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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

BLACK BLOC CITA LIGAÇÃO COM POLÍTICO ESQUERDOPATA. ALGUMA NOVIDADE?

Manifestante teria dito que responsável pelo rojão é ligado a Marcelo Freixo

Na primeira imagem, artefato já aparece aceso perto de árvore. Um fotógrafo que estava no local e não quer ser identificado disse que o explosivo foi lançado por um jovem mascarado, que aparece de camiseta cinza, correndo, no canto direito da imagem

VEJA

Em declaração registrada pela polícia, advogado de Fábio Raposo alegou que recebeu telefonema de uma ativista dizendo que o homem que disparou artefato contra cinegrafista seria ligado ao deputado do PSOL; político nega

Fábio Raposo Barbosa, de 22 anos, chegando a 17ªDP, em São Cristóvão (Carlos Moraes/Agência O Dia/Estadão Conteúdo)

O nome do deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL-RJ, foi mencionado em um termo registrado na delegacia que investiga o ataque ao cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, ferido gravemente por um rojão durante uma manifestação no Centro do Rio, na última quinta-feira.

Enquanto o advogado Jonas Tadeu e o estagiário Marcelo Mattoso prestavam assistência jurídica ao tatuador Fábio Raposo, preso neste domingo por envolvimento no episódio, Mattoso recebeu um telefonema da ativista Elisa Quadros, conhecida como Sininho. Na conversa, ela teria oferecido ajuda a Raposo, dizendo que teria advogados criminalistas à disposição. Em seguida, o celular foi passado ao advogado Jonas Tadeu, para quem Sininho teria informado que o rapaz que acendeu o rojão que feriu o cinegrafista seria ligado a Marcelo Freixo.

Em fotos da manifestação, Fábio Raposo aparece segurando o artefato momentos antes da explosão que atingiu o cinegrafista. Imagens divulgadas pela TV Brasil mostram o jovem passando o rojão para um outro manifestante, que, segundo ele, teria acendido o projétil. A polícia ainda procura esse segundo homem.

Convocação - O teor da conversa foi registrado em depoimento pelo estagiário e pelo advogado em um documento chamado "Termo de Declaração". Imagens do registro foram exibidas na noite deste domingo pelo Fantástico, da Rede Globo. Ouvido pelo jornal O Globo, Jonas Tadeu explicou que decidiu registrar o termo por ter se sentido pressionado pelo telefonema de Sininho. Em entrevista ao Fantástico, o delegado Maurício Luciano, responsável pelo caso, confirmou as circunstâncias em que o termo foi registrado e afirmou que convocou Sininho para prestar esclarecimentos na próxima terça-feira.

Em declaração para o Fantástico, a jovem admitiu ter feito o telefonema para o estagiário Marcelo Mattoso, mas negou que tenha dito que o responsável por acender o rojão seria ligado a Freixo.

Deputado nega - Ao programa da Globo, o deputado do PSOL confirmou que recebeu uma ligação de Sininho na manhã de domingo. Segundo Freixo, a jovem teria expressado preocupação com a possibilidade de Raposo ser torturado na prisão. O deputado, no entanto, negou que conheça Raposo ou o homem que lançou o rojão e disse estar surpreso em ver o seu nome envolvido no caso. "Sempre repudiei a violência nos protestos, seja ela praticada por manifestantes ou policiais. Discordo dela como princípio e como método para conquistar qualquer coisa", afirmou ele, em comunicado.

terça-feira, 22 de julho de 2014

OS CACIQUES VERMELHOS

Polícia detecta indícios de que sindicatos financiaram black blocs

Inquérito aponta que Sindpetro teria fornecido, além de dinheiro, transporte e alimentação a baderneiros, informa reportagem de 'O Globo'


Sininho embarca para o Rio após ser presa em Porto Alegre

A Polícia Civil do Rio de Janeiro detectou indícios de que sindicatos tenham financiado protestos organizados pelo grupo de 23 pessoas cuja prisão preventiva foi decretada na sexta-feira. As informações foram publicadas na edição desta terça-feira do jornal O Globo. Escutas telefônicas feitas com autorização da Justiça e depoimentos colhidos pelas autoridades da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática forneceram à polícia indícios de que o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), o Sindprev e o Sindpetro foram procurados pelos black blocs em busca de dinheiro.
De acordo com o jornal, a polícia acredita que o Sindpetro, Sindicato Unificado dos Petroleiros, tenha fornecido não só dinheiro como transporte, carros de som e alimentação a baderneiros que integraram manifestações com episódios de vandalismo, além de ocupações. A entidade teria cobrado em troca assinaturas contra o leilão do Campo de Libra. Ocorrido em outubro do ano passado, o primeiro leilão do pré-sal foi marcado por um confronto travado entre black blocs e agentes da Força Nacional de Segurança, na Barra da Tijuca, ao longo de mais de quatro horas.
As investigações apontam que Jair Seixas Rodrigues, o Baiano, seria o elo entre o sindicato e os manifestantes. Ele teria recebido dinheiro da entidade para mobilizar baderneiros para ocupar prédios, além de ter fornecido transporte ao grupo que realizou o protesto violento contra o leilão na Barra da Tijuca. “Financiado pela Fist (Frente Internacionalista dos Sem Teto) e pelo Sindpetro, Baiano teria pago a pessoas para praticar vandalismo durante o protesto contra o leilão de Libra”, diz trecho do inquérito publicado pelo Globo. “O mesmo teria acontecido nos atos Ocupa Cabral e Ocupa Câmara. Além das refeições, os financiadores teriam fornecido os materiais para confecção de cartazes e as passagens dos ativistas”, prossegue o documento.
Apontada como líder do grupo, Elisa Quadros, a Sininho, também foi flagrada em telefonemas buscando ajuda de sindicatos. Em uma das escutas, pede a um membro do Sepe marmitas para fornecer a manifestantes que integravam um protesto. Segundo o jornal, não é possível saber pelo áudio se ela conseguiu. O contato de Sininho no Sepe é Filipe Proença de Carvalho Moraes, conhecido como Ratão, um dos 23 com prisão preventiva decretada e que está foragido. Durante a greve dos professores no Rio, em outubro passado, o sindicato declarou “apoio incondicional” aos black blocs, que passaram a integrar os protestos da categoria promovendo lamentáveis cenas de vandalismo. Sininho ainda procurou o Sindpetro e o Sindprev (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência do Serviço Público Federal) em busca de marmitas para índios que participavam de uma assembleia organizada por ela referente à Aldeia Maracanã.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

POLICIAIS EVITARAM ATO TERRORISTA NA COPA


Black blocs planejavam ações com bombas na final da Copa, diz relatório da polícia

Documento obtido pelo jornal 'O Globo' baseou denúncia que resultou na decretação da prisão preventiva de 23 investigados


Sininho embarca para o Rio após ser presa no Rio Grande do Sul

Relatório final do inquérito da Polícia Civil do Rio de Janeiro que baseou denúncia contra 23 ativistas e black blocs aponta que os baderneiros planejavam ações com bombas para o dia 13 de julho, data da final da Copa do Mundo no Maracanã. Trechos do documento foram divulgados na edição desta segunda-feira do jornal O Globo.
O inquérito se baseia em informações obtidas a partir do monitoramento de e-mails e telefonemas trocados pelos integrantes do grupo – e revela como os black blocs se organizavam de modo a fabricar e distribuir bombas e outros artefatos com o objetivo de ferir policiais. De acordo com o documento publicado pelo Globo, baderneiros escondiam bombas nos locais onde haveria protestos.
Os baderneiros – segundo as investigações, chefiados por Elisa Quadros, a Sininho — organizavam-se em comissões: um grupo era responsável por planejar os protestos e confeccionar e distribuir bombas, coquetéis molotov, e os chamados “ouriços”, peças feitas com pedaços de vergalhões usadas para furar pneus de viaturas. Outro grupo integrava a chamada linha de frente, composta na maioria por jovens de baixa escolaridade que integravam os atos de vandalismo.     
Segundo o jornal, em 2.000 páginas de relatório a Polícia Civil informa que a ação dos black blocs planejada para a final da Copa incluía uso de bombas de fragmentação – caracterizadas por provocar mutilações –, coquetéis molotov e “ouriços”. O ato marcaria o chamado “Junho Negro” dos baderneiros. Um integrante do grupo interceptado afirma que estaria disposto a matar um PM durante a ação.
O inquérito baseou a denúncia apresentada ao juiz Flávio Itabaiana e resultou na determinação da prisão preventiva dos 23 investigados. Conforme reportagem do site de VEJA, o promotor Luís Otávio Figueira Lopes descreveu que Sininho incitou manifestantes a incendiar o prédio da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, durante a ocupação do local por baderneiros no ano passado - o ato foi impedido por outros participantes do protesto.
(...)

segunda-feira, 14 de julho de 2014

ELITE VERMELHA É UM PERIGO PARA O BRASIL

Black blocs presos no Rio tinham bomba de 'alta letalidade'

Professora de filosofia da UERJ e ativista tinham uma bomba caseira e material para preparo de coquetéis molotov quando foram presos


Após ser presa no RS, Sininho embarcou para o Rio na tarde de sábado

Um laudo do Esquadrão Antibombas deixa claro que baderneiros presos no sábado no Rio de Janeiro se organizavam para cometer crimes em protesto marcado pelas redes sociais para a decisão da Copa do Mundo, neste domingo, no Maracanã. A Justiça aceitou o pedido de prisão temporária da ativista Elisa Quadros, conhecida como Sininho, e outros dezoito black blocs sob o entendimento judicial de que o grupo forma uma quadrilha armada. O laudo a que o site de VEJA teve acesso mostra que um casal de baderneiros preso pela polícia na operação guardava em casa uma bomba de fabricação caseira com "capacidade de provocar mortes". O artefato continha 140 gramas de pólvora - para se ter uma ideia, o rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade em fevereiro deste ano continha 60 gramas.
O delegado Alessandro Thiers, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, sustenta que as 28 pessoas investigadas na operação Firewall 2 planejaram cometer crimes neste domingo e estiveram envolvidos em atos violentos em manifestações anteriores. O material apreendido até o momento corrobora a versão policial. 
Durante as buscas feitas no sábado, a polícia encontrou uma bomba de fabricação caseira, em formato de tubo, na casa em que estavam a professora Camila Rodrigues Jourdan e o ativista Igor Pereira D'Icarahy. Camila é funcionária pública concursada e dá aulas na Faculdade de Filosofia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Igor é filho do advogado Marino D'Icarahy Júnior, que defende Sininho em processos judiciais. No apartamento também foram encontradas garrafas e litros de gasolina, material para preparação de coquetéis molotov. Os investigadores dizem ter indícios de que o casal tinha uma conduta específica na quadrilha de black blocs e, por isso, a Justiça expediu um mandado de prisão temporária contra cada um. A situação da dupla se complicou depois da apreensão da bomba. O casal passou a responder na Justiça não somente por formação de quadrilha armada, mas também por porte de explosivo. Mesmo que consigam um habeas corpus contra a prisão temporária por formação de quadrilha, vão precisar de outra ordem judicial para escapar da prisão em flagrante pela posse de explosivos. Procurado pelo site de VEJA, o advogado Marino D'Icarahy Júnior não quis se manifestar.
Reprodução/VEJA
Perícia mostra que casal de black blocs tinha bomba caseira com capacidade de provocar mortes
















Laudo técnico assinado pelos inspetores Francisco Sidney Farias Rodrigues e Raphael Ferreti de Souza atesta que a bomba caseira é chamada tenicamente de "bomba tubo" e foi "confeccionada por agente que demonstrou habilidade e conhecimento no manuseio de bombas caseiras desta natureza". A perícia diz ainda que "a detonação deste artefato explosivo tem capacidade de provocar mortes, lesões corporais diversas, bem como danos patrimoniais e ao meio ambiente".
Na operação de sábado, dezenove adultos foram presos e dois adolescentes detidos. Sete suspeitos ainda estão foragidos. Nas residências dos investigados, a polícia localizou armas de choque, martelos pontiagudos, litros de gasolina, garrafas e escudos. De acordo com a investigação, eram instrumentos para a participação criminosa dos suspeitos em protestos. Na casa de uma das adolescentes, que morava com a irmã, foi encontrado um revólver. O pai da menina se apresentou como dono da arma de fogo e foi autuado por omissão de cautela, crime de menor potencial ofensivo que vai ser julgado no Juizado Especial Criminal. Mas a adolescente vai ficar detida por ato infracional análogo ao porte ilegal de arma de fogo.
Incomodado com críticas sobre a prisão dos black blocs, o delegado garante que vai detalhar as provas contra os suspeitos na conclusão do inquérito. Ele prevê que isso será feito em até 10 dias. Após o fim do sigilo judicial na fase de investigação, pretende exibir um organograma com a responsabilidade de cada um dos 28 investigados na "quadrilha". "Existe uma quadrilha armada cometendo atos violentos durante manifestações, com divisão de tarefas. As apreensões só confirmam isso. Foram apreendidos galões de gasolina, garrafas de coquetel molotov, diversos martelos pontiagudos e uma bomba de fabricação caseira. Não era uma bombinha de festa de faculdade. Quem anda com isso? Tinham o nítido propósito de fazer depredação. O viés político que estão querendo colocar é uma atitude de desespero de advogados", afirmou Thiers.
A acusação de formação de quadrilha armada foi corroborada pelo promotor Luís Otávio Figueira Lopes, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. O crime apontado pela polícia motivou a decretação de prisão, por cinco dias, como permite a legislação em casos do gênero. A decisão foi do juiz Flavio Itabaiana de Oliveira Nicolau, titular da 27ª Vara Criminal da Capital do Rio de Janeiro. Por isso e pelo conjunto de provas colhidos na investigação, o delegado critica as reclamações de que foram "prisões arbitrárias". O delegado diz ainda que pode pedir a prisão preventiva dos investigados, como permite a lei. "Se for necessário, vamos pedir a prisão preventiva. É leviano tratar a investigação como se fosse política sem conhecê-la. Não tem nenhuma banalidade sendo investigada. O que um manifestante pacífico faria com coquetel molotov e bomba caseira? Os advogados tiveram amplo acesso aos documentos da investigação. A polícia só combate os excessos", afirmou o delegado.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

BLACK BLOC AMEAÇA OUTRO CINEGRAFISTA

Vídeo: Cinegrafista da Band apenas se defende; valentão que faz ameaça se esconde atrás de mulher; coragem mesmo só em bando e com máscara na cara

Ah, eu não tinha visto! E quero dar os parabéns ao cinegrafista! Todos têm direito à autodefesa! É da lei. Mais: Que patético ver o valentão se escondendo atrás das mulheres!
Olhem aqui: eu sou contra qualquer forma de violência. Não acho que cinegrafistas ou qualquer outra categoria devam fazer justiça com as próprias mãos ou com a própria câmera. Mas o fato é que este vídeo é muito eloquente. Já foi visto por milhares de pessoas. Eu só tomei conhecimento dele agora há pouco — estou atrasado, eu sei. Assistam. Volto em seguida.
Atenção! Santiago Andrade estava morto, e esses patriotas foram lá prestar solidariedade a um de seus assassinos. O cinegrafista que bate com a câmera na cabeça do rapaz havia sido ameaçado pelo “corajoso”: “Vocês são os próximos”. É mesmo? “Próximos a quê?” Considerando que Santiago estava morto, tratava-se de uma ameaça de morte. E, por isso, acho que o cinegrafista apenas reagiu de modo proporcional.
Carniceira
Ali a gente vê a tal “Sininho”, esta estranha personagem, como uma espécie de porta-voz da turma. Há outros aspectos do vídeo que nos escapam. Um outro cara, que aparece ao fundo, visivelmente mais velho, é quem? Observem que ele parece ser uma espécie de chefe. Quem é? Tem filiação política? É ligado a algum grupo ou partido?
“Sininho”, a amiga de pelo menos um dos assassinos — ou não é? — acha a imprensa “carniceira”.Os da sua turma explodiram a cabeça de Santiago Andrade, mas, para ela, “carniceiros” são os jornalistas e cinegrafistas.
Há uma diferença entre agressão e autodefesa. O cinegrafista se defendeu, e o machão, que talvez seja muito corajoso quando mascarado e atuando em grupo, foi pedir penico para as mulheres.
Ironicamente, uma delas olha o ferimento em sua cabeça — com a cabeça de Santiago, já não havia mais o que pudesse ser feito.
Para encerrar
Essa gente vive do quê? Qual é a ocupação de “Sininho”? Qual é a ocupação daquele que se esconde atrás de mulher? Qual é a ocupação daquele mais velhusco com ar enfezado? Quem garante a boa vida dessa gente? Os cinegrafistas, tanto Santiago como o que aparece se defendendo, estavam trabalhando.
Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

DESEMBARGADOR QUE LIBERTOU BLACK BLOCS VAI SER INVESTIGADO

Conduta de Siro Darlan vai ser analisada pela Corregedoria do tribunal. Desembargador afirmou que o Ministério Público era uma "inutilidade"


Após ser presa no RS, Sininho embarcou para o Rio na tarde de sábado

O desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, vai ser investigado em sindicância. A Corregedoria do tribunal analisará sua conduta por ter dito que o Ministério Público "é uma inutilidade" em entrevista ao site da BBC Brasil. Darlan foi responsável por permitir que 23 black blocs acusados de associação criminosa armada na Operação Firewall respondam em liberdade.

"O Ministério Público é uma inutilidade. Ele é muito eficiente quando lhe interessa. Mas há situações em que o Ministério Público se omite. Hoje, estamos com prisões superlotadas porque o Ministério Público é eficiente na repressão do povo pobre, do povo negro", disse Darlan na entrevista.
De acordo com o Tribunal de Justiça, o desembargador pode ser punido com advertência ou até demissão pelas declarações.
O direito de os black blocs responderem em liberdade ao processo foi confirmado nesta terça-feira em julgamento da 7ª Câmara Criminal. Os outros dois desembargadores acompanharam o entendimento de Darlan. Mas outras medidas foram determinadas para que permaneçam fora das grades durante o julgamento, como a obrigação de entregar passaportes à Justiça e o impedimento de deixar a cidade.
A ativista Elisa Quadros, a Sininho, foi uma das beneficiadas pela decisão judicial. Drean Moraes, um dos black blocs, alegou que tinha viagem marcada para a Europa, mas foi proibido de embarcar. O grupo de black blocs é acusado de planejar e praticar atos violentos durante manifestações de rua. Dois integrantes continuam presos – Fábio Raposo e Caio Silva –, porque respondem a processo pela morte do cinegrafista Santiago Andrade.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

BOLSA-TERRORISMO: O PREÇO DE UMA VIDA

‘BLACK BLOCS’ COMO O ASSASSINO CAIO RECEBEM R$ 150 PARA VANDALIZAR

Por: Rodrigo Vilela







O advogado Jonas Tadeu Nunes, que defende os manifestantes acusados de disparar o rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade, afirmou que grupos políticos estão financiando o recrutamento de jovens pobres para atuarem em protestos. O advogado não revelou quais partidos estão por trás da prática.
Segundo o advogado, em entrevista a Globonews, cada baderneiro recebe cerca de R$ 150 por manifestação para praticar atos de vandalismo durante os protestos. O advogado afirma que ônibus buscam os jovens recrutados e que há um esquema de pirâmide, os ativistas ficavam responsáveis por realizar os pagamentos. Nas manifestações há pessoas que armam os jovens com rojões, máscaras e outros equipamentos.
Assim que o black bloc Fábio Raposo foi preso, depois de ter admitido que passou o rojão a Caio Silva de Souza, a ativista Elisa Quadros, conhecida como Sininho, teria entrado em contato com o estagiário de Jonas Tadeu Nunes.  Sininho diz que Fábio era ligado ao deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) e disponibilizou ao acusado advogados criminalistas. A ativista e o deputado negaram a história, no entanto, a versão é mantida pelo estagiário e está registrada em um termo de declaração.

COMO O BLACK BLOC MATOU AS MANIFESTAÇÕES

Com desrespeito às instituições, intolerância e práticas violentas, mascarados expulsaram o cidadão comum dos protestos. Agora, tentam justificar a morte de um cinegrafista citando “outras mortes da PM”. Agem, assim, como quem tolera a ação de justiceiros

Joao Marcello Erthal
Cinegrafista é ferido em protesto contra aumento de ônibus no Rio
Bomba atinge a cabeça de cinegrafista da TV Bandeirantes que gravava cenas do protesto no Rio de Janeiro (Agência O Globo)
Os mascarados consideram que todo homem fardado deve levar bomba. Uma delas acertou Santiago Andrade
Em um vídeo de apoio às manifestações, publicado em outubro do ano passado, a atriz Camila Pitanga lançava a pergunta: “Vai precisar ter morte? Porrada já está rolando”, alertava, seguida de uma sequência de depoimento de famosos. O testemunho de Camila, assim como todas as críticas “à violência” nas manifestações, tratava a truculência como uma exclusividade das forças policiais, e culpava “a mídia” por acobertar esses abusos. Brasil afora, houve e há excessos da PM em situações muito além dos protestos – e é “a mídia” quem os apresenta. 

A morte pela qual ansiavam os mascarados veio na última quinta-feira, e, mais uma vez, graças às câmeras de fotógrafos e cinegrafistas “da mídia”, soube-se que os assassinos eram mascarados – um desastre para quem torcia por um assassinato com assinatura da polícia.
A página do grupo Black Bloc no Facebook foi invadida por uma onda comentários chamando os mascarados de “assassinos”. Os administradores e apoiadores da “tática” rejeitam o rótulo, ignoram o fato de Andrade ter sido morto por dois dos seus e chamam os críticos de alienados. Dizem que são gente que “não quer mudar” e que não enxerga “a luta por mudança”. Na tarde desta terça-feira, Elisa Quadros, a agora famosa “Sininho”, foi hostilizada por passageiros de um ônibus. O motorista do coletivo recusou-se a parar para que a cineasta embarcasse.
Leia também:
Reinaldo Azevedo: Um vídeo com estrelas globais e o elogio à tática black bloc
Passageiros de ônibus hostilizam a black bloc 'Sininho'


Os radicais mascarados repetem, assim, a cegueira e o desprezo pela divergência de opiniões que levam à rua e às redes sociais desde junho. O Black Bloc apropriou-se de tal forma dos atos públicos que afastou das manifestações o cidadão comum, verdadeira força de um movimento popular. Atraiu uma antipatia que prejudica, hoje, as causas merecedoras da indignação dos cidadãos – entre elas, obviamente, a má qualidade dos transportes, da saúde, da polícia e da política. Do ‘milhão’, as passeatas recuaram para os milhares e, finalmente, as centenas, como nas últimas duas ocasiões.
Em junho, o país conheceu, quase simultaneamente aos black blocs, a ‘mídia ninja’, um grupo que, com uso de celulares, câmeras e computadores, transmitia em tempo real os protestos, os confrontos e o que quisessem – mas só o que quisessem. Ninja é sigla de “narrativas independentes, jornalismo e ação”. Ironicamente, não havia narrativa: o que se via era uma transmissão direcionada, com uma locução que, independentemente do que era mostrado, reafirmava bordões do radicalismo e culpava a polícia por todo tumulto. Não importa se um policial ardia nas chamas de um coquetel molotov. O culpado era um PM, um infiltrado.
Os black blocs receberam apoio de instituições. Na mais grotesca manifestação de apoio, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe), em meio a uma greve altamente contaminada por interesses políticos, adotou os mascarados como sua força de defesa "contra o abuso policial". O mesmo sindicato considerou "pacífica" uma manifestação que teve um baleado e 190 detidos. O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que tem em seu gabinete um assessor que comanda uma ONG que se dedica a prestar assistência jurídica a manifestantes detidos - e não importa o que tenham feito, de vandalismo a ataques ao patrimônio público e privado - está agora às voltas para explicar sua relação com os mascarados. Ele próprio já reconheceu: as manifestações estão "fora de controle".
Antes de Santiago Andrade, a tal narrativa – que, caso fosse realmente nova e interessante, poderia envolver a população – foi assassinada pelos black blocs. O roteiro dos protestos passou a ser o mesmo, sempre: um movimento chamado de “pacífico” que, em um determinado momento, abria fileiras para um bando de mascarados armados com bombas, coquetéis molotov, pedras e paus. Vinham, é óbvio, as bombas de efeito moral da PM, e tinha-se a imagem de guerrilha urbana. Em segundos, ninguém se lembrava mais da causa do protesto, e o que se tinha é a mesma “narrativa”: pancadaria, vidros quebrados, lojas saqueadas e clara intenção golpista.
“Não vai ter copa”, “Fora Cabral”, “PM assassina”, “Cadê Amarildo?”. Em cada uma das causas há, indiscutivelmente, razões reais para a indignação. Os projetos olímpicos são caros e precisam de fiscalização. O governador Sérgio Cabral bateu recorde de impopularidade e, no meio dos protestos, VEJA revelou seu hábito de se deslocar a lazer nas aeronaves do governo do Estado. A PM de fato precisa se aprimorar e expurgar os maus policiais e os vícios de corrupção. O pedreiro Amarildo de Souza foi vítima de uma série de práticas abjetas da PM, numa favela ocupada pela ‘nova polícia’ do secretário José Mariano Beltrame, na era das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).
Nenhum dos caminhos dos protestos, no entanto, escolheu uma rota que passe pelas instituições competentes, pelos instrumentos do jogo democrático. Os mascarados querem suspender a Copa ‘no grito’. Querem depor Sérgio Cabral, num golpe. Consideram que todo homem fardado deve levar bomba. Uma delas acertou Santiago Andrade.
É possível – e provável – que o morteiro não tivesse o cinegrafista como alvo. Mas outros cinegrafistas, fotógrafos e repórteres foram hostilizados em muitos momentos ao longo das manifestações. Equipes de VEJA foram xingadas e sofreram intimidação; e, na segunda-feira, pouco depois de ser diagnosticada a morte cerebral de Andrade, uma equipe da TV Globo foi hostilizada em uma manifestação no Centro.
Não há, em nenhuma página, discurso ou mesmo na “nota de condolências” da página “Black Bloc RJ”, uma referência ao que matou o cinegrafista. Para os mascarados, parece ter sido obra do destino. Eles – e, por incrível que pareça, também o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio – falam da tragédia como um erro “das empresas de comunicação”, ou culpam o Estado. Também rebatem a revolta de quem viu Andrade ser atingido pelo morteiro, indo ao chão desacordado, com uma lembrança de “tudo que a PM já fez”.
Nesta forma de justificar o injustificável está oculto mais um perigo do que pretendem os mascarados. Quando lembram “outras mortes” para atenuar o que fizeram com Santiago Andrade, os black blocs agem como quem tolerou a ação de justiceiros e a cena de um garoto de 15 anos amarrado pelo pescoço a um poste, com uma tranca de bicicleta – preso porque “é bandido”.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

OS BLACK BLOCS AMEAÇAM RADICALIZAR

VÍDEO COM DEBATE IMPERDÍVEL.

Foto: Finalmente, compreendemos...


A Sininho é a versão Dilma século XXI.
Muita gente já matou a charada, a neoguerrilheira também sonha em se tornar presidentA.
Por enquanto, temos que reconhecer, Sininho ainda não fez um décimo de terror daquele praticado por Dilma nos tempos de guerrilha. Mas, pelo jeito, contando com a impunidade e o apoio de poderosos da política e da imprensa, logo chega lá.



Leiam texto de Mara Montezuma Assaf:

Os Black Blocs de São Paulo prometem BARBARIZAR na Copa e em todas as manifestações que organizarem. 

Em reportagem na mídia eles se dizem desvinculados de partidos, porém esta declaração não pode ser levada a sério, visto demonstrarem estar recebendo treinamento de guerrilha urbana e esta experiência só pode ser passada por quem tem expertise no tema, já que não existem manuais para tal aprendizado. 

Dizer que aqui em São Paulo não tem político envolvido com militância especializada em pressionar adversários nas ruas é balela, pois não precisa nem pesquisar muito para saber os que estão por trás destes anárquicos baderneiros que servem muito bem aos que não querem ver as ruas tomadas pelos manifestantes de bem. 

É para isso que eles servem, nos afastar das ruas acuados pelo medo, para não protestarmos contra o descalabro que está este país.

E já que os black blocs, peitando as autoridades constituídas, reiteraram a ideia de que barbarizarão sim o Brasil, eles que sejam tratados como criminosos, quadrilheiros confessos, segundo a reportagem que um deles deu aos jornais... e que sejam presos! 

São guerrilheiros que , aparentemente, não têm medo de assumir que o são e ainda se vangloriam disso! Que país é este?

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

ALGUÉM AINDA ACREDITA EM "MANIFESTAÇÃO" ESPONTÂNEA?

Black blocs, PSOL, raposas e sininhos: alguém ainda acredita em “manifestação” espontânea?

Um “manifestante” black bloc
Muitas perguntas ficam no ar. Por exemplo: qual o real grau de envolvimento do deputado do PSOL Marcelo Freixo nesse vandalismo todo orquestrado pelos black blocs? O deputado nega qualquer envolvimento, claro. Mas as suspeitas existem, seu nome foi mencionado pelo advogado do rapaz acusado de ter ajudado a jogar o rojão que ameaça tirar a vida do cinegrafista da Band, Santiago Andrade.
Eliza Sanzi, cuja “profissão” é ser manifestante, ofereceu ajuda (de que tipo?) às pessoas ligadas a Marcelo Freixo. Sininho, como é conhecida, já esteve presa por baderna em frente à Câmara dos Vereadores, em outubro. Talvez essa gente sofra da Síndrome de Peter Pan, e nunca tenha amadurecido. Se acham os eternos rebeldes sem causa, que ainda precisam confrontar todo tipo de autoridade para se provar na vida.
De onde vem o dinheiro que sustenta tanto vagabundo mascarado? Qual o envolvimento do próprio PSOL nisso tudo? Freixo, que virou herói em filme de ficção e é idolatrado pela esquerda caviar, precisa se explicar. A mãe de Fábio Raposo, o tatuador preso por entregar o rojão ao comparsa, disse acreditar que o filho tenha algum tipo de ligação com Freixo sim.
Alguém ficaria realmente surpreso se ficasse comprovado o envolvimento do partido? Um partido, não custa lembrar, que já deu todo apoio até para terrorista assassino, como o italiano Cesare Battisti. E que tem, entre seus fundadores, outro terrorista italiano, o socialista Achille Lollo. Alguém acha mesmo que o PSOL é digno de alguma confiança?
O PSOL é apenas o PT de ontem. Mesmo ainda minúsculo, já tem sua cota de escândalo de corrupção, como aquele envolvendo a deputada Janira Rocha no Rio. Imaginem com mais poder! Quem ainda acredita no PSOL como um partido puro? É preciso ser muito ingênuo mesmo. Até podemos desculpar quem um dia acreditou no PT. Mas quem ainda acredita no PT hoje, ou em seu filhote PSOL, não tem desculpa: é idiota útil mesmo.
Raposo, Sininho, Freixo, black blocs: alguém ainda acredita em “manifestação” espontânea? Alguém realmente acha que não há interesse político nisso tudo? A esses, aviso que Papai Noel não vai levar presente no Natal deste ano, por mau comportamento ou por abusar do direito de ser néscio.
Por fim, fica um puxão de orelha na própria imprensa, que ajudou a alimentar o monstro que agora quer devorá-la. Ajudou a enaltecer os vagabundos mascarados, a criar a falsa imagem de que o gigante havia acordado, de que a polícia era o problema na questão da violência.
A esquerda caviar, então, nem se fala! Quantos “intelectuais” e artistas defenderam os black blocs? Alguns até se fantasiaram para ajudar a vender a ideia de que eram revolucionários em nome da justiça e liberdade. Não é verdade, Caetano Veloso?
(*)O resultado está aí: um cinegrafista entre a vida e a morte. Pergunto: se fosse um policial, a reação seria a mesma? Se fosse um transeunte, um cidadão comum passando por ali, a reação seria a mesma? São muitas perguntas…
PS: E por favor, vamos parar de chamar criminoso de “ativista”, caramba?!
Rodrigo Constantino

quarta-feira, 23 de julho de 2014

O BRASIL VERMELHO E O VERDE-AMARELO

Será que as próximas gerações serão tão suscetíveis quanto a atual e seria possível imaginar, daqui há alguns anos, uma líder de grupos que causam o terror sendo eleita presidente da República?
Será que Sininho é a Dilma amanhã?





Nota do PT sobre as prisões de ativistas no Rio de Janeiro

A prisão de ativistas no Rio de Janeiro, com o suposto propósito de impedir a participação em protestos de rua no último final de semana, é uma grave violação de direitos e das liberdades democráticas. Os direitos de reunião e livre manifestação são conquistas legítimas do povo brasileiro e não vamos transigir em sua defesa.

O PT repudia a criminalização das manifestações e defende a ampliação dos espaços de diálogo e participação popular na relação do Estado com os movimentos sociais.

A violência de Estado e a intimidação de manifestantes devem ser repelidas por todos os que defendemos a democracia e a liberdade de manifestação, motivo pelo qual também reivindicamos a liberdade dos ativistas que ainda se encontram presos.


Rui Falcão, presidente do Partido dos Trabalhadores
Bruno Elias, secretário de Movimentos Populares do PT
Rodrigo Mondego, coordenador do Setorial de Direitos Humanos do PT




Nota do PSDB sobre a prisão dos vândalos

A polícia do Rio de Janeiro, após investigação que durou sete meses, prendeu líderes de manifestações violentas que atacavam policiais e promoviam a destruição de patrimônio público. A polícia apreendeu com o grupo bombas de grande poder letal, além de fogos de artifício, pólvora e gasolina utilizados para produzir coquetéis molotov, que podem ferir gravemente. Nas escutas feitas com autorização judicial, foram flagradas conversas com planos de colocar bombas no metrô e incendiar a Câmara Municipal.

Logo após a prisão, surpreendentemente, o PT divulgou uma nota de solidariedade aos presos. Assinado por dirigentes do partido, o texto diz que “a prisão é uma grave violação dos direitos e das liberdades democráticas”.

O PSDB respeita os movimentos sociais que atuam dentro da lei e representam causas legítimas. Em nossa campanha, ouviremos os representantes da sociedade. Propostas desses grupos serão incorporadas ao nosso programa de governo. Mas não podemos compactuar com o crime e com grupos que usam a violência para tomar à força as ruas, lugar que pertence, com legitimidade, à população e suas reivindicações.

É preciso saber qual a posição da presidente Dilma Rousseff sobre a nota de seu partido: ela também apoia os que usam a violência contra o patrimônio público que pertence aos brasileiros e atacam as instituições ou condena a posição de seu partido?

O país tem o direto de saber.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

TAL CRIADOR, TAL CRIATURA

A fala indecorosa de Dilma sobre a Venezuela, a Ucrânia, a democracia etc.

A presidente Dilma Rousseff resolveu fazer nesta segunda, em Bruxelas, algumas reflexões sobre a Venezuela e a Ucrânia. Antes tivesse ficado calada. Há momentos em que o silêncio é uma verdadeira poesia. Dilma falou bobagem; sugeriu que, em certas circunstâncias, a ditadura pode ser até tolerável; tentou omitir o óbvio apoio que seu governo dá à Venezuela e evidenciou por que a liderança regional do Brasil é pífia. Sei que é patético e que parece piada, mas Dilma está um tanto a reboque de Nicolás Maduro, o psicopata venezuelano — quando, é evidente, deveria se posicionar como líder da maior economia da América Latina. Uma lástima.
Convidada pelos jornalistas a falar sobre a situação da Venezuela e se o Brasil se dispunha a fazer alguma forma de mediação, a presidente saiu-se com a cascata de que o país latino-americano vive uma situação completamente “díspar” da Ucrânia, onde o Parlamento depôs o presidente Viktor Yanukovich, na sequência de protestos que mataram pelo menos 82 pessoas.
O fantasma da Ucrânia está assombrando alguns tiranetes latino-americanos, daí esse esforço de Dilma para ser a Fada Sininho de Maduro. Deixem-me ver se consigo ser didático. De fato, a situação é diferente: Yanukovich foi eleito num pleito considerado, então, democrático e limpo — à diferença o maluco venezuelano.
A parte, digamos, “europeia” da Ucrânia se revoltou com a tutela econômica e, em certa medida, política que a Rússia exerce no país e foi às ruas, recorrendo — e é bom que isto fique muito claro — a métodos bastante violentos de contestação. Numa reação brutal e estúpida, a polícia foi produzindo cadáveres. E a crise chegou aonde chegou. Mas que se note: a Ucrânia, perto da Venezuela, era um exemplo de democracia.
Então, senhora presidente, não há dúvida de que são situações muito distintas: a Venezuela é uma ditadura.
Indagada sobre o cerceamento à imprensa no país vizinho, Dilma se limitou a exaltar os compromissos do Brasil com a liberdade de expressão, o que absolutamente não estava em questão. O tema era a Venezuela.
Numa declaração que vem a ser o exato oposto da verdade, afirmou: “Eles [a Venezuela] têm uma história. Não cabe ao Brasil discutir o que a Venezuela tem a fazer, até porque seria contra a nossa política externa. Não nos manifestamos sobre a situação interna de nenhum país. Não nos cabe isso.”
Mentira! Quando a pequena Honduras depôs o pilantra Manuel Zelaya, seguindo à risca a sua Constituição, Lula, em companhia de Chávez, chegou a incentivar a guerra civil. Quando, também segundo os rigores da lei, o Paraguai depôs Fernando Lugo, o governo Dilma retaliou suspendendo o país do Mercosul — aproveitando a janela, de forma indecorosa, para abrigar a Venezuela no bloco. 
Então é falsa a afirmação de que o Brasil não se mete na realidade interna dos outros países. Interfere, sim, quando se trata de proteger seus aliados ideológicos.
Agora mesmo, diante da crise venezuelana, com milícias assassinando pessoas nas ruas, o que disse o governo brasileiro? Afirmou que a sua posição é aquela expressa pelo Mercosul. E o que afirmou o comunicado do bloco, cuja presidência rotativa está com a Venezuela? Chamou os protestos da oposição de “ações criminosas de grupos violentos que querem espalhar a intolerância e o ódio”. 
Logo, o Brasil está chamando a oposição venezuelana de criminosa. Não se está diante de uma escancarada interferência nos problemas internos de um outro país?
Ainda mais indecoroso
Dilma disse algo ainda mais indecoroso:
“Para o Brasil, é muito importante que se olhe sempre a Venezuela do ponto de vista dos efetivos ganhos que eles tiveram nesse processo em termos de educação e saúde para o seu povo”.
Como é que é?
Ainda que a Venezuela fosse realmente um exemplo a ser seguido nessas duas áreas — é mais uma das mistificações das esquerdas latino-americanas —, o que Dilma está nos dizendo é que, para o Brasil, a questão democrática perde importância diante dos tais ganhos sociais. Ora, quem acredita nisso — e acho que a gente não tem por que duvidar da crença de Dilma nessa barbaridade; afinal, ela tem uma história… — está fazendo uma confissão: a presidente da República Federativa do Brasil está afirmando que ganhos em saúde e educação podem compensar a falta de democracia.
Não por acaso, o Brasil se tornou um importador de escravos cubanos, não é mesmo?
Numa fala em que nada está certo, a referência que fez ao Brasil não tinha como sair redonda. Para demonstrar o compromisso do Brasil com a democracia, lembrou que, “nas manifestações de junho, não houve nenhuma repressão…”. É, de fato, o governo federal ficou apenas assistindo, com um ministro ou outro, como José Eduardo Cardozo e Gilberto Carvalho, insuflando… Quem teve e tem de arcar com o peso da repressão ao vandalismo são os governos estaduais.
Por Reinaldo Azevedo

domingo, 13 de julho de 2014

NÃO VÁ AS RUAS NO DIA 13 DE JULHO AO FINAL DA COPA! É GOLPE!

FALSOS PROTESTOS PARA A MASSA DE MANOBRA ABRIR CAMINHO PARA O COMUNISMO NO BRASIL


Publiquei texto no BLOG sobre a convocação para um grande protesto pacífico, ao final da Copa do Mundo, contra a falta de legado, a corrupção, a censura, as mentiras do governo do PT, que aconteceria em vários pontos das principais cidades do país.

Entretanto, a prisão de uma militante petista, conhecida como Sininho, trás à tona o que pode acontecer neste momento se os brasileiros sairem às ruas para exercer seu direito de manifestar toda a insatisfação contra as mazelas que atingem nosso país.

Leiam a matéria de O Globo, saibam quem planeja mais ataques violentos supostamente contra a Copa, a mesma petralha que liderou os ataques que resultaram no assassinato do cinegrafista da Band.

E é esse tipo de gente que comanda os tais movimentos que farão parte dos conselhos populares que irão decidir o destino do país, de acordo com o decreto assinado por Dilma.
Um motivo importante para não assinarmos nenhum abaixo-assinado que defenda essa medida autoritária da presidente.

CUIDADO, ARMADILHA!!!
Quem está na rua quebrando tudo, berrando contra a Copa e agredindo a população carrega bandeiras vermelhas.
ÓBVIO QUE ESTÃO A SERVIÇO DO PT

NÃO PARTICIPEM DE MANIFESTAÇÕES, TODAS ELAS SÃO CONVOCADAS PELO PT. É GOLPE! NÃO VÁ AS RUAS NO DIA 13 DE JULHO AO FINAL DA COPA!


sábado, 9 de agosto de 2014

"LADRÕES DE INSTITUIÇÕES"

Por Reinaldo Azevedo
Para lembrar uma imagem empregada certa feita por Diogo Mainardi –que tem sofrido tentativas descaradas e infrutíferas de clonagem na crônica tupinambá–, parte da imprensa está se comportando, no caso da fraude da CPI da Petrobras, como a Fada Sininho do PT, batendo as asinhas para ver se a bomba dos piratas estoura longe do Palácio do Planalto. É uma missão suicida, mas vale sacrificar a honra em nome de mais quatro anos na Terra do Nunca! Há um esforço danado para provar que os petistas, os assessores palacianos e o comando da estatal não fizeram nada demais ao transformar uma CPI numa pantomima ridícula.
Não que se esperasse, dadas as personagens, grande coisa dessa comissão. Mas, vá lá, admita-se que a folgada maioria que detêm os governistas em sua composição é regimental: deriva do desequilíbrio de forças no Senado, que traduz, no entanto, a vontade do eleitor. Nada a fazer a respeito. É legítimo, sim, lastimar certos aspectos da democracia. Só não é permitido solapá-la.
(…)
Os que me acompanham nesta Folha, no blog que mantenho na Veja.com ou na rádio Jovem Pan sabem que atribuo à roubalheira o peso que a coisa tem: comprovadas as culpas, cana para os larápios! Mas eu me ocupo mais dos ladrões de instituições do que dos ladrões de dinheiro público.
(…)
Um ladrão de dinheiro público é um caso de polícia; um ladrão de instituições é um caso de política. Um ladrão de dinheiro público faz um rombo no caixa; um ladrão de instituições faz um rombo numa cultura; um ladrão de dinheiro público morrerá um dia; um ladrão de instituições procria. Um ladrão de dinheiro público inviabiliza um projeto; um ladrão de instituições inviabiliza um país. Apelando agora a Padre Vieira: um ladrão de dinheiro público pode até ser enforcado; um ladrão de instituições manda enforcar.
(…)
Leia a íntegra aqui

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

POPULAÇÃO REPUDIA BLACK BLOCS

Por Pâmela Oliveira, na VEJA.com:


Elisa Quadros, conhecida como Sininho, sentiu na própria pele a reação contrária da população às manifestações violentas que voltaram a tomar conta do Rio de Janeiro nos últimos dias. Ao deixar a 17ª Delegacia de Polícia (São Cristóvão) nesta terça-feira, ela fez sinal para um ônibus no ponto mais próximo, mas o motorista do coletivo se recusou a parar. O condutor não quis contrariar um grupo que, de dentro do coletivo, gritou: “Aqui você não entra”.
“Chega de hipocrisia”, gritaram alguns dos passageiros da linha 474 (Jacaré-Jardim de Alah), depois de vê-la vestida com uma camiseta com os dizeres “Favela não se cala”. A agora famosa black bloc também foi chamada de “assassina” por um homem que passava pela rua e precisou ser contido por um policial militar. Assustada, ela chegou a pedir até o auxílio de um profissional da imprensa que seu grupo tanto critica.
(...)

domingo, 3 de outubro de 2010

Quem faz o jogo sujo - o criminoso ou a vítima?

Elio Gaspari se candidata a censor da campanha eleitoral

“A FALTA DE RUTH
Se Ruth Cardoso estivesse viva, a charanga do tucanato não teria tomado o caminho da baixaria que atribuiu a Dilma Rousseff a defesa da legalização do aborto.
Ela nunca se associou a esse tipo de tática eleitoral.
Vale lembrar que seu marido também nunca jogou esse jogo.”


A Fada Sininho já bate as asinhas para proteger Dilma Rousseff.
Comecemos do começo.
“Baixaria” é um jornalista faltar a um compromisso básico com os leitores: falar a verdade.
Dilma defendeu a descriminação do aborto em entrevistas várias.
É fato.

O que o parceiro de Eremildo chama de “baixaria”, tentando falar em nome de Dona Ruth?
O aborto?
A opinião de Dilma?
A suposta mudança de opinião de Dilma?
Ou o fato de que isso tudo, afinal de contas, é notícia?

Parece só uma bobagenzinha de Eremildo?
Mas não é!
Essa é uma tentativa de cercear o debate.

Falar do passado de Dilma?
Ah, só se for para ela se orgulhar de seus “irmãos de armas” (como diria Dirceu).
Mas lembrar que as organizações terroristas a que ela pertenceu mataram inocentes é uma baita “baixaria”.
Deve-se também chutar o traseiro dos familiares dos mortos?
Também eles são desaparecidos: DESAPARECERAM DA HISTÓRIA.


O Imposto de Renda de tucanos é pego com a turma que está fazendo a campanha de Dilma?
Sim, não é lá coisa muito bonita, mas ninguém deve falar a respeito porque devemos pensar em campanhas substantivas, sem essas “baixarias”.


Descobre-se um verdadeiro propinoduto na Casa Civil?
Que não se explorem essas coisas porque pode parecer uma tentativa desesperada de ganhar a eleição, e o eleitor não está interessado nessa “troca de acusações” - como se houvesse o que “trocar” nesse caso; afinal, os petistas acusam os tucanos, nesse episódio, exatamente do quê?


Aliás, a evocação de Dona Ruth vem bem a calhar.
Pouco tempo antes de morrer, uma das pessoas mais corretas que já pisaram em Brasília teve seu nome envolvido numa baixaria - esta, sim, uma “baixaria” - perpetrada na Casa Civil: foi vítima de um dos dossiês petistas.

Quando a coisa vazou, a então ministra Dilma telefonou para Ruth afirmando que aquilo era inaceitável, que ignorava tudo etc e tal.
Dias depois, apareceram na lambança as digitais de Erenice Guerra, sua então secretária-executiva e que jamais daria um passo sem autorização da chefia.
Ou seja: as digitais eram de Dilma, aquela que havia ligado havia pouco para Ruth…

Elio Gaspari gosta de campanhas elevadas.
Para tanto, cobra dos adversários de Dilma que tenha a grandeza de preservá-la de sua própria biografia.
Do Reinaldo Azevedo.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

OS VERMELHOS ESTÃO NAS RUAS PRA QUE?

Foto: Ontem em São Paulo, mais (____) incendiando a bandeira do Brasil.

Complete a frase:

1. Idiotas
2. Estúpidos
3. Energúmenos
4. Burros
5. Todas as anteriores

Foto: MST também conhecido como "RED BLOC"  é mais um braço armado do PT

Meu Brasil é VERDE E AMARELO
Quem está fazendo arruaça e envergonhando nosso país carrega a bandeira vermelha.

Essa gente no poder financia baderneiros para afastar os verdadeiros manisfestantes das ruas.
Isso é fato, basta relembrar o assassinato do cinegrafista Santiago, por exemplo, e o envolvimento da petista Sininho. Os funcionários da Dilma em atos de vandalismo no Distrito Federal e o caso mais recente, do deputado petista participando de reunião na qual estavam presentes membros do crime organizado.

Os vermelhos estão nas ruas e, sem sombra de dúvida, é o que vem causando o aparente desânimo com a Copa. "Tem gente" apostando na baderna a fim de rotular como vândalos todos os manifestantes. Assim, reprimem os insatisfeitos, mas também as comemorações.

Como os protestos legítimos são contra o governo do PT, talvez tudo faça parte de um esquema para justificar o eventual fracasso da Copa no Brasil e encontrar um bode expiatório, ou seja, alegar que tudo foi culpa da oposição, da elite, da direita, dos conservadores...


Mas o tiro saiu pela culatra, pois a violência desses grupos não está funcionando contra a oposição nem contra a Copa, mas está manchando a imagem do Brasil.



Já que os "vermelhos" colocaram tropas de choque nas ruas para inibir a alegria de nosso povo, vamos enfeitar o país com os adesivos que mostram nosso repúdio contra a incompetência e a corrupção, não contra a seleção.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

'Cria cuervos que te sacarán los ojos'

por Sandro Vaia



Não é preciso ter visto o filme de Carlos Saura para entender o significado da célebre expressão espanhola.

O rojão na cabeça que matou o cinegrafista Santiago Andrade da TV Bandeirantes durante um distúrbio no Rio é o olho arrancado por um corvo criado, alimentado, paparicado e incentivado por boa parte do pensamento político que imagina construir uma sociedade perfeita cheia de fadas Sininho e de rios de leite e mel, onde a justiça social estará disponível nas prateleiras dos supermercados a preços de liquidação.

Não importa se o morteiro foi disparado por 150 reais. Há assassinatos mais baratos do que esse disponíveis no mercado. Importa é o caldo da cultura que criou assassinos-vítimas que aparecem com cara de Dr. Jeckyll nos seus gestos de confissão e arrependimento e são fotografados em ação no auge de sua monstruosa transfiguração de Mr. Hyde.

Se, além do curling, houvesse na olimpíada russa de inverno que transcorre em Sochi a modalidade de pisar em ovos, a imprensa, as autoridades, os políticos e o governo brasileiro criariam um escrete imbatível.

Pede-se uma lei contra o terrorismo, mas terrorismo não é. E se terrorismo for, como não enquadrar os não muito amigáveis manifestantes do MST, que ocuparam a praça dos Três Poderes, tentaram invadir o prédio do Supremo e entraram em combate com policiais militares?

Mas não se pode criminalizar os movimentos sociais, reza a cartilha do poder. Por isso, prudentemente o ministro da Justiça guardou em sua gaveta um ante-projeto do secretário de segurança do Rio, Mauro Beltrame, prevendo punições para manifestações violentas.

Como se não bastasse, representantes do pacífico MST, cujo líder José Pedro Stédile chamou o governo Dilma de “bundáo” em questões de reforma agrária uma semana antes, foram recebidos e afagados pela própria presidente, depois de ferir 30 policiais nos choques do dia anterior.

Mas se o movimento for contra a Copa do Mundo, não será mais movimento social, mas pode ser enquadrado como terrorismo, conforme um projeto de lei que está atravancado em alguma gaveta do Congresso Nacional.

A confusão conceitual se instalou na seara do politicamente correto, e os concorrentes da maratona de pisar em ovos, não sabem mais pra que lado atirar: os pobres meninos desamparados da periferia que atiram rojões a esmo são vítimas da sociedade ou da exploração de políticos inescrupulosos que pagam pela sua violência?

O diabo é que todos dizem querer uma sociedade mais justa e em nome disso são capazes de pregar e acreditar que a justiça está em desmoralizar o Poder Judiciário porque condenou correligionários por corrupção ou em escrever que o “superávit primário é uma invenção diabólica do capitalismo para explorar os povos”.

Quem cria esses corvos? E os olhos de quem eles comerão?