Política, como aliás tudo, move-se em torno de símbolos.
Um dos que mais fascinam, em qualquer tempo e em qualquer parte, é a saga da conquista do poder pela superação da origem social.
Nos Estados Unidos, a figura de Abraham Lincoln, o lenhador que chegou à Presidência da República, tornou-se um símbolo da mobilidade social que o regime de economia de mercado proporciona.
No Brasil, embora a história registre governantes que partiram do nada – Juscelino, por exemplo, passou privações e ia descalço ao colégio público -, nenhum explorou tão bem essa mística quanto Lula.
(Apesar das histórias de vida completamente diferentes.
JK tem uma biografia brilhante, estudou, fez carreira, venceu por seus méritos.
Quanto a eleição de Lula à presidência, como disse Leonel Brizola, o povo brasileiro caiu no conto do Operário.)
O retirante que chegou ao poder não pode ser em si mesmo atributo para avaliar ações administrativas, nem licença para absolver deslizes, embora frequentemente o seja.
O filão continua promissor e está sendo explorado pelo marketing da campanha de Marina Silva, candidata do PV à Presidência da República.
Não há dúvida de que a senadora possui méritos e liderança.
Foi seringueira, analfabeta até os 16 anos. Com admirável determinação, estudou, chegou à universidade, graduou-se e construiu carreira política íntegra e vitoriosa.
(uma biografia muito mais parecida com a de JK, José Serra e Obama do que com a de Lula, que teve uma série de padrinhos que o conduziram aonde chegou. Porém, o que Lula fez de sua vida durante esse tempo todo? O que construiu, além de um patrimônio invejável e uma rotina de palanques?)
Isso a credencia, sem dúvida, mas não pode ser a questão central de sua candidatura à Presidência da República.
O que a qualificará é o conteúdo do que propõe e os meios de que se servirá para concretizá-lo. Assunto não lhe falta.
Pedir votos para que “uma mulher negra e de origem pobre” chegue à Presidência da República é investir no preconceito, não combatê-lo. O pleito da igualdade de direitos, bandeira de todos os discriminados, pressupõe a abdicação desses expedientes.
Da mesma forma que é indigno (e hoje ilegal) discriminar por razões de cor, gênero ou origem social, também o é privilegiar alguém pelas mesmas razões. Inverter a discriminação é mantê-la.
Se alguém pedisse votos por ser branco de olhos azuis – imagem que Lula já empregou para responsabilizar o Primeiro Mundo pela crise econômica -, seria imediatamente execrado.
Mas o fundamento discricionário do pleito étnico-social e de gênero de Marina é exatamente o mesmo.
A escolha de um governante deve basear-se na avaliação de suas propostas, tendo em vista sua credibilidade moral e profissional. Nada além. Etnia, gênero e origem indicam graus de dificuldades na escalada social.
Compõem uma biografia e ajudam a compreendê-la, a firmar conceito. Mas não são fatores que em si tornem um candidato melhor que outro. Nem muito menos devem ser invocados como uma espécie de dívida moral da sociedade para com ele.
A eleição de um presidente, no Brasil, tem sido mais um fenômeno de marketing que de avaliação de conteúdo. Daí o destaque que os marqueteiros passaram a ter nos comitês de campanha, extrapolando as atribuições de seu ofício.
Tornaram-se tutores dos candidatos, cuidando desde o vestuário até a estética odontológica, não raro levando-os a correções plásticas e à assimilação de gestos coreográficos que transformam sua personalidade e confundem seus propósitos.
Em vez de revelá-los, para que o eleitor possa melhor conhecê-los, optam por ocultá-los, passando ao público não uma pessoa, mas um personagem.
(Enquanto isso, esses mesmos que tiram proveito da origem humilde para levar vantagem investem no preconceito contra o candidato José Serra por sua aparência tímida, reservada, discreta e, maldosamente, pintam uma imagem que visa denegrí-lo.
Quanto à origem, não há como rotular José Serra como membro da malfadada "elite", muito mais o é o presidente Lula.
Numa entrevista, José Serra comentou que Fernando Henrique costuma dizer que Serra teve "a sorte" de ter sido muito pobre, mas nunca tirou proveito dessa situação para comover o eleitor.
Questão de caráter e muito conteúdo para apresentar.
É disso que o Brasil precisa, ideias, projetos e ação.
Dramalhão é coisa pra novela ou cinema.
Aliás, por incrível que pareça, o presidente popular nas pesquisas foi um fracasso no cinema.)
Ruy Fabiano é jornalista
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/
sábado, 12 de junho de 2010
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Estar no Poder
Ser político ou trabalhar na política já foi uma atividade nobre.
Hoje , pelo menos no Brasil, está totalmente aviltada pois a política se transformou numa eficiente ferramenta para habilidosos e ambiciosos tiranetes populistas chegarem ao poder e enquanto lá estiverem....poderem garantir sua posse ad aeternum.
Estar no poder , neste caso , significa um prévio e total aparelhamento de todos os órgãos e instituições do Estado o que , na prática, possibilita a estes "poderosos" uma obediência relativa às leis e regras que norteiam - e em princípio - deveriam valer para todos os cidadãos deste país.
Significa até poder afrontar integralmente as mesmas leis sem que exista risco de cerceamento e penalidade contra suas ações já que todos são muy amigos e companheiros e torcem para o mesmo "time".
Estar no poder implica em fabricar dados, currículos, biografias, notícias e pesquisas para melhor manipular as massas , significa reescrever a História segundo suas preferências ideológicas e assim criar novos líderes e destruir velhos personagens e ídolos , fazer alianças esdrúxulas e perigosas com outros tiranetes sob alegação de se fazer " justiça histórica" , mas principalmente significa usar da compra de consciências para atingir todos os seus fins.
Antes que me esqueça....estar no poder , nos dias de hoje, é conseguir enriquecer em oito anos o que comuns mortais nem em três gerações conseguiriam mesmo com muita sorte e trabalho, e mesmo assim o "leão" fazer cara de paisagem...
Ainda dá tempo de reverter esta esbórnia....basta votarmos com mais responsabilidade e exercermos nossa cidadania com mais afinco pois o Brasil não merece isto.
Mara Montezuma Assaf
Fonte: http://lilicarabinabr.blogspot.com/2010/06/estar-no-poder.html
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Sucesso de Mestre!
Os jovens estão com José Serra.
Vejam:
_"Independente da visão política/partidária, todos tem de parabenizá-lo. Essa interação que vc faz com as pessoas no Twitter é d+."
_"E eu estou feliz da vida aqui no meu twitter, @femarinheiro: 250 mil seguidores hoje cedinho! Não viram aí?"
http://twitter.com/joseserra_
Vejam:
_"Independente da visão política/partidária, todos tem de parabenizá-lo. Essa interação que vc faz com as pessoas no Twitter é d+."
_"E eu estou feliz da vida aqui no meu twitter, @femarinheiro: 250 mil seguidores hoje cedinho! Não viram aí?"
http://twitter.com/joseserra_
A Copa do Crime Eleitoral já é da Dilma

A Polícia Militar de Alagoas apreendeu na manhã desta quarta-feira centenas de tabelas da Copa do Mundo com fotografias na capa da pré-candidata à presidência Dilma Rousseff (PT) e do pré-candidato a deputado estadual, presidente do PT no Estado, Joaquim Brito.
O material foi apreendido no Centro Educacional de Pesquisa Aplicada, em Maceió, maior complexo de escolas do Estado.
No local, são matriculados em torno de 5.500 estudantes do nível médio.
http://www.coturnonoturno.blogspot.com/
PSDB cria rede para receber sugestões
O PSDB vai lançar, no próximo sábado, 12, dia da convenção nacional, uma rede social criada para receber contribuições para o plano de governo de José Serra.
A comunidade “Proposta Serra” já está no ar, ainda em fase de testes.
O slogan da rede social é “um programa de governo para a união do Brasil”.
Segundo um dos coordenadores do projeto, Xico Graziano, são 40 áreas temáticas e cada uma comporta diversos fóruns de discussão.
Alguns já têm propostas feitas pelo moderador, que lança perguntas para o debate, como por exemplo: “Você é a favor da autonomia absoluta do Banco Central?” ou “Você acha que o governo petista acerta quando favorece relações com países que tomam do Brasil para fazer prevalecer seus próprios interesses?”
Além de textos, a rede social permite a inclusão de vídeos e fotos.
Fonte: http://www.blogalvarodias.com/
A comunidade “Proposta Serra” já está no ar, ainda em fase de testes.
O slogan da rede social é “um programa de governo para a união do Brasil”.
Segundo um dos coordenadores do projeto, Xico Graziano, são 40 áreas temáticas e cada uma comporta diversos fóruns de discussão.
Alguns já têm propostas feitas pelo moderador, que lança perguntas para o debate, como por exemplo: “Você é a favor da autonomia absoluta do Banco Central?” ou “Você acha que o governo petista acerta quando favorece relações com países que tomam do Brasil para fazer prevalecer seus próprios interesses?”
Além de textos, a rede social permite a inclusão de vídeos e fotos.
Fonte: http://www.blogalvarodias.com/
UMA REFLEXÃO NECESSÁRIA, ANTES QUE NOS PROIBAM DE PENSAR
A LIBERDADE DE OPINIÃO NÃO É UMA OPINIÃO SOBRE A LIBERDADE
Participei, na terça-feira, de um seminário promovido pelo Centro de Liderança Pública, dirigido por Luiz Felipe D’Ávila, que tinha um eixo interessante, centrado na palavra “coragem”: Coragem de Determinar Prioridades e de Liderar Mudanças Inovadoras.
Coube a mim falar sobre a “Coragem de defender a liberdade de opinião, o Estado de direito e as instituições democráticas”.
E me dei conta, enquanto falava, do quão maluco poderia parecer o tema: “Então é preciso CORAGEM para defender essas coisas”?
Sim!
Porque, como afirmei no encontro, é preciso enfrentar a “legião da desqualificação”, que pretende transformar a liberdade de opinião em mera opinião sobre a liberdade.
Parece mero jogo de palavras?
Mas não é!
A liberdade de opinião é um direito consagrado nas democracias.
Se ela passa a ser considerada uma mera opinião sobre a liberdade, significa que pode ser solapada por outras opiniões, inclusive a daqueles que acreditam que há valores maiores e mais importantes do que a liberdade: os interesses do estado, os interesses do governo, os interesses dos ditos movimentos organizados…
Na minha intervenção, tratei das três frentes que reúnem os inimigos da liberdade de expressão: a frente legal, a frente econômica e a frente propriamente política.
Na questão legal, lembrei que o governo Lula começou tentando expulsar do país um jornalista que sugeriu que ele tomava uns pileques de vez em quando, passou pela tentativa de criar o Conselho Federal de Jornalismo e chegou às tais conferências — de Direitos Humanos, de Comunicação e de Cultura — que pregaram abertamente o controle estatal dos meios de comunicação.
Na frente econômica, lembrei as tentativas, que passam de uma centena e ainda em curso, de criar limites à publicidade, fonte da independência editorial dos veículos de comunicação. Deixado o governo e algumas ONGs à vontade, será proibido fazer propaganda de biscoito e de água. Se diminui a importância da publicidade privada num veículo, cresce a importância da publicidade estatal ou pública. E quem se dana é a liberdade.
Tratei também da distribuição política da verba oficial de propaganda e da verba das estatais, feita segundo as afinidades ideológicas do governo. Bancos públicos financiam hoje, entre outros, blogueiros que estão a serviço do petismo e de sua candidata à Presidência.
As ameaças à liberdade se dão em dois planos distintos, mas que se combinam: há o oficial mesmo, conduzido pelo governo e pelo estado, e há o que se opera na esfera dos valores, com a tentativa de banir a divergência.
Nós sabemos bem o que eles querem, o que já foi revelado por um dos blogueiros do oficialismo: fichar quem não se ajoelha diante da divindade.
Pois é.
Chegamos ao ponto em que é preciso ter coragem.
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-liberdade-de-opiniao-nao-e-uma-opiniao-sobre-a-liberdade-ou-um-seminario-de-que-este-escriba-participou/
Participei, na terça-feira, de um seminário promovido pelo Centro de Liderança Pública, dirigido por Luiz Felipe D’Ávila, que tinha um eixo interessante, centrado na palavra “coragem”: Coragem de Determinar Prioridades e de Liderar Mudanças Inovadoras.
Coube a mim falar sobre a “Coragem de defender a liberdade de opinião, o Estado de direito e as instituições democráticas”.
E me dei conta, enquanto falava, do quão maluco poderia parecer o tema: “Então é preciso CORAGEM para defender essas coisas”?
Sim!
Porque, como afirmei no encontro, é preciso enfrentar a “legião da desqualificação”, que pretende transformar a liberdade de opinião em mera opinião sobre a liberdade.
Parece mero jogo de palavras?
Mas não é!
A liberdade de opinião é um direito consagrado nas democracias.
Se ela passa a ser considerada uma mera opinião sobre a liberdade, significa que pode ser solapada por outras opiniões, inclusive a daqueles que acreditam que há valores maiores e mais importantes do que a liberdade: os interesses do estado, os interesses do governo, os interesses dos ditos movimentos organizados…
Na minha intervenção, tratei das três frentes que reúnem os inimigos da liberdade de expressão: a frente legal, a frente econômica e a frente propriamente política.
Na questão legal, lembrei que o governo Lula começou tentando expulsar do país um jornalista que sugeriu que ele tomava uns pileques de vez em quando, passou pela tentativa de criar o Conselho Federal de Jornalismo e chegou às tais conferências — de Direitos Humanos, de Comunicação e de Cultura — que pregaram abertamente o controle estatal dos meios de comunicação.
Na frente econômica, lembrei as tentativas, que passam de uma centena e ainda em curso, de criar limites à publicidade, fonte da independência editorial dos veículos de comunicação. Deixado o governo e algumas ONGs à vontade, será proibido fazer propaganda de biscoito e de água. Se diminui a importância da publicidade privada num veículo, cresce a importância da publicidade estatal ou pública. E quem se dana é a liberdade.
Tratei também da distribuição política da verba oficial de propaganda e da verba das estatais, feita segundo as afinidades ideológicas do governo. Bancos públicos financiam hoje, entre outros, blogueiros que estão a serviço do petismo e de sua candidata à Presidência.
As ameaças à liberdade se dão em dois planos distintos, mas que se combinam: há o oficial mesmo, conduzido pelo governo e pelo estado, e há o que se opera na esfera dos valores, com a tentativa de banir a divergência.
Nós sabemos bem o que eles querem, o que já foi revelado por um dos blogueiros do oficialismo: fichar quem não se ajoelha diante da divindade.
Pois é.
Chegamos ao ponto em que é preciso ter coragem.
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-liberdade-de-opiniao-nao-e-uma-opiniao-sobre-a-liberdade-ou-um-seminario-de-que-este-escriba-participou/
FERREIRA GULLAR: “O LULA É, DE FATO, UMA PESSOA DESONESTA, UM DEMAGOGO, E ISSO É PERIGOSO”
O poeta Ferreira Gullar concedeu uma entrevista ao jornal O Dia, de Minas. Fala, obviamente, sobre literatura e cultura. Mas também fala sobre política.
(…)
Neste ano temos eleição presidencial. Você está animado?
Ah, vai ser uma batalha.
Espero que o Serra ganhe.
Será um absurdo se o Lula, que empurrou a Dilma garganta adentro do PT, vá empurrar agora garganta adentro do país só pela vontade exclusiva dele.
O principal problema do Lula é ele não reconhecer o que ele deve aos governos anteriores.
Tudo dele é “Nunca na história deste país…”.
Ele se faz dono de tudo o que ele combateu.
Por que o Brasil passou pela crise da maneira que passou?
Porque havia o Proer (programa de auxílio ao sistema financeiro).
Mas o PT foi para a rua condenar o Proer dizendo que o governo FHC estava dando dinheiro para banqueiro.
E a Lei de Responsabilidade Fiscal?
O PT entrou no STF contra a lei.
Ainda está lá o processo do PT para acabar com a Lei de Responsabilidade Fiscal.
O PT era contra o superávit primário, era contra tudo.
Quer dizer, tudo o que eles estão adotando e que se constitui a infraestrutura da política econômica eles combateram.
Agora o cara não reconhece isso: ele diz que fez tudo.
O Lula é, de fato, uma pessoa desonesta.
Um demagogo.
E isso é perigoso.
Está arrastando o país para posições que são realmente inacreditáveis.
É um desastre para o país.
O PT é um perigo para o país.
O aparelhamento do Estado, o domínio dos fundos de pensão…
Um sistema de poder que vai ameaçar a própria democracia.
As pessoas têm que tomar consciência.
Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/
Íntegra aqui: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=1686&IdCanal=4&IdSubCanal=&IdNoticia=142995&IdTipoNoticia=1
(…)
Neste ano temos eleição presidencial. Você está animado?
Ah, vai ser uma batalha.
Espero que o Serra ganhe.
Será um absurdo se o Lula, que empurrou a Dilma garganta adentro do PT, vá empurrar agora garganta adentro do país só pela vontade exclusiva dele.
O principal problema do Lula é ele não reconhecer o que ele deve aos governos anteriores.
Tudo dele é “Nunca na história deste país…”.
Ele se faz dono de tudo o que ele combateu.
Por que o Brasil passou pela crise da maneira que passou?
Porque havia o Proer (programa de auxílio ao sistema financeiro).
Mas o PT foi para a rua condenar o Proer dizendo que o governo FHC estava dando dinheiro para banqueiro.
E a Lei de Responsabilidade Fiscal?
O PT entrou no STF contra a lei.
Ainda está lá o processo do PT para acabar com a Lei de Responsabilidade Fiscal.
O PT era contra o superávit primário, era contra tudo.
Quer dizer, tudo o que eles estão adotando e que se constitui a infraestrutura da política econômica eles combateram.
Agora o cara não reconhece isso: ele diz que fez tudo.
O Lula é, de fato, uma pessoa desonesta.
Um demagogo.
E isso é perigoso.
Está arrastando o país para posições que são realmente inacreditáveis.
É um desastre para o país.
O PT é um perigo para o país.
O aparelhamento do Estado, o domínio dos fundos de pensão…
Um sistema de poder que vai ameaçar a própria democracia.
As pessoas têm que tomar consciência.
Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/
Íntegra aqui: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=1686&IdCanal=4&IdSubCanal=&IdNoticia=142995&IdTipoNoticia=1
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