quarta-feira, 30 de setembro de 2015

SAI DILMA BOLADA, ENTRA DILMA INFLADA

Essa não precisa de mortadela

Por: Felipe Moura Brasil


Até Dilma Bolada abandonou Dilma Rousseff.

O publicitário Jeferson Monteiro, que recebia um salário de 20 mil reais da agência Pepper “para fazer Dilma divar nas redes” com a versão supostamente simpática e engraçadinha da petista carrancuda e sem graça, rompeu com a sua diva inspiradora, por meio de chilique no Facebook:

“Dilma não precisa do meu apoio no Governo dela, nem o meu e nem do apoio de ninguém que votou nela. Afinal, para ela só importa o apoio do PMDB e de parte do empresariado para que ela se mantenha lá onde está. Trocou o Governo pelo cargo. Não é o Governo que eu e mais de 54 milhões de brasileiros elegemos. A vida é feita de escolhas e ela fez a dela. Agora o que nos resta é que saia algo bom para o Brasil dali e repetir os versos de Beth Carvalho: ‘Você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão.’ Seguimos.”



Este blog não sabe se a crise e o corte de gastos acabaram com a mortadela de 20 mil reais no mercado.

Mas uma coisa é certa: Dilma Inflada, agora, é a verdadeira e única diva deste país.

TRISTE REALIDADE QUANDO O FUXICO É MAIS IMPORTANTE QUE OS FATOS



Um dos  perfis falsos mais famosos do país, que dizia defender Dilma por amor, anunciou o fim do apoio à presidente em sua página na internet. É o que informa a Revista Época.

Será que, finalmente, despertou algum sentimento de indignação contra a corrupção do partido?
Reconheceu o desastre econômico e a ousadia da presidente que passa a conta de seu fracasso para o povo brasileiro?

Nada disso. A justificativa, omitindo que não terá o contrato renovado com a agência contratada pelo PT e da qual recebia VINTE MIL REAIS, é a de que foi traído pela petista que escolheu o PMDB e os empresários em detrimento de seus eleitores. Para os petralhas é assim mesmo, criticar a corrupção é golpe. Crime é ser empreendedor, produzir e gerar emprego. Colocam todos os empresários no mesmo balaio de ratos dos cúmplices do partido no petrolão.

Traído é quem defende corrupto de graça, sem milhares de reais nem mortadela. Tá certo que a espécie está em extinção, mas não duvido que uma eventual guinada na economia faça ressuscitar os zumbis do passado recente que, em nenhum momento, importaram-se com o envolvimento de seus ídolos em esquemas de corrupção.

REPULSA A DILMA CHEGA A 82%

IBOPE REVELA QUE 82% DA POPULAÇÃO REJEITAM DILMA



Dilma Rousseff tem o apoio de apenas 10% dos eleitores brasiles, conforme pesquisa do Ibope divulgada nesta quarta-feira (30). A avaliação negativa da presidente soma 82%, incluindo os que avaliam Ruim/péssimo (69%) e regular (21%). Apenas 1% dos entrevistados não sabem o que dizer,

Em julho, pesquisa do Ibope indicava apoio de 9% e rejeição, enquanto 68% dos brasileiros consideravam o governo ruim ou péssimo. A rejeição anterior ao governo Dilma (68%) era a maior já registrada pela série histórica das pesquisas Ibope desde a redemocratização.

A pesquisa divulgada nesta quarta pelo Ibope foi realizada entre os dias 18 e 21 de setembro e ouviu 2.002 pessoas em 140 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.O levantamento foi contratado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O QUE ESSES CARAS FIZERAM NÃO FOI LOBBY, FOI CORRUPÇÃO, DIZ EX-MINISTRO DE LULA



(Globo)

O termo lobby, que traduzido do inglês para o português quer dizer saguão ou antessala, ganhou novo significado na política. A palavra também é usada para designar a atividade de pressão sobre políticos ou poderes públicos, influenciando-os em decisões que beneficiarão pessoas, grupos, partidos ou instituições. Em geral, o pagamento pela atividade é calculado a partir dos valores dos negócios fechados. O lobby não é atividade regulamentada no Brasil, e se for praticada mediante concessão de benefícios ou vantagens pessoais, pode ser interpretada como tráfico de influência.

É isso que é investigado em inquérito da Procuradoria da República no DF, que apura se o ex-presidente praticou tráfico de influência internacional, crime incluído no Código Penal em 2002. Telegramas diplomáticos trocados entre chefes de postos brasileiros no exterior e o Ministério das Relações Exteriores, entre 2011 e 2014, revelados em julho, indicam que as atividades de Lula em favor da Odebrecht no exterior foram além de palestras. Os documentos apontam que Lula atuou em duas ocasiões para beneficiar a empresa. A investigação quer saber se o lobby foi remunerado. O Instituto Lula alegou, à época, que as palestras foram pagas.

A assessoria do Instituto Lula classificou de atuação “lícita, ética e patriótica” do ex-presidente Lula quando defende os interesses de empresas brasileiras no exterior. Diz a nota da assessoria do ex-presidente:

“Em seus dois mandatos, Lula chefiou 84 delegações de empresários brasileiros em viagens por todos os continentes. A diplomacia presidencial contribuiu para aumentar as exportações brasileiras de produtos e serviços, que passaram de US$ 50 bilhões para quase US$ 200 bilhões, e isso representou a criação de milhões de novos empregos no Brasil. Só uma imprensa cega de preconceito e partidarismo, poderia tentar criminalizar um ex-presidente por ter trabalhado por seu país e seu povo”, escreveu o instituto.

No texto, a assessoria de Lula afirma haver uma “repetitiva, sistemática e reprovável tentativa de alguns órgãos de imprensa e grupos políticos de tentar criminalizar a atuação lícita, ética e patriótica do ex-Presidente Lula na defesa dos interesses nacionais, atuação que resultou em um governo de grandes avanços sociais e econômicos, com índices recorde de aprovação”.

Continua a nota: “temos a absoluta certeza da legalidade e lisura da conduta do ex-presidente Lula, antes, durante e depois do exercício da presidência do país, e da sua atuação pautada pelo interesse nacional”.

O ex-ministro Miguel Jorge admitiu a troca de mensagens com os executivos da Odebrecht. Ele afirmou que presenciou pelo menos “meia dúzia de vezes” o ex-presidente Lula vendendo empresas brasileiras a outros presidentes. — Essa palavra lobby, depois deste escândalo, passou a ser muito pejorativa. O que esses caras fizeram não foi lobby, foi corrupção. Agora, quando você fala que o presidente de um país que tem interesse em um consórcio de empresas brasileiras, das quais duas eram estatais, tenham uma situação importante numa obra de não sei quantos bilhões de dólares, é absolutamente natural. Isso foi feito de maneira absolutamente transparente sem nenhuma sacanagem no meio — explicou o ex-ministro.

O ex-chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, disse em nota “negar categoricamente que recebeu diretamente de Marcelo Odebrecht ou Alexandrino Alencar qualquer sugestão para discursos em agendas internacionais ou assuntos relativos à Odebrecht”.

Segundo Carvalho, “o presidente Lula sempre expressou que queria se transformar em um caixeiro viajante do Brasil”, por isso, em viagens, “sempre fez questão de convidar muitos empresários, realizando reuniões nos países visitados na perspectiva de abrir novas negociações para empresas brasileiras; a Odebrecht foi uma dentre muitas”, afirmou.

Por meio de nota, a Odebrecht informou que “os trechos de mensagens eletrônicas divulgados apenas registram uma atuação institucional legítima e natural da empresa e sua participação nos debates de projetos estratégicos para o País - nos quais atua, em especial como investidora". A empresa disse "lamentar" a divulgação das mensagens nos processos contra a Odebrecht, por considerar que as mensagens não teriam "qualquer relação com o processo em curso”.

IMPEACHMENT - REMÉDIO CONSTITUCIONAL (Hélio Bicudo)

Quem são os críticos mais contundentes de Lula & cia.? A oposição? A mídia "golpista"? O eleitor arrependido?
NÃO, os ex-petistas ilustres que foram usados como trampolim para servir a um projeto de poder de quem se considera dono do Brasil, de nosso patrimônio, de nossas riquezas e do dinheiro de nossos impostos.

Hélio Bicudo no Roda Viva: Alguém precisa explicar à presidente da República que impeachment é um remédio constitucional

Augusto Nunes
“Alguém precisa sugerir à presidente da República que leia a Constituição”, recomendou o jurista Hélio Bicudo no Roda Viva desta segunda-feira. “Lá está escrito que o impeachment é um remédio constitucional. Então, não existe esse negócio de golpe. Impeachment é um processo democrático”.
Ex-vice-prefeito de São Paulo e duas vezes deputado federal pelo PT, que abandonou em meados de 2005 para protestar contra o comportamento omisso da direção do partido confrontado com o escândalo do mensalão, aos 93 anos, Bicudo ocupou o centro da roda ao lado de Janaína Paschoal, Professora da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, ela é co-autora do pedido de impeachment de Dilma subscrito também pelo jurista Miguel Reale Jr.
“Uma das coisas que me impressionou muito foi o enriquecimento ilícito do Lula”, disse o entrevistado, depois de responsabilizar o ex-presidente pela degeneração moral e política do PT. “Eu conheci o Lula quando ele morava numa casa de 40 metros quadrados. Hoje é uma das grandes fortunas do país, ele e seus filhos. O Lula se corrompeu e corrompe a sociedade brasileira”.
Segundo Bicudo, o projeto de poder do PT vem deformando todas as instituições. “Não acredito na isenção do Supremo Tribunal Federal”, afirmou. Prova disso seria a ideia de transferir para outros tribunais processos decorrentes da Operação Lava Jato hoje concentrados em Curitiba.  “O que estão tentando fazer com o juiz Sérgio Moro é um disparate jurídico e moral”, acusou. “É um absurdo tirar da mão de quem está fazendo e dar para quem não vai fazer”.
A bancada de entrevistadores do programa, transmitido ao vivo pela TV Cultura, foi composta por Diego Escosteguy (editor-chefe da revistaÉpoca), Bela Megale (repórter de Política da Folha), José Alberto Bombig (editor de Política do Estadão), Flávio Freire (coordenador de Nacional e Política da sucursal do Globo em São Paulo) e Laura Diniz, do site Jota.Info.

O QUE FAZ A ELITE BRASILEIRA VOTAR NO PT?

Um banqueiro, o caos na economia e uma curiosidade sobre as elites que votam na esquerda

Ricardo Lacerda, ex-presidente do Goldman Sachs no Brasil e do Citigroup na América Latina, concede uma impressionante entrevista à Folha desta terça. Impressiona pela dureza no diagnóstico, pelo destemor do prognóstico e pela clareza das medidas que pretende profiláticas. Mas eu não canso de me surpreender. Antes que faça um comentário que parece procedente, vamos a trechos de sua entrevista.
Folha – O sr. estava mais otimista em 2014 e votou na presidente. Errou nas previsões?
Ricardo Lacerda – Fui um dos primeiros empresários a apontar publicamente os erros do ex-ministro Guido Mantega. Previ a reeleição da presidente Dilma e uma condução mais ortodoxa da política econômica. Mas errei ao achar que a presidente faria isso com convicção, que optaria por um ajuste claro e profundo, que poderia resgatar rapidamente a confiança dos mercados. Hoje está claro que prevalece na cúpula do governo a crença de que existem saídas menos dolorosas para a crise. É justamente essa distância da realidade que aprofunda ainda mais a crise.
Há risco de o país ser rebaixado por outra agência?
A menos que haja um comprometimento imediato e claro com um profundo ajuste fiscal, o que já não parece provável, é certo que o Brasil será rebaixado por todas as agências. Seus critérios são similares e há rápida deterioração dos indicadores econômicos. Creio que esse efeito já está em boa parte refletido no preço dos principais ativos brasileiros –mas claro que um rebaixamento em cadeia será muito negativo.
Como os investidores estrangeiros estão vendo o Brasil?
Há uma enorme perplexidade com a completa inabilidade do governo em propor um caminho viável para sair da crise. O ambiente de negócios vive momento de caos absoluto. O governo perdeu completamente a credibilidade e houve uma paralisação de gastos e investimentos. Os empresários estão com medo de quebrar, e os trabalhadores, com medo de perder emprego. Esse sentimento negativo reverbera mundo afora e afeta nossa credibilidade com o investidor estrangeiro.
(…)
Até onde vão os juros?
Num ambiente de total falta de credibilidade da política econômica, o único elemento que pode tranquilizar investidores é a taxa de juros. Mantido o cenário atual, eu diria que não só não encerramos o ciclo de aperto monetário, como é provável que ainda seja necessário um novo choque de juros, de mais 200 a 300 pontos-base. Os juros futuros mostram isso e podemos ver a Selic próxima a 20% ao ano. Pagaremos caro por termos mantido juros artificialmente baixos por tanto tempo.
Mudaria algo no ajuste?
Acho que a proposta do governo é absolutamente desconexa. A manobra de enviar ao Congresso um Orçamento com déficit foi desastrada e em seguida o governo não conseguiu articular nenhum raciocínio lógico para defendê-la. Em segundo lugar, o governo pode pedir que a sociedade faça sacrifício, é justo, mas tem que fazer sua parte e mostrar com clareza o que defende. Ele foi eleito para liderar, mostrar caminhos, não para enviar um Orçamento e pedir que se virem para equilibrá-lo. Acho que a sociedade não aceita mais alta de imposto, o governo terá de cortar mais gastos. Senão, a inflação cortará por ele.
Como combater a inflação?
Com políticas fiscal e monetária sérias. O Brasil não foi o único no mundo a relaxar tais políticas diante da crise de 2008. O erro foi exagerar em estímulos excessivamente de curto prazo e não propor reforma estrutural. O governo não soube a hora de recuar nos incentivos para garantir a saúde das contas. Essa barbeiragem nos levou a uma combinação tóxica de baixo crescimento, explosão da dívida pública e inflação alta. Para reverter, é preciso competência e determinação por parte do governo. Não estamos vendo uma coisa nem outra. O controle da inflação foi a maior conquista social do brasileiro nas últimas décadas e é lamentável que a presidente nunca tenha dado a ele a sua devida importância.
(…)
Retomo
Vale a pena ler a íntegra. A entrevista é boa, com uma correção. Não houve relaxamento de política monetária em 2008. O mundo baixou juros, mas o Brasil elevou os seus, de forma, então, pareceu-me, desnecessária. Podem procurar. Foi assim. Mas isso é um detalhe. A minha curiosidade é de natureza intelectual.
Lacerda votou em Marina Silva no primeiro turno em Dilma no segundo. Exceção feita à promessa de um BC independente, por quê? Um dia eu ainda vou querer investigar a psique dos banqueiros. Tenho uma tese: eles se deixam contaminar pela crítica que as esquerdas lhes fazem e se sentem culpados por lucrar tendo o dinheiro como mercadoria. Aí começam a se interessar por bagres, pererecas, bicicletas, essas coisas que simulam profundezas insuspeitadas d’alma. É uma brincadeira, claro! Banqueiro vote em quem quiser.
Até na Dilma. Mas por que na Dilma? Releiam o que diz Lacerda: “O governo não soube a hora de recuar nos incentivos para garantir a saúde das contas. Essa barbeiragem nos levou a uma combinação tóxica de baixo crescimento, explosão da dívida pública e inflação alta”. Caramba! E ele votou na petista mesmo assim?
E não que isso constituísse uma exceção no petismo. Vejam os documentos produzidos pela Fundação Perseu Abramo! A crença do PT é o que Dilma fez em seu primeiro mandato. Eu me pergunto: “O que terá feito Lacerda acreditar que ela iria realmente fazer o necessário? Ele ouviu suas promessas de campanha?”. E olhem que o estelionato já não é pequeno.
Não quero pegar no pé de quem nem conheço. Mas eu sempre me pergunto o que fez a elite brasileira se encantar com o PT. Certamente não foi sua retórica socialista. Alguém se atreve a explicar? E não que eu ache que as elites devam votar necessariamente na direita porque esquerda é para os pobres. As esquerdas não são para ninguém. Seu pacto é com o autoritarismo e com o atraso.
Por Reinaldo Azevedo

E-MAILS COMPROMENTEM LULA

Lula fez lobby para Odebrecht, diz ministro em e-mail

Miguel Jorge, ex-titular do Desenvolvimento, relata a atuação de Lula para favorecer a empreiteira. 'PR fez o lobby', diz a troca de e-mails em mãos da PF


Lula e Marcelo Odebrecht

Ao deixar a Presidência, em 2010, Luis Inácio Lula da Silva assumiu, como ele mesmo disse, o papel de "caixeiro-viajante" do Brasil, viajando pelo mundo com o objetivo declarado de abrir caminhos para empresas brasileiras. Em julho deste ano, a Procuradoria da República no Distrito Federal abriu um procedimento para apurar a suspeita de que mais do que boas intenções tenham motivado o ex-presidente: suas palestras e atividades no exterior poderiam, na verdade, ser enquadradas no tipo criminal do tráfico de influência, em especial para favorecer os interesses da Odebrecht, a maior empreiteira do país. Nesta terça-feira, e-mails obtidos pela Polícia Federal na operação Lava-Jato mostram que muito antes de encerrar seu mandato Lula e sua equipe já demonstravam um empenho especial em aproximar a Odebrecht de possíveis contratantes.

Uma série de e-mails analisada pela PF mostra o ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht em conversa com dois executivos da empresa, Marcos Wilson e Luiz Antonio Mameri, e com o então ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. Diz o relatório policial: "Miguel Jorge afirma que esteve com os presidentes (do Brasil e da Namíbia) e que 'PR fez o lobby', provável referência ao presidente Lula."

Na época, o presidente do país africano era Hifikepunye Pohamba. Em 11 de fevereiro de 2009, Lula o recebeu para um almoço no Itamaraty.

O primeiro e-mail analisado é de 6 de fevereiro de 2009. Odebrecht e executivos do grupo falam do convite do presidente Lula para almoço com o presidente da Namíbia. "Marcelo, o Presidente Lula está lhe fazendo um convite para participar de um almoço, com o Presidente da Namíbia, no dia 11/02 (quarta-feira), às 13h00, no Itamaraty, salão Brasília." O texto prossegue com uma menção específica a pedidos do presidente em nome da empreiteira: "Seria importante eu enviar uma nota memória antes via Alexandrino com eventualmente algum pedido que Lula deve fazer por nós."

O Alexandrino mencionado é Alexandrino Alencar, o executivo da Odebrecht com ligação mais estreita com Lula. Ele foi preso há 100 dias, completados no último domingo, sob a suspeita de ser um elo fundamental da empreiteira com o esquema do petrolão. Na mesma ocasião, foram presos Marcelo Odebrecht e outros três ex-adminsitradores da companhia.

A série de e-mails prossegue. Eram 9h56 de 11 de fevereiro de 2009, quando o executivo da Odebrecht Marcos Wilson escreveu para o ministro. "Miguel, se você estiver com o presidente Lula e o da Namíbia é importante que esteja informado sobre esta negociação e, se houver oportunidade.,manifestar sua confiança na capacidade desta multinacional brasileira chamada Odebrecht."

O projeto em questão, descrito no e-mail, é o de uma hidrelétrica, a Binacional Baynes, que envolvia um consórcio brasileiro formado pela Odebrecht com a Engevix - duas empreiteiras acusadas de corrupção na Lava Jato - e as estatais Eletrobrás e Furnas, junto com Namíbia e Angola. Um investimento de 800 milhões de dólares.

Às 17h21, Miguel Jorge respondeu ao executivo. "Estive e o PR fez o lobby. Aliás o PR da Namíbia é quem começou - disse que será licitação, mas que torce muito para que os brasileiros ganhem, o que é meio caminho andado."

Para os investigadores, a sigla "PR" é uma referência ao presidente da República, usada em várias outras trocas de e-mails. A mensagem eletrônica foi depois copiada a Marcelo Odebrecht.
(...)

(Com Estadão Conteúdo)

domingo, 27 de setembro de 2015

QUEM PAGA VIAGENS DE LULA?




Com o governo Dilma Rousseff ladeira abaixo, empurrado pela repercussão da Operação Lava Jato e pela economia em queda livre, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, no final de agosto, que estava de volta à lida. "Voltei a voar", disse Lula. Mas, na verdade, o ex-presidente jamais "desembarcou" de sua atuação política e de vendedor de suas ideias sobre o país.

Os detalhes dessa sua intensa agenda de viagens nacionais e internacionais nos últimos anos estão em fase final de coleta de informações na investigação sigilosa que ocorre no Núcleo de Combate à Corrupção (NCC) do Ministério Público Federal do Distrito Federal.

Enquanto Lula abre suas asas sobre o país, o MPF-DF ajusta o radar exatamente na direção dele. Os procuradores querem saber quem paga a conta do sobrevoo continental do ex-presidente e suas consequências.

Levantamento do Instituto Lula aponta que, de 2011 a 2014, ele não economizou tempo e presença visitando boa parte do planeta. A maratona aérea teve 174 reuniões, nas quais Lula se encontrou com 107 chefes de Estado, autoridades, empresários e dirigentes de organismos multilaterais e organizações sociais, 63 deles no Brasil e 111 no exterior.

Neste período, Lula amealhou 28 títulos e tem uma lista de mais 65 outorgados a receber. Contando a despesa com passagens aéreas somente de 2013, 2014 e 2015, o ex-presidente gastou, a preços de classe econômica, cotados nesta semana em empresas aéreas, cerca de 38.000 - o que chega a cerca de 152.000.

Leia mais aqui.

MENTIRAS REPETIDAS MIL VEZES... PODEM SER DESMASCARADAS



Tenho o costume de acompanhar atentamente como exercem seu mandato os políticos que recebem meu voto e que conseguem se eleger. Não me restrinjo aos cargos do Executivo, mas também considero importante saber como vereadores, deputados e senadores se comportam nas tomadas de decisões e quais são seus projetos, se são relevantes e se cumprem o que prometeram aos seus eleitores.

Um desses nomes me faz sentir orgulho de minha escolha, José Serra. 

Posso não concordar com tudo o que diz, isso faz parte da democracia. Suas ações, porém, tanto como ministro, quanto como prefeito e governador sempre foram merecedoras de aplausos. Eu não canso de admirar tudo o que José Serra​ já fez pela Saúde, Cultura, a remoção de moradores de áreas de risco que salvou milhares de vidas e, entre outras ações importantes, seu programa para combater a fome, implantado em 2001, o BOLSA-ALIMENTAÇÃO, tão criticado pelo PT e por seus tentáculos.

Lula e outros petistas eram radicalmente contra. Confiram:


Vejam, também, a amostra de uma análise de 2001, publicada por uma entidade importante e que influencia muita gente, contra os programas de transferência de renda do governo FHC:

Delineiam-se hoje 3 candidaturas nos principais partidos brasileiros: Lula, José Serra e Itamar, enquanto a candidatura de Ciro Gomes corre “por fora”.
No mínimo, poderia tornar-se um palanque capaz de neutralizar a eficiência dos palanques oficiais: o “Portal do Alvorada” e os Programas Estratégicos do “Avança Brasil”, com farta distribuição de dinheiro aos pobres em forma de bolsa-escola ou de bolsa-saúde.

O que fez Lula quando assumiu o governo?
Apenas juntou o Bolsa Escola, o Auxílio Gás e o Bolsa Alimentação e mudou o nome para Bolsa Família. A junção, por sinal, foi sugestão de um tucano:


Tais programas, articulados pelos ministros Clóvis Carvalho, Paulo Renato e José Serra, tinham uma agenda positiva: transferiam os recursos às famílias que comparecessem aos postos de saúde para realização de exames de pré e pós-natal em gestantes e lactantes, permitissem o acompanhamento médico das crianças, seguissem as determinações das campanhas de vacinação e fizessem com que as crianças de sete a 14 anos frequentassem as escolas.

Vamos aos números: no final de 2002, 5,1 milhões de famílias recebiam o Bolsa-Escola, 8,5 milhões recebiam o Auxílio-Gás e 1,6 milhão recebiam o Bolsa-Alimentação. Todas por meio de cartão magnético.

O cadastro único já estava em processo, com 4,9 milhões das famílias cadastradas, em meados de 2002, para um total de 9,3 milhões estimadas. Era chamado de Cartão-Cidadão pelo governo FHC e juntava os seguintes programas: Bolsa-Escola, Bolsa-Alimentação, Auxílio-Gás, Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) e Agente Jovem de Desenvolvimento Social e Humano.

Um dos resultados do Bolsa-Escola, por exemplo, que funcionava como uma bolsa de estudos para garantir uma renda a mais às famílias e, o principal, o futuro das crianças, foi conseguir que a taxa de matrícula de crianças na faixa etária de 8 a 11 anos tenha aumentado de 86% em 1990 para 97% em 2001. Pode-se dizer que FHC conseguiu universalizar o ensino fundamental até o final de seu mandato.

Cabia ao governo seguinte investir na qualidade do ensino e elevar os assistidos à condição plena de cidadania, capacitando jovens e adultos para que tivessem condições de prover o seu próprio sustento, oferecendo oportunidades de emprego de qualidade e estimulando as crianças a buscarem o desenvolvimento de suas potencialidades para uma vida mais digna.

O número de família cadastradas, entretanto, que pela lógica deveria diminuir, só tem aumentado, sinal de que as famílias assistidas não estão conseguindo se emancipar ou se acomodaram na situação de total dependência dos benefícios do governo, mesmo que isso signifique a anulação da própria identidade e a destruição de seus sonhos.

Tantos pobres recebendo dinheiro do governo não significa que acabou a miséria. Ao contrário do que Dilma diz, o aumento do número de famílias cadastradas é sinal de que o governo não tem competência para gerar educação, emprego e renda para essas pessoas, muito menos resgatar a auto-estima destruída pela humilhação da dependência financeira.

Já publiquei dezenas de textos sobre isso, mas insisto nessa tecla para que o terrorismo das campanhas petralhas um dia deixem de surtir efeito.
Se, a exemplo do que faziam os nazistas, uma mentira repetida mil vezes pode se tornar verdade para quem ouve (ou lê), quem sabe a perseverança em propagar a realidade dos fatos possa anular o efeito dessa estratégia diabólica?

ALÔ, CPI DO BNDES

EM GOVERNOS DO PT, ODEBRECHT ATÉ FEZ OBRA ILEGAL COM DINHEIRO DO BNDES



A tal Odebrecht pintou e bordou na era PT. Para construir seu terminal de contêineres em Santos, comprou área onde não era permitido fazer porto, mas o fez mesmo assim, aterrando parte do canal para ampliar o terreno, e removendo áreas de mangue, vitais para vida marinha, sem as formalidades burocráticas do meio ambiente. E ainda abiscoitou, só para esse projeto, 18% da verba do BNDES para portos de todo o País.

Contratada para fazer terminal de fertilizantes, Odebrecht virou dona da área e construiu o porto remunerada com parte dos empréstimos.

O Embraport, terminal de contêineres da Odebrecht, obteve R$ 663,3 milhões do BNDES, via Caixa, a juros de Lula para Lulinha: 3% ao ano.

Graças aos amigos (e “sócios”) nos governo Lula e Dilma, a Odebrecht construiu um porto que só se tornou legal após iniciar suas operações.

A Odebrecht fez o porto, em área proibida, sem sobressaltos: sabia que Dilma o regularizaria um mês após a inauguração, em julho de 2013. 

PT FAZ DEFESA DA IMPUNIDADE

PETISTAS NÃO QUEREM LULA DEPONDO NA PF SOBRE CORRUPÇÃO EM SEU GOVERNO


Diário do Poder

Lideranças petistas classificaram como uma ação de "conotação política" a possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva depor à Polícia Federal na investigação da Operação Lava Jato sobre o esquema de corrupção iniciado em seu governo. "O ex-presidente vai testemunhar sobre o quê? Há uma clara conotação política nessa iniciativa", afirma o líder do PT do Senado, Humberto Costa (PE).

Neste sábado (26), o PT organizou um ato público em São Paulo, a pretexto de criticar o "golpismo" e a "criminalização" dos movimentos sociais, mas durante o ato oque mais se viu foi a defesa de corruptos presos e condenados na LAva Jato, como seu ex-tesoureiro nacional João Vaccari Neto, e a crítica a eventual convocação do ex-presidente Lula para depor na Polícia Federal sobre o esquema bilionário de corrupção implantado em seu governo.

Para o senador do PT, não há nenhum fato que envolva o ex-presidente no escândalo da Petrobras e a iniciativa trata-se de uma "coisa isolada" do delegado da PF Josélio Sousa. No dia 11 deste mês, ele solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a autorização para ouvir Lula e os ex-ministros Gilberto Carvalho e Ideli Salvatti sobre o caso.

Na sexta-feira, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou um parecer ao Supremo no qual recomenda ao relator das investigações na Corte, ministro Teori Zavascki, que aceite o pedido do delegado PF para ouvir Lula. Se Zavascki autorizar o depoimento, Lula será ouvido como testemunha.

Para o deputado tucano Antonio Imbassahy (BA), 1º vice-presidente da CPI da Petrobras, a decisão de Janot de recomendar que Lula seja ouvido é acertada. "Lula é um cidadão comum que tem que observar a legislação como todos. Ele tem sido citado. Todo o esquema do 'petrolão' foi iniciado no governo dele, por isso ele tem obrigação de prestar os esclarecimentos. Até porque, como presidente, ele tinha responsabilidade sobre as ações de seus subordinados", disse.

Segundo a edição da revista "Veja" desta semana, o ex-deputado Pedro Corrêa, preso desde abril por envolvimento no esquema de desvios na Petrobras, estaria negociando com o Ministério Público um acordo de delação premiada. A publicação afirma ainda que Corrêa já teria dito aos procuradores da Lava Jato que Lula e a presidente Dilma Rousseff sabiam da existência do esquema de corrupção que funcionava na estatal.

Também de acordo com a revista, Corrêa teria contado, em conversas preliminares, que o petrolão nasceu em uma reunião realizada no Planalto, com participação dele, Lula, integrantes do PP (partido de Corrêa) e os petistas José Dirceu e José Eduardo Dutra, que na época era presidente da Petrobras. No encontro, definiu-se a nomeação de Paulo Roberto Costa para a diretoria de Abastecimento da estatal. Anos depois, Costa se tornaria o primeiro delator da Lava Jato.

sábado, 26 de setembro de 2015

A LAVA JATO ESTÁ VIVA!


O clima de desânimo está abatendo os brasileiros que estão depositando toda sua esperança na ação do juiz Sérgio Moro para que os envolvidos no esquema do Petrolão sejam devidamente punidos. Isso está acontecendo devido ao fatiamento da investigação, que passará a ter vários relatores tanto no Supremo quanto na primeira instância — o que significa que o juiz Sergio Moro tende a perder a jurisdição de alguns casos.

Foi criado até um ABAIXO ASSINADO pedindo o não desmembramento da operação Lava Jato que, em apenas dois dias, já está alcançando a marca de duzentas mil assinaturas.

Os políticos criminosos condenados no Mensalão já estão soltos, estão na cadeia apenas os "mequetrefes", nada mais lógico supor que acontecerá o mesmo com os bandidos do Petrolão.
Com a desconfiança de que até a Justiça possa estar aparelhada, então, condenado está o povo brasileiro a pagar a conta da corrupção que desvia cerca de DUZENTOS bilhões de reais POR ANO.

Setores da imprensa também insistem em bater na tecla de que o fatiamento significaria o fim da Lava Jato, mas a mensagem dos procuradores é que ela ainda não morreu. É o que informa O Antagonista.

Para estragar a comemoração dos envolvidos no esquema e seus advogados, está sendo articulado um plano para salvar a operação e que vai funcionar em todas as regiões do país mantendo padrão único, uma Força Tarefa volante.

A tentativa de enfraquecimento e, como consequência, a possível absolvição dos corruptos, felizmente pode fracassar. 

“Terrível” e “péssima” foram algumas das palavras usadas por investigadores para classificar a ordem do Tribunal. Nos próximos dias, procuradores que coordenam as investigações da Lava Jato vão esquadrinhar uma nova estratégia para enfrentar o desmembramento dos processos da operação. A Procuradoria-Geral da República acredita que para garantir o mesmo padrão nas investigações – que poderão ficar espalhadas por todo o Brasil – será preciso estabelecer novos grupos e metodologias de trabalho. Hoje o grupo que coordena a Lava Jato está concentrado no gabinete do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e em Curitiba. O temor do grupo é que as investigações percam fôlego e apoio popular. Outro receio é o compartilhamento em massa de informações.

Uma das medidas em análise é a criação de uma “força-tarefa volante” entre os procuradores que já atuam na Lava Jato. A ideia é que eles possam rodar entre as cidades que venham a ter investigações em curso auxiliando os integrantes do MPF na contextualização dos casos em apuração. Ainda que o Supremo tenha decidido pelo desmembramento, a orientação da PGR é a de manter a visão de uma única organização criminosa que atuava em todo o país e em diversos órgãos públicos. A PGR deve ainda preparar um manual detalhando o método da organização, suas ramificações, personagens e atuação, como forma de garantir a unidade dos inquéritos.


Para ler a reportagem na íntegra clique AQUI

YOUSSEF NEGOCIA DELAÇÃO PREMIADA COM DEPARTAMENTO DE JUSTIÇA DOS EUA


(Época - 25/09/201

Sob sigilo extremo está em curso uma negociação inicial entre procuradores de Nova York e o doleiro Alberto Youssef para realizar um acordo de delação premiada. O objetivo é que o principal operador da Lava Jato conte o que sabe sobre as falcatruas na estatal. As conversas, em estágio preliminar, têm sido conduzidas pelo advogado Antonio Figueiredo Basto, defensor de Youssef no petrolão.

O criminalista viajou para os Estados Unidos no dia 22 de setembro para desenhar uma cooperação de seu cliente com as autoridades americanas. As tratativas, se avançarem, deverão ser concluídas até dezembro deste ano – e colocarão o FBI, a polícia federal americana, no encalço de ex-diretores e ex-conselheiros da Petrobras, incluindo a presidente Dilma Rousseff.

No momento, estão em discussão os termos do processo civil movido por investidores que perderam um dinheirão com a queda das ações da Petrobras na Bolsa de Nova York. Youssef, para evitar o bloqueio de seu patrimônio no exterior, poderá explicar como funcionavam os pagamentos de propinas e o uso político da estatal pelo Planalto. O responsável por negociar com os colaboradores da Lava Jato será o procurador americano Patrick Stokes, que deverá viajar para Curitiba entre outubro e novembro para falar diretamente com Youssef.

Essa não é a primeira vez que Figueiredo Basto faz um acordo de delação premiada internacional. Em 2005, ele ajudou o doleiro Clark Setton a fazer uma colaboração com autoridades americanas no caso de evasão de divisas do Banestado – que também teve Youssef como um de seus principais operadores. Procurados, Figueiredo Basto e as autoridades americanas não comentaram o assunto.

A ideia de Youssef colaborar com os investigadores nos Estados Unidos surgiu em agosto, após um encontro realizado entre o advogado do doleiro, um agente do FBI e representantes de um grupo de investidores que teve prejuízo com a desvalorização dos papéis da Petrobras. Entre eles estão o USS, maior fundo de pensão do Reino Unido; o State Retirement Systems, união dos fundos de pensão de servidores dos Estados americanos Ohio, Idaho e Havaí; a gestora de recursos norueguesa Skagen, entre outros.

O cálculo estimado para as perdas chega a mais de meio bilhão de reais. Esses acionistas entraram com ações coletivas, conhecidas como “class-action”, que estão em curso na Corte de Nova York. Por isso, estiveram no Brasil, atrás de provas colhidas pela Lava Jato.

No dia 24 de setembro, a Fundação Bill & Melinda Gates, do fundador da Microsoft, também entrou com uma queixa na Corte federal de Nova York, alegando que foi lesada pelo “esquema de suborno e lavagem de dinheiro” na Petrobras.

Nos Estados Unidos, o acordo de colaboração com a Justiça existe desde a década de 1960. O objetivo de Youssef em fechar uma cooperação com as autoridades americanas é evitar se tornar alvo também de um processo por lá. Numa eventual condenação criminal, Youssef seria proibido de entrar nos Estados Unidos ou de viajar para o exterior. No entanto, o maior prejuízo seria a condenação numa ação cível, que poderia bloquear seu patrimônio para ressarcir os investidores prejudicados.

A Petrobras, que tem operações nos Estados Unidos, poderá ser condenada e proibida de fazer negócios com o governo americano, caso não feche um acordo. Se depender do potencial explosivo de Youssef e da eficiência do FBI, a bomba no colo do governo será grande.

PRIMEIRO POLÍTICO FALA E REVELA QUEM CRIOU O PETROLÃO

Ex-deputado revela que o petrolão nasceu com aval de Lula e foi mantido por Dilma

Pedro Corrêa, ex-presidente do PP, negocia há dois meses com o Ministério Público seu acordo de delação premiada. Se a colaboração for efetivada, ela pode mostrar que o maior esquema de corrupção da história nasceu mesmo no Planalto

VEJA



Expoente de uma família rica e tradicional do Nordeste, o médico Pedro Corrêa se destacou, durante quase quatro décadas, como um dos parlamentares mais influentes em negociações de bastidores. Como presidente do PP, garantiu a adesão do partido ao governo Lula e - como reza a cartilha do fisiologismo - recebeu em troca o direito de nomear apadrinhados para cargos estratégicos da máquina pública. Essa relação de cumplicidade entre o ex-deputado e o ex-presidente é notória. Ela rendeu a Corrêa uma condenação à prisão no processo do mensalão, o primeiro esquema de compra de apoio parlamentar engendrado pela gestão petista. Mesmo após a temporada na cadeia, Corrêa se manteve firme no propósito de não revelar o que viu e ouviu quando tinha acesso privilegiado ao gabinete mais poderoso do Palácio do Planalto. Discreto, ele fez questão de ser leal a quem lhe garantiu acesso a toda sorte de benesse. Havia um acordo tácito entre o ex-deputado e o ex-presidente. Um acordo que está prestes a ruir, graças à descoberta do petrolão e ao avanço das investigações sobre o maior esquema de corrupção da história do Brasil.

Como outros mensaleiros, Corrêa foi preso pela Operação Lava-Jato. Encarcerado desde abril, ele negocia há dois meses com o Ministério Público um acordo de colaboração que, se confirmado, fará dele o primeiro político a aderir à delação premiada. Com a autoridade de quem presidiu um dos maiores partidos da base governista, Corrêa já disse aos procuradores da Lava-Jato que Lula e a presidente Dilma Rousseff não apenas sabiam da existência do petrolão como agiram pessoalmente para mantê-lo em funcionamento. O topo da cadeia de comando, portanto, estaria um degrau acima da Casa Civil, considerada até agora, nas declarações dos procuradores, o cume da organização criminosa. Nas conversas preliminares, Corrêa contou, por exemplo, que o petrolão nasceu numa reunião realizada no Planalto, com a participação dele, de Lula, de integrantes da cúpula do PP e dos petistas José Dirceu e José Eduardo Dutra - que à época eram, respectivamente, ministro da Casa Civil e presidente da Petrobras. Em pauta, a nomeação de um certo Paulo Roberto Costa para a diretoria de Abastecimento da Petrobras.

Pedro Corrêa, José Janene e o deputado Pedro Henry, então líder do PP, defendiam a nomeação. Dutra, pressionado pelo PT, que também queria o cargo, resistia, sob a alegação de que não era tradição na Petrobras substituir um diretor com tão pouco tempo de casa. Lula, segundo Corrêa, interveio em nome do indicado, mais tarde tratado pelo petista como o amigo "Paulinho". "Dutra, tradição por tradição, nem você poderia ser presidente da Petrobras, nem eu deveria ser presidente da República. É para nomear o Paulo Roberto. Tá decidido", disse o presidente, de acordo com o relato do ex-deputado. Em seguida, Lula ameaçou demitir toda a diretoria da Petrobras, Dutra inclusive, caso a ordem não fosse cumprida. Ao narrar esse episódio, Corrêa ressaltou que o ex-presidente tinha plena consciência de que o objetivo dos aliados era instalar operadores na estatal para arrecadar dinheiro e fazer caixa de campanha. Ou seja: peça-chave nessa engrenagem, Paulinho não era uma invenção da cúpula do PP, mas uma criação coletiva tirada do papel graças ao empenho do presidente da República. A criação coletiva, que desfalcou pelo menos 19 bilhões de reais dos cofres da Petrobras, continuou a brilhar no mandato de Dilma Rousseff - e com a anuência dela, de acordo com o ex-presidente do PP.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

QUE SURJAM MUITOS MOROS

Mil Moros


Moro: o exemplo está dado
O advogado de um réu importante da Lava Jato considerou “corretíssima do ponto de vista técnico” a decisão que o Supremo Tribunal Federal tomou nesta quarta, que deve tirar da alçada do juiz Sérgio Moro pedaços da investigação.
Mas ele diz que quem trabalha na defesa dos acusados deve pôr as barbas de molho. “Virou bandeira para o Ministério Público e a magistratura. Tenho visto os procuradores de Curitiba circulando pelo Brasil, conversando com os colegas. E vão surgir mais Moros por aí.”
Radar On-Line

*

Abaixo, imagens dos advogados dos acusados de envolvimento no Petrolão comemorando o fatiamento e possível enfraquecimento da investigação.
Zombam da nossa cara, mas quem ri por último...


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

QUEM COM FERRO FERE... UM DIA A VÍTIMA REAGE: "MST VAI PRA CUBA COM O PT!"

O líder do Movimento dos Sem-Terra, João Pedro Stédile, foi hostilizado no desembarque, ontem (22), no aeroporto de Fortaleza. Um grupo o acompanhou até deixar o aeroporto ao som de gritos, apitos e buzinas, repetindo durante todo o trajeto: "MST vai pra Cuba com o PT!"

Acostumado a ameaçar impunemente os brasileiros com seu "exército" e comandar ataques a propriedades privadas, as imagens mostram claramente que o povo que trabalha não aguenta mais pagar o pato de mensalão, petrolão, invasão, arrastão...

Veja o vídeo abaixo:

terça-feira, 22 de setembro de 2015

EX-DEPUTADO DO PT É O PRIMEIRO POLÍTICO CONDENADO NA LAVA JATO

ANDRÉ VARGAS DEVE CUMPRIR 14 ANOS DE PRISÃO



A Justiça Federal condenou nesta terça (22) o ex-deputado federal André Vargas (ex-PT-PR) a 14 anos e 4 meses de prisão, o irmão dele Leon Vargas a 11 anos e 4 meses e o publicitário Ricardo Hoffmann, ex-representante da agência Borghi-Lowe, a 12 anos e dez meses de cana. André Vargas, que foi vice-presidente da Câmara dos Deputados, é o primeiro político a ser condenado em processo da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

André Vargas e o irmão foram presos em abril passado na 11ª fase da Lava Jato e foram condenados hoje pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Ricardo Hoffmann foi condenado pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

O juiz Sergio Moro absolveu os três do crime de pertinência a organização criminosa. Segundo o juiz federal responsável pela Operação Lava Jato, “não há prova suficiente” para a condenação por esse crime.

André Vargas deverá cumprir pena de 14 anos e quatro meses de reclusão em regime inicialmente fechado, e 280 dias multa. Já a pena de Leon Vargas foi de 11 anos e quatro meses e 160 dias-multa Ricardo Hoffmann vai cumprir pena de 12 anos e dez meses, com 231 dias multa.

O juiz Sergio Moro determinou também que André Vargas e Ricardo Hoffmann, que já estão presos, não poderão recorrer da sentença em liberdade. “Considerando a gravidade em concreto dos crimes em questão e que os condenados estavam envolvido na prática habitual, sistemática e profissional de crimes contra a Administração Pública Federal e de lavagem de dinheiro, ficam mantidas, nos termos das decisões judiciais pertinentes, as prisões cautelares vigentes”, decidiu o juiz.

CPI DA PETROBRAS - VENINA CONFIRMA REFERÊNCIA A LULA DURANTE DENÚNCIAS

“ELE (COSTA) APONTOU O RETRATO DO PRESIDENTE LULA", DISSE



A ex-gerente da área de Abastecimento da Petrobras Venina Velosa da Fonseca confirmou, em depoimento à CPI da Petrobras, episódio que ela já havia detalhado em entrevistas e depoimentos à Justiça Federal a respeito da reação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, à denúncia feita por ela sobre irregularidades no setor de comunicação da estatal.

“Ele apontou o retrato do presidente Lula e perguntou se eu queria derrubar todo mundo”, disse ela, ao responder pergunta do deputado Bruno Covas (PSDB-SP).

“Isso é um indício de que Lula e (José Sérgio) Gabrielli (ex-presidente da Petrobras) tinham conhecimento do problema?”, perguntou o deputado.

“Gabrielli estava dentro da Petrobras. Lula eu não posso afirmar”, respondeu Venina.

“Mas Paulo Roberto Costa apontou para o retrato dele?”, perguntou Bruno Covas.

“Apontou”, disse a ex-gerente.

A denúncia relativa a serviços de comunicação está entre as que a ex-gerente afirma ter comunicado à direção da Petrobras. Segundo ela, a Petrobras pagou por serviços não feitos. O orçamento inicial da área de comunicação era de R$ 39 milhões, mas foram pagos R$ 133 milhões.

(Agência Câmara)

QUANTAS MENTIRAS REPETIDAS MIL VEZES, COMO FAZIAM OS NAZISTAS, TORNAM-SE VERDADES?



O Procurador do Ministério Público Júlio Marcelo de Oliveira, que atua no Tribunal de Contas da União (TCU), desmentiu o argumento petista de que Fernando Henrique Cardoso também tenha feito as "Pedaladas Fiscais" em seu governo.

A declaração foi em entrevista à BBC Brasil

Leiam trecho da entrevista:
BBC Brasil - Voltando ao julgamento do TCU, o governo argumenta que as práticas que estão sendo questionadas agora já foram aplicadas em outros anos, sem ter levado à reprovação de contas. Na visão do governo, uma mudança de avaliação significaria um julgamento político. Como o senhor vê essa crítica?

Oliveira - Esse argumento é absolutamente improcedente. O que aconteceu a partir do fim de 2013, e que marcou todo exercício de 2014, é algo totalmente inédito. Os gráficos do comportamento do pagamento de benefícios – de abono salarial, seguro-desemprego, Bolsa Família – demonstram isso. E todos os gráficos que mostram o relacionamento do governo com a Caixa Econômica têm um comportamento normal, desde 2002 até o meio de 2013. A partir do segundo semestre de 2013, o governo simplesmente para de mandar dinheiro para a Caixa e começa a usar a Caixa como cheque especial.

BBC Brasil - O que é inédito é o volume, certo?

Oliveira -
O volume, o uso e a intenção clara de se financiar, de usar a Caixa como meio de financiar outras políticas do governo.

BBC Brasil - Mas as pedaladas já tinham sido usadas antes em volumes menores, esporadicamente, não?

Oliveira -
Não, não mesmo. Você tem uma carga de suprimentos (dinheiro) para pagar benefícios, recursos que o Tesouro Nacional manda para a Caixa. Por exemplo, esse mês vamos pagar R$ 500 milhões de seguro-desemprego, que é uma estimativa (de quanto será necessário) segundo a série histórica (de pagamentos desse benefício). Chega o dia de pagar os benefícios. Se naquele dia aparecerem pessoas para sacar R$ 505 milhões, a Caixa não vai fechar o guichê às 15h40 e dizer que não tem dinheiro. Ela paga, no dia seguinte ela comunica ao Tesouro, o Tesouro repõe o valor. É uma coisa imediata. Não é uma coisa que o governo possa ficar usando como empréstimo.

O que aconteceu, a partir de meados de 2013 e ainda em 2014 inteiro, é que o governo não mandava os R$ 500 milhões. A Caixa pagava tudo e o governo ficava usando os R$ 500 milhões que tinha que mandar para lá em outros programas que ele queria turbinar, sem ter dinheiro para isso, sem ter arrecadação suficiente.

"NESSUN DORMA" - AINDA FALTA O CHEFÃO

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira a 19ª fase da Operação Lava Jato. O alvo desta nova fase – denominada Nessun Dorma (“ninguém dorme”) – são propinas que teriam sido pagas envolvendo a diretoria internacional da Petrobras. 



A verdadeira organização criminosa, mostra-se, é o PT. O Brasil, esgotado, não aguenta mais essa gente

Por Reinaldo Azevedo

O juiz federal Sergio Moro condenou João Vaccari Neto a 15 anos e quatro meses de prisão, e Renato Duque, diretor de Serviços da Petrobras, a 20 anos e oito meses. Os crimes pelos quais são condenados: corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Sim, trata-se ainda de sentença de primeira instância, cabem recursos, mas as evidências que há contra ambos são impressionantes. E que se note: essa é a condenação decorrente de apenas um dos processos. Há mais.
Para registro, nessa mesma leva, há outras condenações, inclusive de figurinhas conhecidas do mensalão: Alberto Youssef (lavagem de dinheiro), Augusto Mendonça (corrupção ativa, associação criminosa e lavagem de dinheiro), Adir Assad, Dario Teixeira e Sônia Branco (associação criminosa e lavagem de dinheiro), Pedro Barusco (corrupção passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro) e Mario Goes (corrupção passiva, associação criminosa e lavagem.
Muito bem! Nada há de surpreendente aí, certo? Todos esperávamos as condenações porque as evidências de falcatruas se impõem. Mais: há os delatores premiados, que apresentaram o caminho das pedras aos investigadores. Quero destacar aqui outra coisa.
Em três anos, o PT teve dois tesoureiros enviados para a cadeia: Delúbio Soares, em 2012, e João Vaccari Neto, em 2014. Em três anos, os dois foram condenados por praticamente os mesmos crimes. Nos dois casos, o que se tem é a apropriação de recursos públicos em benefício de um ente privado – um partido político. Nos dois casos, uma máquina partidária se mostrava empenhada em assaltar não apenas o erário, mas também o estado de direito. Nos dois casos, ainda que vagabundos tenham se apropriado de dinheiro para si mesmos, como ladrões vulgares quaisquer, o que estava em curso era bem mais do que o assalto ao caixa: era o assalto à institucionalidade.
Em 2012, a cúpula do PT foi parar na cadeia pelos crimes que vieram à tona em 2005, iniciados ainda antes de o partido chegar ao poder, na fase da disputa eleitoral, tendo continuidade já na vigência do governo Lula.
No caso do petrolão, segundo testemunhos de bandidos delatores, a safadeza na Petrobras teve início já em 2003, no primeiro ano do governo do partido. Vale dizer: os dois esquemas coexistiram, foram contemporâneos, tiveram até personagens comuns, numa evidência, mais uma, de que o crime, para os petistas, não era uma exceção, um desvio, uma derivação teratológica da moral e da decência. Não! O mau-caratismo é que era o caráter. A pulhice é que era a normal. O roubo é que era o norte moral.
Podemos avançar. Imaginem a ousadia de uma turma que, mesmo em face do processo do mensalão no Supremo; mesmo com a nação acompanhando estarrecida aqueles descalabros, não se acabrunhou, não se intimidou, não descobriu nem mesmo as virtudes da modéstia. Ao contrário: a impressão que se tem é que a sanha do partido em mergulhar no crime se exacerbava à medida que o STF ia mandando os companheiros para a cadeia.
Não por acaso, um terceiro tesoureiro, este apenas da campanha, Edinho Silva, está sob investigação. É ministro de estado.
Indaguemos e respondamos com todas as letras: um partido com essas características pode continuar portador do selo de salubridade democrática? Um partido com essas características não se deslegitimou? Um partido com essas características não passou a militar na clandestinidade? Um partido com essas características não perdeu o direito de disputar eleições segundo a legalidade?
E eles não se intimidam nunca, não é? Mesmo operando mensalão e petrolão ao mesmo tempo, passaram a lutar por uma reforma política que simplesmente cassava das demais legendas o direito de receber de empresas doações legais de campanha. Mobilizaram seus vogais na sociedade civil e nos meios jurídicos – no caso, OAB e um atual ministro do Supremo, Roberto Barroso, entre outros – para levar o STF a fazer a besteira que fez: proibir a doação de empresas privadas. No escândalo sem freios em que se transformou o PT, a legenda assaltava a institucionalidade, cobrando propina dos entes privados que negociavam com o governo, enquanto buscava relegar os adversários ao financiamento público de campanha, necessariamente parco na comparação com as necessidades que o processo eleitoral engendra.
Muito se fala de organização criminosa na investigação do mensalão. Que fique claro: quem realmente passou a se comportar como organização criminosa não foram esse ou aquele; não foram esse militante e um outro. Não! Considerando os petistas que já foram para a cadeia, os que estão na cadeia e os que ainda irão, a organização verdadeiramente criminosa é o PT.
E por isso a legenda tem de ser banida da vida pública: pela lei, pelas urnas, pela lei e pelas urnas.
O Brasil, esgotado, não aguenta mais essa gente!

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

COMO DILMA QUEBROU SUA LOJA DE R$ 1,99 ... E UM PAÍS

Na década de 90, ela faliu duas lojinhas de bugigangas baratas. Vinte anos depois, a presidente mergulha o Brasil numa interminável crise político-econômica e marca sua gestão pela irresponsabilidade fiscal e falta de confiabilidade externa


Pão & Circo. Com esse nome sugestivo, alusivo à estratégia romana destinada a entreter e ludibriar a massa insatisfeita com os excessos do Império, a presidente Dilma Rousseff abriu em fevereiro de 1995 uma lojinha de bugigangas, nos moldes das populares casas de R$ 1,99. O negócio em gestação cumpriu a liturgia comercial habitual. Ao registro do CNPJ na Junta Comercial seguiu-se o aluguel de um imóvel em Porto Alegre, onde funcionava a matriz. Quatro meses depois, uma filial foi erguida no centro comercial Olaria, também na capital gaúcha. O problema, para Dilma e seus três sócios, é que a presidente cuidou da contabilidade da empresa como lida hoje com as finanças do País – recém-rebaixado pela agência de risco Standard & Poors por falta de confiabilidade. Em apenas 17 meses, a loja quebrou. Em julho de 1996, já não existia mais.


Como acontece no governo, Dilma terceirizou as tarefas
principais da sua loja. O negócio durou 17 meses

Tocar uma lojinha de quinquilharias baratas deveria ser algo trivial, principalmente para alguém que 15 anos depois se apresentaria aos eleitores como a “gerentona” capaz de manter o Brasil no rumo do desenvolvimento. Mas, ao administrar a Pão & Circo, Dilma cometeu erros banais e em sequência. Qualquer semelhança com a barafunda administrativa do País atual e os equívocos cometidos na área econômica de 2010 para cá, levando ao desequilíbrio completo das contas públicas e à irresponsabilidade fiscal, é mera coincidência. Ou não.

Para começar, a loja foi aberta sem que os donos soubessem bem ao certo o que seria comercializado ali. Às favas o planejamento, primeiro passo para criação de qualquer negócio que se pretenda lucrativo. A empresa foi registrada para vender de tudo um pouco a preços módicos, entre bijuterias, confecções, eletrônicos, tapeçaria, livros, bebidas, tabaco e até flores naturais e artificiais. Mas a loja acabou apostando no comércio de brinquedos para crianças, em especial os do “Cavaleiros do Zodíaco”, série japonesa sucesso entre a meninada dos anos 90. Os artigos revendidos pela Pão & Circo eram importados de um bazar localizado no Panamá, para onde Dilma e uma das sócias, a ex-cunhada Sirlei Araújo, viajaram três vezes para comprar os produtos. As mercadorias eram despachadas de navio até Imbituba (SC) e seguiam de caminhão até a capital gaúcha.

Apesar de os produtos ali vendidos custarem bem pouco, o negócio de Dilma era impopular – como a presidente hoje, que ostenta míseros 7% de aprovação. Os potenciais clientes e até mesmo os comerciantes vizinhos reparavam na apresentação mal-acabada da loja, com divisórias de tábua de madeira. “Não entrava ninguém ali”, afirmou ao jornal Folha de S.Paulo Ênio da Costa Teixeira, dono de uma pizzaria próxima. Ao abrir a vendinha de importados, a presidente também não levou em conta um ensinamento básico do bom comerciante: “o olho do dono é que engorda o gado”. Segundo relato dos próprios sócios, Dilma aparecia na loja “eventualmente”. Preferia dar ordens e terceirizar as tarefas do dia a dia, situação bem semelhante ao contexto atual, em que delegou a economia ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy e a política ao vice Michel Temer, até este desistir da função dizendo-se boicotado pelo ministro Aloizio Mercadante, da Casa Civil.

Na sociedade da Pão&Circo, o equivalente ao Mercadante era Carlos Araújo, o ex-marido. Era Araújo quem aconselhava Dilma sobre como ela poderia turbinar as vendas. Mas o ex-conjuge se revelou tão inepto quanto o titular da Casa Civil. “Acho que ela não era do ramo”, afirmou o comerciante, André Onofre, dono de um café ao lado. Depois de tantas trapalhadas comerciais, não restou outro destino à lojinha de R$ 1,99 de Dilma senão a bancarrota.

Questionada sobre a mal sucedida experiência no mundo dos negócios, a Dilma comerciante lembrou mais uma vez a Dilma presidente. Há duas semanas, numa espécie de negação da realidade, a presidente rechaçou a “catástrofe” econômica vivida atualmente pelo Brasil. Ao se referir à lojinha, cinco anos atrás, a Dilma comerciante saiu-se com a seguinte pérola: “Quando o dólar está 1 por 1 e passa para 2 ou 3 por 1, o microempresário quebra. É isso que acontece com o microempresário, ele fecha. A minha experiência é essa e de muitos microempresários desse País”. Ou seja, como boa petista, a presidente jogou a culpa em FHC pela malfadada experiência administrativa – que hoje, sabe-se, seria apenas a primeira. Com a agravante que a crise atual, também de sua inteira responsabilidade, atinge milhões de brasileiros. A outra teve alcance bem restrito, afetando somente o seu bolso e as economias de seus sócios. Bem, de todo modo, se Dilma atribui a falência à relação dólar/Real no período em que o negócio esteve em funcionamento, com todo respeito, ela comete um grave erro matemático. Dilma administrou seu comércio de quinquilharias importadas no melhor momento da história do Brasil para se gerir esse tipo de negócio — quando o Real estava valorizado em relação ao dólar. No ano e mês em que a Pão&Circo foi criada – fevereiro de 1995 – o dólar valia R$ 0,8. Quando quebrou, a moeda americana ainda não passava de R$ 1.

O negócio tocado pela então política filiada ao PDT fechou as portas em julho de 1996. Três anos depois ao encerramento da casa de bugigangas em Porto Alegre, Dilma assumiria o cargo de secretária de Minas e Energia na gestão Olívio Dutra (1999-2002). O resto da história, todos sabem.

BRASIL BELO DEMAIS PARA SER DESTRUÍDO PELO PT

Sir Elton no Rock in Rio, e uma certeza

:: Este país é belo demais para ser destruído por 13 anos de bandidos. 

Por Sérgio Vaz



Faz 30 anos que o Rock in Rio mexe comigo. Bem, isso é uma frase meio boba, porque faz 30 anos que o Rock in Rio mexe com o Brasil, não é?

Felizmente Mary prestou atenção ao horário, e não perdemos nada, nadinda, do show de Elton John.

Que coisa absolutamente maravilhosa. Não apenas Elton John, mas também o Rock in Rio. O Rio de Janeiro. O Brasil.

Há 13 anos uma quadrilha tomou de assalto o Estado brasileiro, e nunca antes na história deste país – abençoado pela natureza, amaldiçoado pelos demônios que puseram aqui o pior tipo de político que existe – estivemos em uma situação tão absolutamente grave e sem saída quanto agora.

Este texto pode talvez estar parecendo tão confuso quanto uma frase de Dilma Rousseff, mas na verdade não é, não. Ele só mistura muitos elementos.

Eu olhava no Multishow o show de Elton John que acontecia naquele mesmo momento, e uma quantidade imensa de sensações me invadia.

A beleza absurda da Cidade do Rock contrastava violentamente com a imagem que a gente faz de que o Brasil vai demorar muitos anos para se recuperar depois de ter sido devastado por esse número impressionante de anos da incompetência, irresponsabilidade dos governos lulo-petistas.

E então enquanto Elton John cantava me ocorreu que incompetente, irresponsável, é apenas o lulo-petismo – não o Brasil.

O Brasil é belo – basta ver as imagens do Rock in Rio.

Há uma verdade irretorquível, inalienável: não há público mais belo no mundo que o do Rio de Janeiro.

Os cinegrafistas mostravam close-ups das pessoas na Cidade do Rock: meu Deus do céu, quanta mulher linda!

E aí, enquanto Elton John continuava a cantar, me lembrei do depoimento de outro inglês, Michael Caine, dado às câmaras de Lúcia Murat, para o documentário Olhar Estrangeiro:

“O Brasil é um clichê por um ótimo motivo: eu acho que o Brasil produz mais gente bonita do que qualquer outro país. Se vocês quiserem ser tratados mais seriamente, acho que vocês deveriam dançar menos e ficar mais feios. Aí todo mundo vai tratá-los mais seriamente. Nós (os ingleses) não conseguimos dançar daquele jeito, e somos muito feios, e todo mundo nos trata muito seriamente.”

***

Claro que o depoimento de Michael Caine deve ser visto como uma boutade, uma provocação, uma brincadeira.

Óbvio: queremos ser um país sério. Queremos ser olhados pelo mundo como um país sério. Faremos imenso esforço, assim que nos livramos do lulo-petismo, para mostrar que – apesar de termos essa quantidade absurda de belas mulheres – queremos ser olhados e entendidos como um país sério.

Depois que nos livrarmos do lulo-petismo. Antes disso, não adianta: aos olhos do mundo que importa, seremos apenas uma Venezuela grande. Um triste país que procura canhestramente chegar a 1917, sem perceber que 1990 já ficou para trás.

***

Confesso que sou um dos fãs de Elton John que menos conhecem sua obra.

Depois de ver seu maravilhoso show no Rock in Rio 2015, juntei os CDs que tenho dele. São muito poucos – apenas seis. Não passei para CD o emblemático Yellow Brick Road, o álbum duplo lançado em 1973, exatamente o ano em que casei com Suely.

No Rock in Rio 2015, Sir Elton cantou três músicas desse disco de 1973: a faixa que dá título ao álbum, mais “Candle in the Wind”, mais “Bennie and the Jets”.

Lembrei demais de Suely. Meu, como a gente era jovem…

Mary e eu nos perguntamos o que Sir Elton John reservaria para o bis. Claro que uma das apostas era “Your Song” – mas a gente não poderia imaginar, ninguém poderia imaginar, que ele voltasse ao palco apenas para cantar “Your song”, e em seguida se retirar definitivamente.

Quando Elton John cantou “Your Song”, diante de algumas dezenas de milhares de brasileiros que cantavam junto com ele, senti a mesma emoção que havia sentido, 30 anos atrás, quando James Taylor cantou diante de dezenas de milhares de brasileiros que cantavam junto com ele.

Pouco tempo depois, James Taylor escreveria uma canção contando que, naquela noite no Rio, ele começou a viver de novo.

Sir Elton não precisava disso: ao contrário do Sweet Baby James de 1985, ele não está lutando contra dependência de droga, e parece que está bem casado.

De qualquer forma, os milhares de brasileiros do Rock in Rio de 2015 cantaram com Sir Elton da mesma maneira com que haviam cantado com nosso Sweet Baby James.

E aí, olhando para aquilo ali na TV, eu pensei que este país é bonito demais, é forte demais, é poderoso demais, para que 13 anos de lulo-petralha-roubalhismo o destrua.

Nós vamos sair desta. Ah, nós vamos sair desta.

domingo, 20 de setembro de 2015

TROPA DE CHOQUE SOMBRIA - CADÊ A FAXINA?

LÍDERES DE DILMA NO SENADO TÊM OU TIVERAM ROLOS NA JUSTIÇA


O Planalto parece não ter o menor zelo para escolher quem toca as negociatas do Palácio no Senado. Dos cinco senadores que integram a liderança do governo, sendo quatro vice-líderes indicados esta semana, apenas um parlamentar não tem nenhum rolo na Justiça: Telmário Mota (PDT-RR). No restante da trupe, tem de tudo: acusação no escândalo dos Sanguessugas, Mensalão e até roubo de energia.

Contra o líder Delcídio do Amaral (PT-MS) há no STF inquérito (3778/13 ) que apura crimes de funcionários públicos contra a administração.

Hélio José (PSD) luta para se livrar do apelido “Hélio Gambiarra”, pelo “gato na energia” para fazer um churrasco em sua casa, no DF.

Wellington Fagundes (PR-MT), outro do time de Dilma, foi acusado no escândalo dos sanguessugas de ter recebido R$ 100 mil. Ele nega.

Paulo Rocha (PT-PA) apareceu na lista de pagamentos do mensalão. Para não ser cassado, renunciou em 2005, quando ainda era deputado. 

DILMA CADA VEZ MAIS ENROLADA

LOBISTA DO PMDB ENTREGOU DINHEIRO ROUBADO À CAMPANHA DE DILMA


Apontado pelas investigações da Operação Lava Jato como suposto operador do PMDB, o lobista Fernando Baiano teria declarado, em depoimento à Justiça, que participou pessoalmente de operação para entregar R$ 2 milhões desviados do esquema de corrupção na Petrobrás à campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010, afirma reportagem da revista Veja desta semana. Segundo a matéria, o dinheiro teria sido entregue a um assessor do comitê eleitoral a pedido do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, que coordenou a campanha da petista.

Ainda segundo a reportagem, no depoimento, Baiano contou que o acordo para repassar o dinheiro teria sido fechado no comitê eleitoral em Brasília, após reunião entre ele, Palocci e o ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa. O ex-ministro teria pedido o montante de R$ 2 milhões e recomendado que o dinheiro fosse entregue em um hotel na capital paulista a Charles Capella, coordenador administrativo da campanha de Dilma. O montante teria sido providenciado e entregue a um homem em veículo do doleiro Alberto Yousseff. As defesas de Palloci e Capella negam as acusações, conforme a revista.

O suposto depoimento de Fernando Baiano contraria a versão do próprio doleiro Alberto Yousseff, que diz desconhecer a existência de repasses a Antônio Palocci. No entanto, de acordo com a reportagem, após a oitiva de Baiano, o doleiro teria sido ouvido novamente e confirmado que entregou R$ 2 milhões em um hotel na capital paulista, no mesmo dia citado por Baiano, mas, "por uma razão" não esclarecida, não sabia que aquela entrega atendia a uma solicitação de Palocci. A reportagem não esclarece como obteve acesso aos depoimentos citados. (AE)

VIVEMOS UMA CLEPTOCRACIA





(Estadão) 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que também é vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ‘não pode ser aparelho de partido’. Nesta sexta-feira, 17, em São Paulo, o ministro reagiu duramente às críticas que a entidade máxima da advocacia lhe fez por ter abandonado o Plenário da Corte máxima, na quarta,15, durante julgamento do financiamento empresarial nas campanhas eleitorais.

O ministro, que votou a favor do financiamento, aponta suposto ‘conluio’ entre a a OAB e o PT para derrubar os repasses de recursos de empreiteiras para políticos. Reunido na quinta, 16, o Colégio de Presidentes de Conselhos Seccionais da OAB atribuiu a Gilmar Mendes conduta grosseira, arbitrária e incorreta’.

“Nada disso, nada disso, só tive que colocar as coisas nos devidos lugares”, disse o ministro, após participar de uma mesa de debates de estudos tributários na FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). “A OAB sai muito mal nesse papel. Muito mal. Ela tem que explicar isso, ela não pode ser um aparelho de partido.”

Segundo o ministro do STF, ‘na verdade esta ação, do ponto de vista republicano, não foi uma ação feliz’. “O que se imaginou com esta ação foi uma combinação um tanto quanto recôndita. Um grupo de acadêmicos do Rio propôs esta ação, muito provavelmente a pedido do PT. Por isso que eu disse que havia um autor oculto desta ação e a OAB encampou. Isso está dito, inclusive, que o intuito era levar ao financiamento público e ao voto em lista. E se dizia que o Congresso não decide e, por isso, cabia ao Supremo decidir. Foi dito isso. Só que isso não tinha sido revelado, isso estava nos documentos que embasaram o estudo da OAB, um grupo liderado pelo agora ministro Luís Roberto Barroso (do Supremo).”

Gilmar Mendes é enfático ao levantar suspeitas sobre o PT. “Qual era o intuito? Era chegar ao voto em lista e ao financiamento público. Mas, para isso fizeram aquela fórmula, ‘ah, vamos fazer doação’ e aí disseram doação igual para todos, para pessoas físicas. Quem é que leva vantagem com a doação igual para todos se for mil reais, dez mil reais ou quinze mil reais? Quem tiver redes, base social, é o que o pessoal no Eleitoral está chamando de capta CPF. Mas o intuito era, realmente, fazer o financiamento público.”

O ministro ataca. “Por que o partido que está no governo se interessou por esse modelo? Isso já estava no projeto de 2009 do Plano de Direitos Humanos. Porque isso, na verdade, obrigava a todos a aceitarem o financiamento público e o voto em lista. Mas isso equiparava as relações? Não, o partido já tinha dinheiro porque estava captando nesse modelo que está sendo revelado na Lava Jato.”

“O que atrapalhou todo esse projeto, que era um projeto de consolidação do grupo do poder no poder?, a eternização? O que atrapalhou? A Lava Jato. A Lava Jato estragou tudo. Evidente que a Lava Jato não estava nos planos, por isso que eu disse que não tem mais relevância nenhuma. O plano era perfeito, mas não combinaram com os russos. Isso é que ficou tumultuado.

A Lava Jato revelou o quê? Pelas contas, agora, do novo orçamento da Petrobrás, 6,8 bilhões (de reais) destinaram-se à propina. Se um terço disso foi para o partido, o partido tem algo em torno de dois bilhões de reais de caixa. Era fácil disputar a eleição com isso. A campanha da presidente Dilma custou 350 milhões de reais. Por isso que eu disse, eles têm dinheiro para disputar eleição até 2038 e deixaram os caraminguados para os demais partidos. Uma forma fácil de se eternizar no poder. Desde que não tivesse havido a Lava Jato. A Lava Jato perturbou tudo.”

“A OAB sai muito mal nesse papel. Muito mal”, reiterou o ministro. “Ela tem que explicar isso, ela não pode ser um aparelho de partido. Eu conheço a OAB da época de Raimundo Faoro, eu conheço a OAB da época do Caio Mário da SIlva Pereira em que o Conselho Federal emitia votos que emulavam com o Supremo. É dessa época. A OAB não era órgão corporativo, não era órgão sindical de advogados. Era época que quem compunha a OAB tinha lido e escrito muitos livros. É dessa época que eu conheço a OAB.

QUEM PAGA A CONTA

IBANEIS ROCHA

Desenvolveu-se no Brasil a cultura de baixar pacotes e planos ditos milagrosos sempre que alguma engrenagem da máquina pública deixa de funcionar ou quando as instituições se mostram incapazes de cumprir seu papel social e suas obrigações financeiras.

Quando, por exemplo, uma nova modalidade de violência choca a opinião pública, editam-se leis com vistas a endurecer a punição. Em outro extremo, quando as contas não fecham, busca-se modificar o sistema de tributos.

Geralmente acabam se revelando paliativos, quando não se prestam a abarrotar o Judiciário de ações com vistas a reparar os danos que invariavelmente causam aos cidadãos, de injustos que são.

Neste momento, diante de uma sucessão de desacertos na condução dos negócios públicos, trazendo de volta ao imaginário e vocabulário populares expressões que andavam sumidas, como recessão, inflação e desemprego, o governo federal finalmente desceu do palanque para admitir a crise. Mas a criatividade que mostrou durante a campanha, onde se pintava um céu colorido e um horizonte de maravilhas, não teve na hora de enfrentar a realidade.

Ao contrário. O mundo agora é em branco e preto e o horizonte, sombrio. Sem ideias novas, recorre-se à velha fórmula do remédio amargo. A malsinada CPMF, conhecida como imposto do cheque, é o mais comentado do momento. O objetivo é fazer com quem tem emprego e renda – ou seja, quem trabalha – engula sem reclamar a dose prescrita pela equipe econômica e aprovada pelo Congresso Nacional, se é que haverá condições para tanto.

O contribuinte brasileiro já sofre com uma das mais pesadas cargas tributárias do planeta. E o que é pior, uma carga injusta, pois simplesmente não há contraprestação que se possa chamar de decente entre o que se paga de impostos e o que o Estado oferece em troca. Vide saúde e educação como rápidos exemplos.

O filme é velho, o roteiro é o mesmo, só mudaram os personagens. Quem não se lembra dos planos Bresser, Collor, Cruzado, Real, Verão? Todos tratavam de regras de transição em períodos de inflação alta, ajuste de preços, poupança etc. De milagrosos passaram a ser mirabolantes e seus nomes ainda hoje ecoam nos corredores da Justiça país afora.

Os milhões gastos com publicidade nas últimas eleições deviam ter ensinado alguma coisa ao governo, mas ao que tudo indica só serviram para rechear a conta do marqueteiro da ocasião, que a essa altura, se for esperto, deve estar bem longe da crise.

No âmbito do Distrito Federal não é diferente. Para fechar as contas até o final do ano, o governo local anunciou uma série de medidas, entre elas a suspensão do reajuste do funcionalismo público, na prática empurrando uma fatura que será cobrada, mais na frente, com juros e correção monetária. Está previsto também aumento de IPTU, ICMS, além da elevação das tarifas de transporte público. Haja sacrifício – do povo, claro.

Mas nada chama mais a atenção do que o incrível percentual de 400% para reajustar a entrada do Zoológico, um dos poucos espaços públicos da capital do país onde o dito cidadão respeitável tem condições de ir aos domingos com a família dar pipoca aos macacos, como lembra a velha canção do Raul. Tinha, porque o preço ficou salgado, pulando de R$ 2 para R$ 10! Por essa, nem o Maluco Beleza esperava.