Quem se importa com kit gay, com os planos do governo do PT de legalizar o aborto ou com os comentários pejorativos de Gilberto Carvalho contra os evangélicos?
E quem acredita na faxina da Dilma e nas novas "práticas" se ela própria busca fortalecer o vínculo com os adeptos da velha política?
É o que diz matéria da Folha:
PR forma bloco com PTB e volta à base governista no Senado
A bancada do PR no Senado decidiu nesta terça-feira formar um bloco partidário com o PTB, o que na prática representa a volta dos senadores do partido à base de apoio da presidente Dilma Rousseff. Há pouco mais de um mês, os senadores do PR haviam rompido com o governo para fazer oposição a Dilma no Senado - mas voltaram atrás depois de serem recebidos hoje pela presidente.
O líder do PR no Senado, Blairo Maggi (MT), negou que Dilma tenha oferecido o Ministério dos Transportes à bancada do Senado como contrapartida ao retorno à base. O ministério é a principal reivindicação do PR junto ao governo. "Não tratamos de ministério, nem vamos tratar", disse.
O senador afirmou que agiu no "calor das emoções" quando anunciou o ingresso do PR na oposição. "A nossa manifestação, naquela ocasião, foi mais pela falta de atenção do governo com o partido."
Dilma se reuniu hoje com Maggi, no Palácio do Planalto, na tentativa de se reaproximar do partido. Apesar do líder adotar o discurso de que o PR continuará "independente" nas votações do Senado, ele admite que a sigla está mais próxima do governo e fora da oposição.
(continua)
terça-feira, 3 de abril de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
PRIMEIRO O PT E QUE NINGUÉM FURE A FILA
O PT deve ter um estoque de denúncias contra adversários, sejam fatos ou boatos, prontos para serem vazados quando há necessidade de desviar a atenção de seus próprios escândalos e para blindar seus companheiros envolvidos em esquemas de corrupção.
Assim, redes de TV aderem à pauta e distraem os telespectadores com informações sobre Arruda, Jaqueline Roriz, Sarney e agora o senador Demóstenes, enquanto a impunidade reina no império petista.
Confiram notas do jornalista Cláudio Humberto (02/03)
PT aposta em crise no DEM para adiar mensalão
Aumentou a aposta no PT para que o caso Cachoeira/Demóstenes Torres ajude a adiar o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal, previsto para junho. O relator de ambos os casos, ministro Ricardo Lewandowski, que foi rápido como um raio para abrir investigação e quebrar o sigilo do senador do DEM-GO, já avisou que não tem pressa de levar o caso do mensalão ao plenário do STF.
Cortina de fumaça
O vazamento administrado de gravações que comprometem o senador Demóstenes Torres obedece à tática de ofuscar outros escândalos.
Esquece, esquece
O governo também quer evitar a retomada do escândalo da Casa da Moeda, que pode alcançar o ministro Guido Mantega (Fazenda).
Fatos novos começam a se revelar e se somam aos que já foram divulgados, porém abafados, como a ligação de petistas com Carlinhos Cachoeira.
Mesmo assim, a onda de permissividade que contamina a sociedade só não terá consequências danosas e irreparáveis se cada vez mais pessoas entenderem que o mais importante é o FOCO naquilo que pode significar uma verdadeira mudança de paradigma na política nacional, justamente o que os petralhas mais temem e tentam evitar a todo custo até que "caduque" e caia no esquecimento, o Julgamento do Mensalão. Ou que consigam colar a tese absurdamente ridícula de que o crime não existiu e que Marcos Valério está preso injustamente, que Silvio Pereira fez acordo para antecipar sua pena à toa e que o verdadeiro comandante, representado por personagens como Lula e Dilma, foi traído pelos que decidiram pela cassação de seu mandato de deputado.
Portanto, que cada denúncia seja averiguada e os acusados devidamente investigados, mas que ninguém fure a fila.
O MAIOR ESTELIONATO DA HISTÓRIA DO BRASIL

Projetos bilionários do PAC têm atraso de até 54 meses
Danilo Fariello - O Globo
Cinco anos após a criação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as maiores obras de infraestrutura do país têm atraso de até 54 meses em relação ao cronograma original. É o caso da Ferrovia Norte-Sul e do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco.
Entre as obras com orçamento acima de R$ 5 bilhões, os atrasos são de, pelo menos, um ano. Levantamento feito pelo GLOBO nos balanços do PAC mostrou que em dez megaobras, que somam R$ 171 bilhões, os prazos de conclusão previstos no cronograma inicial foram revistos.
Ontem, O GLOBO mostrou, a partir de um estudo da ONG Trata Brasil, que o atraso é comum também em grandes obras de saneamento, que beneficiariam cidades com mais de 500 mil habitantes.
Apenas 7% de 114 obras estavam concluídas, e 60% apareciam como atrasadas, paralisadas ou não iniciadas.
Mais AQUI.
Assista ao VIDEO.
ASSESSOR DO MINISTRO DA SAÚDE DIZ QUE RECEBEU PROPINA
Amigo de Alexandre Padilha admite em entrevista à VEJA ter recebido R$ 200 mil de propina quando era assessor especial do ministro da Saúde
Reinaldo Azevedo
É compreensível que certo tipo de gente que transita na política e em atividades que lembram o jornalismo odeiem a revista VEJA com tanta dedicação. Sem ela, estariam mais livres para agir, para fazer seus negócios, para avançar contra os cofres públicos sem contratempos. Mas existe uma VEJA no meio do caminho — e isso, a muitos, parece insuportável.
Na revista que começou a chegar ontem aos leitores, os repórteres Daniel Pereira e Hugo Marques decidiram reconstituir e detalhes a guerra declarada entre PMDB e PT para controlar os hospitais federais do Rio.
Tanto empenho se explica: o Orçamento de 2012 reserva R$ 645 milhões para essas entidades. A análise de contratos revela que é de 15% o percentual médio de desvios — ou seja, propina. Enquanto isso, os doentes se arrastam pelos corredores.
Na sua investigação, VEJA descobriu um fato realmente inquietante.
Leiam trecho da reportagem:
(…)
Chama-se Edson Pereira de Oliveira um dos protagonistas dessa trama. Até o fim do ano passado, ele era assessor especial do ministro da Saúde, o petista Alexandre Padilha. Em dezembro, Oliveira pediu demissão. Alegou razões pessoais, mas, na verdade, não resistiu ao assédio de peemedebistas e outros deputados do Rio interessados em comandar diretorias dos hospitais federais do estado. Esse grupo acossou Oliveira quase que diariamente. Usou como arma uma informação preciosa: amigo de Alexandre Padilha há vinte anos, o então assessor especial do ministro havia se corrompido. Recebeu 200.000 reais de um grupo ligado a uma quadrilha suspeita de desviar dezenas de milhões dos hospitais fluminenses. O suborno tinha como objetivo manter abertas as portas do ministério aos interesses do grupo - àquela altura ameaçados.
(…)
Segundo o ex-assessor de Padilha. que tinha como função principal conversar com os parlamentares em nome do ministro da Saúde, o então deputado Cristiano, do PTdoB do Rio, de quem havia se tornado amigo íntimo, voluntariamente se dispôs a pagar uma dívida de campanha da época em que Oliveira disputara a prefeitura de Ibititá (BA). “Só descobri depois que não existe almoço grátis”, conta o ex-assessor, invocando uma aparente ingenuidade. No entanto, para despistar, a propina passeou por três contas bancárias indicadas pelo próprio Oliveira. Os depósitos foram realizados em junho de 2011 nas contas de um agiota, um amigo e um sobrinho do ex-assessor. Os comprovantes mostram que figuram entre os pagadores dois empregados de uma empresa farmacêutica que recebeu 3,8 milhões de reais da União, desde 2009, graças a contratos fechados, entre outros, com hospitais federais exatamente do Rio de Janeiro. Por que uma empresa com contratos com o governo pagaria uma conta de um alto senador público a pedido de um partido? Parece elementar.”
(…)
É isso aí. Edson Pereira Oliveira, como ele mesmo diz, é amigo do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, há 20 anos e o assessorou quando foi ministro das relações Institucionais no governo Lula. A edição traz uma entrevista sua em que ele conta detalhas da sem-vergonhice, na qual diz ter caído em razão de uma forma muito peculiar de inocência. Padilha diz que não sabia de nada e que pediu investigação.
Pois é… Não há dúvida de que muita gente estaria melhor sem VEJA: os corruptos. E muitos estariam em pior situação: as pessoas de bem e os doentes que penam nos corredores dos hospitais, enquanto alguns vagabundos enchem os bolsos.
É isto: há uma VEJA no meio do caminho.
E isso a escória não perdoa.
Reinaldo Azevedo
É compreensível que certo tipo de gente que transita na política e em atividades que lembram o jornalismo odeiem a revista VEJA com tanta dedicação. Sem ela, estariam mais livres para agir, para fazer seus negócios, para avançar contra os cofres públicos sem contratempos. Mas existe uma VEJA no meio do caminho — e isso, a muitos, parece insuportável.
Na revista que começou a chegar ontem aos leitores, os repórteres Daniel Pereira e Hugo Marques decidiram reconstituir e detalhes a guerra declarada entre PMDB e PT para controlar os hospitais federais do Rio.
Tanto empenho se explica: o Orçamento de 2012 reserva R$ 645 milhões para essas entidades. A análise de contratos revela que é de 15% o percentual médio de desvios — ou seja, propina. Enquanto isso, os doentes se arrastam pelos corredores.
Na sua investigação, VEJA descobriu um fato realmente inquietante.
Leiam trecho da reportagem:
(…)
Chama-se Edson Pereira de Oliveira um dos protagonistas dessa trama. Até o fim do ano passado, ele era assessor especial do ministro da Saúde, o petista Alexandre Padilha. Em dezembro, Oliveira pediu demissão. Alegou razões pessoais, mas, na verdade, não resistiu ao assédio de peemedebistas e outros deputados do Rio interessados em comandar diretorias dos hospitais federais do estado. Esse grupo acossou Oliveira quase que diariamente. Usou como arma uma informação preciosa: amigo de Alexandre Padilha há vinte anos, o então assessor especial do ministro havia se corrompido. Recebeu 200.000 reais de um grupo ligado a uma quadrilha suspeita de desviar dezenas de milhões dos hospitais fluminenses. O suborno tinha como objetivo manter abertas as portas do ministério aos interesses do grupo - àquela altura ameaçados.
(…)
Segundo o ex-assessor de Padilha. que tinha como função principal conversar com os parlamentares em nome do ministro da Saúde, o então deputado Cristiano, do PTdoB do Rio, de quem havia se tornado amigo íntimo, voluntariamente se dispôs a pagar uma dívida de campanha da época em que Oliveira disputara a prefeitura de Ibititá (BA). “Só descobri depois que não existe almoço grátis”, conta o ex-assessor, invocando uma aparente ingenuidade. No entanto, para despistar, a propina passeou por três contas bancárias indicadas pelo próprio Oliveira. Os depósitos foram realizados em junho de 2011 nas contas de um agiota, um amigo e um sobrinho do ex-assessor. Os comprovantes mostram que figuram entre os pagadores dois empregados de uma empresa farmacêutica que recebeu 3,8 milhões de reais da União, desde 2009, graças a contratos fechados, entre outros, com hospitais federais exatamente do Rio de Janeiro. Por que uma empresa com contratos com o governo pagaria uma conta de um alto senador público a pedido de um partido? Parece elementar.”
(…)
É isso aí. Edson Pereira Oliveira, como ele mesmo diz, é amigo do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, há 20 anos e o assessorou quando foi ministro das relações Institucionais no governo Lula. A edição traz uma entrevista sua em que ele conta detalhas da sem-vergonhice, na qual diz ter caído em razão de uma forma muito peculiar de inocência. Padilha diz que não sabia de nada e que pediu investigação.
Pois é… Não há dúvida de que muita gente estaria melhor sem VEJA: os corruptos. E muitos estariam em pior situação: as pessoas de bem e os doentes que penam nos corredores dos hospitais, enquanto alguns vagabundos enchem os bolsos.
É isto: há uma VEJA no meio do caminho.
E isso a escória não perdoa.
MINISTÉRIO DE DILMA DIGNO DE UM NOTICIÁRIO POLICIAL
As lanchas de Ideli merecem dividir com Demóstenes o noticiário político-policial
Augusto Nunes


Todo suspeito absolvido pelo companheiro Rui Falcão é culpado. Nesta sexta-feira, essa regra sem exceção deixou um pouco pior no retrato a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti.
“Ela não tem nada a ver com esses acontecimentos”, foi logo recitando o presidente nacional do PT. “Acontecimentos”, sabe-se agora, é o termo que agora designa, na novilíngua petista, a maracutaia que transformou o Ministério da Pesca em dono de 38 lanchas sem serventia.
Para quem vê as coisas como as coisas são, os acontecimentos começararam em 2008, quando o então ministro Altemir Gregolin, indicado pelo PT de Santa Catarina, simulou uma licitação para comprar a frota fabricada pela também catarinense Intech Boating. Foram pelo ralo R$ 31 milhões, excluídas as propinas de praxe. Em 2010, um emissário do ministério solicitou ao dono da empresa, Antônio Galizio, que retribuísse a gentileza com a doação de R$ 150 mil à candidatura ao governo estadual de um berreiro à procura de uma ideia.
Derrotada, Ideli ganhou de Dilma Rousseff o Ministério da Pesca. E autorizou o pagamento da parcela que faltava para completar a felicidade do empresário generoso. Ponto.
“A Ideli não era ministra quando as lanchas foram adquiridas”, discursou Rui Falcão.
“E não foi ela que pediu a doação”.
Acabou tropeçando, quem diria, no fiapo de voz do companheiro Luiz Sérgio. O deputado do PT fluminense não abriu a boca nem mesmo quando se tornou o único político da história demitido de dois ministérios, pela mesma presidente, em menos de um ano. Ministro da Pesca depois da saída de Ideli e antes da chegada de Marcelo Crivella, quebrou o voto de silêncio antes que alguém o embarcasse na negociata flutuante.
Depois de contar que doou algumas lanchas à Marinha e admitir que não soube o que fazer com as que sobraram, o companheiro declarou-se espantado com a gastança e soltou a frase surpreendente:
“Eu diria, como a nossa presidente Dilma Rousseff, que o que aconteceu no Ministério da Pesca é um malfeito”.
Na novilíngua lulista, “malfeito” quer dizer delinquência cometida por bandidos de estimação que foi descoberta e divulgada pela imprensa.
A interrupção do silêncio obsequioso de Luiz Sérgio confirma que a coisa é mais feia do que parece. A absolvição decretada por Rui Falcão é uma sentença condenatória. A mudez do berreiro é uma confissão de culpa. O senador Demóstenes Torres, quem diria, vai dividir o noticiário político-policial com Ideli Salvatti. A imensa procissão dos pecadores impunes continuará passando enquanto a Justiça entender que todos são iguais perante a lei, mas uns são mais iguais que os outros.
Augusto Nunes


Todo suspeito absolvido pelo companheiro Rui Falcão é culpado. Nesta sexta-feira, essa regra sem exceção deixou um pouco pior no retrato a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti.
“Ela não tem nada a ver com esses acontecimentos”, foi logo recitando o presidente nacional do PT. “Acontecimentos”, sabe-se agora, é o termo que agora designa, na novilíngua petista, a maracutaia que transformou o Ministério da Pesca em dono de 38 lanchas sem serventia.
Para quem vê as coisas como as coisas são, os acontecimentos começararam em 2008, quando o então ministro Altemir Gregolin, indicado pelo PT de Santa Catarina, simulou uma licitação para comprar a frota fabricada pela também catarinense Intech Boating. Foram pelo ralo R$ 31 milhões, excluídas as propinas de praxe. Em 2010, um emissário do ministério solicitou ao dono da empresa, Antônio Galizio, que retribuísse a gentileza com a doação de R$ 150 mil à candidatura ao governo estadual de um berreiro à procura de uma ideia.
Derrotada, Ideli ganhou de Dilma Rousseff o Ministério da Pesca. E autorizou o pagamento da parcela que faltava para completar a felicidade do empresário generoso. Ponto.
“A Ideli não era ministra quando as lanchas foram adquiridas”, discursou Rui Falcão.
“E não foi ela que pediu a doação”.
Acabou tropeçando, quem diria, no fiapo de voz do companheiro Luiz Sérgio. O deputado do PT fluminense não abriu a boca nem mesmo quando se tornou o único político da história demitido de dois ministérios, pela mesma presidente, em menos de um ano. Ministro da Pesca depois da saída de Ideli e antes da chegada de Marcelo Crivella, quebrou o voto de silêncio antes que alguém o embarcasse na negociata flutuante.
Depois de contar que doou algumas lanchas à Marinha e admitir que não soube o que fazer com as que sobraram, o companheiro declarou-se espantado com a gastança e soltou a frase surpreendente:
“Eu diria, como a nossa presidente Dilma Rousseff, que o que aconteceu no Ministério da Pesca é um malfeito”.
Na novilíngua lulista, “malfeito” quer dizer delinquência cometida por bandidos de estimação que foi descoberta e divulgada pela imprensa.
A interrupção do silêncio obsequioso de Luiz Sérgio confirma que a coisa é mais feia do que parece. A absolvição decretada por Rui Falcão é uma sentença condenatória. A mudez do berreiro é uma confissão de culpa. O senador Demóstenes Torres, quem diria, vai dividir o noticiário político-policial com Ideli Salvatti. A imensa procissão dos pecadores impunes continuará passando enquanto a Justiça entender que todos são iguais perante a lei, mas uns são mais iguais que os outros.
GOVERNO DO PT - A ALEGRIA DOS BANQUEIROS ÀS CUSTAS DE UM POVO ENDIVIDADO
BC reduz juros básicos, mas bancos ampliam seus ganhos nas operações
Em sete anos, total do crédito nos bancos sobe de R$ 607 bi para R$ 2,03 tri
Ronaldo D'Ercole - O Globo
Mesmo com a queda dos juros básicos da economia (Selic) e a forte expansão do crédito nos últimos anos, os bancos brasileiros resistem em reduzir os spreads (diferença entre a remuneração que pagam aos investidores e o que cobram nos financiamentos aos clientes) e, pior, eles vêm aumentando as margens de ganho sobre empréstimos. É o que mostra estudo exclusivo da consultoria Austin Rating.
Com base em informações do Banco Central, a Austin identificou que, enquanto a Selic caiu de 18% ao ano, em dezembro de 2005, para 10,25% em fevereiro deste ano, os spreads médios nos bancos variaram de 28,6 para 28,4 pontos. No entanto, a fatia que vai para o caixa dos bancos (margem líquida) subiu de 29,64% para 32,73%.
Os números compilados pela Austin mostram que os custos administrativos e com compulsórios caíram nesse período, mas em vez de diminuir as taxas para o tomador final, os bancos aumentaram a parte do spread destinada a cobrir impostos, e também elevaram seus ganhos (margem líquida).
Para os especialistas, isso contribuiu para os lucros recordes do setor nos últimos anos.
(...)
Nos últimos sete anos, o volume de operações de crédito contratado pelos bancos passou de R$ 607 bilhões para R$ 2,03 trilhões, um avanço de cerca de 250%. Esse movimento fez com que os empréstimos passassem a responder por mais da metade (51,6%) das receitas dos bancos com intermediação financeira e serviços em 2010. Em 2011, com as restrições ao crédito baixadas pelo governo para segurar a inflação, essa fatia recuou para 47,58%, muito superior aos 42,8% de dezembro de 2005.
Pesquisa do Banco Central, divulgada semana passada, mostrou que os bancos voltaram a subir juros em fevereiro: a taxa média para empresas e pessoas físicas no crédito livre, sem destinação específica, passou de 38% para 38,1% ao ano. Já, no crédito pessoal foi de 50,3% para 50,6%.
Leia AQUI.
Em sete anos, total do crédito nos bancos sobe de R$ 607 bi para R$ 2,03 tri
Ronaldo D'Ercole - O Globo
Mesmo com a queda dos juros básicos da economia (Selic) e a forte expansão do crédito nos últimos anos, os bancos brasileiros resistem em reduzir os spreads (diferença entre a remuneração que pagam aos investidores e o que cobram nos financiamentos aos clientes) e, pior, eles vêm aumentando as margens de ganho sobre empréstimos. É o que mostra estudo exclusivo da consultoria Austin Rating.
Com base em informações do Banco Central, a Austin identificou que, enquanto a Selic caiu de 18% ao ano, em dezembro de 2005, para 10,25% em fevereiro deste ano, os spreads médios nos bancos variaram de 28,6 para 28,4 pontos. No entanto, a fatia que vai para o caixa dos bancos (margem líquida) subiu de 29,64% para 32,73%.
Os números compilados pela Austin mostram que os custos administrativos e com compulsórios caíram nesse período, mas em vez de diminuir as taxas para o tomador final, os bancos aumentaram a parte do spread destinada a cobrir impostos, e também elevaram seus ganhos (margem líquida).
Para os especialistas, isso contribuiu para os lucros recordes do setor nos últimos anos.
(...)
Nos últimos sete anos, o volume de operações de crédito contratado pelos bancos passou de R$ 607 bilhões para R$ 2,03 trilhões, um avanço de cerca de 250%. Esse movimento fez com que os empréstimos passassem a responder por mais da metade (51,6%) das receitas dos bancos com intermediação financeira e serviços em 2010. Em 2011, com as restrições ao crédito baixadas pelo governo para segurar a inflação, essa fatia recuou para 47,58%, muito superior aos 42,8% de dezembro de 2005.
Pesquisa do Banco Central, divulgada semana passada, mostrou que os bancos voltaram a subir juros em fevereiro: a taxa média para empresas e pessoas físicas no crédito livre, sem destinação específica, passou de 38% para 38,1% ao ano. Já, no crédito pessoal foi de 50,3% para 50,6%.
Leia AQUI.
FICHA LIMPA? QUEM LIGA? ASSIM FICA FÁCIL RIR DA NOSSA CARA

Procuradoria investigará Mantega sobre denúncias na Casa da Moeda
Débora Santos Do G1
A Procuradoria da República no Distrito Federal informou nesta segunda-feira (2) que foi aberta uma investigação preliminar para apurar se o ministro da Fazenda, Guido Mantega, cometeu improbidade administrativa em relação a denúncias de suposto esquema de corrupção na Casa da Moeda, vinculado ao ministério.
O procedimento é uma investigação preliminar, aberta no dia 29 de março, que deverá ser concluída em 90 dias prorrogáveis por mais 90. Caso a apuração não seja concluída em até 180 dias, a investigação será convertida em inquérito civil, e terá prazo de um ano para ser concluída.
O ex-presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci foi apontado como chefe de um suposto esquema de corrupção no órgão. Segundo reportagem do jornal "Folha de S.Paulo" ele é suspeito de receber propina de fornecedores do órgão por meio de duas empresas no exterior.
(continua)
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