domingo, 2 de maio de 2010

Com título na mão, jovem tem opinião

Tem causado um certo alvoroço o fato de que José Serra tenha conquistado o eleitorado feminino de forma avassaladora.
Será seu charme, sua gentileza? Ou sua credibilidade e competência?
Pois há um outro público que está firme na candidatura Serra, basta verificar no seu twitter a que grupo pertence a maioria de seus seguidores.
E não é que José Serra está antenado nessa galera e aprendendo a lidar com suas expressões e vocabulário característicos?
Pois é isso mesmo, a juventude brasileira pressionou, apresentou uma infinidade de questionamentos, José Serra respondeu prontamente e com toda a transparência que lhe é peculiar.
O resultado disso é que os jovens aprenderam a confiar naquele que não enrola, não embroma e oferece toda a informação necessária da forma mais clara possível.
Quer mais?
Vejam essa mensagem de José Serra aos jovens que eu encontrei no http://comentandocomentado.blogspot.com/.

FALA, "MESTRE"!

Construir sem demagogia

Sem ela estaríamos condenados à irrelevância em um mundo que se globalizava.

A mesma cegueira impediu que se avaliasse com objetividade o esforço hercúleo para evitar que o sistema financeiro se desfizesse por sua fragilidade e pela voragem dos ataques especulativos.

Proer, Proes e o respeito às regras da Basileia foram fundamentais para alcançar as benesses de hoje. Passamos pelo penoso aprendizado do sistema de metas para controlar a inflação e aprendemos a usar o câmbio flutuante, sujeito — como deve ser — à ação corretora do BC. Esses processos, a despeito de críticas que lhes tenham sido feitas no passado, constituem agora um “patrimônio comum”.

O mesmo se diga sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal, que foi duramente criticada pelo PT e aliados e, hoje, é indiscutida, embora nem sempre aplicada com o rigor necessário. Isso revela amadurecimento do país.

Na área social o tripé correspondente ao da área econômica se compõe de: aumentos reais do salário mínimo, desde 1993; implementação a partir de 1997 das regras ditadas pela Lei Orgânica de Assistência Social, atribuindo uma pensão aos idosos e às pessoas com deficiências físicas de famílias pobres; por fim, bolsas que, com nomes variáveis, vêm sendo utilizadas com êxito desde o ano 2000. Esses programas, independentemente de que governo os tenha iniciado ou melhorado, tiveram o apoio de todos os partidos e da sociedade.

Infelizmente, nem em todas as áreas é assim. Sob pretexto de combater o neoliberalismo joga-se no mesmo balaio toda política que não seja de idolatria ao “capitalismo de Estado”, como se essa fosse a melhor maneira de servir ao interesse nacional e popular. Tal atitude revela um horror à forma liberal de capitalismo e à competição. Prefere-se substituir as empresas por repartições públicas e manter por trás delas um partido. No lugar do empresário ou da empresa a quem se poderia responsabilizar por seus atos e erros, coloca-se a burocracia como agente principal do desenvolvimento econômico, tendo o Estado como escudo. Supõe-se que Estado e povo, partido e povo, ou mesmo burocracia e povo, têm interesses coincidentes.

Outra coisa não faziam os partidos totalitários na Europa, os populistas na América Latina e as ditaduras militares. Qualquer neófito sabe que sem Estado organizado não há capitalismo moderno nem sociedade democrática.

Não se trata, portanto, da oposição infeliz e falaciosa de mais mercado e menos Estado nem de seu contrário. Na prática o neoliberalismo nunca prevaleceu no Brasil, nem depois do golpe de 1964, quando a dupla Campos-Bulhões reduziu a ingerência estatal para permitir maior vigor ao mercado.

Mais recentemente, com a maré de privatizações iniciada no governo Sarney (com empresas siderúrgicas médias), prosseguida com Collor e Itamar (este privatizando a Embraer e a simbólica Siderúrgica Nacional) ou em meu governo (telecomunicações, Rede Ferroviária Federal e Vale do Rio Doce) o que se estava buscando era tirar das costas do Tesouro o endividamento crescente de algumas dessas empresas produzido pela gestão burocrática sob controle partidário e dotá-las de meios para se expandirem.

Passaram a crescer e o tesouro a receber impostos em quantidade maior do que os dividendos recebidos quando essas empresas eram formalmente “estatais”. Mas o gasto público continuou a se expandir, e o papel do governo nas políticas econômicas e na regulação continuou essencial.

Os resultados da nova política estão à vista. Algumas dessas empresas são hoje atores globais, marcos de um Brasil moderno internacionalmente respeitado.

Outra não foi a motivação para transformar a Petrobras, o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica em empresas saneadas e competitivas, sem que jamais governo algum cogitasse privatizá-las. Foram dotadas da liberdade necessária para agirem como empresas e não como extensão burocrática dos interesses políticos.

Essa é a verdadeira questão e é isso que continua em jogo: prosseguiremos nesta trilha, mantendo as agências regulatórias com a independência necessária para velarem pelos interesses do investidor e do consumidor ou regrediremos?

Na prática, o governo Lula se envaidece, como ainda agora, de que o Banco do Brasil ou a Petrobras atuem como global players.

Não retrocedeu em qualquer privatização, começou a fazer concessões das rodovias, cogita fazer o mesmo com os terminais aéreos, chega a simular um leilão para a concessão de Belo Monte, com o cuidado de dar (para inglês ver, é verdade) a maioria do controle a empresas privadas. Por que então não deixar de lado a ideologia e o uso da pecha de neoliberal para desqualificar os avanços obtidos dos quais é usufruidor?

Se esse passo for dado, o debate eleitoral poderá concentrar-se no que realmente conta: a preparação do país para enfrentar o mundo atual, que é da inovação e do conhecimento.

As diferenças entre os contendores recairão sobre a verdadeira questão: queremos um capitalismo no qual o Estado é ingerente, com uma burocracia permeada por influências partidárias e mais sujeita à corrupção ou preferimos um capitalismo no qual o papel do Estado permanecerá básico, mas valorizará a liberdade empresarial, o controle público das decisões e a capacidade de gestão?



Fernando Henrique Cardoso é sociólogo e ex-presidente da República

Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/

GENTE DECENTE que tem coragem de desmascarar GENTE QUE MENTE

Assistam trechos do pronunciamento de um Político maiúsculo no caráter e no cargo que ocupa. Um dos senadores mais prestigiados e respeitados pela população brasileira, pois, com sua brilhante atuação, rompeu os limites de seu estado e conquistou o país.
Recomendo a todos que assistam os videos, que nos oferecem uma aula de dignidade e compromisso com a verdade.

Parte 1
http://www.senado.gov.br/tv/noticias/sexta/PL300410_10.flv

Parte 2
http://www.senado.gov.br/tv/noticias/sexta/PL300410_11.flv

Parte 3
http://www.senado.gov.br/tv/noticias/sexta/PL300410_12.flv

Fonte: http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=101500&codAplicativo=2

sábado, 1 de maio de 2010

GENTE QUE MENTE X GENTE DECENTE

12 anos depois, a Justiça condena moralmente o PT, que inventou a mentira das privatarias.

Neste tempo, eles vibravam com as capas de Veja. Quem vai desfazer este dano moral às pessoas?


A Justiça absolveu integralmente membros do governo Fernando Henrique Cardoso pela privatização da Telebras.
Aquela GENTE QUE MENTE espalhou por 12 anos a história das PRIVATARIAS.
Hoje o PT foi condenado moralmente pela MENTIRA que sustentou durante 12 anos, contra gente decente que lutava pelo bem do país.
Esta é a luta de hoje.
GENTE QUE MENTE x GENTE DECENTE.

Fonte e video com a reportagem: http://coturnonoturno.blogspot.com/

Grande Exemplo!

Ao saber que o presidente do nosso país estava numa lista de líderes influentes escolhidos pela revista Time, imediatamente José Serra(PSDB) o cumprimentou.



Como afirmou o http://coturnonoturno.blogspot.com/, elegância não se vende na esquina.
Grandes homens não precisam destruir seus adversários.
É esse o jogo sujo que o PT quer censurar?

Uma corrente de "VERDADE" contra a mentira

Depois de censurar a TV Globo, PT quer censurar site do PSDB.


O Gente que Mente foi criado pelo PSDB para desmentir os boatos sobre privatizações, Bolsa Família, ameaças ao funcionalismo público e tantas outras baixarias inventadas contra o partido.

E para denunciar as mentiras, bravatas e falsas promessas com que políticos sem escrúpulos tentam iludir o povo.

O Gente que Mente existe para repor a verdade. Só quem pode se sentir incomodado com isso é gente que mente.

Mais informações:
http://www.gentequemente.org.br/
http://coturnonoturno.blogspot.com/

O herói e o antagonista

A política, como a literatura, serve-se de fórmulas e esquemas para revestir de encanto e carisma seus personagens. Tão importante quanto o herói, ensina Joseph Campbell, é o antagonista, o anti-herói. Não há como conceber um sem o outro.

O antagonista fabricado pelo PT para gerar o herói Lula chama-se Fernando Henrique Cardoso. Lula é o operário que, galgando as adversidades impostas por uma sociedade injusta e preconceituosa, triunfou. Já FHC, nascido em berço esplêndido, não só desdenharia dessas dificuldades, mas se empenharia em agravá-las.

Nada disso, porém, resiste a um exame, ainda que superficial. As biografias de FHC e de Lula como homens públicos os colocam lado a lado até o momento em que o primeiro chega ao poder. Fernando Henrique apoiou os movimentos operários do ABC nos anos 80, que deram visibilidade a Lula.

E Lula foi um dos cabos eleitorais de FHC nas eleições para a prefeitura de São Paulo em 1985.
As divergências começaram exatamente na redemocratização, quando o PT adotou a estratégia de isolamento partidário, sustentando que não havia diferença entre Tancredo Neves e Maluf, farinhas do mesmo saco, expressões das “elites”.

Era já a construção do mito, embora o maniqueísmo não fosse ainda tão nítido, o que ocorreria exatamente nos governos de FHC. Mas, em 1º de janeiro de 2003, ao receber a faixa presidencial de Fernando Henrique – e isso está devidamente registrado nos inúmeros vídeos feitos na época -, Lula disse emocionado, abraçando seu antecessor: “Fernando, aqui você terá sempre um amigo”.

Durou pouco a emoção. Já no dia seguinte, José Dirceu, todo-poderoso chefe da Casa Civil, fazia menção à “herança maldita” do antecessor. A expressão foi (e ainda é) repetida à exaustão, mesmo sem qualquer fundamentação, quando dificuldades precisam ser explicadas. Os fatos mostram, no entanto, que a herança é benigna, pois garantiu a estabilidade econômica e o êxito da plataforma desenvolvimentista que o governo Lula pôde pôr em cena.

O Fome Zero capitulou à fórmula anterior da Rede de Proteção Social, implementada por Ruth Cardoso – e criticada fortemente por Lula (há vídeos também, disponíveis no Youtube, que o atestam). O Bolsa Família descende dos programas sociais do governo FHC (Bolsa Educação, Vale Gás, Vale Transporte, Vale Alimentação).

Lula reuniu-os sob rótulo único e, graças a uma logística eficaz pré-estabelecida, pôde expandi-los, como certamente continuará a fazê-lo o seu sucessor, seja lá quem for. São conquistas cumulativas – e consolidadas.

Os números triunfais de hoje na economia e a resistência do sistema bancário brasileiro ao terremoto financeiro de 2008 decorrem de medidas adotadas para consolidar o Plano Real (ao qual o PT se opôs), como a Lei de Responsabilidade Fiscal (que em maio completa 10 anos) e o Proer (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro Nacional), igualmente combatidos por Lula e PT.

Lula critica as privatizações, mas capitaliza os seus resultados econômicos e sociais, como se não houvesse conexão entre ambos. Condena o “neoliberalismo”, mas o mantém a pleno vapor, sob o comando de um ex-tucano, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que Lula queria como vice de Dilma.

O desafio presente, mais complexo, é encaixar José Serra no figurino de anti-herói. Também ele é um emergente, de origem modesta. Também ele foi um perseguido político. Nada disso, porém, o impediu de tornar-se um economista renomado, experimentado no exercício de numerosos cargos técnicos e eletivos.

Daí a opção por uma campanha eleitoral plebiscitária, que mantenha em cena o vilão FHC em contraponto ao herói Lula. O problema é que o herói (Lula) não se parece nem um pouco com Dilma, nem o vilão (FHC) com Serra.

Ruy Fabiano é jornalista
Leia na íntegra: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/