segunda-feira, 4 de junho de 2012

QUEM GARANTE A IMPUNIDADE DOS ESTUPRADORES DA LEI ELEITORAL? EIS O MISTÉRIO!!!

Num país sério, os estupradores da lei eleitoral sairiam algemados do SBT

Por Augusto Nunes

A captura do achacador de juízes do Supremo libertou o atropelador da legislação eleitoral. Nesta quinta-feira, com a cumplicidade militante do apresentador do Programa do Ratinho, Lula deixou em casa o chantagista a serviço da quadrilha do mensalão para incorporar num estúdio do SBT, durante 40 minutos, o animador de palanque a serviço de si próprio e de companheiros do PT.

O que se viu na tela foi mais que propaganda eleitoral antecipada. Foi um comício ilegal estrelado por um pecador sem remédio nem limites, permanentemente empenhado em desmoralizar as normas que regem eleições no Brasil.

Na primeira parte da afronta transmitida ao vivo, o protagonista do espetáculo do deboche deixou claro que transforma até câncer em instrumento de caça ao voto.
(...)

Num país sério, a dupla sairia algemada do SBT por determinação da Justiça eleitoral. Nestes trêfegos trópicos, o ex-presidente continua fazendo impunemente o que quer. 

A apresentação de Lula e Ratinho  começou com todo mundo cantando o hino do Corinthians. Deveria terminar com a chegada de um batalhão de policiais. 

Como estamos no País do Carnaval, só não terminou com a entrada de um batalhão de mulatas por falha da produção.

Leia AQUI.

A PALAVRA DE QUEM SE LIBERTOU DO FANATISMO QUE ANULA A CIDADANIA

Imagina FHC dizendo que um petista não poderia governar este país

De Soninha Francine, pré-candidata do PPS à prefeitura de São Paulo:

Imagine o que o PT faria em outros tempos se o apresentador de um programa popular e o detentor de uma concessão pública (TV…) montassem esse altar para que um ex-presidente abençoasse e cobrisse de glórias o seu candidato. E também fizesse troça com o partido de oposição…

Imagine Fernando Henrique no programa do Faustão dizendo: “Não podemos deixar que um petista dirija este país”.
Os petistas iriam à ONU, à OEA, à Corte de Haia. Centrais sindicais convocariam manifestações de protesto na Avenida Paulista. Contra a cumplicidade das elites, contra a mídia servil, contra o poder imperial dos meios de comunicação…

E ainda tem gente inteligente, bem informada, honestamente preocupada com o Brasil, que defende a conduta do PT até hoje. Céus, que devoção cega! Que desgosto.

Condução da economia é um fiasco, nem dá mais para disfarçar

Ritmo de expansão do Brasil perde até para nações em crise

Ronaldo D'Ercole, O Globo

Quando se toma o ritmo de expansão das economias no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, o Brasil figura apenas na 22ª posição entre os 33 países que já divulgaram os seus dados.
E se distancia de seus pares do Brics (grupo das cinco maiores economias emergentes, Rússia, Índia, China e África do Sul), aproximando-se das economias mais afetadas pela turbulência europeia, como os Estados Unidos (2,1%) e Alemanha (1,7%).

A China, que cresceu 8,1% de janeiro a março, aparece no topo do ranking, com a Índia em quarto (5,3%) e a Rússia em quinto (4,9%). Com expansão de 2,1%, a África do Sul é a 14 no ranking, oito postos à frente do Brasil.

No fim da lista, que tem a Grécia como lanterna (em 33 lugar, com retração de 6,2% no PIB trimestral), estão ainda Portugal (32 colocação e queda de 2,2%), a Itália (31 lugar e PIB negativo de 1,3%) e a Holanda (30 colocação, cujo PIB encolheu 1,1%).

— O Brasil é um país com características semelhantes às dos grandes emergentes mas que cresce no ritmo dos europeus — compara Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, que compilou os dados para o ranking dos PIBs do primeiro trimestre.

— Isso é reflexo dos problemas estruturais (Previdência, estrutura tributária, inexistência de planejamento de longo prazo) que persistem no país, cuja solução é adiada governo após governo.
(...)

O avanço no controle da midia

Dilma quer acabar com aluguel de horário na TV

Julio Wiziack, Folha de S. Paulo

O governo federal prepara um pacote de medidas para fechar brechas da legislação de rádio e TV que permitiram o surgimento de um "mercado paralelo" ligado às concessões no país.
A Folha teve acesso à última versão da minuta do decreto, que foi batizado pelo setor de "novo marco regulatório da radiodifusão".
Uma das mudanças de maior impacto é a proibição expressa do aluguel de canais e de horários da programação de rádio e TV.
A lei atual não proíbe a prática de forma explícita, o que permitiu o aumento de programas religiosos e exclusivamente comerciais, principais clientes desses horários.
Assinante do jornal leia mais em Dilma quer acabar com aluguel de horário na TV

A missão de Lula

Por Merval Pereira, O Globo

A proximidade do julgamento do mensalão parece estar desestabilizando emocionalmente o ex-presidente Lula, que se tem esmerado nos últimos dias em explicitar uma truculência política que antes era dissimulada em público, ou maquiada.
Nessa fase em que trabalha em dois projetos que se cruzam e parecem vitais para seu futuro, tamanha a intensidade com que se dedica a eles, Lula não tem tido cuidados com as aparências, e arrisca-se além do que sua experiência recomendaria.

A pressão sobre ministros do STF, a convocação da CPI do Cachoeira, com direito a cartilha de procedimentos com os alvos preferenciais identificados (STF, imprensa, oposição) e as atitudes messiânicas, sempre colocando-se como o centro do universo político, revelam a alma autoritária deste ex-presidente ansioso pela ribalta política.

A eleição de Fernando Haddad para a Prefeitura de São Paulo e a obsessão em desmoralizar o julgamento do mensalão (já que não conseguiu adiá-lo para que seus resultados não interferissem na eleição municipal e, além disso, a prescrição das penas resolvesse grande parte dos problemas judiciais do PT) pareciam as duas grandes tarefas do ex-presidente Lula neste momento.

Mas ele, de voz própria, revelou seu verdadeiro objetivo político no programa do Ratinho: não permitir que um tucano volte a governar o país.

Nunca antes nesse país viu-se um político assumir tão abertamente uma postura despótica, quase ditatorial, quanto a de Lula nessa cruzada nacional contra os tucanos, que tem na disputa pela capital paulista seu ponto decisivo.

O PT, aliás, tem seguido a mesma batida de Lula, e se revela a cada instante um partido que não tem como objetivo programas de governo ou projetos nacionais para o país. A luta política pelo poder escancara posturas ditatoriais em todos os níveis, e para mantê-lo vale tudo. Desde rasgar a legislação eleitoral e fazer propaganda ilegal em emissora de televisão na tentativa de desatolar uma candidatura que até agora não demonstra capacidade de competição, até intervenções em diretórios que não obedecem à orientação nacional, como aconteceu agora mesmo em Recife.

Vale também mobilizar um esquema policial de uma prefeitura petista, como a de Mauá em São Paulo, para apreender uma revista que apresenta reportagens contrárias aos interesses do PT.

A truculência com que foi impedida a distribuição gratuita da revista “Free São Paulo”, que trazia uma reportagem de capa sobre o assassinato do prefeito petista de Santo André Celso Daniel, é exemplar do que o PT e seus seguidores consideram “liberdade de imprensa”.

Os petistas acusam a revista de ser financiada pelo PSDB, o que ainda é preciso provar, mas, mesmo que seja, seria no mínimo incoerente criticarem tal estratégia, já que são estatais de diversos calibres e governos petistas que financiam uma verdadeira rede de blogs chapas-brancas e revistas para defenderem as ações governistas e demonizar seus adversários, em qualquer nível.

Da mesma forma, parece ironia que líderes petistas se mostrem indignados com financiamentos eleitorais de caixa 2 de políticos tucanos, como se esse crime fosse uma afronta ao Estado de Direito e não, como disse o ex-presidente Lula tentando minimizar o caso do mensalão, coisa corriqueira no sistema eleitoral brasileiro.
O recurso ao caixa 2 e a verbas não contabilizadas é evidentemente uma distorção do nosso sistema eleitoral que tem que ser combatida com rigor, mas o PT há muito perdeu a possibilidade de indignar-se diante deste e de outros malfeitos políticos.

A obsessão de Lula

Por Mary Zaidan

Em junho de 2005, quando o escândalo do mensalão tornou-se uma ameaça real para o então presidente Lula, os jardins de Paris foram escolhidos para encenar a ficção de defesa dele e dos seus.

Uma repórter desconhecida, perguntas e respostas ensaiadas transmitidas com exclusividade pelo Fantástico. Produção cuidadosa para dizer ao país que o crime não passava de caixa 2, delito que todos cometem. Por mais absurdo que possa ser um presidente da República admitir isso.
Não foi suficiente, mas a tese estava lançada.

Um mês depois, Lula convocou rede de rádio e TV para dizer à nação que fora traído pelos seus por práticas inaceitáveis – “das quais nunca tive conhecimento”. Sem oposição para questioná-lo, atravessou a tormenta, reelegeu-se e elegeu a sua sucessora.
Ao deixar o Planalto, jurou que dedicaria seus dias para provar que os fatos não eram fatos, que imagens não eram imagens, que o mensalão nunca existiu.
Se o câncer na garganta lhe impôs atraso nos prazos, não lhe tirou a obsessão de conferir crédito à fantasia que propagara anos atrás.

Crê também que é dono e senhor de todas as cartas, como se presidente fosse. Algo que, definitivamente, ele não consegue desencarnar. Para Lula, Dilma Rousseff é e continuará sendo concessão sua.

Foi assim que o ex tratou sua pupila ao responder ao apresentador Ratinho sobre a possibilidade de ele ser candidato novamente. Primeiro, garantiu que só seria candidato na hipótese de Dilma não querer ser.

Na frase seguinte, avançou no dito, lançando uma segunda hipótese: “Não vou permitir que um tucano volte ao poder no Brasil.”

Desta vez, Lula preferiu o Programa do Ratinho, no SBT, terceira emissora no ranking de audiência. Por quê? Dirão alguns que se trata de um programa popular. Local certo para apresentar à massa Fernando Haddad, candidato do PT à Prefeitura de São Paulo. Os 8% de audiência desmentem a premissa.

Foi ali porque ali era possível combinar tudo. Música, emoção, vídeos escolhidos, campanha eleitoral e um conjunto bem organizado de mentiras do protagonista que não seriam colocadas em xeque.
Lula disse o que quis do jeito que quis. 

Mentiu. 

Da CPMF ao número de escolas construídas. Até nas rabadas.

Magnânimo, fez pouco caso das denúncias de Gilmar Mendes de que ele, Lula, tentara coagir o ministro do STF para atrasar o julgamento do mensalão, tema minimizado por Ratinho - “o povão não entende muito”. Tudo dentro do script.
Lula só derrapou ao confessar sua crença de que o tempo se encarrega de arrumar as coisas. Um lapso de verdade. Uma aposta que faz para tentar livrar a si e aos seus das garras do mensalão.

Efeito colateral

Dora Kramer

Mesmo entre os inicialmente mais entusiasmados no PT com o plano do ex-presidente Luiz Inácio da Silva, já começa a subir às gargantas o gosto amargo do arrependimento e a tomar conta dos espíritos a certeza de que amigo foi quem avisou.
(...)

Na CPMI criada com objetivo primeiro implícito e depois tornado explícito de "desmascarar" os autores "da farsa do mensalão", o inesperado vem proporcionando reiteradas surpresas ao partido.
Nada tem saído de acordo com o roteiro original.

A previsão era desqualificar o trabalho investigativo da imprensa (revista Veja em particular), embaraçar o Supremo Tribunal Federal à proximidade do julgamento do processo qualificado como farsesco, levar ao patíbulo o procurador-geral da República, que em suas alegações finais acrescentou veemência à denúncia feita pelo antecessor.
(...)

E o que PT conseguiu até agora? Da meta, só a convocação do governador de Goiás, mas ao preço de ver um governador do partido (Agnelo Queiroz, do DF) também chamado à CPMI para dar explicações.

O procurador saiu do foco por força do impedimento legal de conjugar o papel de testemunha à função de investigador.

A imprensa deixou de ser alvo quando os delegados responsáveis pelos inquéritos que originaram a comissão atestaram a natureza estritamente profissional das conversas entre a Veja e Carlos Augusto Ramos, o Cachoeira.

O intuito de constranger o Judiciário, se de um lado feriu a imagem do Supremo, de outro levou os magistrados a se manifestarem em defesa da máxima celeridade possível ao julgamento do mensalão.

As parcerias não se mostraram firmes como o pretendido - ao contrário, movimentaram-se ao ritmo de cada um por si conforme as circunstâncias - e acabou sendo requerida a quebra dos sigilos da Delta em âmbito nacional.

Resultado: está aberto o espaço para a entrada do governo federal na dança, uma vez que a Delta é a principal empreiteira das obras do PAC, ...

Na relação de perdas por enquanto sem ganhos, podem-se incluir ainda dois desgastes: a explicitação da aliança com Fernando Collor e o flagrante da mensagem enviada pelo deputado Cândido Vaccarezza ao governador Cabral, sugerindo a oferta (na realidade, sem lastro) de salvaguardas.
Um passivo considerável a ser administrado pelo PT na tentativa de recomposição da maioria, cujo saldo para o partido por enquanto é negativo. Não obstante, por isso mesmo, possa vir a ser extremamente positivo para aquilo que no papel se propôs a fazer a CPMI.

Íntegra  AQUI.