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sábado, 3 de outubro de 2015

CÉU SEM BRIGADEIRO

Sandro Vaia explica a dança das cadeiras, assim Dilma finge que está agindo para resolver a crise:

Céu encoberto e tempo nublado em Brasília (Foto: Marcello Casal Jr. / ABr)

Põe o Janine, tira o Janine. Tira o Mercadante daqui, coloca ali. Põe o dono do restaurante de Duque de Caxias na Ciência e Tecnologia e desloca o Rebelo para a Defesa - pode não entender nada do assunto, mas torce para o Victor Hugo, belíssimo zagueiro central, que não deixa passar uma.

Ali, dirigindo a orquestra, da coxia, o grão vizir Lula, aquele que é a favor e contra o governo, aquele que planta cargos para colher governabilidade. Para que? Para não largar jamais a planta suculenta do poder.

Na dança das cadeiras promovida pela presidente Dilma com a finalidade de abrir mais espaço em seu governo para abrigar um aliado faminto que tem o poder de retirar-lhe o mandato, faltavam cadeiras e havia dançarinos sobrando.

O grão vizir interveio e colocou um dos seus, Jacques Wagner, na Casa Civil- por onde já andaram José Dirceu e a própria Dilma - e deixou que Dilma deslocasse seu xodó Mercadante para a Educação, completando a quinta troca de comando naquele que deveria ser o ministério mais importante da República - o da Educação (afinal, não somos uma pátria educadora?).

Afinal, é pela Casa Civil que passam de verdade os destinos da República. A Educação é apenas uma vitrine de um projeto inócuo, sem começo, nem meio e nem fim, onde moram os mais impressionantes slogans de João Santana.

Andou por ali ultimamente um cavalheiro bem apessoado, bem educado, um prestigioso professor de Ética, não inscrito no partido, a quem coube, em seus parcos seis meses de gestão, administrar uma greve de universidades federais e vir a público dizer que “o dinheiro acabou”, quando os estudantes não conseguiam mais inscrever-se no FIES. Esse é o resumo de sua obra.

Um homem de fino trato, tanto que ao ser despedido pela presidente, topou posar para uma foto apertando a sua mão e dar declarações à imprensa dizendo que ela foi muito cordial ao comunicar-lhe o bilhete azul.

O outro trambolho que o grão vizir resolveu entregar de mão beijada à voracidade do PMDB foi o ministério da Saúde, que estava nas mãos do companheiro Arthur Chioro, delicadamente avisado que estava fora pela presidente Dilma, num telefonema de dois minutos. Ao que se informa, ela não teve tempo nem de dizer-lhe “obrigado”.

Uns dois dias antes de ser despachado em função do toma lá dá cá, Chioro deu uma entrevista ao Estadão anunciando que o SUS - Sistema Único de Saúde - entrará em colapso em setembro de 2016 por falta de dinheiro.

Para completar o cenário dantesco, anunciou-se que um dos dois candidatos cogitados pelo PMDB para preencher o cargo, o deputado Manoel Júnior, da Paraíba, foi citado numa CPI como suspeito de ter participado de um assassinato. (O escolhido acabou sendo Marcelo Castro, do Piauí, apadrinhado de Leonardo Picciani, líder do PMDB na Câmara).

O deputado paraibano é da tropa de choque do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, acusado de ter 5 milhões de dólares oriundos de propina depositados em conta secreta na Suíça. Mas Cunha ainda tem o poder de apertar o botão dos projetos bomba e da máquina de disparar o processo de impeachment contra Dilma.

Sob esse virtuoso cenário, o grão vizir ainda disse a seus amigos que está pensando em lançar já a sua candidatura para 2018, com a finalidade de “ocupar espaços”, enquanto mostra à sua criatura onde fica o caminho mais curto para que a sua insignificância não atrapalhe o seu projeto de poder.

Enquanto os ilusionistas embaralhavam as suas cartas, os jornais anunciavam mais mar revolto à frente: a denúncia da venda de MPs favorecendo a indústria automobilística, durante o governo Lula, e doações da UTC tiradas de propinas da Petrobras para financiar a campanha da reeleição de Dilma.

Um céu sem brigadeiro.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

A SAÚDE EM COMA

Mary Zaidan

Saúde frequenta o discurso de 110% dos políticos. Durante o período eleitoral, então, falam tanto do tema que põem em risco a sanidade do eleitor. Até candidatos à Presidência da República abusam de coisas genéricas como “mais saúde”.

Mas, efetivamente, governos só se mexem quando muito pressionados.

Na terça-feira, 22, a Santa Casa de São Paulo fechou as portas de seu Pronto Socorro por falta de insumos básicos. Não mais do que de repente, o governo federal pareceu descobrir algo que deveria estar careca de saber: a agonia quase terminal da maior instituição filantrópica da América Latina. Pior: apostou no jogo do empurra, acusando o governo paulista de erro nos repasses de recursos para o hospital. Esse, por sua vez, colocou em dúvida a gestão da Santa Casa e exigiu auditoria nas contas da entidade.

A radicalização de 30 horas processou milagres: um aporte emergencial de R$ 3 milhões do governo do Estado de São Paulo e até a promessa do ministro da Saúde, Arthur Chioro, de auxílio do BNDES para solucionar a dívida de mais de R$ 300 milhões acumulada ao longo de anos.

Sabe-se lá por que o ministro demorou tanto para aviar receita tão fabulosa.

O vírus que contamina as finanças de instituições 100% SUS é disseminado pelo próprio governo, que passou a golpear os princípios do avançado Sistema Universal de Saúde, quer nos recursos, quer nas prioridades.

O Mais Médicos – ainda que fosse bem planejado e não feito à toque de caixa – é prova disso: adia soluções e estende um véu róseo sobre um sistema gravemente enfermo.

Segundo o provedor da Santa Casa, Kalil Rocha Abdalla, o SUS não atualiza os valores da tabela de procedimentos há mais de uma década, inviabilizando todos aqueles que trabalham unicamente com atendimento gratuito.

Com uma tabela que cobre entre 40% a 60% dos custos, quase três centenas de hospitais foram fechados nos últimos cinco anos, reduzindo em 4.770 a oferta de leitos hospitalares.

O site Contas Abertas informa que no ano passado os investimentos do Ministério da Saúde somaram R$ 3,9 bilhões. Apenas R$ 1,5 bilhão a mais do que o Ministério da Reforma Agrária gastou só no primeiro semestre de 2014 na compra de veículos e equipamentos para alavancar a campanha da presidente Dilma Rousseff, com festivas distribuições às prefeituras. Menos da metade dos R$ 8 bilhões consumidos para erguer os 12 estádios da Copa do Mundo.

Pior área nas avaliações dos governos Lula e Dilma, a Saúde está em coma. Um dos temores dos publicitários da campanha de reeleição da presidente deve ser o de que o remédio venha das urnas.



Sede institucional da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo

sexta-feira, 14 de março de 2014

DESGOVERNOS LULA E DILMA REDUZIRAM O PAÍS A AJUDANTE DE CAPITÃO-DO-MATO

Um editorial e uma entrevista expõem as torpezas do programa Mais Médicos

dilma_rousseff_raul_Castro
Por Augusto Nunes
“O governo anunciou, com espantosa naturalidade, que mais 4 mil cubanos virão ao Brasil para integrar o programa Mais Médicos”, começa o editorial publicado pelo Estadão nesta segunda-feira. “Com isso, o exército de profissionais exportados pela ditadura castrista para servirem como peça de propaganda eleitoral petista ─ e serem despudoradamente explorados como mão de obra de segunda classe ─ chegará a 11.400, maioria absoluta entre os 14.900 médicos do programa”. Consumada a expansão, a tropa originária da ilha-presídio será mais numerosa que a população de quase 3 mil dos 5.565 municípios brasileiros. Haja cinismo.
“Ninguém sabe quantos eles são, nem onde estão e o que fazem exatamente”, advertiu Florentino Cardoso, presidente da Associação Médica Brasileira, durante a entrevista ao Roda Viva desta segunda-feira. Como a doação dos bilhões de dólares que financiaram a construção do porto de Mariel, também a importação dos doutores fabricados em série virou segredo de Estado. Conjugados, o editorial e a entrevista demonstram que, ajoelhada no altar dos Irmãos Castro, os sacerdotes da seita lulopetista resolveram esconder dos que bancam a gastança os caminhos percorridos pelo dinheiro desviado para os companheiros caribenhos.
Transformados num dos principais produtos de exportação de uma tirania comunista à beira da falência, os jalecos encomendados pelo Planalto a 10 mil reais por cabeça vão custando R$ 900 milhões por ano. A conta não inclui os incalculáveis prejuízos éticos e morais decorrentes da parceria que, ao institucionalizar uma nova forma de trabalho escravo, reduziu o Brasil a ajudante de capitão-do-mato, aboliu a Lei Áurea, debochou da legislação trabalhista e confiscou os direitos humanos dos médicos cubanos. Confrontados com as cobranças do país que não perdeu a vergonha, os escravocratas federais recorrem a vigarices de estelionatário aprendiz.
“Não traremos médicos cubanos”, mentiu o então ministro da Saúde Alexandre Padilha meses depois de fechado o negócio e semanas antes do desembarque da primeira leva. “Tudo foi feito com a intermediação da Organização Panamericana de Saúde”, reincidiu depois da chegada dos primeiros aviões negreiros. Primeira a escapar da ratoeira, a médica Ramona Rodriguez revelou que a venda de seres humanos é administrada por uma certa Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos S. A.. A substituição de Padilha por Artur Chioro reforçou a suspeita de que a escolha de ministros agora é determinada pelo critério da desfaçatez.
Chioro afirmou que “o modelo do contrato assinado pelo Brasil é igual ao estabelecido com os demais países que recebem médicos cubanos”. Assim é na França, no Chile e na Itália, exemplificou. A mentira foi desmontada pelo Jornal Nacional. Os governos da França e do Chile pagam a um cubano o mesmo salário recebido por todos os estrangeiros ─ e não permitem que sejam vigiados pelos agentes da polícia castrista em ação no Brasil. A Itália não contrata profissionais cubanos.
“Nada justifica o descarado atropelo das leis trabalhistas, cujo objetivo é não apenas sustentar a demagogia do governo, mas também ─ e talvez principalmente ─ financiar a ditadura cubana”, conclui o editorial do Estadão. É isso. Os comerciantes de gente ressuscitaram, além da escravidão, o diagnóstico de Mário de Andrade: “Pouca saúde e muita saúva os males do Brasil são”. Como por aqui o que está muito ruim sempre pode piorar, as saúvas estão no poder.

quinta-feira, 13 de março de 2014

BLINDAGEM À CORRUPÇÃO DO PT PODE ESTAR COM OS DIAS CONTADOS


A rebelião na base aliada da Câmara dos Deputados provocou nesta quarta-feira (12) a convocação em série de quatro ministros para prestarem esclarecimentos na Casa. Além disso, o ministro Arthur Chioro (Saúde) e a presidente da Petrobras, Graça Foster, também foram convidados a prestar esclarecimentos.

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle aprovou a convocação dos ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), Jorge Hage (Controladoria-Geral da União) e Manoel Dias (Trabalho) para tratar de denúncias de irregularidades envolvendo repasses do governo para organizações não governamentais e, também, do ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades), que deve falar sobre o andamento das obras de mobilidade urbana.

Nas convocações, os ministros são obrigados a comparecer ao Congresso. Entre a estratégia dos partidos aliados que formaram o "blocão" de insatisfeitos com o Planalto está a convocação de ministros para constranger o governo. Os deputados também formalizaram um convite para a presidente da Petrobras, Graça Foster, falar sobre denúncias de irregularidades envolvendo a estatal. Como Graça coordena uma estatal, o Congresso não tem força para aprovar a convocação, que torna a presença obrigatória.

Antes dos embates, os deputados da comissão acabaram cedendo aos apelos do PT e transformaram em convite a convocação do ministro Arthur Chioro (Saúde) sobre o programa Mais Médicos, vitrine eleitoral de Dilma Rousseff.

A votação na comissão, contou, inclusive, com uma retaliação do "blocão", puxada pelo PMDB, a partidos que abandonaram o grupo depois de retomarem conversas com o Planalto sobre a reforma ministerial. A votação foi tumultuada pelos governistas e chegou a ser realizada duas vezes. O PT não concordou e disse que houve manobra regimental e irá recorrer ao plenário para anular o chamado dos ministros.

Os deputados da comissão aprovaram ainda a convocação do ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades), deputado do PP que deve ficar no cargo até o fim da semana. O PP e o PT tentaram retirar de pauta o pedido, mas o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), que vinha negociando acordo com petistas não aceitou. O peemedebista alegou que houve irregularidade no requerimento e votaria a convocação.

REAÇÃO
O líder do PP, Eduardo da Fonte (PE), reagiu e disse que votaria pela convocação dos ministros Gastão Vieira (Turismo) e Antonio Andrade (Agricultura), que são deputados e foram indicados pela bancada da Câmara para o posto.

Cunha desafiou o colega. "Então vamos para a convocação dos três", disse. "Perdeu o clima", completou. O movimento do PMDB foi visto por deputados como uma retaliação ao acerto da cúpula do PP com o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), no qual ficou definido que o Ministério das Cidades deve seguir sob o comando de Gilberto Occhi, em substituição a Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).
A convocação de Manoel Dias também foi interpretada como um recado ao PDT que também
esvaziou o bloco.

SAÚDE
O convite do ministro Arthur Chioro, na prática, tem caráter de convocação porque foi acertada para a próxima quarta-feira (19) como o dia em que o ministro falará na comissão. Os deputados aproveitaram para aumentar a lista de pedidos de esclarecimentos que tratava apenas do programa Mais Médicos, vitrine eleitoral de Dilma.

Chioro falará sobre ter levado sua mulher em avião da FAB (Força Aérea Brasileira) durante compromissos no Carnaval, como a Folha revelou, sobre gastos da saúde indígena e ainda aluguel superfaturado de veículos da pasta e gastos com medicamentos.

PETROBRAS
Também foi aprovado na comissão requerimento do PSDB convidando a presidente da Petrobras, Graça Foster, para prestar esclarecimentos sobre contratos firmados com a empresa SBM Offshore. Como Graça coordena uma estatal, o Congresso não tem força para aprovar a convocação, mas apenas convite.

Ontem, a base já aprovou a criação de uma comissão externa para apurar suspeitas de que a empresa SBM Offshore, que aluga plataformas de petróleo a companhias como a Petrobras, teria pago suborno a empresas em vários países, incluindo o Brasil. A Petrobras é uma das prioridades da presidente Dilma Rousseff.

A SBM Offshore é uma empresa holandesa de serviços para exploração e produção de petróleo em alto-mar. Tem contrato para plataformas com Petrobras e Shell em operação nas bacias do Espírito Santo, de Campos e de Santos.

Líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), defendeu a vinda da presidente da Petrobras, mas acertou a blindagem do ministro Edison Lobão (Minas e Energia). Ele fez um acordo para retirar o pedido de convocação de Lobão afirmando que ele apenas irá ao Congresso, caso Graça Foster não compareça. "A Casa aprovou a criação de comissão externa e na medida que a Casa aprovou a comissão não há medida para não aprovar o convite para Graça Foster. A Casa já mostrou que quer ouvir o tema", disse Cunha. O PT tentou impedir a votação, mas acabou recuando.

Funcionários da Petrobras estiveram em fevereiro na sede da SBM Offshore, na Holanda, logo após a divulgação do possível envolvimento da petroleira nas investigações sobre pagamento de propina pela empresa holandesa, sua fornecedora, em diversos países. A Folha apurou que a SBM recebeu os representantes da Petrobras na sede do grupo, em Schiedam.

Eles tiveram acesso a toda a documentação que a empresa produziu a partir de investigação interna que realizou voluntariamente, em 2012, e que entregou às autoridades da Holanda e dos EUA. A direção da SBM descobriu, em 2012, por meio de controles internos, "indícios de pagamentos substanciais" feitos "mediante intermediários, aparentemente destinados a funcionários públicos".

Segundo a SBM, as "práticas comerciais impróprias" foram detectadas "em dois países na África e um fora da África". A empresa não citou países nem empresas envolvidos. Segundo relato de ex-funcionário da SBM, que teria acompanhado as investigações internas e que publicou no site Wikipedia o detalhamento do caso, as propinas teriam sido pagas em sete países, entre 2006 e 2011, em um total de US$ 275 milhões, dos quais US$ 139,2 milhões a funcionários da Petrobras.

OUTRAS COMISSÕES
Em outras comissões da Câmara, outros quatros ministros foram convidados a prestar esclarecimentos. A comissão de Ciência e Tecnologia chamou os ministros Marco Antonio Raupp (Ciência e Tecnologia) e Paulo Bernardo (Comunicações) para falar sobre as ações realizadas em 2013 e planejadas para 2014.

A Comissão de Integração Nacional aprovou a presença do ministro Francisco José Coelho Teixeira (Integração Nacional) para falar sobre os programas da sua pasta. A Comissão de Viação e Transportes convidou Moreira Franco (Secretaria Aviação Civil) para apresentar a situação atual da secretaria e os projetos futuros para promover a modernização do setor aéreo.

SETOR ELÉTRICO
A comissão de Fiscalização também aprovou a realização de audiência pública para que o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Pereira Zimmermann, preste esclarecimentos sobre o risco de apagão no país.

O requerimento também prevê a presença do diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Romeu Donizete Rufino, do diretor-geral do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Hermes Chipp, do diretor-executivo da Abrate (Associação Brasileira das Grandes Empresas de Transmissão de Energia), César de Barros, entre outros. 

(Folha Poder)

segunda-feira, 3 de março de 2014

O BLOCO DA MENTIRA

Mary Zaidan


JN revela as mentiras do programa Mais Médicos por ghuanaco



Assim como quem não gosta de samba é ruim da cabeça ou doente do pé, é insano imaginar que pessoas sem acesso aos serviços básicos de saúde não queiram ou não gostem de ter médicos para atendê-las. O doutor pode ser de qualquer nacionalidade, pode até falar grego, mas é melhor tê-lo. A falta de tudo é tanta que o que vier é lucro. Veio o Mais Médicos.

O polêmico programa desafinou já no começo e continuou atravessando o ritmo, com desculpas sempre mal ajambradas quando flagrado nos seus desatinos.

Lançado às pressas para atender à campanha do ex-ministro Alexandre Padilha, candidato de Lula ao governo de São Paulo, logo de cara perdeu o tom. Era para ser rumba pura, mas, chacoalhado por críticas dos médicos brasileiros, teve de ser aberto, ainda que pro forma, para adesão local e de estrangeiros de outras partes do mundo.

Já na primeira leva de importação, a máscara caiu: descobriu-se que, havia meses, os cubanos estavam sendo treinados por agentes brasileiros. O molde do programa sempre foi para cubanos, ou melhor, para a ilha dos irmãos Castro, que fica com 75% do dinheiro que deveria ser pago aos profissionais exportados para o Brasil.

Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde. Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil

Se o salário de R$ 940, as condições de vigilância e o cerceamento das liberdades individuais dos cubanos já eram um escândalo, permitindo traçar paralelos com trabalho escravo, as revelações feitas pelo Jornal Nacional na quinta-feira, ampliaram as suspeitas sobre o Mais Médicos. Ao contrário do que o Ministério da Saúde dizia – inclusive o ministro, no Congresso Nacional –, nenhum país do mundo tem programa similar.

Quem confirmou isso foi a própria Organização Panamericana de Saúde (Opas), intermediadora do contrato com Cuba. Ou seja, para manter o acerto que avilta os médicos cubanos e enriquece os donos da ilha caribenha, o governo Dilma Rousseff mentiu aos brasileiros.

França e Chile têm médicos cubanos, sem qualquer intermediação e sem a cota castrista. A Itália nem mesmo importa cubanos. E Portugal, o único país a usar a Opas, contratou 40 médicos em 2009; hoje tem 12. O Brasil já abriga mais de cinco mil e outros quatro mil devem chegar em breve, com as mesmas tratativas sui-generis.

Um dia depois de o procurador-geral da União, Paulo Henrique Kuhn, afirmar ao JN que o governo brasileiro não podia mexer no salário dos médicos cubanos porque eles assinaram contrato com Cuba, e que isso seria “ingerência”, o ministro Arthur Chioro anunciou aumento para os cubanos. E atribuiu a decisão – “ingerência”- à presidente Dilma.

Não bastassem as mentiras, ao conceder salário de R$ 3 mil aos cubanos enquanto os demais médicos do programa recebem R$ 10 mil, Dilma manteve e avalizou a injustiça.

A população que carece, e muito, de atendimento à saúde, não merece um enredo de tamanho embuste.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O BRANCO TOTAL NOS ARQUIVOS DA LAVANDERIA PLANALTO

Não é somente o queridinho Pimentel que conta com a proteção de Dilma e da Comissão dita de Ética, outros ministros também estão se safando e denúncias estão sendo arquivadas. O único processo ainda aberto é óbvio que não envolve um ministro petista.


A Comissão de Ética Pública da Presidência não identificou conduta irregular de cinco ministros em casos enviados para avaliação do grupo, e arquivou ontem os processos. Entre os casos está o da consultoria do ministro da Saúde, Arthur Chioro. O PPS havia ingressado com representação dizendo que a transferência da parte dele para sua mulher não elimina conflito de interesse. Seu antecessor, Alexandre Padilha, também teve caso arquivado. O PSDB apontou irregularidade em pronunciamento sobre vacinação, pouco antes de ele deixar o cargo para disputar o governo paulista.

Os tucanos ainda questionavam suposta omissão de Eleonora Menicucci (Mulheres) e Maria do Rosário (Direitos Humanos) diante da situação no presídio de Pedrinhas (MA). A comissão também arquivou processo contra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) por uso de aeronave da Polícia Rodoviária Federal para eventos. O único processo aberto envolve Manoel Dias (Trabalho). A empresária Ana Cristina Aquino afirmou em entrevistas que entregou R$ 200 mil ao ex-ministro Carlos Lupi para acelerar registro de sindicato. Segundo ela, o esquema continua na pasta. Lupi e Dias negam. 

(Folha de São Paulo)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

DILMA E O PACTO COM AGÊNCIA DE MÃO DE OBRA ESCRAVA

A “Opas” é um braço do governo cubano e atua como “gato” que agencia mão de obra escrava

Chioro, da Saúde: o tom — da fala! — é elevado, mas não o do pensamentoChioro, da Saúde: o tom — da fala! — é elevado, mas não o do pensamento

Sugiro que vocês prestem atenção ao tom, ao ritmo e à altura da fala do novo ministro da Saúde, Arthur Chioro. Ele está sempre a um passo do discurso. Fala mais alto do que deve, caprichando nos agudos, escandindo sílabas, com uma inflexão sempre professoral, tudo muito típico de quem sabe o que é melhor para nós, embora nós mesmos possamos ainda não ter descoberto. Nesta quarta, em razão da deserção de uma médica cubana, ele saiu em defesa das relações de trabalho que os escravos vindos da ilha de Fidel mantêm com o Brasil.
Escondeu-se, claro, na tal Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), que é um órgão ligado à OMS (Organização Mundial de Saúde). Ora… Há muito tempo a Opas não passa, na prática, de um aparelho do regime cubano — e todo mundo sabe disso, muito especialmente o governo brasileiro. Segundo Chioro, sempre lá nas alturas, com a voz meio esganiçada, contratos como os feitos com o Brasil são celebrados com 60 países.
E daí? Ainda que fosse com 120! Isso não torna moral e muito legal — segundo a legislação brasileira — esse tipo de contrato.
Engraçado, não? Lembro aos leitores que o Ministério Público do Trabalho costuma enroscar até com a espessura dos colchões em alojamentos de trabalhadores. Se um sujeito é contratado para jardineiro numa fazenda, não pode tirar leite de uma vaca sem que isso seja considerado uma agressão a seus direitos. Há centenas de exigências que têm de ser cumpridas, ou lá vai uma autuação. E com os cubanos?
Em que eles são diferentes daqueles infelizes que são agenciados por “gatos” nos cafundós do Brasil? Aliás, é disto que se trata: a Opas é o “gato” dos semiescravos cubanos.
Chioro pode falar ainda mais alto, esganiçar ainda mais a voz e escandir ainda mais as sílabas, e não vai conseguir mudar a realidade: o Brasil passou a explorar mão de obra análoga à escravidão. Sob o silêncio cúmplice, até agora, do Ministério Público do Trabalho.
Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

TRÁFICO DE MÉDICOS CUBANOS E CAIXA DOIS

Escrava cubana que atuava no “Mais Médicos” do candidato Padilha deserta, é perseguida pela PF de Dilma, que atua a serviço dos irmãos Castro, e pede asilo no gabinete de Caiado, deputado do DEM. Ou: Contrato de médica pode ser indício de caixa dois eleitoral

Médica cubana na Câmara exibe contrato com uma tal "Sociedade Mercantil Cubana", que ninguém sabe o que é (Pedro Ladeira/FolhaPress)Médica cubana na Câmara exibe contrato com uma tal “Sociedade Mercantil Cubana”, que ninguém sabe o que é (Pedro Ladeira/ Folhapress)

Reinaldo Azevedo

Que título forte, não é, colegas? Será que exagero? Acho que não. O caso é complicado mesmo. Vou lhes contar uma história que envolve trabalho escravo, tirania política e, não sei não, podemos estar diante de um caso monumental de tráfico de divisas, lavagem de dinheiro e financiamento irregular de campanha eleitoral no Brasil. Vamos com calma.
O busílis é o seguinte. Ramona Matos Rodríguez, de 51 anos, é uma médica cubana, que está em Banânia por causa do tal programa “Mais Médicos” — aquele que levou Alexandre Padilha a mandar a ética às favas ao transmitir o cargo a Arthur Chioro. Ela atuava em Pacajá, no Pará. Como sabemos, cada médico estrangeiro custa ao Brasil R$ 10 mil. Ocorre que, no caso dos cubanos, esse dinheiro é repassado a uma entidade, que o transfere para o governo ditatorial da ilha, e os tiranos passam aos doutores apenas uma parcela do valor — cerca de 30%. Os outros 70%, na melhor das hipóteses, ficam com a ditadura. Na pior, nós já vamos ver.
Pois bem. No caso de Ramona, ela disse receber o correspondente a apenas US$ 400 (mais ou menos R$ 968). Outros US$ 600 (R$ 1.452) seriam depositados em Cuba e só poderiam ser sacados no seu retorno ao país. O restante — R$ 7.580 — engordam o caixa dos tiranos (e pode não ser só isso…). Devem atuar hoje no Brasil 4 mil cubanos. Mantida essa proporção, a ilha lucra por mês, depois de pagar os médicos, R$ 30,320 milhões — ou R$ 363,840 milhões por ano. Como o governo Dilma pretende ter 6 mil cubanos no país, essa conta salta para R$ 545,760 milhões por ano — ou US$ 225,520 milhões. Convenham: não é qualquer país que amealha tudo isso traficando gente. É preciso ser comuna! Mas vamos ao caso.
Ramona fugiu, resolveu desertar. Não consegue viver no Brasil com os US$ 400. Sente-se ludibriada. Ocorre que os cubanos que estão por aqui, o que é um escárnio, obedecem às leis de Cuba. Eles assinam um contrato de trabalho em que se obrigam a não pedir asilo ao país — o que viola leis nacionais e internacionais. Caso queiram deixar o programa, não podem atuar como médicos no Brasil — já que estão proibidos de fazer o Revalida e só podem atuar no Mais Médicos — e são obrigados a cair nos braços dos irmãos Castro. A deportação — é esse o nome — é automática.
Pois bem. Ramona quis cair fora do programa. Imediatamente, segundo ela, passou a ser procurada pela Polícia Federal do Brasil. Acabou conseguindo contato com o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO), que é médico, e está agora refugiada em seu gabinete — na verdade, no gabinete da Liderança do DEM. Ali, ela está a salvo da ação da Polícia Federal. Não poderão fazer com ela o que fizeram com os pugilistas cubanos quando Tarso Genro era ministro. Eles foram metidos num avião cedido por Hugo Chávez e devolvidos a Cuba.
Vejam que coisa… Ramona sabia, sim, que receberia apenas US$ 1 mil pelo serviço — só US$ 400 aqui. Até achou bom, coitada! Afinal, naquele paraíso de onde ela veio, cantado em prosa e verso pelo petismo, um médico recebe US$ 25 por mês. A economia, como se sabe, se movimenta no mercado negro. Ocorre que a médica, que é clínica geral, disse não saber que o custo de vida no Brasil era tão alto.
A contratante
O dado que mais chama a atenção nessa história toda, no entanto, é outro. Até esta terça-feira, todos achávamos que os médicos cubanos eram contratados pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), que é um órgão ligado à OMS (Organização Mundial de Saúde), da ONU. Sim, a Opas é uma das subordinadas ideológicas do regime dos Castro. Está lotada de comunistas, da portaria à diretoria. De todo modo, é obrigada a prestar contas a uma divisão das Nações Unidas. Ocorre que o contrato da médica que desertou é celebrado com uma tal “Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Cubanos”.
Que estrovenga é essa, de que nunca ninguém ouviu falar? Olhem aqui: como Cuba é uma tirania, a entrada e a saída de dinheiro são atos de arbítrio; dependem da vontade do mandatário. Quem controla a não ser o ditador, com a colaboração de sua corriola? 

Assim, é muito fácil entrar no país um dinheiro como investimento do BNDES — em porto, por exemplo —, e uma parcela voltar ao Brasil na forma, deixem-me ver, de doação eleitoral irregular. E o mesmo vale para o Mais Médicos. 

Nesse caso, a tal Opas podia atrapalhar um pouco, não é? Mas eis que entra em cena essa tal “Sociedade Mercantil Cubana”, seja lá o que isso signifique.
A Polícia Federal não poderá entrar na Câmara para tirar Ramona de lá. O contrato com os cubanos — e, reitero, é ilegal — não prevê asilo político. A Mesa da Câmara também não pode fazer nada porque o espaço da liderança pertence ao partido.
Vamos ver no que vai dar. O primeiro fio que tem de ser puxado nessa meada é essa tal “Sociedade Mercantil”, que não havia aparecido na história até agora. Quantos médicos vieram por intermédio dela? O que isso significa em valores? Quem tem o controle sobre esse dinheiro?

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

TÁ FAZENDO O DIABO, HEIN, DONA DILMA?

As escolhas de Dilma: um aloprado, um réu em processo na Justiça e um investigado por impobridade administrativa.



E, por último (por enquanto), um ministro que vai comandar verba de quase DOIS BILHÕES para comprar a mídia e financiar "BLOGS SUJOS". Confiram:



A presidente Dilma Rousseff incluiu na reforma ministerial a Secom (Secretaria de Comunicação Social), uma das pastas mais importantes em ano eleitoral, responsável por toda a liberação de verbas publicitárias do governo.

A terceira grande troca de comando no time de Dilma começou a ser deflagrada ontem com a oficialização das mudanças em três ministérios-chave: Aloizio Mercadante, Arthur Chioro e José Henrique Paim assumirão, respectivamente, Casa Civil, Saúde e Educação. Na Secom, a mudança, adiantada ontem pela coluna Painel, da Folha, ocorrerá semana que vem. O porta-voz Thomas Traumann, 46, substituirá Helena Chagas, 52.

A presidente optou por nomear um "operador" de mídia que, na definição de pessoas próximas a Dilma, trata-se de alguém que, de um lado, estreite a relação do Planalto com a chamada grande imprensa e, de outro, contemple mais órgãos regionais de comunicação na divisão do bolo publicitário oficial.

O PT, que defendia a substituição desde 2012, guarda ainda outra expectativa: um realinhamento editorial na definição dos patrocínios federais.

O desejo é que o ministério contemple mais os veículos alinhados à defesa da administração petista.

A mudança também é uma vitória do ex-ministro Franklin Martins, que trabalhou na pasta na gestão Lula e vem ganhando poderes junto a Dilma desde os protestos de junho do ano passado. Helena e Franklin não se davam bem nos últimos tempos devido a diferenças de visões e, com Traumann, o ex-ministro passa a ter mais influência no governo.

O poder de fogo da Secom não é desprezível: ela gerencia e monitora a execução de cerca de R$ 1,9 bilhão do Executivo e de estatais. No dia a dia, comanda as assessorias de imprensa dos demais 38 ministérios e estatais. A pasta tem autonomia para convocar redes obrigatórias e contratar as agências de publicidade em campanhas institucionais do governo.

Interlocutores presidenciais relataram que Helena só teve certeza de sua saída após a leitura da Folha ontem. Auxiliares da ministra dizem, porém, que foi ela quem pediu demissão e que o desligamento foi precipitado pelo vazamento da informação. Os dois lados procuraram desvincular a troca na pasta da polêmica envolvendo a sigilosa parada de Dilma em Lisboa no sábado passado, quando o governo foi acusado de falta de transparência.

Traumann teve rápida ascensão no Planalto. Em 2011, fora convidado a ficar após a queda do chefe, Antonio Palocci, da Casa Civil. Aos poucos, ganhou confiança de Dilma. De assessor, tornou-se porta-voz e, agora, ministro. Ele e Helena Chagas jamais foram próximos. 

( Folha de São Paulo)

REINCIDENTE, MINISTRO DE DILMA NOMEOU SÓCIOS NA PREFEITURA

CHIORO ERA FISCAL DE HOSPITAIS E DESCOBRIRAM SUA EMPRESA. ELE PROMETEU SAIR DELA.

Gláucio Grijó e Paulo Guilherme Muniz foram os sócios nomeados por Arthur Chioro na Secretaria Municipal de Saúde, que chefiava.

O Ministério Público paulista investiga Chioro por contratar sua própria empresa na Secretaria de Saúde de São Bernardo.

A empresa da qual Chioro, Grijó e Muniz são sócios tem o nome de fantasia “Fábrica de Sons” e atua, claro, na área de sonorização.

Políticos de oposição, em São Paulo, garantem que o futuro ministro Arthur Chioro, autêntico empreendedor, é sócio em três empresas.

sábado, 25 de janeiro de 2014

EMPRESA DE CONSULTORIA DE NOVO MINISTRO RECEBE E RECEBERÁ VERBAS DO SUS


A empresa de consultoria de Arthur Chioro (foto), substituto do ministro Alexandre Padilha (Saúde), recebe verbas diretas do Sistema Único de Saúde (SUS) porque trabalha para municípios destinatários desses recursos. E continuará recebendo, quando ele passar a comandar o SUS, como ministro. Aliados de Dilma temem que prefeituras “clientes” de Chioro, venham a ser privilegiadas nas relações com o ministério. 

O Ministério Público já estava de olho: secretário de Saúde de São Bernardo (SP), Chioro contratou a consultoria da própria empresa.

Ontem, Arthur Chioro deu uma de joão-sem-braço e passou sua empresa para… sua mulher. E as “consultorias” continuam.

Mais que uma indicação, Arthur Chioro é um capricho imposto pelo ex-presidente Lula. Ele queria adiar para março a reforma ministerial.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

FAXIEIRA ÀS AVESSAS

Dilma, Padilha e Chioro, mais um consultor petista.

Convidado ontem pela presidente Dilma Rousseff para assumir o Ministério da Saúde no lugar de Alexandre Padilha, Arthur Chioro, atual secretário de Saúde em São Bernardo do Campo (SP), é alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo por improbidade administrativa.

"O objeto da apuração é de possível violação ao princípio da administração pública, porque ele é secretário municipal e, concomitantemente, sócio majoritário da empresa Consaúde Consultoria, Auditoria e Planejamento Ltda., que presta serviço para diversos municípios, confrontando a Lei Orgânica de São Bernardo do Campo", disse a promotora Taciana Trevisoli Panagio.

Segundo o "Diário do Grande ABC" e o "Correio Braziliense", o inquérito civil público foi instaurado em setembro de 2013. A consultoria, que pertence ao secretário desde 1997, presta serviços na área da saúde a várias cidades do Estado de São Paulo, sobretudo em municípios sob a gestão petista, como Ubatuba e Botucatu.

Procurada pela Folha, a Secretaria de Saúde de São Bernardo do Campo (SP) não comentou a investigação até o fechamento desta edição. A escolha de Chioro começou a ser sacramentada na semana passada. A presidente tinha boas referências sobre a atuação do secretário quando de sua passagem pelo Ministério da Saúde entre 2003 e 2005, no governo Lula.

À época, Chioro dirigia o Departamento de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, onde foi responsável pela implementação do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Secretário de Saúde em São Bernardo desde 2009, Chioro é formado em medicina e tem doutorado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Ele também foi secretário de Saúde de São Vicente (SP), de 1993 a 1996.

Desde 2011, é presidente do Cosems-SP (Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo). Pesquisador em diversas áreas, escreveu em 1996 um livro intitulado "Magnetismo, Vitalismo e o Pensamento de Kardec", baseado nas teorias do espiritismo.

TERCEIRA VIA
Após a formalização da escolha, Chioro almoçou com Padilha em uma sala privativa de um badalado restaurante da capital federal. Segundo a Folha apurou, os dois podem acompanhar, juntos, a presidente Dilma em viagem oficial a Cuba na semana que vem.

Outro fator que contou a favor de Chioro foi a disputa entre Padilha e o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, pela indicação do futuro titular da saúde. Ambos queriam influenciar na escolha, mas, como é de costume quando há disputas do gênero, Dilma optou por uma terceira via.

(Folha de São Paulo)