quinta-feira, 28 de agosto de 2014

SABEM DE NADA, INOCENTES!

Quatro anos depois, Marina Silva repete o mesmo bla bla bla no Jornal Nacional.

Coturno

Compare a Marina Silva de 2010...



... com a Marina Silva versão 2014.



Nas duas versões, Marina Silva se enrola ao tratar de corrupção. Em 2010, foi posta contra a parede por não ter tomado posição sobre o Mensalão do seu partido, o PT. Em 2014, não conseguiu responder sobre o avião utilizado por ela, pago com dinheiro criminoso de "laranjas". Quem tinha razão está falando no vídeo a seguir:

QUEM ESTÁ MORTO NÃO PODE SE DEFENDER

O deboche de Marina com Dilma não se sustenta quando insinuou no debate da BAND que a presidentA não gerencia nem a si própria, pois, no caso do avião, Marina também deixou a desejar.

Abaixo, matéria de O Globo:


Foto: MARINA e seu Mestre LULA: Sabem de nada, inocentes.

A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, disse ontem, em entrevista ao “Jornal Nacional”, da TV Globo, que não sabia que laranjas foram responsáveis pela transferência da propriedade do jato que caiu em Santos (SP) e matou o ex-governador Eduardo Campos. Marina, que também usou a aeronave para a campanha eleitoral, indicou que a responsabilidade por possíveis irregularidades é do comitê financeiro da campanha de Campos.

Perguntada se ela não pediu informações sobre o jato antes de usá-lo ou se havia “confiado cegamente em aliados”, a candidata respondeu: "Tínhamos a informação de que era um empréstimo, que seria feito um ressarcimento, no prazo legal, que pode ser feito, segundo a própria Justiça Eleitoral, até o encerramento da campanha".


Leia mais em Marina transfere responsabilidade por uso de jato para comitê de campanha de Campos



Marina Silva participa de entrevista no Jornal Nacional - Foto: João Cotta / TV Globo

A ONDA É O VOTO "TIRIRICA"

Assistindo ao debate da Band, é evidente que Aécio Neves é o único candidato com propostas concretas.

Dilma repete promessas de campanhas anteriores e ainda tem como alvo FHC, justamente quem deixou um legado que facilitou a vida do governo petista. Mesmo fazendo um governo medíocre, Dilma lidera as pesquisas. Depois de doze anos, como pode alguém ainda acreditar na "Bolsa Promessa" do PT?

Quanto à sensação do momento, o jornalista Reinaldo Azevedo lançou um desafio: "Faço aqui um anúncio: quem conseguir achar uma proposta de Marina — uma só que seja — ganha um prêmio."

Marina Silva não apresentou uma vírgula do que pretende fazer se vencer a eleição, a não ser a promessa de resgatar o plano econômico que deu certo no governo FHC e que o PT destruiu. Mas se é para arriscar o voto em alguém que vai tentar copiar o plano econômico do PSDB, por que, então, não votar no candidato do partido, que está pronto, preparado e com os melhores quadros?

Foto: O debate acabou agora, com um importante anúncio de Aécio Neves! Vocês gostaram? #DebateNaBand #MudaBrasil #BrasilReal

Foto: Orlando Brito




Mas o que impressiona é a adesão dos indecisos à campanha de Marina Silva, o que mostra o quanto os protestos do ano passado foram desprovidos de consciência política. Foi só oba-oba enquanto as imagens transformavam manifestantes em celebridades na cobertura da Globo.

Não encontro explicação para o repentino encanto dos que estavam dispostos a anular o voto à candidatura do PSB, a comoção causada pelo acidente que vitimou Eduardo Campos por si só não justifica.

Por mais que os analistas acreditem que os brasileiros querem MUDANÇA, os resultados das pesquisas mostram que os adeptos da onda do VOTO NULO estão apostando na continuidade, que decepção!


DUAS PETISTAS (DILMA E MARINA) CONTRA AÉCIO, TÁ DIFÍCIL MUDAR O BRASIL

Eis que dois amigos virtuais matam a charada. Ouçam o que dizem sobre os resultados das pesquisas clicando AQUI.

A referência à elevada rejeição ao PT, que compromete a reeleição de Dilma, é uma realidade. Mas a análise sobre as intenções de voto em Marina Silva é surpreendente, perfeita.

Marina virou voto de protesto, quem diria!


Só falta a candidata usar o bordão do Tiririca em sua campanha: "Pior do que está não fica".

Mas a reação ao resultado da pesquisa mostra que nada pode ser considerado definitivo, pois muita gente insatisfeita com Dilma, mas que também não se empolga com Aécio, porém ciente da responsabilidade na hora de decidir quem vai assumir a presidência da República, já está revendo a possibilidade de votar em Aécio, mesmo que seja apenas pela confiança na equipe que está ao seu lado e nos quadros valorosos do PSDB.


Se é para MUDAR o Brasil, que o voto seja consciente.
Mas os espertos decidiram que o VOTO DE PROTESTO é que vai trazer as mudanças que o Brasil precisa.

Então, #Fica a Dica, "TÁ DE SACO CHEIO DA POLÍTICA?" MARINA PRESIDENTE E FEDERAL É TIRIRICA.

MARINA NO JORNAL NACIONAL

Marina no “Jornal Nacional”: não explicou os crimes óbvios que envolvem o avião e disse uma besteira estupefaciente sobre transgênicos… Ah, sim: Como se enrolou, tentou criticar a imprensa…

Por Reinaldo Azevedo
Marina Silva acaba de conceder a sua entrevista ao Jornal Nacional. Quem presta atenção ao sentido das palavras percebeu o tamanho do desastre. Os entrevistadores quiseram saber o óbvio: como se justifica o discurso da “nova política” quando a rede de empresas fantasmas e laranjas que envolve o avião em que viajavam Eduardo Campos e ela própria é a evidência escancarada da velha política? Marina, é claro, não conseguiu responder. 
Em nenhum momento, revejam a entrevista depois no site do Jornal Nacional, ela admitiu que crimes óbvios foram cometidos. Mais do que isso: tentou desqualificar, ainda que com aquele seu jeitinho simples, de apelo telúrico, o trabalho da imprensa. Segundo disse, a verdade não virá das reportagens, mas da investigação da Polícia Federal. Como assim? Imprensa, de fato, não é a última instância na apuração de crimes. Nesse caso, no entanto, ela já chegou mais longe do que a polícia. As empresas fantasmas e seus laranjas vieram à luz. Como explicar? Mais: com um discurso oblíquo, sugeriu que a apuração da verdade pode ser um desrespeito à memória de Eduardo Campos.
Até aí, Marina estava na fase da enrolação, mas ainda não havia atingido o patético. William Bonner lembrou que ela e seu  vice, Beto Albuquerque, divergiram sobre algumas questões essenciais, como as culturas transgênicas e a pesquisa com células tronco embrionárias. Como posições inconciliáveis se juntam numa chapa? Isso é “nova política”? Marina, então, se saiu com a cascata de que o jornalista se fixava apenas nas divergências, não nas convergências… É mesmo?
A contradição óbvia estava no ar. Então, quando os adversários fazem composições entre divergentes, estamos diante da evidência da “nova política”; quando é com ela, aí se tem a prova da “nova política”? O que Marina respondeu? Que os jornalistas estavam equivocados. Por que estavam? Ela não disse. Nem tinha o que dizer.
Patrícia Poeta lembrou que, em 2010, Marina ficou em terceiro lugar na eleição em seu Estado, o Acre, que a conhece bem. Mais uma vez, a candidata tentou acusar a ignorância dos jornalistas: “Talvez você não conheça direito a minha trajetória…” Ora, quem não sabe? A agora candidata do PSB saiu-se com uma frase feita: “Ninguém é profeta em sua própria terra…” Ah, entendi: ela é profeta no resto do Brasil, menos no Acre. Listou os interesses que teve de contrariar e coisa e tal. Chegou a sugerir que enfrentou a máquina do governo do Acre. Aí estamos no terreno da piada. Ela participa, por meio de aliados, do governo do Estado desde 1999. É aliada dos Irmãos Viana. Seu marido era secretário de estado até a semana passada.
Na mensagem final, Marina pediu votos e disse que não é do tipo de política que faz a luta do poder pelo poder… Certo! Isso é para os outros. A entrevista terminou, e ficou claro que a tal “nova política” só é explicável com o auxílio da velha enrolação.
Transgênicos
Quem não conhece o assunto não se deu conta do tamanho de uma das besteiras que disse. Afirmou que nunca foi contra os transgênicos (o que é falso, mas vá lá), mas que defendia que houvesse áreas livres dessa modalidade cultura, numa coexistência entre os dois modelos. Felizmente, perdeu a batalha.
Qual é o objetivo dos transgênicos? Aumentar a produção com sementes que já são imunes a determinadas pragas. Ora, imaginem o que aconteceria se, em certas áreas, os transgênicos fossem proibidos e, em outras, permitidos. O resultado óbvio: as terras sujeitas a veto teriam de receber doses cavalares de agrotóxico. Mais: ainda que a proibição atingisse apenas uma parte das terras férteis, é claro que o Brasil não exibiria o robusto desempenho que exibe na agricultura.
Mas eis Marina. Ela se tornou especialista em assuntos sobre os quais ninguém – nem ela própria – entende nada.
Em tempos normais, a entrevista poderia ser devastadora pra ela. Nestes dias, vai saber. Estamos voando no escuro. A gente sabe em que isso costuma resultar.

O DISCURSO DA VITIMIZAÇÃO

Marina Silva no JN










Como encanta no Brasil o discurso da vitimização! Foi o pensamento que tive ao ver a entrevista de Marina Silva ao Jornal Nacional. O sucesso político de Lula já era prova disso. Agora temos em Marina Silva o novo símbolo da coitada que foi massacrada na vida em sua cruzada pelo bem. Eis sua trajetória de vida e no estado do Acre, sua terra natal. E eis a resposta que deu para o incômodo fato de que ficou em terceiro lugar lá nas eleições de 2010, com metade dos votos de José Serra.
Como sair dessa sinuca de bico? Marina puxou da cartola a imagem da vítima. Os acreanos não votaram nela pois ela feriu muitos grupos locais de interesse! Qual a lógica exata disso? Que a maioria dos acreanos é formada pelos grupos de interesse? Ou que são pessoas manipuláveis e suscetíveis à propaganda enganosa das elites locais?
Isso sem falar que seu marido era dessa mesma elite até ontem! Sim, o marido de Marina Silva fazia parte do governo de Viana, do grupo que detém o poder há 16 anos no estado. Fábio Vaz de Lima era secretário adjunto de Desenvolvimento Florestal, da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis, e recebia mensalmente do governo petista R$ 18.232,93. Se isso não é elite no pobre Acre, então a situação está realmente espetacular nessa pequena Suíça brasileira.
Mas se os fatos não ajudam, há sempre Chico Mendes. Marina mencionou o seringueiro sindicalista, o que nunca perde a oportunidade de fazer, pois sempre rende alguns votos extras. Uma heroína da ética combatendo as elites corruptas locais. Os mártires vendem bem. Mas o fato continua incômodo: Aécio Neves é bem avaliado em sua Minas Gerais, como Eduardo Campos era em seu Pernambuco. Marina foi massacrada no Acre. Motivo: foi boa demais para o povo local. Como é?
William Bonner e Patrícia Poeta fizeram seu papel, apertaram, cobraram sobre a suposta incoerência entre discurso ético e prática. Bonner abriu a entrevista logo questionando sobre o uso do jatinho que caiu e matou Campos, comprado com o uso de “laranjas”. Marina alegou não ter tal informação, e defendeu ampla investigação. Dizer que não sabia de nada e cobrar investigações em público não soa tão novo assim quando algum “malfeito” vem à tona por conta do trabalho da imprensa, não é mesmo?
A imagem de intransigente ou fundamentalista contra o agronegócio e os transgênicos foi negada por Marina Silva. “Há uma lenda de que eu sou contra os transgênicos, mas isso não é verdade. Sabe o que eu defencia quando era ministra do Meio Ambiente? Um modelo  de coexistência: área de transgênico e área livre de transgênico. Infelizmente, no Congresso Nacional, não passou a proposta do modelo de coexistência”, declarou.
Marina Silva como grande defensora do agronegócio, atividade responsável por 40% das nossas exportações (mais de US$ 100 bilhões) e 40% dos nossos empregos? Quem quiser que acredite. É do jogo. Mas se eu fosse um desses 40% confesso que não teria um sono tão tranquilo só porque Marina, agora, diz-se amiga do agronegócio. Mesmo sem ter nada com o setor eu já tenho alguns pesadelos…
Rodrigo Constantino

CHEGA DE VOTO INÚTIL, AGORA É A VEZ DO 456

Ibope 3 – Serra lidera para o Senado, com 33%; Suplicy tem 24%; hora de o ainda senador botar uma melancia na cabeça

As pantomimas do petista Eduardo Suplicy, que concorre a um quarto mandato no Senado — quer ficar lá 32 anos! —, parecem não estar surtindo o efeito desejado. Depois do banho de água com gelo, talvez seja o caso de o petista posar com uma melancia no pescoço.
Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (26) aponta que o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) tem 33% das intenções de voto para o Senado. O petista Eduardo Suplicy (PT) aparece com 24%. O ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) tem 7%.
No levantamento realizado nos dias 26 e 28 de julho, Serra tinha 30%, Suplicy, 23%, e Kassab, 5%.
Por Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

AÉCIO FOI O MELHOR. MAS VENCEU?

Aécio foi o melhor no debate da Band?

Que Aécio foi o melhor no debate da Band, no sentido de falar coisa com coisa, apresentar ideias e não fugir das perguntas, não resta dúvida. Se fosse pior que Dilma e Marina nesses pontos, restaria interná-lo. Mas isto não é suficiente para vencer, na percepção do grande público, a propaganda, o chavão, o embuste, a inversão, o ataque cínico que se passam como verdades imponentes. Muitas das pessoas letradas e engajadas politicamente sofrem do mesmo provincianismo mental de Aécio: pensam na sua própria capacidade de percepção, no seu próprio grau de conhecimento técnico, para julgar uma performance e então creem que o candidato esteve acima dos demais e que isto tem relevância na campanha eleitoral.
O confronto direto com Marina foi exemplar.
Quando Aécio questionou a candidata do PSB sobre a “falta de coerência” entre o discurso da “nova política” e as alianças que sua chapa firmou nos estados, por exemplo com o PSDB em São Paulo, na tentativa de trazer para o debate a alta popularidade do governador Geraldo Alckmin, ela se disse “inteiramente coerente”, reconhecendo que “existem pessoas boas em todos os partidos” e afirmando em linguagem futebolística à moda Lula, como uma autêntica petista de raiz, que “o problema é que essas pessoas, a maioria delas estão [sic] no banco de reservas, e a sociedade brasileira que se mobilizou em junho do ano passado, ela vai escalar uma nova seleção”. Quer dizer: Marina anulou a acusação e ainda posou de independente, conciliadora, capaz de reconhecer virtudes nos adversários, ao contrário deles.
Na réplica, Aécio tomou três atitudes básicas:
1) Limitou-se a dizer que continua “com dificuldade de entender o que significa essa nova política”. Quer dizer: como a acusação de falta de coerência não colou, porque era mesmo muito fraquinha, o candidato passou a mirar na nova política em si, com a cerimônia de costume, em vez de apontar de uma vez a farsa do slogan. Não há nada de novo sob o sol da “nova política”: apenas velhos políticos que fingem não estar fazendo política para enganar velhos e novos otários. Aécio não disse isso, é claro, e foi indireto demais para realmente dar a entender.
2) Reafirmou a sua própria coerência nas questões técnico-econômicas, ressaltando que as medidas tomadas pelo PSDB “alavancaram” o crescimento do Brasil, gerando mais empregos. Quer dizer: Marina falou em linguagem popular, Aécio entrou com o discurso de gerente de banco, sem exemplos práticos. Marina ficou com a coerência lá no alto ao derrubar a acusação de Aécio e ele teve de correr atrás para mostrar que é coerente também.
3) Cutucou a candidata do PSB com vara curta, dizendo que “fizemos tudo isso com a oposição do então seu partido, o PT” – mais uma acusação que Marina anulou, dizendo na tréplica que as palavras de Aécio apenas reforçavam o seu argumento e citando o caso da CPMF em que seu voto foi diferente dos demais petistas. Desse modo, ela pôde posar de independente de novo e atacar a polarização PT-PSDB, para a qual ela se diz uma alternativa, sendo esta a sua única “ideia” – que obviamente deveria ter sido desmascarada pelo candidato, como fiz no post anterior.
Alguém ainda acredita que Aécio tirou votos de Marina neste confronto?
Aécio pode ser “o melhor” o quanto seja, mas ainda é muito pouco eficaz para aumentar seu eleitorado. Vai permanecer em terceiro lugar nas pesquisas se continuar provincianamente querendo apresentar as ideias mais bonitinhas, sem detonar as adversárias dizendo verdades fundamentais.
Há mais coisas entre a frouxidão e a grosseria do que supõem os partidários da não agressão. E, em que pese o cuidado necessário para não extrapolar os limites, já passou da hora de Aécio não ter mais medo de recair eventualmente na segunda do que sempre na primeira.
Marina e Dilma não têm esse pudor tucano. Como autênticas leninistas de raiz, qualquer coisa elas acusam os outros daquilo (como, por exemplo, da própria política) que elas fazem o tempo todo.