segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Turismo paralisa um dos maiores focos de roubalheira da Copa

CoroneLeaks

O Ministério do Turismo determinou, temporariamente, a suspensão da execução e do repasse de recursos de todos os convênios de qualificação de profissionais, "em especial aqueles firmados no âmbito do Programa Bem Receber Copa".
A medida foi publicada nesta segunda-feira (26) e afeta parcerias firmadas com entidades privadas sem fins lucrativos.
A decisão, assinada pelo ministro Gastão Dias Vieira, tem como justificativa um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU).
Foi determinado pelo ministério que seja feito o levantamento dos convênios em andamento e os valores acordados.


O blog, muito antes da Operação Voucher, já havia feito referência ao "esquemão" montado pela Fundação Getúlio Vargas, que recebeu R$ 3,6 milhões para "monitorar" o programa.
Estava na cara, pelos números impossíveis de alcançar com programas sérios de capacitação, que tudo não passava de uma grande picaretagem.
Os diretores serão chamados a depor e terão que devolver o dinheiro?
Não deveriam fiscalizar e não estavam sendo pagos regiamente para isso?
Ou a FGV é imune?
Esta instituição também foi aparelhada pelo lulopetismo e deve ser investigada.
Recebeu R$ 47 milhões do governo federal em 2010.

Lobby desastrado


Trapalhada põe BNDES no ramo de frigoríficos
No Claudio Humberto

Em apuros financeiros, um dos maiores frigoríficos do País, o Marfrig, vendeu nos Estados Unidos parte da Keystone Foods, comprada ano passado no plano de expansão do grupo.
O Marfrig tenta retomar sua liquidez para não entregar o grupo ao BNDESPar, que investiu R$ 1,2 bilhão para a aquisição.
Se a operação não der certo, até 2015 o bancão oficial converterá a bolada em ações, e terá 56% do frigorífico.

No vermelho
Atualmente com o saldo abaixo de zero, o Marfrig deve três vezes o valor real da empresa.
Hoje o BNDESpar domina 13,89% do grupo.

Amigos do peito
O Marfrig é de Marcos Molina, fazendeiro amigão de Lula e de Ricardo Teixeira, a quem presenteou com um helicóptero e patrocínio à CBF.

Foi Teixeira quem ajudou o grupo em lobby junto a Lula a conseguir parceria com o BNDES.
A CBF levou R$ 400 milhões em patrocínio.

Silêncio no abatedouro
O BNDESpar não comenta o caso.
O Marfrig também silenciou.
Há rumores de que o grupo venderá mais para cumprir o acordo.

PT pensa que privatizou o "Povo Brasileiro"

Não é segredo que grupos financiados por partidos políticos e, indiretamente, com dinheiro público, são especializados em difundir boatos contra adversários e costumam plantar versões que pautam muitos setores da midia.
No video abaixo, reunião reveladora que trata das principais metas do partido do governo federal: a volta da censura e a reforma política com financiamento público de campanha e voto em lista..
Observem, também, o deboche com o povo que se manifesta nas ruas contra a corrupção.
Consideram-se proprietários do povo brasileiro, portanto, julgam-se no direito de desqualificar qualquer iniciativa que não seja comandada por eles.










Video streaming by Ustream

VESTIU UMA CAMISA VERMELHA E SAIU POR AÍ....EM VEZ DE TOMAR CHÁ COM TORRADAS...CONSPIROU PARA TI

Dirceu: “Regulação da mídia é a bandeira mais importante”
Postado por Menezes - TÔ VENDO TUDO


O ex-ministro Zé Dirceu participou hoje(24/09/11) de um encontro promovido por blogueiros, em São Paulo, e criticou a “mídia em geral” – segundo ele, alinhada à “direita brasileira”, que estaria trabalhando para pregar o rótulo de corrupto no ex-presidente Lula, com a condenação dos réus do mensalão, e de uma governante anti-corrupção em Dilma Rousseff, ao elogiar a faxina.

Diante desse quadro, Dirceu afirmou;

- A regulação [da mídia] talvez seja a bandeira mais importante que nós temos nos próximos anos além da reforma política.

A REGULAÇÃO DAS MÍDIAS, REALMENTE É UMA DAS PRINCIPAIS BANDEIRAS DO PNDH-3 DO PT, QUE POUCA GENTE CONHECE!
VEJA O QUE O RENOMADO JURISTA IVES GANDRA MARTINS FALA SOBRE O PNDH-3, PRINCIPALMENTE NO QUE SE REFERE AO CONTROLE DOS ORGÃOS DE IMPRENSA! ASSISTA AO VÍDEO ABAIXO!



Dando continuidade ao Sr José Dirceu...

Para Dirceu, a resistência ao projeto elaborado pelo ex-ministro Franklin Martins parte de grupos que temem a concorrência, sobretudo com o capital estrangeiro.

Presente ao evento, o líder do PT, deputado Paulo Teixeira (SP), garantiu que o ministro da Comunicação, Paulo Bernardo, enviará o projeto ao Congresso ainda este ano, como adiantou Poder Online.

Aliás, Dirceu também respondeu à comparação feita pelo deputado Paulinho da Força (PDT-SP) de que ele é “uma espécie de Che Guevara brasileiro”:

- Eu não sou o Che Guevara porque estou vivo.
Não pelas minhas qualidades, mas estou vivo.
Porque ele morreu pelas qualidades dele.
Eu, pelos meus defeitos, estou vivo porque não consegui fazer a revolução que ele fez.


#EUVOTODISTRITAL
PARA CONTINUAR LIVRE
E VOCÊ?

Gaviões negocia patrocínio da Odebrecht para Carnaval com Lula


Perrone

A Gaviões da Fiel tenta obter o patrocínio da Odebrecht para desfilar no próximo Carnaval embalada pelo samba-enredo em homenagem ao ex-presidente Lula.

Integrantes da torcida e escola de samba corintiana afirmam já terem procurado representantes da construtora e se dizem animados. Segundo torcedores-sambistas, o Carnaval exige pelo menos cerca de R$ 3 milhões em patrocínios.

A expectativa é a de que Lula sirva como isca não só para a Odebrecht, mas também para outros patrociandores.
Há quem calcule arrecadar no total R$ 5 milhões, que serviriam ainda para pagar dívidas da escola de samba.

Além de realizar uma série de obras do governo durante a era Lula, a Odebrecht se aproximou mais ainda dele por conta do Itaquerão.
O então presidente convenceu a construtora de que seria um bom negócio erguer a arena do Corinthians, seu time de coração.
Ele assinou como testemunha o contrato entre as partes.

domingo, 25 de setembro de 2011

Matéria irretocável de minha musa do jornalismo

Para trás é que se anda
Por Mary Zaidan
No blog do Noblat


Encontros com presidentes das grandes potências e um discurso na Assembleia Geral da ONU que, se não foi marcante ou inovador, teve mais elogios que críticas.
Se os dias de Nova York foram dourados para Dilma, o mesmo não se pode dizer para o país que ela governa.
Por aqui, andou-se a passos largos rumo ao atraso, muito mais perto do quinto que do primeiro mundo.

A presidente que condenou veemente o protecionismo comercial na tribuna das Nações Unidas, nem parecia a mesma que dias antes impusera o aumento do IPI para carros importados.
Além de inconstitucional – alterações de IPI só podem entrar em vigor após 90 dias -, a medida expôs a instabilidade jurídica do país, sem motivo, argumento ou lógica.

Prejudica o consumidor, afugenta novos investimentos e empregos.

Diante do protecionismo descarado do qual o país pensava ter-se livrado, os chineses da JAC avisaram: não pretendem mais construir a prometida fábrica no Brasil.

Na área social, outra bomba: o governo ampliou a bolsa-família das grávidas para até o quinto filho, com o pagamento mensal de R$ 32.

O benefício divide opiniões. Há os que dizem que o valor irrisório não é suficiente para estimular a natalidade.
Pode até ser. Mas a questão vai muito além do valor.

É um sinal deseducador, anos-luz de distância do conceito de planejamento familiar, arma poderosa contra a perpetuação da miséria.
E, como se sabe, governo se faz por símbolos e sinais.


O Judiciário não fez por menos.
Com decisão nunca antes tão célere neste país, anulou todas as provas que a Polícia Federal colheu desde 2006, autorizada em primeira instância, sobre as movimentações nada lícitas de Fernando Sarney, irmão de Roseana, filho de José.

A decisão do Superior Tribunal de Justiça transformou o Brasil em um imenso Maranhão, o estado mais atrasado, com IDH comparável ao de Biafra.

No Legislativo, a Câmara dos Deputados quase salvou a semana ao impedir o renascimento da CPMF.
Mas curvou-se ao sindicalismo barato ao aprovar a extensão do aviso prévio para até 90 dias, quando o mundo inteiro tenta desonerar os encargos dos empregadores para garantir ampliação do mercado de trabalho.

E mais: com a presença de apenas um deputado além do presidente, a CCJ aprovou, em três minutos, 118 projetos.
Demonstração inequívoca do apreço que os parlamentares têm pela tarefa legislativa para a qual foram eleitos. Algo só admissível em plagas subdesenvolvidas.

Com exemplos como esses, próximos de práticas do século 19, difícil reivindicar o papel que o Brasil almeja.
Difícil ir além do discurso para chefes de Estados verem.
Dificílimo andar pra frente.

A régua civilizatória

Por Gaudêncio Torquato


Cena pungente 1: crianças de olhos vidrados, pele e osso, e bandos de moscas passeando sobre os rostos côncavos.
O documentário na TV mostra o campo de refugiados de Badbaabo, o maior de Mogadício, capital da Somália.

Um dado arremata a lúgubre paisagem: a fome no mundo mata uma criança a cada 5 segundos.

Cena pungente 2: flagrante de um menino preparando uma pedra de crack, no centro de São Paulo (capa de O Estado, 21/09), ilustrando matéria sobre usuários da droga, que se igualam (38%) aos viciados em álcool na rede pública de saúde em cidades paulistas entre 50 e 100 mil habitantes.

Cena pungente 3: no hospital de Emergência e Trauma, em João Pessoa (PB), o vídeo mostra uma furadeira de parede sendo usada para abrir o crânio de um paciente que sofreu um acidente de moto.

As três cenas, mesmo diferentes, deixam transparecer sua origem comum, eis que são raízes da frondosa árvore da miséria com que se defronta o planeta nesse inicio de segunda década do Terceiro Milênio.

Já se disse que o mundo está dividido, hoje, em três espécies de nações: aquelas onde as pessoas gastam rios de dinheiro para não ganhar peso; aquelas em que milhões de seres comem para viver e os devastados territórios onde os famintos não sabem de onde virá a próxima refeição.

Na perspectiva do pão sobre a mesa, a visão planetária é aterradora, pois um bilhão de pessoas passa fome, ao lado de outro bilhão e meio que vive na pobreza.

Aqui, em nossos trópicos, fez-se e faz-se enorme esforço para aliviar as cotas de miséria.
Mas, é forçoso reconhecer, há, ainda, milhões de barrigas vazias, ao lado dos olhos sem vida de milhares de crianças desnutridas.

Temos, sim, um pouco de Somália resvalando pelas beiradas sociais.

Como o solo devastado extrapola a fronteira do alimento, conveniente seria que este planeta cada vez menos azul usasse um termômetro mais sensível para medir o grau de desenvolvimento dos 195 países independentes que o integram, algo como uma régua capaz de aferir se a condição humana recebe vitamina para desenvolver seus plenos potenciais.

A régua civilizatória – eis o que se propõe – teria função maior do que a de medir o Índice de Desenvolvimento Humano, o IDH que compara países por vetores da economia e qualidade de vida, com base numérica entre 0 e 1.

(lembre-se que, nesse modelo, o Brasil registra 0,699, 73ª posição entre 169 países)

Nossa régua abrigaria todo o escopo dos direitos humanos fundamentais, a partir da pletora de valores éticos, morais e políticos, base da vida com dignidade, liberdade e igualdade.
(...)

Já no palanque, a expressão dos grandes atores causa arrepios:

“Político tem que ter casco duro.
Se tremer cada vez que alguém disser uma coisa errada sobre ele e não enfrentar a briga para dizer que está certo, acaba saindo mesmo”.


O ator/autor, Luiz Inácio, simplesmente sugere aos políticos envolvidos em escândalos reagir.
Não baixar a cabeça.

O mandonismo, o caciquismo, o fisiologismo e o patriarcalismo, frutos da seara patrimonialista, continuam a escapar de seu tradicional reduto para se infiltrar em outros compartimentos institucionais. A perplexidade avulta.
(...)

O Brasil, esta é outra imagem, é submetido permanentemente a uma disputa de cabo de guerra: uns puxam para a frente, outros, para trás.
O exército de vanguarda carrega o país para o futuro.
O grupo de retaguarda sustenta os feudos do passado.

Em nossas vitrines, vêem-se as mais revolucionárias ferramentas do desenvolvimento e da tecnologia.
A face moderna do Brasil - quase-potência.
Ao lado da estética de Mogadício, de crianças sem forças para verter uma lágrima.
Um território bárbaro. Um faroeste.

Ainda longe da Pátria e da Nação, habitat de civilidade, igualdade e dignidade.

Íntegra no blog do Noblat
Gaudêncio Torquato, jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação