sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Voto Distrital para combater "cascos duros"


Lula mete o casco na democracia, escoiceia a lei e fala até em Constituinte.
Responda ao coice chavista com o voto distrital!

Por Reinaldo Azevedo


Ao receber o título de doutor honoris causa da Universidade Federal da Bahia, aquela que está caindo aos pedaços, Luiz Inácio Apedeuta da Silva resolveu se tomar como a medida de todas as coisas e recomendou: “Político tem de ter o casco duro”.
Merece ou não merece ser considerado um doutor do saber?

Na sua campanha aberta à eleição presidencial de 2014, resolveu ser o grande comandante da reforma política.
E o homem mete os cascos mesmo, não quer nem saber.

Em companhia do vice-presidente, Michel Temer, começa escoiceando a lei e usando o Palácio do Jaburu como se fosse a sede do PT ou de algum partido da base aliada.

Ocupou o aparelho público para comandar uma reunião com partidos da base aliada para tratar da reforma.

Leiam AQUI reportagem de Andrea Jubé Vianna e Tania Monteiro no Estadão.
*

Constituinte para fazer reforma é o método a que recorreram, deixem-me ver… Hugo Chávez, Evo Morales e Rafael Correa…
Só gente com vocação para ditador propõe uma estupidez como essa.
Assembléias constituintes são instaladas quando se tem um rompimento pra valer da ordem legal.
É o caso?

A reforma de Lula não poderia ser mais perniciosa para o Brasil.
O voto proporcional misto tornará péssimo o que é ruim.
Além de carregar todos os vícios do modelo em curso, ainda cassa do eleitor o direito de escolher metade da Câmara.

A proposta do financiamento público, como já escrevi há tempos, seria só uma idéia com cascos e orelhas grandes, que afronta a lógica, não fosse uma pilantragem política.
Se, hoje, mesmo com a lei permitindo doações privadas, já se faz caixa dois, adivinhem o que aconteceria se elas fossem proibidas.

LULA QUER É ESCONDER OS DOADORES DE CAMPANHA.

Segundo sua proposta de financiamento público, a maior parte do dinheiro seria distribuída segundo as bancadas da Câmara definidas na eleição anterior — vale dizer: seria mel na sopa para o PT.
Ora, a proposta pretende congelar uma vantagem e projetá-la no futuro.

Digam-me: e se um determinado partido, com uma grande bancada, fizer um governo desastroso e passar a ser repudiado pela opinião pública?
Mesmo assim será o grande destinatário dos recursos públicos com base no que aconteceu há quatro anos?
Será premiado pelas bobagens que fez?

Todas as pessoas que se sentem compelidas a se manifestar contra a corrupção deveriam refletir bastante sobre as ações de Lula.
Sua proposta de reforma política é a quintessência de um modelo corrupto.
Não há reforma decente que não passe por um estreitamento da relação entre representante e representado.
O Apedeuta, de casco duro, quer exatamente o contrário.

Por isso, avalie as vantagens do Voto Distrital e combata esse verdadeiro assalto ao bolso e à moralidade política que é o financiamento público de campanha.

Renda do brasileiro está mais comprometida com dívidas, diz BC


O modelo conservador do governo do PT de estímulo ao consumo irresponsável, regra mais importante do capitalismo e que está gerando uma das mais graves crises econômicas da história mundial, e a ideia que considera facilidade ao crédito (endividamento) como elevação da renda está comprometendo cada vez mais o salário do trabalhador.
Divulga-se mais uma fisgada no bolso do brasileiro como notícia boa, o aumento do percentual da renda para o pagamento de dívidas, elevando o índice de pagamento mínimo nas faturas de cartões de crédito.
Boa notícia para quem?
Só se for para o setor financeiro
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EDUARDO CUCOLO - FOLHA

As medidas de restrição de crédito adotadas neste ano e a crise externa ajudaram a elevar o percentual da renda dos trabalhadores destinado ao pagamento de dívidas.

De acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central, divulgado nesta terça-feira (20), 21,1% da renda é utilizado para este fim.
Entre 2009 e 2010, este percentual ficou próximo de 19%.

"A elevação adicional das taxas de juros concomitante à crise financeira internacional manteve o indicador em patamar ainda estável, embora mais alto", diz o relatório.

Isso se deve, segundo o BC, a uma expansão do crédito superior ao incremento da renda.

Para o BC, a elevação mais acentuada do indicador a partir de junho se deve, em especial, à nova exigência de pagamento mínimo de 15% nas faturas de cartões de crédito.

A instituição avalia que, apesar das incertezas relacionadas ao desempenho da economia mundial, a queda dos juros e o alongamento dos prazos devem ajudar a contrabalançar a expansão do crédito nos próximos anos, para evitar uma alta maior desse indicador.

São Paulo é o único estado em que o paciente tem acesso aos melhores tratamentos, sem ter que entrar na Justiça

Preços de medicamentos são estratosféricos

Antônio Marinho e Juliana Câmara, O Globo

Hipertensão arterial, diabetes, câncer e doenças respiratórias são males que ameaçam a sobrevivência não só do ponto de vista médico como também econômico.
Os preços de remédios importados são estratosféricos.

Um exemplo? Leucemia: a caixa com 112 comprimidos de 200 mg de Nilotinibe chega a R$ 16.838.
A quimioterapia para câncer de mama com drogas de ponta custa em média R$ 150 mil por ano.


O Plano de Ações para Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) ampliou o acesso ao tratamento, mas o Ministério da Saúde tem problemas para manter o fornecimento a hospitais.

Para especialistas, porém, a proposta de flexibilizar patentes não é a resposta.
No caso do diabetes, o governo distribui medicamentos antigos, já sem patentes.
Os mais modernos, que controlam a doença por mais tempo, custam muito mais.


— É claro que gostaríamos de tratar os pacientes dos hospitais públicos com drogas mais modernas.
Mas os laboratórios gastam muito dinheiro em pesquisas e podem não querer trazer os remédios para o Brasil, se as patentes forem flexibilizadas
— diz Amélio Godoy, do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia.

Para o oncologista Ricardo Teixeira, a flexibilização de patentes não vai atender a todos os casos.
Ele diz que, hoje, pacientes só têm acesso a tratamento com fármacos mais modernos por meio de ação judicial.

— O paciente com câncer na rede pública tem menor sobrevida do que o de convênio.
Em tumores de mama há um exemplo.
Na rede pública, as mulheres recebem Tamoxifeno, que custa R$ 30 a caixa; na rede privada, é receitado o Anastrozol, que custa R$ 300.


— São Paulo é o único estado em que o paciente tem acesso aos melhores tratamentos, sem ter que entrar na Justiça — diz Teixeira.

— É um direito do paciente optar por um medicamento mais caro, sobretudo quando aumenta a sobrevida mesmo que seja em dias.

Teixeira crítica a falta de fiscalização das clínicas particulares que recebem dinheiro do SUS para remédios de ponta que não chegam aos pacientes.
Ele explica:

— O ministério paga, para câncer de mama avançado, a associação de Docetaxel e Doxorubicina, mas clínicas aplicam Doxo com Ciclofosfamida, combinação mais barata, só para aumentar a margem de lucro.

Oposição exige 10% da receita da União para Saúde

Adriana Vasconcelos, Isabel Braga e Gerson Camarotti - O Globo

No Senado, parlamentares da oposição tentarão ressuscitar na discussão da Emenda 29, que teve sua regulamentação aprovada nesta quarta-feira pela Câmara, a proposta que prevê que a União invista mais em Saúde Pública e que já foi aprovada em 2008 pelos senadores.

Sua retomada, com a volta da Emenda 29 ao Senado, é justamente o maior temor do governo.

Diferentemente do texto aprovado na quarta-feira pelos deputados, que não onera o Executivo federal, o projeto do petista fixa em 10% de suas receitas o mínimo que a União deve gastar em Saúde.

Pelas regras atuais, que aplica ao governo federal o Piso Nacional da Saúde, e não um percentual fixo, esses gastos estão em torno de 7% da receita, ou R$ 72 bilhões este ano.

O Palácio do Planalto impediu, o quanto possível, a votação na Câmara, porque temia a retomada do texto original do Senado.

E, agora, a ordem no governo é usar sua maioria para impedir a aprovação dessa proposta.

Quer continuar com o piso, ou seja, reajustar anualmente o orçamento do setor pela variação do PIB nominal (crescimento sem descontar a inflação).

No entanto, a oposição insistirá no argumento de que há consenso sobre a necessidade de mais recursos para a Saúde.
E o mais justo seria que o maior arrecadador de impostos - a União - aumente sua participação.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Brasil tem internet mais lenta que Haiti

Brasil tem internet mais lenta que Haiti, em média, diz estudo
Folha.com


O Brasil é o 163º em um ranking da média da velocidade da internet publicado pela Pando Networks.
A velocidade média da conexão no Brasil é de 105 KBps (quilobytes por segundo), o que o coloca atrás de países como Níger, Haiti, Etiópia, Angola, Paquistão e Papua-Nova Guiné.

A cidade de Itapema, em Santa Catarina, tem a segunda conexão média mais lenta entre todas as cidades do mundo avaliadas: 61 KBps.
Algiers, na Argélia, é a cidade com conexão mais lenta no mundo (56 KBps).

A Coreia do Sul é o país com conexão média mais rápida: 2,2 MBps.
A Romênia ficou em segundo lugar, com 1,9 MBps.
Três outros países do leste europeu vêm na sequência: Bulgária (1,6 MBps), Lituânia (1,5 MBps) e Letônia (1,4 MBps).

A lista, no entanto, não é composta apenas por países.
O 49º lugar, por exemplo, é denominado "Anonymous Proxy", e o 137º, "Satellite Provider" --referem-se, provavelmente, a conexões realizadas por meio de proxy e provedor via satélite cujo país de origem não pôde ser identificado.

A média mundial de velocidade de conexão à internet, de acordo com o estudo, é de 508 KBps.
Nos Estados Unidos, a média é de 616 KBps.
Na China, de 245 KBps.

O estudo se baseou em 27 milhões de downloads feitos a partir de 20 milhões de computadores no mundo.

TCU: Cinismo Sem Limites

TCU: Close To The Edge ou o Cinismo Sem Limites
Por Ajuricaba, na Tribo dos Manaós


O Tribunal de Contas da União -TCU é um dos pilares dos organismos de fiscalização nacionais.
Por incrível que pareça, é um organismo de apoio do congresso nacional na avaliação do desempenho do executivo no que toca à seriedade e responsabilidade com que o dinheiro público é aplicado.

Seus ministros são os responsáveis por aprovar em última instância o trabalho avaliativo dos técnicos e auditores, funcionários concursados, nas suas andanças pelo país no acompanhamento de obras e prestações de serviços.

Pois ontem a Câmara Federal escolheu a deputada Ana Arraes (PSB-PE), não por acaso mãe do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (também do PSB), para uma vaga de ministra do TCU, mais uma vez em votação secreta.
Ela ainda deverá ser sabatinada no senado, mas alguém duvida que isso vá redundar em rejeição?

A votação foi cercada de uma campanha sórdida e de baixíssimo respeito pelas instituições.

Nas vésperas da sessão, a campanha de Ana Arraes foi muito agressiva; chegando ao ponto do filhote-governador ter conversado pessoalmente com quase todos os "eleitores" pedindo votos para a sua genitora.
A pressão envolveu também o vice-governador de Pernambuco, João Lyra; o secretário da Casa Civil do Estado, Tadeu Alencar; e Luciano Vazquez, presidente do Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco, empresa de economia mista, vinculada à Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco.

Todos largaram suas responsabilidades com o estado de Pernambuco para fazer campanha em pleno horário de trabalho, com as desculpas mais esfarrapadas para estar na corte nesses dias.
Vejam AQUI.
(...)

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) criticou a eleição de Aninha e principalmente o empenho do governador na campanha da mãe.

"Um governador, seja ele quem for, deixa os seus afazeres, deixa de cuidar dos interesses do Estado para eleger a mãe para o Tribunal de Contas da União.
É um absurdo, não é uma coisa natural, não é uma prática republicana.
É um exemplo do vale-tudo na política.
Se o que ocorreu na Câmara nas últimas semanas não é nepotismo, não é abuso do poder político e uso da máquina, eu não sei mais o que é"
, disse Jarbas.

Assim como o senador, qualquer pessoa sensata é levado a pensar que sempre que chegar ao TCU uma matéria relativa ao governo ou a seus aliados e apaninguados a ministra estará sob suspeição.
Na modesta opinião desse silvícola, isso não é modernidade.
É nepotismo, é política do compadrio, do coronelismo.
É atraso do pior tipo possível.
É mais uma desmoralização das instituições nacionais e se chamar todo o povo de idiota.

PT tenta criar nova CPMF, mas é derrotado na Câmara

A Câmara dos Deputados rejeitou ontem a criação de um novo imposto para financiar a saúde pública no país, empurrando para o Senado a tarefa de indicar novas fontes de recursos para o setor.
Os deputados aprovaram um projeto de lei que regulamenta os gastos obrigatórios do governo federal, dos Estados e dos municípios com o sistema de saúde, em discussão há mais de dez anos.
Mas eles eliminaram do texto a definição da base de cálculo da CSS (Contribuição Social à Saúde), na prática inviabilizando a cobrança do novo tributo.
A proposta original era que ele funcionasse como a antiga CPMF, extinta pelo Congresso em 2007.
Apenas 76 dos 513 deputados votaram a favor do texto original e a cobrança foi rejeitada por 355 deputados.

O PT, partido da presidente Dilma Rousseff, foi o único a orientar seus congressistas a votar a favor da contribuição.
(Da Folha de São Paulo)