quinta-feira, 27 de novembro de 2014

MAIS UM corruPTo DEVE SER PRESO - ATÉ QUANDO?

PT JÁ SE PREPARA PARA PROVÁVEL PRISÃO DE VACCARI



Já é dada como certa na cúpula do PT a prisão do seu tesoureiro João Vaccari Neto, apontado como o principal interlocutor do partido junto ao esquema bilionário de corrupção na Petrobras. A expectativa no PT é que haverá uma nova fase da Operação LavaJato, da qual Vaccari não escapará da prisão, a exemplo de outros agentes políticos sem foro privilegiado, inclusive do PP e o PMDB, igualmente delatados.

O próprio Vaccari até já preveniu a família e os amigos mais próximos sobre sua provável prisão, conforme está coluna revelou há um mês.

Operação Lava Jato apurou que Vaccari criou empresa-fantasma para ocultar a grana suja recebida do esquema de ladroagem do Petrolão.

Homem-chave no Petrolão, o tesoureiro do PT João Vaccari Neto terá que prestar contas da lambança dos fundos de pensão na Bancoop e do repasse de obras inacabadas da cooperativa, favorecendo a OAS.

…como concluiu um atilado leitor, ser tesoureiro do PT é uma profissão de risco: sempre dá cadeia.

PT FAVORECIDO ATÉ NA PGE

PROCURADORIA-GERAL ELEITORAL DEU PARECERES FAVORÁVEIS AO PT EM 71% DOS PROCESSOS NO TSE NA CAMPANHA 2014

Eugênio José Guilherme de AragãoEugênio José Guilherme de Aragão, vice-procurador-geral eleitoral.


Foi recebida sem surpresa, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a representação do responsável pela Procuradoria Geral Eleitoral (PGE), Eugênio Aragão, contra a designação do ministro Gilmar Mendes como relator do processo que examina as contas da campanha de reeleição de Dilma Rousseff. Durante a campanha, a PGE apresentou pareceres favoráveis ao PT em 85 dos 119 casos; ou seja, 71% dos processos.
Dos 57 processos analisados pela PGE envolvendo PT e PSDB, apenas 12 representações tiveram pareceres favoráveis aos tucanos.
Atual vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão tem sido citado como um dos prováveis candidatos a vaga de ministro do Supremo.
A Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestou em 245 representações que tinham como objeto as eleições presidenciais de 2014 no TSE.
As contas da campanha de reeleição de Dilma impressionam pelos números: ela recebeu doações no valor total de R$ 318 milhões. Leia na Coluna Cláudio Humberto.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

PATRULHA COM RÓTULO DE PESQUISA



Já vimos isso nos regimes totalitários, esse tipo de perseguição sempre acaba em tragédia. Os semeadores do ódio não respeitam o nosso direito de discordar do vale-tudo que vai da exploração da desgraça alheia aos piores escândalos de corrupção da história do país.

Há um clima de Inquisição, não de caça às bruxas, mas aos que exercem seu direito de manifestar opinião.

PT contrata pesquisa para tentar mapear antipetismo


Foto: Estadão Conteúdo

Assustado com os altos índices de rejeição a candidatos do partido nas eleições deste ano, especialmente em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, o PT encomendou uma ampla pesquisa nacional para identificar as causas e possíveis soluções para o antipetismo.

Ainda nesta semana, a Marissol, empresa responsável por parte das pesquisas que nortearam a campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição, vai apresentar uma proposta inicial de questionário. A ideia é consultar eleitores em todos os Estados do País e fazer uma bateria de pesquisas qualitativas.

O resultado vai servir de base para os debates da última etapa do 5º Congresso Nacional do partido, marcada para junho do ano que vem em Salvador (BA). A direção petista e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretendem usar o Congresso, instância máxima de decisões do partido, para fazer uma série de reformas, com objetivo de resgatar valores históricos da legenda e reconectar o PT com setores dos quais se afastou nestes 12 anos de poder, como os movimentos sociais e a intelectualidade de esquerda.
(...)

PETROLÃO - MINISTROS DO STJ DESABAFAM CONTRA CORRUPÇÃO NO PAÍS

SOLIDÁRIOS AO JUIZ SERGIO MORO, MINISTROS DO STJ PROTESTAM CONTRA ROUBALHEIRA
Ministro Felix Fischer: brado de indignação
Durante julgamento de recurso que manteve a prisão de João Procópio de Almeida Prado (ligado ao megadoleiro Alberto Youssef), na Operação Lava Jato, ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) elogiaram a atuação do titular da Vara Criminal Federal de Curitiba, juiz Sérgio Moro, e desabafaram contra o espantoso caso de corrupção do Petrolão, iniciado no governo Lula e desbaratado há oito meses.
O ministro Félix Fischer, por exemplo, que até há poucos meses presidiu o STJ, disse que a corrupção no Brasil está entre as maiores do planeta. E afirmou, taxativamente: “Acho que nenhum outro país viveu tamanha roubalheira”.
Ministro Newton Trisotto

O ministro Newton Trisotto, relator do processo em exame na sessão de ontem, disse que a corrupção brasileira é “uma das maiores vergonhas da humanidade”. Ele ressaltou a extensão da Operação Lava-Jato, ao revelar cifras bilionárias. “Pelo valor das evoluções, algo gravíssimo aconteceu”, afirmou Trisotto.
O relator Newton Trisotto pediu ainda “coragem” para o juiz Sérgio Moro, citando o jurista Ruy Barbosa ao dizer que um juiz não pode ser covarde: “Não há salvação para o juiz covarde. O juiz precisa ter coragem para condenar ou absolver os políticos e os economicamente poderosos”.

O INFERNO VERMELHO EM SÃO PAULO

Invasões triplicam na gestão Haddad, e o prefeito — aliado objetivo dos militantes, que ajudaram a fazer a sua campanha — culpa o governo do Estado!

Por Reinaldo Azevedo
É impressionante. O número de invasões promovidas por movimentos de sem-teto quase triplicou nos dois primeiros anos da gestão do prefeito Fernando Haddad, do PT, na capital de São Paulo, informa reportagem de Giba Bergamin Jr. na Folha desta terça. E sabem qual é a resposta do valente? Responsabilizar o governo de São Paulo. No começo, eu achava que Haddad não parecia ser uma pessoa muito séria. Agora eu tenho a certeza de que ele não é uma pessoa… séria!
Nos anos de 2011 e 2012, houve 247 invasões de propriedades públicas e privadas na capital, número já absurdo, que saltaram para 681 em 2013 e 2014, nos dois primeiros anos de gestão. Faz sentido? Ora, é claro que sim! A maioria dos ditos movimentos de sem-teto está sob o comando de militantes políticos ligados ao PT, como Guilherme Boulos, chefão do MTST e estafeta do partido. Não se esqueçam: o prefeito já subiu no caminhão do movimento para discursar.
Só isso? Não! Estimulou uma súcia disfarçada de gente sem moradia a cercar a Câmara dos Vereadores para que o Plano Diretor da cidade legitimasse a invasão chamada “Nova Palestina”, que fica em área de mananciais. Ocupá-la é cometer um crime contra o meio ambiente. E daí? Na prática, a Prefeitura incentiva a ação desses movimentos, que são aliados seus.
À Folha, o petista disfarçado de não petista Guilherme Boulos — aquele rapaz que costuma pôr seu furor militante até contra o Estado de Israel!!! —, deu a seguinte declaração para explicar a multiplicação de invasões: “Foi se tornando um barril de pólvora. A ocupação é por falta de escolha, causada pelo aumento desenfreado da especulação imobiliária”. Nota: não existe, no período, aumento nenhum da especulação imobiliária. A explicação é apenas mentirosa. O que cresceu, isto sim, foi a parceria entre a Prefeitura e os movimentos de invasão.
Segundo Haddad, vejam que mimo, cabe ao governo de São Paulo conter as invasões. Entenderam? Ele quer subir no caminhão do MTST e legitimar a ocupação de área de mananciais e, depois, quer que a polícia dê um jeito nos invasores.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado deu a resposta adequada ao prefeito: “Em vez de tentar transferir responsabilidades, o prefeito precisa dar explicações sobre sua política, que incentiva invasões ao premiar aqueles que as promovem, deixando à Polícia Militar o ônus de mediar os conflitos de interesses advindos das reintegrações de posse”.
A resposta é perfeita. O prefeito Fernando Haddad tem de ser mais responsável!

PRESIDENTE DA PETROBRAS DENUNCIADA AO MPF PELO CRIME DE MENTIR À CPI



Diário do Poder

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), membro da CPMI da Petrobras, ingressou na manhã desta quarta-feira (26), no Ministério Público Federal (MPF) com notícia-crime contra a presidente da Petrobras, Graça Foster.

O documento apresenta provas de falso testemunho de Foster durante depoimento na comissão no dia 28 de maio de 2014, cinco dias após um telefonema do presidente da SBM Offshore admitir o pagamento de propina por parte da empresa a funcionários da estatal. A presidente deve responder ao Artigo 342 do Código Penal.

“Quando perguntada se ela tinha informação de que a SBM havia pago propina para funcionários ou agentes ligados, ou servidores da Petrobras, ela tergiversou. Ela mentiu, enrolou e não falou. E quando esteve na CPMI ela já detinha essa informação como a própria estatal revelou diante de nota oficial da empresa”, defendeu Onyx.

O democrata apresenta no requerimento o trecho da nota oficial em que é relatado o fato: “Em 23/05/2014, através de um telefonema do presidente da SBM, a Petrobras recebeu as informações de que o Ministério Público holandês havia confirmado transferência de valores de uma conta de propriedade de representante comercial da SBM no Brasil para um empregado ou ex-empregado da Petrobras, não identificado.”

Em contradição, as notas taquigráficas de seu depoimento à CPMI revelam uma outra versão, omitindo o tal telefonema ou qualquer informação compartilhada pela empresa holandesa.“A Comissão de Apuração Interna não identificou, na sua esfera de atuação, dentro das atribuições que tinha e que tem, de pagamento de qualquer vantagem a qualquer um dos nossos empregados. A comissão não identificou”, afirmou Graça na ocasião.

Para Onyx, o falso testemunho dado na comissão de inquérito é mais um duro golpe na credibilidade da empresa, o que compromete ainda mais a atual diretoria. Ele defende o afastamento imediato de toda a direção.

“Por todas as evidências que nós estamos comprovando, fica cada vez mais claro que esse grupo diretivo que está na Petrobras continuou mantendo o esquema de corrupção. Se a presidente Dilma quiser dar uma demonstração de que a Petrobras é importante e deve ser saneada para a recuperação, inclusive da imagem da companhia, o único caminho é a demissão de Graça Foster e de toda sua diretoria”, defendeu.

DILMA PEDE SOCORRO AOS TUCANOS PARA SALVAR O PAÍS (MAIS UMA VEZ)

Não é a primeira vez que o PT recorre a alguém que já fez parte do PSDB ou do governo FHC. Foi o que aconteceu quando o então tucano Henrique Meirelles comandou o Banco Central. Isso deveria ser enfatizado para mostrar aos brasileiros que, na verdade, não é o que o PT faz que dá certo, mas sim quando copiam o modelo econômico e também os programas sociais que herdaram de FHC.

Leiam texto de Jorge Oliveira:


O governo da Dilma não tem personalidade. Diz uma coisa e faz outra. Como não apresentou nenhuma proposta concreta durante a campanha eleitoral, agarra-se agora aos métodos neoliberais dos tucanos para tentar salvar o país do caos econômico. O anúncio de Joaquim Levy para o chefiar o ministério da Fazenda surpreendeu o país por se tratar de um ex-aluno de Armínio Fraga, economista que Aécio Neves anunciou durante a campanha que levaria para o seu governo, e foi por ela muito criticado.
A decisão da Dilma mostra que o Lula foi voto vencido na indicação de Henrique Meireles, o ex-presidente do Banco Central do seu governo. E mais: que a Dilma vai trabalhar afinada com os banqueiros já que Joaquim Levy sai das hostes do Bradesco como homem de confiança da sua presidência. A indicação de Levy tem o dedo de Aloisio Mercadante, hoje o principal conselheiro de Dilma no Planalto, com quem Lula não conversa. O que corre nos bastidores é que Guido Mantega, que ainda está pendurado no cargo, não foi consultado sobre o novo Ministro da Fazenda.
Dilma não queria que a informação chegasse aos ouvidos do Lula, a quem Mantega sempre se reportou antes de anunciar as medidas econômicas, na maioria das vezes desastrosas para o país.
Levy é figura carimbada. Fez parte do governo de Fernando Henrique, onde foi Secretário-Adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Em 2001, assumiu o cargo de economista-chefe do Ministério do Planejamento. Passou também pelo governo Lula no cargo de secretário do Tesouro. Portanto, trata-se de um tecnocrata que conhece a máquina estatal e está também alinhado com o setor financeiro com quem a Dilma quer manter uma parceria mais segura, visando a estabilidade do seu governo nesse setor, o termômetro da economia.
Mesmo fazendo críticas ácidas ao programa de governo de Aécio Neves durante a campanha, Dilma dá a mão a palmatória e vai buscar no seio dos tucanos os economistas que tiveram papel importante na estabilidade econômica do país e no combate à inflação. Essa atitude deixa os petistas de orelha em pé porque veem, nessa decisão da presidente, um distanciamento dela com a cúpula do partido. O PT perde força à medida que não consegue impor a indicação de Henrique Meirelles para o posto, o mais importante do governo.
Alguns petistas já levantaram a bandeira branca e se aliaram à presidente na escolha do novo ministro da Fazenda. Jorge Viana, vice-presidente do Senado, disse que Levy é o mais completo para comandar a Fazenda, referindo-se a Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, que teve o nome especulado para o cargo. O líder do PT, senador Humberto Costa foi mais longe. Disse que “todos” estão confiantes na condução de Levy na política econômica, caso ele venha ser realmente confirmado por Dilma. O recado dos dois parlamentares é claro: na política econômica, a presidente tem a última palavra. Com isso, eles tentam acalmar os mais rebeldes dentro do partido que já criticam a iniciativa da Dilma. É aquela história: manda quem pode, obedece quem tem juízo.
Mas o país não pode esperar milagre do novo ministro da Fazenda. Com a economia em frangalhos, Levy teria a missão de acalmar os desconfiados investidores estrangeiros e sinalizar para uma estabilidade econômica duradoura, além de manter a inflação num patamar suportável. O Brasil, porém, não precisa apenas dar uma satisfação ao mundo econômico. A Dilma precisa sobretudo mostrar ao seu próprio povo que é um governo sério no combate à corrupção e deixar que a Justiça trabalhe sem a pressão do governo na apuração do rombo da Petrobrás para botar na cadeia os ladrões que dilapidaram o patrimônio da empresa.