sábado, 4 de outubro de 2014

HORA DE MUDAR A CARA DO BRASIL

Vamos devolver a alegria ao Brasil!
Chega de cara emburrada, mau-humor e grosseria!
Não é só a economia que precisa mudar, o estado de espírito também.


DILMA E O VOTO QUE VEM PELO CORREIO



:: O próprio PT filmou a prova do crime - mas não acredita nela. 

Por Sandro Vaia

“Isso é um absurdo, pô”.

Você pensa que a presidente da República está indignada com o aparelhamento e uso de uma empresa estatal para trabalhar na campanha de sua reeleição?

Nem que a vaca tussa. A presidente não está indignada com o fato, mas com a divulgação do fato, que ela atribui à “proximidade da eleição”. Mas nem é uma denúncia da oposição nem de seus adversários. É a exibição pura e simples de um vídeo onde um deputado petista se vangloria do “dedo forte dos petistas dos Correios” na virada das intenções de voto dos candidatos do partido a presidente e a governador.

No centro da mesa do evento filmado, impávido e colosso, o presidente da estatal, Wagner Pinheiro, que mais tarde divulgaria sua indefectível nota oficial desmentindo que os Correios estejam favorecendo alguém.

O PT costuma alegar “falta de provas” em qualquer caso de denúncia de malfeitos do partido, e pelo que se vê, o partido não aceita nem as provas que ele mesmo produz.

Assim realmente fica difícil cumprir uma das tarefas fundadoras do PT, que é a de empunhar a bandeira da ética na política. Não importa que a bandeira esteja um tanto esgarçada pelo mau uso que foi feito dela, desde que algumas pessoas ainda acreditem nela-ou pelo menos deixem de considerá-la importante, já que “todo mundo faz a mesma coisa, não é mesmo?”.

Mas se ninguém se incomoda em nivelar a prática política por baixo, nem mesmo o PT, que supostamente nasceu para nivelar por cima, será preciso acreditar em outra coisa, para diferenciar o partido dos outros.

A temporada festejada de inclusão social não teria começado sem a estabilidade econômica, e isso é consenso entre todos as pessoas sérias, e embora o PT tenha votado contra ela, se assenhorou de todos os frutos da árvore, que ele não só não ajudou a plantar, como apedrejou o quanto pôde.

Lula, o palanqueiro, disse em um comício recente, ao comentar as oscilações da Bolsa em função das pesquisas eleitorais, que ele “nunca pediu votos ao mercado”. Claro que a platéia que o ouvia pode ter ido ao delírio, porque a excitação coletiva com frases de efeito faz parte da prática populista, e ninguém naquele ambiente teria o mau gosto de lembrar que ele só ganhou as eleições de 2002 depois de acalmar o mercado com a “Carta ao Povo Brasileiro”, onde o programa do PT foi sepultado para descansar em paz.

Na propaganda eleitoral muito pouco fraterna, o PT destruiu a ex-companheira Marina, dedicando-lhe a acusação de “neoliberal”, que no dialeto das esquerdas pós-modernas é algo pior do que “lacaio do imperialismo” na segunda metade do século passado.

Não importa que não haja nenhuma semelhança entre o que o PT diz e o que ele faz. Afinal, a alma daquele partido que muitos idealistas adotaram por ser “diferente de tudo que está aí” já morreu e o corpo espera uma extrema unção digna.

DEBATE DA GLOBO, ADVERSÁRIAS CHUTARAM PARA AÉCIO MARCAR MUITOS GOLS

Debate da Globo: Aécio finalmente venceu de lavada. Veja vídeos e notas do último confronto do primeiro turno

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Os dois primeiros embates do candidato do PSDB, Aécio Neves, contra Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) no debate da TV Globo já mostraram que a noite era dele. Aécio começou afiado e detonou as duas adversárias sem a menor cerimônia – felizmente sem dar ouvidos àqueles que, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, pediam direta ou indiretamente que ele poupasse Marina, coisa de que este blog sempre discordou. Era mesmo necessário chegar com tudo, não só pelo velho ditado de que “a primeira impressão é a que fica”, mas também porque o debate começou tarde, por volta das 23 horas, e parte do público poderia dormir. (A audiência, no entanto, foi alta, com 19 pontos em média e picos de 30.)
Comentei o programa em tempo real no Facebook e no Twitter, com notinhas que seguem abaixo do vídeo completo, algumas já acompanhadas dos trechos correspondentes. Depois de uma campanha que, como tantas vezes esculhambei aqui, começou polida demais, como vinha sendo o PSDB nestes últimos 12 anos de governo petista, Aécio finalmente venceu de lavada. De quebra, ainda colocou Luciana Genro em seu devido lugar.
Independentemente do resultado das urnas no domingo, seu exemplo de personalidade nesta reta final após sofrer tantas pressões externas e internas para que desistisse de sua candidatura e/ou apoiasse Marina como um bom amarelão subserviente é digno dos aplausos que ele, de fato, recebeu no debate, após suas considerações finais.
No começo da noite, o Datafolha havia divulgado pesquisa em que Aécio já aparece tecnicamente empatado com a pessebista, com diferença de apenas 3 pontos, 2 a menos do que na anterior. Marina caiu 1, Aécio subiu 1, e o resultado é 24% a 21% das intenções de voto.
Veremos como ficará agora.
Aquecimento:
1) Dilma “propõe” pacote anticorrupção (que já tramitava no Congresso). Mas o melhor pacote anticorrupção para o Brasil é tirar o PT do poder.
2) Mais abuso do PT: Sindicato dos petroleiros, filiado à CUT, envia e-mail a funcionários da Petrobras pedindo votos em Dilma. O ato é ilegal.
3) PetrolãoCorreios, propaganda em Caixa e Petrobrasdiálogo com terror. Peraí. Não vai caber no debate da Globo. Melhor cancelar o Corujão.
4) Marina Silva, vitimizando-se quarta-feira na CNN: “Pessoas que têm a minha origem têm que provar o tempo todo que são inteligentes e competentes para assumir posições de liderança.” Mas diga, candidata: como não duvidar da sua inteligência se a senhora demorou 24 anos para notar (se é que notou) que o PT não presta?
5) Começou o debate na Globo‬. Dilma já está lendo as colinhas.
6) Aécio detona Dilma por Petrolão, uso eleitoral dos Correios e mentira sobre demissão de Paulo Roberto da Costa. Tudo numa só resposta. Boa!
7) Marina cinicamente igualou mensalão do PT, que comprou Congresso e resultou na prisão da alta cúpula do partido, a uma denúncia de Caixa 2. Aécio irritou e desconcertou a canditada pelo silêncio diante dos escândalos petistas. Começou muito bem ele! Pra cima delas!
7.1) Marina se faz de vítima do PT, mas usa contra Aécio argumento cínico dos petistas sobre mensalão, igualando o inigualável. Petismo sem cura.
8) Aécio não pretende privatizar a Petrobras, mas Dilma insiste nessa mentira, porque petista é assim: fatos não interessam. Só rótulos.
9) Aécio detonou Dilma por elogios ao diretor da Petrobras que foi parar na cadeia. Roubar, aliás, sempre rende elogio dos petistas. Vide mensaleiros.
10) ”Custo Brasil”, “logística”, “sistema tributário”, “oneroso”, “exequível”, “valor agregado”! Tudo isso que quase ninguém entende somado com Eduado Jorge, querendo uma boquinha no eventual governo Aécio. Que momento!
11) Marina diz que programa dela é muito parecido com o da socialista Luciana Genro! É isso aí que vocês querem pro Brasil? Que faaaaaase!
12) Aécio para Luciana Genro: “Você faz aqui o seu espetáculo. Não tem a menor conexão com a realidade.” [E continua a detoná-la na tréplica - veja:]
17) Aécio: “Dilma, se você nos brinda com essa piada de que a inflação está sob controle, deve estar satisfeita com o crescimento do país.” Boa!
18) ”Mudanças climáticas” estão acontecendo nas eleições. Aécio subiu a temperatura de sua campanha e detonou o “governo de improviso” de Dilma Rousseff. [1h36min]
19) Aécio para a “metamorfose ambulante” Marina: “Não bote palavras na minha boca. Quem muda de posição a todo momento não sou eu.”
20) Só em cabeça de marinista que uma listinha escrita de propostas (“muito parecida” com a de Genro) vale mais que um histórico de realizações.
21) Aécio também mostrou a omissão criminosa do governo Dilma nas fronteiras, por onde entram drogas que destroem as famílias do Brasil. E disse que terá uma posição altiva com governos de países produtores [parceiros do PT no Foro de São Paulo]. Lembrou ainda que a presidente prometera 14 VANTS (Veículos Aéreos Não Tripulados) e apenas dois estão em precário funcionamento. Ou três, acrescento, se contarmos com o cérebro de Dilma Rousseff.
22) Marina se gaba de ter posto no papel o que fala. E só sabe falar que fez isso. Parece que seu plano de governo é ter plano de governo.
23) Nas considerações finais, Aécio relembrou a avó e mulher do ex-presidente Tancredo Neves, Dona Risoleta, que citava a frase “A gratidão é a memória do coração” [atribuída ao filósofo grego Antístenes]. Gratidão, digo eu, que Dilma e Lula nunca tiveram com aqueles que lhes legaram o Plano Real (contra o qual os petistas lutaram, incluindo aí Marina), a estabilidade econômica, o Bolsa-Família. Coração de petista é assim: se existe, também não sabe de nada.
(...)

O MELHOR CANDIDATO, O MELHOR NOS DEBATES

Depois de ganhar o da Record, Aécio ganha o debate da Globo



Ricardo Noblat

Foi assim domingo último no debate entre os presidenciáveis promovido pela Rede Record de Televisão. E novamente foi assim, ontem à noite, no debate patrocinado pela Rede Globo de Televisão – o último do primeiro turno.

Aécio Neves, candidato do PSDB, ganhou com folga os dois debates. No da Record, ele enfrentou principalmente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição. No da Globo, mais à vontade, enfrentou Dilma e Marina de uma vez.

De dedo em riste, em um dos momentos mais tensos do debate, Aécio chamou de leviana a candidata do PSOL Luciana Genro. Acusou-a de não estar preparada para presidir o país. “Não me aponte o dedo”, reagiu Luciana. E o bate-boca terminou por aí.

No primeiro dos quatro blocos do debate, Aécio e Marina se confrontaram diretamente. Aécio lembrou que Marina era do PT quando estourou em 2005 o escândalo do mensalão. Marina deu o troco: disse que o mensalão do PSDB antecedeu o do PT.

Era visível a mágoa que Marina sente de Aécio. A amigos, ela confidenciou que jamais imaginou ver Aécio aliado de Dilma na tarefa de lhe fazer oposição. A certa altura do debate, Marina passou recibo de sua mágoa:

- Você falou que eu fui atacada injustamente pelo PT. Eu também fui atacada injustamente por Vossa Excelência, que pela primeira vez na história desse país se uniu com o PT para tentar me desconstituir.

O ponto alto do debate foi a troca de acusações entre Dilma e Aécio, que puxou o assunto da corrupção da Petrobras. Dilma valeu-se de uma cola para responder:

- Acho que corruptos há em todos os lugares. [...] E quero dizer uma coisa, não acredito que tenha alguém acima de corrupção. Acho que todo mundo pode cometer corrupção, as instituições é que têm que ser virtuosas e impedirem que isso ocorra.

Aécio sugeriu que Dilma mentiu ao dizer que Paulo Roberto da Costa, ex-diretor da Petrobras, foi demitido da empresa por ela. “Existe uma ata que prova que ele pediu demissão. E depois de roubar a Petrobras ainda saiu elogiado”, atacou Aécio.

Dilma leu uma declaração de Paulo Roberto onde ele disse que fora demitido pelo Ministro das Minas e Energia. Aécio não deixou por menos:

- Vocês entregaram a nossa maior empresa, e isso quem diz é a Polícia Federal, a uma quadrilha, a uma organização criminosa. O diretor está preso. Esse é o lado perverso do aparelhamento da máquina pública, a pior marca do governo do PT.

No meio do debate, pesquisas com grupos de eleitores bancadas pelo PT indicavam que Aécio estava sendo melhor avaliado. Ao fim do debate, era visível a frustração de assessores e correligionários de Marina com o fraco desempenho dela.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

CRIME ELEITORAL TAMBÉM NA PETROBRAS


O sindicato dos petroleiros enviou na manhã desta quinta-feira (2) um e-mail aos funcionários da Petrobras pedindo votos para a candidata do PT, Dilma Rousseff, na eleição presidencial de domingo (5). O assunto da mensagem eletrônica é "reeleger a presidente Dilma, prioridade para a classe trabalhadora!" e traz anexa uma cópia escaneada do jornal semanal da FUP (Federação Única dos Petroleiros). A entidade é filiada à CUT (Central Única dos Trabalhadores), reúne 14 sindicatos e representa mais de 150 mil trabalhadores.

Na publicação, a entidade diz que a eleição deste domingo contrapõe projetos antagônicos: o de Dilma, que "garante emprego e renda" e o da oposição que "reduz o Estado e favorece a terceirização". O texto termina convocando os petroleiros a "ocupar as ruas neste fim de semana e garantir a vitória de Dilma em primeiro turno".

Especialistas em legislação eleitoral ouvidos pela Folha afirmam que a conduta é ilegal e que cabem sanções à FUP e a Dilma. Pela lei, é vedado às entidades de classe ou sindicais fazerem propaganda eleitoral a partidos e candidatos. Ainda que a FUP seja um entidade de direito privado (ou seja, não recebe verba pública), o uso da estrutura sindical pode ser considerado abuso de poder econômico.

OUTRO LADO

"Nós estamos fazendo nosso papel como sindicato e nos posicionando no processo eleitoral. A categoria sabe o que passou no governo FHC", diz José Maria Rangel, coordenador geral da FUP. Ele frisa que o jornal é enviado aos funcionários semanalmente. Procurada, a Petrobras não respondeu até o fechamento dessa matéria. A empresa, no entanto, não tem como controlar o que é enviado pelo sindicato. Segundo a Folha apurou, o e-mail gerou indignação internamente entre os funcionários que não apoiam Dilma. 

(Folha Poder)

USO CRIMINOSO DOS CORREIOS







Veja

Depois de anunciar que acionarão a Justiça por uma investigação rigorosa sobre indícios da utilização dos Correios em benefício da campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, e o candidato tucano ao governo de Minas Gerais, Pimenta da Veiga, começaram a reunir provas para pedir a cassação dos registros de candidatura da petista e do candidato do PT ao governo de Minas, Fernando Pimentel.

Os tucanos vão recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um pedido de investigação judicial eleitoral e ao Ministério Público Federal para que as duas instituições apurem se os Correios boicotaram deliberadamente o envio de malotes de campanha de Aécio como forma de favorecer a presidente-candidata na corrida presidencial.

As denúncias levantadas pelos tucanos levam em conta depoimentos de eleitores que não receberam material de campanha de Aécio mesmo após o candidato ter contratado o serviço, no dia 25 de agosto. Neste contrato, estava prevista a distribuição de 5.634.000 santinhos de Aécio no interior de Minas, base de apoio do candidato e colégio eleitoral considerado prioritário para a candidatura tucana. Pelo documento, os kits de campanha deveriam ser entregues até o dia 10 de setembro e, em alguns casos, a 100% da população de cidades pequenas e médias em Minas, como o município de Esmeraldas, com cerca de 60.000 habitantes.

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APARELHAMENTO DOS PETISTAS NOS CORREIOS


A presidente Dilma Rousseff classificou como "um absurdo" a denúncia apresentada pelo jornal O Estado de S. Paulo, que apresentou vídeo mostrando o deputado estadual Durval Ângelo (PT-MG) dizendo que o "dedo forte dos petistas nos Correios" foi que elevou o desempenho eleitoral dela em Minas Gerais, chegando a 40% das intenções de votos no Estado. "Eu vou perguntar uma coisa para vocês, jornalistas. Vocês são jornalistas, vocês acreditam nisso?", desabafou Dilma, evitando se estender sobre o tema, alegando estar com uma rouquidão muito forte.

Segundo a presidente Dilma, essas denúncias são fruto das eleições. "Nós estamos vivendo um momento eleitoral, que fica uma situação um pouco nervosa", declarou a presidente, que emendou: "Isso é um absurdo, pô!". Questionada se os Correios estariam trabalhando a favor da sua candidatura, Dilma desconversou: "gente, eu não vou responder. Eu dei entrevista para vocês, estou sem voz. Estou tentando fazer gargarejo".

Já saindo do salão de entrada do Palácio da Alvorada, onde concedeu a entrevista, para subir a rampa interna e deixar o local, a presidente Dilma evitou responder às acusações do candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves. O tucano disse que recebeu denúncia de que, nas últimas 24 horas, os Correios, em Minas Gerais, não distribuíram as correspondências do candidato ao governo de Minas, Pimenta da Veiga, e dele no Estado.

(Estadão)