quarta-feira, 3 de abril de 2013

APROVAÇÃO DE DILMA MOSTRA QUE O BRASIL"ENCHERGA" BEM (MAL)

Guilherme Fiúza, ÉPOCA

Há uma grita injustificada no caso das provas semianalfabetas do Enem. Não dá para entender tanta indignação. Há anos o governo popular vem preparando o Brasil para a grande revolução educacional, pela qual a norma culta se norteará pelo português falado nas assembleias do PT.

Como se sabe, depois de uma blitz progressista da presidente Dilma Rousseff e do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, livros didáticos passaram a ensinar que é certo escrever "nós pega o peixe", entre outras formulações revolucionárias. Alguns especialistas teriam argumentado que o certo seria "nós rouba o peixe", mas isso já é discussão interna deles.

Numa das redações que levaram nota máxima no Enem, o candidato escreveu "enchergar" - com "ch" em vez de "x". Não há reparo a fazer, está perfeito o critério. Depois de três anos deixando o Enem à mercê dos picaretas, pois estava muito ocupado com sua agenda eleitoreira, Haddad elegeu-se prefeito.

Um fenômeno desses jamais aconteceria num país que enxerga - só num país que "encherga". Está corretíssima, portanto, a observação por parte do estudante da nova norma culta.

Os que veem algum erro nisso não sabem acompanhar as velozes mudanças da língua, comandadas pela nova elite. O relato de Dilma Rousseff sobre seu encontro com o papa Francisco também mereceria nota máxima no Enem.

Contou a presidente: "Ele estava me "dizeno" que espera uma presença grande dos jovens (na Jornada da Juventude), na medida em que ele é o primeiro papa, ele é várias coisas primeiro". Os corretores progressistas do Enem só dariam nota 1.000 a uma construção dessas porque não existe 1.001.

O novo recorde de aprovação que acaba de ser batido pelo governo e pela "presidenta" só comporta duas explicações possíveis: ou o Brasil está "enchergando" bem, ou o Brasil está "enchergano" bem. Qualquer das duas hipóteses, porém, garante imunidade total à "presidenta" (que também é várias coisas primeira). Ela pode passear de helicóptero sobre as enchentes de Petrópolis e depois pousar, como uma enviada do Vaticano, para rezar pelas vítimas.

Os desabrigados de dois anos atrás na mesma região continuam sem as casas prometidas pelo governo popular. Há famílias morando em estábulos. Alguns quilômetros serra abaixo, casas oferecidas pelo governo popular para removidos de áreas de risco foram inundadas pelas últimas chuvas. Moradias do programa Minha Casa Minha Vida oferecem como bônus minhas goteiras, minhas rachaduras na parede.

O povo deve estar "enchergano" tudo isso, porque acolhe o helicóptero de Dilma como um disco voador em missão turística e reza com ela na igreja local, pedindo proteção a não se sabe quem.

A aprovação popular ao estilo governamental de Dilma é comovente. Quem distribui as verbas federais contra enchentes é o ministro da Integração, Fernando Bezerra Coelho - aquele que mandava cerca de 80% do dinheiro para Pernambuco, por acaso seu domicílio eleitoral. As enxurradas podem levar casas e povoados inteiros, mas nada arranca Bezerra do cargo.

A cada nova intempérie, é ele quem surge para rechear os comícios chorosos de Dilma com cifras voadoras, que servem basicamente para drenar as manchetes. Ainda de Roma, a chefa suprema da nação declarara que tomará "medidas drásticas" para remover os teimosos que insistem em morar em áreas de risco. O Brasil merece isso tudo.

A população culta também está "enchergano" bem. Todos chocadíssimos, batendo panela contra o pastor acusado de homofobia - nomeado para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Quem manda na Câmara? Quem fica caçando votos dos evangélicos, distribuindo vantagens a seus líderes, como o famigerado Ministério da Pesca? "Nós pega o peixe e entrega ao pastor", reza a norma culta do governo popular. Quanto maior o rebanho, melhor a boquinha. Comissão de Direitos Humanos é troco.

Evidentemente, uma redação do Enem que enxergasse, com "x", que o Brasil e suas instituições estão emprenhados de ignorância pela indústria do populismo levaria nota zero. A revolução petista não tolera esses arroubos elitistas. Prefere receita de miojo.

Leia em Aprovação de Dilma mostra que o Brasil

PACOTE DE MALDADES PARA O NORDESTE

Garante votos e deixa o povo refém do governo. Também eterniza um problema que já deveria ter sido resolvido com investimento em projetos que deram certo em outros países, como as tecnologias desenvolvidas em Israel, não com improviso e migalhas jogadas ao vento. 





Para Dilma, o importante é que os votos do Nordeste não sequem

No Coturno

Ontem, Dilma Rousseff anunciou um pacote de maldades para o Nordeste. Nenhuma medida estruturante. Nada que faça mudar o panorama da região para a próxima seca. Mais bolsas, mais perdão de dívidas, mais carros pipa.

Para os prefeitos, mais patrolas e retroescavadeiras que, neste momento, são de maior serventia para enterrar o gado morto e para fazer estradinha por onde passam os eleitores.

A presidente anunciou um pacote de R$ 9 bilhões para 10 milhões de nordestinos. Uma média per capita de R$ 900. Chama a atenção que, entre os benefícios que se agregam à Bolsa Família, cujo maior benefício é de R$ 306 mensais, existe a Garantia Safra, que paga até R$ 155 mensais por família de agricultor que perdeu a plantação. E mais a Bolsa Estiagem, que oferece outros R$ 80 mensais por família afetada. Uma família pode receber até R$ 541 mensais em meio a pior seca dos últimos 40 anos. Santa Dilma!

Eduardo Campos, governador de Pernambuco, pediu isenção de impostos sobre a água que não existe. Dilma ficou de estudar. Para completar, as obras emergenciais e superficiais serão feitas através do Regime Diferenciado de Contratação (RDC).

Um pacote completo, pois inclui a velha e boa corrupção que eterniza a miseria do sertão.
Para Dilma, o importante não é resolver a seca do semi-árido.
O importante é regar os votos para 2014. Estes sim, não podem secar.



CONFESSO QUE ESTOU VERMELHA...DE VERGONHA





Vergonha maior não há do que ver o Brasil, que sempre foi protagonista, portando-se como um coadjuvante de quinta categoria porque os desgovernos do PT resolveram colocar o gigante verde-amarelo de joelhos perante os tiranos vermelhos da América Latina.

O vídeo com depoimento da deputada venezuelana Maria Corina traça um diagnóstico bastante claro ao sintetizar os pilares em que se sustenta a ditadura chavista, defendida com unhas e dentes por Lula e Dilma:



E não se esqueçam jamais que Dilma resolveu levar, não a Venezuela como Nação, mas o governo na figura de Chávez, para o Mercosul, desprezando o tratado de fundação do grupo e as regras internacionais.

Essa é mais uma data que deveria ficar registrada como O Dia da Desonra ou O Símbolo da Vergonha.

O absurdo mais recente é a gravação de Lula em apoio à candidatura de Maduro, que deveria ser repudiado, além dos motivos óbvios, também pelo seu discurso homofóbico. No caso, não se trata de opinião pessoal, mas de uma agressão contra o candidato oposicionista da Venezuela.

A seguir, texto de Janaina Conceição Paschoal, professora da Faculdade de Direito da USP, que demonstra as ilegalidades e os abusos no caso da prisão dos 12 torcedores corintianos na Bolívia. Embora tenha a abordagem técnica, está claro que não tem nada a ver com apoio à impunidade, como fazem os defensores dos direitos dos "manos", que pregam a impunidade e não o tratamento adequado, dentro das normas legais, que todos os humanos merecem.

A professora Janaina alerta, no caso dos torcedores, que é uma questão que concerne ao nosso governo, que, no entanto, continua falando fino com a Bolívia, do mesmo modo que fala fino com a Venezuela, com a Argentina e que amarelou quando Evo Morales ocupou uma das refinarias da Petrobras. Não se tem notícia de que o presidente boliviano tenha pago um centavo sequer pelo patrimônio tomado dos brasileiros.

O jornalista Reinaldo Azevedo lembra mais um fato, quando o governo do PT entregou mais alguns milhões de nosso dinheiro para a construção de uma estrada naquele país para o transporte de ... "coca". E relembra um post, de 2011, em que tratava do esforço da Bolívia para tornar mundialmente reconhecida a mastigação ritual da folha daquele "produto":

(…) O BNDES financia uma obra naquele país [Bolívia] que atende informalmente pelo simpático nome de “estrada da coca”. No poder, Evo importou cocaleros de sua região natal e incentivou o plantio da “folha sagrada” na fronteira com o Brasil, a alguns palmos da floresta, onde os traficantes podem se esconder.

Em seu artigo, a advogada criminalista e professora de Direito Penal, Janaína Conceição Paschoal, segue nessa linha de indignação à leniência do governo Dilma quando diz que esses brasileiros, os torcedores corintianos presos na Bolívia, foram, na prática, sequestrados:

Durante um jogo de futebol na Bolívia, alguém disparou um sinalizador e um jovem morreu. A comoção foi imediata e proporcional à situação. O desenrolar da história, entretanto, fugiu a todos os padrões, pois, por um sinalizador lançado, 12 cidadãos brasileiros foram e continuam presos, não se sabe em que condições.

A lição mais óbvia é a de que se deve abolir o uso dos fatídicos sinalizadores. Acontecimentos recentes provam que eles só causam problemas. Revistar o público antes dos jogos de futebol também constitui necessidade básica, valendo ficar atento para a Copa que se aproxima.

Há, ainda, as consequências desportivas como a da punição do time e, por conseguinte, da torcida.

Várias foram as manifestações na imprensa, todas em torno dos males causados pelas torcidas organizadas e do cabimento, ou não, das sanções aplicadas a todos os torcedores em virtude do ato de um.

Estranhamente, até agora, ninguém perguntou como pode o ato de uma única pessoa levar 12 a prisão! E, pior, não parece fazer diferença o fato de nenhum dos 12 presos ter sido o autor do disparo do sinalizador.

A situação resta ainda mais problemática quando se constata que, tendo aparecido um culpado, a Justiça boliviana se nega a libertar os brasileiros, mantendo-os em cárcere até que o indivíduo se apresente! Ora, o que é isso senão um sequestro?

Mesmo que o verdadeiro autor do disparo do sinalizador tivesse sido detido, por se tratar de uma conduta culposa (o sinalizador foi lançado sem qualquer intenção de matar alguém), a prisão provisória poderia ser contestada.

É certo que competiria às autoridades brasileiras zelar para que o preso fosse mantido separado dos demais encarcerados, até para a preservação de sua integridade física, dadas a repercussão do caso e a hostilidade que costuma haver relativamente aos estrangeiros.

No entanto, diante da prisão de pessoas inocentes, o país deve exigir a imediata devolução de seus cidadãos, que não podem continuar sendo usados como estandartes do rigor boliviano.

É como se, por estar no lugar errado, na hora errada, toda arbitrariedade findasse legitimada. Poder-se-ia alegar que os detidos também estavam portando sinalizadores, o que, aliás, não restou evidenciado. Mas mesmo que isso fosse verdade, por acaso, quando alguém é atropelado, o motorista que passa ao lado pode ser responsabilizado, porque, afinal, também estava dirigindo? Não tem o menor sentido!

Nem sequer em casos de crimes dolosos, quando, por exemplo, um sujeito dá um tiro na cabeça de outro, querendo matá-lo, os amigos do atirador podem ser punidos.

O que está acontecendo na Bolívia contraria, flagrantemente, os fatos e a lógica jurídica de qualquer sociedade minimamente democrática.

Lançar o sinalizador foi uma idiotice. A morte do rapaz pode, sim, ser considerada um homicídio; entretanto, trata-se de homicídio culposo (sem intenção) e é impossível admitir que 12 pessoas sejam infundadamente mantidas presas como reféns. O Itamaraty tem que fazer alguma coisa, não só no âmbito jurídico, mas também no político!

terça-feira, 2 de abril de 2013

PROCURADORIA ABRE INVESTIGAÇÕES CONTRA LULA NO MENSALÃO. FALTA INVESTIGAR CASO BANCOOP, ROSEGATE, ETC.



Alana Rizzo e Felipe Recondo, Estadão

A Procuradoria da República no Distrito Federal abriu seis procedimentos para investigar as acusações feitas pelo empresário Marcos Valério Fernandes de Souza no depoimento prestado em 24 de setembro de 2012.

Condenado pelo Supremo como o operador do mensalão, ele acusou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter se beneficiado pessoalmente do esquema. O petista classificou o depoimento, prestado sigilosamente à Procuradoria-Geral, como mentiroso.

Após análise do depoimento, que durou cerca de duas semanas, os procuradores da República em Brasília concluíram pela existência de oito fatos tipificados, em tese, como crimes que exigem mais apuração.

Lula grava mensagem para Maduro. O cachê não foi revelado. E precisa?



No Coturno

Durante o governo Lula, a Venezuela de Hugo Chávez deu um calote de quase U$ 5 bilhões no Brasl, ao não honrar com a sua parte no empreendimento conjunto da Refinaria Abreu Lima, em Pernambuco. Esta obra é um dos rombos da Petrobras.

Para reeleger Chávez, Lula mandou para a Venezuela o seu marqueteiro João Santana, aquele que não cobra nada para assessorar Dilma Rousseff.

Ele está lá de novo, para eleger Nicolas Maduro. Lula, tal qual um sócio, gravou a mensagem acima, em apoio a Maduro. O cachê não foi revelado.

Mas, com certeza, está sendo pago pelo povo brasileiro.
Podem botar na conta da Petrobras, para a qual Lula importou a "maldição" de Chávez.

NEM LULA, NEM DILMA REALMENTE VENCERAM ELEIÇÕES OU GOVERNAM O BRASIL. QUEM FAZ ISSO É O MARQUETEIRO DO PT

João Santana é titular do 41º ministério de Dilma; é o mais poderoso hoje; oficialmente, ele trabalha… de graça! Ou: “Por que essa boca tão grande, vovozinha?”


Reinaldo Azevedo

Com o recém-aprovado ministério da Micro e Pequena Empresa, que ainda aguarda titular, a presidente Dilma Rousseff já conta 40 pastas. Não deve haver paralelo no mundo, a exemplo da nossa jabuticaba e da nossa pororoca. A China tem quase 1,4 bilhão de pessoas, um PIB que beira os US$ 9 trilhões e apenas 28 ministérios — incluindo seu Banco Central. Com 300 milhões de habitantes e US$ 15 trilhões de PIB, os EUA se contentam com 15 Departamentos de Estado. Os US$ 2,931 trilhões do Brasil e pouco menos de 200 milhões de brasileiros precisam de 40 ministérios!!! “Por que essa boca tão grande, vovozinha?” É para te comer!!! Mas este post nem vem a propósito desse descalabro.

Mesmo com essa multidão na Esplanada, quem anda dando as cartas no Planalto é o 41º ministro, o que não tem pasta. Trata-se do marqueteiro João Santana.

Reportagem de Otávio Cabral e Adriano Ceolin na VEJA desta semana mostra a crescente influência de Santana sobre a presidente. Pode-se afirmar, sem favor, que o marqueteiro virou uma espécie de estrategista de políticas de estado. “Para quê? Para fazer o Brasil glorioso?” Marqueteiros cuidam da reputação de quem lhes paga a conta.

Leiam trechos da reportagem. A íntegra está na revista.
*

O jornalista João Santana exerce um papel fundamental no cotidiano do atual governo. Ele é o idealizador da bem-sucedida campanha da reeleição de Lula em 2006 e alquimista com o dom de transformar “postes” em candidatos vitoriosos, feitos notórios na eleição de Dilma Rousseff à Presidência da República e na condução de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo no ano passado. Ninguém discute sua eficiência na construção da imagem de um postulante a cargo público. Comete um erro fatal quem menospreza sua precisa leitura dos hemisférios invisíveis das massas eleitorais. Santana é capaz de mapear os pontos fracos dos adversário com a precisão de um acupunturista. São habilidades inquestionáveis que ampliara sua contínua influência na administração Dilma mesmo depois de fechadas as urnas, a ponto de ele ter se tornado um poderoso ministro sem pasta, um conselheiro político sem partido, o estrategista sem gabinete e, mais recentemente, o principal roteirista das ações do governo.

Na última segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff desembarcou de um helicóptero em Serra Talhada, cidade de 90000 mil habitantes no sertão do Pajeú, em Pernambuco. Sob um sol inclemente de mais de 35 graus, ela acenou para a multidão que a aguardava, mandou beijos, afagou crianças e fez coraçõeszinhos com as mãos. Abraçou prefeitos e vereadores e entregou a eles chaves de tratores, escavadeiras e caminhões doados pelo governo federal para o combate à seca. Minutos depois, subiu ao palanque ao lado do governador de Pernambuco e virtual candidato a presidente pelo PSB, Eduardo Campos, antigo aliado que se tornou o adversário do momento. Em um discurso longo, disparou petardos na direção do anfitrião, cobrando, sem ser explícita, lealdade e condenando, também sem ser explícita, a ambição presidencial.

Pouco depois, voou ao Rio de Janeiro, onde participou de uma missa em memória das vítimas das enchentes. Nenhum movimento da presidente — gestos, palavras e ações — foi fruto de improviso.

Tudo foi exaustivamente treinado e discutido previamente com João Santana, a partir do momento em que as pesquisas encomendadas pelo marqueteiro detectaram que uma possível candidatura do governador pode pôr em risco a supremacia eleitoral PT no Nordeste, que vem garantindo vantagens ao partido desde a primeira vitória de Lula, em 2002.

João Santana é o responsável por promover a fusão das políticas de governo com a estratégia da campanha de Dilma à reeleição em 2014.
(…)

O jornalista [João Santana] é muito bem remunerado para dar sugestões e responder às questões de seus clientes. Mas há uma pergunta que ele se recusa a responder: quem paga pelo seu trabalho com a presidente? Oficialmente, João Santana não recebe nada do Palácio do Planalto.

Ele já fez campanhas na Venezuela, República Dominicana, Argentina e em Angola. No Brasil, tem apenas um cliente conhecido: o PT. Em 2010. o marqueteiro cobrou 50 milhões de reais pela campanha de Dilma. É possível que esses gastos embutam a consultoria ao longo do governo.

“É preciso regulamentar a atuação desse tipo de profissional. Todo hibridismo entre o público e o privado é condenável”, avalia Clovis de Barros Filho, professor de ética da USP.
(…)

BRASIL - DEMITA A FAXINEIRA DE ARAQUE QUE "FAZ O DIABO" COM NOSSO DINHEIRO



Primeiro partido excluído da Esplanada na "faxina" de Dilma Rousseff em 2011, o PR recuperou ontem o Ministério dos Transportes com a escolha de César Borges para comandar a pasta. É a segunda mudança neste ano que Dilma promove para tentar manter ao seu lado aliados para as eleições presidenciais de 2014.

Há duas semanas, ela também reabilitou ao primeiro escalão aliados do pedetista Carlos Lupi, que deixou o Ministério do Trabalho sob acusações de corrupção. Agora, a presidente traz de volta ao governo o PR de Alfredo Nascimento, primeiro ministro a cair na chamada "faxina ética" de Dilma.O nome de Borges foi uma imposição de Dilma ao PR, que tentou emplacar um político mais alinhado à cúpula da sigla.

Apesar disso, a legenda avalia estar contemplada com a nomeação, uma vez que foi acordado que o PR terá o poder de indicar cargos de direção e de interferir nas políticas da pasta, cujo orçamento total é de R$ 10 bilhões. Nascimento deixou os Transportes por suspeitas de corrupção em julho de 2011, quando caíram também outros 27 funcionários da pasta. À época, ele protestou contra o termo "faxina": "Não sou lixo, meu partido não é lixo."

Naquele ano, o próprio governo capitalizou o conceito de "limpeza ética" em favor da presidente, vinculando-a à intolerância com o "malfeito", termo usado por Dilma. Ontem, Nascimento foi o cicerone do novo ministro ao gabinete presidencial. Ele toma posse amanhã. Desde que Nascimento deixou o cargo, Paulo Sérgio Passos assumiu a pasta.
(...)

A presidente fará mais mudanças de olho na reeleição. Em cerca de um mês, oficializará o vice-governador de São Paulo, Afif Domingos (PSD), para a pasta da Pequena e Micro Empresa. O futuro ministro é próximo a Gilberto Kassab, criador do PSD, que tem dito que a nomeação não é garantia de apoio no Congresso. Dilma pode ainda atender o PTB, que quer mais espaço.

(Folha de São Paulo)