Mudanças de "metodologia" realizam milagres em nosso país.
Com uma canetada, camadas mais pobres da sociedade passaram a fazer parte de uma "nova classe média".
Denominação que encanta os ouvintes dos discursos petistas.
Tem até economista filosofando sobre isso:
"O termo "nova classe média" foi escolhido para ter um significado positivo, "dá o sentido positivo e prospectivo daquele que realizou — e continua a realizar — o sonho de subir na vida.
Mais importante do que de onde você veio ou está é aonde você vai chegar".
A nova classe média "não é definida pelo ter, mas pela dialética entre ser e estar olhando para a posse de ativos e para decisões de escolha entre o hoje e o amanhã".
Essa é a beleza do munda da fantasia criado pelo governo do PT.
Temos os mesmos pobres de sempre, mas uma simples "sensação" os inclui na Classe Média.
A ideia agora é vender ilusão aos dirigentes da Copa do Mundo.
O governo decidiu dar uma “canetada” nos 13 aeroportos da Copa.
Segundo o plano original, as obras elevariam a sua capacidade para 150 milhões de passageiros/ano.
Sem qualquer reestruturação no plano ou promessa de mais investimento, a Infraero decretou que, na verdade, a capacidade será de 256,8 milhões de passageiros/ano.
Ou seja: bastou pegar a caneta para que, do nada, essa capacidade crescesse 106 milhões de passageiros/ano.
Leiam trecho de reportagem da Folha.
*
Sem qualquer alteração no plano de investimentos para a Copa, os aeroportos ganharam uma capacidade adicional de 100 milhões de passageiros/ano.
A ampliação ocorreu porque a Infraero, estatal que administra os aeroportos, alterou a metodologia usada para calcular a capacidade da infraestrutura.
Pelas contas originais, a capacidade dos 13 aeroportos estratégicos para a Copa (12 cidades-sede mais Campinas) subiria para quase 150 milhões de passageiros/ano com os investimentos de R$ 6,4 bilhões previstos até 2014.
Aplicada a nova metodologia, que leva em conta avanços tecnológicos e a mudança no perfil dos usuários, as mesmas obras agora elevarão a capacidade para 256,8 milhões de passageiros/ano.
Isso dá uma folga de 41% no sistema, considerando uma estimativa de demanda de 152,6 milhões de passageiros em 2014.
Com essa margem, os aeroportos poderiam aguentar de cinco a dez anos além da Copa sem grandes investimentos, dizem especialistas.
A IATA, associação internacional de empresas aéreas, recomenda folga de capacidade de ao menos 20%.
O especialista em transporte aéreo e professor da Coppe/UFRJ, Elton Fernandes, ironizou a mudança de metodologia:
“Com uma canetada, todos os problemas do setor acabaram”, disse.
domingo, 25 de setembro de 2011
Pobreza americana
O segmento que está no meio da distribuição de renda americana é mais rico do que 94% da população mundial
Merval Pereira, O Globo
O crescimento da pobreza nos Estados Unidos em 2010, em consequência da crise econômica, recentemente revelado por pesquisas oficiais, fez voltar um debate que chegou a ter até mesmo um pitoresco lado internacional.
Ao mesmo tempo em que, no Brasil, o ano de 2010 marcou a ascensão da classe C, a classe dominante tanto em número de pessoas quanto em poder de compra, abrigando mais de cem milhões de brasileiros, nos Estados Unidos houve o inverso, fazendo com que alguns ufanistas considerassem que o Brasil, finalmente, sobrepujara os Estados Unidos.
Já em novembro de 2010, refletindo essa euforia, a embaixadora do Brasil na ONU, Maria Nazareth Farani Azevedo, fizera um pronunciamento no qual registrou que "o Brasil nota com preocupação o aumento do número de pessoas vivendo na pobreza nos EUA e a persistente diferença racial".
Aproveitou para dar uns conselhos ao presidente Barack Obama: que ele fizesse como o presidente Lula e acelerasse os programas sociais contra a pobreza.
Os números oficiais divulgados recentemente mostram que, se o número de pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza voltou a aumentar nos Estados Unidos em 2010, para 15,1%, nível mais alto desde 1993, ou, em termos absolutos 46,2 milhões de pessoas, número mais alto em 52 anos, a definição da linha de pobreza pelos padrões americanos confundiu os mais entusiasmados.
A pobreza americana corresponde a uma renda anual de até US$ 22.314 para uma família de quatro membros, ou de até US$ 11.139 para uma só pessoa.
Fazendo-se a conversão para reais, essas rendas correspondem à renda de boa parte de nossa classe C, que vai de R$ 1.200 a R$ 5.174 por mês.
Para o economista Marcelo Neri, da Fundação Getulio Vargas do Rio, nosso maior especialista em estudos de distribuição de rendas, o que explica essa diferença não é nem mesmo a paridade de poder de compra, que pode amenizá-la, mas "o nível de vida real mesmo, países mais ricos têm naturalmente exigências maiores em relação ao que é ser, ou não ser, pobre".
No nosso estudo de pobreza e de classe média, explica Neri, usamos a distribuição de renda e dados de consumo brasileiros para determinar as linhas de corte para os diferentes estratos econômicos.
"A classe média é relativa ao Brasil, não aos EUA, que é um país rico.
A renda média americana mesmo depois da crise caiu para US$ 400/dia PPP por família de quatro pessoas.
Logo quase todos os países que se compararem aos padrões americanos serão considerados pobres, sejam africanos ou latino-americanos."
(...)
"A nossa classe C está dentro dos limites, que variam muito entre si.
Alguns olham para a nossa classe C e a enxergam como média baixa; e para a nossa classe B e a enxergam como classe média alta", analisa Neri.
Íntegra AQUI.
Merval Pereira, O Globo
O crescimento da pobreza nos Estados Unidos em 2010, em consequência da crise econômica, recentemente revelado por pesquisas oficiais, fez voltar um debate que chegou a ter até mesmo um pitoresco lado internacional.
Ao mesmo tempo em que, no Brasil, o ano de 2010 marcou a ascensão da classe C, a classe dominante tanto em número de pessoas quanto em poder de compra, abrigando mais de cem milhões de brasileiros, nos Estados Unidos houve o inverso, fazendo com que alguns ufanistas considerassem que o Brasil, finalmente, sobrepujara os Estados Unidos.
Já em novembro de 2010, refletindo essa euforia, a embaixadora do Brasil na ONU, Maria Nazareth Farani Azevedo, fizera um pronunciamento no qual registrou que "o Brasil nota com preocupação o aumento do número de pessoas vivendo na pobreza nos EUA e a persistente diferença racial".
Aproveitou para dar uns conselhos ao presidente Barack Obama: que ele fizesse como o presidente Lula e acelerasse os programas sociais contra a pobreza.
Os números oficiais divulgados recentemente mostram que, se o número de pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza voltou a aumentar nos Estados Unidos em 2010, para 15,1%, nível mais alto desde 1993, ou, em termos absolutos 46,2 milhões de pessoas, número mais alto em 52 anos, a definição da linha de pobreza pelos padrões americanos confundiu os mais entusiasmados.
A pobreza americana corresponde a uma renda anual de até US$ 22.314 para uma família de quatro membros, ou de até US$ 11.139 para uma só pessoa.
Fazendo-se a conversão para reais, essas rendas correspondem à renda de boa parte de nossa classe C, que vai de R$ 1.200 a R$ 5.174 por mês.
Para o economista Marcelo Neri, da Fundação Getulio Vargas do Rio, nosso maior especialista em estudos de distribuição de rendas, o que explica essa diferença não é nem mesmo a paridade de poder de compra, que pode amenizá-la, mas "o nível de vida real mesmo, países mais ricos têm naturalmente exigências maiores em relação ao que é ser, ou não ser, pobre".
No nosso estudo de pobreza e de classe média, explica Neri, usamos a distribuição de renda e dados de consumo brasileiros para determinar as linhas de corte para os diferentes estratos econômicos.
"A classe média é relativa ao Brasil, não aos EUA, que é um país rico.
A renda média americana mesmo depois da crise caiu para US$ 400/dia PPP por família de quatro pessoas.
Logo quase todos os países que se compararem aos padrões americanos serão considerados pobres, sejam africanos ou latino-americanos."
(...)
"A nossa classe C está dentro dos limites, que variam muito entre si.
Alguns olham para a nossa classe C e a enxergam como média baixa; e para a nossa classe B e a enxergam como classe média alta", analisa Neri.
Íntegra AQUI.
Governo de Dilma Roussef só executou 0,5% do Minha Casa

Regina Alvarez - O Globo
A cem dias de acabar o primeiro ano de gestão da presidente Dilma Rousseff, promessas de campanha e alguns compromissos assumidos no programa de governo não saíram do papel ou estão bem distantes de atingir as metas fixadas para 2011.
Destacados entre os principais compromissos da presidente, o programa Minha Casa Minha Vida, a construção de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e de Unidades Básicas de Saúde (UBS), de quadras esportivas e de postos de polícia comunitária têm recursos disponíveis no Orçamento da União, mas a liberação até setembro não chega a 10% do aprovado.
Uma das estrelas do PAC e também da campanha presidencial, o programa Minha Casa Minha Vida recebeu o primeiro golpe em março, com o corte de R$ 5,1 bilhões na dotação inicial de R$ 12,6 bilhões prevista no Orçamento.
Por conta desse atraso e de outros entraves na execução, o Minha Casa chega em setembro com apenas R$ 3,5 milhões executados (pagos), 0,5% dos R$ 7,6 bilhões restantes no Orçamento.
A meta do programa é construir dois milhões de moradias até 2014 .
O Ministério das Cidades informa que foram contratados até setembro 253 mil unidades, mas incluiu nessa conta as unidades financiadas com recursos do FGTS.
Os exterminadores do futuro levam o Brasil de volta às carroças
Fusca Brasil
(Outras ilustrações imperdíveis no blog)

Doutor em Alopradologia pela UNICAMP (bancada formada por Delfim Netto, "Plano" Bresser Pão-de-Açúcar Pereira, Maria Palavrão Tavares e outras sumidades dinossáuricas, o Mini$tro da inconsCiência e Tecnalopradia Mercadante convenceu seu colega italiano, o Mini$tro Mantega a reinstalar o protecionismo pré-muro de Berlim, muito comum no regime militar e na era pré-Plano Real.
Para sacrificar ainda mais o consumidor brasileiro, ao invés de reduzir os impostos que impedem o crescimento de nossa indústria, resolveram AUMENTAR os impostos, neste caso apenas para automóveis importados, como nos bons tempos das carroças.
Quando o Governo Itamar estabilizou a economia, sua grande contribuição à indústria brasileira foi a de REDUZIR os impostos para os automóveis populares, gerando milhares de empregos e alavancando a indústria nacional.
Foi quando surgiu o Uno Mille e uma montadora oportunista ressuscitou o aposentado Fusca.
Agora, com o desgoverno lulopetista do poste Dilma, o Brasil dá largos passos para trás, retrocedendo à era das carroças, encerrada há 20 anos.
Sindicatos e montadoras oportunistas aplaudiram o desgoverno petralha, pois agora poderão se acomodar vendendo carros ultrapassados a preços de Mercedes Benz a um povo cada vez mais explorado e sem opções.
Para homenagear o desgoverno, duas montadoras resolveram recriar o antigo cartel automotivo Autolatina, "desenvolvendo" um veículo com componentes de duas marcas diferentes: o Ka e o Gol, cujo modelo comemorativo será o KaGol.
(Outras ilustrações imperdíveis no blog)

Doutor em Alopradologia pela UNICAMP (bancada formada por Delfim Netto, "Plano" Bresser Pão-de-Açúcar Pereira, Maria Palavrão Tavares e outras sumidades dinossáuricas, o Mini$tro da inconsCiência e Tecnalopradia Mercadante convenceu seu colega italiano, o Mini$tro Mantega a reinstalar o protecionismo pré-muro de Berlim, muito comum no regime militar e na era pré-Plano Real.
Para sacrificar ainda mais o consumidor brasileiro, ao invés de reduzir os impostos que impedem o crescimento de nossa indústria, resolveram AUMENTAR os impostos, neste caso apenas para automóveis importados, como nos bons tempos das carroças.
Quando o Governo Itamar estabilizou a economia, sua grande contribuição à indústria brasileira foi a de REDUZIR os impostos para os automóveis populares, gerando milhares de empregos e alavancando a indústria nacional.
Foi quando surgiu o Uno Mille e uma montadora oportunista ressuscitou o aposentado Fusca.
Agora, com o desgoverno lulopetista do poste Dilma, o Brasil dá largos passos para trás, retrocedendo à era das carroças, encerrada há 20 anos.
Sindicatos e montadoras oportunistas aplaudiram o desgoverno petralha, pois agora poderão se acomodar vendendo carros ultrapassados a preços de Mercedes Benz a um povo cada vez mais explorado e sem opções.
Para homenagear o desgoverno, duas montadoras resolveram recriar o antigo cartel automotivo Autolatina, "desenvolvendo" um veículo com componentes de duas marcas diferentes: o Ka e o Gol, cujo modelo comemorativo será o KaGol.
O Brasil só poderá ter grandes eventos quando tiver um grande governo
Fifa pode tirar Copa do Brasil e entregá-la aos EUA
Brasil 247

Atrasos nos estádios e nos projetos de mobilidade urbana podem levar a entidade máxima do futebol a repetir o que ocorreu em 1986, quando o Mundial foi transferido da Colômbia para o México; americanos já estão de sobreaviso
No dia 26 de maio deste ano, o 247 foi a primeira publicação a alertar sobre o risco de que o Brasil perdesse a Copa do Mundo de 2014 para os Estados Unidos, em razão dos atrasos nas obras dos estádios e dos projetos de mobilidade urbana.
Naquele momento, já estava claro, para quem acompanha os movimentos da Fifa, a entidade máxima do futebol mundial, que os Estados Unidos, organizadores da Copa de 1994, vencida pelo Brasil, já se articulavam para sediar também o evento de 2014.
Neste fim de semana, diversas publicações alertam que o risco é real.
Eis os motivos:
• As obras de praticamente todos os estádios estão atrasadas.
Em muitos casos, os problemas são superfaturamento e esquemas com empreiteiras.
• Os projetos de mobilidade urbana não saíram do papel e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, já falou até em decretar “feriados” nos dias dos jogos – o que apenas evidenciaria a incapacidade do País em organizar um evento de porte mundial.
• A Lei Geral da Copa, enviada ao Congresso Nacional no último dia 19 pela presidente Dilma, desagradou, e muito, a Fifa, que pretende ter o controle total sobre temas como credenciamento de jornalistas, vendas de ingressos, gratuidades e proibição contra o marketing de emboscada – como a entidade tem acordos globais com cervejarias e outras marcas, pretende defender seus parceiros comerciais.
• Além de tudo isso, é péssima a relação entre o governo Dilma e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, que sonha em assumir o comando da Fifa após o Mundial de 2014.
Jerome Valcke já perdeu a confiança no ministro dos Esportes, Orlando Silva, e admite a interlocutores que pensa num plano B.
Este plano B existe e foi publicado aqui no 247, em maio: USA.
.......................................................
Leia AQUI a reportagem anterior do 247 que trata do maior escândalo da história do futebol, apontando a distribuição de propinas de mais de US$ 100 milhões pela Fifa e pela CBF.
A especulação do cancelamento da Copa do Mundo no Brasil já se tornou motivo de apostas no mercado financeiro.
Os operadores da bolsa de valores iniciaram uma espécie de bolão sobre o destino da Copa do Mundo de 2014.
O objetivo é acertar qual país será o substituto do Brasil como anfitrião do torneio.
Motivos não faltam: o Ministério Público começou a investigar o possível superfaturamento das obras do Maracanã, o principal estádio brasileiro para o torneio; São Paulo, a capital financeira do País, corre perigo de não receber os jogos pelos problemas no futuro estádio do Corinthians; a reforma completa e necessária dos aeroportos foi descartada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada); e Ricardo Teixeira perdeu a força e caiu em desgraça na Fifa depois que um dirigente inglês o acusou de pedir propina para votar na Inglaterra como sede de 2018.
(continua)
Brasil 247
Atrasos nos estádios e nos projetos de mobilidade urbana podem levar a entidade máxima do futebol a repetir o que ocorreu em 1986, quando o Mundial foi transferido da Colômbia para o México; americanos já estão de sobreaviso
No dia 26 de maio deste ano, o 247 foi a primeira publicação a alertar sobre o risco de que o Brasil perdesse a Copa do Mundo de 2014 para os Estados Unidos, em razão dos atrasos nas obras dos estádios e dos projetos de mobilidade urbana.
Naquele momento, já estava claro, para quem acompanha os movimentos da Fifa, a entidade máxima do futebol mundial, que os Estados Unidos, organizadores da Copa de 1994, vencida pelo Brasil, já se articulavam para sediar também o evento de 2014.
Neste fim de semana, diversas publicações alertam que o risco é real.
Eis os motivos:
• As obras de praticamente todos os estádios estão atrasadas.
Em muitos casos, os problemas são superfaturamento e esquemas com empreiteiras.
• Os projetos de mobilidade urbana não saíram do papel e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, já falou até em decretar “feriados” nos dias dos jogos – o que apenas evidenciaria a incapacidade do País em organizar um evento de porte mundial.
• A Lei Geral da Copa, enviada ao Congresso Nacional no último dia 19 pela presidente Dilma, desagradou, e muito, a Fifa, que pretende ter o controle total sobre temas como credenciamento de jornalistas, vendas de ingressos, gratuidades e proibição contra o marketing de emboscada – como a entidade tem acordos globais com cervejarias e outras marcas, pretende defender seus parceiros comerciais.
• Além de tudo isso, é péssima a relação entre o governo Dilma e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, que sonha em assumir o comando da Fifa após o Mundial de 2014.
Jerome Valcke já perdeu a confiança no ministro dos Esportes, Orlando Silva, e admite a interlocutores que pensa num plano B.
Este plano B existe e foi publicado aqui no 247, em maio: USA.
.......................................................
Leia AQUI a reportagem anterior do 247 que trata do maior escândalo da história do futebol, apontando a distribuição de propinas de mais de US$ 100 milhões pela Fifa e pela CBF.
A especulação do cancelamento da Copa do Mundo no Brasil já se tornou motivo de apostas no mercado financeiro.
Os operadores da bolsa de valores iniciaram uma espécie de bolão sobre o destino da Copa do Mundo de 2014.
O objetivo é acertar qual país será o substituto do Brasil como anfitrião do torneio.
Motivos não faltam: o Ministério Público começou a investigar o possível superfaturamento das obras do Maracanã, o principal estádio brasileiro para o torneio; São Paulo, a capital financeira do País, corre perigo de não receber os jogos pelos problemas no futuro estádio do Corinthians; a reforma completa e necessária dos aeroportos foi descartada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada); e Ricardo Teixeira perdeu a força e caiu em desgraça na Fifa depois que um dirigente inglês o acusou de pedir propina para votar na Inglaterra como sede de 2018.
(continua)
Atrasos e falta de controle ameaçam legado da Copa
Por Mariana Barbosa e Rogrigo Mattos, na Folha:
Quase quatro anos após o Brasil ser escolhido como sede da Copa de 2014, o governo perdeu o controle do andamento das obras ligadas ao evento e pôs em risco o legado de infraestrutura que ele poderia deixar para o país.
Divulgado há 11 dias, o balanço mais recente do governo sobre os projetos da Copa já está desatualizado.
Prazos indicados no documento não batem com informações das cidades-sede, e outros soam irreais diante dos problemas que as obras têm enfrentado.
Autoridades que acompanham os preparativos para a Copa já falam em organizar os dias de jogos com a estrutura hoje disponível, sem contar com as novas obras.
A promessa do governo de entregar nove estádios no final de 2012 também já caiu por terra, com novos atrasos.
No capítulo transportes, há problemas como o do monotrilho do eixo norte/leste de Manaus.
Além de sofrer questionamentos da CGU (Controladoria-Geral da União), a obra pode estourar o prazo.
A previsão do governo do Amazonas é de início das obras em novembro de 2011 e conclusão em maio de 2014, dois meses antes da Copa.
O governo reconheceu que pode não concluí-la a tempo.
Quase quatro anos após o Brasil ser escolhido como sede da Copa de 2014, o governo perdeu o controle do andamento das obras ligadas ao evento e pôs em risco o legado de infraestrutura que ele poderia deixar para o país.
Divulgado há 11 dias, o balanço mais recente do governo sobre os projetos da Copa já está desatualizado.
Prazos indicados no documento não batem com informações das cidades-sede, e outros soam irreais diante dos problemas que as obras têm enfrentado.
Autoridades que acompanham os preparativos para a Copa já falam em organizar os dias de jogos com a estrutura hoje disponível, sem contar com as novas obras.
A promessa do governo de entregar nove estádios no final de 2012 também já caiu por terra, com novos atrasos.
No capítulo transportes, há problemas como o do monotrilho do eixo norte/leste de Manaus.
Além de sofrer questionamentos da CGU (Controladoria-Geral da União), a obra pode estourar o prazo.
A previsão do governo do Amazonas é de início das obras em novembro de 2011 e conclusão em maio de 2014, dois meses antes da Copa.
O governo reconheceu que pode não concluí-la a tempo.
Uma nova oportunidade
Blog do Alon
Ao histórico pronunciamento do presidente Mahmoud Abbas em Nova York seguiu-se o anúncio de que o Quarteto (Estados Unidos, Rússia, União Europeia e Nações Unidas) alcançou acordo sobre a reabertura das negociações para a busca de um status definitivo
Há alguns obstáculos à criação do Estado Palestino, direito legítimo daquele povo.
São externos e internos. E conectados.
Há dificuldades políticas no Conselho de Segurança da ONU.
Um jogo entre as grandes potências.
Coisa que não chega a ser novidade.
(...)
O debate entre as potências sobre assuntos assim é sempre delicado.
Pois cada uma tem seus próprios problemas.
(...)
Quando se discutem áreas de domínio e influência toda potência leva para a mesa seus próprios interesses, mesmo quando jogam para a plateia.
E levam em conta os interesses das demais do clube.
Isso não impede arrisquem passos unilaterais.
Como o Ocidente com Kosovo, ou a Rússia com as províncias rebeldes da Geórgia.
Mas a regra é cada uma respeitar o interesse das sócias.
Ainda que esferas de influência sejam como placas tectônicas.
Móveis, mesmo que se movam lentamente.
Outro desafio palestino é o interno.
Israel não foi criado pela ONU.
A organização apenas aprovou a partilha da área do antigo mandato britânico na Palestina entre dois países.
Um árabe e um judeu.
O Estado judeu pôde nascer porque dispunha de liderança política e de força militar bastante unificadas, capazes de estabelecer autoridade sobre o território e defendê-lo.
Por isso, o governo do novo país prevaleceu sobre as correntes nacionalistas para quem aceitar a partilha do território com os árabes era uma traição aos ideais do nacionalismo judeu.
A Palestina enfrenta resistências no Conselho de Segurança da ONU.
Mas o que impede os palestinos de, como Kosovo, simplesmente declarar a independência, criar na prática seu país e cuidar depois do reconhecimento internacional?
Falta a liderança unificada e a capacidade de estabelecer autoridade, inclusive militar, sobre o território.
O desenvolvimento histórico da legítima luta dos palestinos para terem seu país acabou produzindo um cenário de múltiplos grupos, cada um com suas armas, ideologia e objetivos. E patrocinadores.
Isso impede que a liderança escolhida em eleições imponha democraticamente a vontade da maioria à minoria quando está em jogo o interesse nacional.
Daí por que a Palestina necessita recorrer aos jogadores externos, para construir de fora para dentro um consenso difícil de construir de dentro para fora.
O amplo apoio internacional à constituição de um Estado Palestino é um ativo, mas traz junto a dificuldade: todo mundo se dá o direito de opinar sobre como fazer a coisa.
Brigar com os fatos não chega a ser inteligente.
Ao histórico pronunciamento do presidente Mahmoud Abbas em Nova York seguiu-se o anúncio de que o Quarteto (Estados Unidos, Rússia, União Europeia e Nações Unidas) alcançou acordo sobre a reabertura das negociações para a busca de um status definitivo.
É uma nova excelente oportunidade.
Resta saber se os diretamente envolvidos vão saber aproveitá-la.
O Brasil, que frequentemente enfatiza a preferência por soluções negociadas, aplaudiu.
Ao histórico pronunciamento do presidente Mahmoud Abbas em Nova York seguiu-se o anúncio de que o Quarteto (Estados Unidos, Rússia, União Europeia e Nações Unidas) alcançou acordo sobre a reabertura das negociações para a busca de um status definitivo
Há alguns obstáculos à criação do Estado Palestino, direito legítimo daquele povo.
São externos e internos. E conectados.
Há dificuldades políticas no Conselho de Segurança da ONU.
Um jogo entre as grandes potências.
Coisa que não chega a ser novidade.
(...)
O debate entre as potências sobre assuntos assim é sempre delicado.
Pois cada uma tem seus próprios problemas.
(...)
Quando se discutem áreas de domínio e influência toda potência leva para a mesa seus próprios interesses, mesmo quando jogam para a plateia.
E levam em conta os interesses das demais do clube.
Isso não impede arrisquem passos unilaterais.
Como o Ocidente com Kosovo, ou a Rússia com as províncias rebeldes da Geórgia.
Mas a regra é cada uma respeitar o interesse das sócias.
Ainda que esferas de influência sejam como placas tectônicas.
Móveis, mesmo que se movam lentamente.
Outro desafio palestino é o interno.
Israel não foi criado pela ONU.
A organização apenas aprovou a partilha da área do antigo mandato britânico na Palestina entre dois países.
Um árabe e um judeu.
O Estado judeu pôde nascer porque dispunha de liderança política e de força militar bastante unificadas, capazes de estabelecer autoridade sobre o território e defendê-lo.
Por isso, o governo do novo país prevaleceu sobre as correntes nacionalistas para quem aceitar a partilha do território com os árabes era uma traição aos ideais do nacionalismo judeu.
A Palestina enfrenta resistências no Conselho de Segurança da ONU.
Mas o que impede os palestinos de, como Kosovo, simplesmente declarar a independência, criar na prática seu país e cuidar depois do reconhecimento internacional?
Falta a liderança unificada e a capacidade de estabelecer autoridade, inclusive militar, sobre o território.
O desenvolvimento histórico da legítima luta dos palestinos para terem seu país acabou produzindo um cenário de múltiplos grupos, cada um com suas armas, ideologia e objetivos. E patrocinadores.
Isso impede que a liderança escolhida em eleições imponha democraticamente a vontade da maioria à minoria quando está em jogo o interesse nacional.
Daí por que a Palestina necessita recorrer aos jogadores externos, para construir de fora para dentro um consenso difícil de construir de dentro para fora.
O amplo apoio internacional à constituição de um Estado Palestino é um ativo, mas traz junto a dificuldade: todo mundo se dá o direito de opinar sobre como fazer a coisa.
Brigar com os fatos não chega a ser inteligente.
Ao histórico pronunciamento do presidente Mahmoud Abbas em Nova York seguiu-se o anúncio de que o Quarteto (Estados Unidos, Rússia, União Europeia e Nações Unidas) alcançou acordo sobre a reabertura das negociações para a busca de um status definitivo.
É uma nova excelente oportunidade.
Resta saber se os diretamente envolvidos vão saber aproveitá-la.
O Brasil, que frequentemente enfatiza a preferência por soluções negociadas, aplaudiu.
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