sábado, 4 de junho de 2016

ESQUEMA DA PETROBRAS PAGAVA LUXOS DE DILMA



Leia texto de Merval Pereira, em seu blog no Globo:

Já existem documentos em posse da Procuradoria-Geral da República que revelam que a presidente afastada, Dilma Rousseff, tinha conhecimento do teor das negociações envolvendo interesses políticos na compra da refinaria de Pasadena, antes da reunião do Conselho de Administração da Petrobras que aprovou o negócio.

Os envolvidos na venda de Pasadena trocavam mensagens em uma rede de e-mails do Gmail que não era rastreável, pois as mensagens ficavam sempre numa nuvem de dados, sem serem enviadas. Numa dessas mensagens, na véspera da reunião decisiva, há a informação de que “a ministra” já estava ciente dos arranjos dos advogados.

Em outras mensagens, há informações sobre pagamentos de itens pessoais da presidente pelo esquema montado na Petrobras, como o cabeleireiro Celso Kamura, que viajava para Brasília às custas do grupo. Cada ida de Kamura custava R$ 5 mil. Há também indicações de que um teleprompter especial foi comprado para Dilma sem ser através de meios oficiais, para escapar da burocracia da aquisição.

Um tiro no pé da defesa

O pedido do advogado da presidente afastada para incluir no processo do impeachment em curso no Senado os áudios gravados pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado é um tiro no pé da defesa, pois amplia o escopo das acusações para incluir a Lava-Jato. O relator, o tucano Antonio Anastasia, fez um favor a José Eduardo Cardozo recusando o pedido, pois ele poderia fazer com que a bancada do atual governo levasse para o processo gravações de Lula com o mesmo objetivo de cercear as investigações da Lava-Jato.

Na reunião da comissão do impeachment ontem, essas gravações de Lula já apareceram nos debates e, se o escopo da denúncia fosse ampliado, poderiam entrar as contas de 2014 e as denúncias do ex-senador Delcídio Amaral sobre tentativas da própria Dilma Rousseff de libertar empreiteiros presos.

A nomeação do ministro Marcelo Navarro para o STJ, com o objetivo de libertar Marcelo Odebrecht, foi confirmada pelo próprio nas tratativas para sua delação premiada, dando veracidade ao relato de Delcídio.

Está claro, com a tentativa de anexar aos autos as gravações de Sérgio Machado sobre a Lava-Jato, a vontade de limitar a acusação às pedaladas de 2015 e aos decretos não autorizados pelo Congresso para dificultar a acusação e o desejo de ampliar o raio de ação da defesa para dar ares de verdade à acusação de golpe.

Se o chamado conjunto da obra do governo Dilma entrasse na roda do julgamento, com todas as acusações que estão sendo reveladas agora, não haveria como defender a presidente afastada.

EDINHO PEDIU R$ 12 MILHÕES DE ODEBRECHT E DILMA MANDOU PAGAR

CAMPANHA DE DILMA RECEBEU R$ 12 MILHÕES "POR FORA" DE ODEBRECHT


O acerto de R$ 12 milhões

Em acordo de delação, Marcelo Odebrecht revela que a presidente Dilma cobrou pessoalmente doação de campanha para pagar via caixa dois o marqueteiro João Santana e o PMDB em 2014

Crédito: Ueslei Marcelino/REUTERS; Luis Ushirobira/Valor

O diálogo que compromete Dilma

Entre o primeiro e o segundo turno da eleição de 2014, o tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva, cobrou de Marcelo Odebrecht uma doação “por fora” no valor de R$ 12 milhões para serem repassados ao marqueteiro João Santana e ao PMDB. Marcelo se recusou a fazer o repasse, mas diante da insistência de Edinho disse que iria procurar Dilma. Dias depois, em encontro pessoal, o empreiteiro e a presidente afastada mantiveram a conversa abaixo:

– Presidente, resolvi procurar a sra. para saber o seguinte: é mesmo para efetuar o pagamento exigido pelo Edinho?, perguntou Odebrecht.

– É para pagar, respondeu Dilma.


No acordo de delação premiada, firmado na última semana, o empreiteiro Marcelo Odebrecht fez uma revelação que, pela primeira vez, implica pessoalmente a presidente afastada Dilma Rousseff numa operação de caixa dois na eleição de 2014 – o que configura crime. Aos procuradores da Lava Jato, o empresário afirmou que a mandatária exigiu R$ 12 milhões para a campanha durante encontro privado entre os dois. A conversa ocorreu depois do primeiro turno da disputa presidencial. O recurso, segundo Odebrecht, abasteceu o caixa paralelo de Dilma e serviu para pagar o marqueteiro João Santana e o PMDB. A história narrada pelo empreiteiro é devastadora para as pretensões de Dilma de regressar ao poder. Nela, Marcelo Odebrecht atesta que a presidente afastada não apenas sabia como atuou pessoalmente numa operação criminosa. Aos integrantes da força-tarefa da Lava Jato, o empreiteiro desfiou com riqueza de detalhes a ação da presidente. O empresário contou que durante o período eleitoral foi procurado pelo então tesoureiro da campanha, Edinho Silva.
(...)

Ao narrar o diálogo aos integrantes da Lava Jato, Odebrecht compromete a presidente afastada naquilo que ela alardeava como uma vantagem em relação aos demais políticos mencionados no Petrolão: a pretensa ausência de envolvimento pessoal num malfeito. No momento em que a mandatária lutava para ganhar algum fôlego a fim de tentar reverter o placar do impeachment no Senado, a delação de Odebrecht confirmando que ela exigiu R$ 12 milhões do empreiteiro – numa ação nada republicana destinada a abastecer o caixa dois de sua campanha – cai com uma bomba em seu colo. Pela letra fria da lei, utilizar-se de dinheiro não declarado na campanha eleitoral é fator decisivo para a perda do mandato presidencial. E Dilma não só se beneficiou do esquema do Petrolão como operou diretamente para que um recurso de caixa dois, portanto ilegal, irrigasse os cofres de sua campanha, conforme revelou Marcelo Odebrecht à Lava Jato. Embora não seja este o objeto do processo do impeachment em tramitação no Senado, o depoimento do empresário torna insustentável a situação de Dilma e praticamente inviabiliza o seu retorno à Presidência.

GOVERNO LULA E DILMA DERAM ROMBO DE R$ 1,5 TRILHÃO NO BANCO DO NORDESTE



Uma organização criminosa formada por servidores públicos e donos de empresas de “fachada” do ramo de energia eólica praticou a maior fraude já ocorrida no Ceará, causando prejuízos que podem chegar à cifra de R$ 1,5 trilhão nos cofres do Banco do Nordeste, em Fortaleza, nos últimos três anos. Apesar de investigações que são realizadas conjuntamente pelos Ministérios Públicos Estadual (MPE) e Federal (MPF), além da Polícia Federal (PF), os acusados de integrar a quadrilha permanecem impunes e com toda a dinheirama. É o que mostra reportagem do Ceará News.

Na manhã desta sexta-feira (3), o procurador da República no Ceará, Oscar Costa Filho; e o promotor de Justiça estadual, Ricardo Rocha, concederam entrevista coletiva revelando as dificuldades que vêm enfrentando para denunciar os envolvidos na trama milionária contra a instituição financeira.

O golpe foi montado a partir da constituição de empresas ligadas à energia eólica mas que, na verdade, serviram apenas para que seus donos obtivessem empréstimos vultuosos junto ao Banco do Nordeste, em troca de propina paga a seis servidores da instituição.

Pelo menos, seis pedidos de ação judicial contra a quadrilha foram formulados neste período pelos ministérios públicos (MPE e MPF) e destes, cinco estão em andamento em segredo de Justiça, apesar de uma demora de mais de três anos. E tudo isso decorre de um conflito de competência. Ora a Justiça do Estado do Ceará diz que o caso é federal, ora a Justiça Federal diz que a competência é do Judiciário cearense.

Falência

Conforme Oscar Costa Filho e Ricardo Rocha, formou-se dentro da diretoria do Banco do Nordeste uma quadrilha que liberava os empréstimos mesmo sabendo que as empresas tomadoras dos créditos não tinham condições financeiras de realizar o pagamento da dívida. Ainda assim, o dinheiro era liberado. Uma dessas empresas recebeu do banco a quantia de R$ 99 milhões e, pouco tempo depois, entrou com pedido de falência.

As fraudes foram comprovadas em relatório produzido a partir de uma auditoria feita no banco pelo Tribunal de Contas da União (TCU), a pedido do Ministério Público Federal no Ceará. Cinco diretores eram os responsáveis pela liberação dos empréstimos. Eles atuavam na Diretoria Financeira e de Mercado de Capitais e cobravam em propina até 2,5% do valor de cada empréstimo. Conforme Riccardo Rocha, já está comprovado que os desvios atingiram a cifra de R$ 683 milhões, mas que pode chegar, no fim da apuração, a R 1,5 trilhão.

Os representantes do Ministério Público disseram, ainda, que o caso deverá ser levado ao conhecimento da Procuradoria Geral da República (PGR), em Brasília, para que esta encaminhe ao Superior de Justiça (STJ) o pedido de que seja solucionado o conflito de competência. 

(Com informações do portal Ceará News)

DENUNCIADA NO STF POR OBSTRUIR A LAVA JATO, DILMA ACUSA OS ADVERSÁRIOS

RAINHA DA CASCATA NO RIO


APÓS CHEFIAR UM DOS GOVERNOS MAIS CORRUPTOS DA HISTÓRIA E GERAR 11,2 MILHÕES DE DESEMPREGADOS, DILMA AGE COMO SE NADA TIVESSE COM ISSO. 

Diário do Poder/ ESTADÃO CONTEÚDO

Denunciada pela Procuradoria Geral da República (PGR) por obstrução da Justiça, exatamente com o objetivo de impedir ou dificultar as investigações da Operação Lava Jato, a presidente afastada Dilma Rousseff fez jus ao apelido de “Rainha da Cascata”, atribuído pelos seus críticos, ao participar de ato no Rio de Janeiro, nesta quinta (2), quando acusou políticos do PMDB de assumir o governo com o objetivo impedir o andamento das investigações. Dilma sabe, por sua própria experiência, que o governo não tem esse poder.

Dilma foi denunciada pela PGR de tentar obstruir a ação da Justiça quando nomeou Lula no cargo de ministro da Casa Civil logo após o ex-presidente ter sido conduzido para depor sob vara, na Polícia Federal. O procurador-geral Rodrigo Janot se convenceu de que o objetivo da nomeação foi garantir a Lula foro privilegiado, a fim de impedir que ele fosse alvo de outras iniciativas do juiz federal Sérgio Moro, coordenador da Lava Jato.

Outra denúncia da PGR contra Dilma decorre da revelação do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT/MS), que, líder do seu governo, recebeu dela a incumbência de tratar da nomeação do advogado Marcelo Navarro para o cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob a condição de tomar decisões favoráveis a bandidos investigados e até já presos na Lava Jato, como o ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht.

Apesar de ser a presidente que tentou e não conseguiu atentar contra a Lava Jato, Dilma afirmou, discurso durante ato contra o impeachment, que seu afastamento é uma tentativa de impedir a continuidade da operação, e classificou como "assustador" os primeiros dias da gestão do presidente em exercício, Michel Temer (PMDB).

DILMA DESVIOU DINHEIRO PÚBLICO PARA QUITAR DÍVIDA DE CAMPANHA


O empresário Bené, operador do PT preso pela PF, relata ação de assessor da presidente para direcionar contrato milionário de publicidade da Presidência, em 2015, para quitar dívida da petista com a agência Pepper


Giles Azevedo, num escritório do PT em Brasília, durante a campanha de Dilma à Presidência, em 2010. Os dois são amigos há duas décadas, desde os tempos em que militavam no PDT (Foto: Alan Marques/Folhapress)

O empresário Benedito Oliveira Neto, o Bené, investigado naOperação Acrônimo da Polícia Federal, disse em sua delação premiada que o ex-chefe de gabinete da presidente Dilma Rousseffusou um contrato do Palácio do Planalto em 2015 para quitar dívidas da campanha presidencial de 2010.

Esta é a primeira vez que a Polícia Federal obtém evidências de que o Planalto comandado por Dilma desviou dinheiro público da Presidência da República para quitar caixa dois de campanha. 
Segundo Bené, a operação, coordenada no gabinete presidencial, transcorreu entre 2014 e 2015, em meio às investigações da Lava Jato e da própria Acrônimo. ÉPOCA teve acesso a parte dos depoimentos de Bené prestados à Polícia Federal em sua delação, que serão usados para a abertura de novos inquéritos. Bené está preso pela PF e é acusado de ser o principal operador de Fernando Pimentel, ex-ministro de Dilma e atual governador de Minas Gerais.

>>Pimentel é chefe de quadrilha e recebeu R$ 1 mi em propina, diz PF

Segundo o empresário, Giles Azevedo, assessor mais próximo de Dilma, atuou para que o Planalto pagasse dívidas da campanha com a agência de comunicação Pepper, responsável pelo pleito de Dilma em 2010.

Bené contou aos investigadores que o governador de Minas confidenciou a ele que a Pepper vinha pressionando, desde 2014, para que fossem saldadas as dívidas de campanha. Foi então que Giles Azevedo trouxe uma solução, segundo Bené – e a solução foi pagar com o dinheiro do Planalto.

Para isso, de acordo com a delação premiada, Giles atuou para que a Secretaria de Comunicação da Presidência da República pagasse a dívida, por meio de um contrato com a agência Click. A licitação, de fato, foi feita e o contrato de R$ 44,7 milhões foi oficializado apenas em março de 2015. Ou seja, segundo relato de Bené, Giles antecipou a formalização de um contrato da Presidência que só ocorreria meses depois. Segundo o Portal da Transparência, a agência já embolsou R$ 17 milhões desde então. Além desse contrato com o Planalto, a empresa mantinha apenas um nanico com a Embratur. Perguntado sobre o anexo da delação referente ao acordo da Pepper com o Planalto, que cita a campanha presidencial, Bené disse em depoimento: “QUE FERNANDO PIMENTEL relatou ao colaborador que GILES AZEVEDO se propôs a atender ao pedido de DANIELLE (PEPPER) a partir de contratação da agência CLICK em 2015, na qual a PEPPER teria uma participação”.

Leia mais na Revista Época

PF QUER SABER QUEM SÃO OS 100 MAIORES BENEFICIÁRIOS DA LEI ROUANET

Nada contra a Lei Rouanet se a verba fosse destinada aos artistas que não têm condições de bancar seus projetos. Mas não dá para aceitar que donos de grandes fortunas recebam milhões que faltam nas escolas, nos serviços de saúde pública, nos investimentos em pesquisa, segurança, infraestrutura, etc.

CULTURA NA MIRA
LAVA JATO VAI INVESTIGAR FINANCIAMENTO NOS ÚLTIMOS 10 ANOS



Estadão

A força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba quer avançar agora sobre o financiamento de iniciativas culturais do País por meio da Lei Rouanet. O delegado da Polícia Federal Eduardo Mauat encaminhou ofício ao Ministério da Transparência Fiscalização e Controle solicitando detalhes sobre os 100 maiores recebedores/captadores de recursos via Lei Rouanet nos últimos dez anos.

O pedido da PF foi enviado no dia 30, segunda-feira, a Fabiano Silveira, que até aquele dia ainda ocupava a cadeira de ministro da Transparência - ele caiu após a divulgação de áudio em que aparece criticando a Lava Jato e a Procuradoria-Geral da República. Silveira orientou o presidente do Senado, Renan Calheiros, alvo de 12 inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF).

A Lei Rouanet foi criada no governo Fernando Collor, em 1991. A legislação permite a captação de recursos para projetos culturais por meio de incentivos fiscais para as empresas e pessoas físicas. Na prática, a Lei Rouanet permite, por exemplo, que uma empresa privada direcione parte do dinheiro que iria gastar com impostos para financiar propostas aprovadas pelo Ministério da Cultura para receber recursos.

O delegado da PF pede ao Ministério da Transparência que detalhe os valores recebidos pelos 100 maiores beneficiários naquele período discriminando a origem (Fundo Nacional de Cultura ou Fundos de Investimento Cultural e Artístico), os pareceristas responsáveis por aprovar a liberação de verbas e também se houve prestação de contas dos projetos aprovados.

O pedido do delegado da Lava Jato foi feito no inquérito principal da operação, aberto em 2013 para investigar quatro grupos de doleiros e que acabou revelando um grande esquema de corrupção na Petrobras e em outras estatais e áreas do governo federal envolvendo as maiores empreiteiras do País.
Na solicitação, o delegado não informa quais as suspeitas estão sendo apuradas ou mesmo qual a linha de investigação que possa envolver iniciativas que captaram recursos via Lei Rouanet. Consultado pela reportagem, o Ministério da Cultura informou que não foi procurado pela PF.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

MTST INVADE PRESIDÊNCIA CONTRA CORTE DO DINHEIRO DE 'MORTADELAS'

GRUPO LIGADO AO PT INVADE PRÉDIO DA PRESIDÊNCIA CONTRA FIM DE DINHEIRODUTO

INVASÃO FOI DE SEM-TETO AUTÊNTICOS, COMO A GATA DA FOTO, QUE EMPUNHA O IPHONE DE R$ 3.000. (FOTO: CRIS FRAGA/ESTADÃO CONTEÚDO)


Algo impensável nos últimos 13 anos de governo do PT se tornou realidade menos de um mês após o afastamento da presidente Dilma Rousseff. Um grupo de supostos "sem teto", ligado ao PT e denominado de MTST, invadiu o prédio da Presidência da República, em São Paulo, na tarde desta quarta (1).

Segundo os invasores, a invasão do edifício, onde trabalhou por vários anos como chefe de gabinete Rosemary Noronha, amiga íntima do ex-presidente Lula, seria para protestar contra supostos cortes do governo do presidente Michel Temer no programa "Minha Casa Minha Vida Entidades", linha pouco divulgada do programa voltada para grupos como o MTST, que receberam mais de R$1 bilhão milhões do governo Dilma para construir 65 mil casas, mas só entregaram cerca de 7.000, ou sejam, cerca de 10% do previsto.

Um Guilherme Boulos, que se apresenta como líder do MTST, diante do impeachment inevitável, prometeu na ocasião "não deixar o governo Michel Temer um só dia em paz". Nesta quarta-feira, ele afirmou em vídeo a intenção de "montar acampamento" na Avenida Paulista.