de paraquedas, me foi enfiado goela abaixo.
Os petistas, ao contrário, escolheram-no.
E não uma vez só, mas duas.

Aceito o Temer como quem aceita uma injeção de Benzetacil.
Não quero, não gosto, é horrível – mas ou é isso ou a infecção generalizada.
Respiro fundo, prendo o choro, xingo a mãe do moço da farmácia e toco o barco.

Como os petistas, não suporto olhar para a cara do Edison Lobão, nobre presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
Mas, ao contrário dos petistas, eu também não o suportava quando ele era Ministro de Minas e Energia de Lula e de Dilma.

Compartilho com os petistas uma profunda antipatia pelo Presidente do Senado, Eunício Oliveira.
Só que eles o achavam simpaticíssimo quando era Ministro das Comunicações de Lula.

Eliseu Padilha, braço direito do golpista, quem consegue confiar nesse sujeito?
Os petistas, certamente – pelo menos enquanto foi Ministro da Aviação Civil da finada Presidenta.

Como não me solidarizar com os petistas no asco pelo Geddel Viera Lima, o do apartamento com vista pro mar em Salvador?
Mas o asco deles é recente, só desabrochou depois que ele deixou de ser Ministro da Integração Nacional do viúvo de D. Marisa.

Ah, Romero Jucá, o surubático Romero Jucá...
Impossível não ser tomado de ojeriza ao vê-lo, ouvi-lo, imaginá-lo.
Exceto os petistas, que surubaram com ele sem pudor algum enquanto era Ministro da Previdência Social do Lula.

E Silas Rondeau, encalacrado na Lava Jato, indiciado por tráfico de influência?
Abominável, diriam os petistas - e eu concordo.
Mas os petistas só acham isso depois que ele deixou de ser Ministro de Minas e Energia.
De quem?
Ganha um sítio em Atibaia quem adivinhar.

E tem ainda Moreira Franco, estrategicamente nomeado pelo nefasto Temer apenas para adquirir foro privilegiado.
Se bem me lembro, ele teve o mesmo foro como Ministro de Assuntos Estratégicos de Dilma, e ninguém falou nada.

Eu não gosto do Temer, mas desde sempre.
Os petistas, esses só começaram a desgostar quando ele se cansou de ser um vice decorativo e resolveu partir para novos desafios e se reposicionar no mercado.
Por isso entendo quando entram transe (e em loop) com seu mantra “Fora, Temer”.
É que levaram cinco anos para perceber que ele existia (e que existiam Moreira Franco, Jucá, Eunício, Rondeau, Padilha, Geddel), e só aí começar a ladainha.
Sabe como é, ficha de petista demora um pouco a cair."

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

CRIMINALIZAR A POLÍTICA INDUZ AO "VOLTA LULA"

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Aclamado por quem não tem vergonha de assumir a política como ela é em nosso país, não como deveria ser ou como é em países avançados, o "volta Lula" está cada vez mais firme e forte. E não adianta levantar suspeitas sobre os institutos de pesquisas, isso já está na boca do povo. Só não admite quem vive encastelado em seu mundinho e não convive com pessoas comuns, que representam a imensa maioria que decide eleições.

A ideia muito bem articulada de que "ninguém presta" e melhor para o Brasil é não votar em político nenhum tem como resultado exatamente o que interessa para o PT, pois quem tem voto pode garantir mais uma vitória e continuar destruindo o país impunemente.
Pode parecer absurdo que o eleitor roubado por Lula ainda vote nele, mas a propaganda eficiente do partido ainda tem um efeito maior do que as noticias divulgadas pela imprensa. Cito Lula e não outros réus porque, proporcionalmente, é muito mais relevante, tanto pelo tamanho dos esquemas que chefia quanto pela quantidade de votos. Os demais investigados em operações como a Lava Jato jamais teriam voto para a presidência da República além de seu curral.

Entretanto, algo novo pode surpreender e a polarização, até então entre petistas e tucanos, pode contar com outro protagonista supostamente posicionado politicamente na extremidade oposta ao PT. Porque digo supostamente? Oras, porque alguém cujo partido fez parte da base do governo petista, sem nunca contestar, não pode ser considerado um antagonista do partido mais corrupto da nossa história apenas por suas bravatas ideológicas.

Mas é o que poderemos ter para o segundo turno ano que vem se continuar avançando a onda que induz as pessoas a terem vergonha de apoiar algum candidato. Os extremos defendem os seus, enquanto patrulham e saem para o ataque contra quem tem coragem de assumir que admira alguns políticos. A ordem é repetir que ninguém presta (só o "salvador" deles). 


Isso é um novo modelo de repressão.
Corremos o risco, portanto, de repetir o erro das últimas eleições, agora em dose dupla. 

Carlos Andreazza escreve um artigo primoroso no jornal O Globo: “Lula é o maior beneficiário de outra consequência da criminalização da atividade política”



Segue trecho com o que mais importa nesse contexto, com link para a íntegra.
*
Antes que o leitor se jogue à rua “contra tudo isso que está aí”, proponho que reflita e avalie sobre ao que — e a quem — serve uma mobilização que tenha como gatilho a sentença falaciosa de que “políticos são todos iguais”.
(...)

Lula…

Lula, no entanto, está solto. E é o maior beneficiário de outra consequência — talvez a menos exibida — da criminalização da atividade política. Num cenário de terra arrasada, em que os partidos são comparados ao PCC, em que ninguém presta, e todos são bandidos, neste campo desqualificado, só quem se pode fortalecer é o pior entre os piores. Concordo com a síntese de Reinaldo Azevedo: se todos os políticos são iguais, Lula é o melhor.

(…)

Engana-se (ou quer enganar) quem diz que o PMDB — sócio menor neste arranjo — seja o controlador do tear. É o PT — entranhado na máquina do Estado, senhor de universidades e redações — a força política e culturalmente dominadora, aquela que opera por permanecer e cujo regresso à Presidência as sempre boas intenções dos protestos difusos podem acelerar.

Ou não entendi coisa alguma, e a galera irá às ruas para fechar o Congresso, decapitar Brasília e instaurar um novo regime?


Íntegra aqui

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

MESTRES DO LUDIBRIO

:: Lula e o PT estão aí com tudo, tentando apagar a História. 
Por Mary Zaidan


Animados pela pesquisa CNT/MDA, que coloca Lula na dianteira isolada na preferência popular para a eleição presidencial de 2018, o PT e o próprio Lula decidiram sair da encolha. Vão ampliar a participação do ex nas ruas, nas mídias sociais e, consequentemente, na imprensa. E não param de aumentar o tamanho da borracha que usam para apagar os fatos tenebrosos que escreveram na história, na tentativa de imprimi-los com as tintas que a eles convêm.

Com participações de 20s em cada uma das quatro inserções de 30s que o PT enviou sexta-feira para os diretórios estaduais, Lula fabula como derrotou a inflação e gerou mais de 22 milhões de empregos. Reclama que o atual governo está cortando dinheiro da educação, que falta democracia no país. E que crise se combate com investimento público.

Fala como se o Brasil tivesse algum respiro para investir. Como se o caos econômico, crescimento negativo e desemprego galopante não fossem resultados de seu último mandato e dos de sua pupila. Como se a economia fosse regida por voluntarismo, como se o país não tivesse perdido um único centavo para a corrupção.

Em outro vídeo, de 2min41s, divulgado na página de Lula no Facebook e replicado no site oficial do PT, o ex expõe com absoluta maestria sua habilidade de interpretar os acontecimentos, de inverter os polos, criar verdades. Usa as mesmas roupas dos filmetes, mas outra face.

A título de conclamar partidários para o 6º Congresso da sigla, com primeira etapa prevista para o dia 9 de abril, Lula diz que o PT vem sendo destruído desde 2005 – quando estourou o mensalão – pela ação de seus adversários que “continuou até o impeachment da presidenta Dilma”. Afirma que 2017 é o ano de recuperar a imagem do PT e de “defender o legado do partido que mais fez política social neste país”.

Ora em tom emotivo, ora com fala vigorosa, a convocação de Lula imita a de um general que tem de animar a tropa esfarrapada que será baleada no front. Figurativo que o ex substituiu pela subida de uma escada – há os que desistem no primeiro degrau, no quarto degrau, e os “bons”, que sobem 10 degraus e estão prontos para outros 10.

Só não falou no tamanho da queda.

Mesmo que lidere pesquisas, Lula sabe que queimou patrimônio demais. Tem pouco tempo para se livrar do que já pesa sobre os seus ombros – companheiros condenados no mensalão, outros na cadeia pela Lava-Jato e cinco processos diretos contra ele. Do que ainda pode vir com a revelação completa da delação da Odebrecht e de outros cadáveres que ele e o PT já supunham enterrados.

Sabe ainda que será difícil negar a responsabilidade pela crise econômica que deixou mais de 12 milhões no desemprego e outros 3 milhões na miséria. Que uma campanha eleitoral faz ressuscitar fantasmas de seu time de elite – Dirceu, Palocci e cia. –, empresários amigos – Léo Pinheiro, Marcelo Odebrecht, etc. –, políticos do coração, como Sérgio Cabral. Todos atrás das grades.

A sorte de Lula – e político tem de ter estrela, sorte – é que o governo Michel Temer tem pernas bambas. Erra mais do que acerta e só se mantem em pé ancorado na muleta que sustenta a economia.

Aos erros de Temer se somam os de integrantes de seu partido, o PMDB, e de aliados, que, em nome de autoproteção, denigrem a política, colocando tudo e todos na mesma cesta podre.

Mercado de ocasião para Lula, que não perde uma única chance.

No vídeo dedicado à militância, o líder do “nós”, os virtuosos, contra o “eles”, os canalhas, chega a admitir igualdade para nivelar todo mundo por baixo e se dizer superior: “pode ter até igual, mas nesse país não tem ninguém melhor do que nós”.

Mas são elementos de fundo que dão personalidade à peça publicitária. Recuperam-se o vermelho e a estrela, tão escondidos na campanha do ano passado. E no encerramento saca-se um novo símbolo: os quatro dedos da mão de Lula sobre a bandeira do partido.

É apelativo? E daí? Bota-se um pouco de verdade irrefutável – Lula realmente perdeu o dedo mínimo – para mexer com as emoções e fazer parecer que tudo o que foi dito anteriormente no vídeo carrega dose idêntica de verdade.

São craques na arte do ludibrio. E isso, sem dúvida, tem peso nas urnas.

Este artigo foi originalmente publicado no Blog do Noblat, em 19/2/2017.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

PARA O PT, CONTRIBUINTE PAGA ATÉ ABRAÇO

SENADO PAGOU ATÉ ABRAÇO DE SENADORES DO PT EM LULA, NO VELÓRIO DE MARISA


Dos dez senadores do PT, seis não tiveram a dignidade de pagar do próprio bolso as passagens para o enterro de Marisa Letícia, mulher de Lula. Gleisi Hoffmann (PR), Humberto Costa (PE), Jorge Viana (AC), José Pimentel (CE), Regina Sousa (PI) e Lindbergh Farias (RJ), ganham somados mais de R$ 200 mil por mês, mas espetaram o custo das passagens na infame Cota de Atividade Parlamentar, o “cotão”. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A soma das passagens dos seis senadores nos custou R$ 11,9 mil, o suficiente para pagar salários a um desempregado por um ano.

A passagem de Lindbergh, ponte aérea do Rio, custou só R$ 986,88. Já o cearense Pimentel, R$ 3.115,58. Tudo por nossa conta

Os demais senadores do PT não usaram dinheiro público para chorar lágrimas de crocodilo no enterro que Lula transformou em comício.

A “Cota para o Exercício de Atividade Parlamentar”, que indeniza qualquer despesa dos políticos, custa-nos R$ 270 milhões por ano.

LULA 2018? A JARARACA VIVE

Mas algo pende sobre sua cabeça

Pesquisa mostra que Lula venceria corrida presidencial. O maior desafio do petista, no entanto, é chegar a 2018 em condições legais de ser candidato


Por Pedro Dias Leite - VEJA

Lula 2018? A pesquisa é boa para ele. Mas algo pende sobre a sua cabeça

No mesmo dia em que foi conduzido a depor na Operação Lava Jato, em março de 2016, o ex-presidente Lula lançou mão de um daqueles arroubos retóricos que só ele é capaz de produzir: “Se quiseram matar a jararaca, não fizeram direito, pois não bateram na cabeça, bateram no rabo. Porque a jararaca está viva”. Quase um ano depois, Lula figura como réu em três processos da Lava-Jato, além de aparecer com destaque nas delações da Odebrecht. Mesmo assim, a jararaca continua como há quase um ano atrás: vivíssima, como mostra uma pesquisa da CNT/MDA divulgada na semana passada. O líder petista, que já estava na frente nos cenários no primeiro turno, mas perdia no segundo, agora vence também na rodada decisiva. O principal desafio de Lula, no entanto, é conseguir chegar a 2018 em condições legais de ser candidato. Ele pode ser condenado em primeira instância ainda neste ano, mas só a confirmação da sentença por um órgão colegiado impediria a sua candidatura nos termos da Lei da Ficha Limpa.

Para ler a reportagem na íntegra, compre a edição desta semana de VEJA