quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

PETISTA DEBOCHADO É REU POR “CAIXA 2″ NO TRIBUNAL DE JOAQUIM

PETISTA ANDRÉ VARGAS (PR) RESPONDE POR “CAIXA 2″ NO STF DE JOAQUIM

Diário do Poder

deboche




Crítico do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) pelas condenações de seus colegas de partido no esquema do mensalão, o deputado André Vargas (PT-PR) é alvo de inquérito por suposto crime de caixa dois que pode lhe render, se condenado, até cinco anos de prisão, além de multa.
Vice-presidente da Câmara, Vargas aproveitou a presença do ministro Joaquim Barbosa em solenidade de reabertura dos trabalhos na Casa Legislativa para protestar em favor dos colegas José Genoino (condenado a 6 anos e 11 meses) e José Dirceu (condenado a 10 anos e 10 meses), repetindo o gesto do braço levantado com o punho cerrado que os dois fizeram ao se entregar em novembro.
O jornal O Estado de S. Paulo revelou, ainda, imagens de uma troca de mensagens entre Vargas e um interlocutor na qual ele expressa desejo de dar uma “cotovelada” no ministro, acomodado ao seu lado durante a cerimônia.
O processo que envolve Vargas foi aberto no STF no final do ano passado para investigar denúncia de que ele teria omitido da sua prestação de contas à Justiça Eleitoral a contratação de cabos eleitorais. “O inquérito é para apurar o artigo 350 do Código Eleitoral, o popular caixa dois”, confirmou o advogado de Vargas, Michel Saliba Oliveira. O artigo diz que é proibido “omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais.”
Vargas não admite a contratação dos cabos eleitorais. A defesa sustenta que o trabalho foi voluntário, o que não implicaria em remuneração. “Não há contrato de trabalho”, afirma seu advogado. A denúncia envolve cerca de 20 pessoas.
Em fevereiro deste ano, o STF autorizou a Polícia Federal a prosseguir nas investigações da denúncia. A assessoria do ministro Teori Zavascki, relator do processo, disse que não comenta o caso, embora não esteja sob sigilo.

TERROR: DILMA ATORMENTA EMBAIXADAS CORTANDO RECURSOS



A presidenta Dilma, que jamais escondeu sua aversão ao Itamaraty, agora atormenta representações diplomáticas no exterior cortando-lhes recursos para manutenção. Todas estão a pão e água, e algumas nem isso: a embaixada do Brasil em Londres já recebeu aviso de corte de água. Ao Itamaraty não resta alternativa senão aguardar, mas o governo garantiu que até sexta-feira (7) vai “regularizar a situação”. 

Várias embaixadas e consulados, principalmente as maiores, ficaram sem recursos para contas essenciais como água, luz e aquecimento.

A manutenção tem sido rateada pelos servidores. No duro inverno do hemisfério norte, impossível trabalhar (e até viver) sem aquecimento.

Leia na Coluna Cláudio Humberto.

FUGA PARA A LIBERDADE: CUBANA ABANDONA O ‘MAIS MÉDICOS’ E DECIDE PEDIR ASILO AO BRASIL

Por: Redação (Diário do Poder)





Uma médica cubana se refugiou nesta noite no gabinete da liderança do Democratas na Câmara dos Deputados, informou o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO).
Durante a sessão legislativa na noite desta terça-feira, 4, ele anunciou que a médica, cujo nome é Romana Matos Rodríguez, atendia no município de Pacajá (PA) e ganhava US$ 400 mensais
O governo brasileiro paga à ditadura cubana o equivalente a US$ 5 mil por médico que participa do programa, e fica com a maior parte do dinheiro, o que caracterizaria trabalho escravo.
A médica declarou ter decidido abandonar o programa ao descobrir que o salário pago aos profissionais de outras nacionalidades era de R$ 10 mil, valor que não teria sido informado pelas autoridades cubanas.
Segundo relato de Ramona, ela decidiu contatar a liderança do Democratas na Câmara depois de falar por telefone com uma amiga em Pacajá. Esta pessoa lhe teria dito que agentes da Polícia Federal estiveram na cidade paraense em busca de Ramona e também que o telefone da cubana estava grampeado. O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), que chegou a levar a médica cubana ao plenário da Casa para denunciar o que chamou de “uso de trabalho escravo” pelo programa, disse que Ramona vai ficar instalada dentro do gabinete da liderança do partido enquanto o governo não deliberar sobre o pedido de asilo. Ela também colocou o espaço da liderança “à disposição” de outros médicos cubanos que queiram se asilar.
Caiado surpreendeu o Plenário e deputados do PT chegaram a acionar de pronto o Ministério da Saúde para pedir mais informações. O próprio ministério foi pego desprevenido e enviou imediatamente assessores ao Legislativo.
Natural de Havana, Ramona Matos Rodríguez disse exercer a medicina há 27 anos, ter especialização em “medicina geral integral” e já ter participado de uma missão de médicos cubano à Bolívia. Ela levou à Câmara uma cópia do contrato para a sua atuação no Brasil. No documento, firmado entre Ramona e “La sociedad mercantil cubana Comercializadora de Servicios Médicos Cubanos” e com duração de três anos, Ramona aceitou ganhar o equivalente a US$ 400 mensais, depositados no Brasil, sendo que os demais US$ 600 seriam retidos em uma conta em Cuba. A médica cubana também alegou que recebia outros R$ 750 da prefeitura de Pacajá a título de auxílio alimentação e que a hospedagem era mantida pela administração municipal.
Ramona relatou ter chegado ao Brasil em outubro e ter participado, em Brasília, de um curso de capacitação do programa em suas primeiras semanas no País. Conheceu profissionais do Mais Médicos originários de locais como Argentina e Colômbia, momento em que tomou conhecimento do salário de R$ 10 mil pago pelo programa. “Em Cuba não se falou nada sobre isso. Me senti muito mal”, relatou Ramona em coletiva de imprensa na sala do DEM. Diante disso, e somado ao fato do alto custo de vida em Pacajá para a remuneração disponível pelo programa, Ramona disse ter decidido fugir. Ela conta ter uma filha em Cuba e afirma temer por possíveis represálias do regime castrista contra ela.
A médica cubana terá apoio jurídico para pedido de asilo político. Ramona fugiu no último sábado. Ela pediu ajuda ao deputado Ronaldo Caiado (GO) depois que obteve a informação de que a polícia federal esteve a sua procura e que seu telefone foi rastreado pela PF. O pedido de asilo será protocolado nesta quarta-feira (5/2) no Ministério da Justiça.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

AH! SE O BRASIL FOSSE UM PAÍS SÉRIO

Romeu Tuma Jr. no Roda Viva: era para a República vir abaixo se fosse um país sério!Rodrigo Constantino









Acabo de ver a entrevista com o ex-Secretário Nacional de Segurança do governo Lula, Romeu Tuma Jr., autor do best-seller Assassinato de Reputações. No livro, Tuminha, como gosta de ser chamado, faz várias acusações bombásticas, segundo ele uma peça de defesa após o PT iniciar sua máquina de triturar reputações contra sua pessoa.
A primeira pergunta, feita por Augusto Nunes, recebe uma resposta direta: não foi alvo de um único processo na Justiça até agora! Chama Lula de informante do DOPS; relata encontro com o ministro Gilberto Carvalho, em que este, chorando, teria confessado que realmente disse para familiares do ex-prefeito Celso Daniel que levava pessoalmente dinheiro de caixa dois para José Dirceu; afirma que o caso conhecido como “Rosegate”, envolvendo a “amiga íntima” de Lula, Rosemary Noronha, faria Hollywood parecer brincadeira; entre outras coisas. Mas ninguém o processou até agora.
Na entrevista, Tuminha praticamente clamou por isso. Disse que tem mais provas guardadas, que aceita fazer uma acareação com o ex-presidente Lula, que só não mostra tudo pois escreveu um livro, não um inquérito policial, que teria 4 mil páginas. E então? Alguém do PT vai processar Tuminha?
Em qualquer país sério, menos de 10% das denúncias de alguém que ocupou o cargo que Tuminha ocupou já faria a República balançar, e seria um escândalo de proporções gigantescas. Haveria muito mais investigação, os jornalistas sairiam em campo em massa, haveria pressão, perguntas incômodas.
O fato de não vermos nada disso demonstra o quanto vivemos em uma situação calamitosa. Para usar a expressão do próprio Tuminha, o Brasil já vive em um Estado Policial, com um aparelhamento da máquina e total instrumentalização da Polícia Federal para servir a um partido.
O relativo silêncio e a normalidade com a qual as denúncias de Tuminha foram recebidas é mesmo algo espantoso e assustador. Nas palavras de Tuminha:
A verdade nua e crua é que o governo – que se diz de esquerda, democrático, social, preocupado com os direitos humanos e que repudia a “ditadura” – tem sob seu comando uma polícia que grampeia as pessoas, seleciona trechos de conversas, pinça frases, descontextualiza diálogos, cria enredos e manda gente para a prisão por achismo e dedução.
Tuminha viu de dentro a podridão toda, foi alvo dela. Não vem ao caso, aqui, se sua própria reputação é totalmente ilibada ou não. Várias denúncias graves muitas vezes vêm de gente de dentro do esquema exposto. O relevante é o que está sendo dito, e por alguém que conheceu o funcionamento da coisa. Até quando o Brasil vai fingir que não ouviu nada? Que venha logo o segundo tomo, com novas denúncias e evidências, para ver se, desta vez, o país finalmente acorda…

ENTREVISTA BOMBÁSTICA

Augusto Nunes



Nesta segunda-feira, o advogado Romeu Tuma Junior, ex-secretário nacional de Justiça, reiterou as denúncias feitas no livro que escreveu em parceria com o jornalista Claudio Tognolli, ampliou o repertório de denúncias, exibiu provas até então inéditas e informou que já está produzindo o segundo tomo de Assassinato de Reputações — Um Crime de Estado.
A bancada de entrevistadores foi formada por Ricardo Setti (colunista do site de VEJA), Mario Cesar Carvalho (repórter especial da Folha), Eugênio Bucci (colunista do Estadão e da revista Época), Cristine Prestes (repórter freelancer especializada em assuntos jurídicos) e Fernando Gallo (repórter do Estadão).

O QUE O DESGOVERNO NÃO INVESTE EM SAÚDE, GASTA EM PROPAGANDA

Recorde – Gastos de publicidade do Ministério da Saúde chegaram a R$ 232 milhões em 2013

Por Johanna Nublat e Gustavo Patu, na Folha:
Antes de deixar o Ministério da Saúde para concorrer pelo PT ao governo paulista nas próximas eleições, Alexandre Padilha promoveu a maior alta dos gastos com publicidade da pasta desde o início do governo petista. As despesas alcançaram no ano passado R$ 232 milhões, com um crescimento de 19,7% acima da inflação sobre os desembolsos de 2012 — que já haviam crescido 18,6% sobre 2011. O ritmo de expansão desse biênio não tem paralelo em uma década, como mostram os dados do próprio ministério. O último registro de uma taxa de aumento expressivo aconteceu no ano eleitoral de 2006, quando os montantes envolvidos eram bem menores que os atuais.
Tecnicamente, quase todos os gastos com publicidade da Saúde são classificados como de utilidade pública. Entre os exemplos tradicionais estão as campanhas de vacinação contra a paralisia infantil e as de prevenção de doenças como a Aids e a dengue. No entanto, essa classificação de despesa também abriga a promoção de programas que estão entre as vitrines eleitorais do governo Dilma Rousseff e de Padilha, (...)

DILMA GASTA EM CUBA DINHEIRO QUE NEGA AOS BRASILEIROS

Contratos secretos com Cuba e Angola transferiram para os ditadores de estimação o dinheiro que falta aos portos do Brasil

Augusto Nunes

dilma-marielDilma Rousseff e Raúl Castro inauguram o Porto de Mariel

Em 3 de junho de 2009, já acumulando as atribuições de chefe da Casa Civil com os deveres de candidata de Lula à presidência da República, Dilma Rousseff jurou que o governo não gastaria um só tostão na reforma ou na construção de estádios. Os investimentos públicos seriam reservados a “obras de mobilidade urbana” que transformariam em miniaturas tropicais da Noruega as 12 cidades incluídas no roteiro da Copa do Mundo.
O desfile de tapeações foi encerrado com a louvação do deslumbramento sobre trilhos que desde 2007 só apita na imaginação de Dilma. “Nosso projeto é que o trem-bala esteja integralmente pronto em 2014 ou pelo menos o trecho entre Rio e São Paulo”, reincidiu a babá do Brasil Maravilha que Lula pariu. “Pretendemos ter os trens em funcionamento para a Copa, até porque esta é uma região muito importante em termos de movimentação na Copa”.
Passados quatro anos e meio, os estádios não param de sangrar cofres públicos, o trem-bala segue enfurnado na cabeça dos farsantes e os milagres de mobilidade urbana não desceram do palanque. Os metrôs subterrâneos, de superfície ou elevados, os trens metropolitanos com ar condicionado, o mundaréu de aeroportos, as rodovias de matar gringo de inveja ─ nada disso se tornou visível. A única obra de grande porte inaugurada pela presidente de um país cuja infraestrutura implora por socorros urgentes fica em Cuba.
Construído pela Odebrecht e financiado pelo BNDES, o porto de Mariel (cuja capacidade supera em 30% a de Suape) já engoliu 682 milhões de dólares subtraídos dos brasileiros que pagam impostos. Como Dilma desembarcou na ilha-presídio dos Irmãos Castro decidida a gastar por lá o dinheiro que falta aqui, os canteiros de obras no Caribe acabam de ser irrigados por mais 290 milhões de dólares. Vai chegando a 1 bilhão de dólares, portanto, a contribuição à modernização logística de Cuba que começou em 2008 (com a celebração do acordo inaugural entre o governo Lula e a ditadura castrista) e não tem prazo para terminar.
Foi doação ou empréstimo?, faz questão de saber o Brasil decente. Na primeira hipótese, como explicar tamanha generosidade com a velharia comunista devastada pela indigência econômica? Quem garante que a dívida não será perdoada pelo pobretão metido a novo-rico? Na segunda hipótese, em que condições foi concedido o empréstimo? Como e quando será quitado? Qual é a taxa de juros? Que precauções adotou o Brasil para zerar o risco do calote e prevenir atrasos no pagamento? Quais são as vantagens e contrapartidas capazes de justificar a gastança de dimensões escandalosas?
Se depender da seita que reza no altar de Fidel Castro e se ajoelha diante do mano Raúl, essas e outras zonas de sombras só serão dissipadas daqui a 13 anos. Isso porque em junho de 2012, um mês depois da entrada em vigor da Lei de Acesso à Informação, o companheiro Fernando Pimentel, um velho amigo de Dilma disfarçado de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, decretou que só em 2027 deixarão de ser secretos os contratos que envolvem o porto de Mariel.
O BNDES premiou numerosos países com financiamentos de bom tamanho. Mas apenas o papelório que detalha os negócios fechados com Cuba e Angola, controlada desde 1979 pelo ditador companheiro José Eduardo dos Santos, foi enterrado na tumba dos segredos de Estado. Os adjutórios repassados ao parceiro africano, oficialmente destinados a estimular a “importação de bens e serviços de empresas brasileiras”, já alcançam 5 bilhões de dólares.
O dinheiro desviado para as duas tiranias de estimação se aproxima dos 7 bilhões de dólares necessários para eliminar até 2024 as carências que acossam o porto de Santos, o maior da América Latina, responsável por 1/4 da balança comercial brasileira. A profundidade, por exemplo, precisa passar de 13 para 17 metros (Mariel já nasceu com 18 metros). Os 12 quilômetros de cais são cada vez mais acanhados para um movimento anual que em 2013 atingiu 114 milhões de toneladas. Enquanto filas monstruosas congestionam as imediações do porto de Santos, Mariel já conta com 12 quilômetros de ferrovias e 70 quilômetros de estradas pavimentadas com pista dupla.
A PEC 37, que pretendia reduzir os poderes investigativos do Ministério Público, foi prontamente arquivada pelo Congresso tão logo entrou na mira dos atos de protesto promovidos em junho passado. Vem aí uma segunda onda de protestos contra a gastança e a corrupção escancaradas pela Copa da Roubalheira. Para mostrar que os brasileiros não são um bando de idiotas, é preciso incorporar às palavras de ordem a quebra do sigilo dos contratos com Cuba e Angola.
Duas ou três manifestações de rua serão suficientes que se revogue, em regime de urgência urgentíssima, o segredo mais que suspeito. E então saberemos o que foi tramado pela turma que morre de saudade do Muro de Berlim.
filas-porto-santosO interminável congestionamento do Porto de Santos