terça-feira, 19 de setembro de 2017

URGENTE: LULA É HEPTARÉU



O Antagonista


O juiz Vallisney de Oliveira acaba de aceitar a denúncia do MPF contra Lula e Gilberto Carvalho, por cobrança de propina em troca da edição da MP 471/2009, que beneficiou as montadoras Caoa e Mitsubishi.

Lula responderá por corrupção passiva.

O MPF acusa Lula e Gilbertinho de receberem R$ 6 milhões em propina, por meio do escritório de lobby de Mauro Marcondes.

O ex-presidente responde a outras cinco ações penais (três na Lava Jato, uma na Zelotes e outra na Operação Janus) e já foi condenado numa sexta, referente ao triplex do Guarujá.
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Na decisão contra Lula, obtida por O Antagonista, o juiz Vallisney de Oliveira diz que a denúncia do MPF descreve de modo “claro e objetivo” os crimes imputados ao ex-presidente e a seu ex-chefe de gabinete Gilberto Carvalho.

“Lula e Gilberto aceitaram promessa de vantagem indevida feita por Mauro Marcondes (empresa M&M), José Ricardo da Silva (SGR), Alexandre Paes dos Santos (SGR), Paulo Arantes Ferraz (MMC) e Carlos Alberto de Oliveira Andrade (Caoa).”

Em troca, “infringindo dever funcional, favoreceram as montadoras ao editarem, em celeridade e procedimento atípicos, a Medida Provisória 471, franqueando aos corruptores, inclusive, conhecimento do texto da norma antes de ser publicada e numerada, depois de realizados os ajustes recomendados”.

Para Vallisney, “está demonstrada a plausibilidade das alegações contidas na denúncia”.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

LULA ATACA PALOCCI, MAS EX-MINISTRO SEMPRE FOI SEU HOMEM DE CONFIANÇA



Antônio Palocci, de quem Lula fala mal pelas malfeitorias reveladas, foi seu homem de confiança na campanha presidencial de 2002, que coordenou. Não fosse Lula, Palocci jamais voltaria à cena política, após o caseiro Francenildo derrubá-lo do Ministério da Fazenda. Em 2010, Lula impôs Palocci e o marqueteiro João Santana à campanha da Dilma, que os detestava. Com respaldo de Lula, Palocci atropelou Fernando Pimentel, antigo aliado de Dilma, hoje governador de Minas. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O objetivo de Lula, impondo Palocci, era manter controle total sobre a campanha de Dilma, em 2010. Inclusive na arrecadação de dinheiro.

Para contrabalançar o avanço de Lula, Dilma chamou José Eduardo Cardozo (odiado por ele) para dividir o comando da campanha.

Dilma eleita, Lula impôs Palocci para chefiar a Casa Civil e Gilberto Carvalho a Secretaria-Geral, mantendo Dilma na rédea curta.

PALOCCI CONTA QUE LULA USAVA DINHEIRO DO INSTITUTO COM DESPESAS PESSOAIS

PARA ENCOBRIR OS DESVIOS HAVIA UMA CONTABILIDADE PARALELA


O ex-ministro Antonio Palocci revelou aos procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizava verbas do Instituto Lula com despesas pessoais. A informação é da revista Veja.

Segundo Palocci, Lula usava os recursos que eram doados para o instituto com despesas pessoais e até de familiares. Para encobrir os desvios havia uma contabilidade paralela, administrada por Paulo Okamoto, o presidente do instituto.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

ROUBO BILATERAL NA ERA PT

PACTO DE PETISTAS E CHAVISTAS GARANTIU CONTRATOS PARA ODEBRECHT SEM LICITAÇÃO

A obtenção de contratos sem licitação pela Odebrecht na Venezuela contou com o apoio dos governos brasileiro e venezuelano, afirma o procurador Zair Mundaray, afastado pelo governo de Nicolás Maduro juntamente com a procuradora-geral, Luisa Ortega Díaz.

A fórmula engenhosa no governo Lula garantia contratos para a Odebrecht, com financiamentos do BNDES, tudo sem licitação, conforme revelou há três anos, em primeira mão, o jornalista Cláudio Humberto, colunista do Diário do Poder.

O procurador Zair Mundaray disse que a Odebrecht ficou com os maiores contratos de infraestrutura da Venezuela sem licitação. “A Odebrecht ficou com 29 contratos na Venezuela e 11 obras estão paradas”, disse ele, citando informação já difundida por Ortega.


Mundaray disse que, para justificar a entrega de uma obra à Odebrecht, Caracas fechava primeiro um “acordo de cooperação” com Brasília. Isso permitia que os contratos fossem destinados a empresas selecionadas, sem licitação.

Para Mundaray, o mecanismo fraudulento tinha o envolvimento direto dos governos de ambos os países, em seus mais altos níveis. “Os acordos eram o mecanismo para que as cabeças do Poder Executivo burlassem as normas”, explicou. “Utilizou-se essa manobra jurídica para evitar a concorrência.”

“Na procuradoria, investigamos esses contratos e vimos que foi o governo venezuelano que modificou a lei a partir de 2005 para permitir esse caminho.”

Nos EUA, documentos do Departamento de Justiça apontam que a Odebrecht teria feito pagamento de propinas no valor de US$ 98 milhões na Venezuela. O dinheiro foi destinado a “autoridades do governo e intermediários trabalhando em seus nomes”.

Mundaray revela que a investigação, conduzida em Caracas e transferida ao Brasil, não cita apenas a Odebrecht. Mas diz que outras empresas brasileiras sob investigação ainda não podem ser mencionadas. “Na Venezuela, praticamente não há obra pública que não esteja vinculada à corrupção.”

Em nota, a Odebrecht afirmou que “não existe e não foi criado nenhum ‘mecanismo’ para se contratar a empresa”. “Os processos de conquista e contratação de obras na Venezuela foram executados através de: Licitações e Convênios Bilaterais, sendo ambos processos legais no país.”

"A empresa reafirma que o ritmo de execução das obras acompanha o cronograma definido por seus clientes. Nos 25 anos em que está presente na Venezuela, a Odebrecht concluiu projetos relevantes que se encontram em pleno funcionamento, atendendo a diversas comunidades do país", declarou.

A Odebrecht está presente na Venezuela desde 1992. "Nesses 25 anos, gerou mais de 100 mil empregos diretos e indiretos e estabeleceu profundas raízes no país. Foi contratada para realizar 21 obras, das quais 10 já foram totalmente concluídas e 11 estão em implantação", indicou a empresa.

"Obras de grande porte, em locais de difícil acesso, se tornaram oportunidades de desenvolvimento e emprego para comunidades locais. Mais 8 mil trabalhadores foram treinados. Outros 10 mil jovens profissionais egressos de universidades venezuelanas iniciaram sua trajetória profissional na Odebrecht", completou.

PROCURADOR: PROVAS CONTRA LULA POR TRÁFICO DE INFLUÊNCIA SÃO 'BATOM NA CUECA'

MPF ACHA QUE LULA COLOCOU SEU PRESTÍGIO A SERVIÇO DE EMPRESAS


PARA O PROCURADOR, AS TESTEMUNHAS, “DE CERTA FORMA”, CORROBORAM A DENÚNCIA 

Estadão

O procurador Hebert Mesquita, responsável pela Operação Zelotes, disse nesta terça-feira, 12, que as provas apresentadas em denúncia de tráfico de influência contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva são “batom na cueca” e demonstram que o petista, após deixar o Palácio do Planalto, ofereceu seu prestígio a empresas, em troca de viabilizar um contrato bilionário e a edição de uma medida provisória no governo de Dilma Rousseff.

De acordo com o investigador, a acusação está baseada numa série de mensagens e documentos que comprovam que Lula e o filho caçula, o empresário Luís Cláudio Lula da Silva, se envolveram em negociações com lobistas do setor privado, relativas ao contrato de compra de caças suecos fabricados pela multinacional sueca Saab e à edição da medida provisória 627, de 2013, que prorrogou inventivos fiscais a montadoras de veículos. Ambas as medidas foram tomadas na gestão Dilma.

Mesquita alega que houve encontros para tratar dos dois assuntos e que uma empresa de Luís Cláudio recebeu do lobista Mauro Marcondes Machado, representante das empresas interessadas nas decisões, como remuneração pelo apoio de Lula. O repasse foi revelado pelo Estado em 2015.

O procurador lembrou ainda que, num e-mail descrito na denúncia, por exemplo, os investigados mencionam que a MP só seria feita se Lula mandasse. “Está tudo documentado. Com o perdão da expressão, é batom na cueca”, comentou, ao sair de uma audiência na 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília.

Nesta terça, quatro testemunhas de defesa de Lula e do filho depuseram na ação penal que avalia as condutas dos dois e de outros réus. Falaram o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-titular do Ministério da Fazenda na gestão do tucano Pedro Malan e os ex-ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Nelson Jobim (Defesa). Os dois últimos exerceram os cargos nos governos petistas.
Os depoentes negaram saber se o ex-presidente influenciou decisões de Dilma ou algum outro agente político.

Para o procurador, as testemunhas, “de certa forma”, corroboram a denúncia. Ele explicou que a investigação sobre o caso não diz se, efetivamente, algum gestor público chegou a ser influenciado por Lula ao tomar decisões. É que, conforme o Ministério Público Federal, somente o fato de “vender fumaça”, ou seja, oferecer a possibilidade de interferência no governo, em troca de vantagem, é crime, bastando, portanto, para uma acusação criminal.

“Eles (da defesa) podem trazer 500 pessoas para dizer que não sabiam, e não sabiam mesmo. O crime existe, independentemente de o agente público saber dele”, comentou. “O que não pode é alguém se valer de um alegado prestígio para obtenção de vantagem, a pretexto de influenciar ato de agente público”, explicou.

Os advogados de Lula têm sustentado que as decisões sobre os caças e a MP foram técnicas, tomadas com base em estudos e políticas públicas que atravessaram governos.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

LULA SERÁ INTERROGADO NESTA QUARTA, COMO RÉU, PELO JUIZ SERGIO MORO



Nesta quarta-feira, 13, Moro e Lula vão ficar frente a frente outra vez, apenas uma semana depois do interrogatório do ex-ministro Antônio Palocci – que entregou o ex-presidente em um milionário esquema de propinas.

O juiz da Operação Lava Jato vai interrogar Lula na ação penal em que ele é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro supostamente recebido da empreiteira Odebrecht para compra de um terreno destinado abrigar a sede do Instituto Lula e de um apartamento vizinho ao que o petista reside em São Bernardo do Campo.

É a segunda vez que Moro e Lula vão se encontrar pessoalmente. Em maio, o ex-presidente foi interrogado em outro processo, também por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, referente ao triplex do Guarujá, que o petista nega ser dele.

Nesta ação, Moro condenou Lula a nove anos e seis meses de prisão.

O ex-presidente está recorrendo em liberdade perante o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4), a Corte que detém competência para rever ou confirmar decisões de Moro.

Na primeira vez que o juiz e o ex-presidente ficaram cara a cara, manifestantes invadiram Curitiba em apoio a Lula.

O interrogatório marcado para daqui a dois dias, também é cercado de grande expectativa, principalmente depois do depoimento de Palocci. As ruas do entorno do prédio da Justiça Federal em Curitiba serão bloquedas.

A Moro, Palocci revelou a existência de um ‘pacto de sangue’ supostamente firmado entre Lula e a empreiteira Odebrecht, incluindo repasse de R$ 300 milhões ao governo do PT e ao ex-presidente, entre outros itens.

Publicamente, Lula não se manifestou sobre as revelações de seu ex-ministro. O advogado que o representa, Cristiano Zanin Martins, declarou que o relato de Palocci é ‘uma ficção’. A ex-presidente Dilma afirma que o seu também ex-ministro ‘mente’.

Este segundo processo foi aberto em dezembro de 2016, quando Moro recebeu denúncia da força-tarefa da Operação Lava Jato. São oito réus ao todo, entre eles Lula e o próprio Palocci, o ‘italiano’ das planilhas de propinas da Odebrecht.

Até aqui foram ouvidas 97 testemunhas e cinco dos oito réus.

Lula tentou adiar o interrogatório alegando que não teve acesso a arquivos do departamento de propinas da empreiteira. Moro negou o pedido. A defesa recorreu ao TRF4, mas a Corte manteve para esta quarta, 13, o novo encontro entre o juiz da Lava Jato e o ex-presidente. (AE)

JOESLEY, DEPOIS DO PORRE, A RESSACA DEVASTADORA

JORGE OLIVEIRA

Será que eu entendi bem? O cara toma um porre, liga para o amigo, diz um monte de sandices contra todo mundo e depois pede desculpas. É isso mesmo? E quando esvaziava os cofres dos bancos oficiais também estava embriagado? Ora, Joesley, conta outra, essa não cola. Como é que o senhor, um dos empresários mais ricos do mundo, com faturamento de mais de 150 bilhões de reais, é tão leviano?

Que garantia têm os seus investidores quando sabem que o seu principal acionista fala um monte de besteiras quando bebe, atropela a gramática e mostra-se um cara tão arrogante, aquele manda-chuva que diz comprar tudo e todos (“Janot, nesta sua escola eu fui professor”, diz na gravação). Joesley agora vai para a cadeia onde aprenderá a beber sem dar vexame. E lá dentro, senhor, é o salve-se quem puder. Prepare o bolso.

Dizem alguns entendidos que quando o cara se embriaga fala coisas que sóbrio jamais falaria. O bêbado naquele momento, em devaneio, é autêntico. Talvez, por isso, Joesley teria soltado a língua e falado o que realmente pensa do seu país, dos brasileiros e dos seus governantes. Considera todos uns idiotas, incapacitados, dementes. Tão dementes que caíram na sua conversa de vendedor de bugigangas e o ajudaram a juntar os bilhões de reais. Se você duvida, veja trechos das gravações, onde ele diz que será o último coveiro a botar a tampa do caixão. Ou seja: com toda fortuna lá fora, ele e os comparsas estavam pouco preocupados com a situação do país que ajudou a afundar com os seus amigos petistas. Depois de enterrar o Brasil em cova rasa, Batista tinha planos para se mandar e jamais botar os pés aqui dentro.

Foi assim, de gole em gole, que os irmãos Batista atravessaram a fronteira da ética e da moralidade. Acumpliciados com a petezada, com quem mantinham uma conta-corrente para sustentar seus dirigentes no poder, eles tiveram acesso aos bancos oficiais e dali saíram com bilhões de reais para erguer seu império. Na contramão da história, os petistas consolavam os lesados com umas casinhas fuleiras do “Minha Casa, Minha Vida”, a promessa de um pouco de água do São Francisco, a construção de arenas bilionárias para entreter a moçada do futebol e um aumentozinho do Bolsa Família para agregar à ceia mais um pouquinho de mandioca e feijão para os miseráveis. Enquanto mantinham esse segmento anestesiado com o clientelismo, escancaravam os cofres para os empresários espertos e gulosos se fartarem com o nosso dinheiro.

O depoimento do Palocci ao Sérgio Moro não deixa dúvidas: o PT entregou o país a esses empreiteiros e empresários aventureiros e beberrões. Só quem nega essas evidências hoje são alguns articulistas da seita arrancados de suas redações por Lula para proteger o assalto que o partido fazia aos cofres públicos. E para os jornais, por comprovada cumplicidade com a sujeira, não voltaram mais. Agora, muitos deles deprimidos porque o Palocci detonou a dupla Lula/Dilma como os cabeças da organização criminosa, querem detonar o companheiro.

O Palocci não está inventando nada. Ele era da cozinha do Lula e da Dilma. Foi articulador político e arrecadador principal das campanhas dos dois à presidência. Ele apenas está confirmando o que empresários e executivos de estatais já disseram ao juiz Sérgio Moro. Existia, sim, uma conta-corrente das empreiteiras para financiar as campanhas petistas e manter o partido no poder com dinheiro de popina. Os petistas críticos ao ex-ministro, vão agora à ditadura para desqualificar o seu depoimento. Dizem que ele “virou cachorro”, termo que se usava para identificar um preso político que, sob tortura, denunciava seus companheiros.

Quem espalha isso é o Zé Dirceu na tentativa de passar à história como um cara ideológico, que vai de cadeia em cadeia sem “entregar” ninguém. Espera, com isso, reconhecimento dos companheiros com uma estátua sua erguida em frente à Papuda para que seus seguidores o reverenciem. Até pouco tempo, Palocci era o grande formulador do PT, o cara que redigiu a “Carta ao Povo Brasileiro” para abrir as portas do Centrão para Lula, que tinha acesso aos gabinetes dos mais proeminentes empresários e políticos do país. De um momento para outro, por dizer a verdade, é acusado de dedo-duro. Lula, por exemplo, o descredencia, se diz decepcionado. Mas veja o que disse sobre ele em abril deste ano: “Palocci é meu amigo, uma das maiores inteligências políticas do país. Ele tá trancafiado, mas não tenho nenhuma preocupação com a delação dele”.

É assim mesmo, o cara vai do céu ao inferno quando deixa de comer no cocho da petezada. Quero ver quando o Lula for preso e entrar para o seleto grupo dos colaboradores. O que os seus seguidores vão dizer? O que os articulistas de plantão vão escrever para eufeminizar a sua delação premiada? Não se surpreenda, caro leitor, o Lula vai entregar a Dilma no primeiro interrogatório, como fez com a mulher dele e outros companheiros.

JANOT DISSE TER PROVAS DA ATUAÇÃO DE MILLER EM FAVOR DO GRUPO JBS

PGR AFIRMA QUE MARCELO MILLER AJUDOU JBS ENQUANTO ERA PROCURADOR


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tem provas de que Marcello Miller, ex-procurador da República, atuou em favor do grupo JBS durante o período em que trabalhou no Ministério Público Federal (MPF). Ao pedir a prisão do ex-procurador, que foi rejeitada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, Janot indicou que e-mails de um escritório de advocacia mostram que Miller auxiliou a empresa no acordo de leniência com o órgão.

Os documentos foram encaminhados à PGR pelo escritório que contratou Miller após ele deixar o MPF. “Há, por exemplo, trocas de e-mails entre Marcello Miller e advogada do mencionado escritório, em época em que ainda ocupava o cargo de procurador da República, com marcações de voos para reuniões, referências e orientações a empresa J&F e inícios de tratativas em benefícios à mencionada empresa”, sustentou Janot.

Na sexta-feira (8), Fachin negou pedido de Janot para que Miller fosse preso por entender que ainda não há indícios para justificar a medida em relação ao ex-procurador, acusado por Janot de fazer “jogo duplo”em favor da JBS durante o período em que estava no Ministério Público Federal (MPF), antes de pedir demissão para integrar um escritório de advocacia que prestou serviços ao grupo empresarial.

Em nota, a defesa de Miller informou que o ex-procurador “nunca atuou como intermediário entre o grupo J&F ou qualquer empresa e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot ou qualquer outro membro do Ministério Público Federal”. (ABr)

MPF DENUNCIA LULA, GILBERTO CARVALHO E MAIS CINCO NA OPERAÇÃO ZELOTES

MPF ACUSA LULA POR VENDER MEDIDA PROVISÓRIA POR R$6 MILHÕES



Diário do Poder

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou nesta segunda-feira, 11, o ex-presidente Lula pelos crimes de corrupção ativa e passiva. O ex-ministro Gilberto Carvalho e outras cinco pessoas também foram acusados de beneficiar montadoras de veículos por meio da edição de medidas provisórias, investigadas na Operação Zelotes.

De acordo com a denúncia, as empresas automobilísticas teriam prometido R$ 6 milhões a Lula e Carvalho em troca de benefícios para o setor.

“Diante de tal promessa, os agentes públicos, infringindo dever funcional, favoreceram às montadoras de veículos MMC [Mitsubishi] e Caoa ao editarem, em celeridade e procedimento atípicos, a Medida Provisória n° 471, em 23/11/2009, exatamente nos termos encomendados, franqueando aos corruptores, inclusive, conhecimento do texto dela antes de ser publicada e sequer numerada, depois de feitos os ajustes encomendados”, afirma o MPF.

Esta é a segunda denúncia contra o petista motivada por ação no âmbito da Operação Zelotes. Na primeira, ele e o seu filho Luiz Cláudio Lula da Silva foram denunciados pelos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

BATOCHIO DEIXA DEFESA DE LULA, MAS CONTINUA COMO ADVOGADO DE PALOCCI

José Roberto Batochio aponta incompatibilidade depois que ex-ministro se dispôs a fazer delação premiada e, perante juiz Sérgio Moro, entregou ex-presidente

No Estadão:

O advogado José Roberto Batochio deixou a defesa do ex-presidente Lula em casos que envolvem o ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil / Governos Lula e Dilma). O criminalista defendeu Palocci na Operação Lava Jato.

Em maio deste ano, Batochio deixou a defesa do ex-ministro, que tenta acertar sua delação premiada. Na quarta-feira, 6, Palocci, em interrogatório perante o juiz federal Sérgio Moro, entregou Lula.

GASTOS DE ROSE, AMIGA ÍNTIMA DO LULA, COM CARTÃO CORPORATIVO AINDA SÃO SECRETOS



Continuam sob sigilo total os gastos com cartão corporativo de Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo e amiga íntima do ex-presidente Lula. O Superior Tribunal de Justiça manteve o sigilo dos gastos do cartão de Rose a partir de 2011, mas o Planalto e a Controladoria-Geral da União não se pronunciaram sobre os gastos anteriores, durante os governos Lula. Ela foi acusada de tráfico de influência, corrupção e outros crimes. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Após ignorar a Lei de Acesso à Informação, o Planalto alegou que os gastos de Rose são caso de “segurança da sociedade e do Estado”.

A suspeita da PF é que a amiga de Lula levava vida de madame, com uso do cartão corporativo inclusive para despesas pessoais.

Entre 2003, quando Lula assumiu, e 2016, quando Dilma caiu, o gasto com cartões foi de mais de R$707 milhões (R$78,6 milhões por ano).

Este ano já foram R$29 milhões. Quase a metade, R$14,1 milhões, é mantida sob sigilo. Grande parte do que sobra é de “saque em espécie”

MINISTRO FACHIN TIRA DE MORO INVESTIGAÇÃO SOBRE HADDAD

RELATOR DA LAVA JATO NO STF ACOLHEU RECURSO DA DEFESA DE EX-PREFEITO

SEGUNDO DELATORES, PETISTA TERIA RECEBIDO CAIXA 2 DA ODEBRECHT PARA CAMPANHA ELEITORAL (FOTO: AE)

Estadão

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, reconsiderou decisão tomada na Petição (PET) 6997 e determinou que as cópias dos depoimentos dos delatores João Santana, Monica Moura e André Luís Reis de Santana sobre a campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo nas eleições de 2012 sejam remetidas à Justiça Federal de São Paulo, e não mais à Justiça Federal do Paraná, como havia designado em 10 de maio.

No Paraná, as investigações da Operação Lava Jato estão sob tutela do juiz Sérgio Moro.

Em agravo regimental contra a primeira decisão de Fachin, a defesa de Haddad sustentou que, na delação premiada, Santana e Mônica, publicitários que atuaram como marqueteiros das campanhas presidenciais de Lula (2006) e de Dilma (2010/2014) disseram ter recebido recursos não contabilizados do Grupo Odebrecht e de empresa ligada ao empresário Eike Batista, para quitar dívidas de campanha do candidato do PT.

A defesa do ex-prefeito alegou, ainda, que tais fatos não têm relação com a Operação Lava Jato, sendo que episódios semelhantes já são objeto de procedimento criminal em trâmite na 10.ª Vara Federal de São Paulo.

Ao reconsiderar sua decisão, seguindo parecer da Procuradoria-Geral da República, Fachin afirmou que, a partir da comparação entre as razões do recurso – agravo regimental – e os depoimentos prestados no âmbito de colaboração premiada pelos publicitários, ‘é possível verificar que os fatos realmente não têm conexão com a Operação Lava-Jato, devendo ser prestigiada a regra prevista no artigo 70 do Código de Processo Penal, segundo a qual a competência para processar e julgar deve ser do Juízo do lugar em que se consuma a infração’.

“Tratando-se de supostos fatos que se passaram na cidade de São Paulo, na qual eram realizados os pagamentos não contabilizados no contexto do pleito eleitoral ao Poder Executivo da aludida municipalidade, devem as cópias dos termos de depoimento ser remetidas à Seção Judiciária daquele Estado para as providências cabíveis, mormente em razão da apontada existência de inquérito policial já deflagrado com objeto semelhante”, concluiu Fachin.

sábado, 2 de setembro de 2017

DELAÇÃO DE MANTEGA DEVE SER DEVASTADORA

GUIDO MANTEGA PODE ENTREGAR FALCATRUAS NA PETROBRAS, FAZENDA E BNDES


Caiu como uma bomba na cúpula petista o acordo de delação para que Guido Mantega, ex-ministro de Lula e Dilma entregasse documentos sobre contratos do BNDES com a JBS/J&F. Líderes do partido estão à beira do colapso antecipando revelações. É que Mantega, além de presidir o BNDES, foi ministro do Planejamento de Lula, e depois ministro da Fazenda nos governos Lula e Dilma. Mantega também é apontado pela Odebrecht como operador da propina a partir de 2011. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A delação de Mantega tem o potencial de ser tão avassaladora quanto a de Antonio Palocci, a quem teria substituído a frente do esquema.

O petista ainda precisa explicar a operação das contas criadas no exterior e abastecidas pela empreiteira Odebrecht para Lula e Dilma.

Mantega já externou sua insatisfação por ser investigado e já se disse sentir humilhado. “A minha vida virou um inferno”, afirmou.

No centro da Lava Jato, Mantega presidiu o Conselho de Administração da Petrobras de 2010 a 2015 e também vai contribuir para o caso.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

DILMA VIROU PROBLEMA PARA O PT

UM ANO APÓS IMPEACHMENT, PT NÃO SABE O QUE FAZER COM DILMA
PRESIDENTE CASSADA VIRA PROBLEMA DENTRO DO PARTIDO

ALAS PETISTAS A CONSIDERAM CULPADA PELA DERROCADA DO PARTIDO E UMA AMEAÇA PARA A VOLTA DE LULA (FOTO: LULA MARQUES/AG. PT)

Estadão

Um ano depois do impeachment, a presidente cassada Dilma Rousseff é vista por setores amplos do PT como uma página a ser virada. Embora o discurso oficial seja de martirização de Dilma e a militância apoie a ex-presidente, alas petistas a consideram culpada pela derrocada do partido e uma ameaça para a volta de Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto.

Segundo estes setores do partido, a falta de controle de Dilma sobre a Polícia Federal – e não os casos de corrupção envolvendo integrantes da legenda – resultou na Lava Jato, no impeachment e na disseminação do sentimento antipetista.

Por outro lado, estes mesmos setores consideram que as maiores dificuldades para o retorno de Lula à Presidência são reverter o entendimento comum de que os erros de Dilma são a origem da crise econômica e recompor a aliança de centro esquerda esfacelada no processo de impeachment.

O partido não sabe o que fazer com Dilma. Hoje, as funções da presidente cassada se resumem à presidência do conselho curador da Fundação Perseu Abramo, muito longe do centro de poder real da sigla.

Na semana passada, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, ex-ministra e uma das petistas mais próximas e fiéis a Dilma, perguntou à presidente cassada se ela pretende se candidatar em 2018.

“Ela disse que não tem nada decidido. Mas, se decidir se candidatar, vai ter muito voto”, disse a senadora. Para Gleisi, “Dilma é a grande liderança que encarna a injustiça contra o PT”.

2018. No entanto, a opinião da presidente do partido não é compartilhada por setores relevantes da máquina partidária. Em conversas reservadas, dirigentes dizem que, se Dilma for derrotada na disputa por uma cadeira no Senado pelo Rio Grande do Sul ou pelo Rio, causaria mais desgaste ao PT. Outros afirmam que ela tiraria a vaga de um senador petista e aceitam, no máximo, uma candidatura a deputado federal.

As críticas, antes veladas, agora vieram à tona. O próprio Lula, em entrevista à uma rádio de Salvador, apontou falhas de Dilma na condução da política e da economia e disse que ela poderia ter tomado a decisão de não se candidatar à reeleição.

O presidente estadual do PT do Rio, Washington Quaquá, escreveu que, com a chegada de Dilma ao Planalto, “uma arrogância desmedida tomou conta do centro de decisões”.
(...)

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

'SÓ LADRÃO APOIA LADRÃO' - CARREATA PEDIU PRISÃO DE LULA

LULA FOI CHAMADO DE 'ESTUPRADOR' E CARREATA PEDIU SUA PRISÃO, EM ALAGOAS

CARREATA EM MACEIÓ EXPÔS A REALIDADE DA SITUAÇÃO POLÍTICA DE LULA E DE SEUS ALIADOS (IMAGEM DO WHATSAPP)

Davi Soares

Para além dos eventos em ambientes controlados por sindicatos e movimentos petistas como o MST, a caravana eleitoral do ex-presidente Lula deixou Alagoas sob protestos. Uma carreata pediu sua prisão, na noite de quarta-feira (23), e o líder nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) cancelou uma prometida coletiva de imprensa, trocada por uma entrevista por telefone a uma rádio. Antes, foi chamado de "estuprador do Brasil" durante sessão da Assembleia Legislativa de Alagoas.

Criticado pelos próprios militantes por ter sido ciceroneado pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL), Lula tentou, mas não evitou a exposição do fato concreto de que foi condenado pela Justiça Federal a nove anos e meio de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, em decorrência das investigações do maior cerco contra corruptos da história do Brasil.

O petista se esforça para tentar converter em votos o discurso de perseguição, exaltando estar nos braços do povo pobre do qual a Justiça estaria querendo afastá-lo. Mas o próprio ex-presidente e uma carreata organizada pelo Movimento Brasil (MBR) levaram às ruas mensagens óbvias sobre a situação atual do ex-presidente e de seus aliados. Assista:


NÃO ADIANTA

A cortina de fumaça da caravana de Lula tenta jogar o povo contra as instituições. Mas mesmo que lhe renda boas imagens para seu futuro guia eleitoral (colhidas antecipadamente por uma produção de marketing bancada sabe-se lá por quem), a distração não consegue esconder a realidade de que o brasileiro pobre e desempregado hoje sofre as piores consequências dessa exaltada Era Petista, iniciada por conquistas sociais e finalizada pela descoberta de práticas criminosas e imorais inerentes à política liderada por Lula e sua preposta, Dilma Rousseff.

Foi isso que o Movimento Brasil quis evidenciar, na capital alagoana, ao mobilizar o erguimento do boneco Pixuleco diante da Superintendência da Polícia Federal em Maceió, e simular a prisão de Lula.

O debate sobre as homenagens a Lula, que recebeu título de doutor honoris causa da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), foi levado à Assembleia Legislativa de Alagoas, onde o líder do governo de Renan Filho (PMDB), Ronaldo Medeiros, também peemedebista, provocou o deputado estadual Bruno Toledo (PROS), sugerindo que sua ausência à sessão teria sido motivada pela recepção à caravana de Lula. Mas Toledo reagiu à provocação, quando chegou ao plenário, dizendo que só acompanharia Lula se fosse para levá-lo à carceragem da PF e comparando Lula a um pai que se acharia no direito de estuprar uma filha, por tê-la alimentado durante toda a vida.

OAB PEDE A MINISTRO QUE ABRA SIGILO DA 'DELAÇÃO MONSTRUOSA' DE EX-GOVERNADOR

SILVAL BARBOSA REVELOU IMAGENS DA ENTREGA DE PROPINAS A POLÍTICOS

VÍDEO REVELA O DEPUTADO FEDERAL EZEQUIEL FONSECA (PP) ENFIANDO GRANA NA CAIXA DE PAPELÃO (FOTO: REPRODUÇÃO/TV GLOBO)

Estadão

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) vai protocolar nesta sexta-feira, 25, pedido, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), do levantamento do sigilo da delação premiada firmada pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB). As negociações foram feitas com a Procuradoria Geral da República (PGR) e o termo foi homologado no último dia 9 pelo ministro Luiz Fux.

O ministro chamou as revelações do ex-governador de ‘delação monstruosa’.

Nesta quinta-feira, 24, o Jornal Nacional, da TV Globo, divulgou imagens da farra da propina. Os vídeos foram cedidos por Silval à Procuradoria-Geral da República mostrando a entrega de dinheiro vivo em uma sala no Palácio do Governo de Mato Grosso. Deputados e o atual prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), encheram os bolsos, mochilas e maletas de propina.

Um levou o dinheiro na caixa de papelão.

As gravações foram feitas pelo então chefe de gabinete de Silval no governo (2010/2014), Silvio César. Nelas, o prefeito Emanuel aparece enfiando os maços de notas nos bolsos do paletó. Uma parte foi ao chão e ele, lépido, agacha-se para juntar as cédulas espalhadas.

O vídeo revela, ainda, o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP), o da caixa de papelão, o então deputado estadual Hermínio Barreto (PR) enfiando os maços na mala, a atual prefeita de Juara (MT), Luciane Bezerra (PSB) estufando a bolsa, e o ex-deputado estadual Alexandre César (PT), que saiu com a mochila pesada.

A OAB argumenta que, desde meados de abril, quando tiveram início as especulações sobre a possível delação de Silval, ‘uma série de informações publicadas pelo noticiário regional e nacional assola a sociedade mato-grossense de dúvidas’.

“O momento exige maturidade e serenidade. Todas as vezes que o Brasil precisou, a Ordem não se furtou e agora não será diferente, vamos continuar agindo em defesa da sociedade. Vivemos um deprimente momento de degradação moral”, declarou o presidente da OAB-MT, Leonardo Campos.

No pedido, a OAB-MT visa ‘resguardar o interesse público diante da quantidade de citações mencionando políticos das mais diversas esferas, conselheiros do Tribunal de Contas do Estado e empresários, conforme o que já foi divulgado pelos veículos de comunicação’.

Segundo Campos, a medida ‘atende à premissa da Ordem de observância intransigente do princípio da ampla defesa e contraditório’. “O levantamento do sigilo também evita vazamentos seletivos do conteúdo”, assinala.

“Defendemos a publicidade dos processos até para que os citados não sejam acusados, julgados e condenados pela opinião pública sem a chance de produzirem suas defesas”, pondera Leonardo Campos.

O presidente da OAB-MT diz que ‘compreende a necessidade de sigilo para assegurar as investigações, no entanto, diante do conteúdo que já se tornou público, a sociedade merece saber o que realmente aconteceu ou está acontecendo, não se podendo admitir que dúvidas pairem sobre agentes públicos’.

“Há que se ter sempre em mente os princípios constitucionais da publicidade e acesso à informação”, prega.

“O acesso não prejudica mais porque vários trechos já foram vazados, inclusive com material audiovisual que merece uma análise séria por parte da sociedade. Mais que isso, a publicidade é importante para que os próprios citados possam vir a público dar as devidas e necessárias respostas que a população precisa em meio a tão graves acusações”, argumenta Leonardo Campos.

O presidente da OAB de Mato Grosso observa que em março do ano passado, o Conselho Federal da OAB foi ao STF pedir acesso ao conteúdo da delação do ex-senador Delcídio Amaral.

Este ano, em maio, a Ordem também solicitou junto ao Supremo o levantamento do sigilo da colaboração premiada firmada pelos irmãos Wesley e Joesley Batista, da JBS. 

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

PT E PMDB QUEREM MANTER CAIXA PRETA DO BNDES

QUEBRA DO SIGILO DE EMPRÉSTIMOS DO BNDES É ADIADA MAIS UMA VEZ


O Senado adiou ontem, mais uma vez, a votação de urgência à quebra de sigilos BNDES. A ideia é dar transparência ao banco, que chegou a captar recursos no mercado com juros de mais de 15% para emprestar a menos de 5% às empresas amigas do PT e PMDB, como a JBS/J&F e Odebrecht. O prejuízo no BNDES sequer foi calculado. A bancada petista quer porque quer manter inexpugnável a caixa preta do BNDES. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A diferença na taxa de juros do BNDES resultou em dívida bilionária que será paga pelo contribuinte, no mínimo, até o ano de 2040.

Estava marcada para esta terça (22) a votação da quebra do sigilo do BNDES. Foi adiada de novo. Os políticos devem ter muito a esconder.

O senador petista Lindbergh Farias (RJ) é contra a quebra do sigilo do BNDES, alegando “informações estratégicas”. Para o PT, certamente.

O projeto do senador Lasier Martins (PSD-RS), que quebra o sigilo do BNDES (e também BB e Caixa) está parado desde dezembro de 2016.

CARAVANA FULEIRA - ALVO DE CHACOTA, LULA DIZ EM ALAGOAS QUE RENAN TEM 'DIGNIDADE'

LULA É CRITICADO POR SE UNIR A RENAN E ERRA NOME DE CIDADE ONDE DISCURSAVA


Diário do Poder

Bastante criticado nas redes sociais por ter como anfitrião em Alagoas o senador mais investigado pela Operação Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou sua incursão pelo Estado errando o nome da primeira cidade que o recebeu e elogiando o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), pela sua “dignidade” de criticar a reforma trabalhista proposta por Michel Temer (PMDB. E ainda viu “coragem” no governador Renan Filho (PMDB) em recebe-lo como ex-presidente da República, no fim da tarde, dessa terça-feira (22), em Penedo.

Em duas ocasiões no início de seu discurso, o petista chamou o município de Penedo de “Toledo”, e irritou a plateia formada por integrantes do MST, de sindicatos e partidos da esquerda que condenam o impeachment de Dilma Rousseff, mas aturaram a presença de Renan, que votou favorável ao processo que chamam de “golpe” contra a ex-presidente cassada no ano passado.

Mas como ainda existe militante de esquerda com bom senso nesse País, Lula e Renan foram alvos de críticas, durante seus discursos, por causa da união oportunista do alagoano em processo de derrocada política ao líder petista, bem como pela conivência do ex-presidente condenado a nove anos e meio de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, com a traição de Renan contra o governo petista de Dilma.

Veja um trecho da fala de Lula:


'FULEIRAGEM'

E um penedense que imaginava registrar em vídeo algo parecido com a prometida “caravana”, fez chacota sobre o que viu passar à sua porta. Assista:



O Movimento Brasil programou uma carreata no fim da tarde desta quarta-feira (23), para recepcionar Lula com pedidos de que o petista condenado seja posto na cadeia, pela condenação sentenciada pelo juiz federal Sérgio Moro.

sábado, 19 de agosto de 2017

DILMA FUROU A FILA DO INSS

INVESTIGAÇÃO CONFIRMA APOSENTADORIA IRREGULAR DE DILMA

DILMA FUROU FILA PARA SE APOSENTAR COM AJUDA DE MINISTRO DA PREVIDÊNCIA (FOTO: LULA MARQUES/AGPT)

Uma sindicância aberta para investigar a concessão da aposentadoria à jato à ex-presidente Dilma Rousseff confirmou que o benefício foi concedido de forma irregular por servidores da Previdência que manipularam o sistema do INSS para conseguir aprovar seu benefício, usando influência política para furar a fila de benefícios. As informações são da revista Veja.

A aposentadoria foi obtida pela ex-presidente em setembro, em menos de 24 horas, às vésperas da confirmação de seu impeachment, o que causou o afastamento de três funcionários de carreira do INSS de Brasília. Um dos participantes da manobra foi o ex-ministro da Previdência Carlos Gabas e uma secretária pessoal da ex-presidente Dilma Rousseff, que tinha procuração para assinar a papelada em nome da petista.

O processo de aposentadoria da ex-presidente foi aberto no sistema e concluído sigilosamente. E, em poucos minutos, Dilma deixou a condição de recém-desempregada para furar a fila de milhares de brasileiros e tornar-se aposentada com o salário máximo de R$ 5.189,82. Atualmente, cerca de 400 mil pessoas aguardam para ter direito a aposentadoria.

A investigação concluiu que a papelada apresentada por Dilma ao INSS e os procedimentos adotados pela servidora no sistema do órgão, para efeitos de cálculo de tempo de serviço, não foi comprovado. Mesmo diante de tantas irregularidades, o cadastro de Dilma foi aprovado em um dia mesmo sem contar com todos os papeis necessários.

Ainda de acordo com a revista Veja, o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, assinou um despacho em que aplica punições ao ex-ministro Carlos Gabas, e advertência à servidora Fernanda Doerl. Gabas foi suspenso do serviço público por 10 dias. Servidor de carreira do Senado, ele está cedido para o gabinete do senador petista Humberto Costa (PE). Com a punição, não poderá trabalhar nesse período e terá o salário descontado em folha.

Como não há muito a ser feito para corrigir as irregularidades, a sindicância está cobrando de Dilma ao menos a devolução de R$ 6.188 reais, simbolicamente, referentes a um mês de salário que teria sido pago irregularmente pelo INSS. Dilma Rousseff está recorrendo para não fazer a devolução.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

PT É CONTRA ABRIR SIGILO DO BANCO QUE FEZ A ALEGRIA DA JBS

SENADOR QUER SABER PORQUE É DIFÍCIL ABRIR A CAIXA PRETA DO BNDES


Diário do Poder

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), prometeu esta manhã (17) colocar na pauta de plenário da próxima terça-feira (22) requerimento de urgência para abrir a discussão e a votação do projeto que põe fim ao sigilo dos empréstimos do BNDES. O PLS 7/2016, do senador Lasier Martins (PSD-RS), prevê retirada de segredos sobre as operações do banco de fomento e vem encontrando resistência da bancada do PT. A aprovação do requerimento só não ocorreu hoje por absoluta falta de quórum.

Lasier se encontrou mais cedo com o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, que assegurou a ele ser a favor da mais completa transparência nos negócios durante sua gestão. “É preciso abrir a caixa preta da instituição, que firmou inúmeras transações suspeitas no exterior com as empreiteiras Odebrecht, OAS e Andrade Gutierrez, entre outras. Elas receberam recursos subsidiados do bolso do trabalhador para investir em obras de infraestrutura, no momento em que o Brasil tanto carecia delas”, disse.

Na tribuna, o senador listou vários casos, como o do Porto de Mariel, em Cuba, que recebeu US$ 682 milhões do BNDES, e o metrô do Panamá, com US$ 1 bilhão.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

PERSEGUIDO POR EVO MORALES E APÓS SUSPEITA DE SABOTAGEM, MORRE EX-SENADOR MOLINA

VÍTIMA DE QUEDA DE AVIÃO, EX-SENADOR MOLINA MORRE EM BRASÍLIA

ALIADOS SUSPEITAM DE SABOTAGEM DA POLÍCIA POLÍTICA BOLIVIANA

MOLINA VIVIA ASILADO NO BRASIL HÁ CINCO ANOS.

Diário do Poder

O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) confirmou o falecimento do ex-senador boliviano Roger Pinto Molina às 4h43 desta quarta-feira (16).

"O paciente teve uma parada cardiorrespiratória e não respondeu às manobras de reanimação", informou o hospital, em nota, acrescentando que o corpo será encaminhado para o IML, por se tratar de acidente aéreo.

Adversário político do presidente boliviano Evo Moales, Molina foi por ele cruelmente perseguido, o que o levou a pedir asilo na embaixada do Brasil em La Paz. Permaneceu lá por quase 500 dias, até que o então encarregado de negócios, o diplomata Eduardo Sabóia corajosamente o ajudou a fugir para o Brasil.

Aliados do ex-senador suspeitam que o avião que ele pilotava sofreu sabotagem dos serviços secretos da Bolívia e de Cuba, conhecidos pelos métodos, pela truculência e pela violência. Ex-advogado de Molina, Fernando Tibúrcio recomendou enfaticamente que as autoridades brasileiras investigum essa hipótese de sabotagem.

Ao saber da morte do amigo, Tibúrcio desabafou: "A praga do totalitarismo o impediu de viver no país que tanto amou."

O advogado contou inclusive que a situação financera de Molina era bastante precária, por isso ele trabalhava como piloto de avião. Os amigos de Brasília se cotizaram para pagar para ele um curso de piloto de helicóptero, recentemente concluído.
*

APOSTA EM SABOTAGEM
Na Bolívia, a oposição a Evo Morales acredita que o avião pilotado pelo ex-senador Roger Pinto Molina foi alvo de sabotagem e por isso caiu após a decolagem. Molina é um dos maiores opositores de Morales.

OS CUBANOS MANDAM
Bolivianos não sabem se temem mais a polícia política de Evo Morales, que os persegue e espiona, ou o serviço secreto cubano (do qual é um apêndice), que cuida até da segurança pessoal do presidente cocaleiro.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

MORO PREOCUPADO COM RETROCESSOS NO COMBATE À CORRUPÇÃO

JUIZ NÃO DEVE SE PREOCUPAR COM CONSEQUÊNCIAS POLÍTICAS DE SUAS DECISÕES, DIZ MORO



Estadão

O juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, afirmou nesta terça-feira, 15, em evento na cidade de São Paulo, que um juiz não deve se preocupar com consequências políticas de suas decisões, mas levar em conta o que está no processo. O magistrado defendeu a redução de pessoas com acesso ao foro privilegiado e o corte do excesso de cargos comissionados pelo governo, além do aumento do efetivo da Polícia Federal.

Moro disse estar especialmente preocupado com retrocessos no combate à corrupção no Brasil. “Retrocessos vão passar uma mensagem errada no sentido de que as instituições avançaram, não suportaram os avanços e é preciso voltar ao status anterior, de impunidade e corrupção sistêmica.”

O enfrentamento da corrupção não custa tão caro, depende do empenho da classe política e precisa “ser feito sem hesitação” no judiciário e na polícia, disse Moro. O magistrado ressaltou que a Lava Jato já teve mais casos julgados do que a Operação Mãos Limpas, na Itália.

O juiz defendeu a delação premiada, destacando que há crimes que existem testemunhas, como um atropelamento ou até um homicídio, mas outros, como a corrupção, são cometidos em segredo, e a delação vai justamente revelar estas irregularidades.

“A ideia da colaboração é dar incentivo para que ocorra rompimento deste pacto de silêncio.” Moro também afirmou ser contra o excesso de pessoas que têm direito ao foro privilegiado. As instâncias superiores, ressaltou o juiz, não estão preparadas para tantos casos.

O juiz destacou logo no início de sua palestra que o aspecto “mais assustador” da corrupção na Petrobras foi o quadro sistêmico com que as irregularidades eram praticadas. “Era a regra do jogo”, disse ele, destacando que a recuperação de valores desviados com corrupção foi expressiva na petroleira após a Lava Jato. “O caso começou pequeno e foi crescendo.”

Questionado na parte de perguntas e respostas sobre o prazo de duração da Lava Jato, Moro ressaltou que, sobre os crimes praticados na Petrobras, grande parte dos trabalhos da operação já foi realizada, com vários executivos já julgados e condenados.

“A operação da Lava Jato vai se encerrar em algum momento, mas o enfrentamento da corrupção tem ocorrer no dia a dia”, disse ele, ressaltando que é preciso empenho da classe política para que este combate seja efetivo. “É preciso ter políticas públicas voltadas ao enfrentamento da corrupção.”

MOVIMENTO REPUDIA MAIS UMA "PETRALHICE"

Grupos que atuam contra a corrupção divulgaram nota de repúdio ao relatório de Vicente Cândido que inclui na reforma política, além do distritão e da bolsa-eleição, artigo que pretende ocultar as doações que não ultrapassem três salários mínimos.

Segue a nota:

"O deputado Vicente Cândido pretende ocultar a identificação de doadores para campanhas eleitorais quando os valores não ultrapassem três salários mínimos. Acontece que 95,88% das doações realizadas na campanha de 2016 foram inferiores a esse valor. Se essa medida for aprovada, mais da mais da metade do volume de doações permanecerá escondido.

Nós queremos transparência já!"


Assinam a nota: Movimento Transparência Partidária, Instituto Ethos, Instituto Não Aceito Corrupção, Vem Pra Rua Brasil, Acredito, Open Knowledge Brasil - Rede pelo Conhecimento Livre, e Transparência Brasil.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

EMENDA QUE PODE LIVRAR LULA AINDA EMPERRA REFORMA

ARTIGO PROIBIA A PRISÃO DE CANDIDATOS 8 MESES ANTES DA ELEIÇÃO



Artigo apresentado - e depois retirado - pelo relator da reforma política, Vicente Cândido (PT-SP), alteraria a lei e impediria que candidatos fossem presos desde até 8 meses antes das eleições. Hoje a prisão só é proibida apenas com 15 dias de antecedência. Para Rubens Bueno, líder do PPS na Câmara, a jabuticaba virou a “Emenda Lula” e “tem o intuito de salvar criminosos”. Apesar de “ter sido retirada”, a emenda Lula consta no relatório parcial nº 3. O nº 4 ainda não foi apresentado. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

No último dia 1º, Cândido disse: “Saí com Lula e ele disse: ‘Já que a emenda é minha, faço com ela o que quiser. Retire-a’”. Ele obedeceu.

O ex-presidente Lula foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso tríplex no Guarujá.

O artigo 236 do Código Eleitoral impede a prisão de candidatos a duas semanas da eleição, salvo aqueles que forem pegos em flagrantes.

Para o senador Magno Malta (PR-ES), “está na cara” que a emenda é para proteger aqueles que “se lambuzaram dos recursos públicos”.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

LULA AJUDOU A ISENTAR O SENADOR AÉCIO NEVES NO CASO FURNAS

À PF, PETISTA DECLAROU QUE O TUCANO 'NÃO PEDIU NENHUM CARGO'


O Estadão

No inquérito do caso Furnas, o senador Aécio Neves (PSDB/MG) contou com um aliado inesperado, o ex-presidente Lula, seu rival político desde sempre.

Em depoimento à Polícia Federal, Lula declarou que ‘Aécio Neves não pediu nenhum cargo em nenhum de seus mandatos (2003/2010)’.

O ex-presidente depôs no dia 28 de junho. Suas informações tiveram peso importante na conclusão do delegado federal Alex Levi, que inocentou o tucano no inquérito Furnas.

Lula disse. “Que năo acredita que Aécio Neves possa ter pedido qualquer cargo a algum de seus ministros em seus governos, e se pediram nunca deram ciência ao declarante sobre este pleito.”

O inquérito Furnas tinha como ponto de partida os depoimentos de três delatores, o doleiro Alberto Youssef, o ex-senador Delcídio Amaral (ex-PT/MS) e o lobista Fernando Moura. Davam conta de que o elo de supostas propinas para Aécio em Furnas seria um antigo amigo do tucano, Dimas Fabiano Toledo. Mas todos os delatores foram ‘vagos’, segundo a PF, disseram que ‘ouviram dizer’.

Lula disse. “Que, durante a transiçăo de seu primeiro governo năo sabia quem era Dimas Fabiano Toledo; Que, năo sabe quem teria solicitado a continuidade de Dimas Fabiano Toledo à frente de uma diretoria de Furnas, năo sabendo, inclusive, se alguém pediu para que o mesmo continuasse ocupando este cargo; Que, năo saberia dizer o que teria motivado a permanência de Dimas Fabiano Toledo à frente da diretoria de Engenharia de Furnas.”

O ex-presidente relatou que no inicio de seu primeiro mandato ‘manteve com Aécio Neves, à época governador eleito de Minas Gerais, apenas uma relação institucional, de respeito ao chefe de um ente federativo, mesmo tipo de relacionamento que manteve com governadores eleitos de outros partid os, independente se de partidos que davam sustentaçăo a seu governo ou se eram de oposiçăo’.

“Năo havia distinçăo entre a relaçăo que mantinha com o PSDB nacional e o PSDB de Minas Gerais”, afirmou o petista.

Questionado sobre o fenômeno eleitoral denominado ‘voto Lulécio’, noticiado à época da eleiçăo de 2002 em Minas, em que haveria uma aliança informal para voto no PT para presidente e no PSDB para governador, Lula disse. “Se de fato este fenômeno ocorreu năo teria sido estimulado ou afiançado por seu partido, seja no plano nacional ou regional.”

Ao relatar o inquérito Furnas, em documento de 43 páginas, o delegado Alex Levi destacou inclusive declarações nos autos do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) e do ex-secretário-geral do PT, Silvio Pereira, o Silvinho Land Rover, ambos empenhados no início de 2003 na formação da nova equipe de diretores da Petrobrás.

“É sabido que acaso as declarações de Lula, Dirceu e Silvio tivessem teor similar à colaboração de Delcídio e ao testemunho de Fernando (Moura), eles também poderiam ser responsabilizados pelos mesmos crimes atribuídos a Aécio neste inquérito, sendo sujeitos diretamente interessados no término destas investigações sem a responsabilização criminal do senador do PSDB, mesmo o considerando um adversário político, pois o enquadramento penal dele poderia levar a uma imputação criminal de todos.”

“Assim, ponderando que as declarações de Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu de Oliveira e Silva e Silvio José Pereira podem conter distorções sobre a real dinâmica dos fatos apurados, em uma atitude de auto defesa, pois confirmar as versões de Delcídio do Amaral e de Fernando Moura equivaleria a confessar que permitiram a continuidade de Dimas Toledo em Furnas, a pedido de Aécio Neves, e que começaram a receber parte da propina que anteriormente era repassada ao PSDB e ao PP, seus relatos devem ser avaliados com cautela e em consonância com os demais elementos dos autos, antes de concluir pela inocorrência dos delitos em apuração.”

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

LULA VOLTA A SER INVESTIGADO PELO MENSALÃO

O Antagonista

O MPF decidiu desarquivar uma investigação sobre o pagamento de 7 milhões de dólares da Portugal Telecom para o PT quitar dívidas de campanhas eleitorais, diz O Globo.

A denúncia foi feita por Marcos Valério em 2013 e arquivada dois anos depois.

Agora será retomada.

"No último dia 26 de julho, a procuradora-chefe substituta da PRDF, Ana Carolina Roman, designou um novo procurador da República para atuar no processo. As investigações já foram retomadas. A PF retirou os autos na PRDF no último dia 4.

O colegiado decidiu pelo 'retorno dos autos à origem, para que seja designado outro membro para continuidade das investigações', conforme a portaria assinada pela procuradora-chefe. O caso agora é conduzido pelo procurador Ivan Marx".

terça-feira, 8 de agosto de 2017

MAIS UM ATAQUE DE LULA CONTRA MORO

Lula em ato contra Moro na UFRJ

Yasuyoshi Chiba

POR BRUNO GÓES (coluna de Lauro Jardim)

Lula vai participar, na sexta-feira, do "Ato pela Reconstrução do Estado Democrático e de Direito", na Faculdade de Direito da UFRJ, no Rio.

O evento servirá de palanque, mais uma vez, para ataques ao juiz Sérgio Moro.

Haverá até o lançamento de um livro que examina as decisões do magistrado: "Comentários a uma sentença anunciada: o processo Lula".

A obra foi elaborada sob coordenação da namorada de Chico Buarque, Carol Proner, e outros professores de Direito, como Gisele Cittadino, João Ricardo Dornelles e Gisele Ricobom.

Dilma também está confirmada para participar do evento.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

MADURO, O ÍDOLO FALIDO DO PT

PEDRO LUIZ RODRIGUES

Ao se manter inflexivelmente atrelado a posições dogmáticas em política externa, o comando do Partido dos Trabalhadores só faz avançar o processo de sua deterioração moral e perda de prestígio político.

A mais recente incursão do PT na área – feita por sua presidente e a secretária de relações internacionais – foi a emissão de um estapafúrdio manifesto sobre a situação na Venezuela.

Tendo ultrapassado todos os limites do bom-senso e do sentido de realidade, Gleisi Hoffmann e Monica Valente não economizaram elogios ao Presidente Nicolás Maduro, em quem parecem ver o modelo de dirigente que apreciariam ter para o Brasil.

Nenhuma palavra dedicaram as duas ao sofrimento do povo venezuelano, diante da contração de 30% da economia nos último quatro anos; nenhuma menção sobre a inflação de 700%, que corrói aceleradamente o poder de compra dos trabalhadores.

O país não consegue mais importar, com uma taxa de câmbio que passou de 630 bolívares por dólar, em 2013, para 200 mil por dólar, agora.

O que é mais chocante nas loas tecidas pelas dirigentes petistas – nas quais elas parecem acreditar piamente – é que que Maduro é de certa maneira comparado a Dilma Rousseff. Ele (como nossa ex-presidente no caso do Brasil) seria um injustiçado, não tendo qualquer responsabilidade pela catástrofe política, econômica e social que se abateu sobre a Venezuela e seu povo.

Na visão do PT, o aumento das tensões no país vizinho e as escalada da violência (já são mais de 120 as vítimas fatais) não decorreriam de uma reação da sociedade ao desastre da administração de Nicolás Maduro, mas um movimento produzido pela “direita venezuelana”.

A choramingação do PT é a de sempre. Os pobres-coitados “progressistas” (na verdade deveriam ser chamados de “regressistas”) nunca têm culpa de coisa alguma’. A responsabilidade pelos fracassos é sempre dos outros. O desastre da economia venezuelana não deveria ser imputada a Maduro e a seus incompetentes assessores, mas “a uma ação internacional para promover o cerco de fato da economia venezuelano, que tem por objetivo liquidar o processo de recuperação moderada que vem experimentando” (....)

domingo, 6 de agosto de 2017

O PROCURADOR-GERAL DO PT

O procurador-geral do PT

Isto É

A Constituição Brasileira de 1988, promulgada após o País emergir do arbítrio e da exceção de duas décadas de ditadura militar, é clara quanto à garantia da liberdade que se faz imprescindível para que deputados e senadores exerçam suas funções às quais chegaram democraticamente pelo voto popular. Isso se traduz no artigo 53, parágrafo 2º, do texto constitucional: “desde a diplomação, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável”.

Não há a menor dúvida de que Janot conhece profundamente a Constituição. Como ele pede então a prisão de Aécio que não foi pego em flagrante cometendo crime inafiançável? E como a pede por três vezes?

Claro que o STF, em decisão do ministro Edson Facchin, rechaçou tal pretensão inconstitucional, embora tenha cometido o erro de entrar no terreno legislativo ao afastar Aécio do Senado – equívoco sanado posteriormente pelo ministro Marco Aurélio Mello. Cabe ao Ministério Público zelar pelo cumprimento incondicional da Constituição, assegurando a “defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis”. É o que Janot não está seguindo à risca no lusco-fusco de sua jornada na Procuradoria-Geral. Com a Constituição é assim: não segui-la em um ponto é não segui-la por inteiro.

Antes da esculhambação, vamos à outra obsessão de Janot: o presidente Michel Temer. O procurador o denunciou por crime de corrupção passiva com pífios argumentos, e a Câmara dos Deputados votou na quarta-feira 2 por não dar ao STF autorização para julgar o presidente. Enquanto a derrota de Janot se consolidava no plenário, ele foi outra vez à Corte pedindo que Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco sejam incluídos em um inquérito já instaurado contra o PMDB, no âmbito da Lava Jato. Separadamente, pediu também que Temer responda por obstrução de Justiça. Na ausência de novo conjunto probatório que sustente a sua ação, Janot inovou na ciência do direito: disse tratar-se de uma “readequação”. 

Vale observar que Dilma Rousseff, ainda antes de sofrer impeachment, teve a sorte de ver arquivado pela Procuradoria-Geral as acusações que contra ela pesavam na compra da refinaria de Pasadena. Isso sim soou, à época, como inadequação. Tanto que, por essas e outras, ela caiu. E Janot ficou com o mico da acusação de ter atuado ideologicamente a favor do PT. Decerto, o eminente procurador parece mesmo se comportar mais como uma espécie de procurador-geral do PT. Talvez como forma de retribuição pelos préstimos de Dilma ao colocá-lo no cargo.
(...)

sábado, 29 de julho de 2017

MORO E LULA FRENTE A FRENTE DE NOVO

MORO VAI INTERROGAR LULA EM 13 DE SETEMBRO


O juiz Sérgio Moro marcou interrogatório presencial de Lula, no dia 13 de setembro, na ação penal em que ele é réu por recebimento de propinas da empreiteira Odebrecht. Esta será a segunda vez que Moro e Lula vão ficar cara a cara.

O caso em questão trata do Instituto Lula. Segundo o MPF, a Construtora Norberto Odebrecht pagou R$ 12.422.000 pelo terreno onde seria construída a nova sede, mas a obra não foi executada.

A denúncia afirma também que o ex-presidente recebeu, como vantagem indevida, a cobertura vizinha à residência onde vive. De acordo com o MPF, foram usados R$ 504 mil para a compra do imóvel.

Ainda conforme a força-tarefa, este segundo apartamento foi adquirido no nome de Glaucos da Costamarques, que teria atuado como testa de ferro de Lula. Os procuradores afirmam que, na tentativa de dissimular a real propriedade do apartamento, Marisa Letícia chegou a assinar contrato fictício de locação com Glaucos da Costamarques.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

O SILÊNCIO DO FALASTRÃO

JORGE OLIVEIRA

 O Lula está se envenenando com a própria língua, como diriam os chineses. Achou que ia ganhar no grito e deu-se mal. Depois de condenado, viu-se de uma hora para outra pobre novamente, depois que o juiz Sérgio Moro – que ele desacatou, inclusive ameaçando de prendê-lo se voltasse ao poder – mexeu na sua parte mais sensível: o bolso. Moro confiscou mais de 9 milhões de reais da sua poupança, número cabalístico, o mesmo da sua condenação, e agora o então falante, agressivo e impulsivo Lula silenciou. Nas entrevistas que tenta desqualificar os procuradores, ele já encontra brecha para se redimir dos insultos à Justiça. É assim mesmo, ele sempre se acovarda quando é pressionado e confrontado com a realidade dos fatos.

O ex-presidente falou o que não devia e recebeu o troco. Orientou seus advogados a partir para o tudo ou nada contra o juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato. Chamou-os, inclusive de “aquela molecada” que não “entende de política”. Agora, sofre mais um revés, um dos desembargadores da 2º Turma do Rio Grande do Sul, a mesma que vai julgá-lo para ratificar ou não a sentença, indeferiu pedido de seus defensores para liberar a fortuna confiscada por Moro. E mais: o pessoal da Lava Jato também decidiu investigar essa conta milionária do ex-presidente, coisa que ele não conseguiria juntar mesmo poupando por décadas a aposentadoria e os salários dos mandatos de deputado federal e presidente da república.

Ele achava que o Moro iria absolvê-lo. Imaginou que o fato de ter exercido a presidência da república o transformaria em intocável, acima da lei. Não pensou como os mortais comuns porque se acha um ser superior que abusa da falsa humildade. Excedia-se na retórica quando estava à sua frente uma plateia selecionada para aplaudir os seus insultos. Por onde andou destratou os procuradores, a Polícia Federal e a Justiça em geral. Considerava-se, como chegou a dizer em seus devaneios, mais honesto do que Deus. Agora, com a casa no chão e as economias confiscadas, anda dando sinais de que vai mudar de comportamento depois do leite derramado.

A orientação que deu para seus advogados é a de pegar leve com os procuradores que apuram o assalto aos cofres públicos da organização criminosa. Faz isso depois de perceber que o circo não pegou fogo com a sua condenação. Os gatos pingados que foram às ruas apoiar os atos de corrupção da petezada já se recolheram. E daqui pra frente devem ficar encolhidos dentro dos seus sindicatos, pois a mamata da contribuição sindical acabou com a nova lei trabalhista. Por ano, eles recebiam R$ 3,5 bilhões referentes a um dia de salário de todo trabalhador brasileiro, dinheiro que era desviado para manter as mordomias da República Sindical e sustentar políticos e milhares de militantes do PT.

Nos últimos anos, desde o advento da Lava Jato, Lula perdeu todas. Viu seus amigos como Zé Dirceu, Vaccari, Vargas, Genoino & Companhia serem engaiolados pela Justiça. Esperneou, mas não conseguiu impedir que a sua companheira Dilma fosse chutada do Palácio do Planalto. Assistiu o seu partido definhar com a desfiliação de alguns parlamentares e a redução do número de prefeituras na última eleição e, no momento, amarga uma condenação de mais de 9 anos com sério risco de ir para a cadeia. Ou seja: o falastrão tentou ganhar no grito, mas teve que se curvar diante das evidências da sua culpabilidade em vários crimes investigados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.

Ao contrário do que imaginava, o Brasil não parou depois que ele foi condenado. As instituições e os serviços públicos estão funcionando a pleno vapor e alguns militantes, que se assanharam um dia depois do anúncio da sentença, hibernaram. Perceberam que não adianta gritar, pois o juiz Sérgio Moro não teme aplicar a lei. Ninguém está acima dela, como ele próprio disse ao se referir a sentença de Lula.

OPERAÇÃO COBRA - ‘PREGAR FIM DA LAVA JATO É DEFENDER LIBERDADE PARA LADRÕES DO DINHEIRO PÚBLICO’, DIZ PROCURADORA

OPERAÇÃO PRENDEU BENDINE, EX-PRESIDENTE DA PETROBRAS, NESTA QUINTA

"SE QUEREMOS UM BRASIL COM MENOS CORRUPÇÃO, É PRECISO IR ATÉ ONDE ELES FORAM E ESTÃO DISPOSTOS A IR”, DIZ JERUSA VIECILI 

Estadão

A procuradora da República Jerusa Burmann Viecili defendeu a continuidade das investigações da Operação Lava Jato nesta quinta-feira, 27. O ex-presidente da Petrobrás Aldemir Bendine foi preso pela Polícia Federal na Operação Cobra, fase 42 da Lava Jato, deflagrada pela manhã.
“Há quem fale que as investigações contra a corrupção têm que acabar, mas casos como esse deixam claro que os criminosos não vão parar. Pregar o fim da Lava Jato é defender a liberdade para os ladrões do dinheiro público prosseguirem. Se queremos um Brasil com menos corrupção, é preciso ir até onde eles foram e estão dispostos a ir”, diz a procuradora da República Jerusa Burmann Viecili.

A pedido da força-tarefa do Ministério Público Federal no Paraná, a Justiça expediu e a Polícia Federal cumpre, na manhã desta quinta-feira, três mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão em nova fase da Lava Jato. Os focos principais desta operação são Aldemir Bendine e operadores financeiros suspeitos de operacionalizarem o recebimento de R$ 3 milhões de reais em propinas pagas pela Odebrecht em favor do ex-presidente da Petrobrás.

O principal alvo desta nova fase esteve à frente do Banco do Brasil entre 17 de abril de 2009 e 6 de fevereiro de 2015, e foi presidente da Petrobrás entre 6 de fevereiro de 2015 e 30 de maio de 2016.

Segundo a força-tarefa da Lava Jato, neste ano de 2017, ‘um dos operadores financeiros que atuavam junto a Bendine confirmou que recebeu a quantia de R$ 3 milhões da Odebrecht, mas tentou atribuir o pagamento a uma suposta consultoria que teria prestado à empreiteira para facilitar o financiamento junto ao Banco do Brasil’.

O Ministério Público Federal afirma que a empresa utilizada pelo operador financeiro era de fachada.

Para o procurador da República Athayde Ribeiro Costa, ‘é incrível topar com evidências de que, após a Lava Jato já estar em estágio avançado, os criminosos tiveram a audácia de prosseguir despojando a Petrobrás e a sociedade brasileira’.

“Os crimes recentes são a prova viva de que a prisão é necessária para frear o ímpeto criminoso de um esquema que vem desviando bilhões há mais de década”, diz.

O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, diz que ‘preocupa a todos nós o arrefecimento do investimento na Lava Jato pela direção da Polícia Federal’.

“Das últimas sete operações da Lava Jato, seis foram pedidas pelo Ministério Público. É preciso preservar o trabalho da Polícia Federal nas investigações. O Ministro da Justiça e o Delegado-Geral têm poder e a consequente responsabilidade sobre o tamanho do efetivo, que foi reduzido para menos de metade”, observou.

PRISÃO DE BENDINE DEVOLVE O PT À LAVA JATO

A prisão do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine pela Operação Lava Jato, em nova fase deflagrada na manhã desta quinta-feira, 27, põe o PT de volta ao centro das atenções sobre a corrupção e cobrança de propinas em estatais.

Mais do que isso, atinge também a presidente cassada Dilma Rousseff e os ex-ministros Guido Mantega e Gilberto Carvalho, aos quais Bendine sempre foi ligado.

Em delação premiada, o empresário Marcelo Odebrecht e o ex-diretor da Odebrecht Agroindustrial Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis disseram ao Ministério Público que Bendine solicitou "vantagem indevida" à empreiteira Odebrecht enre 2014 e 2015, dizia "atuar como interlocutor da presidente da República" e que poderia evitar os avanços da Lava Jato.

De acordo com os delatores, a propina pedida foi de 1% da dívida alongada da Odebrecht Agroindustrial com o Banco do Brasil, condição para que fosse feita a renegociação e dado mais tempo para a quitação.

Bendine foi presidente do BB de 2009 (governo Lula) a 2015 (Dilma). Só deixou o banco para assumir a presidência da Petrobrás, no lugar de Graça Foster, que se afastara.

Aldemir Bendine foi a peça-chave do PT que Dilma Rousseff e o ex-ministro Gilberto Carvalho mantiveram no Banco do Brasil para impedir o avanço do PMDB sobre cargos importantes da instituição. Enquanto ele esteve por lá, os peemedebistas de fato nada conseguiram no BB, principalmente a ala liderada pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Sem condições de atuar no Banco do Brasil, Cunha voltou seus esforços para a Caixa Econômica Federal, nomeando o afilhado Fábio Cleto para a vice-presidência que cuidava da liberação de dinheiro do FGTS para grande obras de infraestrutura.

Cleto foi preso pela Operação Lava Jato. Em delação premiada, afirmou que Cunha cobrava propina de empreiteiras que conseguiam o dinheiro do FGTS.

A prisão de Bendine, importante nome do PT nas estatais, deverá beneficiar o ex-presidente Michel Temer no período que antecede a votação, pela Câmara, da denúncia feita contra ele pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por corrupção passiva.

Vai tirar o foco das notícias ruins de cima do PMDB e de Temer, e devolvê-lo, pelo menos por um tempo, para o PT.
*

João Domingos é coordenador do serviço Análise Política, do Broadcast Político.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

MEDIDAS PARA EVITAR CONTINGENCIAMENTO

As medidas discutidas por Temer com Dyogo e Meirelles

O Antagonista (Economia 26.07.17)


O Antagonista revelou ontem que a equipe econômica estuda uma série de medidas para evitar o contingenciamento de R$ 5,9 bilhões anunciado na semana passada.

Essas medidas foram discutidas ontem à noite na reunião de Michel Temer com Dyogo Oliveira e Henrique Meirelles. Além de buscar fontes alternativas de receita, o governo também estuda evitar novos gastos, como o reajuste de servidores previsto para o ano que vem.

Revejam o que publicamos:

GOVERNO RASPA O TACHO PARA NÃO CONTINGENCIAR 6 BI


O Antagonista levantou com fontes da equipe econômica as medidas que estão sendo tomadas para evitar o contingenciamento de R$ 5,9 bilhões anunciado na semana passada.

Até a próxima sexta-feira, o governo precisa publicar decreto de execução orçamentária e conta com R$ 2,1 bilhões das concessões de aeroportos, R$ 2,1 bilhões de precatórios da Caixa, R$ 1 bilhão do Funrural, R$ 1 bilhão da venda da Lotex (raspadinha da Caixa) e R$ 600 milhões da suspensão de pagamentos irregulares de INSS.
Governo espera 10 bi de renovação da Caixa Seguros

*

Na busca por receitas que ajudem a fechar as contas, o governo resolveu retomar as negociações com a CNP Assurances para a renovação antecipada do contrato da Caixa Seguros que vence em 2021.

Os franceses querem pagar R$ 10 bilhões. O governo acha que pode obter, de forma imediata, R$ 6 bilhões. Desse valor, R$ 2 bilhões seriam usados para equilibrar as contas da própria Caixa Econômica Federal e os R$ 4 bilhões entrariam no Tesouro.

Também está sobre a mesa a revisão do Reintegra, o crédito tributário para exportação, de onde poderiam sair mais R$ 2 bilhões.

LULA: CASO DE CADEIA

IPOJUCA PONTES

Garantia Sivuca - José Guilherme Godinho, policial membro da Scuderie Detetive Le Cocq, um dos responsáveis pela caçada e morte de Cara de Cavalo, cafetão, traficante, assassino e “caso íntimo” do Hélio Oiticica, vanguardeiro performático das artes tropicalistas que chegou a homenagear o amor bandido com a ode-legenda “Seja marginal, seja herói” – bem, dizia Sivuca que “bandido bom é bandido morto”, bordão que o fez Deputado Estadual por duas vezes no ainda tolerável Rio de Janeiro dos anos 1990.

Pessoalmente, não chego a tanto. Mas acredito piamente que “bandido bom é bandido preso”, se possível, em certos casos, perpetuamente, num presídio de segurança máxima.

Este é bem o caso, por exemplo, de Luiz Inácio da Silva, reconhecido nas rodas civilizadas como o “Chacal” da politicagem tupiniquim.

Recentemente, como sabem todos (e a quase generalidade da população aplaudiu), o competente juiz Sérgio Moro condenou o ex-presidente a 9 anos e meio de cadeia, por corrupção e lavagem de dinheiro. É pouco – muito pouco, pouco mesmo. Neste sentido, procuradores da força-tarefa do Ministério Público Federal tomaram a decisão de recorrer da sentença e pedir penas maiores para o dono do PT. Faz sentido. De fato, como já escrevi, onde se abrir o código penal, o honorável Lula corre o risco de ser enquadrado: felonia, prevaricação, peculato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, tráfico de influência, formação de quadrilha, entre outras tantas mazelas, formam o prontuário desta imperdoável figura que levou o País à degradação moral, política, econômica e social de forma nunca trilhada na nossa controversa história republicana.

Com Lula e o entorno comunista do PT, ambos aboletados nas utopias funestas e convenientes a tipos que nem Frei Beto (não dá pra mais de um “t”), FHC, Antonio Candido, Sérgio Buarque de Holanda, Geisel, Golberi et caterva, o Brasil trilhou (e continua a trilhar) os caminhos criminosos do “socialismo tropical” ou, se quiserem, do “estatismo selvagem”. Com a comunalha no poder, ingressamos, sem tirar nem pôr, na atmosfera mórbida do sétimo círculo do inferno traçado por Dante Alighieri nas páginas da Divina Comédia.

Eis o fato: nos 13 anos em que Luiz Inácio corrompeu a nação (sim, o “cara” impôs e sempre esteve por trás das manobras da guerrilheira marionete), atingimos a condição de um dos países mais corruptos e violentos do mundo, ao tempo em que se consolidou entre nós o aparelhamento do “Estado Forte” e se fincou no pedaço, seguindo as resoluções do Foro de São Paulo, uma burocracia insustentável que nos levou à insolvência absoluta.

Os números atuais impressionam: o País da era Lula comporta hoje 151 estatais deficitárias (entre elas, a Petrobras), 30 ministérios falidos, 153 autarquias e fundações federais inviáveis, 100 mil cargos comissionados e funções de confiança e gratificações supimpas, 250 mil funcionários-ativistas terceirizados, sem incluir o rombo previdenciário estimado (só em 2017) em R$ 167 bilhões e a alucinante dívida pública federal avaliada (pelo Tesouro Nacional) em mais de R$ 3 trilhões. Eis o prognóstico tardio: segundo cálculos fundamentados, as contas nacionais, caso as legiões socialistas de Lula fossem expulsas hoje das bocas estatais, só seriam ajustadas a partir de 2089. Ou seja, daqui a 60 anos!

Na sua oligofrenia progressiva, Lula diz que o seu governo livrou da fome 40 milhões de carentes que saíram da linha da pobreza para ingressar numa “nova classe média”. Sem jamais entrar numa fila do INSS, sustenta que transformou a saúde do Brasil em coisa de 1° mundo. Mais: garante que mesmo sendo analfabeto de pai e mãe, abriu as portas das universidades para o povo. E tudo a partir da consolidação, pelo seu “Estado Forte”, de uma política de “conteúdo nacional” (vide a “Nova Matriz Econômica”, de fedor leninesco).

Cinismo assumido, a mentira tem pernas curtas. Semana passada, amplo relatório divulgado pela Organização Mundial do Comércio (OMC) deu conta, detalhadamente, da desastrosa política industrial e comercial imposta ao País nos 13 anos dos governos de Lula Rousseff.

Escorado na farra vertiginosa de subsídios fiscais e financeiros, que detonou uma inflação de dois dígitos, foram desperdiçados R$ trilhões com os “campeões nacionais” JBS-Friboi, Odebrecht, empresas do finório Eike Batista, OI, OAS etc., cujo objetivo paralelo gerou propinoduto para abastecer os cofres inabordáveis do PT, dos partidos aliados e demais “companheiros de viagens”.

Pior: no esquema criminoso adotado, foram preteridas as relações comerciais com economias desenvolvidas enquanto eram torrados US$ bilhões com Cuba, Venezuela, Angola, República Dominicana, Bolívia e afins, países velhacos manobrados por comunistas ávidos de dinheiro fácil em troca da adesão irrestrita ao “socialismo do século XXI”. Coisa de doido!

Por fim, ouriçados com a decisão do Juiz Moro em bloquear R$ 9 milhões do ex-presidente, a tropa de choque petista classificou-a como “mesquinha”. De fato, a decisão do juiz, em se tratando de condenados por corrupção e lavagem de dinheiro, é obrigatória. Assim, o protesto soa como deboche.

Ademais, Lula aufere gordas aposentadorias, tem carro com chofer, apartamento confortável do qual não pode ser despejado, adega de fazer inveja a Brillat-Savarin, além de filhos e sobrinhos ricos. Há quem admita até que o honorável dispõe de boas reservas em Cuba e na Venezuela.

E o PT, ainda hoje uma das siglas partidárias mais ricas do planeta, não vai permitir que o seu “líder carismático” saia da boa vida e fique “asfixiado”.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

LULA, O MILIONÁRIO - LAVA JATO INVESTIGA ORIGEM DA FORTUNA DO EX-PRESIDENTE LULA

DESCOBERTA DE MAIS R$9 MILHÕES DO PETISTA INTRIGA LAVA JATO


A descoberta de R$9,6 milhões em contas correntes e investimentos do ex-presidente Lula deixou intrigada a força-tarefa da Lava Jato, que investiga o mistério de como o ex-metalúrgico, condenado por corrupção, acumulou tanto dinheiro. Ao ver bloqueados pela Justiça recursos e bens, Lula se queixou de que a “subsistência” de sua família estaria prejudicada. Pelo visto, para ele, dinheiro nunca foi problema. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Interrogado na polícia, Lula disse cobrar US$200 mil por “palestra”, mas ninguém acreditou. Tampouco ele apresentou comprovantes.

Desde 2015 Lula não faz palestras, para as quais disse cobrar o dobro de Bill Clinton. O ex-presidente dos EUA continua a fazê-las.

Emílio Odebrecht revelou que pagava “honorários” a Lula, além de jatinhos, hotéis de luxo etc, para criar “imagem adicional” na África.

FIASCO - FRACASSAM ATOS PRÓ-LULA

ATOS PRÓ-LULA, EM SÃO PAULO E RECIFE, REGISTRAM BAIXA ADESÃO

NO RECIFE, DESDE O INÍCIO DA TARDE, ALGUNS POUCOS SINDICALISTAS APARECERAM NO ATO PRÓ-LULA. (FOTO: ARTHUR DE SOUZA/FOLHA DE PERNAMBUCO)

Diário do Poder

Os atos de apoio a Lula, convocado pelo PT e por sindicalistas ligados ao partido, reuniu público inexpressivo na noite desta quinta-feira (20), em várias cidades. Em São Paulo como no Recife, e em várias cidades, as manifestações desapontaram as expecttativas dos organizadores.

Usando camisas da CUT, do MST, do PT e de sindicatos controlados por petistas, em São Paulo algumas dezenas de simpatizantes do ex-presidente tomam conta de menos de um quarteirão da Avenida Paulista. No Recife, a manifestação de apoio ao ex-presidente, condenado à prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, atraiu cerca de trinta pessoas.

Os manifestantes xingam o juiz Sérgio Moro, que condenou Lula, e os adversários do PT.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

MORO CONFISCA BENS E BLOQUEIA R$ 606 MIL DE LULA

JUIZ CONFISCA 4 IMÓVEIS DO PRESIDENTE CONDENADO POR CORRUPÇÃO


Diário do Poder

O juiz federal Sérgio Moro determinou o bloqueio de R$ 606 mil pertencentes ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dinheiro estava distribuído em quatro contas, nos bancos do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco e Itaú.

No total, foram bloqueados R$ 606.727,12. Havia R$ 397.636,09 no Baco do Brasil, R$123.831,05 na Caixa Econômica, R$ 63.702,54 no Bradesco e R$ 21.557,44 no Itaú.

O confisco inclui três imóveis do petista e um terreno. Também foram arrestados dois automóveis. O bloqueio foi realizado pelo Banco Central.

“Na sentença foi decretado o confisco do apartamento como produto do crime. Neste processo, pleiteia o sequestro de bens do ex-Presidente para recuperação do produto do crime e o arresto dos mesmos bens para garantir a reparação do dano. Este Juízo reputou prudente sentenciar o caso antes de decidir o pleito de constrição”, diz trecho do despacho.

Na condenação de Lula, o juiz exigiu o pagamento de R$ 16 milhões, valor esse referente a uma suposta conta da empreiteira OAS com o PT. Com a determinação de Moro, restam ainda cerca de R$ 13,7 milhões a serem descontados.

Em 2016, o Ministério Público Federal havia solicitado o sequestro de bens. De acordo com o órgão, Lula é o comandante do maior esquema de corrupção instalado no país.

QUERIDINHO DA GLOBO NÃO É LULA, É MAIA

Esplanada: Após tentativa de trégua, Temer declara guerra contra Globo


Presidente passou a ordenar a execução de eventuais dívidas da emissora com a União, de impostos e de financiamentos no BNDES

17/07/2017
O DIA

O presidente Michel Temer enviou o ministro Moreira Franco para conversar com a cúpula da TV Globo há dois meses, numa tentativa de trégua. Mas foi em vão. Temer então declarou guerra. E passou a ordenar a execução de eventuais dívidas da emissora com a União, de impostos e de financiamentos no BNDES. No contra-ataque, a emissora determinou a aproximação de seus principais executivos com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na tentativa de fazê-lo presidente da República. Mesmo que seja por um ano, até a eleição direta.

Dupla

São constantes as conversas de Maia com o vice-presidente de relações institucionais da Globo, Paulo Tonet. Almoçaram juntos domingo passado, revelou a Coluna.

Na moita

Deputados da tropa de choque já falam em cassar a concessões da emissora quando vencerem os prazos, que são renovados a priori em comissão responsável na Câmara.

Em tempo

A informação dessa guerra de poderosos chegou à Coluna no sábado de fonte do Palácio, e por ora não conseguimos contato com o BNDES e a assessoria da emissora.
(...)

Coluna de Leandro Mazzini

terça-feira, 18 de julho de 2017

MEU CARGO, MINHA VIDA - ADORADORES DE BOQUINHAS ODEIAM TEMER

COM PT NO GOVERNO, OS CARGOS COMISSIONADOS CRESCERAM 27%

SÓ LULA CRIOU 4.836 NOVOS 'CABIDES', MAS TEMER OS CANCELOU


Adoradores de boquinhas no setor público, os petistas aumentaram em mais de 27%, em 10 anos, o número de “cargos em comissão” ou DAS (Direção e Assessoramento Superior). Os governos Lula criaram 4.836 “cabides”, segundo o Boletim Estatístico de Pessoal, mas Michel Temer anunciou há um ano a extinção de quase todos, 4.689. Ao assumir em 2003, Lula encontrou 17.449 cargos. Deixou o governo com 22.103. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O ano de 2016 foi o primeiro, desde 2003, em que o número de “comissionados” do governo ficou abaixo dos 18 mil.

Os cargos comissionados, “aparelhados” pela “cumpanherada”, não exigem concurso, nem estabelecem vínculo com o serviço público.

Entre cargos, funções (cargos comissionados reservados a servidores) e gratificações, o governo mantém 97.874 boquinhas.

PROCURADORIA RECORRE AO TRF4 PARA AUMENTAR PENA DE PRISÃO DE LULA

PROCURADORES DA REPÚBLICA NO PARANÁ VÃO RECORRER POR UMA PENA MAIS PESADA AO PETISTA (FOTO: PAULO PINTO/AGÊNCIA PT)

Estadão

A força-tarefa da Operação Lava Jato informou ao juiz Sérgio Moro nesta segunda-feira (17) que vai ao Tribunal Regional Federal (TRF4) apelar da sentença que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso triplex. Os procuradores da República no Paraná já haviam dito que vão recorrer por uma pena mais pesada ao petista.

Os procuradores avaliam que Lula merece pena mais alta ainda - Moro absolveu o ex-presidente de lavagem de dinheiro pelo armazenamento de bens custeado pela empreiteira OAS, mas o condenou pelo mesmo crime em razão de supostamente ocultar a titularidade do triplex, que seria fruto de propinas da Petrobras.

"A responsabilidade de um Presidente da República é enorme e, por conseguinte, também a sua culpabilidade quando pratica crimes. Isso sem olvidar que o crime se insere em um contexto mais amplo, de um esquema de corrupção sistêmica na Petrobras e de uma relação espúria entre ele o Grupo OAS. Agiu, portanto, com culpabilidade extremada, o que também deve ser valorado negativamente. Tal vetorial também poderia ser enquadrada como negativa a título de personalidade", destacou o magistrado, ao sentenciar Lula.

A força-tarefa afirmou, por meio de nota, que discorda "em relação a alguns pontos" da decisão do juiz da Lava Jato na primeira instância.

Os procuradores ainda ressaltaram que, "com base nas provas, as quais incluem centenas de documentos, testemunhas, dados bancários, dados fiscais, fotos, mensagens de celular e e-mail, registros de ligações telefônicas e de reuniões, contratos apreendidos na residência de Lula e várias outras evidências, a Justiça entendeu que o ex-presidente é culpado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro de que foi acusado pelo Ministério Público Federal".

"O Ministério Público Federal, nos autos acima identificados, comparece, respeitosamente, perante Vossa Excelência, com fulcro no artigo 593, I, do Código de Processo Penal, para interpor recurso de apelação em face da respeitável sentença constante do evento 948, requerendo seu recebimento e a concessão de prazo para o oferecimento das respectivas razões, nos termos do artigo 600, caput, da Lei Adjetiva Processual Penal", afirmam os procuradores da força-tarefa, em petição a Moro feita nesta segunda-feira.
(...)

domingo, 16 de julho de 2017

DILMA, A CAMPEÃ DO TOMA LÁ, DÁ CÁ

DILMA GASTOU MAIS QUE TEMER NO TOMA LÁ, DÁ CÁ

CONTRA O IMPEACHMENT, DILMA LIBEROU R$3,2 BILHÕES EM EMENDAS



O presidente Michel Temer se utilizou da mesma estratégia da antecessora: Dilma pagou R$ 3,2 bilhões em emendas parlamentares individuais às vésperas da votação do processo de impeachment, em abril e maio de 2016. Uma portaria do período antecipou o pagamento de R$ 1,8 bilhão àqueles que a julgariam uma semana depois. Em maio, com o impeachment no Senado, Dilma liberou mais R$ 1,4 bilhão. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O Orçamento prevê distribuição de R$96,6 bilhões em emendas em 2017; R$87,5 bilhões para bancadas e R$9,1 bilhões em individuais.

O governo Temer liberou, até julho, cerca de R$ 1,8 bilhão de um total de R$ 6,3 bilhões previstos no orçamento para as emendas individuais.

Mais de 61% (R$ 1,1 bilhão) do valor liberado pelo governo Temer em emendas foi para o Fundo Nacional de Saúde, não para parlamentares.

“No desespero, tentam qualificar a aglutinação como compra de votos”, justificou o então líder do governo, Humberto Costa (PT), em 2016.

sábado, 15 de julho de 2017

"EMENDA LULA" É UM ACINTE AO PAÍS

DEPUTADO AFRONTA OPINIÃO PÚBLICA E TENTA LIVRAR LULA DA CADEIA



Diário do Poder

O relatório do deputado federal Vicente Cândido (PT-SP) na Comissão de Reforma Política um mecanismo de proteção a políticos investigados por crimes, com o objetivo de blindar o ex-presidente Lula de ser preso, durante a campanha eleitoral de 2018. A iniciativa amplia a imunidade já prevista, de 15 dias para oito meses antes da eleição, exceto em casos de flagrantes.

Parlamentares reagiram contra a proposta que precisa ser aprovada até setembro, para vigorar na próxima eleição em que o petista pretende disputar, mesmo condenado a 9 anos e 6 meses de cadeia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

"É um acinte à opinião pública. É uma tentativa de mudar a justiça só para atender a um determinado líder", disse o deputado Betinho Gomes (PSDB-PE), ao portal UOL. Ele é titular na Comissão de Reforma Política, mas não é o único a reprovar a iniciativa.

Marcos Pestana (PSDB), vice-presidente da comissão, discorda e acredita que seja melhor focar em outras medidas essenciais. “A proposta é inadequada, principalmente neste momento em que estamos passando. Vai passar para a opinião pública que é uma a salvaguarda, uma proteção àqueles que estão prestes àqueles que estão na iminência de serem condenados. Não creio que vá prosperar”, opinou Pestana.

Efraim Filho (DEM-PB) afirma que a proposta estabelece um prazo demasiadamente longo. E não vê chances de aprovação, nem pela comissão, nem pelo plenário da Câmara. Para o parlamentar, a sociedade não tolera mais corrupção e tudo o que possa levar à impunidade de políticos. "Essa emenda será rechaçada pela opinião pública da mesma forma que foi a articulação da anistia ao caixa 2", prevê.

A BLINDAGEM

A alteração atinge o Artigo 236 do Código Eleitoral e foi batizada de “Emenda Lula”. Porque, salvará o ex-presidente Lula, caso o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) mantiver a sentença do juiz federal Sérgio Moro.

“Para a conjuntura em que estamos vivendo, justifica uma norma dessa natureza. Para outros momentos, o Brasil entrando na normalidade, sem essa forte judicialização da política, ou essa política policialesca que estamos vivendo, essa norma pode não fazer sentido. Mas, para esse momento, faz sentido. Conversei com vários líderes e o presidente e até agora ninguém falou que isso está fora do propósito e é melhor tirar”, disse o deputado, à Rádio CBN.

Lucio Vieira Lima, que preside a comissão não quer votação a toque de caixa. E que precisa haver um debate amplo.