Mostrando postagens classificadas por data para a consulta eduardo jorge caldas pereira. Ordenar por relevância Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por data para a consulta eduardo jorge caldas pereira. Ordenar por relevância Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

AÇÃO TÍPICA DE REGIMES TOTALITÁRIOS

A Polícia Federal e Andrea Matarazzo: ação típica de um estado policial

Reinaldo Azevedo
O PT, o JEG (Jornalismo da Esgotosfera Governista) e agora a tal Mídia Ninja — na prática, é uma espécie de braço político dos ditos Black Blocs — vivem acusando de parcialidade o que a esquerda de antigamente chamava de “imprensa burguesa”. Na boca dos delinquentes de hoje, a tal “imprensa burguesa” é chamada de “mídia tradicional”… E como a dita-cuja reage? Patrulhada, tenta provar a sua imparcialidade, ainda que à custa da reputação alheia; ainda que dando curso aos mais espantosos absurdos.
A Folha de hoje publica uma reportagem espantosa, assinada por Flávio Ferreira. Título: “Polícia diz que vereador do PSDB recebeu propina da Alstom em 98”. Transcrevo um trecho (em vermelho). Leiam com muita atenção, especialmente ao que vai em destaque.
A Polícia Federal indiciou o vereador de São Paulo Andrea Matarazzo (PSDB) por considerar que ele recebeu propina do grupo francês Alstom quando foi secretário estadual de Energia, em 1998.
A PF investigou negócios da Alstom com o governo de São Paulo entre 1995 e 2003, período em que o Estado foi governado por sucessivas administrações do PSDB.
O trabalho da polícia se baseou em informações obtidas pelo Ministério Público da Suíça. O inquérito foi concluído em agosto de 2012 e está desde então sob análise do Ministério Público Federal.
No relatório final do inquérito, o delegado Milton Fornazari Junior cita como evidência para indiciar Matarazzo uma troca de mensagens de 1997 em que executivos da Alstom discutiriam o pagamento de vantagens para o PSDB, a Secretaria de Energia e o Tribunal de Contas.
Embora seu nome não seja citado como destinatário de pagamentos, a PF concluiu que Matarazzo foi um dos beneficiados porque ele foi secretário por oito meses em 1998, quando um dos contratos da Alstom foi assinado.
(…)
Voltei
Notaram alguma coisa estranha, que, entendo, deveria, ela sim, ser objeto de reportagem? A tal troca de mensagens em que se ancora o indiciamento de Matarazzo é de… 1997! Ocorre que ele só se tornou secretário da Energia do estado — e por meros oito meses — no fim de janeiro de 1998.
É um troço espantoso. O caso que serviu para a PF indiciar Matarazzo diz respeito a um contrato de R$ 72 milhões para o fornecimento de equipamentos para uma empresa chamada EPTE. Por determinação legal — e não mais do que isso —, o secretário acumula o cargo de presidente do conselho das empresas de energia: além da EPTE, também a Cesp, Tietê, Cetep, Eletropaulo, Comgás, Emae, Bandeirantes e Paranapanema. MAS ATENÇÃO! O CONSELHO NÃO INTERFERE NEM TOMA DECISÕES SOBRE ADITIVOS DE CONTRATO.
Por que, afinal de contas, Matarazzo está sendo indiciado, num processo que, como informa a reportagem, nem chega a citar o seu nome? Resposta: porque era secretário de energia e presidia o conselho. Isso em direito tem um nome: chama-se “responsabilidade objetiva”, uma prática que vigora só em ditaduras, em regimes totalitários. A suposição é a seguinte: “Se estava lá, deve ser culpado”.
Isso é coisa muito distinta da “teoria do domínio do fato”. A rigor, é o oposto. No caso em questão, não havia como Matarazzo ter o chamado “domínio do fato”. O que que quer que se tenha feito independia de suas escolhas, de sua intervenção, de sua atuação. O escândalo do indiciamento fala por si mesmo: como uma mensagem de 1997 pode servir para incriminar alguém que só passou a ser secretário no ano seguinte? Ainda que a eventual irregularidade tivesse sido cometida em 1998, estaria fora de sua alçada.
Absurdo emblemático
Agora volto à questão da imprensa. Vejam lá um trecho da reportagem: “O trabalho da polícia se baseou em informações obtidas pelo Ministério Público da Suíça”. Muitos leitores pensarão: “Ah, se veio informação a Suíça, deve ser coisa séria…”. Não estou pedindo que a imprensa se comporte como juíza, não. Se o indiciamento existe, tem de ser noticiado. Mas é preciso que o jornalismo tome cuidado para não atuar como linchador de reputação em casos em que o escândalo está no próprio processo.
Como não lembrar o que fez a imprensa com Eduardo Jorge Caldas Pereira, que era secretário-geral da Presidência de FHC? Teve a sua reputação destroçada por um conluio — não cabe outra palavra — entre Ministério Público (Luiz Francisco à frente) e imprensa. Ocorre que Eduardo Jorge era inocente. Teve de recorrer à Justiça, acreditem!, para provar essa inocência.
“Ah, quando é tucano, logo vem com essa conversa…” Uma ova! Não contem comigo para depredar a reputação de uma pessoa inocente (tucana, petista, palmeirense ou corintiana) — evidência ditada pelo fatos — só para que os petralhas me considerem uma pessoa “isenta”. Matarazzo foi indicado pela Polícia Federal
a) em razão de uma decisão que não era de sua alçada;
b) com base em uma mensagem trocada antes ainda de ele ser secretário.
“Ah, mas a Folha informa Isso no ‘Outro Lado’”. É verdade! Ocorre que, em certas circunstâncias, o tal “outro lado” fica parecendo apenas o “jus sperniandi” de quem é flagrado num delito. De resto, o que vai acima não é um de outros lados possíveis; trata-se de matéria de fato.
Que fique claro! Ações dessa natureza não pertencem à tradição do estado democrático e de direito. Isso é coisa de estado policial.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

ESPETÁCULO DO ABSURDO

Sob o olhar conivente das igrejas, o Ministério da Saúde se reuniu com especialistas, ainda em meados de 2012, para preparar uma cartilha às mulheres que decidirem abortar. Isso depois da execração do PT e de setores da imprensa à José Serra, que se posicionou contra a liberação do aborto na campanha de 2010, e de autoridades do então governo Lula mandarem a Polícia Federal caçar religiosos e leigos católicos que distribuíssem ou recebessem panfletos com orientação para que não votassem em candidatos que defendessem o aborto, no caso, Dilma Rousseff, como mostram os vídeos abaixo:









"Não é um sistema para incentivar o aborto, mas aconselhar a mulher que já tomou sua decisão", afirma uma das participantes. O aconselhamento, completa, é uma reivindicação antiga do movimento feminista. 

As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

Fico imaginando se alguma denominação cristã abrisse as portas de seus templos para abrigar encontros de "progressistas" a fim de discutirem a liberação do aborto. A exemplo da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), que permitiu que estrelas petistas se reunissem na entidade para atacar a ... IMPRENSA, assim também alguma igreja abrigaria a militância petista para atacar ... a IGREJA, que é contrária à liberação do aborto, prática que é defendida nos estatutos do partido.

SERÁ QUE ISSO JÁ NÃO ACONTECE POR AÍ?

No caso da ABI, é fato e é notícia:


Dia da Vergonha para a ABI – Associação de jornalistas abre as portas para Dirceu atacar a imprensa livre e o Judiciário. Quando será a vez de Fernandinho Beira-Mar e de Marcola?

A fascistada está inquieta. A Associação Brasileira de Imprensa (ABI), de tão sólida tradição democrática, mergulhou ontem na abjeção e abriu suas portas para um ato intitulado “Pela Anulação do Julgamento do Mensalão”. A estrela da noite: José Dirceu! 
Antes que continue, vamos botar os pingos nos “is”. O evento ocorreu no auditório da ABI, no Rio. Alguém dirá que a entidade apenas cedeu o espaço sem se comprometer com o conteúdo do evento. É mesmo? A associação agora virou salão de festa? Aluga para quem paga? Virou meretriz da história política? Abriga qualquer um que tenha uma versão a oferecer, ainda que a despeito dos fatos? Uma ova! 
A ABI, palco de atos contra a ditadura, recepcionou ontem um ato contra a democracia. Lixo!
Leio o que informa Felipe Werneck no Estadão. Os principais alvos do corruptor e quadrilheiro José Dirceu — segundo decidiu a Justiça —, com vaga já reservada na cadeia, foram a imprensa independente — NO AMBIENTE DE UMA ASSOCIAÇÃO QUE CONGREGA JORNALISTAS — e a Justiça. 
(...)
Segundo o corruptor e quadrilheiro, a imprensa ataca a classe política para se proteger da tal regulação: “É o caminho das ditaduras, uma tentativa de desmoralizar a política, os políticos e o Congresso”. Para ele, “no dia em que o Congresso não tiver medo da Globo, da mídia, faz a regulação”. Isso é música para os ouvidos da esquerda cascuda e dos venais do subjornalismo disfarçados de esquerdistas, que hoje se penduram nos países baixos do estado e vivem à custa do financiamento de estatais. 
(...)
O ataque à imprensa e ao Judiciário é concertado. À tarde, na Câmara dos Deputados, na presença de José Genoino (outro condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha), Rui Falcão, presidente do PT, atacou os mesmos alvos. Igualmente alertou para o risco de uma ditadura — de caráter nazifascista, segundo ele!!!
Entendi! Quando os petistas massacravam a reputação de homens inocentes, como fizeram com Eduardo Jorge Caldas Pereira, secretário-geral da Presidência do governo FHC, estavam apenas exercitando a democracia — e Dirceu compôs a linha de frente do ataque. Agora que o STF condenou a petezada por peculato, formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção ativa etc., de posse de uma pletora de provas, a democracia está em risco. Corolário: quando os petistas lincham inocentes, a civilização sorri; quando a civilização pune petistas, segundo a lei e o estado de direito, a democracia está em risco.
Íntegra AQUI.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

PARA BLINDAR LULA, PT E COLLOR ATACAM COM PAUTA REQUENTADA

O eleitor brasileiro decidiu que o melhor para o Brasil é votar no PT e em sua base ajoelhada.
Sendo assim, contem nos dedos quantos políticos da oposição (PSDB, DEM e PPS) ocupam uma cadeira na Câmara e no Senado para fiscalizar o governo e defender a população de possíveis medidas arbitrárias da presidência da República.  

Pois bem, o eleitor colocou no Congresso uma ampla maioria governista, que só diz AMÉM à presidente e que jamais vai permitir qualquer investigação contra os poderosos do governo. Nem mesmo quando as denúncias são gritantes e há comprovação de tudo o que se tem notícia, como ficou evidente no julgamento do Mensalão.

E não são somente os eleitores do PT os responsáveis por esse desequilíbrio ameaçador, os seguidores da onda do VOTO NULO também têm contribuído para que os candidatos da oposição não consigam se eleger, pois os petistas jamais anulam seu voto. 

Portanto, quem desperdiça o voto provavelmente poderia ter optado por nomes que pudessem representar a voz sussurrante dos que se mostram indignados com tantos esquemas de corrupção. Os que estão lá, ao contrário, têm uma missão - blindar os denunciados.

Por outro lado, desde que Fernando Henrique foi eleito, há quase vinte anos, os petistas deram início a uma série de ações truculentas para tentar derrubar o então presidente, com destaque para o movimento "Fora FHC", somadas a uma rede de propagação de boatos para destruir sua imagem.

Um golpe contra a maior autoridade do país e contra a Democracia, pois tentaram derrubar um presidente legitimamente eleito pelo voto popular. 

DUAS VEZES ELEITO NO PRIMEIRO TURNO. 

FHC foi responsável pela estabilização da economia e pela implantação dos programas sociais que tiraram milhões de pessoas da miséria. 
(Não é isso que alegam agora em relação ao Lula? A verdade está registrada em vídeos, reportagens e documentos. Deixa-se enganar pelo que diz a propaganda governista e faz papel de bobo quem quer.)

De fato, não há uma ação formal do PT contra o governo FHC, só fofoca. 
O partido está no poder há doze anos, tem acesso aos documentos e a todo tipo de informação sigilosa, como demonstraram na ocasião do dossiê contra Ruth Cardoso, portanto, pode-se contabilizar mais um crime na sua história:

- CALÚNIA e DIFAMAÇÃO, pois se não tomaram nenhuma providência até então é porque não encontraram absolutamente nada que desabonasse o ex-presidente;

- ou PREVARICAÇÃO, pois uma auditoria poderia trazer à luz o que o PT vem insinuando há mais de uma década.

Reinaldo Azevedo desconstrói a pauta petista, explicitada hoje na fala de Gilberto Carvalho, de que Lula é o brasileiro que mais teve a vida invadida e atacada. Leiam um trecho abaixo:

À diferença do que diz Carvalho, Lula nunca teve a vida investigada. Vejam o caso da Gamecorp, de Lulinha. Quando se descobriu que uma operadora de telefonia, a então Telemar, havia injetado R$ 5 milhões na empresa do filho do então presidente, houve um óbvio estranhamento. Tratava-se de uma concessionária de serviço público, de que o BNDES era (e é) sócio. Se o primeiro-filho tivesse se dedicado a qualquer outro ramo que não passasse, então, pela arbitragem do país, ninguém teria dito ou escrito uma vírgula. Todo mundo sabe que Lula alterou a lei das teles só para permitir que a Oi (ex-Telemar) comprasse a Brasil Telecom.

E AQUI o jornalista mostra como uma denúncia de um parlamentar petistas, quando o partido era oposição, bastava para que o Ministério Público abrisse um procedimento contra o então governo FHC. 

Achismo virava prova. Ele (o procurador ligado ao PT, Luiz Francisco) ajudou a quase destruir Eduardo Jorge Caldas Pereira, secretário-geral da Presidência do governo FHC. Eduardo Jorge dedicou, e saiu vencedor, anos de sua vida a provar a sua inocência e os procedimentos ilegais de que foi vítima. E provou. 

Leia o absurdo aprovado pela "BASE", em O Globo:

Base adia votação para convocar Valério, mas aprova convite para ouvir FH e Gurgel

FERNANDA KRAKOVICS (EMAIL · FACEBOOK · TWITTER)
ISABEL BRAGA (EMAIL)

Em ação articulada, a base aliada conseguiu adiar nesta quarta-feira a votação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, para convocar o publicitário Marcos Valério para prestar esclarecimentos sobre as acusações feitas, em depoimento à PGR, de que o ex-presidente Lula deu aval para o esquema de desvio de recursos públicos para financiar o PT e comprar apoio no Congresso. 

Mais tarde, na Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, parlamentares da base também evitaram a convocação dos ministros da Advocacia-Geral da União, Luís Inácio Adams, e da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, além do convite à ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, derrotando requerimentos apresentados pela oposição. Ao mesmo tempo, conseguiram aprovar convite para ouvir o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o atual procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

- Se eles querem guerra, vão ter! É a primeira vez que participo desta comissão e gostei - afirmou o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), autor do requerimento de convite relativo ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Em seu requerimento, Tatto usou como argumento para chamar o ex-presidente tucano para esclarecer dúvidas em relação à chamada Lista de Furnas. Segundo o líder petista, a lista traz nomes de pessoas ligadas ao governo tucano que teriam recebido recursos ilegais.
(...)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Inquisição Política


A fábrica de dossiês do PT, que cria e espalha calúnias para destruir a imagem de seus adversários, não é novidade.
Editorial do Estadão revelou, durante a campanha eleitoral, que servidores da Receita violaram o sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, presumivelmente para a montagem de um dossiê que poderia ser usado por setores da campanha da candidata Dilma Rousseff contra o opositor tucano José Serra, falou-se do "exército secreto" arregimentado pelo PT na administração federal para fazer o trabalho sujo na disputa pelo Planalto.

Disso não deixa dúvida a confissão de um ex-diretor e ex-assessor da Previ, o colossal fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, Geraldo Xavier Santiago.
Em entrevista publicada na revista Veja, Santiago disse que a entidade é "uma fábrica de dossiês".

"O sindicalismo selvagem que Lula levou para dentro do governo transpôs para a política a violência característica dos embates entre as máfias sindicais.
Parte da premissa de que todo adversário deve ser tratado como inimigo - e, nessa condição, deve ser aniquilado."


Essa não é exatamente uma caça às bruxas, mas uma perseguição aos talentos que podem colocar em risco o poder e a impunidade de quem conquistou a vitória às custas da dor alheia.
A história não pode ser injusta com aqueles que construíram ideias e programas bem sucedidos simplesmente porque seus detratores decidiram assim.

Confiram, também, matéria da Folha de 2010 que trata do mesmo caso:


Previ é fábrica de dossiê do PT, diz ex-diretor

Ex-diretor e ex-assessor da presidência da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil), Gerardo Xavier Santiago diz que o fundo funciona como "fábrica de dossiês" contra a oposição do governo Lula e máquina de arrecadação para o PT.

Gerardo foi gerente-executivo da Previ entre 2003 e 2007, sendo ligado diretamente ao ex-presidente do fundo Sérgio Rosa, que deixou o cargo em junho de 2010.
Gerardo saiu da Previ após brigar com Rosa em 2007, quando deixou o PT.

As declarações sobre a espionagem foram feitas à revista "Veja" desta semana.
À revista ele afirma que o fundo é "um bunker de um grupo do PT" e que "a Previ está a serviço de um determinado grupo muito poderoso, comandado por Ricardo Berzoini, Sérgio Rosa, Luiz Gushiken e João Vaccari Neto".
(...)

O ex-diretor, que também já foi do Sindicato dos Bancários do Rio, disse à Folha que, além de montar dossiês, a Previ serviu a interesses do partido para aumentar a arrecadação.
Segundo ele, a Previ montou uma rede de conselheiros ligados ao PT em empresas nas quais o fundo tem participação.
A intenção era influenciar as doações das companhias para beneficiar o partido.

Santiago diz que o primeiro dossiê produzido por ele na Previ é de 2002, no governo FHC.
O material deveria, diz ele, comprometer a gestão tucana e provar a ingerência do governo na Previ.

"Dossiês com conteúdo ofensivo, para atingir e desmoralizar adversários políticos, só no governo Lula mesmo, na gestão do Sérgio Rosa", diz o ex-diretor à "Veja".

Santiago lista os oposicionistas que teriam sido investigados com base em dados sigilosos, cujo acesso teria sido ordenado por Rosa: o senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA), já morto, o governador José Serra (PSDB) e o então presidente do DEM Jorge Bornhausen.



ENTREVISTA
Gerardo Santiago, ex-assessor da Previ, fala ao repórter Fernando Mello como funcionava a "fábrica"de dossiês da Previ.
Ele fala sobre Sérgio Rosa, ex-presidente do fundo de pensão e sobre as influências do PT, da CUT, do sindicato dos bancários de São Paulo, e do governo federal, na Previ.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O que explica a violência das esquerdas nas redes sociais e nos blogs sujos?

Por que os esquerdistas não são mais apaixonados pelos jornalistas… que prestam?
Por Reinaldo Azevedo

Os militantes do PCdoB estão demonstrando, nas suas intervenções nas redes sociais e nos blogs sujos, que não devem nada aos petralhas em matéria de baixaria.
A quantidade de impropérios e xingamentos impressiona!
Parece que João Dias Ferreira não era um deles até outro dia…

Essa é a novidade (já nem tão nova assim) que as esquerdas no poder trouxeram no que diz respeito à opinião pública.
Quando elas estavam na oposição, a imprensa era sua aliada incondicional. Ao menor sinal de irregularidade — e olhem que eles aparelharam e aparelham as redações —, protestavam, iam às ruas, mobilizavam pessoas.

Fui editor adjunto de política da Folha durante o collorgate e coordenador de política da Sucursal de Brasília do jornal durante a revisão constitucional, isso entre 1992 e 1996.
Eram tempos especialmente quentes.
Ah, como os esquerdistas gostavam de nós, os jornalistas!
Eram amigões de fé mesmo, sabem?, irmãos, camaradas…
A proximidade, sempre achei, era até excessiva — e isso valia para todos os veículos!
Fui ao Congresso algumas vezes, o que detestava fazer.
A “amizade” entre parlamentares de esquerda e “companheiros” da imprensa me incomodava.
Era visível a diferença no trato com a “turma da direita”.

Naqueles tempos, criou-se NA IMPRENSA DO PAÍS um eixo, sobre o qual já falei aqui, que juntava os esquerdistas do Ministério Público — existiam e existem—, os parlamentares da oposição e a imprensa.
A rotina era a seguinte: um promotor vazava alguma coisa para um deputado, este passava para o repórter, o repórter redigia a matéria, e o promotor fazia a denúncia, fechando o ciclo.
O desgraçado que fosse pego na rede que se danasse!

Se um dia alguém fizer a sério uma pesquisa a respeito, encontrará quilos de reportagem que eram nada além de factóides produzidos por esse eixo.

A gente não precisa ir muito longe: Eduardo Jorge Caldas Pereira, então secretário-geral da Presidência de FHC, teve a sua vida quase destruída por essa máquina.
Ele era inocente.
Comprovadamente inocente.


Mas aí as esquerdas chegaram ao poder.
O sujornalismo, que só sobrevive mamando nas tetas oficiais, logo passou a reverenciá-las.
À sabujice financeiramente interessada, juntaram-se os crentes na causa, e juntos passaram a celebrar o governo “como nunca antes na história destepaiz“.

Mas restaram aqueles que não abrem mão de fazer o seu trabalho; que acreditam que governos de direita, de centro ou de esquerda têm de ser pautados pela moralidade, pela eficiência e pela transparência.

Aí o tempo fechou!
Os jornalistas antes “companheiros”, “aliados” na causa contra o “governo neoliberal”, passaram a ser vistos como inimigos.
E tiveram início, então, as ações deliberadas para cercear a imprensa — Conselho Federal de Jornalismo e propostas de controle de conteúdo nas muitas “conferências” — e, pasmem!, até o Ministério Público, antes considerado um aliado intocável.


Por quê? Ora, porque eles são eles!
Porque, já expliquei aqui, mesmo o bem, se praticado por seus adversários, tem de ser vendido como um mal; mesmo o mal, se praticado por eles próprios, tem de ser oferecido como um bem.

Afinal, eles são os donos da história; eles sabem para onde caminha a humanidade; eles conhecem a forma do futuro; eles estão na vanguarda do humanismo.
Qualquer um que não compactue mesmo de suas canalhices — e eles sabem ser canalhas como ninguém porque se consideram donos de uma moral particular! — participa de algum complô contra o povo.

É por isso que esses vigaristas, esses bandidos — BANDIDOS! —, esses vagabundos estão nas redes sociais (e prometem intensificar a ação) para justificar o crime e atacar a imprensa que cumpre hoje a sua missão como cumpria no passado.
Se exageros houve, e houve, eles se deram contra os adversários das esquerdas.

Até hoje se fala em “privataria” de estatais sem que se possa apontar uma só e miserável ilegalidade no processo, mesmo depois de ele ter sido virado do avesso por todos os tribunais possíveis.

Ilegal foi Lula mandar o BNDES patrocinar a compra de uma telefônica por outra mesmo havendo uma lei que proibia a operação — depois alterada pelo Babalorixá com o fito exclusivo de “legalizar” a compra…
(...)

Atacam agora a imprensa porque acreditam que ela persegue os “criminosos errados”.

Não passarão!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Tá tudo dominado

Deu em O Globo
Receita demonstra não ter comando (Editorial)

A semana passada chegou ao fim com o PT, a candidata Dilma Rousseff e o presidente Lula na defensiva, cada um a seu modo. Silêncios, evasivas e deboches foram usados na tentativa frustrada de desconectar militantes petistas do grave caso de acesso criminoso a aquivos da Receita Federal em busca de informações que desestabilizassem a campanha tucana à presidência.

A cronologia da sucessão de fatos que denunciam de maneira cristalina como o aparelhamento político-partidário da máquina pública corroi as bases do estado de direito começa em abril de 2009, quando o analista tributário Gilberto Souza Amarante, de seu terminal na cidade de Formiga, interior de Minas, acessa por dez vezes informações sobre Eduardo Jorge Caldas Pereira, vice-presidente tucano, alvo escolhido para ser investigado pelo “núcleo de inteligência” que funcionaria no PT.

Amaranto é petista de carteirinha desde 2001. Ontem, negou qualquer má intenção ao dar entrada no sistema da Receita com o CPF de Eduardo Jorge. Afirma que procurava dados de um homônimo.

Difícil acreditar, pois, quase cinco meses depois, ocorreria mais um ataque em busca de informações sobre tucanos: Antônio Carlos Atella Ferreira, identificado como contador, deu entrada, na delegacia da Receita em Santo André, no ABC paulista, com procuração falsificada para obter dados do imposto de renda de Verônica Serra, filha do candidato tucano.

Atella Ferreira tem ficha de filiado ao PT — o partido desmente, a Justiça Eleitoral confirma. A nebulosidade que cerca o personagem é compatível com o tipo de crime que executou.

O comportamento da Receita, do ministro da Fazenda Guido Mantega, superior hierárquico do órgão, e de Lula esteve à altura de toda esta desabonadora história.

O presidente, com sarcasmo, se fez de desentendido sobre as reclamações que Serra lhe fizera, não porque a internet fora usada para fazer circular dados privados da filha, mas devido à evidência da invasão de computadores do Estado.

A Receita, dirigida por Octacílio Cartaxo, comprovadamente retardou o envio de resultados da sindicância em Santo André para o Ministério Público, manobra com evidente intenção de proteger a campanha de Dilma Rousseff.

Já o superior hierárquico de Octacílio, o ministro, procurou minimizar o acesso a informações privadas de tucanos e da filha de Serra da pior maneira: vulgarizou o crime de quebra de sigilo num setor-chave da administração pública sob sua responsabilidade. Eis um caso de gestão temerária contra o interesse público.

Ganhe a eleição Dilma, Serra ou Marina Silva, a sociedade brasileira está diante da séria ameaça de haver segmentos estratégicos do Estado sob controle de militantes petistas, sindicalistas, grupos subordinados a corporações. E sem qualquer controle, pois até o Ministério da Fazenda considera rotineiro o desvio de dados dos seus computadores.

Secretário da Receita na era FH, Everardo Maciel identifica a origem do descontrole na decisão do governo Lula de permitir o loteamento do órgão entre correntes políticas e sindicais do setor.

E agora se vê que a Receita se tornou um instrumento a mercê de quadrilhas que atuam em balcões de negócios escusos com informações sobre o patrimônio e renda de milhões de brasileiros, de interesse de meliantes políticos, sequestradores, estelionatários, toda sorte de marginais.

(Se não tem problema violar o sigilo da filha do candidato da oposição, então que revelem as informações sigilosas do lulinha e da filha da candidata petista)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O RESPONSÁVEL PELA BANDIDAGEM

Editorial do Estadão

O procedimento dos interessados em ter acesso a declarações de renda da empresária Verônica Serra, filha do candidato tucano ao Planalto, destoa do que, tudo indica, tenha sido o padrão seguido nas violações do sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, e de três outras pessoas ligadas ao ex-governador.
Nesses episódios, para obter o que queriam, os predadores da intimidade alheia contavam com afinidades políticas ou a ganância de servidores da agência da Receita em Mauá, na Grande São Paulo - uma verdadeira casa da mãe joana, com senhas individuais expostas e documentos eletrônicos ao alcance das vistas de qualquer um.

Por enquanto, pode-se apenas especular sobre os porquês das diferenças de estratagema.
Mas o intuito era claramente o mesmo: recolher material que pudesse ser usado contra Serra na sua futura disputa com a escolhida do presidente Lula, Dilma Rousseff.

A contar da denúncia, a Receita levou praticamente duas semanas até anunciar a abertura de inquérito administrativo sobre o vazamento de declarações de renda de Eduardo Jorge, cópias das quais apareceram em mãos de membros do comitê nacional de Dilma Rousseff.
Depois, quando vieram a público as demais violações, depois que a Justiça autorizou o vice-presidente do PSDB a ter acesso aos autos da investigação, os hierarcas da Receita, acionados pelo governo, correram a desvincular da campanha eleitoral os ilícitos revelados.
Afinal, disseram sem enrubescer, o que havia na agência de Mauá era um “balcão de compra e venda de dados sigilosos”, movido a “propina”.

Agora, destampada a devassa nas declarações de Verônica Serra, vem o presidente Lula falar em “bandidagem”.
Se quiser saber quem é o responsável último por essa degenerescência, basta se olhar no espelho.

Leiam na íntegra aqui.

sábado, 28 de agosto de 2010

Pela Causa

deu em o globo
Pela causa

De Merval Pereira

O Secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, tem razões para se sentir “constrangido e traumatizado”, mas não tem sentido dizer que foi pego “de surpresa”.

Ou melhor, só tem sentido se junto admitir que a repartição que chefia está completamente descontrolada, e pedir demissão.

Colocado no cargo por um movimento corporativo para substituir a secretária Lina Vieira, aquela que disse que a então Ministra Dilma Rousseff pediu para que aliviasse uma investigação sobre a família Sarney, Cartaxo tenta retirar qualquer cunho político do acontecido, mesmo que para isso se desmoralize, levando junto o órgão que comanda.

O aparelhamento do Estado faz a segunda vítima nos últimos dias, portanto, sendo a primeira a Empresa de Correios e Telégrafos que, entregue ao comando inepto de indicados pelo PMDB, está em franca decadência.

Na verdade, se pegarmos a relação de pessoas que tiveram o sigilo fiscal quebrado na agência da Receita Federal em Mauá, São Paulo, é um grande escândalo.

São mais de cem contribuintes, da apresentadora da TV Globo Ana Maria Braga aos sócios das Casas Bahia, passando pelo vice-presidente do PSDB Eduardo Jorge Caldas e mais três pessoas ligadas ao candidato do PSDB à presidência, José Serra.

Isso mostra que havia um mercado de venda de sigilo fiscal. Mas não mostra, como quer apressadamente garantir Cartaxo e o corregedor da Receita, que não há interesse político por trás da quebra do sigilo dos contribuintes ligados ao PSDB.

Os interesses comerciais que predominaram na quebra do sigilo da maior parte das pessoas relacionadas como vítimas da ação de funcionários da agência da Receita Federal não retiram a gravidade da ação claramente política que aconteceu na mesma agência.

Tanto que os dados fiscais de Eduardo Jorge foram parar em documentos a que a Folha de S. Paulo teve acesso a partir de vazamento de informações do próprio comitê eleitoral da candidata oficial Dilma Rousseff.

É muito forçada essa indignação toda da direção do PT, quando se sabe que anteriormente um caso que poderia ter tido conseqüências mais graves ainda foi desarmado também por denúncias da imprensa, desta vez da revista Veja.

O núcleo de comando do comitê da campanha de Dilma Rousseff, através do jornalista Luiz Lanzetta, entrou em contato com notório araponga para contratá-lo para missões de espionagem.

O escopo da missão abrangia não apenas pessoas ligadas ao candidato oposicionista, como o próprio José Serra, que teria seus telefones pessoais grampeados.

Para aproveitar o pacote, o araponga colocaria escutas também no próprio comitê, devido a uma disputa de poder interna entre o grupo que o contratava, ligado ao hoje candidato a senador em Minas Fernando Pimentel, e o grupo de assessores paulistas.

O fato de a agência da Receita Federal em Mauá ter se transformado num balcão de vendas de informações sigilosas não reduz a gravidade do caso, nem despolitiza a questão, se essa foi a intenção dos dirigentes da Receita ao anunciarem seu “constrangimento” diante da descoberta.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A máquina

DEU EM O GLOBO
De Merval Pereira

Agora ficamos sabendo, graças ao jornalismo da grande imprensa que o governo Lula tenta constranger justamente para que fatos como este não sejam divulgados, que o vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, não foi o único tucano a ter o sigilo fiscal quebrado dentro da Receita Federal.
Outros três personagens, ligados de alguma maneira a José Serra, candidato tucano à Presidência da República, também tiveram seus dados acessados irregularmente.

A quebra de sigilo de "adversários" políticos é apenas uma faceta do aparelhamento do Estado posto em prática pelo governo.
Uma análise aprofundada dessa máquina está no livro "A elite dirigente do governo Lula", da cientista política Maria Celina D’Araujo, atualmente professora na PUC do Rio de Janeiro.
O próximo presidente da República vai herdar uma máquina pública "experiente e bem formada", com fortes vínculos políticos com o PT e a CUT, relação aprofundada no governo Lula.
Segundo o estudo, uma máquina formada por pessoas altamente escolarizadas, com experiência profissional, a maioria proveniente do serviço público, com fortes vínculos com movimentos sociais, partidos políticos, especialmente o PT, sindicatos e centrais sindicais, principalmente a CUT.

Esse "sindicalismo de classe média", onde predominam professores e bancários, tem sua base no funcionalismo público, fundamental para reativar o sindicalismo brasileiro a partir da redemocratização nos anos 1980, e está na origem do Partido dos Trabalhadores.
Dados oficiais indicam que em julho de 2009 havia 47.500 cargos e funções de confiança na administração direta, autárquica ou em fundações, que podiam ser preenchidos discricionariamente pelo Poder Executivo federal.
É essa máquina, dominada pelos sindicalistas, que atua nas sombras para produzir dossiês ou comprá-los com dinheiro escuso de que até agora não se sabe a origem, como no caso dos "aloprados", de 2006, que pagaram com montanhas de dinheiro vivo um dossiê contra o então candidato ao governo de São Paulo, o mesmo José Serra que hoje concorre à Presidência da República.

O comitê de campanha de Dilma Rousseff, onde circulava o dossiê sobre Eduardo Jorge, é o mesmo que se viu envolvido em espionagens e contratações de arapongas para grampear telefones de adversários da campanha de Serra, inclusive o próprio, segundo declaração de um policial que foi sondado para a tarefa.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Francenildo, Ruth Cardoso, Eduardo Jorge, quem será a próxima vítima?

Importante análise do senador Álvaro Dias sobre a violação de informações sigilosas.

Quebra de sigilo fiscal: a estratégia diversionista

"Funcionários da delegacia da Receita Federal em Santo André (SP) confirmaram que a analista Antonia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva está sob investigação da corregedoria da Receita Federal por suposta participação na quebra de sigilo do ex-ministro de FHC, Eduardo Jorge Caldas Pereira.
A informação – revelada na coluna Claudio Humberto desta quarta-feira – parece-me estratégia diversionista.
É a prática contumaz do atual governo.
“O crime existe, o criminoso não.
Ou, o artifice principal do crime é protegido e o coadjuvante condenado.
Dona Antonia pode estar sendo utilizada como despiste.
Desviam o foco e acobertam o responsável maior.
Ou, a corda arrebenta do lado mais fraco e pravalece a impunidade."

domingo, 20 de junho de 2010

Essa não cola mais

O ex-secretário de Fernando Henrique, Eduardo Jorge, já foi considerado inocente em uma série de acusações que vem sofrendo desde a campanha de 2002, numa evidente tentativa de desmoralizar o governo FHC e prejudicar a então candidatura tucana, José Serra, coincidentemente o mesmo candidato de agora.
A história se repete, personagens e denúncias também.
Basta pesquisar reportagens sérias e comparar com documentos das instituições que ofereciam, e continuam oferecendo, apoio declarado ao Partido dos Trabalhadores.


O procurador que encontrava um culpado por semana finge que não vê bandidos há seis anos e meio (2009).

Até janeiro de 2003, o procurador Luiz Francisco Fernandes de Souza encontrava um pecador por semana.
Desde o dia da posse do companheiro Lula, não enxergou mais nenhum.

Decidido a atirar em tudo que se movesse fora do PT, acabou baleando com denúncias fantasiosas vários inocentes.
Nenhum foi tão obsessivamente alvejado quanto Eduardo Jorge Caldas Pereira, secretário-geral da Presidência da República no governo Fernando Henrique.
Há menos de dois meses, o Conselho Nacional do Ministério Público reconheceu formalmente que Eduardo Jorge, enfim absolvido das denúncias improcedentes, foi perseguido por motivos políticos e condenou o perseguidor a 45 dias de suspensão.

AQUI.

O homem que derrotou a máquina petista de moer reputações (2007).

Eduardo Jorge Caldas Pereira deu a volta por cima.
Secretário geral da Presidência da República no governo FHC, foi, durante um largo período, saco de pancadas do petismo.
Com a colaboração da parte filopetista da imprensa, o notório procurador Luiz Francisco de Souza o transformou em alvo fixo de suas alucinações ideológicas.
Desde que Lula chegou ao poder, ele sumiu.

O ex-auxiliar de FHC foi massacrado.
Sabem quantas acusações formais Luiz Francisco apresentou contra ele?
Nenhuma!
E o jogo se inverteu.
O caçador virou caça.
Agora quem o processa é Eduardo Jorge, que também decidiu acionar a União por danos morais.

O que distingue Eduardo Jorge de alguns tucanos que também caíram na máquina petista de moer reputações é a disposição para a briga.
Ele cobrou de cada um de seus acusadores, na Justiça, a prova.
Como era inocente, obteve sucessivas vitórias.

"_Cada um de nós sabe o quanto o PSDB fez pelo país.
Os resultados estão aos nossos olhos, aos olhos dos petistas e de todos os seus aliados.
O que seria uma Vale do Rio Doce hoje se não tivesse sido privatizada?
Quantos brasileiros teriam telefone celular sem a privatização da telefonia?
O que o PT fez na campanha, dizendo que iríamos privatizar a Petrobrás e o Banco do Brasil, foi sujo, foi desonesto.
Assim como eles também o foram no caso do dossiê.
E todos eles sabem disso.”

AQUI.

Além da perseguição a EJ, interessante que os programas alardeados agora como criação do atual governo comprovadamente já existiam e eram duramente criticados na campanha de 2002.
Avança Brasil, atualmente batizado de PAC, assim como os programas sociais, eram tratados como esquemas "palanqueiros" de compra de votos.
Podem conferir.


Trecho da análise da conjuntura da CNBB de março de 2001.

Delineiam-se hoje 3 candidaturas nos principais partidos brasileiros: Lula, José Serra e Itamar, enquanto a candidatura de Ciro Gomes corre “por fora”.
Neste contexto pre-eleitoral, as disputas internas à base aliada podem levar à instauração da CPI sobre a corrupção, que fora abafada no ano passado.
Tal CPI prejudicaria muito a candidatura apoiada pelo Planalto.
No mínimo, poderia tornar-se um palanque capaz de neutralizar a eficiência dos palanques oficiais: o “Portal do Alvorada” e os Programas Estratégicos do “Avança Brasil”, com farta distribuição de dinheiro aos pobres em forma de bolsa-escola ou de bolsa-saúde.
Mais grave ainda, se forem comprovadas as suspeitas de corrupção envolvendo Eduardo Jorge Caldas, secretario de FHC, a candidatura “oficial” sofreria um duro baque.


Vejam como consideravam o programa bolsa-escola e o PAC do Fernando Henrique como eleitoreiros, mesmo não tendo sido usados como peça de propaganda, como faz o atual presidente com programas que nem são seus.

sábado, 19 de junho de 2010

Receita quebrou sigilo de ex-ministro

Receita quebrou sigilo de ex-ministro de FHC, como o fez com o caseiro Francenildo e a quatro generais.

O ex-ministro de FHC Eduardo Jorge Caldas Pereira, o “EJ”, teve seus dados fiscais violados na Receita Federal.
A lei protege o sigilo fiscal dos cidadãos.
Segundo reportagem de Leonardo Souza, na Folha de S. Paulo deste sábado, os dados fiscais de “EJ” foram levantados pelo "grupo de inteligência" da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT) e saíram dos sistemas da Receita Federal, como atestam documentos aos quais o jornal teve acesso.

Há pouco mais de um mês, em 10 de maio, este site iniciou uma série de denúncias sobre a violação do sigilo fiscal, na Receita Federal, de quatro generais, inclusive um da ativa, e dois coronéis, por determinação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República - cujo chefe, general Jorge Félix, negou o fato ao Comando do Exército, mas este site publicou comprovante da própria Receita atestando a violação ilegal.
‘Meu sigilo fiscal foi violado’ - A Folha informa neste sábado que em todas as páginas de um conjunto de cinco declarações completas do Imposto de Renda (entregues entre 2005 e 2009) de EJ, consta a seguinte frase: "Estes dados são cópia fiel dos constantes em nossos arquivos. Informações protegidas por sigilo fiscal".

Os papéis integram um dossiê de um grupo de espionagem que começava a ser montado com o aval de uma ala da pré-campanha presidencial petista.
O formato dos documentos obtidos pela reportagem é exclusivo do fisco, assim como o documento obtido por este site no caso da violação do sigilo fiscal dos militares. EJ - que expôs sua evolução patrimonial na internet - não só confirmou a veracidade das informações como confrontou com as cópias das declarações que enviou de seu computador para a Receita.
"Esses documentos não estão em nenhum outro lugar que não a Receita Federal. Eu afirmo que meu sigilo fiscal foi violado", disse ele.

Os generais violentados - Os militares cujos sigilos foram violados são conhecidos pelas posições contrárias às do governo Lula, como o general Maynard Santa Rosa, que era chefe de Pessoal do Exército quando fez críticas à “Comissão da Verdade” e acabou demitido.
Raymundo Cerqueira Filho, hoje no Superior Tribunal Militar, e Francisco Albuquerque, ex-comandante do Exército no atual governo, também foram vítimas de quebra de sigilo fiscal.
Teve também a vida fiscal devassada o general da ativa Marius Luiz Carvalho Teixeira Neto, atual comandante Logístico do Exército.

Fonte: http://www.claudiohumberto.com.br/principal/index.php