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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Ex-presidente da Fiemg mentiu sobre consultorias de Pimentel

Ministro Fernando Pimentel ganhou R$ 1 milhão por palestras fantasmas
Robson Andrade citou série de palestras que teriam sido dadas pelo ministro

Thiago Herdy
Matéria e AUDIO - O Globo

A série de palestras nas unidades regionais da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), citadas pelo ex-presidente da entidade Robson Andrade como prova dos serviços prestados pelo atual ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel (PT), não aconteceu.

Levantamento feito pelo GLOBO junto a representantes das unidades da Fiemg em todo o estado mostra que Pimentel não viajou às cidades-polo da indústria para palestras em 2009, ano em que sua empresa P-21 Consultoria e Projetos foi contratada por R$ 1 milhão para prestar serviços à federação.

Atualmente, Andrade é presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e, na última semana, deu entrevista em Brasília para explicar o trabalho realizado por Pimentel quando ele deixou a prefeitura de Belo Horizonte.
Na época do contrato com a P-21, Andrade estava à frente da Fiemg.

- O Pimentel, na época, também fez, a pedido da federação das indústrias, uma série de palestras nas regionais. A federação tem dez regionais, e ele participou de palestras nessas regionais e também em outras cidades-polo da indústria mineira - disse Andrade na ocasião.

No entanto, pelas regionais mineiras, o ex-prefeito e atual ministro não passou, segundo seus dirigentes.

- Não tem nos nossos arquivos registro de evento com o Pimentel em 2009. Busquei e não achei nada - disse Graciele Vianna, da assessoria da Fiemg Regional da Zona da Mata.

As gerentes da Regional do Vale do Rio Grande, Márcia Helena Lima, e da Regional Rio Doce, Jaqueline Coelho, também não se lembram da passagem de Pimentel.

- Não, na nossa regional ele não veio. E eu me lembraria, pois em 2009 eu já estava aqui na gerência - disse Márcia Helena.

- Olhamos aqui todas as nossas pastas, registros de 2009 e 2010. Olhamos até eventos que pudessem estar relacionados a algum tema com o qual ele pudesse contribuir, mas não tem nada - completou Jaqueline.

A responsável pelo setor de comunicação na Regional Pontal do Triângulo, Dina Gonçalves, foi na mesma linha:

- Todo evento realizado com empresários na cidade passa pelo meu departamento, estou aqui há quatro anos. Palestra do Fernando Pimentel, aqui, não teve.

Mesma conclusão de Adriana Pinilla, gerente da Regional Sul da Fiemg, e do responsável pela comunicação da Regional Centro-Oeste.

- Ele pode até ter vindo na cidade convidado por algum prefeito ou outra entidade. Mas a regional Sul da Fiemg não fez qualquer evento. Estou há 13 anos na Fiemg, dois como gerente da regional - afirmou Adriana Pinilla.

- Nunca vi Fernando Pimentel na minha vida - completou o assessor da unidade Centro-Oeste da Fiemg.

Funcionários das regionais do Alto do Paranaíba, do Vale do Paranaíba, do Vale do Aço e da Regional Norte também disseram não se lembrar de Pimentel em eventos na cidade organizados pela entidade, mas pediram que essa informação fosse confirmada com a Fiemg em Belo Horizonte.

O GLOBO pediu então à assessoria na sede que apresentasse o cronograma de palestras de Pimentel citadas por Andrade, com data e local.
A Fiemg informou que não tem mais informações sobre o assunto.

Ministério não se pronunciou

Andrade, procurado nesta quarta-feira, pronunciou-se por nota divulgada pela CNI.
"A Diretoria de Comunicação da CNI informa que todos os esclarecimentos sobre a consultoria à Fiemg já foram dados", informou.

Pimentel, por meio da assessoria do ministério, também informou que não se pronunciaria por considerar que "já prestou todas as informações necessárias a respeito dos serviços prestados".

A Fiemg pagou à P-21 Consultoria e Projetos, empresa de Pimentel, R$ 1 milhão para "consultoria econômica e em sustentabilidade".

segunda-feira, 25 de março de 2013

"DIABRURAS" DE DILMA

A eleição de 2014 foi antecipada pelo PT e Dilma já tenta emplacar o nome de sua preferência ao governo de Minas, Fernando Pimentel.
Como sempre faço, deixo o link para que o leitor tenha a possibilidade de reler algumas notícias relacionadas ao tema, no caso, as diabruras de Dilma para proteger Pimentel de uma série de denúncias veiculadas pela imprensa.

A medida mais escandalosa foi sua intervenção na Comissão de Ética, com a finalidade de forçar o arquivamento de processos contra Pimentel.  

A comissão analisava dois casos: os negócios da empresa de consultoria de Pimentel e o fretamento de jatinho para viagem na Europa.

Mas a Comissão de Ética da Presidência da República perdeu dois conselheiros, que já haviam votado pela condenação de Pimentel e não foram reconduzidos ao cargo pela protetora do ministro, a presidente Dilma Rousseff. Outros nomes foram indicados por Dilma e, com a nova composição, a Comissão arquivou os processos em tempo recorde.

Pimentel volta aos noticiários, envolvido em novo escândalo, o LOBBY de Lula e Dilma para ajudar Eike Batista.

Leima reportagem de Eliane Oliveira e Geralda Doca, O Globo:

Um ingrediente explosivo foi adicionado à polêmica envolvendo o embaixador do Brasil em Cingapura, Luís Fernando Serra, acusado de ter usado o nome do governo brasileiro para favorecer o empresário Eike Batista, com o objetivo de transferir o projeto do estaleiro Jurong Aracruz do Espírito Santo para o Porto do Açu, de Eike.

Em entrevista à revista “Época”, o diplomata disse ter agido a pedido do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel. Segundo o diplomata, Pimentel queria que ele arranjasse um encontro com um representante da SembCorp, responsável pelo projeto, para falar sobre a troca.

O mesmo apelo teria sido feito por Amaury Pires, diretor de Relações Institucionais da EBX, que informou ao embaixador que Pimentel iria procurá-lo com esse objetivo. Num telefonema, Pimentel teria pedido o encontro com o representante da SembCorp. Serra recebeu na embaixada um ofício em papel, em que o ministro solicita “seus bons préstimos” para marcar a reunião. Na entrevista, Serra conta que, após o telefonema de Pimentel, Pires continuou a procurá-lo em Cingapura por telefone e e-mail.


Leia mais em Embaixador em Cingapura diz que agiu a pedido de Pimentel

quarta-feira, 28 de março de 2012

O DESAFIO DE PIMENTEL


Ricardo Noblat

Alto lá!

Que os apressadinhos contenham sua animação com a perspectiva de ver Aguinaldo Ribeiro, atual ministro das Cidades, demitido pela presidente Dilma Rousseff. Não verão.

O programa “Fantástico”, da Rede Globo de Televisão, descobriu que em 2008 e 2009, na condição de deputado estadual pelo PP, Aguinaldo recebeu da Assembléia Legislativa da Paraíba RS 137 mil usados para tratamento médico dele, do pai e de uma irmã no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Por não fazer parte do contingente de pobres do Estado, Aguinaldo não tinha direito a tão generoso tipo de ajuda.

Logo... Logo rua com ele, pois a faxineira ética não é e jamais será conivente com malfeitos. Onde já se viu manter no ministério um político capaz de se beneficiar do dinheiro alheio? Com Dilma, não, violão.

Pensando melhor: com Dilma, sim. Com ela o malfeito pode ser tolerado mediante duas condições ou apenas uma: se foi cometido antes do início do seu governo; e se o autor do malfeito for seu queridinho.

Aguinaldo não é queridinho de Dilma. Mas já se passaram quatro anos do malfeito só agora denunciado. Digamos que ele prescreveu. Continuará empregado, pois. Acabou sendo salvo pelo “Fator Pimentel”, uma genuína invenção de Dilma.

No início de dezembro último, Thiago Herdy, repórter de O Globo em Belo Horizonte, publicou a primeira de uma série de reportagens sobre o negócio da vida de Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Pimentel embolsou R$ 2 milhões por consultorias não prestadas a um time reduzido de clientes. Os principais deles: a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (R$ 1 milhão) e a construtora mineira Convap (R$ 514 mil).

Herdy cobrou de Pimentel comprovantes do serviço prestado em 2009 e 2010, tão logo deixou a prefeitura de Belo Horizonte para ser candidato ao Senado. Pimentel não deu.

Cobrou comprovantes aos supostos clientes deles – os clientes negaram. Procurou dirigentes da federação – salvo o presidente da época, nenhum se lembrou de eventuais reuniões com Pimentel. Ou de estudos assinados por ele.

O atual presidente da Federação suplicou:

- Por favor, me dêem um tempo para pensar a respeito. O assunto é muito delicado.

Está pensando até hoje.

Foi aí que Dilma entrou em cena para livrar do sufoco seu ex-companheiro de luta armada contra a ditadura militar de 64. A oposição queria convocá-lo a dar explicações no Congresso.

- O governo acha estranho que o ministro preste satisfações no Congresso da sua vida privada, da vida pessoal passada dele.

Desde quando homem público tem direito a vida privada?

Pimentel foi consultor sem dar consultoria mesmo depois de estar na ativa como um dos coordenadores da campanha de Dilma à sucessão de Lula.

Novamente em socorro de Pimentel, Dilma estabeleceu por fim a jurisprudência que passa uma borracha em malfeitos praticados por seus auxiliares ou aliados antes dela assumir a presidência da República:

- Não tem nada a ver com o meu governo. O que estão acusando nada tem a ver com meu governo.

Carlos Lupi, presidente do PDT, deixou de ser ministro do Trabalho de Dilma por que usou um jatinho de empresário para viajar pelo Nordeste. A falta de decoro ocorreu durante o governo Lula.

Contraditório? E daí? Presidente da República não pode dizer uma coisa aqui, outra acolá?

Registre-se que Lupi só perdeu o ministério porque a Comissão de Ética da Presidência da República recomendou a Dilma que se livrasse dele. Pegaria mal para ela ignorar a recomendação.

A mesma comissão decidiu, agora, cobrar de Pimentel as explicações que Dilma o dispensou de oferecer.

Pimentel tem 10 dias para fazer o que não conseguiu desde dezembro do ano passado – criar uma história crível para justificar uma consultoria que jamais prestou. É de se ver.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Antes, pode

Ricardo Noblat


Enrascado com a história de consultorias fantasmas ou apenas suspeitas, Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, demonstrou há cerca de 10 dias ser mais sensato do que a presidente Dilma Rousseff. Em conversa com ela, disse que o melhor a fazer seria pedir demissão. Pouparia o governo de novos constrangimentos. E também se pouparia.
(...)

Na conversa com Dilma onde se dispôs a ir embora, Pimentel lembrou-lhe que ainda é jovem. Amargará um prejuízo maior ficando exposto a tiros do que saindo de cena para quem sabe voltar no futuro.

A seu modo reflexivo e delicado, Dilma interrompeu o discurso de Pimentel para descartar de pronto sua sugestão.

“E você acha que vou continuar fazendo tudo o que a imprensa quer?” – devolveu a presidente.

Àquela altura, Dilma amadurecera a ideia que defenderia com desassombro quando jornalistas lhe perguntassem por que insistir em conservar Pimentel no governo. Vocês sabem a que ideia me refiro. É um tributo ao cinismo, convenhamos.

- Não tem nada a ver com o meu governo. O que estão acusando [Pimentel], não tem nada a ver com meu governo – repetiu Dilma na última sexta-feira.

Dito de outra forma: o eventual malfeito cometido por Pimentel antes de virar ministro não é da conta da presidente e de ninguém. “É um problema pessoal dele”, segundo Dilma. Que tal? Não é formidável?

Exercício de lógica só por pura diversão: e se Pimentel fosse suspeito de no passado recente ter sido sócio de Fernandinho Beira-Mar ou de Nem? Ele permaneceria no governo?

Ou a suspeita de apenas ter mentido ao distinto, distraído e volúvel público é um malfeito, digamos assim, menor, tolerável? Ou vai ver que nem malfeito é?

A ideia de Dilma para salvar Pimentel da degola foi tomada emprestada à deputada federal Jaqueline Roriz, filha de Joaquim Roriz, quatro vezes governador do Distrito Federal.

O Conselho de Ética da Câmara recomendou a cassação de Jaqueline porque ela se elegeu no ano passado com dinheiro de Caixa 2, como prova um vídeo. A deputada acabou salva por seus colegas sob a desculpa de que o crime ocorrera antes da eleição.

Na última sexta-feira, um jornalista lembrou a Dilma que Antonio Palocci deixou a Casa Civil por ter se negado a dar informações mais precisas sobre consultorias que prestou a empresas – assim como Pimentel.

Dilma rebateu: “Ele quis sair”.

Registre-se que Pimentel também quis. Por ora sua sina será viver saindo de perto de jornalistas.

Quanto a Dilma: uma vez livre do avental, está liberada para fazer o que queira, respeitadas as leis e consultado o Ibope amiúde.

Pouco importa que seja incoerente ou contraditória. Ou que mande às favas todos os escrúpulos.

Íntegra AQUI.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

PRA QUEM "FAZ O DIABO", O RESULTADO É UM FIASCO


Há tempos o jornalismo que tem compromisso com a verdade vem alertando sobre o que pode ser chamado de "diabruras da Dilma". 
Aqui no blog tem um monte de POSTAGENS a respeito, muitas sobre o ministro mais próximo da presidente, Fernando Pimentel.
Leiam trecho de uma delas:

A eleição de 2014 foi antecipada pelo PT e Dilma já tenta emplacar o nome de sua preferência ao governo de Minas, Fernando Pimentel. Como sempre faço, deixo o link para que o leitor tenha a possibilidade de reler algumas notícias relacionadas ao tema, no caso, as diabruras de Dilma para proteger Pimentel de uma série de denúncias veiculadas pela imprensa.

A medida mais escandalosa foi sua intervenção na Comissão de Ética, com a finalidade de forçar o arquivamento de processos contra Pimentel.

A comissão analisava dois casos: os negócios da empresa de consultoria de Pimentel e o fretamento de jatinho para viagem na Europa.

Mas a Comissão de Ética da Presidência da República perdeu dois conselheiros, que já haviam votado pela condenação de Pimentel e não foram reconduzidos ao cargo pela protetora do ministro, a presidente Dilma Rousseff. Outros nomes foram indicados por Dilma e, com a nova composição, a Comissão arquivou os processos em tempo recorde.

Pimentel volta aos noticiários, envolvido em novo escândalo, o LOBBY de Lula e Dilma para ajudar Eike Batista.. (...)

Além das "diabruras" contra a ética e contra os cofres públicos, o editorial de hoje do Estadão atenta para o fiasco de Pimentel como ministro, que mostra uma das marcas do desgoverno Dilma, a incompetência.
Trecho abaixo. Clique aqui para ler na íntegra:

Depois de três anos sem brilho na chefia de uma pasta potencialmente muito importante, o ministro Pimentel deixa o posto para disputar o governo de Minas Gerais e ajudar a presidente Dilma Rousseff em sua campanha para a reeleição. Apresentado pela imprensa, na época de sua nomeação, como um futuro superministro, ele sai de Brasília sem um triunfo na política industrial e com resultados humilhantes na área do comércio exterior. Duplamente humilhantes, pelo resultado geral da balança e pelo rombo crescente no comércio de manufaturados. Mas há um lado positivo nessa história: imagine-se o resultado se ele tivesse acumulado a responsabilidade pela política agrícola.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Oposição reduzida precisa rebolar para cumprir sua função - Infelizmente o eleitor quis assim

Álvaro Dias envia requerimento a Pimentel pedindo esclarecimentos
Estadão

Inconformado com a posição da presidente Dilma Rousseff e da base aliada do governo de dispensar o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, de prestar esclarecimento ao Congresso sobre os R$ 2 milhões que recebeu como consultor, o líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), recorreu a um novo procedimento.
Ele encaminhou 12 indagações a Pimentel, por intermédio de um requerimento, cujo encaminhamento depende do aval da Mesa Diretora do Senado.

Dias adotou a iniciativa dois depois de os senadores governistas rejeitarem o convite para que Pimentel participasse de uma audiência pública na Comissão de Fiscalização e Controle (CFC).

O líder afirma que o requerimento dará ao ministro a segunda chance para se defender.

"Há nitidamente a prática de tráfico de influência", alega.
"Estamos dando a oportunidade para um ministro que está sendo duramente acusado de se defender".

Álvaro Dias faz 10 indagações a Fernando Pimentel relacionadas a sua atividade como um dos donos da AP-21 Consultoria e Projetos Ltda.
O líder pede cópia dos programas de desoneração tributária e desenvolvimento que a empresa teria proposto à Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e de outros recibos e documentos que comprovaria as afirmações de Pimentel sobre sua atividade de consultor.
Dias questiona ainda sobre as palestras que o ministro teria dado em dez unidades regionais da Federação e a respeito dos técnicos da entidade que teriam recebido suas orientações.
O senador quer igualmente informações sobre outras empresas citadas como clientes da AP-21.

Outras perguntas se referem ao fato de Pimentel ter dito que fez contratos verbais, apesar do valor elevado, e se ele próprio não vê conflito de interesse na relação que mantém com as empresas, ditas clientes, e sobre as "garantias" de prestação dos serviços dadas por Pimentel.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Trapalhada no twitter - O PT e o dossiê contra Serra



Você lembra de alguém do PT ter admitido a confecção de um dossiê contra José Serra?
Certamente que não.
Mas você lembrar que o PT sempre negou qualquer grau de parentesco com o dossiê.
E que depois de certo tempo até passou a atribuí-lo ao resultado de brigas internas do PSDB – Aécio Neves x Serra, um interessado na destruição do outro.

Muito bem.
Agora, você lerá o que mais se aproxima da confissão de um alto dirigente do PT a respeito da ligação do partido com o tal dossiê.

O dirigente: André Vargas, deputado federal pelo Paraná e Secretário de Comunicação do PT.
No último dia 7, ele postou uma série de notas em seu twitter - uma espécie de miniblog.
Vamos a elas.

“PT quer livro do Amaury (contratado pelo Diário de Minas/Aécio) na investigação da Polícia Federal”. Amaury Ribeiro Jr., jornalista, trabalhou para o jornal O Estado de Minas (não Diário de Minas).

Amaury saiu do jornal sem produzir uma única reportagem sobre o assunto.
De posse do que levantara, aproximou-se do “núcleo de inteligência” da campanha de Dilma.

Liderado pelo jornalista Luiz Lanzetta, o tal núcleo fora montado por Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte, que na eleição de 2008 se aliara a Aécio para eleger o atual prefeito Márcio Lacerda (PSB).
Pimentel estava de olho na vaga de Aécio, que estava de olho no apoio do PT mineiro para disputar a vaga de Lula.

Em 20 de abril passado, Lanzetta e Amaury almoçaram em Brasília com um ex-delegado da Polícia Federal.
O delegado disse que fora sondado pelos dois para espionar Serra.
Os dois desmentem. Revelado pela VEJA, o almoço custou o emprego de Lanzetta

Na véspera do desabafo de André no twitter, José Eduardo Dutra, presidente do PT, pedira à Polícia Federal que investigasse a participação Amaury na quebra do sigilo fiscal de quatro pessoas próximas a Serra – entre elas sua filha Verônica.
Dutra pretendia juntar o dossiê com a violação de sigilo e jogar tudo nas costas de Amaury.

De volta às mensagens postadas por André no twitter: “O Aécio Neves contrata Amaury através do [jornal] para detonar o Serra e contar a verdadeira história das privatizações do FHC”.
E adiante: “Amaury levanta documentos que mostram a filha de Serra e seu esposo com contas suspeitas no exterior”.

Êpa! Como André poderia saber que Verônica e seu marido tinham contas suspeitas no exterior se o PT e Amaury jamais haviam sido parceiros na tarefa de constranger Serra?

De resto, somente depois de André cometer inconfidências no twitter foi que se publicou que o sigilo fiscal do marido de Verônica também fora quebrado.

“Amaury, fora de controle de Aécio e via Pimentel, plantou no colo do PT aquilo que não temos nada a ver [o dossiê contra Serra]”.

Em resposta a um leitor que estranhou a referência a Pimentel, André ainda escreveu: “Não disse nada contra Pimentel.
Acho apenas que ele caiu no conto do Aécio.
De boa fé, mas caiu.
Adversário é adversário”.

Resumo da ópera: André acusou Aécio de contratar um jornalista para investigar fatos capazes de enlamear a imagem de Serra.
Apontou o jornalista como o verdadeiro autor do dossiê.
Por fim, entregou Pimentel como o cara que plantou o dossiê dentro da campanha de Dilma.

Nunca um líder do PT ousara ir tão longe.
Fonte: blog do Noblat.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

E aí, dona Dilma? Palestrante-fantasma não faz diferença?

Ricardo Noblat

É no que dá falar sem pensar antes. Falar sem estar suficientente informada. Ou sair em defesa de um amigo querido esquecida de que o amigo não é mais uma pessoa qualquer - é um ministro de Estado, obrigado a dar o bom exemplo.

E esquecida de que ela também não é mais uma pessoa qualquer - é simplesmente a presidente da República, a servidora pública número um, de quem se espera um compromisso rígido com o bom senso e a decência.

Porque se ela não se incomoda em afrouxar tal compromisso quem mais haverá de se incomodar?

Dilma disse há dois dias que Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, não deveria comparecer ao Congresso para dar satisfações sobre seu passado como consultor de empresas.
Tratava-se de sua vida privada quando ele não exercia mandato. E a vida privada de Pimentel somente a ele pertencia.

Mancada, dona Dilma. E das feias.

Pimentel é um homem público há muito tempo.
Exerceu a função de consultor quando havia deixado a prefeitura de Belo Horizonte e se preparava para disputar o governo do Estado ou uma vaga no Senado.
Sabia-se que ele estava destinado a ser ministro caso a senhora fosse eleita.
E foi o que aconteceu.

Sem essa de que entre a prefeitura e um novo emprego ele estava livre para fazer o que bem entendesse.
Estaria livre, como qualquer pessoa está, para agir conforme manda a lei.

Pimentel diz que deu consultoria para três empresas e a Federação das Indústrias de Minas Gerais.
Com as três empresas firmou contratos de boca.
A Federação informa que ele fez palestras em suas unidades regionais.
O Globo procurou as unidades regionais e elas não se lembram de Pimentel como palestrante.

Dedução mais do que óbvia: Pimentel ganhou por palestras fantasmas.

Dona Dilma continua achando que ninguém tem nada a ver com isso simplesmente porque ele não exercia mandato?
Para ela não faz diferença que um ministro do seu governo tenha cometido malfeitos antes de assumir o cargo?
Que lógica é essa? Que princípios são esses?

domingo, 22 de abril de 2012

CPI do Cachoeira tira a atenção do Caso Fernando Pimentel

Por Mary Zaidan

Em dezembro do ano passado vieram à tona os ganhos inexplicáveis do ministro do Desenvolvimento Fernando Pimentel em consultorias que lhe asseguraram rendimentos espetaculares de R$ 2 milhões.

Amigo de Dilma, um dos poucos que ela, sem a tutela do ex Lula, indicou para o seu governo, Pimentel, ao contrário de seus pares flagrados em “malfeitos”, continua ministro e primeiro conselheiro. É irremovível.
(...)

 A Comissão de Ética da Presidência da República, à qual Dilma já demonstrou que pouco se lixa, até tenta. Pediu explicações a Pimentel há mais de mês. Foram insuficientes, dizem. Na última segunda-feira, 16, renovaram o pedido com mais 10 dias prazo para que ele explique o inexplicável.
Se as consultorias-fantasma já não assombravam, agora então Dilma e Pimentel respiram ainda mais aliviados. A presidente preferia, com razão, não ter de lidar com uma CPI que, ao bisbilhotar tramóias de um bicheiro, pode esbarrar e, provavelmente, o fará, em gente do seu governo. Mas já pode enxergar nela algumas vantagens.

A investigação não tem capacidade, ao contrário do que imaginava Lula, de colocar o mensalão em segundo plano. Mas, seguramente, deixará as denúncias contra Pimentel em quinto.


quinta-feira, 27 de junho de 2013

AFINAL, QUEM FINANCIA A CORRUPÇÃO?

O que um Pimentel está fazendo neste governo? Se houvesse seriedade, o amiguinho da Dilma já teria sido demitido. Ficou e continua aprontando.

No Coturno

Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, é um dos envolvidos na rede de escândalos que enlameia o governo do PT, um governo que é corrupto e corruptor, porque é quem tem o dinheiro para pagar a corrupção em todos os níveis. 

Não existe corrupção sem dinheiro. E quem manda no dinheiro é o Executivo, não é o Legislativo


Em vez de ser demitido, Pimentel, o consultor, continuou no governo. Por quê? Para aprontar mais. É ele quem está por trás da transformação dos empréstimos para Cuba e Angola em gastos secretos. Por que estes dois países socialistas? Por que estes dois países onde Lula conduz as negociações diretamente, fazendo lobby de empreiteiras?

Leiam o que informa Rubens Valente, na Folha:

O ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento) tornou secretos os documentos que tratam de financiamentos do Brasil aos governos de Cuba e de Angola. Com a decisão, o conteúdo dos papéis só poderá ser conhecido a partir de 2027. O BNDES desembolsou, somente no ano passado, US$ 875 milhões em operações de financiamento à exportação de bens e serviços de empresas brasileiras para Cuba e Angola. O país africano desbancou a Argentina e passou a ser o maior destino de recursos do gênero.

Indagado pela Folha, o ministério disse ter baixado o sigilo sobre os papéis porque eles envolvem informações “estratégicas”, documentos “apenas custodiados pelo ministério” e dados “cobertos por sigilo comercial”. Os atos foram assinados por Pimentel em junho de 2012, um mês após a entrada em vigor da Lei de Acesso à Informação. É o que revelam os termos obtidos pela Folha por meio dessa lei.


Só no ano passado, o BNDES financiou operações para 15 países, no valor total de US$ 2,17 bilhões, mas apenas os casos de Cuba e Angola receberam os carimbos de “secreto” no ministério do Pimentel. 

Este é o Brasil do PT, onde os responsáveis pelos desmandos com dinheiro público querem fazer plebiscito para reforma política, quando o que o povo clama nas ruas é contra a corrupção. Justamente a corrupção que deve existir debaixo da rubrica chamada "gastos secretos", que vai desde as despesas da amante de Lula no cartão corporativo até os empréstimos inexplicáveis a países que figuram entre os mais corruptos do mundo.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Dilma intervém para arquivar processos contra Pimentel

O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, conseguiu apoio de sua amiga Dilma para driblar a Justiça em razão de suas CONSULTORIAS

Palocci  já havia caído pelo mesmo motivo. Mas a Comissão de Ética da Presidência da República perdeu dois conselheiros, que já haviam votado pela condenação de Pimentel e não foram reconduzidos ao cargo pela protetora do ministro, a presidente Dilma Rousseff. 

Leiam matéria de Rafael Moraes Moura, no Estadão:


Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior teve processo arquivado - Beto Barata/AE - 04.10.2012

Após intervenção da presidente Dilma Rousseff, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu nesta segunda-feira, 22, arquivar os dois processos em tramitação que tinham como alvo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. O ministro é um dos interlocutores mais próximos de Dilma.


A comissão analisou dois casos: os negócios da empresa de consultoria de Pimentel, antes de ele assumir o cargo de ministro; e o fretamento de jatinho para viagem na Europa, quando ele já despachava na Esplanada dos Ministérios.

Em junho passado, o então conselheiro Fábio Coutinho havia defendido a aplicação de uma advertência a Pimentel por conta dos negócios de consultoria, voto acompanhado de Marília Muricy. Os dois conselheiros não foram depois reconduzidos ao cargo pela presidente Dilma Rousseff, o que levou ao pedido de renúncia do então presidente da comissão, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Sepúlveda Pertence.

Com a nova composição, formada atualmente por quatro conselheiros, a Comissão de Ética arquivou os processos em tempo recorde - a discussão dos negócios de consultoria se arrastava no órgão desde fevereiro.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

JUSTIÇA DÁ CONTINUIDADE À FAXINA INICIADA PELA IMPRENSA (dessa vez o protegido de Dilma não escapa)


Novo inquérito do mensalão – Oposição pede o afastamento de Pimentel

E Fernando Pimentel, hein?, ministro do Desenvolvimento Industrial? Como é que fica? 
Amigo de Dilma, seu ex-companheiro de grupos terroristas, o homem está na berlinda de novo. 
Ele já foi flagrado chefiando — e foi ele quem contratou a turma — o grupo encarregado de forjar um falso dossiê contra o tucano José Serra na campanha eleitoral de 2010. 
Depois se descobriu que tinha um estranha empresa de consultoria. 
Aí veio o caso da viagem no jatinho de uma empresa privada quando estava, em tese ao menos, a serviço da Presidência. 
No novo inquérito que apura outras franjas do mensalão, surge o nome de um ex-braço-direito do ministro. 
Leiam o que informa a Folha:
*
Os congressistas da oposição defenderam ontem o afastamento do ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento) até que sejam concluídas as investigações de repasses do “valerioduto” para uma pessoa ligada a ele.
Ontem, a Folha revelou que o ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de inquérito para investigar repasses de empresas de Marcos Valério -acusado de ser o operador do mensalão- não analisados na ação julgada agora pelo STF.
Dessa nova lista constam, além do coordenador financeiro da campanha de Pimentel à Prefeitura de Belo Horizonte em 2004, pessoas que trabalharam em campanhas dos deputados Benedita da Silva (PT-RJ) e Vicentinho (PT-SP), entre outras.
“Se ele [Pimentel] já não tinha condições de continuar no ministério por causa das consultorias e da viagem em jatinho de empresário à Itália [outras suspeitas levantadas contra ele, imagine agora”, disse o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR).
“Pimentel tem sido protegido [por Dilma]. Não dá para protegê-lo sempre”, afirmou o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE). O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), disse que “o julgamento não vai se encerrar em si próprio”.
(…)
Por Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 16 de abril de 2012

"FAXINA" NÃO ATINGE MINISTROS PETISTAS

Ideli terá de explicar compra de lanchas à Comissão de Ética
Comissão também considera insuficientes argumento de Pimentel

Luiza Damé - O Globo


A Comissão de Ética Pública da Presidência da República acatou nesta segunda-feira a representação do PSDB contra a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, por causa da compra de 28 lanchas pelo Ministério da Pesca.

Além disso, na reunião desta segunda-feira da Comissão, a defesa do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, foi considerada insuficiente pelo relator do procedimento, conselheiro Fábio Coutinho. Ele pediu mais esclarecimentos a Pimentel sobre as consultorias que lhe renderam R$ 2 milhões antes de integrar o governo Dilma Rousseff, como mostrou reportagem do GLOBO em dezembro do ano passado.

- O ministro Fernando Pimentel apresentou no prazo os esclarecimentos pedidos, mas o relator pediu informações complementares - disse o presidente da comissão, Sepúlveda Pertence.

Com base em reportagens publicadas pelo GLOBO, o PSDB entrou com representação da Comissão de Ética Pública, no fim do ano passado, pedindo investigação das consultorias feitas por Pimentel no período entre a sua saída da prefeitura de Belo Horizonte e sua posse no ministério. Entre 2009 e 2010, Pimentel faturou R$ 2 milhões, com consultorias. Metade desse dinheiro foi pago pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), por serviços de consultoria na elaboração de projetos na área tributária e palestras nas dez regionais da entidade. As palestras não ocorreram.

O conselheiro Américo Lacombe foi escolhido para analisar as explicações de Ideli sobre a compra das lanchas. A ministra mandou esclarecimentos à comissão espontaneamente. Em março deste ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) constatou irregularidade na compra de 28 lanchas pelo Ministério da Pesca. A empresa Intech Boating, fabricante das lanchas, contribuiu com recursos para a campanha do PT, em Santa Catarina, nas eleições de 2010, quando Ideli concorreu ao governo do estado. Ideli foi ministra da Pesca nos primeiros meses do governo Dilma.

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terça-feira, 12 de junho de 2012

Comissão de Ética abre processo contra Pimentel por uso de avião

Kelly Matos, Folha.com

A Comissão de Ética da Presidência decidiu nesta segunda-feira (11) abrir procedimento para investigar a viagem do ministro Fernando Pimentel (foto abaixo) em avião fretado pelo empresário João Dória Jr, presidente do Lide (Grupo de Líderes Empresariais).
Em outubro de 2011, Pimentel estava na Bulgária, em comitiva presidencial, antes de embarcar para Roma, onde palestrou em evento do grupo.


A viagem do ministro à Europa começou em 1º de outubro de 2011, quando ele chegou à Bulgária na comitiva da presidente Dilma Rousseff. Cinco dias depois, foi para Roma no avião fretado e, no dia 7, palestrou em seminário do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), de Dória Jr. No dia 8, pegou voo comercial, custeado pela União, para voltar ao Brasil. O caso foi revelado pelo site "Terra Magazine".

Pela semana de trabalho na Europa, o ministro recebeu R$ 5.593 em diárias para despesas de hospedagem e alimentação.

Em maio, a Folha apurou que o Pimentel omitiu ter pego carona em avião fretado pelo empresário. Relatório público de despesas disponível no site do ministério afirma que o trajeto de Sofia (Bulgária) a Roma foi feito em "veículo oficial", e não em avião privado.
O documento contraria a versão do ministro, que diz ter consultado a Comissão de Ética Pública da Presidência antes de aceitar a carona. O uso do avião fretado também não constou da agenda pública de Pimentel.

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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

MERO "LEITOR DE SCRIPT" COLOCA A CARAPUÇA

MERO LEITOR DE SCRIPT NA CPI, PIMENTEL NEGA TER ARTICULADO FRAUDE
ELE PRECISOU DE QUATRO DIAS PARA NEGAR SUA PARTICIPAÇÃO NA FARSA


sen jose pimentel by waldemir barreto

Somente quatro dias depois da denúncia, o relator da CPI da Petrobras do Senado, José Pimentel (PT-CE), ocupou a tribuna, nesta terça-feira, para afirmar que não fez qualquer combinação de perguntas e respostas com investigados pela comissão de inquérito, muito embora não tenha sido acusado disso. Ele  jurou que nunca se reuniu com nenhum depoente da CPI da Petrobras durante o curso da investigação, mas ele não foi acusado disso. É suspeito apenas de ler as perguntas que lhe entregaram, uma espécie de script elaborado por assessores da Presidência da República e da Petrobras.
O caso veio à tona no final de semana após a revista Veja ter revelado um vídeo no qual depoentes representantes da Petrobras revelam que elaboraram perguntas e respostas para os depoimentos da presidente da Petrobras, Graça Foster, e do seu antecessor Sergio Gabrielli, em cuja gestão foi realizada a compra superfaturada da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, que, avaliada em US$ 42,5 milhões, foi adquirida pela Petrobras por um valor estimado em US$ 1,3 bilhão.
Em seu discurso, o senador petista disse que a assessoria técnica da CPI “jamais produziu qualquer questionamento com sua respectiva resposta”. Outra vez, Pimentel negou algo que jamais foi mencionado. A acusação não é contra a assessoria técnica da CPI, e sim contra funcionários da Petrobras e da Presidência da República e parlamentares.
“Chegamos a produzir até 130 perguntas por depoente, mas nunca fizemos com perguntas acompanhadas por respostas. Considero qualquer afirmação ou insinuação nesse sentido leviana e irresponsável”, disse José Pimentel, ressaltando que, para preservar o significado do trabalho que vem sendo desenvolvido pela CPI, pediu investigações no âmbito do Senado.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

'BOQUINHAS' DO IRMÃO DE DILMA

PREFEITURA CONFIRMA QUE IRMÃO DE DILMA FOI ASSESSOR EM BH
IRMÃO DE DILMA FOI NOMEADO ASSESSOR DE PIMENTEL E DE SECRETARIA EM BH

Igor Rousseff

A prefeitura de Belo Horizonte confirmou nesta sexta-feira que o irmão da presidente Dilma Rousseff (PT) Igor Rousseff trabalhou na administração municipal, mas não quis comentar a assiduidade dele enquanto exercia os cargos. A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura desde ontem à tarde, logo após o presidenciável Aécio Neves (PSDB) citar, no debate promovido pelo SBT/UOL/Jovem Pan, que o irmão de Dilma teria sido contratado pelo correligionário da presidente e governador eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), na sua gestão na prefeitura, onde teria recebido salário sem trabalhar, dando a entender que ele seria um “funcionário-fantasma”, como é mencionado pelo site do tucano.
Conforme dados da prefeitura, enviada por meio de sua assessoria de comunicação e adiantada pelo Broadcast Político ontem, Igor foi nomeado para cargo em comissão de assessor especial do gabinete do então prefeito Pimentel, no dia 20 de setembro de 2003. No dia 30 de dezembro de 2004, o Diário Oficial do Município publicou sua dispensa do cargo a partir de 1º de janeiro de 2005. Exerceu essa atividade, portanto, por um ano e três meses.
Ainda conforme a prefeitura, em 1º de março de 2005, o irmão de Dilma assumiu o cargo de assessor especial da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Informação. A publicação foi feita no Diário Oficial do Município no dia 10 de março. E no dia 31 de dezembro de 2008, o Diário Oficial do Município publicou sua exoneração a partir do dia 1º de janeiro de 2009. Nessa atividade, Igor exerceu o posto por três anos e 10 meses. Questionado sobre a assiduidade de Igor enquanto esteve na prefeitura, a prefeitura informou que não iria se pronunciar sobre a questão.
Ontem mesmo, após a citação de Igor no debate, a campanha de Aécio colocou no ar em suas páginas na rede social cópias do Diário Oficial do Município que citavam a nomeação de Igor para os dois cargos. Por sua vez, nas páginas de Dilma Rousseff nas redes sociais foi publicado o link para uma reportagem do jornal O Globo, de 15 de janeiro de 2011, com um perfil de Igor. O texto mostra que o irmão da presidente trabalhou em hotelaria, no escritório do deputado federal Gabriel Guimarães (PT-MG), fazendo serviços de assessoria jurídica para pequenas empresas e na prefeitura de Belo Horizonte, na gestão de Pimentel. “No final do governo, foi exonerado juntamente com outras 160 pessoas”, diz a reportagem. Há ainda uma declaração do atual prefeito da capital, Marcio Lacerda (PSB), aliado de Aécio, de que alguns que foram exonerados foram recontratados e que Igor “nunca pediu para voltar”.
Já Pimentel enviou esclarecimento por nota e por um vídeo também postado nas redes sociais. “Igor Rousseff foi assessor especial do prefeito de Belo Horizonte em minha gestão. Eram seis cargos dessa natureza. Um deles foi ocupado por Igor, que é advogado e trabalhou com regularidade e eficiência no gabinete do prefeito e na Procuradoria do município”, disse o governador eleito nos materiais disponíveis. (Agência Estado)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Pela Doutrina Rousseff/Pimentel, um pedófilo aposentado poderia brilhar no Ministério da Educação Infantil

Por Augusto Nunes

Primeiro, Dilma Rousseff fez de conta que Fernando Pimentel mereceu tanto a bolada de R$ 1 milhão que ganhou da Fiemg para não fazer nada quanto o prêmio de R$ 130 mil recebido da fábrica de tubaína que faliu ao seguir os conselhos do ex-prefeito ─ e deu por explicado o inexplicável.

Como o truque não funcionou, e como seguiu resolvida a manter no primeiro escalão o antigo parceiro de vida clandestina, a presidente agora forjou uma tese que poderia ter evitado o despejo de Antonio Palocci: só valem os pecados que um ministro comete depois da posse.

Antes da chegada ao governo, ficam todos liberados para tratar a socos e pontapés a lei, os valores morais e os códigos éticos.

Pela Doutrina Rousseff/Pimentel, um serial killer que acabou de sair da cadeia pode perfeitamente brilhar no Ministério da Justiça, um pedófilo aposentado pode virar um excelente ministro da Educação Infantil, um latrocida pode fazer bonito na presidência do Banco Central.

Por que não confiar a um Fernando Pimentel o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior?
Todos os brasileiros com mais de cinco neurônios já entenderam que o buquê de espantos federais inclui um ex-traficante de influência que mente compulsivamente. Mas no Brasil até aos irrecuperáveis se oferece uma segunda chance.

“O caso Pimentel não tem nada a ver com o meu governo, tem a ver com ele”, disse Dilma nessa sexta-feira. Com ele, com o Ministério Público e com o Judiciário.

“Não é um caso de governo”, insistiu.

Faz sentido. É um caso de polícia.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Comissão de Ética decide aprofundar investigações contra Pimentel

MÁRCIO FALCÃO, na Folha

A Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu nesta segunda-feira (26) aprofundar as investigações e encaminhar um pedido de informações ao ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) sobre consultorias realizadas entre os anos de 2009 e 2010.

A atividade levantou suspeitas de tráfico de influência, o que o ministro, amigo de longa data da presidente Dilma Rousseff, nega.

A maioria da comissão acatou parecer do relator, Fábio Coutinho. O voto decisivo foi do presidente do colegiado, Sepúlveda Pertence, que desempatou, votando duas vezes. O parecer sustenta que em casos excepcionais a comissão pode avaliar a conduta do agente público por fato anterior ao exercício do cargo.

"Sem fazer nenhum juízo de mérito por ora sobre as acusações correntes ao ministro do desenvolvimento, resolvemos dar-lhe a oportunidade de se manifestar para que então possamos ajuizar se existe essa situação excepcional em que se justificaria a abertura de um processo ética, embora os fatos veiculados sejam todos eles anteriores a sua posse no ministério", disse Pertence.

Pimentel terá um prazo de dez dias para se manifestar à comissão.
(...)

A investigação de Pimentel na Comissão de Ética foi motivada por pedido do PSDB.

terça-feira, 13 de março de 2012

Comissão de Ética Pública investigará Pimentel


RAFAEL MORAES MOURA - Agência Estado

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu abrir procedimento preliminar para investigar a sucessão de denúncias envolvendo o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. A decisão acata pedido feito pelo PSDB, ressuscita uma crise que o governo já dava como superada e volta a assombrar o ministro, um dos interlocutores mais próximos da presidente Dilma Rousseff.

A oposição vê semelhanças entre a situação de Pimentel e a do ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci, que caiu do governo devido à denúncia de ter o patrimônio ampliado em 20 vezes após a prestação de serviços de consultoria. Pimentel é alvo de denúncias divulgadas pela imprensa de que sua empresa, a P-21 Consultoria e Projetos, teria faturado mais de R$ 2 milhões com consultorias entre 2009 e 2010.

A comissão designou o conselheiro Fábio Coutinho para cuidar do caso. "Na próxima reunião, o conselheiro deverá definir pela abertura do processo ou não, com base na denúncia", disse o presidente da Comissão de Ética, Sepúlveda Pertence. O próximo encontro da comissão está marcado para 12 de março.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Dilma teria reagido com soco na mesa à autorização de Joaquim Barbosa para investigar Pimentel

UCHO


Fúria oficial – Responsável pelo relatório da Ação Penal 470 (Mensalão do PT) no Supremo Tribunal Federal, o ministroJoaquim Barbosa, que passou a materializar a esperança do povo brasileiro, tem sido duramente perseguido, em especial nos bastidores, por causa dos votos favoráveis à condenação dos réus no maior escândalo de corrupção da história do País. Barbosa, que tem enfrentado ofensas inclusive por ser negro, agora arrumou mais um estorvo. Trata-se de ninguém menos que a presidente Dilma Vana Rousseff, que recentemente emitiu nota oficial, sem respeitar o devido protocolo, desautorizando Barbosa por ter utilizado trecho de seu depoimento durante leitura do voto.

O problema que agora separa Dilma e o relator da ação que tem tirado o sono dos petistas é a recente decisão do magistrado autorizando a abertura de inquérito para investigar o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento) e os deputados federais petistas Vicentinho (SP) e Benedita da Silva (RJ), identificados pela Polícia Federal na segunda etapa do Mensalão do PT, descoberta depois que o processo original já tramitava no Supremo.

Joaquim Barbosa autorizou a abertura de um inquérito para investigar repasses feitos pelo esquema comandado por Marcos Valério a pessoas ligadas ao ministro Fernando Pimentel, “companheiro de armas” de Dilma Rousseff e principal pilar da porção do PT que a presidente já controla. O novo inquérito, que será instaurado na Justiça Federal em Belo Horizonte, também investigará repasses de dinheiro a alguns profissionais de campanha ligados a Benedita da Silva e Vicentinho (PT-SP), além de outras pessoas e empresas que receberam recursos do chamado “valerioduto”.

Ao saber da decisão do ministro Joaquim Barbosa, Dilma Rousseff reagiu com sua costumeira falta de diplomacia. Em virtude de a decisão ter alcançado o companheiro Pimentel, um dos seus principais assessores no governo, Dilma teria dado um forte e ruidoso murro na escrivaninha presidencial, segundo informações obtidas pelo ucho.info.