terça-feira, 30 de outubro de 2012

EM VEZ DE CELEBRAR A VITÓRIA, PT PREFERE TRIPUDIAR DA DERROTA DOS ADVERSÁRIOS

Blog do Augusto Nunes

Inspirado nas reações da seita lulopetista à vitória de Dilma Rousseff, escrevi em 12 de novembro de 2010 que a torcida do PT, seja qual for o resultado da eleição, está sempre colérica com quem não cumpre ordens do dono do time.

Neste domingo, a discurseira raivosa de Fernando Haddad, os comentários de seus padrinhos e as ofensas berradas pelos companheiros demonstraram que o post publicado há dois anos dispensa retoques. O espetáculo da intolerância segue o script de sempre.

Em vez de festejar a própria vitória, os devotos do PT preferem celebrar a derrota dos outros.

Em vez de cantorias em homenagem a quem venceu, preferem ofender quem perdeu.

Em vez de confraternizar com quem cumpriu a determinação de Lula e votou no poste que o chefe escolheu, preferem patrulhar a internet à caça dos que se recusam a prestar vassalagem a homens providenciais.

Quem é provido de autonomia intelectual e independência política deve ser condenado à danação eterna sob uma chuva de insultos.

Em vez de sentir-se em casa nos blogs da esgotosfera, eles preferem ser escorraçados dos que não estão à venda.

Em vez de dormir sonhando com os oito anos de Lula, preferem seguir insones com os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso.

Eles não sorriem, não se divertem, nunca ficam simplesmente alegres.
Não conseguem ir além da histérica gargalhada eletrônica. Reféns voluntários do ressentimento, portadores do rancor que proíbe o convívio dos contrários, são incapazes de expressar-se com serenidade. Eles só berram, urram, uivam, rosnam.

Prisioneiros do pensamento único, não raciocinam, não refletem, não examinam opções: recitam o que ouvem, fazem o que os comandantes ordenam, torturam o idioma e a lógica com o desembaraço inconfundível dos que se dispensam de perder tempo com dúvidas.
Sobretudo, não entendem o que é ironia. Formas superiores de inteligência estão fora do alcance de cretinos fundamentais.

ERA DAS TREVAS



Os apagões do PT, os pitos da soberana, os raios, os ventos, a conversa mole

No dia 10 de novembro de 2009, um apagão deixou às escuras nove estados, incluindo toda a região Sudeste do país. O problema começou em Furnas. Até hoje, não se conhece o real motivo. O governo federal, como deixa claro o vídeo abaixo, tentou culpar os raios, os ventos e as chuvas. Certo! Não havendo nenhum desses fatores intervenientes, tudo funciona bem. Que bom!
A versão do “raio” foi desmoralizada pelo o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). 
E ficou o dito pelo não dito. 
Abaixo, segue um vídeo em que a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (pré-banho eleitoral), aparece dando pito em jornalista e tentando explicar o inexplicável. Vinte e uma horas depois! Vejam

Ah, não foi raio? Não foi curto-circuito? Bem que a gente desconfiava…
Pois é…
O tal Operador Nacional do Sistema (ONS) veio a público para dizer que, bem…, é provável que não tenha sido, não, um curto-circuito o responsável pelo apagão, como disseram Edison Lobão e Dilma Rousseff. Não só isso. 
Disseram e ainda decretaram: “Caso encerrado!!!” O ministro (ele já sabe a diferença entre uma tomada e Tablete Santo Antônio?) não se conformou só em dar a explicação oralmente: emitiu uma nota!!!
No dia do apagão, sabe-se agora, Itaipu já estava com problema. E não há evidência de curto-circuito em Itaberá. Pois é… Vejam a diferença entre a experiência política — e a esperteza macunaímica — e a patetice. Lula, ele mesmo, não se comprometeu com aquela cascata de raio. É claro que ele vai aproveitar, de algum modo, para atacar a oposição, mas sentiu cheiro de problema. Lobão, para tentar sair da reta, deu a primeira desculpa que encontrou. Sem saber o que dizer, Dilma preferiu endossar  a tese do raio e ainda  dar bronca.
Leiam post em que transcrevia trecho do relatório do INPE, que dizia com todas as letras: não houve raio na região de Itaberá capaz de parar a usina. 
Volto a 2012
Em 2010, como se vê, Dilma tentou provar que os apagões da gestão petista apagões não eram. Afinal, isso era coisa de FHC… Ela preferia o nome “blecaute”.
Ah…
O que é um “apagão”? É apagar tudo? É! Então se tem é agora, não antes. 
Em 2001, houve um contenção do consumo — podem até chamar de “racionamento” se quiserem —, mas o país não ficou às escuras. 
Por Reinaldo Azevedo

OS APAGÕES DE DILMA MARCAM SEU DESGOVERNO

O ministro interino de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou o óbvio: o sistema elétrico brasileiro vem perdendo confiabilidade. 
Seria impossível discordar, os apagões revelam o retrocesso do país no setor fundamental para um país que se julga entre as maiores economias do mundo, a energia.
Dilma Rousseff é a principal responsável pela área desde 2003, primeiro porque foi ministra das Minas e Energia. Depois, na Casa Civil, continuou a ser a comandante da área. E, como presidente da República, é quem deveria se empenhar para que os investimentos necessários fossem viabilizados.
A presidente não tem dito nada sobre os sucessivos apagões, esconde-se para ter sua imagem preservada, para buscar culpados por seus erros antes de se manifestar a respeito.
Na VEJA.com:
Após o segundo apagão de grandes proporções em pouco menos de um mês – e o quarto apenas no segundo semestre do ano, o ministro interino de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou que a sequência de apagões não é normal – e que o sistema elétrico brasileiro vem perdendo a confiabilidade.
Na madrugada da sexta passada, um apagão atingiu todos os nove estados do Nordeste e ainda parte da região Norte do país. Segundo Zimmermann, suspeita-se que a origem do problema sejam falhas nas subestações de Colinas (TO) e Imperatriz (MA). Técnicos foram enviados aos locais para investigar o problema. “São eventos que ocorreram em sequência”, disse o ministro. 
“Não são normais. A coincidência, então, não é normal”, completou, segundo a Agência Brasil. Zimmermann destacou que o sistema elétrico brasileiro é um dos maiores do mundo, mas tem registrado “diminuição de confiabilidade”.
(...)

O BRASIL QUE "NÃO" QUER TRABALHAR FAVORECE AS ESTATÍSTICAS DO FAZ DE CONTA

No país, mais de 66 milhões desistiram de buscar emprego
Cristiane Bonfanti, O Globo

No Brasil do pleno emprego, com taxas de desocupação nos menores patamares da história, os empresários estão em uma busca desesperada para preencher seus quadros e driblar o apagão de mão de obra.

Dados do IBGE mostram, porém, que há uma parcela enorme da população que está em idade ativa e em plena condição de produzir, embora não procure uma vaga no mercado de trabalho e, portanto, não entre nas estatísticas de desemprego.

Um exército de 66,7 milhões de brasileiros, contingente quase igual ao número de habitantes da França ou duas vezes o do Canadá, está na chamada população não economicamente ativa. São pessoas que, mesmo sem trabalhar, não estão em busca de emprego. No Rio de Janeiro, são 6,2 milhões nessa condição. Em São Paulo e em Minas Gerais, são 14,1 milhões e 6,6 milhões, respectivamente.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

ONDA DO VOTO NULO CAMINHA PARA ENTREGAR O GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO PARA O PT


Presidente do PT já anuncia aliança duradoura com… Kassab!!!

Então, leitor…
Entre abstenções (19,99%), brancos (4,34%) e nulos (7,26%), quase 32% (31,59%) dos eleitores paulistanos deixaram de votar num candidato à Prefeitura de São Paulo. Nunca se viu algo assim na cidade. Faz sentido? Ô, se faz!
Eu lhe forneço um primeiro elemento para entender o que NÃO É um fenômeno no sentido que essa palavra pode assumir: o do evento surpreendente.
Rui Falcão, presidente do PT, já veio a público hoje. Com aquele seu modo de ser — ninguém é tão friamente indecoroso como ele —, anunciou que o PT pretende fortalecer a aliança com o PSD de… Gilberto Kassab!
Sim, a gestão Kassab foi o grande espantalho no programa eleitoral do PT. Ao prefeito se atribuiu até ter-se recusado a fazer parcerias com o governo federal, que teria oferecido recursos para projetos na cidade, supostamente recusados. Tudo isso é falso. Tudo isso é mentiroso. Essas coisas não aconteceram.
Não obstante, Falcão já está anunciando a parceria porque o PSD certamente fará parte da base de apoio de Haddad na cidade. Também estará na base no governo federal e, provavelmente, vai levar um ministério. É isto mesmo: tanto o petismo como o próprio prefeito estão a anunciar que quem perdeu ontem em São Paulo foi Serra; Kassab ganhou!!!.
Falcão usa como exemplo o caso de Ribeirão Preto. Nessa cidade, Dárcy Vera, do PSD, disputou o segundo turno com Duarte Nogueira, do PSDB. Ela ganhou com margem apertada: 51,97% a 48,03%. Pois bem!
Dárcy teve o apoio do PT e, conta-nos Falcão, o que é verdade, isso se deu em troca da garantia de que ela estará no palanque de Dilma em 2014. Então vejam que coisa fabulosa: enquanto Kassab era o alvo fixo aqui em São Paulo, fazia acordo para apoiar Dilma em 2014 em Ribeirão — e, a rigor, em qualquer lugar.
De volta à abstenção
Por que tantos deixaram de votar? Em muitos casos, descrença da política, saco cheio mesmo! Vou tentar saber as zonas eleitorais de São Paulo em que a abstenção foi maior. 
É bem provável que seja nos bairros onde Serra e os tucanos costumam ter mais votos.
É indecoroso que Rui Falcão, o que batia, e Kassab, o que apanhava, apareçam no dia seguinte de mãos dadas, fazendo planos para o futuro, decidindo como eles continuarão no poder, a despeito do que diziam para os eleitores até o dia anterior. 
Fica parecendo que se tratava de uma combinação, em que um entrava com o soco, e o outro, com a cara. A recompensa viria depois.
Esse tipo de política, com essa desfaçatez e com essa falta de caráter partidário, não existe em lugar nenhum do mundo. 
Serra perdeu menos para Haddad do que para aqueles que deixaram de escolher um candidato em razão do tédio e da recusa de participar de um jogo que não reconheciam como válido.
Podem anotar aí: cessam as críticas de Fernando Haddad à gestão Kassab. A cada vez que anunciar um novo e miraculoso programa para a cidade, o “outro” que será permanentemente atacado será o PSDB, o governo estadual.
Por Reinaldo Azevedo

ELEITOR PAULISTANO BRINCOU NAS URNAS - O BRASIL RESPONDEU AO MENSALÃO "ELEGENDO" ADVERSÁRIOS DO PT, O PAULISTANO "PROTESTOU" PERMITINDO A VITÓRIA DO CANDIDATO PETISTA



Com exceção de dois juízes companheiros, os ministros do Supremo não fizeram o que Lula queria, ou seja, atropelar as Leis para isentar a elite política de seus crimes no caso do Mensalão.

O eleitor brasileiro entendeu e muita gente se organizou no dia da eleição para manifestar seu desagrado. Muitos gritavam no local da votação - "Fora PT!" - e realmente o partido foi derrotado nas urnas das capitais e de muitos municípios do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul do país. No Sudeste o PT também tropeçou em alguns lugares, mas o eleitor paulistano não entendeu a importância do MOMENTO e brincou nas urnas.



O brasileiro que acompanhou e aplaudiu o resultado do julgamento do Mensalão, que se orgulhou da atitude de seus ministros e que renovou a esperança na Justiça brasileira com o relatório de Joaquim Barbosa soube repudiar as declarações dos petistas, como a de um senador do Acre:
“Só não vale nossos governos indicarem ministros do Supremo e eles chegarem lá e votarem contra por pressão da imprensa”.
Os petistas esperavam “fidelidade” dos ministros indicados e nomeados. Tratados como traidores pelo PT, partido que não convive bem com a democracia e não respeita a independência de cada Poder (tanto é que submeteu, com sucesso, a maioria do Legislativo em troca do mensalão), os ministros do Supremo, no entanto, decidiram servir às leis e à Constituição. 

O Brasil soube aproveitar a ocasião para reagir, elegendo adversários do PT, porque a qualquer momento serão abertas novas vagas no Supremo e a convicção dos petistas é a de que somente ministros "de confiança" devem ser nomeados por Dilma.
O eleitor paulistano se manifestou de maneira diferente... elegendo o candidato petista. 
Os petistas estão inconformados com a decisão de condenar José Dirceu e José Genoino por corrupção ativa e com a dificuldade em controlar o Supremo.
Com a conquista de territórios importantes, como São Paulo, com a submissão da grande maioria dos parlamentares, de setores do jornalismo e de outras instituições, Lula está convicto de que só restam dois inimigos aos petistas: a “mídia” e o Judiciário. 

Pequena minoria da imprensa não aderiu à pauta imposta pelo PT e ainda há juízes em nosso país, mas quando comecei a receber dezenas de emails pregando o "Voto Nulo", que só interessa ao PT que tem seus votos garantidos e o principal motivo da derrota de Serra, tanto em 2010 quanto agora, entendi que a mais grave mazela do país não é apenas o desgoverno corrupto e incompetente que está no poder, mas a falta de visão de futuro, de maturidade e de consciência política.

Condição de rodovias brasileiras está pior este ano, diz CNT

Cristiane Jungblut, O Globo

Mais da metade das rodovias brasileiras apresentam algum tipo de problema, e as principais ocorrências pioraram este ano na comparação com 2011, como revelou pesquisa divulgada nesta quarta-feira pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). Dos 95.707 quilômetros de estradas analisadas, 62,7% (60.053 km) tiveram algum tipo de problema, contra 57,4% na pesquisa de 2011.

Também aumentaram os pontos críticos, como erosão: 221, contra 219 em 2011. Em relação ao pavimento e à sinalização, 43.981 km (45,9%) e 63.410 km (66,2%), respectivamente, apresentam problemas.
O presidente da CNT, senador Clésio Andrade, afirmou que o problema com a sinalização precisa ser solucionada com urgência.