sábado, 9 de fevereiro de 2013

CAMPANHAS DE CARIDADE É COISA DO PASSADO, LULA E DILMA ACABARAM COM A MISÉRIA NO PAÍS

Governo se confunde com dados sobre miséria
Sem maiores explicações, Dilma muda dados sobre os extremamente pobres

Demétrio Weber, O Globo

Vida dura. Rosângela Maria das Neves, de 30 anos, analfabeta, nunca teve emprego formal e sustenta 4 filhos com R$ 198 do Bolsa Família Foto: Agência O Globo

A promessa da presidente Dilma Rousseff de erradicar a miséria até 2014 continua de pé, mas o tamanho do desafio mudou — sem maiores explicações por parte do governo. Quando lançou o programa Brasil sem Miséria, em junho de 2011, Dilma dizia que era preciso resgatar 16,2 milhões de brasileiros da pobreza extrema.

O número tinha origem no censo do IBGE, de 2010. Nas últimas semanas, porém, ela tem afirmado que os programas sociais já retiraram da miséria 19,5 milhões de pessoas nos últimos dois anos. Ou seja, 3,3 milhões a mais do que o número informado por ela mesma.

Isso não significa que a pobreza extrema tenha acabado: desde dezembro, Dilma passou a dizer que ainda falta atender, pelo menos, outros 2,5 milhões de miseráveis. O que elevaria para 22 milhões de pessoas o universo de extremamente pobres na mira do governo, no atual mandato. Portanto, 5,8 milhões a mais do que os 16,2 milhões de miseráveis identificados pelo Censo de 2010.

DINHEIRO DO TRABALHADOR USADO PARA COBRIR ROMBO, QUEM SE IMPORTA NO PAÍS DO OBA-OBA?


Por Sheila D’Amorim, na Folha:

Além da reserva extra que estava no Fundo Soberano e de dividendos dos bancos públicos, o Tesouro também contou com R$ 7,2 bilhões do FGTS -fundo que pertence aos trabalhadores- para fechar as suas contas em 2012. 
O montante foi obtido de duas formas diferentes. Primeiro, o Tesouro não quitou uma dívida que tem com o fundo relativa à parcela dos subsídios concedidos no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV), de responsabilidade da União. Além disso, reteve a arrecadação proveniente de contribuição adicional de 10% que as empresas são obrigadas a fazer para o FGTS quando demitem sem justa causa. A dívida com o fundo vem se acumulando como uma espécie de esqueleto que terá que ser quitado um dia.
Técnicos do governo negam que isso seja um novo esqueleto que impactará a dívida pública. Argumentam tratar-se de “uma obrigação” que entrará na programação financeira do Tesouro e irá se reduzir ao longo do tempo. Dizem, ainda, que a legislação permite que essa “equação financeira” seja usada com responsabilidade e que o dinheiro voltará ao FGTS na “forma estabelecida pela lei”.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

LULA PODE SER INDICIADO - AGORA VAI!?



Quem tem estômago forte para ler as baixarias publicadas e os comentários repugnantes que são liberados nas páginas da internet financiadas por estatais (NO$$O DINHEIRO), blogs que exaltam o governo petista e se encarregam de espalhar boatos e calúnias contra os adversários do partido, podem constatar que muita coisa que se lê nos jornais já está lá há algum tempo.

Entre seus pares, há aqueles que lançam notícias que, apesar do conteúdo duvidoso, muitas vezes pautam a grande imprensa, pois há uma série de ações orquestradas para convencer a opinião pública sobre o que lhes é conveniente ou para tentar impor sua vontade ou seu modo de pensar.

E A MANADA DO QUE CHAMAM "PIG" (Partido da Imprensa Golpista, para eles, mas que age como partido da imprensa Governista) REPETE EM CORO O QUE TODO MUNDO DIZ.

Mas nem sempre dá certo e um dia a casa cai. E não é dessa vez que vão conseguir forçar a barra para que denúncias contra Lula sejam encaminhadas para São Paulo, onde provavelmente seriam arquivadas.

O Ministério Público tem sido responsável por medidas que vêm sanando certas mazelas que envergonham a imagem de nosso país, e a suposta faxineira é quem fica com o cartaz, mas no caso do MP paulista há uma tendência a evitar com petistas o tratamento implacável dado aos tucanos, como na perseguição a Eduardo Jorge.

O Conselho Nacional do Ministério Público - CNMP, já decidiu que a investigação se tratava de uma perseguição politica. Leia aqui.
Relembre o caso clicando aqui.

O Coturno informa que apesar de todos os inquéritos abertos contra "EJ" pelo procurador Luiz Francisco já terem sido arquivados sem que se encontrasse sequer qualquer indicio da existência de irregularidades; de todos os órgãos de imprensa que se basearam em suas informações terem sido condenados; de ter havido a quebra de sigilo bancário, telefônico e fiscal do acusado (ou perseguido); das investigações não terem encontrado qualquer indicio de mal feito; de não haver um único depoimento incriminando o ex-secretário,  o MPF de São Paulo recusa-se a arquivar o caso.

A perseguição política contra tucanos em São Paulo, não somente pelo MP, mas também por ONGs companheiras e pela imprensa local, continua no caso de Eduardo Jorge e em relação a outros fatos recentes. Por este motivo, quem acompanha esses acontecimentos tem o direito de colocar em dúvida se o MPF paulista teria contra Lula o mesmo rigor.

Isso se Roberto Gurgel, procurador-geral da República, decidisse encaminhar as acusações de Marcos Valério contra Lula para São Paulo, como andaram divulgando.

Para desespero de certo membro ainda oculto no esquema do Mensalão, Gurgel decide enviar denúncia de Valério contra Lula ao MP de Minas.

Para complicar, além de investigar o que disse Valério em depoimento, a denúncia deverá ser anexada ao processo do BMG, no qual diretores do banco são acusados de beneficiar o PT e o publicitário por meio de empréstimos simulados.

É inquestionável que decisões tomadas por Lula beneficiaram essa instituição financeira.
Para saber dos detalhes, leia aqui.

À Folha, Gurgel declarou: “Depois de uma verificação cuidadosa”, constatou-se que já há lá “um desmembramento determinado pelo ministro Joaquim Barbosa que trata de assunto relacionado ao esquema do mensalão e não compreendido na ação penal 470”.

Agora vai!?

RETRATO DE UM PAÍS ONDE O POVO E TODAS AS INSTITUIÇÕES SE CALAM, PORTANTO, CONSENTEM

Existe um lugar no Brasil em que roubar dinheiro público, corromper e corromper-se transformam as pessoas em heroínas. E não é no PCCPor Reinaldo AzevedoExiste um lugar no Brasil em que roubar dinheiro do Banco do Brasil, comprar a consciência alheia, vender a própria consciência, usar dinheiro público em benefício pessoal e formar uma quadrilha para cometer crimes transformam as pessoas em guias morais, em celebridades, em referências positivas. E não é numa das “comunidades” a que as UPPs ainda não chegaram. Nada disso! O lugar em que o crime compensa e em que criminosos já condenados pela Justiça são disputados para uma fotografia é o PT. Não fosse a sujeição, nesse caso, voluntária e não fossem os fãs e seus ídolos formados pela mesma têmpera moral, eu juro que iria sugerir a Dilma que mandasse uma UPP para o partido. O objetivo seria libertar aquela pobre gente de seus algozes espirituais. Mas não há inocentes por ali. Todo mundo sabe o que todo mundo sabe. E, mesmo assim, o clima é de festa, de euforia, de algazarra.A Folha informa que lideranças do partido fizeram em São Paulo, nesta quarta, uma festa em homenagem aos 78 anos de Ricardo Zarattini. Os convidados de honra eram José Dirceu, Delúbio Soares e os deputados José Genoino e João Paulo Cunha. Quando estão juntos, os patriotas somam exatos 36 anos de cadeia.Mesmo assim, conta a reportagem, os quatro eram muito assediados para tirar fotografias. Imagino. Uns queriam sair ao lado do condenado a 10 anos e 10 meses por corrupção ativa e formação de quadrilha — Dirceu. Outros, quem sabe não se sentindo à altura do chefe do grupo, escolhiam a corrupção passiva, o peculato e a lavagem de dinheiro e reservavam seu melhor sorriso para posar ao lado dos 9 anos e 4 meses de João Paulo. Delúbio rivalizava nos crimes com Dirceu, mas sua pena foi menor: 8 anos 11 meses. É o bastante para deixar honrado quem posa a seu lado. Genoino, com os mesmos crimes desses dois, levou apenas 6 anos e 11 meses. Sabia de tudo, participou de tudo, mas parece que o STF não o considerou  esperto o bastante para estar no comando — embora fosse presidente da legenda.No morro, os bandidos provam o seu poder, impõem a ordem e mobilizam um séquito de admiradores exibindo suas pistolas e seus fuzis. Os  mensaleiros, em pleno regime democrático e de direito, exibem suas penas quase como galardões conquistados por seu amor à causa. Não é de espantar que os valentes agora comecem a mobilizar a delinquência política latino-americana para vir em seu socorro, a exemplo do embaixador da Venezuela no Brasil, o tal Maximilien Sánchez.Na festa, João Paulo aproveitou para desfilar seu humor inteligente e sua picardia, dando uma pista de qual será seu destino quando for oficializada a cassação de seu mandato e a suspensão dos direitos políticos: “Dirceu, Genoino e Delúbio foram condenados sem provas. Eu fui condenado contra as provas. Isso não é mensalão, é ‘mentirão’”. O piadista, nesse momento, acusava o Supremo Tribunal Federal de promover uma mentira. Até Marcola é mais respeitoso com a Justiça, não é mesmo?

RESULTADO DAS MÁS ESCOLHAS OU DAS "NÃO ESCOLHAS"

PT pretender controlar a comissão de ética para blindar mensaleiros e perseguir adversários

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O eleitor brasileiro decidiu que os candidatos petistas mereciam seu voto, tanto é que são muitos os deputados e senadores do partido. Por este motivo, ou seja, pelo aspecto da proporcionalidade, o PT tem o pleno direito de reivindicar cargos e funções na Secretaria da Mesa, Comissões e outros órgãos da Câmara dos Deputados. 
Quem votou no PT ou negou o voto aos seus adversários é obrigado a aceitar essa realidade.
O que representa uma afronta é a intenção de assumir o comando da Comissão de Ética para proteger o mandato de alguns de seus parlamentares condenados por crimes pelo STF e também para perseguir adversários, instalando um verdadeiro tribunal de inquisição para impor sua sentença à Justiça, assim como LULA tentou pessoalmente livrar seus companheiros da inevitável condenação no Supremo pressionando os ministros do STF, e isso não é nada ético. 
Leiam trecho do que informa Evandro Éboli, no Globo:
O PT está articulando para comandar o Conselho de Ética da Câmara a partir deste ano e duas razões o movem: tentar salvar os mandatos dos seus deputados e de aliados condenados no julgamento do mensalão e ter o controle do colegiado num eventual processo que possa levar à cassação do deputado e ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), principal personagem do chamado mensalão mineiro. O PT tem interesse em dirigir o colegiado, mesmo diante da possibilidade de os processos contra os deputados condenados nem passarem por lá.
Clique aqui para ler também o artigo de Pedro Luiz Rodrigues, cujo título é "Cuidado com a ética".

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A CHANTAGEM DO PT COMO ARMA DE ATAQUE CONTRA A IMPRENSA E A LIBERDADE DE OPINIÃO

LADEIRA ABAIXO

Luiz Garcia, O Globo

A liberdade de imprensa exige proteção permanente. Pelo menos para quem acredita que ela é indispensável em regimes inteiramente democráticos. O advérbio é necessário: existem, mundo afora, regimes definidos como parcialmente democráticos, o que é igual a se dizer que uma mulher está parcialmente grávida.

Outro dia, o presidente do PT, Rui Falcão, fez uma denúncia espetacular: para ele, existe no Brasil uma forte oposição independente dos partidos políticos. Seria formada por setores do Ministério Público e da “mídia monopolizada” — expressão que merece aspas, uma vez que a existência de empresas mais fortes que outras não impede a proliferação de veículos de todos os tamanhos e de posições editoriais de todos os matizes.

A teoria conspiratória de Falcão chega ao extremo quando ele anuncia os supostos motivos da trama diabólica: jornalistas e promotores estariam unidos porque não se conformam com o fato de o Brasil ter sido governado por um presidente operário e, talvez pior ainda, sucedido por uma ex-guerrilheira — ambos ajudados por “setores da mídia monopolizada”.

Os supostos conspiradores, na opinião do enfático petista, estão empenhados em “interditar a política no Brasil, desqualificando-a e abrindo campo para aventuras golpistas”.

O presidente do PT defendeu, numa reunião de sua bancada, empenho numa regulamentação dos artigos da Constituição sobre a liberdade de expressão, e também apoio para o projeto que cria o “marco regulatório da mídia”.

É uma iniciativa de Franklin Martins, quando ministro no governo Lula. Supostamente, ele “amplia a liberdade de expressão”. Na verdade, limita-a — alvo antigo de Franklin, que sempre procurou atingi-lo.
Como curiosidade, vale a pena lembrar que, no mais recente relatório dos Repórteres sem Fronteira — organização internacional reconhecidamente empenhada na defesa da liberdade de imprensa —, o Brasil ficou num lamentável 108º lugar. Há dois anos, era o 99º.

Se for adiante o projeto de Rui Falcão, o rumo é ladeira abaixo.

O BRASILEIRO "IXPERTO", DISTRAÍDO COM RENAN E SARNEY, AINDA APLAUDE OS TRUQUES DE DILMA

O MUNDO SAI ÀS RUAS CONTRA A INCOMPETÊNCIA DE SEUS GOVERNANTES, CONTRA A MENTIRA, A CORRUPÇÃO E A ENGANAÇÃO.

O BRASILEIRO "IXPERTO", DISTRAÍDO COM FIGURAS COMO RENAN E SARNEY, APLAUDE OS TRUQUE DE DILMA, QUEM DEVERIA, NA VERDADE, SER RESPONSABILIZADA PELOS DESVIOS NA ÉTICA E NA ECONOMIA DO BRASIL. AFINAL, TEMOS UM PRESIDENCIALISMO QUASE MONÁRQUICO.

Governo quer abater desonerações da meta de superávit primário


Cristiane Bonfanti, O Globo

Preocupado com o fraco desempenho da economia, o governo cogita mais uma manobra para elevar seus gastos e reduzir o esforço fiscal em 2013. O ministro da Fazenda, Guido Mantega (foto abaixo), informou ontem que encaminhou ao Congresso proposta de mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para permitir que R$ 20 bilhões em desonerações tributárias possam ser abatidos da meta de superávit primário

Hoje, só os gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) podem ser descontados, pois são considerados investimentos. A meta de superávit fixada para o ano é de R$ 155,9 bilhões, equivalente a 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB), mas Mantega quer abater R$ 45 bilhões do esforço fiscal combinando investimentos do PAC e desonerações



Mas repercussão do anúncio foi negativa. Para o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, a nova mudança transmite ao mercado uma ideia de que o governo não está preocupado com o controle de gastos. Segundo Agostini, seria mais prudente que o governo apenas reduzisse a meta fiscal e explicasse que isso é necessário porque a economia ainda não se recuperou da crise internacional.


— Mais uma vez, o governo está dizendo que o foco não está no controle dos gastos, mas na obtenção do primário com manobras. A credibilidade do governo fica em jogo — disse.