Fernando Nakagawa, Estadão.com.br
Quase
um em cada três brasileiros já tem algum empréstimo de pelo menos R$ 1
mil em bancos, financeiras ou no cartão de crédito. Inédito, o dado do
Banco Central revela que 60,9 milhões de pessoas atualmente têm
operações de crédito ativas em instituições financeiras no País.
A
quantidade não oscilou muito nos últimos meses e deve seguir perto
desse patamar até o fim do ano, prevê o Banco Central. Mesmo assim, o
volume de operações tende a crescer porque os atuais clientes devem
tomar novos financiamentos.
Leia mais em Brasileiros endividados são 60,9 milhões
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
domingo, 2 de setembro de 2012
LABIRINTO DE ESCÂNDALOS DERRUBA CANDIDATOS PETISTAS NA GRANDE SÃO PAULO
No blog do Cláudio Humberto
O mensaleiro João Paulo Cunha caiu fora da disputa em Osasco e o petista Edgar Nóbrega renunciou em São Caetano.
Flagra
Trapalhada
Facções do PT ameaçam futuro do Jardim Botânico
O Globo (Editorial)
A decisão do presidente do Jardim Botânico, Liszt Vieira, de colocar o cargo à disposição não é apenas mais um lance no imbróglio das ocupações irregulares que colocam a instituição no centro de uma guerra entre grupos dentro do PT, o principal partido de sustentação do governo federal.
O pedido de afastamento, irreversível a julgar pelo decepcionante resultado do encontro que Liszt teve no início da semana com o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, acrescenta um tom mais preocupante ao problema das invasões de terras do parque. Não por acaso, foi de desânimo o sentimento que o presidente do parque passou na entrevista publicada anteontem pelo GLOBO.
O Planalto dá claras demonstrações de que, na briga, continua se inclinando para o front em que há um nítido aparelhamento de órgãos públicos.
Essas forças, que se armam a partir da leniência da Secretaria do Patrimônio da União, atropelam o interesse científico pelo qual o JB se bate, passam por cima de decisões já tomadas pela Justiça e impõem à sociedade a manutenção de agravos a uma instituição reconhecida internacionalmente por sua importância na defesa da biodiversidade.
A direção do Jardim Botânico luta para fazer o parque exercer a função para a qual foi criado — portanto, pelo cumprimento da lei. O JB precisa de espaço para plantar espécies ameaçadas de extinção, representativas do bioma brasileiro, e para instalar laboratórios de pesquisa.
Mas, em vez de sair em apoio às legítimas iniciativas de reaver terras ocupadas irregularmente, fundamentais para os projetos da instituição e sua consolidação dentro da agenda científica do país, o governo alimenta projetos oportunistas que estão por trás das querelas fundiárias.
Não bastasse o pressuposto científico e ambiental da questão, bem como as decisões judiciais que a SPU jogou no lixo, a retomada das áreas ocupadas é objeto também de análise do Tribunal de Contas da União. No processo que considera ilegais as ocupações, o relator já determinou providências de curto prazo para que a lei seja cumprida.
Há ainda outros aspectos a amparar a direção do parque, como o Plano Diretor do Rio, que estabelece a ocupação das áreas do JB para atividades científicas. Por fim, atropela-se o bom senso com a construção de casas numa região de preservação ambiental. Nada é levado em conta.
Figura
de ponta no front da baderna fundiária, o ex-ministro da Integração
Racial, Edson Santos, deputado federal pelo PT-RJ, toma o parque como
feudo próprio.
Age com desenvoltura para solapar as tentativas de reintegração da área, alegando que ele e sua família sempre moraram no local. Uma argumentação inaceitável, mas que se sustenta à sombra do aparelhamento de órgãos públicos, como ensina a cartilha de gestão de facções com visível influência no Planalto.
A decisão do presidente do Jardim Botânico, Liszt Vieira, de colocar o cargo à disposição não é apenas mais um lance no imbróglio das ocupações irregulares que colocam a instituição no centro de uma guerra entre grupos dentro do PT, o principal partido de sustentação do governo federal.
O pedido de afastamento, irreversível a julgar pelo decepcionante resultado do encontro que Liszt teve no início da semana com o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, acrescenta um tom mais preocupante ao problema das invasões de terras do parque. Não por acaso, foi de desânimo o sentimento que o presidente do parque passou na entrevista publicada anteontem pelo GLOBO.
O Planalto dá claras demonstrações de que, na briga, continua se inclinando para o front em que há um nítido aparelhamento de órgãos públicos.
Essas forças, que se armam a partir da leniência da Secretaria do Patrimônio da União, atropelam o interesse científico pelo qual o JB se bate, passam por cima de decisões já tomadas pela Justiça e impõem à sociedade a manutenção de agravos a uma instituição reconhecida internacionalmente por sua importância na defesa da biodiversidade.
A direção do Jardim Botânico luta para fazer o parque exercer a função para a qual foi criado — portanto, pelo cumprimento da lei. O JB precisa de espaço para plantar espécies ameaçadas de extinção, representativas do bioma brasileiro, e para instalar laboratórios de pesquisa.
Mas, em vez de sair em apoio às legítimas iniciativas de reaver terras ocupadas irregularmente, fundamentais para os projetos da instituição e sua consolidação dentro da agenda científica do país, o governo alimenta projetos oportunistas que estão por trás das querelas fundiárias.
Não bastasse o pressuposto científico e ambiental da questão, bem como as decisões judiciais que a SPU jogou no lixo, a retomada das áreas ocupadas é objeto também de análise do Tribunal de Contas da União. No processo que considera ilegais as ocupações, o relator já determinou providências de curto prazo para que a lei seja cumprida.
Há ainda outros aspectos a amparar a direção do parque, como o Plano Diretor do Rio, que estabelece a ocupação das áreas do JB para atividades científicas. Por fim, atropela-se o bom senso com a construção de casas numa região de preservação ambiental. Nada é levado em conta.
Age com desenvoltura para solapar as tentativas de reintegração da área, alegando que ele e sua família sempre moraram no local. Uma argumentação inaceitável, mas que se sustenta à sombra do aparelhamento de órgãos públicos, como ensina a cartilha de gestão de facções com visível influência no Planalto.
CRESCIMENTO QUASE ZERO! Brasil tem maior ciclo de PIB fraco desde Plano Real
Há oito trimestres Brasil cresce menos de 1%
GUSTAVO PATU
PEDRO SOARES
A despeito da série de medidas de estímulo fiscal adotada pelo governo, a economia mostra reação débil, sem superar os efeitos da crise internacional sobre a indústria e os investimentos.
PEDRO SOARES
A despeito da série de medidas de estímulo fiscal adotada pelo governo, a economia mostra reação débil, sem superar os efeitos da crise internacional sobre a indústria e os investimentos.
Análise: Desaceleração em 2011 e 2012 é estrutural ou conjuntural?
Divulgados ontem pelo IBGE, os resultados da produção e da renda no segundo trimestre mostram que, embora longe de recessões e turbulências do passado, o país vive o mais longo ciclo de crescimento baixo ou medíocre desde o Plano Real.
São oito trimestres consecutivos -dois anos inteiros- em que a expansão do Produto Interno Bruto não supera 1%, o mínimo necessário para as desejadas taxas anuais acima de 4%.
Entre abril e junho, a alta foi de 0,4% sobre os três meses anteriores, numa modesta melhora sobre o 0,1% medido de janeiro a março.
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Torna-se cada vez mais consensual a estimativa feita inicialmente pelo banco Credit Suisse de crescimento de apenas 1,5% neste ano, chamada há apenas dois meses de "piada" pelo ministro Guido Mantega, da Fazenda.
Diante de números tão fracos, também há poucas dúvidas de que as perspectivas são de melhora a partir deste segundo semestre.
No entanto, não está no horizonte visível o retorno a taxas capazes de recolocar o Brasil entre os líderes do crescimento mundial.
Leia mais na Folha.
Com apoio de Lula e Dilma, candidatos petistas perdem votos para adversários do partido
Oposição a Dilma lidera em oito capitais
Daniel Bramatti, de O Estado de S. PauloAs rodadas de pesquisas eleitorais de agosto mostram que os partidos de oposição à presidente Dilma Rousseff (PT) lideram disputas em oito capitais, três delas em importantes polos regionais do Norte e do Nordeste: Manaus, Salvador e Fortaleza.
(...)
Na capital baiana, ACM Neto lidera com larga vantagem (veja quadro abaixo) sobre o principal adversário, o petista Nelson Pelegrino, que conta com o apoio do governador Jaques Wagner, também do PT.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é figura constante nos programas eleitorais do petista.
(...)
Em Fortaleza, Moroni Torgan (DEM), ex-deputado federal, se propõe a acabar com os oito anos de domínio do PT na prefeitura. Mas ele é ameaçado principalmente por Roberto Cláudio (PSB), candidato apoiado pelo governador Cid Gomes (PSB), e Elmano de Freitas (PT), apadrinhado pela atual prefeita, Luizianne Lins (PT).
Assim como Torgan, Roberto Cláudio tem atacado Luizianne na campanha, enquanto Elmano se atrela diariamente ao ex-presidente Lula no horário de propaganda eleitoral.
Derrotado ao tentar se reeleger senador em 2010, quando teve o poderio eleitoral de Lula como obstáculo, o tucano Arthur Virgílio aparece bem posicionado na disputa pela prefeitura de Manaus.
(...)
Leia mais em Oposição a Dilma lidera em oito capitais
HERANÇA PESADA DE LULA E DA "GERENTA" QUE O SUCEDEU
Herança pesada, por Fernando Henrique Cardoso
A presidenta Dilma Rousseff recebeu uma herança pesada de seu antecessor. Obviamente, ninguém é responsável pela maré negativa da economia internacional, nem ela nem o antecessor. Mas há muito mais do que só o infortúnio dos ciclos do capitalismo.Comecemos pelo mais óbvio: a crise moral. Nem bem completado um ano de governo, e lá se foram oito ministros, sete dos quais por suspeitas de corrupção.
(...)
Suspeitas, antes de se materializarem em indícios, são frágeis diante da obsessão por formar maiorias hegemônicas, enfermidade petista incurável.
Mas não foi só isso: o mensalão é outra dor de cabeça.
De tal desvio de conduta, a presidenta passou longe e continua se distanciando. Mas seu partido não tem jeito. Invoca a prática de um delito para encobertar outro: o dinheiro desviado seria “apenas” para o caixa dois eleitoral, como disse Lula em tenebrosa entrevista dada em Paris, versão recém-reiterada ao “New York Times”. Pouco a pouco, vai-se formando o consenso jurídico, de resto já formado na sociedade, de que desviar dinheiro é crime, tanto para caixa dois como para comprar apoio político no Congresso. Houve mesmo busca de hegemonia a peso de ouro alheio.
Mas não foi só isso que Lula deixou como herança à sucessora. Nos anos de bonança, em vez de aproveitar as taxas razoáveis de crescimento para tentar aumentar a poupança pública e investir no que é necessário para dar continuidade ao crescimento produtivo, preferiu governar ao sabor da popularidade.
(...)
É longa a lista do que faltou fazer quando seria mais fácil. Na questão previdenciária, o único “avanço” não se concretizou: a criação de uma previdência complementar para os funcionários públicos que viessem a ingressar depois da reforma. A medida foi aprovada, mas sua consecução dependia de lei subsequente, para regulamentar os fundos suplementares, que nunca foi aprovada.
(...)
Mas o “hegemonismo” e a popularidade à custa do futuro forçaram outro caminho: o dos “projetos de impacto” como certos períodos do autoritarismo militar tanto prezaram. Projetos que não saem do papel ou, quando saem, custam caríssimo ao Tesouro e têm utilidade relativa.
O exemplo clássico foi a formação a fórceps de estaleiros nacionais para produzir navios-tanque para a Petrobras (pagos, naturalmente, pelos contribuintes, seja através do BNDES, seja pelos altos preços desembolsados pela Petrobrás). Depois do lançamento ao mar do primeiro navio, com fanfarras e discursos presidenciais, passaram-se meses para descobrir-se que o custo não fez jus a tanta louvação.
Que dizer dos atrasos da transposição do São Francisco ou da Transnordestina, ou ainda da fábrica de diesel à base de mamona? Tudo relegado aos restos a pagar do esquecimento.
O que mais pesa como herança é a desorientação da política energética. Calemos sobre as usinas movidas “a fio d água”, cuja eletricidade para viabilizar o empreendimento terá de ser vendida como se a produção fosse firme o ano inteiro e não sazonal.
Foi preciso substituir o companheiro que dirigia a Petrobras para que o país descobrisse o que o mercado já sabia, havendo reduzido quase pela metade o valor da empresa.
O custo da refinaria de Pernambuco será dez vezes maior do que o previsto; há mais três refinarias prometidas que deverão ser postergadas ad infinitum. O preço da gasolina, controlado pelo governo, não é compatível com os esforços de capitalização da Petrobras. Como consequência de seu barateamento forçado — que ajuda a política de expansão ilimitada de carros com a coorte de congestionamentos e poluição —, a produção de etanol se desorganizou a tal ponto que estamos importando etanol de milho dos Estados Unidos!
Com isso tudo e apesar de estarmos gastando mais divisas do que antes com a importação de óleo, o presidente Lula não se pejou em ser fotografado com as mãos lambuzadas de petróleo para proclamar a autossuficiência de produção, no exato momento em que a produtividade da extração se reduzia.
No rosário de desatinos, os poços secos, ocorrência normal nesse tipo de exploração, deixaram de ser lançados como prejuízo, para que o país continuasse embevecido com as riquezas do pré-sal, que só se materializarão quando a tecnologia permitir que o óleo seja extraído a preços competitivos, que poderão se tornar difíceis com as novas tecnologias de extração de gás e óleo dos americanos.
É pesada como chumbo a herança desse estilo bombástico de governar que esconde males morais e prejuízos materiais sensíveis para o futuro da nação.
Leia a íntegra em Herança pesada
sábado, 1 de setembro de 2012
GREVE COM PRAZO DE VALIDADE - SERÁ QUE EU CONSEGUI PREVER OU ESTAVA NA CARA?
Escrevo há semanas, o governo Dilma está repetindo estratégia de lula em tempos de sindicato e USA os servidores, como lula fazia com os metalúrgicos, para beneficiar os patrões, ou seja, ela própria. O caos instalado pelos obedientes "soladados" do sindicalismo também dividiu a atenção do brasileiro com o julgamento do mensalão.
A aparente ausência de petistas nesses movimentos cria uma sensação de distância de Dilma com o crime que está sendo julgado no STF, enquanto, nos bastidores, plantam o ódio da sociedade contra o funcionalismo público, dividindo o país como sempre fazem.
Mais uma vez as greves cessam sem acordo favorável aos trabalhadores, mas a presidente está com a bola cheia nas redações dos jornais. Preparem-se para ver a gerentA disparando nas pesquisas de popularidade.
Dez agências reguladoras encerram greve mesmo sem fechar acordo
Cristiane Bonfanti, O GloboOs servidores das dez agências reguladoras e do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) voltarão ao trabalho na segunda-feira. Mesmo sem fechar acordo, a categoria considerou que não há mais espaço para negociar com o governo e, portanto, não faz sentido continuar a greve iniciada há um mês e meio.
Os professores da UFRJ também decidiram acabar com a greve.
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