segunda-feira, 8 de abril de 2013

PREÇOS DE ALIMENTOS DESPENCAM EM TODOS OS PAÍSES DO MUNDO. NO BRASIL, PREÇOS DISPARAM




Alimentos têm deflação global, mas sobem no País

Índices da FAO apontam que desde outubro de 2012 preços vêm caindo e acumulam deflação de 2,6%; já no Brasil, subiram 5,5%

Considerado um dos celeiros do mundo, o Brasil tem vivido uma situação inusitada nos últimos meses. Enquanto os alimentos ficaram mais baratos no exterior desde o ano passado, o preço da comida brasileira está na contramão e sobe sem parar há 19 meses.
Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês) mostram que, globalmente, os alimentos têm queda consecutiva desde outubro de 2012 e acumulam deflação de 2,6% no período. No Brasil, ao contrário, os preços ao consumidor subiram 5,5%.
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Na mesa do consumidor brasileiro, ao contrário, nada mudou e a inflação segue firme a tendência de alta. Ou seja, a queda dos preços internacionais - verificada nas commodities como soja, milho, café e carnes - ficou em algum lugar até chegar à casa do consumidor.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) mostram que os preços do grupo Alimentação e Bebidas têm subido todos os meses desde agosto de 2011, conforme a série dessazonalizada. Nesse período, a inflação da comida avançou nada desprezíveis 16,5% ou mais de três vezes a meta de inflação perseguida pelo Banco Central. No índice medido pela FAO, o mundo é completamente diferente: deflação acumulada de 9% nos mesmos 19 meses.
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ERENICE MAIS PODEROSA DO QUE NUNCA! Ninguém vaia, ninguém protesta, ninguém dá selinho…

Erenice, ex-braço-direito de Dilma, demitida por causa de lambanças da Casa Civil, está de volta. E continua poderosa! 

Reinaldo Azevedo

Erenice, demitida da Casa Civil depois de um escândalo, torna-se poderosa lobista e já segue agenda de Dilma 
(foto: Dida Sampaio/13.07.2010/Estadão Conteúdo)


No Brasil em que um deputado evangélico se transforma no inimigo público nº 1 da imprensa e dos descolados — ele pode não ser a voz de Deus, mas os que querem linchá-lo não são a voz do povo! — porque é contra o casamento gay (“Oh! Como pode? Que escândalo!”), os que trataram e tratam os cofres públicos como se fossem assunto privado não têm com que se preocupar. 
Vejam lá João Paulo Cunha e José Genoino, condenados e cassados (questão de tempo), na Comissão de Constituição de Justiça. São tratados pelo jornalismo como príncipes, como pensadores. 
Setenta e três milhões de reais só do Banco do Brasil foram para o ralo dos larápios. Mas Genoino diz que não houve dinheiro público naquela sem-vergonhice. Nem Ricardo Lewandowski acreditou. 
Assim, não é de estranhar que Erenice Guerra — ex-braço-direito da então ministra Dilma e depois ela própria chefe da Casa Civil, demitida na esteira de um escândalo — esteja de volta. E mais poderosa do que nunca!
Reportagem publicada na edição de VEJA desta semana mostra que Erenice montou um escritório de lobby numa mansão de Brasília, desfila num carrão avaliado em R$ 200 mil, reúne-se com empresários e agentes públicos e continua, atenção!, INFLUENTE NO PALÁCIO DO PLANALTO. Mais do que isso: ela lida também com questões que dizem respeito à campanha eleitoral de 2014.
Não é a primeira que foi defenestrada do governo e que volta com força. Dilma devolveu os ministérios do Trabalho e dos Transportes a prepostos dos ex-ministros Carlos Lupi e Alfredo Nascimento, respectivamente. Os dois saíram do governo tangidos por escândalos. Como Dilma quer contar com o PDT e com PR na eleição do ano que vem, como quer o seu tempo de TV, fez o que estava a seu alcance para contentar as duas legendas: entregou-lhes cargos públicos; deu-lhes uma fatia da administração. Eles, naturalmente, ficaram gratos, vão apoiar a campanha pela reeleição de Dilma e dirão que o fazem em defesa do povo.
Como só um homem mexe com o senso de justiça da imprensa — Marco Feliciano! —, essas negociações, assim, meio pornôs no que respeita à moralidade pública, foram feitas a céu aberto. Ninguém espera que o PDT ou o PR apresentem uma bula de princípios éticos para Dilma, não é mesmo?
Com Erenice, no entanto, é um pouco diferente. Ela não tem votos no Congresso nem tem minutos na TV. Mas, pelo visto, tem um lugar no coração de Dilma. Na Casa Civil, conheceu as entranhas do Palácio. Voltou, assim, meio nas sombras, mas atuando já nas altas esferas. Leiam trechos da Reportagem de Rodrigo Rangel e Adriano Ceolin. Volto em seguida.
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Braço-direito de Dilma no governo passado, Erenice foi demitida em setembro de 2010, duas semanas antes da eleição, depois de VEJA revelar que ela integrava um bem articulado esquema de corrupção montado no Palácio do Planalto. Com a vitória de Dilma, reconstruiu a carreira longe dos holofotes. Hoje, ela atua como lobista de sucesso – que recebe em seu escritório autoridades de primeiro escalão para negociar projetos bilionários — e participa até mesmo das articulações eleitorais em curso. Na semana passada, Erenice esteve em Fortaleza com Dilma e a comitiva da presidente, que cumpriu agenda oficial na cidade. Erenice se hospedou no mesmo hotel reservado para a equipe presidencial e agiu como se ainda fosse, formalmente, uma das estrelas do time. Ela conversou com políticos e cobrou deles empenho na campanha pela reeleição da petista. Apresentou-se sempre como uma interlocutora do Planalto e quis saber quem simpatizava com Eduardo Campos (PSB), o aliado que pode virar adversário na corrida presidencial. Há mais do que mera lealdade à amiga Dilma nesse tipo de trabalho. Há. isso sim, uma boa dose de estratégia comercial. Erenice ganha para fazer lobby de interesses privados junto ao governo do PT, no qual tem uma extensa rede de contatos.
No Ceará, a ex-ministra teve uma audiência com o vice-governador Domingos Filho (PMDB) para tratar de um projeto de exploração de energia solar tocado no estado pelo empresário Eike Batista. Mas a base de operações dela é mesmo em Brasília, numa luxuosa casa no Lago Sul, um dos endereços mais exclusivos da capital. Ali, funciona o escritório Guerra Advogados Associados, que Erenice mantém em sociedade com os irmãos. O escritório é de advocacia apenas no nome. Erenice não aparece como advogada em nenhum processo novo sequer, nem na Justiça local nem nos tribunais superiores de Brasília. Não sem razão. A especialidade da casa é outra: fazer lobby. Utilizando-se das boas relações que tem no governo federal e entre políticos petistas e de partidos aliados, Erenice bajula e é bajulada por autoridades — de senadores da República a funcionários do alto escalão do governo — e fecha negócios valiosos envolvendo o setor público. Na quarta-feira, ela recebeu o secretário executivo do Ministério da Previdência, o petista Carlos Gabas. “Foi um almoço de amigos. Conversamos sobre a vida e o que estamos fazendo para manter nossa sanidade mental”, disse Gabas, que chegou ao escritório em carro oficial e é quem manda de fato na pasta. “Até onde eu sei, nada foi provado contra ela.” Não é bem assim.
No Ministério Público, após uma investigação sumária e repleta de falhas, o procedimento destinado a apurar as peripécias da ex-ministra de fato foi arquivado. Mas um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), órgão do próprio governo, acusou Erenice de irregularidades graves quando esteve no comando da Casa Civil. Entre elas, ter usado o cargo para viabilizar negócios de empresas que contratavam os serviços de consultoria de seu filho Israel. Erenice agiu ainda para favorecer a Unicel, companhia de telefonia que tinha seu marido, José Roberto Camargo, como representante. Esse lobby rendeu frutos num primeiro momento, mas o grande negócio — que era a venda da Unicel para a Nextel – foi barrado pela Anatel depois de revelado por VEJA.
(…)
Voltei
Este blog publicou com exclusividade, no dia 1º de novembro do ano passado, a operação que havia sido montada para vender a Unicel, uma empresa falida, à Nextel. Curiosamente, informei então, coisas desse fantástico mundo das coincidências em que transitam os petistas, a Nextel estava sendo beneficiada por uma decisão da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) que tinha tido o dedo — ou a mão inteira — de Erenice. A operação de compra e venda transitava na surdina. Revelada, a Anatel teve de intervir e impediu a operação. Legalmente ao menos, com certeza, ela não se realizou…
Encerro
Convenham, não é? O Brasil tem coisas mais importantes e urgentes, como punir as pessoas por delito de opinião.

O PROFETA DA INTOLERÂNCIA E DO ÓDIO

Ruy Fabiano

Crime de incentivo ao ódio – mais adequado que “fobia”, que indica apenas medo ou aversão a alguma coisa - não é seguramente o que o deputado-pastor Marco Feliciano praticou. Mas é o que a militância tem praticado contra ele.

Feliciano, por mais despropositados que se considerem os seus conceitos, não fez mais que emiti-los a título de opinião: é contra o casamento gay e considera o homossexualismo uma prática condenável do ponto de vista moral e religioso.

Crime de opinião? Ora, isso não existe em democracia, que permite que cada qual tenha a sua e a emita, seja majoritária ou não, razoável ou não. É apenas uma opinião.

Incitação ao ódio é outra coisa. E é exatamente o que a militância anti-Feliciano tem feito. Em vez de enfrentá-lo no terreno em que se sentiu desmerecida – o do debate -, optou pelo linchamento público.
Até o seu local de trabalho, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, foi invadido e ele fisicamente ameaçado, além de alvo de múltiplos impropérios.

E há ainda as redes sociais, onde o que se diz de mais ameno contra ele é que seria o próprio Satanás. Lá, sim, há abundantes incitações ao ódio e à violência física contra o deputado-pastor - e não há quem se escandalize com isso.

Isso, sim, é crime – e ultrapassa em léguas a liberdade de expressão.


Mas o que interessa aqui não é a figura de Feliciano. A rigor, é o que menos importa, pois ele é simplesmente a bola da vez, que já foi a blogueira cubana Yoani Sánchez e amanhã pode ser qualquer um que divirja de uma palavra de ordem da militância.
A tentativa de puni-lo põe em risco não apenas a liberdade de expressão, mas também a liberdade religiosa.

As práticas que Feliciano condenou são também condenadas – e pelas mesmas razões, ainda que eventualmente emitidas com palavras mais sofisticadas – pelas três maiores religiões monoteístas do planeta: judaísmo, cristianismo e islamismo.

Por que a militância não bate às portas desses templos para transmitir o mesmo repúdio que reserva a Feliciano? Por que não prepara, para julho próximo, quando da visita ao Rio do papa Francisco, recepção equivalente, já que ele endossa os fundamentos que estão sendo rejeitados?
Simples: porque as agressões a Feliciano servem a vários propósitos colaterais – e ele, além disso, é um alvo indefeso.
Não se trata apenas de repudiar suas opiniões, que, antes do linchamento em curso, chegavam a pouca gente, mesmo dentro da comunidade evangélica.
Ele se tornou cortina de fumaça para ocultar a presença – essa, sim, escandalosa – de dois condenados em última instância pelo STF, na linha de frente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, a mais importante do Legislativo: João Paulo Cunha (presidente) e José Genoíno, ambos do PT.
(...)

Por fim, convém lembrar que há um profeta pouco valorizado (o que é uma injustiça) dentro do Palácio do Planalto: o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.
Ano passado, ele fez duas previsões já materializadas: que, em 2013, “o bicho vai pegar” e que o PT começará a romper com os evangélicos, até aqui um de seus mais importantes redutos eleitorais. Pois é. Que novas surpresas nos reserva a agenda de 2013?

Leia mais em O profeta Gilberto Carvalho

PATRIOTADAS

Mary Zaidan

O governo norte-coreano informou sexta-feira que não poderá garantir a segurança de representações diplomáticas instaladas na capital Pyongyang. De pronto, o Brasil decidiu não fechar a embaixada que nem aberta deveria ter sido.

Pelo menos é o que se depreende da fala do ministro das Relações Exteriores Antônio Patriota ao tentar explicar a importância da presença brasileira em terras que sequer registram brasileiros residentes, e que, por ano, têm troca comercial irrisória, de pouco mais de R$ 370 milhões. Sem rir, disse que com a embaixada o Brasil passou a ter informações “de primeira mão”, deixando de depender da “imprensa ocidentalizada”.

Pelo jeito Patriota crê que a mídia não controlada do Ocidente é menos confiável do que as informações da ditadura de Kim Jong-un, que agora brinca de ameaçar o mundo com uma guerrinha nuclear. Deve achar normal também o Brasil ter instalado nos últimos 10 anos nada menos do que 62 embaixadas, boa parte em lugares exóticos como Tuvalu, com menos de 13 mil habitantes, Burkina, Butão, Samoa, Palau, Ilhas Fiji, Nauru e Névis.

Desde que Celso Amorim instituiu no Itamaraty a supremacia partidária acima das questões de Estado, a diplomacia brasileira caminha trôpega. Isso, quando caminha.

Laços fraternos com presidentes do Irã Mahmoud Ahmadinejad e da Síria Bashar al-Assad, erros crassos em Honduras, emissão farta de passaportes diplomáticos para amigos e familiares do ex-presidente Lula são algumas marcas de que Amorim deveria se envergonhar.

Com Dilma já eleita, enquanto 80 nações condenavam a lapidação, tendo como símbolo a iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, o Brasil postou-se junto aos progressistas Angola, Benin, Butão, Guatemala, Marrocos, Nigéria e Zâmbia, omitindo-se.
Patriota começou valente. Por um momento, até pareceu que corrigiria rumos. Mas qual o quê.


Na América do Sul, ficou de cócoras frente aos desmandos da argentina Cristina Kirchner, que continua a sobretaxar e a dificultar a entrada de produtos brasileiros em seu País. Faz vista grossa à falsa democracia venezuelana. E é incapaz de agir em defesa dos cidadãos brasileiros no exterior. Que o digam os 12 presos em regime fechado, há quase dois meses, acusados de forma genérica da morte de um jovem durante o jogo San José x Corintians, em Oruro, interior do País do amigo do peito Evo Morales, para quem Lula fez campanha.

Uma década de diplomacia esquizofrênica, expansionista, caríssima e nada eficaz. Que cada dia está mais distante dos fóruns que importam no mundo; que preferiu ser parceira do atraso. Mas isso é pura intriga da “imprensa ocidentalizada”.

domingo, 7 de abril de 2013

MAIS UM ESCÂNDALO DO PT: O MENSALÃO PARANAENSE

No blog do Claudio Humberto

PR: contratos milionários do governo com agência micro intrigam TCU e MPF

FotoA SEDE DA PEQUENA AGÊNCIA HEADS EM BRASÍLIA...
Foto
...E VARGAS, O AMIGO
O Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal reúnem elementos para investigar contas publicitárias milionárias, que têm sido entregues a uma pequena agência do Paraná, a Heads, em procedimento que um procurador da República, em declarações ao site Claudio Humberto, vê semelhanças com o esquema que levou a pequena agência mineira SMPB, de Marcos Valéio, conquistar ambicionados contratos no governo Lula, como no Banco do Brasil. 
Os contratos milionários da Heads eram atribuídas no mercado às influência dos poderosos ministros Paulo Bernardo (Comunicações) e Gleise Hoffmann (Casa Civil), o "casal 20", mas um ministro do TCU, advertido pelo procurador, disse ter recolhido informações indicando ser a pequena agência do Paraná ligada ao deputado André Vargas, presidente do PT-PR, muito influente no Palácio do Planalto e na direção nacional do partido. 
Até agora, a Heads ganhou contratos na BrasilCap e na BrasilPrev, empresas do Banco do Brasil, estas sem licitação, BB Seguros, além de empresas estatais como Petrobras e Embrapa e o Ministério do Trabalho, entre outros. No total, segundo estimativa do ministro do TCU ouvido pelo site, a minúscula Heads fatura por ano cerca de R$ 1,5 bilhão. TCU e MPF receberam dossiês alentados sobre as relações de Vargas com diretores dos órgãos federais e também com os respectivos chefes de comunicação que a contratam. O ministro e o procurador pediram para que suas identidades fossem preservadas para não prejudicar a apuração, em sua fase inicial.

Oito presidentes de comissões respondem a inquérito ou ação penal na Justiça

Levantamento do site “Congresso em Foco” mostra que oito presidentes de comissões na Câmara têm problemas na Justiça. Esses parlamentares dizem que os inquéritos são iniciados a pedido do Ministério Público, mesmo sem evidência de culpa, e se queixam de que acabam jogados no mesmo bolo dos réus em ações penais.

Na Câmara, dos 21 presidentes de comissões temáticas, quatro são réus em ações penais no STF, acusados de crimes de corrupção, contra a ordem tributária, formação de quadrilha e estelionato. Outros quatro presidentes de comissão respondem a inquéritos na Corte. O levantamento mostra que os oito respondem a 14 inquéritos e quatro ações penais, em investigações feitas a pedido da Procuradoria Geral da República.

Leia mais em O Globo.

FAXINA DE ARAQUE



Primeiro partido excluído da Esplanada na "faxina" de Dilma Rousseff em 2011, o PR recuperou o Ministério dos Transportes com a escolha de César Borges para comandar a pasta. É a segunda mudança neste ano que Dilma promove para tentar manter ao seu lado aliados para as eleições presidenciais de 2014.

Há duas semanas, ela também reabilitou ao primeiro escalão aliados do pedetista Carlos Lupi, que deixou o Ministério do Trabalho sob acusações de corrupção. Agora, a presidente traz de volta ao governo o PR de Alfredo Nascimento, primeiro ministro a cair na chamada "faxina ética" de Dilma.O nome de Borges foi uma imposição de Dilma ao PR, que tentou emplacar um político mais alinhado à cúpula da sigla.

Apesar disso, a legenda avalia estar contemplada com a nomeação, uma vez que foi acordado que o PR terá o poder de indicar cargos de direção e de interferir nas políticas da pasta, cujo orçamento total é de R$ 10 bilhões. Nascimento deixou os Transportes por suspeitas de corrupção em julho de 2011, quando caíram também outros 27 funcionários da pasta. À época, ele protestou contra o termo "faxina": "Não sou lixo, meu partido não é lixo."

Naquele ano, o próprio governo capitalizou o conceito de "limpeza ética" em favor da presidente, vinculando-a à intolerância com o "malfeito", termo usado por Dilma. Nascimento foi o cicerone do novo ministro ao gabinete presidencial.
(...)

A presidente fará mais mudanças de olho na reeleição. Em cerca de um mês, oficializará o vice-governador de São Paulo, Afif Domingos (PSD), para a pasta da Pequena e Micro Empresa. O futuro ministro é próximo a Gilberto Kassab, criador do PSD, que tem dito que a nomeação não é garantia de apoio no Congresso. Dilma pode ainda atender o PTB, que quer mais espaço.

(Folha de São Paulo)