segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ao Mestre, com o merecido respeito

A Era da Mediocridade, que marcou a primeira década do século XXI, na contramão de tudo o que se esperava para uma época que deveria ser a do avanço dos níveis de sabedoria e de conhecimento do ser humano, acompanhando a evolução tecnólogica que está num processo constante de crescimento, tem se revelado, também, a era da amnésia generalizada.
Assistimos a uma série de manifestações e comentários que impressionam pela estupidez, especialmente quando partem de profissionais da imprensa, que não têm o direito de aderir à massificação da mentira, mesmo assim renegam os feitos do passado recente e reescrevem uma nova página da história, baseando-se em cartilhas de um partido que tem como lema destruir para vencer sozinho.
É chocante e constrangedor observar a falta de respeito com autoridades que nunca lançaram uma ofensa sequer a nenhum adversário, como aconteceu na entrevista de Marília Gabriela ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que venceu duas eleições contra Lula e outros adversários importantes, no "Primeiro Turno".
Chega a ser um absurdo a ironia da entrevistadora pelo fato de FHC ter comentado sobre seus programas sociais e econômicos, todos registrados em documentos e reportagens, disponíveis a qualquer cidadão, como se tratasse de balela para desmerecer quem usurpou esses programas, mas que propaga como seus.
Como é que fica a credibilidade desses veículos de comunicação?
Esse tipo de atitude é uma ofensa à parcela da população que ainda tem suas faculdades mentais preservadas e sabe muito bem o que tem ocorrido durante esses últimos anos.

Algumas frases importantes do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que merecem toda a consideração:

* "Lula quer borrar o passado, dizer que tudo de bom começou com ele. Como não tem responsabilidade intelectual... Ele vai falando".

* "A tragédia é que o reconhecimento da História só vem depois que o cidadão morreu. Veja o caso do presidente Juscelino".

* "O primeiro golpe [para acabar com a pobreza] foi a estabilidade [o Plano Real]".

* "O aumento real do salário mínimo vem sendo dado mais ou menos desde 1993".

* "A criação de programas de bolsas [sociais] foi feita no meu governo. Lula juntou todas as bolsas e aumentou-as".

* "Dilma é uma espécie de candidata fantasma. Tudo o que ela tem [de votos] é de Lula".

* "Eu só peguei crises financeiras. Lula, não. Eu criei ondas. Ele é um bom surfista".

* "Na América do Sul já tivemos mais influência. Hoje, Chávez tem mais".

* "Não faço ofensas pessoais a Lula. Pelo contrário. Só políticas".

* "Acho ruim você levar a vida olhando para trás [querendo ser o que foi]. Eu olho para frente".

* "O Brasil vai bem. Poderia ir melhor".

Ilustre Senador, alguém que faz a diferença

Alvaro Dias diz que Senado pecou ao não abrir processo de 'impeachment' contra o presidente Lula em 2005


"Ao rebater hoje, em plenário,a acusação feita pelo presidente Lula de que durante o seu mandato foi ofendido pelo Senado, disse que o grande pecado do Senado foi deixar de avaliar o processo de impeachment do presidente, diante do escândalo do mensalão."

Senador Álvaro Dias
Leia o discurso na íntegra aqui.

O ABC de uma pesquisa manipulada

Para entender uma pesquisa eleitoral não basta olhar o índice geral que é anunciado pelo instituto.
Compreender a verdadeira intenção de uma pesquisa é pesquisar todos os elementos que o instituto pesquisou.
Só assim é possível saber se a pesquisa é verdadeira ou manipulada.
E manipulada não quer dizer falsa ou mentirosa.
Quer dizer que o instituto de pesquisa criou cenários favoráveis para um resultado que beneficiasse quem está por trás de tudo.

Tenho dito que as pesquisas eleitorais deixaram de ser uma aferição da preferência do eleitorado para ser um instrumento de marketing do candidato.
Coisa que deveria ser proibida, da forma como está, pelo TSE.
Ele tem que regulamentar as pesquisas com instrumentos que inibam o seu uso eleitoral.
Da forma como é hoje, qualquer institutozinho faz a pesquisa de acordo com o interesse de um candidato.
E isso, é um crime, pois acaba se tornando uma propaganda subliminar.
A massa de eleitores é sensível a ir com "maria vai com as outras".

Vamos mostrar o ABC da manipulação dessa pesquisa do Ibope.
Foram entrevistados eleitores de 25 Estados e mais o Distrito Federal.

Antes, é preciso entender quais estratégias que essa pesquisa objetiva.
No nosso entendimento, são quatro:

01 - Acabar com o mito de que Serra é imbatível em São Paulo e no Sudeste;
02 - Provocar desentendimentos entre Serra e Aécio; ofuscar a liderança de Aécio no Estado de Minas como puxador de votos para Serra e para o seu candidato a governador;
03 - Eudeusar Lula como Jesus Cristo do Nordeste, como capaz de transferir para Dilma uma votação jamais vista na história desse país, com base na idéia que se faz de que no Nordeste só tem "Zé Mané";
04 - Desestimular o PSDB a continuar a mostrar os podres do PT como ligação com as Farc, dossiês e quebra de sigilo. O que eles chamam de tática do medo.

É possível ler e ouvir comentários que defendem essas estratégias.
A idéia é martelar a cabeça do incauto para tentar conquistar o seu voto.
Observe também que no ínicio da semana que antecedeu a divulgação dessa pesquisa do Ibope, saiu uma outra afirmando que "a influência de Lula nos votos para governador e Senador, era pouca ou nenhuma".
Isso já foi preparando terreno para desvincular a pesquisa de Presidente das pesquisas para Governador e Senador.

Vejam todos os detalhes no blog do Lúcio Neto.

CAPACHO (continuação do terror, que para o presidente brasileiro virou deboche)


Durante um comício em favor da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência, o Babalorixá de Banânia resolveu oferecer a sua ajuda a Sakineh nestes termos:

“Se vale a minha amizade e o carinho que eu tenho pelo presidente do Irã e o povo iraniano, se essa mulher está causando incômodo, a receberíamos no Brasil de bom grado”.

Notem que a vítima aparece como aquela que “está causando incômodo”.
Mahmoud Ahmadinejad, que manda enforcar opositores em praça pública, pendurados em guindastes — como se vê na foto —, merece a “amizade” e o “carinho” de Lula.
Mas isso ainda é pouco.

O presidente brasileiro não está se oferecendo para receber a iraniana condenada ao apedrejamento em nome da civilidade, dos direitos humanos ou mesmo da caridade.
Ele se propõe a resolver um “incômodo” de seu amigo Ahmadinejad.
Entende-se que a oferta busca honrar aquela “amizade” e aquele “carinho”.
Não é que ele ache a pena, em si mesma, brutal ou injusta.
Lula, em suma, justifica o mal.

A impiedade de sua oferta — e nisso está sua impostura — se revela na seqüência de sua fala, quando confessa, em seu português exótico, cujo sentido se presume, ter traído Marisa Letícia:

“Fico imaginando se um dia tivesse um país do mundo que se o homem trair fosse apedrejado. Eu queria saber quem é que ia gritar: ‘Atire a primeira pedra iá iá aquele que não traiu’”.

Ele cantarolou.
Os presentes riram.
Lula é a face risonha da morte.
Lula é a versão galhofeira das tiranias.
Lula é o clown da violência institucional.
No fim das contas, oferece o Brasil como abrigo inferindo que esta é uma boa terra para adúlteros, não para vítimas de ditaduras.
Bem, os boxeadores cubanos que o digam.
Lula os jogou no colo de Fidel Castro.
Tudo compatível com o pensador que comparou os protestos contra a fraude eleitoral no Irã a torcedores descontentes porque seu time perdeu o jogo.
Lula atinge o grotesco quando cantarola “atire a primeira pedra” referindo-se justamente a a uma mulher condenada ao apedrejamento.
Eis o vilão ético.

E, por espantoso que pareça, Lula também transgrediu abertamente a lei ao fazer, num palanque eleitoral, uma oferta que diz respeito ao que seria um ato de governo.
Sua propensão à ilegalidade é incurável.

Mãos sujas
O Babalorixá já havia lavado as mãos nesse caso — sujando-as, como de hábito, no sangue de todas as ditaduras do planeta.
Na quarta-feira, em solenidade no Itamaraty, explicou por que preferia não se envolver:

“Um presidente da República não pode ficar na internet atendendo todo o pedido que alguém pede de outro país. É preciso tomar muito cuidado porque as pessoas têm leis, as pessoas têm regras. Se começarem a desobedecer as leis deles para atender o pedido de presidentes, daqui a pouco vira uma avacalhação”.

Seria até ocioso, mas vale lembrar, uma vez mais, a título de registro histórico que este mesmo presidente foi a voz mais estridente contra os governos constitucionais de Honduras — tanto o provisório, que substituiu o golpista Manuel Zelaya, como o eleito (que o Brasil ainda não reconhece) —, ignorando, então, o fato de que aquele país “tem leis”.

E Dilma, a “mulher”?
A candidata petista Dilma Rousseff, a exemplo de seu chefe, é uma contumaz defensora do regime iraniano e de seu líder máximo, Ahmadinejad.
Suas entrevistas estão espalhadas por aí.
Dada a repercussão mundial do caso e considerando que Lula é um dos poucos “amigos” do facinoroso, resolveu se pronunciar a respeito.
Segundo a candidata, a condenação “fere a nós, que temos sensibilidade, humanidade”.

É a expressão do pensamento afásico da criatura eleitoral de Lula.
Uma ova, minha senhora!
A condenação de Sakineh não é algo que ofende almas sensíveis.
Trata-se de uma brutalidade que fere o que tem de ser considerado um padrão universal, sim, de civilização.

Lula manchou a reputação do Brasil num valor cada vez mais caro na relação entre os países: os direitos humanos.
Confessando-se um adúltero — e supondo que todos o são —, este senhor ofereceu-se para receber uma “adúltera”, não uma vítima de um regime asqueroso.
E assim procede porque, afinal de contas, suas relações com o tirano são de “amizade” e “carinho”.

É o mais baixo a que ele chegou até agora.
Fonte: Reinaldo Azevedo

CAPACHO

O título parece nome de filme iraniano?
Não deixa de ser.
No caso, um filme de terror que se realiza lá e uma tragicomédia que se vive aqui.

No Irã, a protagonista é Sakineh Mohammadi Ashtiani, acusada de adultério e condenada a morte por apedrejamento — já recebeu 99 chibatadas.
No Brasil, o ator principal é Luiz Inácio Lula da Silva, capacho de ditaduras em que trogloditas de todo o mundo tentam limpar suas patas sujas de sangue em nome da autodeterminação dos povos.
Há um movimento mundial em favor da libertação de Sakineh.
Ao clamor mundial, Lula responde ora com estupidez, ora com chacota falsamente caridosa, que mal disfarça o endosso à tirania iraniana e, acreditem!, o apedrejamento simbólico da vítima.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é aprovado por quase 80% dos brasileiros? Estou me lixando pra isso.
Revela-se, a cada dia, um monstro moral.
Quando e se ele bater nos 100%, vocês me avisem: pretendo ser o traço estatístico a lhe dizer “NÃO!!!”

Comentário contundente de Reinaldo Azevedo

O "GRAVE" CRIME DA DIARISTA

Não dá para acreditar que a faxineira Adnalva Maurício de Souza continua presa em Salvador, sob a acusação de tentativa de subornar funcionário público, porque levou R$ 490 para uma delegacia de polícia acreditando que, com aquele valor, poderia conseguir a liberdade do seu filho, acusado de tráfico de drogas. A pobre mulher diz ter obedecido ao pedido de alguém da própria delegacia e, como não tinha os R$ 500 solicitados, teve que fazer uma “vaquinha” na vizinhança, mas ainda assim conseguiu reunir comente R$ 490.

Diarista, Adnalva foi detida ao chegar à delegacia e dizer, ingenuamente, que estava levando o dinheiro para libertar o filho. Pela letra fria da lei, ela realmente cometeu um crime.

Mas, quando se examina as circunstâncias que envolvem o caso salta aos olhos a injustiça da prisão de uma mulher semianalfabeta que apenas achou que estaria ajudando o filho a sair da prisão. E, quando isto acontece num País onde grandes corruptores sequer são acusados do crime – quando muito se punem os funcionários corrompidos – esta injustiça ganha contornos de grande absurdo.
Fonte: Política e Cidadania

domingo, 1 de agosto de 2010

Grande FHC!

Cara ou coroa?, por Fernando Henrique Cardoso*

Em pouco mais de dois meses escolheremos o próximo presidente.
Tempo mais do que suficiente para um balanço da situação e, sobretudo, para assumirmos a responsabilidade pela escolha que faremos.

Mas o que realmente se conhece?
Que nos últimos 20 anos melhorou a vida das pessoas no Brasil, com a abertura da economia, com a estabilidade da moeda trazida pelo Plano Real, com o fim dos monopólios estatais e com as políticas de distribuição de renda simbolizadas pelas bolsas.

Por enquanto o que chama a atenção é a disposição de bem menos da metade do eleitorado em votar no governo, enquanto a votação oposicionista se mantém consistente próxima da metade.

Essa obstinação, a despeito da pressão governamental, impressiona mais do que o fato de Lula ter transferido para sua candidata 35% a 40% dos votos.
Assim como impressiona que o apoio aos candidatos não esteja dividido por classes de renda, mas por regiões: pobres do Sul e do Sudeste tendem a votar mais em Serra, assim como ricos do Norte e do Nordeste, em Dilma.

O empate, depois de praticamente dois anos de campanha oficial em favor da candidata governista, tem sabor de vitória para a oposição.
É como se a lábia presidencial tivesse alcançado um teto.
De agora para frente, a voz deverá ser a de quem o país nunca ouviu, a da candidata.
Pode surpreender?
Sempre é possível.
Mas pelos balbucios escutados falta muito para convencer: falta história nacional, falta clareza nas posições; dá a impressão de que a palavra saiu de um manequim que não tem opiniões fortes sobre os temas e diz, meio desajeitadamente, o que os auditórios querem ouvir.

Não obstante, muitos comentaristas, como recentemente um punhado de brazilianistas, quando perguntados sobre as diferenças entre as duas candidaturas, pensam que há mais convergências do que discrepâncias entre os candidatos.
Será?
As comparações feitas, fundadas ou não, apontam mais para o lado psicológico.
O que está em jogo, entretanto, é muito mais do que a diferença ou semelhança de personalidades.
O candidato da oposição, este sim, traz consigo a marca de origem: ajudou a construir a estabilidade, a melhorar as políticas sociais e a promover o progresso econômico.

Não nos iludamos.
O voto decidirá entre dois modelos de sociedade.
Um mais centralizador e burocrático, outro mais competitivo e meritocrático.

Mas estamos mais perto do que parece de concretizar o que vem sendo esboçado neste segundo mandato petista: mais controle do estado pelo partido, mais burocratização e corporativismo na economia, mais apostas em controles não democráticos, além de maior aproximação com governos autoritários, revestidos de retórica popular.

A escolha a ser feita é, portanto, decisiva.
Como tudo indica, o teatro eleitoral se está organizando para esconder o que verdadeiramente está em discussão.
Há muita gente nas elites aceitando confortavelmente a tese de que tanto dá como tanto deu.
Dê cara ou dê coroa, sempre haverá “um cara” para desapertar os sapatos.
Ledo engano.
Há diferenças essenciais entre as duas candidaturas polares.
Feitas as apostas e jogado o jogo, será tarde para choramingar, “ah, eu nunca imaginei isso”.
Melhor que cada um trate de aprofundar as razões e consequências de seu voto e escolha um ou outro lado.
Há argumentos para defender qualquer dos dois.
Mas que não são a mesma coisa, não são.
E não porque num governo haverá fartura e noutro escassez, para pobres ou ricos.
E sim porque num haverá mais transparência e liberdade que noutro.
Menos controle policialesco, menos ingerência de forças partidário-sindicais.
E menos corrupção, que mais do que um propósito é uma consequência.

*Ex-presidente da República

Leia o artigo na íntegra.