sábado, 6 de abril de 2013

TINHA QUE SER O BARBOSA! UM HERÓI NA DEFESA DA DEMOCRACIA E DO DIREITO À DIVERGÊNCIA



Finalmente uma autoridade da República profere palavras de bom senso sobre o caso Marco Feliciano. Joaquim Barbosa disse o óbvio, que o deputado ocupa a presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara segundo as regras da democracia. E também é democrático que os que se opõem a isso se manifestem.
Confiram texto de Gabriel Castro, na VEJA.com:
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, disse nesta sexta-feira que a eleição do deputado Marco Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara é legal, mas ressaltou que as manifestações contra o parlamentar também são legítimas. “Isso é a democracia”, disse Barbosa, que proferiu a aula magna de início de semestre na Universidade de Brasília.
Após sua palestra, o ministro respondeu a perguntas de estudantes. Uma jovem quis saber a opinião de Barbosa sobre o caso Feliciano. O presidente do STF disse que a pergunta era uma “saia justa”, mas afirmou que seu posicionamento é “muito simples”.
“O deputado Marco Feliciano foi eleito pelos seus pares para assumir um determinado cargo dentro do Congresso Nacional, na Câmara. Os deputados assim o fizeram porque está prevista regimentalmente essa possibilidade”, afirmou o ministro, antes de complementar: “A sociedade tem também o direito de se exprimir, como vem se exprimindo, contrariamente à presença dele neste cargo. Isso é democracia”.
(…)
Fazendo menção à universidade, o ministro disse que sua resposta sobre o caso Feliciano “é a resposta de quem viveu durante anos e anos nesse ambiente de liberdade”. O presidente do STF foi ovacionado assim que chegou ao centro comunitário da UnB, onde centenas de alunos o aguardavam. Ele foi aplaudido por diversas vezes durante seu discurso.
O ministro sugeriu aos alunos que “leiam tudo”, especialmente a Constituição. “Nós precisamos criar um sentimento constitucional nesse país”, afirmou. Barbosa foi homenageado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) com uma placa que concede o título de “estudante emérito” da UnB.
(...)

sexta-feira, 5 de abril de 2013

A TORCIDA QUE VIROU "MASSINHA"



O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, admitiu em audiência no Senado, ontem, que os 12 torcedores do Corinthians presos na Bolívia correm o risco de morrer. Os brasileiros estão encarcerados há 42 dias, mesmo sem provas contra os detidos. 
O responsável pelo disparo que matou o torcedor boliviano já se apresentou e, mesmo assim, os brasileiros, provavelmente inocentes, não foram liberados. As informações mais reservadas são as de que Evo Morales, o "querido Evo" de Lula, parceiro até na fantasia com folhas de "coca", está usando os torcedores como moeda de troca para retaliar a embaixada brasileira em La Paz, onde está refugiado o senador oposicionista Roger Pinto Molina, perseguido pelo governo boliviano.
Ocupados com as opiniões do pastor Feliciano sobre o casamento gay, seguindo bovinamente a pauta petista, os brasileiros estão se lixando para a vida daqueles rapazes. Nem mesmo os milhões de corintianos se preocupam com eles.
Porém, o mais escandaloso é o silêncio do governo Dilma e, principalmente do Camisa DEZ "honoris causa" do time, como lembrou o blogueiro Ferra Mula, que parece mais interessado em beneficiar empreiteiras do que interceder pelos corintianos.

Parabenizo um torcedor autêntico, não alguém que escolhe um time apenas com a intenção de caçar votos, e, acima de tudo, um cidadão sensível aos problemas enfrentados pelos brasileiros, seja qual for a circunstância. 

O senador Álvaro Dias não desiste de nosso povo, mesmo que o brasileiro já tenha praticamente desistido de buscar um país melhor.

Conformado com as facilidades para o consumo, nosso povo não se importa se paga muito mais do que deveria porque é estimulado a comprar sem critério, sem responsabilidade. Não vemos pessoas reclamando da inflação que dispara, poucos se incomodam com os impostos abusivos nem reclamam dos salários mais baixos do planeta, como também poucos brasileiros ligam para o mau uso do nosso dinheiro, como acontece nos esquemas de corrupção. Os descalabros desse desgoverno, há mais de dez anos no poder, não afetam as pessoas, que nem percebem mais se dói no bolso. 

O único BEM que ainda pode sensibilizar nosso povo, se estiver em risco, é a vida humana, e é isso que está em jogo com os torcedores presos na Bolívia onde tudo pode acontecer, sob o silêncio complacente da presidente Dilma e do suposto corintiano Luiz Inácio.

Veja trechos da audiência pública de ontem no Senado com os questionamentos do senador Alvaro Dias (PSDB/PR) ao ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota:

quinta-feira, 4 de abril de 2013

LULA CAMISA 10 DO CORINTHIANS

No blog do Ferra Mula

Não vamos falar  dos  corintianos presos, mas sim de  12  brasileiros detidos  pela  polícia bolivariana.
Não vou tomar a defesa desses caras não, hoje  assisti aquele  marginalzinho  que  assumiu a culpa  fazendo  gestos  obscenos para a reportagem da TV.

O problema é o  seguinte, onde estão a diplomacia  brasileira, embaixador, cônsul, itamarati (MINÚSCULO mesmo) e o  torcedor  número  um do  curingão, amigão  do  cocaleiro bolivariano (Que phodeo com a PETROBRÁS), LULA DA SILVA O CAMISA 10 DO CORINTHIANS, que  não tem moral  para  peitar  e pedir  a  liberação dos  brasileiros? Está  muito  ocupado  com seus "pobremas particulares".


Porque não agem  com a  mesma destreza  com que agiram   na  prisão  e deportação  dos  atletas cubanos?
Cadê a solidariedade da fiel torcida que não  se  manifesta?
Ah!!! Vão fazer  uma  partida amistosa com renda  para a  família da vitima? Legal.
Enquanto isso  os 12  idiotas  continuam presos  sem assistência de  um advogado pelo menos. (desculpem-me se  estiver enganado).

NÃO FOI ACIDENTE



O MASCATE

É
 impressionante o quanto o povo da Pocilga é solidário quando se trata de fazer de conta que ajuda alguém.
Ficar enviando roupa velha para desabrigado de chuva é o mais cômodo modo de mudar o nada.

Faz mais de ano que tem uma campanha na rede para angariar um milhão e meio de assinaturas com a intenção de mudanças mais radicais no código de trânsito. Coisa do tipo, penas mais pesadas para os cretinos que enchem o fucinho de cachaça e saem dirigindo e provocando mortes de inocentes.

Um milhão e meio de assinaturas é coisa para se conseguir em um dia. Afinal, nos paredões do BBB, a Rede Globo fatura pesado em cima de trinta, quarenta milhões de votos, sejam por telefone, ou via internet.

É muito interessante ver como o Brasuca médio, aquele que passa boa parte do horário nobre de cara colada na TV sendo alienado por novelas ou programas de gosto duvidoso não é solidário.

Mais de um ano de campanha e nem chegaram a um milhão de votos. E muita gente que não votou fica no Twitter, ou no Feicebuqui querendo derrubar o governo e metendo o pau nos políticos.

Falta engajamento cultural. Muita gente não votou porque na hora que está na página do "Não foi acidente" e tenta votar, percebe que tem que ter o título de eleitor em mãos. E levantar da cadeira e ir buscar o título da um trabalhão danado, então, o civilizado cidadão, sai da página e vai brincar de protestar no Feicebuque.

A lei da ficha limpa também se arrastou por um longo período até que chegasse ao número de assinaturas necessárias para que virasse projeto popular e fosse parar no congresso. 
Deu no que deu, muito picareta não poderá mais sair candidato, uma limpeza mínima, mas, um enorme começo pela moralização da política Tupiniquim. Pena que ficou só nisso.

Agora, no Não foi acidente, tem muita gente que não quer punições maiores e mais pesadas para crimes de trânsito, justamente por ainda manter a cultura de beber e dirigir, um hábito que está no DNA do povo da Pocilga. É a mesma coisa do espertão que passa por uma blitz da polícia e sai pelas redes sociais mandando mensagens para os amigos avisando que em tal lugar está acontecendo uma Blitz.
Resultado, todos os que estão em situação irregular evitam aquele caminho, sejam simples bêbados ou ladrões de veículos e sequestradores relâmpago. 

Essa odiosa esperteza do povo não passa de uma puta patetice, fazem de tudo para tapear a polícia e infringir as leis batendo no peito sua malandragem. Mas na hora que o bicho pega, são os primeiros a pedir socorro para a mesma polícia que até algumas horas atrás tentavam fazer de trouxa. 

Vejo o esforço de uma parte dos Faicebuqueiros em bater sem parar no Deputado Pastor presidente da comissão dos direitos dusmanos, Marcos Feliciano, um modismo momentâneo e pouco eficiente, mas bovinamente e politicamente correto, o revolta do cidadão quer por que quer que o pastor seja defenestrado do cargo, uma vez que ele afrontou os coitadinhos dos homossexuais. E com coisas mais sérias do tipo do Não foi acidente, os "cidadãos" não participam.
Neste Brasil, não dá para levarmos as redes sociais a sério, tudo não passa de nada e o vazio nas propostas de momento são tão inúteis que chegam a ser dignas de um tratado sobre psiquiatria.

Eu passei algumas semanas no Twitter postando TODOS os dias na time line a página do Não foi acidente junto com o link, naquelas semanas chegou a quinhentas mil assinaturas, e de lá para cá o movimento só fez se arrastar, pois o politicamente correto na cabeça de bagre de parcela da população é fazer movimentos bobinhos contra assuntos polêmicos mas, que estejam dando "ibope", e que de nada mudam a nossas vidas. 
E coisas realmente importantes são relegadas a segundo plano, ou simplesmente e convenientemente esquecidas.

E eu volto a cantar...
EHHH Ô Ô...VIDA DE GADO...

Ou, para quem quiser assinar, AQUI.

COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS, PRESIDIDA POR FELICIANO, REPUDIA HOMOFOBIA DE ALIADO DO PT





A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, presidida pelo deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP), acusado por ativistas de movimentos sociais de ser homofóbico e racista, aprovou ontem uma moção de repúdio ao "comportamento homofóbico" do presidente em exercício da Venezuela, Nicolás Maduro. 

Em discurso no mês passado, Maduro disparou: "Eu, sim, tenho mulher, escutaram? Eu gosto de mulheres". 

A afirmação dele, seguida por um beijo em sua mulher, foi interpretada como uma insinuação sobre a sexualidade de seu adversário nas eleições presidenciais venezuelanas, Henrique Capriles, que é solteiro. 

Maduro já havia chamado Capriles de "maricón" (gay) no ano passado, o que provocou protestos de ativistas. As eleições no país ocorrem no próximo dia 14.

(Folha de São Paulo)

O MOMENTO É DE COOPTAÇÃO DE CERTOS GRUPOS PARA GARANTIR O PODER NAS URNAS, E DEPOIS?

Abaixo, texto que esfrega na cara de certa militância e das "marias-vão-com-as-outras" quem são, na verdade, os homofóbicos que incitam o ódio contra os gays.

Um deles tem até vídeo de Lula em sua campanha, o chavista Maduro, da Venezuela.

O candidato da oposição, Capriles 40 anos, é solteiro. Em 2012, Maduro já o havia chamado de “maricón” (bicha) e agora se refere a ele como “senhorito”.

O próprio Lula já fez comentário homofóbico, segundo os critérios dos ditos "progressistas".



Outra campanha homofóbica foi a de Marta Suplicy contra seu concorrente, em 2008, Gilberto Kassab:



Abaixo, outros casos de perseguição e pena de morte aos gays por companheiros de Lula, Dilma e cia.

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Deputado evangélico consegue aprovar moção de repúdio a ditador da Venezuela por homofobia. Ou? Cadê Jean Wyllys? Cadê os outros esquerdistas da comissão? Por que nunca protestaram contra os homofóbicos islâmicos ou de esquerda?


Reinaldo Azevedo

O deputado João Campos (PSDB-GO), que é evangélico, propôs uma moção de repúdio, informa Gabriel Castro na VEJA.com, ao ditador da Venezuela, Nicolás Maduro (sim, ele é um ditador!) por conta de declarações escancaradamente homofóbicas. Maduro passou a espalhar que seu adversário na eleição presidencial, Henrique Caprilles, é gay. Num de seus comícios, ao lado da mulher, mandou bala: “Eu, sim, tenho mulher, escutaram? Eu gosto de mulheres”.

Alguém se opor ao casamento gay é mero exercício de opinião, especialmente quando, como é o caso do deputado Marco Feliciano (PSC-S), nada pode fazer a respeito. O Supremo já tomou uma decisão. O casamento é um jeito que a sociedade encontrou de organizar a família. Há quem entenda — é a maioria da sociedade brasileira — que deva ser constituído de homem e mulher. Há os que divergem. Mesmo sendo minoria, os divergentes venceram o embate. Agora, o que resta é só intolerância com quem não concorda com eles.

Muito bem! Os direitos essenciais da cidadania política têm um status superior. Afirmar que alguém não pode disputar um cargo público porque é gay caracteriza, sim, homofobia. Há mais: as leis, também as venezuelanas, não preveem essa restrição. Quando Maduro afirma que Caprilles não pode ser presidente porque não tem mulher — sugerindo que o adversário é homossexual —, está alimentando uma forma odienta de discriminação.

E o que as nossas valorosas esquerdas fizeram a respeito? Nada!

Toda aquela gente que passou a promover baderna na Câmara — muitos deles funcionários de deputados do PT e do PSOL, pagos com dinheiro público — não deu a menor pelota para o assunto.

Ao contrário: está com o chavismo e não abre! Se é para combater “a direita”, os nossos “progressistas” podem se juntar, eventualmente, a homofóbicos.

O marqueteiro de Maduro é João Santana, homem do PT. Em 2008, na disputa de Marta Suplicy com Gilberto Kassab, ele levou ao ar a pergunta: “Kassab é casado? Tem filhos?”

Sabem o que fez o sindicalismo gay? Ficou de boca fechada.

“Ah, a moção proposta por um deputado evangélico é apenas uma provocação”, poderia dizer alguém. Ainda que fosse. Por que ela não foi proposta por petistas e psolistas? Sim, meus caros, há sete petistas lá: Érika Kokay, Domingos Dutra, Nilmário Miranda, Padre Ton, Janete Rocha Pietá, Luiz Couto e Vicentinho. Há ainda dois representantes do PSOL: além de Jean Wyllys, Chico Alencar.

Uau! Nove “progressistas” reunidos não tiveram o bom senso, já que tão amantes da causa, de propor ao menos uma moção de repúdio? Não! Por que não? Porque são todos filobolivarianos, ora essa! Nenhum país latino-americano, diga-se, perseguiu tanto os gays como Cuba. Vejam, a título de ilustração, o bom filme “Antes que Anoiteça”, de Julian Schnabel, que conta a história do escritor Reinaldo Arenas, implacavelmente perseguido na ilha porque era… gay! Ainda hoje os homossexuais são tratados como lixo em Cuba.

Quando é que se ouviu uma palavra desses “progressistas” que querem rasgar a Constituição e o Regimento da Câmara para tirar de lá, n o grito, o deputado Feliciano? Nunca! Entrei no site Jean Wyllys para ver se ele havia se manifestado sobre as declarações de Maduro. Nada! Não há uma vírgula.

“Os brasileiros não têm de se meter em assuntos externos; basta que tratem dos assuntos internos”, poder-se-ia objetar. Uma ova! Os petistas que estão na comissão — e, por meio do silêncio, também os psolistas — assistiram inermes aos abraços calorosos de Lula com Mahmoud Ahmadinejad, aquele que já declarou que não há homossexuais no Irã porque isso é coisa da decadência ocidental.

Talvez pudesse mesmo haver mais sem o regime dos aiatolás: muitos gays foram condenados à morte, pendurados em guindastes, em praças públicas.

Há uma gigantesca diferença entre se opor ao casamento gay porque se tem uma concepção de família incompatível com essa conformação ou combater o tal PLC 122 (eivado de absurdos) e promover a perseguição aberta, escancarada, metódica aos gays. Os esquerdistas que estão na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara são coniventes, por seu aplauso ou por seu silêncio, com regimes que perseguem e matam homossexuais — ou que anunciam, em palanque, que eles não podem exercer cargos públicos em razão de sua condição.

É convicção?

Então resta a pergunta? É a convicção que move a gritaria e o linchamento no Brasil? Não! É o oportunismo. Na madrugada, escreverei um texto demonstrando que algo mais está em jogo nesse embate — e até esquerdistas admitem que a questão de gênero é, no fundo, mero pretexto para uma outra batalha.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

MEDICINA DA MORTE

Carlos Alberto Di Franco

Título forte, polêmico? Não, caro leitor. É a expressão concreta do sentimento de milhões de brasileiros diante de recente proposta feita pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para a liberação do aborto até a 12ª semana de gestação.

O presidente do CFM, Roberto D’Ávila, na defesa de uma decisão que está em rota de colisão com a ética médica, esgrime argumentos que não param em pé. “Vivemos em um Estado laico. Seria ótimo que as decisões fossem adotadas de acordo com o que a sociedade quer e não com o que alguns grupos permitem.” A estratégia de empurrar os defensores da vida para o córner do fundamentalismo religioso já não cola.

Um embrião e um feto (e querem promover o aborto no terceiro mês da gravidez) são também uma pessoa, tanto do ponto de vista científico como filosófico. É falsa a afirmação de que o feto faz parte do corpo da mãe, e de que a mãe pode abortar por ter direito sobre o seu próprio corpo.

Na verdade, a mãe é a hospedeira, protetora e nutriz de um novo ser diferente dela, um outro indivíduo. Biologicamente, o ser que está aconchegado dentro da mãe é idêntico ao que estará sentado no seu colo com três meses ou à mesa com ela quando tiver 15, 20 ou 50 anos de idade.

O embrião é distinto de qualquer célula do pai ou da mãe; em sua estrutura genética, é “humano”, não um simples amontoado de células caóticas; e é um organismo completo, ainda que imaturo, que — se for protegido maternalmente de doenças e violência — se desenvolverá até o estágio maduro de um ser humano.

Quanto às decisões apoiadas em suposto “consenso por interesse”, é útil recordar que fruto dele foi a legislação que, durante séculos, definiu que uma raça ou um povo são legalmente infra-humanos e que, portanto, podem ser espoliados de direitos e tratados como “coisas”, também para benéficas experiências científicas: é o caso do apartheid dos negros na África do Sul e dos judeus aviltados e trucidados pela soberania “democrática” nazista.

O brasileiro é contra o aborto. Não se trata apenas de uma opinião, mas de um fato medido em sucessivas pesquisas de opinião. O CFM, representando uma minoria, está promovendo uma ação nitidamente antidemocrática.

Não obstante a força do marketing emocional que apoia as campanhas pró-aborto, é preocupante o veneno antidemocrático que está no fundo dos slogans abortistas.

Não se compreende de que modo obteremos uma sociedade mais justa e digna para seres humanos (os adultos) por meio da morte de outros (as crianças não nascidas).

Não sei como o CFM consegue articular sua proposta pró-aborto com o juramento hipocrático. A posição da atual diretoria do Conselho, tal como amplamente veiculada, não parece condizer com o compromisso sobre o qual todos os médicos algum dia juraram. Não creio que o Conselho represente o pensamento daqueles que, um dia, prometeram se empenhar na defesa da vida.
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Carlos Alberto Di Franco, diretor do Departamento de Comunicação do Instituto Internacional de Ciência Sociais – IICS (www.iics.edu.br) e doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra, é diretor da Di Franco – Consultoria em Estratégia de Mídia