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sábado, 21 de maio de 2011

"Taxa de Sucesso" - oficialização da propina

Consultoria a jato Palocci: ministro é só uma Erenice Guerra piorada.
No Coturno

Vocês já notaram que o caso Palocci é praticamente idêntico ao caso Erenice Guerra?
Lembram do escândalo do braço direito da Dilma?
Erenice Guerra era ministra da Casa Civil, ocupando o mesmo cargo que um dia foi de Zé Dirceu, depois de Dilma e agora de Palocci.

Seu filho, Israel Guerra era dono da Capital Assessoria e Consultoria, que tinha sido aberta oficialmente um ano antes do escândalo acontecer, assim que a candidatura de Dilma começou a ser aventada.
No papel, constavam como sócios Saulo Guerra, outro filho da ministra, e Sônia Castro, mãe de Vinícius Castro, assessor jurídico da Casa Civil.
Eram dois laranjas.

Lembram que ele tinha um contrato com uma cláusula que previa “taxa de sucesso” de 6%, caso uma licitação de R$ 84 milhões dos Correios fosse vencida pelo seu cliente?
A história é por demais conhecida.
Erenice Guerra acabou demitida, pois foi provado o seu envolvimento.

Até hoje, no entanto, a Polícia Federal, protelando as investigações.

Mas por que Antônio Palocci Filho é uma Erenice Guerra piorada?
Porque ele também inventou um empresa de consultoria, chamada Projeto Consultoria, que começou com palestras, passou por finanças e economia, acabando em negócios imobiliários.
Também atendeu empresas que tinham negócios com o governo, um prato cheio para exercer a sua influência e o seu posto de futuro ministro.

E, agora, também informa que cobrava uma "taxa de sucesso", para tentar, através do expediente do ganho variável e sem limites, explicar o espetacular faturamento de R$ 10 milhões em apenas dois meses, logo após a eleição de Dilma.

Só que o caso de Palocci é muito pior: ele é o beneficiário direto das negociatas, não existe nem ao menos um laranja para jogar a responsabilidade.
O negócio do filho da Erenice Guerra não era consultoria coisíssima nenhuma.
Era lobby e tráfico de influência.

Palocci, assim como Erenice Guerra, não tem nada a oferecer que não seja este tipo de serviço.
Não tem competencia para cobrar "taxa de sucesso" que, na verdade, é o nome artístico de comissão ou até mesmo de propina.
Não há nada de novo no caso Palocci.
Ele é apenas uma Erenice Guerra piorada.


Vejam outras informações importantíssimas no blog do Coronel.

domingo, 5 de abril de 2015

O SEGREDO DA CASA CIVIL

Os petistas José Dirceu, Erenice Guerra e Antonio Palocci chefiaram a Casa Civil da Presidência. Os três ficaram milionários depois de deixar o governo. Como esse milagre foi operado? A polícia começa a descobrir

VEJA

GOLPE - A ex-ministra Erenice Guerra se associou secretamente a José Ricardo, conselheiro do tribunal da Receita Federal, para atuar em defesa de uma empresa junto ao Fisco

O poder do chefe da Casa Civil da Presidência da República, como quase tudo no governo do PT, é uma relação incestuosa entre o partido e o Estado. José Dirceu, que foi ministro da Casa Civil na fase inicial do primeiro mandato de Lula, já abriu os trabalhos ampliando os poderes de sua pasta. Ele comandava a máquina partidária e vendeu aos radicais a ideia de que Lula só se elegeria em 2002 com a suavização do discurso socialista estatizante e hostil ao livre mercado. Deu certo, e a figura de leão vegetariano colada a Lula funcionou na costura das alianças e nas urnas. Em retribuição, José Dirceu tornou-se superministro, condição que alardeava aos quatro ventos com variações desta frase: "Ele é o presidente, mas quem manda no governo sou eu". Dirceu e a Casa Civil foram os guardiões e os fiadores dos acertos e compromissos firmados com políticos poderosos e grandes empresários. Parte desse enorme poder encarnado por Dirceu na Casa Civil foi passada a seus sucessores na pasta. Com o poder, tornou-se hereditário também o hábito de o titular usar o ministério como balcão de negócios e, uma vez fora, lançar mão de sua influência junto a quem ficou para continuar operando.

Qualquer negociação estratégica com o setor produtivo e o Congresso passa necessariamente pela Casa Civil, que, com mais ou menos delegação, dependendo da circunstância, representa a vontade do presidente na definição de obras de infraestrutura, liberação de linhas de crédito em bancos oficiais, vetos e indicações para os mais altos cargos da administração pública. Dos seis ministros que assumiram a Casa Civil nos últimos doze anos, três nutriram o sonho de chegar à Presidência. Dilma Rousseff conseguiu, José Dirceu e Antonio Palocci foram abatidos em pleno voo, e Aloizio Mercadante, o atual ministro, mesmo no alvo do fogo amigo, mantém-se firme no curso.

Mas com o poder costuma vir o abuso do poder, e não é surpresa para ninguém que a Polícia Federal e o Ministério Público estejam investigando o enriquecimento dos antigos ocupantes do superministério. Se falhou na política, Dirceu - o "guerreiro do povo brasileiro", "o revolucionário socialista" - prosperou como consultor. Só das empresas investigadas no escândalo da Petrobras recebeu mais de 10 milhões de reais. O ex-ministro Antonio Palocci, que assumiu o posto no início do governo Dilma, também enriqueceu sem precisar de muito esforço. Descobre-se agora que até mesmo a mais discreta, a mais humilde e a aparentemente mais despretensiosa ocupante do cargo, a e­x-ministra Erenice Guerra, também carimbou seu passaporte vermelho para esse seleto clube de milionários.

Há duas semanas, a Polícia Federal e o Ministério Público deflagraram a Operação Zelotes, que tem como alvo uma quadrilha que vendia facilidades no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda (Carf). Integrado por representantes do governo e dos contribuintes, o Carf funciona como uma espécie de tribunal em que pessoas físicas e empresas podem recorrer das multas aplicadas pela Receita Federal. Atualmente, tramitam no órgão centenas de processos, cujos valores alcançam quase meio trilhão de reais. Cifras que encheram os olhos - e os bolsos - de muita gente.

A investigação identificou um grupo que, atuando em parceria, oferecia veredictos favoráveis no conselho em troca de polpudas propinas ou, nos casos mais sofisticados, uma taxa de sucesso sobre o valor que eventualmente conseguissem abater dos débitos fiscais das empresas. Estima-se que eles possam ter causado aos cofres públicos um prejuízo superior a 19 bilhões de reais.

Foram apontados como participantes do esquema lobistas, advogados e membros do próprio conselho. Até a semana passada, no entanto, o caso parecia incluir apenas aquela ar­raia-miúda da corrupção que costuma florescer à margem da burocracia que cria dificuldades para vender facilidades. Parecia.

VEJA teve acesso a documentos apreendidos pelos investigadores. Durante a operação, a polícia recolheu uma procuração que revela que a ex-ministra Erenice Guerra atuava em parceria com um dos chefes da quadrilha do Carf. Como seus ex-colegas de ministério, a petista surge mirando ganhos de milhões de reais. Como seus antigos colegas de ministério, o enredo em direção à fortuna mistura contratos de gaveta, procurações cruzadas, taxas de sucesso. Assim como os velhos companheiros de partido, Erenice se rendeu à sedução do dinheiro. A exemplo dos criminosos do PT, converteu-se da pior maneira possível.

Erenice Guerra nunca chamou muita atenção, nem dentro nem fora do partido. Funcionária do governo de Brasília, trabalhou na Secretaria de Segurança Pública. Levava uma vida modesta, num bairro de classe média de uma cidade-satélite do Distrito Federal. Com a chegada do PT ao poder, foi indicada para compor o governo de transição, ocasião em que conheceu e se aproximou de outra burocrata, Dilma Rousseff. E veio a guinada na carreira.

Em 2003, Erenice foi nomeada chefe da consultoria jurídica do Ministério de Minas e Energia, comandado por Dilma Rousseff. Quando Dilma assumiu a Casa Civil, a assessora a acompanhou, ocupando o cargo de secretária executiva, o segundo mais importante da pasta. Em 2010, Dilma deixou o governo para se candidatar à Presidência, e Erenice, no vácuo da amiga, to­rnou-se ela própria a ministra-chefe da Casa Civil. Foi um breve reinado, de apenas cinco meses, abreviado pelo escândalo no qual ela foi acusada de atuar em favor dos negócios do marido e do filho.

Fora do Planalto, Erenice, especialista em direito sanitário, abriu um escritório de advocacia. Instalado numa das áreas mais nobres de Brasília, o escritório da e­­x-ministra logo passou a ser ponto de peregrinação para empresários de diferentes setores com interesses no governo. Com o acesso, os contatos e a fama que tinha e ainda tem no governo, nada melhor do que contratá-la para ajudar a solucionar problemas de toda ordem. Os documentos apreendidos pela polícia põem Erenice no centro do escândalo da Receita e ajudam a compreender o segredo de Midas.

Um deles é um contrato firmado entre ela e o braço brasileiro da Huawei, gigante chinês da área de telecomunicações. Erenice se compromete a prestar à companhia "serviços profissionais relativos à defesa fiscal da contratante no âmbito da Administração Tributária Federal". Na prática, incumbiu-se de defender os interesses da Huawei no Carf, o tribunal da Receita no qual agia a quadrilha especializada em vender decisões. E o mais grave: para garantir o sucesso da empreitada, a ex-ministra se associou ao advogado José Ricardo da Silva, então membro do conselho e um dos mais destacados integrantes da quadrilha.

Em valores atualizados, a Huawei discute no Carf um débito de 705,5 milhões de reais, resultante de cobranças efetuadas pela Receita Federal. Nos documentos apreendidos, está estabelecido o prêmio a ser pago a Erenice em caso de êxito: 1,5% do valor que a empresa deixaria de recolher aos cofres públicos. Admitida a hipótese de a cobrança ser anulada integralmente, caberiam a ela nada menos que 10 milhões de reais. O contrato foi acertado em 2013. José Ricardo ocupou o conselho do Carf até fevereiro do ano passado.

Resumindo, Erenice se associou a um conselheiro do Carf para atuar em favor de uma empresa multada pelo próprio Carf. A relação de Erenice com José Ricardo fica evidente numa "procuração de gaveta" também apreendida. E mais: quando estava na Casa Civil, Erenice já dava uma mãozinha aos planos de José Ricardo de ampliar seus poderes sobre as decisões da Receita.

Mensagens eletrônicas a que VEJA teve acesso mostram a ação de Erenice para ajudar o advogado. Numa delas, encaminhada ao e-mail funcional dela no Palácio do Planalto, José Ricardo escreve a um irmão da ministra, também advogado, e também sócio na empreitada junto à Receita. Ele pede a intervenção de Erenice na composição do Carf: "Segue apresentação da pessoa que lhe falei, apta a ocupar a presidência do Primeiro Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda". Com a mensagem, seguiu um anexo com o nome do próprio José Ricardo e de quatro sócios dele - três dos quais também foram conselheiros do Carf e figuram no rol de investigados na Operação Zelotes. Erenice, logo após receber o texto do irmão, responde: "Estou enviando curriculum dos meninos. Bjs".

Eis a receita de sucesso que leva muita gente em Brasília a construir fortunas de uma hora para outra. Enquanto estava no governo, Erenice plantava as bases de uma estrutura com a qual viria a se associar depois, para ganhar dinheiro à custa dos cofres públicos. E esse é apenas um dos muitos negócios arquitetados no escritório da ex-ministra, cujos sinais de riqueza são visíveis. A advogada Erenice nada lembra a companheira Erenice, que hoje mora no bairro mais caro de Brasília, desfila a bordo de carros importados e enverga roupas de grife e acessórios de luxo. Sempre que é procurada, a ex-ministra diz que não gosta de jornalistas. Ela em breve será incluída no rol de investigados da Operação Zelotes - e se juntará aos colegas que, da Casa Civil, decidiram mergulhar de cabeça e braços abertos naquilo que juraram um dia combater.

José Dirceu, por sinal, foi intimado na semana passada a prestar esclarecimentos sobre os supostos contratos de consultoria que sua empresa firmou depois que ele deixou o Planalto. De 2006 a 2013, o ex-ministro faturou 39 milhões de reais, pagamentos que continuaram a ser feitos mesmo após ele ter sido preso. Antonio Palocci, que multiplicou seu patrimônio declarado em vinte vezes, incluindo carros e imóveis de altíssimo luxo, também está às voltas com o Ministério Público. A Casa Civil ainda guarda outros segredos.



domingo, 26 de maio de 2013

"CAPITÃES" DE LULA E DE DILMA JUNTOS

NA VEJA – Os lobistas José Dirceu e Erenice Guerra se juntam para facilitar negócios de seus clientes com o governo federal

Por Reinaldo Azevedo

Tremei, Brasília!
Temei, Brasil!

Dois potentados no lobismo se uniram: José Dirceu e Erenice Guerra, ambos ex-ministros da Casa Civil. O objetivo é facilitar os negócios de seus clientes com o governo federal. Não é mesmo espantoso? Se os novos ministros do Supremo não caírem na conversa do Zé, logo ele estará na cadeia. Mas continua a ser um dos poderosos de Brasília. 

Leiam trechos de reportagem de Rodrigo Rangel e Hugo Marques. A íntegra segue na edição impressa.
*
(…)
Assim como [Joé] Dirceu, [Erenice] montou um escritório de advocacia, reuniu uma carteira de clientes na iniciativa privada e também lucra oferecendo acesso ao poder. A novidade é que os dois ex-ministros agora estão operando juntos. Montaram em Brasília uma joint venture do lobby — uma parceria que atende empresas e empresários interessados nos mais variados negócios com o governo.
José Dirceu, antes de ser condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha, era o “consultor” preferido das grandes empreiteiras, das empresas de telefonia e de bancos. Erenice Guerra, há menos tempo no mercado, tem seu nicho de atuação nas empresas e fundos de pensão com interesses ligados ao Ministério de Minas e Energia, onde trabalhou. 

O empresário Flávio Nunes Rietmann é um ex-executivo do banco Cruzeiro do Sul, liquidado no ano passado pelo Banco Central. Ele também é dono de uma corretora de valores e negocia títulos de pouca liquidez. No início de março, o empresário participou de uma reunião no escritório de Erenice Guerra. O encontro, segundo confidenciou um dos presentes, foi agendado por José Dirceu. Rietmann queria a ajuda da ex-ministra para passar à frente títulos a um fundo de pensão, numa operação que poderia movimentar mais de 100 milhões de reais. As partes envolvidas dividiriam uma comissão de 10% sobre o valor final do negócio. Numa demonstração de poder, pelo telefone, Erenice convocou ao seu escritório Fábio Resende, diretor da Previnorte, o fundo de pensão dos funcionários da Eletronorte. O funcionário chegou em poucos minutos, ouviu uma breve explanação sobre o negócio e recebeu uma ordem: “É para comprar”.
(…)
Leia a reportagem da revista para saber como os interesses de José Dirceu e Erenice acabaram se encontrando e qual é o principal elo entre eles. Essa, como chamarei?, união de talentos tem um braço operativa até na Secretária-Geral da Presidência, cujo titular é Gilberto Carvalho. É o novo Brasil!


Fábio Resende, da Previnorte, saindo do escritório de Erenice: ela chama, ele obedece

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Erenice em guerra

Guilherme Fiuza é jornalista e autor de vários livros, entre eles “Meu Nome não é Johnny”, adaptado para o cinema.

Neste blog, trata de grandes temas da atualidade, com informação e muita opinião principalmente sobre política.


No princípio era o Dirceu.
Depois veio Dilma, e finalmente Erenice.
A linha evolutiva na Casa Civil de Lula é um show de coerência.

Dirceu é padrinho de Dilma, que é madrinha de Erenice.
Os três têm em comum o mesmo carinho pela coisa pública.
É tanto carinho, que a tratam como se fosse deles.

Na era Dirceu, a Casa Civil era a torre de controle do mensalão, segundo o Ministério Público.
Foi nessa fase que alguns milhões de reais do Estado brasileiro foram parar nos cofres do PT.

Na era Dilma, a Casa Civil continuou servindo a fins particulares – no caso, privatizando informações do Estado.
Ali se fazia “banco de dados” de ex-presidente da República.
Operado por quem?
Por ela, Erenice Guerra.

E quando Dilma saiu, o que aconteceu com sua fiel escudeira, fartamente denunciada no caso do dossiê FHC?
Virou ministra.
Tornou-se a dona da pasta mais importante do governo, hospedada dentro do Palácio do Planalto.

E “dona” não é força de expressão, como se pôde constatar.
Irmãos, filhos, compadre de filho – a grande família de Erenice mudou-se para o governo do Brasil.
É impressionante a quantidade de bons gestores no clã da amiga da gestora Dilma.

É claro que tanta gestão ia acabar em indigestão.
A nomeação como ministra-chefe da Casa Civil de uma funcionária obscura, sem nenhuma expressão no universo político-administrativo, e ainda por cima acusada de conspiração, já foi um escárnio contra o cidadão – que não está nem aí para nada.

Quem empurrou essa ministra de ocasião goela abaixo dos brasileiros?
A mesma pessoa que lidera as pesquisas para presidente, agora com cara de não sei, não vi, não conheço.

Afastada do governo com sua penca de indícios de tráfico de influência, Erenice Guerra é unha e carne, imagem e semelhança, estilo e método de Dilma Rousseff.

A grife Dirceu-Dilma-Erenice é de uma eficiência impressionante.
Precisam de muito pouco tempo com a mão na máquina para posicionar seus companheiros e passar a ordenhar o Estado – sempre em nome do povo, essa entidade altamente lucrativa.
São mesmo uns revolucionários.

É mais do que compreensível a queixa de José Dirceu contra o excesso de liberdade de expressão e o abuso da informação.

Se não fosse a imprensa burguesa com sua mania de perseguir o governo popular, Erenice teria dado continuidade tranqüilamente à sua obra.
Isso não pode ficar assim.
Guerra é guerra.

Vamos ver o que o Plano Dilma trará para coibir essas manchetes inconvenientes, que vivem atrapalhando a revolução particular do PT.
Fonte: Revista Época

sábado, 10 de novembro de 2012

A MÁGICA DE ERENICE

AMIGOS NO PODER -  A Unicel, empresa de telefonia dirigida por José Roberto Camargo, marido da ex-ministra Erenice Guerra, deu calote em clientes, acumula dívidas que ultrapassam 150 milhões de reais e agora está prestes a realizar o seu mais ambicioso negócio

Como transformar a empresa falida do marido num negócio multimilionário

Por Reinaldo Azevedo

No dia 1ª de novembro, escrevi aqui um post abordando a estranha compra da Unicel pela Nextel. 
Todo mundo conhece esta segunda empresa, mas quase ninguém se lembra da primeira, cujo dono é ninguém menos do que o marido de Erenice Guerra. 
A Unicel está falida e deve os tubos. O mercado até agora não entendeu qual é o interesse da Nextel naquela estrovenga. O que se sabe de certo é que o novo marco regulatório da telefonia permitiu o ingresso da Nextel no mercado das grandes em condições privilegiadas (leia o post para entender detalhes). Mas não só: a essência desse novo marco tem a pena de… Erenice Guerra, a mulher daquele que levará uma bolada se o negócio da Nextel com a Unicel se concretizar.
A mais recente edição de VEJA volta ao assunto, com reportagem de Rodrigo Rangel e Adriano Ceolin. Leiam:
A telefonia, por exigir investimentos bilionários, não é o ramo mais indicado para aventuras. Com exceções. Há pouco mais de dois anos, a revelação das atividades paralelas de Erenice Guerra resultou na derradeira crise política do governo Lula e custou-lhe a poderosa cadeira de chefe da Casa Civil. Do rosário de ilegalidades que levaram a sua demissão, a mais ousada foi a movimentação paralela para viabilizar a Unicel, pequena empresa de telecomunicações notória apenas por receber inúmeros e inexplicáveis favores do governo.
Sem capacidade financeira, sem capacidade técnica conhecida e sem experiência alguma no ramo, a Unicel conseguiu autorização para operar a telefonia celular em São Paulo – o maior e mais disputado mercado da América Latina. Em um ambiente dominado por gigantes multinacionais, seu plano tinha tudo para dar errado. E deu. A empresa não conseguiu honrar os compromissos, deu calote em clientes e fornecedores e acumulou uma dívida superior a 150 milhões de reais. Em Brasília, porém, quem tem amigos no governo pode sempre contar com uma ajuda nos momentos de desespero. A Unicel tem amigos.
Mesmo falida, ela está a ponto de fechar um grande negócio. A empresa será comprada pela Nextel, a multinacional que domina o mercado de telefonia via rádio e se prepara para iniciar operação também na telefonia celular. A transação só não foi concretizada ainda porque isso depende de autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Os números do negócio são mantidos em segredo, mas no mercado estima-se que as cifras sejam próximas de 500 milhões de reais.
Nas economias de mercado, fusões e aquisições são negócios corriqueiros, mas a transação que envolve a Unicel e a Nextel chama especial atenção. Primeiro porque, a rigor, a Unicel não deveria ter o que vender. 
Sua concessão para operar só saiu por obra e graça da então ministra Erenice Guerra, que no auge do poder procurou pessoalmente conselheiros e técnicos da Anatel para defender a empresa dirigida por seu marido, José Roberto Camargo. 
A concessão saiu, e a Unicel entrou no mercado com o nome de fantasia AEIOU. Em pouco tempo, a AEIOU estava atolada em dívidas e, com apenas 22 000 clientes, sumiu do mapa em 2010, deixando para trás queixas amargas de consumidores e diversos processos na Justiça. A própria Anatel, a maior credora da empresa falida, publicou um comunicado no qual informava que a Unicel funcionava em “local incerto e não sabido”. Seria o fim da linha para qualquer outra empresa. Não para a Unicel.
Íntegra AQUI.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

EX-MINISTRA DEMITIDA DO GOVERNO NÃO COMENTOU NOVO EMPREGO DE DEFESA

ERENICE CALA E EMPRESÁRIO DIZ: DEFESA DE EX-MINISTRA ‘É PROFISSIONAL’

Diário do Poder



Procurada pela reportagem, a ex-ministra Erenice Guerra não quis dar detalhes sobre sua atuação no Tribunal de Contas da União. Questionada sobre clientes, após reunião com o ministro José Múcio em 25 de novembro, ela foi parcimoniosa. “Lamento, mas não vamos avançar nessa questão”, disse, acrescentando que a visita era apenas uma cortesia: “Vim só entregar um cartão de Natal”.
A mensagem foi deixada na mesa do ministro, ex-colega de Esplanada. No início da semana passada, Erenice foi vista novamente no gabinete de Múcio, que não divulga sua agenda no site do tribunal. Para manter a discrição sobre suas atividades, a ex-ministra conta ainda com a política da corte de não registrar em seu site os nomes dos advogados que atuam nos processos. Nos últimos meses, segundo fontes do TCU, Erenice também percorreu gabinetes levantando informações sobre processos de uma estatal paulista.
Procurada mais uma vez na sexta-feira, por telefone, ela reiterou: “Querido, tenho muito carinho por você, mas eu já disse que eu não falo com a imprensa. Não é nada com você, mas é uma política minha”. A ex-ministra não respondeu a questionamentos enviados por e-mail.
Em nota, Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, negou irregularidades.
“Por não haver nenhum superfaturamento nos serviços entregues ou mesmo trabalho que não fora prestado por demandas contratuais legais, a Due tem apresentado alegações de defesas perante os órgãos competentes, não havendo trânsito em julgado de nenhum processo.”
Bené negou motivação política para contratar Erenice e informou não ter mais vínculo com o escritório dela. “A Due adota defesa de cunho técnico-profissional, não existindo, atualmente, qualquer relação profissional com o escritório.”
Ele sustenta que a Due não mantém contratos com o poder público “há mais de dois anos”. Mas a Gráfica Brasil recebeu R$ 38 milhões da União neste período. Disse, ainda, que não atuou em campanha política, “tanto que as investigações com esse objeto foram arquivadas”.
O gabinete de José Múcio não respondeu à reportagem.
O ex-ministro da Pesca Altemir Gregolin informou que as decisões tomadas pela pasta tiveram parecer jurídico favorável e os preços praticados foram de atas do Ministério das Cidades. “Tais preços estavam de acordo com os praticados no mercado”, disse. AE
Veja também:
Erenice Guerra defende no TCU empresário ligado ao PT

Advogada, ela atua em nome de Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, que ajudou a pagar aluguel de uma casa usada na pré-campanha de Dilma Rousseff em 2010; suas empresas cresceram no governo petista e uma delas é doadora do partido

Empresário ligado ao PT, Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, conhecido como Bené, contratou a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra para defendê-lo em processos no Tribunal de Contas da União nos quais é suspeito de superfaturamento em serviços prestados ao governo federal.

Bené ganhou notoriedade em 2010 ao ajudar a pagar o aluguel de uma casa em Brasília onde funcionou um núcleo da pré-campanha de Dilma Rousseff. Ele é dono de empresas que já receberam R$ 272 milhões das gestões petistas no Palácio do Planalto.
(...)

domingo, 28 de abril de 2013

ALÉM DE PALOCCI, LULA, DIRCEU E PIMENTEL, MAIS UMA "CONSULTORA" DE SUCESSO

O Globo publica reportagem sobre as atividades de uma batalhadora incansável , daquelas que não desistem nunca:


Pouco mais de dois anos e meio após ser demitida da Casa Civil em meio a denúncias de tráfico de influência, a ex-ministra Erenice Guerra tem defendido interesses de grandes multinacionais que buscam conquistar negócios junto ao governo federal, inclusive em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O escritório Guerra Advogados, do qual é sócia, está representando empresas do setor de energia. Erenice era consultora jurídica do Ministério de Minas e Energia quando a presidente Dilma Rousseff era titular da pasta.
Ex-braço-direito de Dilma, de quem foi secretária-executiva na Casa Civil no governo Lula, Erenice assumiu o comando da pasta quando a petista saiu para disputar a Presidência em 2010. A ex-ministra foi prestigiada pela antiga chefe mesmo após ser defenestrada do governo Lula. Erenice estava na ala dos convidados especiais do Palácio do Planalto na cerimônia de transmissão da faixa presidencial de Lula para Dilma. Também foi à festa da posse no Palácio do Itamaraty.
Com experiência na administração pública e uma rede de contatos no governo federal, Erenice foi contratada, por meio de seu escritório, pela multinacional Isolux Corsán, com sede na Espanha. Ela atua, por exemplo, em processo administrativo na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para rever as condições da concessão de trecho de linhas de transmissão de Tucuruí, sob controle da empresa espanhola.
A Isolux afirmou que contratou o Guerra Advogados e outros dois escritórios de advocacia de Brasília “com atuação administrativa junto à Aneel, para a discussão e o encontro de soluções em relação ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão de linhas de transmissão — Linhão de Tucuruí.” Área que Erenice conhece profundamente.
Na França, está o controlador de outro megaempreendimento do setor elétrico com a participação de Erenice, segundo fontes credenciadas do setor. A ex-ministra atua na disputa de bilhões de reais entre as usinas de Jirau e Santo Antônio pela alteração do nível do Rio Madeira, duas obras do PAC. Ela, segundo essas fontes, presta consultoria para a Energia Sustentável do Brasil (ESBR), que administra Jirau. A ESBR, que é controlada em 60% de suas ações pela francesa GDF Suez, disse que não se pronuncia sobre o tema da reportagem.
Segundo políticos que atuam na área de energia, Erenice está intermediando a negociação para venda de ativos da Petrobras na Argentina. E trabalhando para o grupo argentino Indalo, que fez uma oferta de compra. Procurado, o grupo Indalo não se manifestou. Já a Petrobras disse, em um primeiro momento, que não comentaria o assunto. Duas horas e meia depois, informou desconhecer qualquer ligação de Erenice com o grupo Indalo e esse tema.

Leia mais em Erenice assessora multinacionais em projetos bilionários

quarta-feira, 25 de julho de 2012

MAIS UM ESQUEMA NA GAVETA

Justiça arquiva processo contra ex-ministra Erenice Guerra

Bruna Gavioli, Jovem Pan

Após dois anos, a Justiça arquivou o processo contra a ex-ministra Erenice Guerra. Sucessora de Dilma Rousseff na Casa Civil, a ex-ministra, que assumiu o cargo em março de 2010, não resistiu às denúncias de tráfico de influência e lobby envolvendo seu filho, Israel Guerra e o deixou em setembro de 2010.

O Tribunal Regional Federal determinou o arquivamento do inquérito por total falta de provas. O juiz da 10ª Vara Federal Vallisney de Souza Oliveira afirmou em sua decisão não haver nenhuma prova contra Erenice Guerra.

Em entrevista à Rádio Jovem, o advogado criminalista Mário de Oliveira Filho (foto) explicou que “depois de dois anos de trâmite do processo chegou-se à conclusão de que as provas que foram exibidas na investigação levaram a conclusão de que a ex-ministra não praticou crime nenhum”. “Eram acusações absolutamente infundadas, sem nenhum lastro de prova real e concreta contra ela”.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

ERENICE MAIS PODEROSA DO QUE NUNCA! Ninguém vaia, ninguém protesta, ninguém dá selinho…

Erenice, ex-braço-direito de Dilma, demitida por causa de lambanças da Casa Civil, está de volta. E continua poderosa! 

Reinaldo Azevedo

Erenice, demitida da Casa Civil depois de um escândalo, torna-se poderosa lobista e já segue agenda de Dilma 
(foto: Dida Sampaio/13.07.2010/Estadão Conteúdo)


No Brasil em que um deputado evangélico se transforma no inimigo público nº 1 da imprensa e dos descolados — ele pode não ser a voz de Deus, mas os que querem linchá-lo não são a voz do povo! — porque é contra o casamento gay (“Oh! Como pode? Que escândalo!”), os que trataram e tratam os cofres públicos como se fossem assunto privado não têm com que se preocupar. 
Vejam lá João Paulo Cunha e José Genoino, condenados e cassados (questão de tempo), na Comissão de Constituição de Justiça. São tratados pelo jornalismo como príncipes, como pensadores. 
Setenta e três milhões de reais só do Banco do Brasil foram para o ralo dos larápios. Mas Genoino diz que não houve dinheiro público naquela sem-vergonhice. Nem Ricardo Lewandowski acreditou. 
Assim, não é de estranhar que Erenice Guerra — ex-braço-direito da então ministra Dilma e depois ela própria chefe da Casa Civil, demitida na esteira de um escândalo — esteja de volta. E mais poderosa do que nunca!
Reportagem publicada na edição de VEJA desta semana mostra que Erenice montou um escritório de lobby numa mansão de Brasília, desfila num carrão avaliado em R$ 200 mil, reúne-se com empresários e agentes públicos e continua, atenção!, INFLUENTE NO PALÁCIO DO PLANALTO. Mais do que isso: ela lida também com questões que dizem respeito à campanha eleitoral de 2014.
Não é a primeira que foi defenestrada do governo e que volta com força. Dilma devolveu os ministérios do Trabalho e dos Transportes a prepostos dos ex-ministros Carlos Lupi e Alfredo Nascimento, respectivamente. Os dois saíram do governo tangidos por escândalos. Como Dilma quer contar com o PDT e com PR na eleição do ano que vem, como quer o seu tempo de TV, fez o que estava a seu alcance para contentar as duas legendas: entregou-lhes cargos públicos; deu-lhes uma fatia da administração. Eles, naturalmente, ficaram gratos, vão apoiar a campanha pela reeleição de Dilma e dirão que o fazem em defesa do povo.
Como só um homem mexe com o senso de justiça da imprensa — Marco Feliciano! —, essas negociações, assim, meio pornôs no que respeita à moralidade pública, foram feitas a céu aberto. Ninguém espera que o PDT ou o PR apresentem uma bula de princípios éticos para Dilma, não é mesmo?
Com Erenice, no entanto, é um pouco diferente. Ela não tem votos no Congresso nem tem minutos na TV. Mas, pelo visto, tem um lugar no coração de Dilma. Na Casa Civil, conheceu as entranhas do Palácio. Voltou, assim, meio nas sombras, mas atuando já nas altas esferas. Leiam trechos da Reportagem de Rodrigo Rangel e Adriano Ceolin. Volto em seguida.
*
Braço-direito de Dilma no governo passado, Erenice foi demitida em setembro de 2010, duas semanas antes da eleição, depois de VEJA revelar que ela integrava um bem articulado esquema de corrupção montado no Palácio do Planalto. Com a vitória de Dilma, reconstruiu a carreira longe dos holofotes. Hoje, ela atua como lobista de sucesso – que recebe em seu escritório autoridades de primeiro escalão para negociar projetos bilionários — e participa até mesmo das articulações eleitorais em curso. Na semana passada, Erenice esteve em Fortaleza com Dilma e a comitiva da presidente, que cumpriu agenda oficial na cidade. Erenice se hospedou no mesmo hotel reservado para a equipe presidencial e agiu como se ainda fosse, formalmente, uma das estrelas do time. Ela conversou com políticos e cobrou deles empenho na campanha pela reeleição da petista. Apresentou-se sempre como uma interlocutora do Planalto e quis saber quem simpatizava com Eduardo Campos (PSB), o aliado que pode virar adversário na corrida presidencial. Há mais do que mera lealdade à amiga Dilma nesse tipo de trabalho. Há. isso sim, uma boa dose de estratégia comercial. Erenice ganha para fazer lobby de interesses privados junto ao governo do PT, no qual tem uma extensa rede de contatos.
No Ceará, a ex-ministra teve uma audiência com o vice-governador Domingos Filho (PMDB) para tratar de um projeto de exploração de energia solar tocado no estado pelo empresário Eike Batista. Mas a base de operações dela é mesmo em Brasília, numa luxuosa casa no Lago Sul, um dos endereços mais exclusivos da capital. Ali, funciona o escritório Guerra Advogados Associados, que Erenice mantém em sociedade com os irmãos. O escritório é de advocacia apenas no nome. Erenice não aparece como advogada em nenhum processo novo sequer, nem na Justiça local nem nos tribunais superiores de Brasília. Não sem razão. A especialidade da casa é outra: fazer lobby. Utilizando-se das boas relações que tem no governo federal e entre políticos petistas e de partidos aliados, Erenice bajula e é bajulada por autoridades — de senadores da República a funcionários do alto escalão do governo — e fecha negócios valiosos envolvendo o setor público. Na quarta-feira, ela recebeu o secretário executivo do Ministério da Previdência, o petista Carlos Gabas. “Foi um almoço de amigos. Conversamos sobre a vida e o que estamos fazendo para manter nossa sanidade mental”, disse Gabas, que chegou ao escritório em carro oficial e é quem manda de fato na pasta. “Até onde eu sei, nada foi provado contra ela.” Não é bem assim.
No Ministério Público, após uma investigação sumária e repleta de falhas, o procedimento destinado a apurar as peripécias da ex-ministra de fato foi arquivado. Mas um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), órgão do próprio governo, acusou Erenice de irregularidades graves quando esteve no comando da Casa Civil. Entre elas, ter usado o cargo para viabilizar negócios de empresas que contratavam os serviços de consultoria de seu filho Israel. Erenice agiu ainda para favorecer a Unicel, companhia de telefonia que tinha seu marido, José Roberto Camargo, como representante. Esse lobby rendeu frutos num primeiro momento, mas o grande negócio — que era a venda da Unicel para a Nextel – foi barrado pela Anatel depois de revelado por VEJA.
(…)
Voltei
Este blog publicou com exclusividade, no dia 1º de novembro do ano passado, a operação que havia sido montada para vender a Unicel, uma empresa falida, à Nextel. Curiosamente, informei então, coisas desse fantástico mundo das coincidências em que transitam os petistas, a Nextel estava sendo beneficiada por uma decisão da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) que tinha tido o dedo — ou a mão inteira — de Erenice. A operação de compra e venda transitava na surdina. Revelada, a Anatel teve de intervir e impediu a operação. Legalmente ao menos, com certeza, ela não se realizou…
Encerro
Convenham, não é? O Brasil tem coisas mais importantes e urgentes, como punir as pessoas por delito de opinião.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O que aconteceu com a investigação sobre Erenice Guerra?

Tudo bem, o ministro Carlos Lupi está caindo de podre.
Mas o que aconteceu com a investigação sobre Erenice Guerra?


Por Ricardo Setti


Amigos do blog, a sucessão de escândalos cai-ministro no governo da presidente Dilma, e, agora, os esforços desesperados do moribundo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para agarrar-se de qualquer maneira ao cargo deixaram completamente em segundo plano, quase esquecido — meu amigo Augusto Nunes é um dos que não deixa passar –, o inquérito da Polícia Federal sobre as acusações de tráfico de influência supostamente praticado pela então chefe da Casa Civil da Presidência, Erenice Guerra, amiga pessoal e sucessora de Dilma no cargo, e pessoas de sua família.

O balcão de negócios em que teria se transformado o próprio coração do Palácio do Planalto durante o ano final do lulalato levou à queda de Erenice em setembro do ano passado.

A Polícia Federal pediu pelo menos cinco vezes o adiamento das conclusões do inquérito, depois de ouvir meia centena de pessoas.
A PF alegou em várias ocasiões que estava com dificuldade de obter dos bancos informações propiciadas pela quebra, devidamente autorizada, do sigilo bancário da ex-ministra.

A coisa começou há um ano e um mês e… o que diz a PF, de competência tão decantada pelo lulalato?

Vale a pena recordar que a Controladoria Geral da União concluiu em março — ou seja, há quase oito meses — sua investigação sobre o caso, e encontrou três “graves irrregularidades”.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A casa envilecida por um farsante, uma nulidade, uma quadrilheira e um Palocci

Por Augusto Nunes

Primeiro, Lula descobriu que a oposição resolveu despejar Antonio Palocci da Casa Civil “para desestabilizar o governo”.

Alguém deve ter soprado que ele próprio, em 2006, livrou-se do estuprador de sigilo bancário sem que ocorressem abalos sísmicos no Planalto.
O ex-presidente engatou uma segunda, comparou o consultor mais caro do mundo ao maior jogador de futebol da história e ensinou que “não se pode deixar um Pelé no banco”.

Alguém deve ter soprado que, se é assim, ele será lembrado como o presidente que expulsou Pelé de campo.
O palanqueiro itinerante engatou uma terceira e, nesta quinta-feira, fez outra descoberta: “Palocci é o homem que prestou muitos serviços ao governo e não podemos desampará-lo”.

Se a preocupação é real, deve chamar imediatamente o doutor Márcio Thomaz Bastos, ou outro especialista em livrar pecadores de estimação do merecidíssimo castigo.
O amparo jurídico impediu que Palocci fosse condenado pela violação da conta de Francenildo Costa na Caixa Econômica Federal.
Mas já não há qualquer espécie de amparo político capaz de manter no cargo o ministro enredado no milagre da multiplicação do patrimônio.

Palocci perdeu a voz há quase duas semanas por falta do que falar.
Diga o que disser, nada mudará a verdade devastadora: ele enriqueceu com o tráfico de influência, usando como fachada a empresa de consultoria Projeto.
Bom nome: nunca foi mais que um projeto a firma cujo quadro funcional se limitava à moça do telefone.

Foi Lula quem impôs a Dilma Rousseff a nomeação do novo chefe da Casa Civil envilecida pelas três escolhas anteriores.
Deve-se debitar na conta do ex-presidente, portanto, a gangrena que surgiu com José Dirceu, expandiu-se com Dilma Rousseff, tornou-se especialmente malcheirosa com Erenice Guerra e completou-se com Antonio Palocci.

Dirceu complicou-se em 2004 com a divulgação do vídeo em que o amigo íntimo Waldomiro Diniz, assessor para Assuntos Parlamentares, pedia propina a um bicheiro.
No ano seguinte, o guerrrilheiro de festim estrelou o escândalo do mensalão e acabou substituído por Dilma.

A sucessora de Dirceu montou a fábrica de dossiês cafajestes e se enrascou na suspeitíssima conversa com Lina Vieira.
Transferida para a campanha eleitoral, cedeu a vaga a Erenice Guerra, superassessora e melhor amiga, que reduziu a Casa Civil a esconderijo da quadrilha formada por parentes e agregados.


Estigmatizado pelo caso do caseiro, Palocci já chegou com culpa no cartório.
Conseguiu ampliá-la neste outono, quando o Brasil soube que o primeiro-ministro do novo governo é um reincidente sem remédio.

Waldomiro Diniz pôde redigir em sossego o pedido de exoneração.
Oficialmente, saiu porque quis, esperteza repetida por Dirceu no inverno de 2005, quando o escândalo do mensalão desabou sobre a figura que a Procuradoria-Geral da República mais tarde qualificaria de “chefe de uma organização criminosa sofisticada”.
Ele saiu como sairia Erenice: com um pedido de demissão que lhe valeu um salvo-conduto para aparecer quando quisesse (além do convite para a festa de posse de Dilma Rousseff).

Cinco meses depois de voltar ao coração do poder, chegou a hora de Palocci descobrir que um raio pode cair até quatro vezes no mesmo lugar.

O governo já entendeu que é impossível mantê-lo onde está.
A discurseira contra a imprensa, a oposição e funcionários da prefeitura paulistana é só a bisonha reprise do truque forjado para adiar o desfecho inevitável.
O Planalto precisa de mais tempo para achar uma “saída honrosa” para o companheiro que desonrou quase todos os cargos que ocupou.

A cabeça e a alma de um governante se traduzem nas escolhas que faz.

Para chefiar a Casa Civil, o pajé da tribo que topa qualquer negócio escolheu, sucessivamente, José Dirceu, Dilma Rousseff e Erenice Guerra.
Um farsante, uma quadrilheira e uma nulidade.

Coerentemente, decidiu que a sucessora deveria escolher Antonio Palocci.
Obediente ao chefe, Dilma convidou um estuprador de sigilo.
Veio junto um traficante de influência.
As quatro obscenidades que o mesmo gabinete hospedou, somadas, compõem o mais revelador retrato de Lula.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

PF prorroga pela terceira vez investigação sobre caso Erenice Guerra

A PF e o caso Erenice.
Tudo na mesma, mas pior

Leiam o que vai na Folha Online.

O Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região acolheu o pedido da Polícia Federal e prorrogou por mais 60 dias o inquérito que investiga tráfico de influência na Casa Civil em 2009, período em que Erenice Guerra era secretária-executiva da pasta.
Essa é a terceira prorrogação do caso que teve início em setembro, durante a campanha eleitoral.

A ex-braço direito da presidente Dilma Rousseff e sucessora dela na Casa Civil caiu após a Folha mostrar que a estrutura do ministério foi usada por seu filho, Israel Guerra.
Segundo empresários, ele cobrava para facilitar acesso a negócios do governo.

O caso também foi analisado pelo governo, mas acabou sem punição.
A sindicância instalada pela Casa Civil em 16 de setembro terminou no começo do mês, mas não investigou Erenice porque, segundo o órgão, não teria essa atribuição.

Comentário de Reinaldo Azevedo

Contrastem essa informação com a cobrança de “ética” que a presidente Dilma e Antonio Palocci fizeram na primeira reunião ministerial, o que deixou tanta gente encantada.
A Casa Civil, e Dilma continuou a mandar lá mesmo como candidata, investigou Erenice e… bingo! Não chegou a lugar nenhum!
Não é espantoso porque isso tudo é rotineiro no governo do PT.

A Polícia Federal investigou o mensalão e o dossiê feito na Casa Civil ao tempo de Dilma ministra e também não encontrou nada.

O caso dos aloprados está aí, sem qualquer conclusão.
Aloizio Mercadante, o chefe do homem da mala de R$ 1,7 milhão (era chefe, certo?), é ministro da Ciência e Tecnologia.

É claro que há alas sérias na Polícia Federal, que buscam fazer o seu trabalho.
Mas também é verdade que ela nunca foi tão politizada quanto é agora.
Mais uns dois anos, e os petistas começarão a dizer que o caso Erenice nunca existiu, assim como negam o mensalão.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Revogação da ética na política - por decreto?

Se Erenice perdesse a cabeça, a de Dilma poderia ser servida na bandeja seguinte
Por Augusto Nunes

Para quem vê as coisas como as coisas são, Erenice Guerra é uma militante do PT que, homiziada na cúpula do ministério mais importante da República, tratou de ganhar dinheiro sujo como gerente e coiteira da quadrilha formada por parentes.
Ponto.
Se fosse personagem de algum seriado policial da TV americana, Erenice já teria ouvido há muito tempo a leitura dos seus direitos pelo detetive que escalado para algemá-la pelas costas.
Como existe no Brasil, a criatura inverossímil aguarda em sossego a condenação à liberdade em última instância.

Enquanto contempla entre bocejos o ritual das sindicâncias de araque e das investigações simuladas, Erenice exerce o direito de ir e vir para circular por Brasília com a pose arrogante de quem foi convidada até para a confraternização de fim de governo dos ministros de Lula, até para a festa de posse de Dilma Rousseff.
Talvez fosse mais discreta se o prontuário só registrasse o que fez em parceria com a família.
Esbanja segurança por confiar na força que vem das patifarias cometidas em parceria com Dilma Rousseff.

Em fevereiro de 2008, para desviar do Planalto os holofotes que iluminavam a farra dos cartões corporativos, o presidente Lula encomendou a Dilma um dossiê que transformasse Fernando Henrique e Ruth Cardoso no mais perdulário dos casais.



A chefe da Casa Civil repassou o serviço à companheira que acumulava as funções de braço direito, melhor amiga e confidente.
Pilhada em flagrante, Dilma negou a maternidade da sordidez.
Se não for tratada com a devida gentileza, Erenice pode ser induzida pelo temperamento esquentado a contar o que sabe.

Em outubro de 2008, a superassessora foi encarregada por Dilma de agendar uma conversa reservada com Lina Vieira, secretária da Receita Federal.
Em agosto de 2009, numa entrevista à Folha, Lina revelou que durante o encontro, ocorrido em 9 de outubro, foi pressionada para “agilizar” a auditoria em curso nas empresas da família Sarney.
Tradução: convinha esquecer o caso.
Como fez de conta que não entendeu a ordem de Dilma, foi demitida por honestidade.
Dilma jurou que a conversa não houve.

Em mais de um depoimento, sem incorrer em qualquer contradição, Lina reproduziu o diálogo de alta voltagem, descreveu a cena do crime, até detalhou o figurino usado pela protetora de Fernando Sarney.
Dilma segue agarrada ao desmentido.
Se lhe forem negadas as mesuras e atenções que tem recebido, Erenice pode sucumbir à tentação de contar o que sabe.

Como no caso do dossiê contra Fernando Henrique e Ruth Cardoso, Dilma não resistiria à profusão de detalhes armazenados na memória da comparsa.
E o país saberia que é governado por uma serial killer da verdade.


Esses cadáveres no armário comum transformaram Dilma Rousseff e Erenice Guerra em xifópagas morais.
Não há como separá-las sem ameaçar a sobrevivência das duas.
Se Erenice for decapitada, a cabeça de Dilma poderá ser servida na bandeja seguinte.
Proibida de afastar-se da cúmplice, instada a prorrogar por quatro anos a impunidade de corruptos de estimação, a presidente terá de prosseguir a obra mais repulsiva de Lula: o esforço pela revogação definitiva da ética na política.

sábado, 18 de setembro de 2010

Trincheira da Imoralidade


Em evento organizado pela juventude do PSDB em São Paulo, um grupo de pessoas fez uma lavagem simbólica da calçada da agência da Receita Federal em Mauá nesta quinta-feira.
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) também participou do ato que foi encerrado com o hino nacional.

Servidores do órgão em Mauá são investigados por suspeita de envolvimento na quebra de sigilo da filha do candidato tucano José Serra, Verônica Serra, do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de outras pessoas ligadas ao partido.

O locutor do carro de som fez diversas críticas à candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff.

Ele também falou sobre escândalos que envolvem acusações contra o governo federal, como mensalão do PT ocorrido em 2005 e as denúncias contra Israel Guerra, filho da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra.

As denúcias resultaram na queda de Erenice da Casa Civil.

O senador Álvaro Dias cobrou indignação dos eleitores com o que chamou de “festival de mentiras” e “um espetáculo de arbitrariedade patrocinada a partir do Palácio do Planalto”.

O tucano comparou o vazamento de dados sigilosos da Receita a práticas do stalinismo.
Ele também citou as denúncias que atingiram a Casa Civil desde o primeiro mandado do presidente Lula, como o escândalo envolvendo o ex-assessor Waldomiro Diniz e o ex-ministro José Dirceu que deixou o cargo em 2005 em meio às denúncias do mensalão.

“Lá em Brasília, nas barbas do presidente, no quarto andar do Palácio do Planalto, na Casa Civil se instalou mais uma vez um propinoduto para roubar o povo desse país”, afirmou.

Dias declarou que a Casa Civil se transformou em uma “trincheira de imoralidade” e procurou associar a candidata do PT, Dilma Rousseff, às denúncias que culminaram na saída de Erenice Guerra nesta quinta-feira.

“Ela [Dilma] quer se esquivar, quer ser mãe do PAC e diz querer ser mãe dos brasileiros, mas não aceita nem mesmo ser a madrasta desse filho, porque esse filho é feio. É o filho da corrupção”.

Fonte: G1

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Dilma está enrolada até o pescoço

Braço direito, amiga pessoal e sucessora de Dilma na Casa Civil, Erenice Guerra, confirmou que usava cargo para aumentar a "taxa de sucesso" dos filhos.
Mas a caneta era da Dilma.

Da Folha de São Paulo:

A ex-ministra Erenice Guerra mudou a versão que sustentava até agora e confirmou à Polícia Federal que recebeu na Casa Civil empresários que negociavam contrato com a firma de lobby dos filhos dela para obter um empréstimo do BNDES.

Na época, a ministra era Dilma Rousseff, atual candidata do PT à sucessão presidencial, e Erenice, seu braço direito.

A Folha teve acesso à íntegra do depoimento dela, que durou quatro horas e teve mais de cem perguntas sobre o esquema de tráfico de influência na Casa Civil.
A assessoria da Casa Civil, por meio de notas oficiais, havia negado por duas vezes à Folha a participação de Erenice na reunião com os empresários de Campinas que negociavam com a empresa de lobby Capital.

Ontem Erenice mudou a versão.
Disse à PF que recebeu, no ano passado, os empresários paulistas no prédio do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), onde funcionava provisoriamente o governo.
Vejam matéria na íntegra aqui.

sábado, 19 de março de 2016

DO PETROLÃO AO ELETROLÃO - AGORA A CASA CAI

DELCÍDIO E EMPREITEIRO LIGAM DILMA A ESCÂNDALO DO SETOR ELÉTRICO



As delações do senador Delcídio do Amaral e do executivo Otavio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, permitiram à Operação Lava Jato estabelecer a ex-ministra Erenice Guerra e um escritório de advocacia como elos que ligam a presidente Dilma ao escândalo do “Eletrolão”, envolvendo negócios de estatais do setor elétrico. E com destaque para as obras de R$19 bilhões da hidrelétrica de Belo Monte.

A suspeita é que negócios de Belo Monte eram tratados no escritório Trajano e Silva Advogados, com participação de familiares de Erenice.

Delcídio do Amaral revelou detalhes importantes do esquema chefiado por Erenice Guerra até sua destituição da Casa Civil do governo Lula.

Após Erenice deixar o governo em meio a um escândalo, os delatores dizem que o escritório de advocacia foi desmontado em apenas 2 dias.

Sócio do escritório de advocacia ligado a Erenice, Alan Trajano foi acolhido por Dilma na Casa Civil, e a assessora sobre o setor elétrico.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

VENDA DE MP: A CHEFONA DE ERENICE ERA DILMA

INVESTIGADA NA VENDA DE MP, ERENICE PODE ARRASTAR DILMA


A Polícia Federal e Ministério Público Federal investigam a ex-ministra Erenice Guerra, no caso de compra e venda de medidas provisórias, porque na ocasião ela ocupava a secretaria-executiva da Casa Civil do governo Lula. Mas era diretamente subordinada à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que firmava reputação de “gerentona”, em razão do estilo concentrador nas decisões e controlador nos procedimentos.

Cabe ao chefe da Casa Civil examinar e levar ao presidente todos os papéis a serem assinados. Dilma fez esse papel no governo Lula.

Dilma tinha controle total sobre a rotina na Casa Civil, com o auxílio de duas pessoas de sua confiança: Erenice Guerra e Beto Vasconcelos.

Passava pelo crivo de Beto Vasconcelos, jovem chefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, todos os papéis a serem assinados por Lula.

A investigação de venda de medidas provisórias abrange o governo Lula e também o governo da sempre controladora presidente Dilma. 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

'Fui extorquido na Casa Civil', conta deputado


Em reportagem de VEJA desta semana, o parlamentar Roberto Rocha revela que assessor de Dilma Rousseff exigiu 100 000 reais de propina para agilizar processo que dependia de autorização do presidente Lula
VEJA

Extorsão na Casa Civil

Em 2007, o deputado Roberto Rocha, do PSDB maranhense, obteve uma audiência na Casa Civil para tratar de um problema que já se estendia por anos.
Como mostra a revista VEJA desta semana, contudo, Rocha não encontrou uma solução para seu problema na visita ao Planalto.

Encontrou, isso sim, um outro exemplo de como um balcão de negócios operava na Casa Civil de Dilma Rousseff, Erenice Guerra e companhia.

Sócio da TV Cidade, retransmissora da Record no Maranhão, Rocha aguardava desde 2003 uma autorização para alterar a composição societária da empresa.
Como as emissoras de televisão são concessões públicas, negócios desse tipo requerem a chancela do governo.
Esse procedimento burocrático deveria ser rápido (na medida em que as burocracias são rápidas, é claro), mas acabou se alongando despropositadamente por razões políticas.

Rocha é adversário dos Sarney no Maranhão.
Dona de TV no estado, e influente no governo Lula, a família fez de tudo para atravancar o seu negócio.
Como no Maranhão o apoio ou a oposição aos Sarney é um divisor de águas, Rocha contou até mesmo com a ajuda de petistas, como o deputado Domingos Dutra, para chegar à Casa Civil.

Lá, encontrou-se com o personagem central da reportagem: o advogado Vladimir Muskatirovic, o "Vlad", que atualmente ocupa a chefia de gabinete da Casa Civil.

Subordinado de Erenice Guerra desde a época em que ela comandava a assessoria jurídica do Ministério de Minas e Energia, Vlad foi carregado pela chefe para a Presidência - da mesma forma como Erenice foi carregada por Dilma Rousseff, de quem era braço direito.

Dilma tornou-se candidata à Presidência da República pelo PT.
Erenice assumiu a Casa Civil, mas foi derrubada do cargo por comandar uma central de tráfico de influência que beneficiava, entre outros, seu filho Israel.

Vlad, no entanto, continua firme no governo.
Como mostra VEJA - que ouviu também fontes da Casa Civil e do próprio PT -, ao receber o deputado Rocha ele pediu 100 000 reais de propina para resolver a sua pendência.


"Fui extorquido pela Casa Civil", diz Rocha a VEJA.

A revista também narra como uma segunda reunião, no restaurante da Câmara dos Deputados, foi agendada para acertar as prestações.
O primeiro pagamento - o único consumado - foi de 20 000 reais.

Procurado por VEJA, Vlad negou, em nota escrita, ter pedido ou recebido propina.

terça-feira, 22 de março de 2011

Mais um caso de impunidade que estimula o crime

Erenice recebe censura, mas caso continua sem solução

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu, por unanimidade, aplicar censura ética à ex-ministra Erenice Guerra pelas acusações de tráfico de influência.
A medida funciona apenas como um reconhecimento de que ela teve conduta não-condizente com o cargo que ocupava, e não a impede de assumir um cargo público.
Na verdade, a medida não tem qualquer efeito prático, é apenas mais um capítulo da operação que há quase sete meses vem sendo realizada para abafar o caso Erenice.

Recentemente, a Polícia Federal anunciou que estava adiando pela quarta vez a conclusão do inquérito que investiga crime de tráfico de influência cometido por Erenice Guerra quando respondia pela chefia da Casa Civil no governo Lula.
A investigação deste escândalo que derrubou oito pessoas no governo passado já se arrasta há mais de cinco meses.
Pelo visto, não apenas a PF mas também o Ministério Público caminham para referendar a conclusão da comissão de inquérito da Casa Civil, que absolveu a ex-ministra e seus filhos dos crimes praticados na Casa Civil.
Veja no VIDEO:

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Falou demais

Deu na Folha de S. Paulo

Renata Lo Prete

Causou apreensão no comando da campanha petista a nota divulgada ontem por Erenice Guerra, na qual a sucessora de Dilma Rousseff na Casa Civil atribui as acusações que envolvem sua família a um movimento "em favor de um candidato já derrotado".

Os preocupados argumentam que, não bastasse a imprevidência de declarar a eleição encerrada, por mais folgada que seja a liderança nas pesquisas, a nota peca por aproximar Erenice da candidatura de Dilma -quando a petista deixou claro, em resposta dada domingo no debate Folha/Rede TV!, que a estratégia da campanha vai toda na direção contrária.

(MAIS UMA MENTIRA CABELUDA DO "CURRÍCULO" DA CANDIDATA DILMA É DESMASCARADA - O escritório de advocacia que cuida dos interesses jurídicos da candidata servia de base para as "reuniões comerciais" de Erenice Guerra.)