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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

"JOGO DE CENA" - Imagens desmascaram propaganda mentirosa

Para PSDB, visita de Dilma ao São Francisco é 'jogo de cena'
Folha.com

Sertanejo passa pelo canal abandonado da transposição do São Francisco. Existe apenas uma passarela por toda a extensão da obra

Canal da transposição do rio São Francisco está abandonado sendo tomado pela vegetação e pela erosão

A comerciante Rosa Feliciana Rodrigues, 50 anos, segura seus sete cadernos de débitos não pagos de seu estabelecimento e acredita que acumulou cerca de dez mil reais em dívidas com a paralização das obras.

A proprietária do restaurante Aguiar e Lisboa, Eliane Maria da Silva Lisboa, 37 anos, levou um calote das empresas que atendia e hoje acumula dividas entre fornecedores, bancos e agiotas

O agricultor José Augusto dos Santos voltou para a roça depois da paralização das obras e não acredita que as obras retomem

Usina de concreto para abastecer as obras da transposição do São Francisco está desativada e abandonada sendo tomada pela vegetação

Madeira que foi extraída nas obras da trasposição estão se deteriorando no tempo e sem um fim.

Canal da transposição do rio São Francisco está abandonado sendo tomado pela vegetação e pela erosão



Galpão de obra da transposição do São Francisco está completamente abandonado e se deteriorando no tempo.

O PSDB divulgou nota criticando a visita da presidente Dilma Rousseff a trechos das obras da transposição do rio São Francisco.
Para o líder do partido na Câmara, Bruno Araújo (PE), vistoria é apenas "jogo de cena".

"Para os governos petistas, a transposição se resume a uma peça de propaganda.
Em 2008, Lula e Dilma visitaram as obras de olho no calendário eleitoral.
Agora, ano de eleição, a história se repete.
A visita é apenas para dar a impressão de que as obras estão andando.
No entanto, a realidade é que estão abandonadas"
, disse.

De acordo com o líder, a transposição, uma das maiores obras do Programa de Aceleração do Crescimento, é um exemplo da incapacidade gerencial da presidente.

"A obra está mais cara do que o previsto, o calendário atrasado e, por conta do abandono, o trabalho que já foi feito começa a se deteriorar. Ou seja, é dinheiro público sendo jogado no lixo. E os brasileiros são prejudicados duplamente --pela demora na entrega da obra e por pagar a conta do desperdício", disse.

Em dezembro, a Folha percorreu cerca de cem quilômetros do eixo leste da obra, a partir de Floresta (PE), onde está um dos pontos de captação de água.
No cenário encontrou alojamentos depredados e saqueados no meio da caatinga, ao lado de um canal tomado pelo mato e corroído pela erosão.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

DESCASO DESUMANO




O programa “Fantástico”, da TV Globo, apresentou reportagem neste domingo que mostra uma investigação especial sobre uma das maiores obras de infraestrutura do Brasil, cujo projeto foi elaborado ainda durante o governo FHC: a Transposição do Rio São Francisco. 


Sertanejo passa pelo canal abandonado da transposição do São Francisco. 
Existe apenas uma passarela por toda a extensão da obra


Canal da transposição do rio São Francisco está abandonado sendo tomado pela vegetação e pela erosão


Madeira que foi extraída nas obras da trasposição estão se deteriorando no tempo e sem um fim. 


Canal da transposição do rio São Francisco está abandonado sendo tomado pela vegetação e pela erosão




O projeto, que deveria ser concluído em poucos anos, já se arrasta há cinco e deveria estar pronto para levar água à região que enfrenta a pior seca dos últimos 40 anos. 

A reportagem do Fantástico percorreu mais de mil quilômetros pelo sertão do Nordeste e mostrou imagens de abandono e atraso de uma obra que já teve seu orçamento estourado dos R$ 4,7 bilhões previstos para R$ 8,2 bilhões, um aumento de 80%. 

Reparem que o ministro de Dilma deixa claro que o projeto básico não foi revisado ou atualizado para se adequar à realidade encontrada em campo. Porém, o único nome citado é o de FHC, que teve a iniciativa de apresentar o projeto, o que deveria ser enaltecido, mas o tom da entrevista induz o expectador a crer que o governo tucano, que concluiu o projeto básico ainda em 2001, com supostos erros não corrigidos nos dez anos seguintes, seria o culpado pela paralisação da obra. 

Vejam que absurdo, a reportagem prossegue como se toda a enganação, incompetência e desperdício desses últimos anos não tivessem importância. Os nomes dos verdadeiros responsáveis pelo descaso - Lula e Dilma - nem são citados.

Nem a promessa de Lula foi cumprida nem a então mãe do PAC, Dilma Rousseff, se importou com o sofrimento dos nordestinos. Trechos de canais secos e rachados apenas lembram a obra que deveria estar ajudando a enfrentar a seca que castiga o sertão. Árvores crescem no fundo seco.

Na verdade, um dos problemas mais graves que atrasam a obra é a corrupção. Desde 2005 o Tribunal de Contas da União encontrou irregularidades que chegam a R$ 734 milhões. O Ministério da Integração investigou contratos que não foram honrados ou que tem sobrepreço, pagamento duplicado por obras ou pagamento de serviços que não foram executados.

Outro aspecto interessante é que deram início a trechos que não se ligam. Como se pedaços separados, e inúteis, fossem construídos em diversas localidades apenas para que servissem de palanque. 

Em Cabrobó, o canal chega pertinho do rio, mas não está ligado a ele. A obra para permitir a captação da água ainda nem começou. Ao lado, o início das obras de uma estação elevatória é só uma amostra da colcha de retalhos que é a obra da transposição. São pedaços que não se conectam, nem uma gota d’água passa pelos canais.


Impossível imaginar que esse seria o projeto básico aprovado ainda no governo Fernando Henrique. Isso parece obra de marqueteiro que deve ter orientado o desgoverno petista para que cavasse um trecho de canal próximo a cada uma das cidades que fizessem parte do percurso para causar a impressão de que a obra realmente estava a todo vapor e, com esse cenário de ficção, garantiriam os votos dos eleitores locais.

Essa é a marca do PT, muito teatro e pouca ação.

Leiam comentário pertinente sobre esse assunto no blog do senador Álvaro Dias:

No Fantástico: Transposição, a obra que nunca acaba e que já dobrou de preço

O DRAMA DA SECA NO NORDESTE MOSTRADO COM TODA SUA CRUELDADE ONTEM NA REDE GLOBO, EMOCIONOU MILHARES DE BRASILEIROS. 

O GOVERNO ESTÁ DEVENDO. 

domingo, 13 de dezembro de 2015

OPERAÇÃO VIDAS SECAS VAI RASTREAR DINHEIRO DESVIADO

Estadão


O delegado Marcelo Diniz, superintendente da Polícia Federal em Pernambuco, sede da Operação Vidas Secas deflagrada nesta sexta-feira,11, diz que os próximos passos da investigação que apura as suspeitas de desvios de R$ 200 milhões em obras da transposição do Rio São Francisco pretendem avançar sobre funcionários públicos do Ministério da Integração Nacional, responsável pela obra e até para eventuais políticos.

“Nós vamos passar para as analises do que está sendo buscado (nesta sexta-feira), todos os mandados de prisão foram cumpridos e queremos saber agora a participação de eventuais servidores públicos e eventuais políticos que estejam envolvidos na trama”, disse o delegado em entrevista nesta manhã para explicar a operação.

Diniz fez um paralelo com a investigação Lava Jato e disse que a investigação da Vias Secas está na fase de apurar a atuação dos núcleos econômico, formado pelas empreiteiras e seus representantes, e dos operadores financeiros, formado neste caso pelos doleiros Alberto Youssef e Adir Assad, já condenados na Lava Jato e cujas empresas de fachada são utilizadas para lavagem de dinheiro.

A partir do rastreamento dessas movimentações financeiras suspeitas, a Polícia Federal pretende avançar sobre os núcleos administrativo, formado pelos funcionários públicos que teriam sido corrompidos para permitir os desvios e, eventualmente, o núcleo político, caso se comprove que houve o beneficiamento de políticos e partidos.

“O que podemos dizer até o momento é o seguinte, empresas do grupo de Youssef receberam recursos de empreiteiras que tinham contrato com o Ministério da Integração e receberam recursos em uma conta específica (das obras da transposição)e dessa mesma conta foi mandado dinheiro para empresas fictícias de Youssef. Isso foi dinheiro para o quê? Todo mundo já sabe, simplesmente para repassar esse dinheiro para circunstância A, B ou C”, explicou o delegado deixando claro que ainda não há nenhum nome de político ou funcionário público investigado.

De forma semelhante, a Lava Jato começou apurando a atuação de um grupo de doleiros que lavava dinheiro para grandes empreiteiras, avançou sobre os contratos destas empresas com a Petrobrás e, após várias etapas de investigação, delações premiadas e colaboração jurídica internacional alcançou deputados, senadores e ex-parlamentares que teriam recebido dinheiro do esquema na estatal petrolífera.

“Já temos claramente demonstrado isso (desvio de recursos via empresas de Youssef), agora a outra fase de identificar outros núcleos, principalmente o administrativo e o núcleo político. E tudo indica pelo contexto da participação que existem grandes possibilidades de que tenha havido isso (envolvimento de políticos), agora os nomes nós teremos que ter em um segundo momento”, contou Diniz.

Compartilhamento. A investigação deflagrada nesta manhã apura as suspeitas de desvio em um contrato de R$ 680 milhões do Ministério da Integração Nacional com o consórcio formado por OAS, Galvão Engenharia, Barbosa Mello e Coesa. As investigações mostraram que essas empresas receberam verba do ministério para as obras e repassaram cerca de R$ 200 milhões para as empresas de fachada dos doleiros Alberto Youssef e Adir Assad, já condenados na Lava Jato por lavarem dinheiro e operarem o pagamento de propinas no esquema de corrupção na Petrobrás.

Iniciada no ano passado, a operação partiu de informações do Tribunal de Contas da União (TCU) e Controladoria-Geral da União (CGU). Após um compartilhamento de informações com a Operação Lava-Jato, a PF constatou uma movimentação de dinheiro do Ministério da Integração para contas das empreiteiras e, posteriormente, para empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef.

Ao todo cerca de 150 policiais federais cumpriram nesta manhã 32 mandados, sendo 24 de busca e apreensão, 4 de condução coercitiva e quatro de prisão temporária nos Estados de Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e em Brasília. Foram presos quatro executivos, entre diretores, conselheiros e representantes das empreiteiras do consórcio, sendo um representando a OAS e a Coesa, um da Barbosa Mello e dois da Galvão Engenharia. Seus nomes não foram revelados.

Obra. A obra de transposição do rio São Francisco é tocada pelo governo federal e foi reiniciada na gestão do ex-presidente Lula. Segundo o Ministério da Integração Nacional, responsável pela execução, a obra engloba a construção de quatro túneis, 14 aquedutos, nove estações de bombeamento e 27 reservatórios. Desde que foi retomada, ela se arrasta há oito anos.

Além da recuperação de 23 açudes existentes na região que receberão as águas do rio São Francisco. O projeto esta orçado em R$ 8,2 bilhões, com base na planilha orçamentária vigente.

O governo diz que a obra beneficiará uma população estimada de 12 milhões de habitantes, em 390 municípios nos Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, onde a estiagem ocorre frequentemente. A Região Nordeste possui 28% da população brasileira e apenas 3% da disponibilidade de água. O Rio São Francisco apresenta 70% de toda a oferta regional.

Em outubro deste ano, conforme o ministério, 81% da execução física da obra estava concluída, sendo o Eixo Norte com 82,2% e o Eixo Leste com 79,2%.

O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou entre 2005 e 2013 irregularidades que somam R$ 734 milhões nas obras da transposição. O que inclui, contratos que não foram honrados ou que tem sobrepreço, pagamento duplicado por obras ou pagamento de serviços que não foram executados.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

TRANSPOSIÇÃO - SÍMBOLO DO DESCASO

EVERALDO PROMETE CONCLUIR OBRAS DO RIO SÃO FRANCISCO

Pastor Everaldo prometeu concluir as obras de transposição do Rio São Francisco
O candidato do PSC à Presidência da República, Pastor Everaldo, disse hoje (7) que, se for eleito, seu governo vai concluir as obras de transposição do Rio São Francisco.
De acordo com a assessoria de comunicação do candidato, ele deu a declaração em reunião com líderes políticos e religiosos da Paraíba e Rio Grande do Norte. A reunião foi na cidade paraibana de Sousa, a 430 quilômetros da capital, João Pessoa.
“Meu compromisso com a cidade de Sousa, com a Paraíba e com o Nordeste, é concluir as obras de transposição das águas do Rio São Francisco, já a partir do primeiro dia do meu governo”, disse ele, que criticou o “abandono da região” e prometeu “acabar de vez com essa situação em que o governo só aparece em tempo de eleições”.
O presidenciável também disse que, atualmente, o Estado brasileiro é “aparelhado” e “gigante” e anunciou uma reforma em que somente saúde, educação e segurança pública farão parte da estrutura estatal.
Pastor Everaldo prometeu investir em escolas. “Nos últimos dez anos, o Brasil perdeu 32 mil escolas rurais. O que meu governo pretende fazer é exatamente o contrário.”
Por fim, o candidato voltou a falar sobre um programa que, segundo ele, garantirá aos jovens o primeiro emprego utilizando a estrutura das Forças Armadas. Ele explicou que, pelo projeto, “a exemplo do que ocorre em Israel, os jovens poderão sair das Forças Armadas como profissionais qualificados”. O presidenciável disse que, para viabilizar o programa, será preciso reequipar o Exército, a Marinha e a Aeronáutica que, de acordo com ele, estão sucateados.
(Mariana Branco/ABr)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Dilma fica irritada em entrevista com radialistas

A presidente Dilma Rousseff entregou hoje um conjunto habitacional com casas sem energia elétrica, sem água encanada, sem piso cerâmico e, em alguns casos, sem vidros e esquadrias nas janelas.
O conjunto residencial São Francisco, em Juazeiro (BA), com 1,5 mil unidades habitacionais, foi inaugurado hoje com estardalhaço pela presidente e sua comitiva.
VEJAM O QUE ACONTECEU:

.............................................
Presidente demonstrou nervosismo quando foi questionada sobre o atraso nas obras de transposição do Rio São Francisco
Leonencio Nossa e enviado especial, da EXAME

Dilma: "Meu querido, a transposição não está parada! Você vai me desculpar, mas não está parada"

Juazeiro - A presidente Dilma Rousseff irritou-se hoje e demonstrou mal estar numa entrevista a radialistas das cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE).
Os repórteres, numa conversa com a presidente, questionaram o atraso nas obras de transposição do Rio São Francisco.
Dilma voltou a soltar um velho bordão conhecido de seus assessores para demonstrar irritação:

"Meu querido, a transposição não está parada! Você vai me desculpar, mas não está parada".

Depois, ela admitiu que "algumas parcelas" estão com obras interrompidas.

O outro momento de irritação de Dilma, durante a entrevista, ocorreu quando ela exaltava o Programa Minha Casa Minha Vida, que entregará hoje em Juazeiro 1.500 unidades.
Quando Dilma falava das unidades habitacionais, que têm 44 metros quadrados cada, um repórter chamou as unidades de "casinhas".

"Você é quem está dizendo.
Imagino que sua casa seja grande"
, disse a presidente.

Continuando a irritação, Dilma disse:

"o povo brasileiro não tinha nem casinha.
Morava em casa de papel, em palafita".


Depois a presidente recorreu ao velho estilo do antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao falar do ineditismo de suas ações na área habitacional.

"Não há nenhum outro momento na história desse país que tínhamos tantos contratos (para construção de casas)".

Ao final da entrevista, sobrou para o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, que tem a região de Petrolina como reduto eleitoral.
Dilma reclamou ao microfone que o ministro estava insistindo para ela falar da terceira etapa do projeto de transposição.
Nessa etapa, está previsto um canal que chegará até Petrolina.
Dilma ponderou que esse não é o momento de discutir ainda a terceira etapa.
Ela disse que o governo está empenhado em buscar "sistematicamente" a conclusão das obras, que deverão ser entregues em etapas.

Ao explicar o atraso nas obras, ela disse que foi preciso fazer alguns ajustes.

"Até o final de agosto, vamos ter condições de informar aos ouvintes que as obras no São Francisco andarão integralmente.
Hoje, estão andando, mas faltam algumas parcelas",
disse.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Politicagem e Desperdício

Um velho estilo em ação
O Estado de S.Paulo


Quando foram iniciadas, em 2007, as obras de transposição das águas do Rio São Francisco para o semiárido nordestino, Lula previa inaugurar, ainda no seu mandato, o Eixo Leste de um dos dois canais de escoamento, numa extensão de 400 km.

Não só o ex-presidente não pôde incluir essa façanha nas suas grandes obras, mas há risco de que nem mesmo a presidente Dilma Rousseff possa dar por concluída essa parte do projeto, o mais caro do PAC.
(...)

Tudo isso faz do projeto de transposição do São Francisco um dos melhores exemplos de falta de planejamento e má gestão de recursos públicos na história recente do País.

A obra está praticamente paralisada.
(...)

O Ministério elevou agora o custo total da obra para R$ 6,8 bilhões, R$ 1,8 bilhão a mais do que o originalmente previsto.
Apesar do que tanto se fala sobre a necessidade de projetos executivos para obras públicas - isto é, projetos que cumprem todos os requisitos técnicos para sua execução -, a polêmica transposição das águas do São Francisco continua sendo conduzida no estilo tradicional da administração pública brasileira, em cima do joelho.

Ao discriminar os gastos para dar andamento à construção, que seria retomada a partir de setembro, o ministro Bezerra disse que R$ 771 milhões serão destinados a aditivos aos contratos, além de R$ 282 milhões de reajustes de contratos assinados em 2006.
A isso se somam R$ 180 milhões para renovação da licença ambiental.
O que é muito estranho, uma vez que o governo já desembolsou R$ 170 milhões para licenciamento ambiental.
(...)

Na realidade, tem-se a impressão de que a obra de transposição do São Francisco vai começar de novo, embora o governo já tenha gastado R$ 2,4 bilhões em sua construção e já tenha comprometido mais R$ 1,3 bilhão.

Como estudos técnicos têm demonstrado, o custo original excedia em muito os benefícios do projeto, que, se e quando for concluído, beneficiará apenas 5% do semiárido.
Íntegra AQUI.

Mais informações AQUI.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Mais uma picaretagem, obras do São Francisco viram lorota eleitoral.

Governo abandona transposição do São Francisco após eleição de Dilma
Reportagem do 'Estado' percorreu trechos do empreendimento que impulsionou vitória no Nordeste e constatou deterioração de obras, concreto rachado e vergalhões abandonados

Eduardo Bresciani e Wilson Pedrosa, Enviados especiais, FLORESTA (PE)
O Estado de S.Paulo


Cenário de propaganda eleitoral da presidente Dilma Rousseff e responsável por parte de sua expressiva votação recebida no Nordeste, a transposição do Rio São Francisco foi abandonada por construtoras e o trabalho feito começa a se perder.

O Estado percorreu alguns trechos da obra em Pernambuco na semana passada e encontrou estruturas de concreto estouradas e com rachaduras, vergalhões de aço abandonados e diversos trechos em que o concreto fica lado a lado com a terra seca do sertão nordestino.
(...)

Prometida para o final do governo Lula, a obra tem seu prazo de entrega sucessivamente adiado.

A obra está atualmente orçada em R$ 6,8 bilhões, 36% a mais do que a projeção inicial.


Abandono.
Durante três dias, a reportagem percorreu cerca de 100 quilômetros da extensão dos canais da obra.
O abandono foi a tônica da viagem, com canteiros completamente parados.
As únicas exceções foram as partes da transposição sob responsabilidade do Exército.

Em um dos trechos visitados, na divisa das cidades pernambucanas de Betânia e Custódia, cerca de 500 metros de concreto estão totalmente quebrados, com pedaços se soltando do solo.
Esse trecho terá de ser refeito para a água do São Francisco passar.
O padre Sebastião Gonçalves, da diocese de Floresta, foi quem encontrou o trecho destruído durante vistoria frequente que faz pelas obras.

“As empresas abandonaram as obras e já começou a se perder o trabalho feito.
É um desperdício inexplicável.”


A parte que aparece com as maiores avarias está no lote 10 da obra, que teve as obras iniciadas pelas construtoras Emsa e Mendes Júnior.

Segundo moradores da região, as máquinas começaram a ser retiradas desde o início do ano passado.
Há cerca de dois meses, os funcionários foram demitidos, deixando os alojamentos como aspecto de cidade fantasma, onde só restam vigias e alguns funcionários administrativos.

“É uma situação caótica, está tudo parado”, reclama Manoel Joaquim da Silva, coordenador do sindicato dos agricultores familiares de Floresta e companhia constante do padre Sebastião Gonçalves no acompanhamento das obras.
Mais AQUI.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

DELTA DO CACHOEIRA E DO PAC DA DILMA

Delta participa de quatro grandes obras para a Copa de 2014

Contratos de 5 obras do PAC somam R$ 1,3 bilhão; maior presença é na Ferrovia Oeste-Leste




Obras da Ferrovia Oeste Leste, também são feitas pelas Delta
Foto: Agência O Globo
Obras da Ferrovia Oeste Leste, também são feitas pelas Delta 

Além da construção do Maracanã, a construtora Delta participa de três outras obras fundamentais dentro dos preparativos para a Copa do Mundo, com contratos que somam R$ 1,198 bilhão. São obras de mobilidade urbana no Rio, Belo Horizonte e Fortaleza.
A construtora também está presente em cinco grandes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em contratos que somam R$ 1,363 bilhão.
(...)

Além das obras da Copa, a Delta está presente em grandes obras do PAC. Entre essas, a maior participação é na Ferrovia Oeste-Leste dentro do Consórcio com a SPA Engenharia e Convap, com contrato de R$ 574 milhões. A ferrovia terá 1.527 km de extensão e fará uma conexão com a Ferrovia Norte-Sul.

A segunda maior participação é na obra de Transposição do Rio São Francisco — em consórcio com a EIT e Getec — valor de R$ 265 milhões. A transposição é uma obra bastante polêmica, que começou em 2007 e desvia as águas do rio São Francisco em Pernambuco para a Bahia, Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará.

Além disso, a Delta tem participação na duplicação da rodovia BR-060, em Goiás e em dois lotes da BR-101 em Sergipe, que tem 204 km de extensão. A BR-101 é a segunda maior rodovia do país, com quase 4.200 km cortando todo o litoral.

A empresa também tem contratos de manutenção e e conservação de rodovias em todo o país. Somente em janeiro e fevereiro deste ano foram assinados três novos contratos, sendo dois para trabalhos no Ceará, nas BR-116 e BR-437 e outro no Paraná na BR-158, no total de R$ 7,8 milhões.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Custo da transposição do São Francisco aumenta 71% e vai superar R$ 8 bilhões

Marta Salomon, de O Estado de S.Paulo


Vencido o prazo original em que a transposição do Rio São Francisco deveria estar pronta e funcionando no semiárido nordestino, a obra registrou aumento de R$ 3,4 bilhões - ou 71% - em seus custos em relação à previsão inicial, segundo a mais recente estimativa feita pelo Ministério da Integração Nacional.

Desde o início do governo Dilma Rousseff, o custo total da obra pulou de R$ 4,8 bilhões para R$ 8,2 bilhões. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva previa inaugurar a obra em 2010.

Isso significa que, se a transposição fosse uma aplicação financeira, teria rendido 65% acima da inflação do período.
(...)

O Ministério da Integração evita criticar abertamente o início das obras sem um projeto detalhado porque isso aconteceu sob a gestão do então ministro Ciro Gomes, correligionário no PSB do atual ministro Fernando Bezerra e padrinho do novo secretário de recursos hídricos da pasta, Francisco Teixeira, principal executivo da transposição. No início das obras, Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil, era citada como a “mãe” do PAC.

Íntegra AQUI.

domingo, 4 de dezembro de 2011

CALOTE ELEITORAL

Obra de transposição do São Francisco 'parece um terremoto', diz morador
Cenário é de faroeste com vilas fantasmas e um povo com poucas esperanças de ver o progresso
Eduardo Bresciani, do Estadão



O calor escaldante e a terra seca e rachada do sertão tornam ainda mais triste a paisagem de abandono da obra mais vistosa do Nordeste.
Durante a nossa viagem passamos três dias no interior de Pernambuco viajando pela Transposição do Rio São Francisco e nos deparamos com a ausência de esperança e o conformismo dos habitantes com a paralisação.

A cidade de Floresta (PE) fica a cerca de 300 quilômetros de Petrolina.
Foi lá que encontramos o padre Sebastião Gonçalves e o agricultor Manoel Joaquim da Silva, que nos guiaram até o trecho mais deteriorado da obra.
Foram cerca de 80 quilômetros de asfalto esburacado e mais 30 quilômetros por estradas de chão batido nas margens do canal.

A imagem do canal destruído é chocante.
"Lembra um terremoto", como ouvimos de um morador do assentamento Serra Negra.

Foi nesse assentamento já com a escuridão tomando conta da região que conhecemos a aposentada Maria do Socorro da Silva que nos mostrou sua casa repleta de rachaduras. Segundo ela, marcas das explosões para a construção do canal.

No dia seguinte saímos logo cedo. Passamos em Serra Negra novamente e presenciamos a insegurança dos moradores diante da incerteza sobre a remoção do único posto de saúde da região.
Acompanhados novamente de Manoel retornamos ao canal onde encontramos o alojamento dos funcionários da Emsa totalmente abandonado e mais trechos em que os operários deixaram o trabalho pela metade.

No início da tarde cruzamos o município de Floresta para ir até a Agrovila 6, já próxima à cidade de Petrolândia (PE).
Encontramos um povoado pacato sem nenhum sinal de abrigar os escritórios das empresas responsáveis pela maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Nordeste.
Comerciantes desanimados e os ex-operários já retornando ao trabalho na roça foram personagens com quem nos deparamos.

Dali seguimos para o lote 9, próximo à BR-116. Lá visualizamos mais estruturas de concreto começando a rachar.
Apesar de serem menos profundas do que o visto no lote sob responsabilidade da Emsa, os problemas acontecem em diversos trechos e merecem atenção para não se deteriorar ainda mais.

Leiam também: Passado o investimento, ficou o prejuízo.
Paralisação dos canteiros derrubou movimento no comércio e deixou moradores sem emprego

domingo, 14 de julho de 2013

PROMESSAS DE DILMA NÃO SÃO CUMPRIDAS

Paulo Celso Pereira, O Globo

Na campanha de 2010, a então candidata Dilma Rousseff apareceu em um de seus primeiros programas na televisão rodando o país para mostrar realizações do governo do presidente Lula e fazer novas promessas. Para tratar da infraestrutura, escolheu a cidade de Ouro Verde de Goiás, onde, sobre os trilhos da Ferrovia Norte-Sul, bradou: “Para o Brasil seguir mudando, vamos seguir investindo em infraestrutura, com novas ferrovias, estradas, portos e aeroportos. E apoiar fortemente o setor produtivo nacional”.


Ferrovia Norte-Sul, Goiás: inacabada. Foto: O Globo

Ao fundo, trabalhadores soldavam os trilhos da obra. Três anos após a visita de Dilma, os trilhos de Ouro Verde estão sem utilização, cobertos por uma camada de ferrugem, e o mato cresce ao redor. 

A situação da Norte-Sul serve como metonímia daquilo em que se transformou boa parte do PAC, que alavancou a candidatura da gestora Dilma em 2010 e pode ter efeito oposto, em 2014. 

Das 42 maiores obras apresentadas no primeiro balanço do PAC, em abril de 2007, apenas metade entrou em operação até hoje.
(...)

Analisando caso a caso, a situação é ainda mais desalentadora quando o assunto é preço da obra. Os custos estimados dos 42 projetos já aumentaram R$ 100 bilhões de 2007 para cá, duas vezes o valor que a presidente anunciou semanas atrás para obras de mobilidade urbana nas grandes cidades. Os estouros orçamentários mais alarmantes são os da refinaria de Abreu e Lima (PE) e do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj), protagonistas em todas as últimas listas do Tribunal de Contas da União sobre obras com irregularidades graves.(...)

Para o governo, a situação do setor ferroviário é uma das mais delicadas. Das obras de trens previstas no primeiro balanço do PAC, só o trecho de Araguaína (TO) e Palmas (TO) foi entregue. O visitado por Dilma na campanha, entre Anápolis (GO) e Uruaçu (GO), deveria estar operando desde 2010. A previsão do governo é que ele só fique pronto em abril de 2014, a tempo da próxima campanha.

Transposição ficará para próximo presidente

Outro projeto cujo prazo de conclusão deixou de existir foi o de Irrigação do Baixio do Irecê (BA). A promessa era que a área total irrigável seria de 58 mil hectares. Até agora, apenas a primeira de nove etapas foi concluída, com 4,3 mil hectares irrigáveis. Novela que só perde para a da Transposição do Rio São Francisco. Anunciada em 2003, a obra já teve sua conclusão adiada inúmeras vezes. Em 2007, o Eixo Leste ficaria pronto em 2010, e o Eixo Norte, em 2012, a um custo de R$ 5 bilhões. Hoje, Dilma já sabe que não terá chance de inaugurar nenhum dos dois até o fim deste mandato. A estimativa mais recente do governo é que os dois eixos sejam entregues em 2015, a um custo de R$ 8,2 bi.

Leia mais em Governo patina em grandes obras do PAC: prazos não são cumpridos

segunda-feira, 7 de abril de 2014

PAC, PAC, PAC

Mary Zaidan

As obras dos PAC 1 e 2 continuam empacadas, boa parte delas só existe no papel. Ainda assim, sem qualquer constrangimento, nem mesmo um leve rubor, a presidente Dilma Rousseff anunciou que lançará o PAC 3 em agosto, dois meses antes da eleição. Cumprindo à risca o cardápio dos marqueteiros de sua campanha, insiste na troça.

Depois de derrapar nos trilhos do trem-bala – prometido para antes da Copa 2014, quando ela foi alçada à categoria de “mãe do PAC” pelo ex Lula -, a presidente reincidiu na prática ilusionista. Desta vez com a promessa de incluir o contorno ferroviário de São José do Rio Preto no próximo PAC.

Lançado por Lula em 2007, com o nobre propósito de acelerar investimentos na escassa e sucateada infraestrutura nacional, o PAC mais atrasou do que avançou. Obras como o Arco Rodoviário do Rio de Janeiro ou a transposição do Rio São Francisco, previstas para quatro anos atrás, que o digam. Foram lançadas para as calendas.

Lançamento PAC2. Foto: Paulo H. Carvalho / Casa Civil - PR

Três anos mais tarde, o PAC mostrou a sua verdadeira vocação: ser o principal instrumento de campanha para a candidata que Lula inventou. Em março de 2010, quando o calendário eleitoral definiu o lançamento do PAC 2, apenas 11,3% do PAC original tinham sido executados; 54% estavam só no papel ou nem nele. Até Lula teve vergonha. “Eu não estou contente com o que fizemos até agora e acho que nenhum de vocês está contente”, disse o ex à época.

A reclamação de Lula foi só mais do mesmo: jogo de cena. Estava ruim e ruim continuou.

De acordo com levantamento do site Contas Abertas, publicado sexta-feira, dia 4, das 50 mil obras e empreendimentos do PAC 2, apenas 12% foram concluídas ou estão em operação. Mais da metade, 53,3%, não abandonou o papel. Pior. A maioria das obras estacionadas são as de que as pessoas mais necessitam: creches e unidades de saúde.

Tudo em torno do PAC parece ficção. Embora a dotação orçamentária de 2013 tenha sido de R$ 67 bilhões, foram desembolsados R$ 44,7 bilhões, mais da metade, R$ 25 bilhões, restos a pagar do ano anterior. Ou seja, em um ano, os recursos aplicados nas obras do PAC somaram menos da metade dos US$ 18 bilhões enterrados em Abreu e Lima (PE), negócio feito entre Lula e então presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que até hoje não refina uma só gota de óleo.

Ao que parece, Dilma não se apoquenta com os resultados pífios do programa selado como de sua maternidade. Se uma obra não sai do lugar, promete-se outra e outra. Lança-se o PAC 3, quem sabe o PAC 4 ou quantos for preciso.

No palanque, vale tudo, faz-se o diabo, como a própria presidente antecipou. Resta saber até quando os eleitores vão crer nas histórias de carochinha que essa mãe conta.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

NINGUÉM MORA NO PAÍS DA PROPAGANDA DO PT

Foto

Doze anos enganando os brasileiros.
Enfim, caiu a ficha e o povo percebeu que fez papel de bobo esse tempo todo, pois nem com a Copa o desgoverno cumpriu o que prometeu.



Foto: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-561515292-pacote-5-adesivos-tchau-frete-gratis-para-todo-brasil-_JM



Dilma deveria se espelhar em SP para gerir obras, afirma Duarte Nogueira

Enquanto o governo federal propagandeia promessas nunca cumpridas, a população se vira para pagar as contas. “A vida real está cada dia mais difícil”, destacou o deputado Duarte Nogueira (SP) em pronunciamento nesta terça-feira (20). “Tudo isso porque o PT não fez o que passou 12 anos prometendo: não controla a inflação, não fez a reforma tributária, não consegue tirar as obras de infraestrutura do papel. E, sem esse conjunto de coisas, o país não cresce”, afirmou.

O jornal “Valor Econômico” revelou ontem (19) que subiu em mais de R$ 42 bilhões o custo de 12 grandes obras da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “E R$ 43 bilhões é muito dinheiro. Para se ter uma ideia, o orçamento do Ministério da Saúde para este ano é de R$ 106 bilhões de reais”, exemplificou o tucano.

Os valores dizem respeito às usinas hidrelétricas de Belo Monte, Santo Antônio e Jirau, a usina nuclear de Angra 3, as refinarias Abreu e Lima e Comperj, a linha de transmissão Porto Velho-Araraquara, as ferrovias Transnordestina e Norte-Sul, a transposição do rio São Francisco, a pavimentação da BR-163 e a duplicação da BR-101 no Nordeste. Com exceção de Belo Monte, as iniciativas não cumpriram o cronograma estabelecido e excederem os gastos.

Segundo Duarte, a transposição e a refinaria Abreu e Lima são dois retratos da incompetência da atual gestão. “As obras da transposição são uma promessa que se renova a cada eleição — foram peças das campanhas de Lula e Dilma, cumprindo o velho script das campanhas do PT. Reciclou a promessa da obra, que agora, segundo ela, ficará pronta em 2015. Portanto, só depois das eleições”, criticou.

Exemplo paulista

O governo da presidente Dilma deveria se espelhar na administração do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, acredita o deputado. A região enfrenta a maior seca dos últimos 84 anos e, em apenas 90 dias, o governador concluiu uma obra emergencial e tornou útil a reserva subterrânea da Cantareira. A medida disponibilizou 200 bilhões de litros de água e tornou útil de 22% a 26,2% da reserva, garantindo o abastecimento de água.

Veja a íntegra do discurso


segunda-feira, 14 de abril de 2014

FIASCO: DILMA REINAUGURA OBRA INACABADA



A presidente Dilma Rousseff inaugura na tarde desta segunda-feira (14) uma obra no interior de Pernambuco que já havia sido parcialmente inaugurada pelo ex-governador Eduardo Campos (PSB), seu provável adversário nesta eleição, e por ela mesma. O governo federal informou que a presidente vai ao município de Serra Talhada, no sertão pernambucano, para inaugurar a "primeira etapa" da Adutora do Pajeú.

De acordo com o Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas), esta etapa é composta pelos trechos Floresta-Serra Talhada, Calumbi-Flores e Carnaíba-Afogados da Ingazeira. O primeiro trecho (118 km) foi inaugurado pela própria presidente em 25 de março de 2013, em uma cerimônia em Serra Talhada, onde volta nesta segunda-feira.

Já o segundo trecho (18 km) foi inaugurado pelo ex-governador e pelo ex-ministro da Integração Fernando Bezerra (PSB) em 2 de setembro do mesmo ano, quando o PSB ainda comandava a pasta e Campos fazia parte do governo Dilma. A presidente não participou do ato. O terceiro e último trecho (60,84 km), único ainda inédito, ficou pronto no final do ano passado.

Funcionários da Compesa (Companhia Pernambucana de Saneamento) disseram à Folha não haver qualquer novidade no trecho da adutora que fica em Serra Talhada. Segundo publicação no site do Dnocs no último dia 3, a inauguração da "primeira etapa" deveria acontecer em Afogados da Ingazeira, município sertanejo contemplado pelo trecho final dessa etapa da obra.

"A ordem de serviço para início da obra da 2ª etapa da Adutora do Pajeú deverá ser assinada pela presidente Dilma Rousseff, em solenidade no município de Afogados da Ingazeira, em Pernambuco, quando será também inaugurada a 1ª etapa do Sistema Adutor do Pajeú", informava o site do Dnocs.

No entanto, a Folha apurou que, além das questões logísticas, já que Serra Talhada é uma cidade maior e fica mais perto de aeroporto, o Palácio do Planalto levou em consideração questões políticas para definir a cidade visitada pela presidente: o prefeito de Afogados da Ingazeira é do PSB, enquanto o de Serra Talhada é do PT.

O prefeito de Afogados, José Patriota (PSB), disse não saber por que seu município não receberia a visita da presidente. "Não é comum um presidente ir duas vezes no mesmo lugar. É muito bom, mas é raro. Muitas pessoas estão com esta pergunta, que deve ser formulada ao governo federal", afirmou Patriota. Além de apoiador de Campos, Patriota é presidente da associação de municípios pernambucanos, que tem feito muitas críticas ao governo Dilma por causa da queda nos repasses feitos pela União.

A OBRA

A primeira etapa da adutora tem 196,84 km de extensão, capta água no lago Itaparica, em Floresta, e está totalmente situada em Pernambuco. A segunda, cuja ordem de serviço será assinada nesta segunda-feira, terá 400,4 km e depende da conclusão da transposição do rio São Francisco para funcionar, já que a captação de água será feita no eixo leste da obra que se arrasta desde 2007 e só deve ficar pronta no final do ano que vem.

Essa nova etapa da adutora atenderá 16 municípios pernambucanos e oito paraibanos. A obra foi licitada por RDC (Regime Diferenciado de Contratações) e será feita pela MRM Construtora Ltda, por R$ 88,5 milhões do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). 

(Folha de São Paulo)

quarta-feira, 11 de junho de 2014

A COPA DO MUNDO NÃO É DO PT, É NOSSA

A Copa começa amanhã e praticamente nada do que Lula prometera ficou pronto, ao menos o que traria algum benefício para a população, pois os estádios, suntuosos e superfaturados, se tornaram prioridade nesses últimos sete anos de desgoverno petista.
 
O comércio, que vislumbrava um superaquecimento no consumo, vê encalhar produtos relacionados ao evento e até aparelhos de TV. Milhares de estadias em hotéis foram canceladas devido ao acirramento da criminalidade e das manifestações violentas promovidas por sindicatos e movimentos sociais ligados ao PT.

Tanto Lula quanto Dilma imaginavam que esse seria seu momento de consagração e que o discurso de abertura faria alastrar pelo mundo as imagens daquela suposta maioria que os institutos de pesquisas teimavam em mostrar como favorável ao governo explodindo em aplausos.

Mas deu tudo errado e a presidente Dilma, fugindo das vaias, assim como faz o mentor Lula, culpa a falta de projetos.
 
Lembram quem inventou a Copa no Brasil e disse que deixaria uma prateleira de projetos?
 
Pois é, o resultado é o desalento com quem estragou o que seria "A Grande Festa", tão esperada não somente pelos amantes do futebol, mas por todos os brasileiros.




Confesso que ainda estou tentando entender o porquê desse clima de horror nas ruas do país às vésperas da Copa. O que seria, a princípio, para reprimir os verdadeiros manifestantes, o cidadão que vinha protestando contra os principais responsáveis pelo descaso com o povo nesses doze anos de desgoverno, virou baderna generalizada.

Nota do PSDB, divulgada hoje, faz uma leitura do lamentável discurso de Dilma em rede nacional. Um dos pontos mais reveladores é o seguinte:  "(Dilma) surpreendeu ao utilizar o pretexto da Copa do Mundo para criticar milhões de brasileiros que vêm legitimamente manifestando sua discordância com a forma como o governo encaminhou os preparativos do evento."

Seria injusto culpar a seleção pelo fracasso, não da Copa no campo, que esperamos que nos traga a vitória, mas da Copa do Lula e da Dilma como foi prometida ao país. Essa é a Copa dos puxadinhos nos aeroportos, da transposição do Rio São Francisco que ludibriou o povo do Nordeste, do trem bala e linhas de metrô que não saíram do papel, enfim, a Copa cujo legado mais realista foi a sugestão de ir aos estádios de jumento.

Se os ladrões de cofres públicos e patrocinadores do caos pretendem roubar também nossa alegria, saibam que estão enganados. As vaias podem novamente correr o mundo e desmascarar a propaganda do País Maravilha do PT, mas certamente o que vai estrondar no planeta são nossos gritos de GOL!!!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Transposição do São Francisco atrasa e Nordeste vive mais uma seca

DIMMI AMORA -  Folha.com
ENVIADO ESPECIAL A CABROBÓ (PE)




Eudes Caldas, prefeito de Cabrobó (PE), olhava desolado para o lago vazio da Barragem de Tucutu que poderia armazenar 25 bilhões de litros de água do projeto de transposição do São Francisco.
A barragem e um canal de dois quilômetros são os primeiros trechos prontos e foram entregues pelo Exército, responsável pelas obras, na última quarta. Mas ficarão secos: a água do rio não chega até eles antes de 2014.
(...)

O sertão vai viver mais uma seca com problemas de abastecimento porque as obras foram licitadas em 2007 com projetos básicos incompletos ou malfeitos, segundo o Tribunal de Contas da União.
Contratos tiveram de sofrer aditivos e, mesmo assim, a verba foi insuficiente. Com isso, trechos estão inacabados impedindo que a água passe pelos que estão prontos.
Segundo Francisco Teixeira, secretário de Infraestrutura Hídrica da pasta da Integração Nacional, até setembro serão feitas as licitações. A expectativa é terminar parte do eixo norte em 2014.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

SANTA MARIA, ROGAI POR NÓS E TAMBÉM PELOS QUE NÃO CREEM! TRAGÉDIA EM SANTA MARIA COMPROVA QUE CORRUPÇÃO MATA



Nos últimos dias, acontecimentos que marcaram esse início de ano têm mexido profundamente com minhas emoções, especialmente os que ocorreram ou ainda estão em curso nas terras de meus pais: no Nordeste e no Sul do país.

A seca que assola o povo nordestino, como mostrou a reportagem do Fantástico há cerca de duas semanas, revela a insensibilidade dos que nada fazem para levar adiante o projeto elaborado ainda no governo FHC que ao menos poderia minimizar o sofrimento daquelas pessoas, a Transposição do Rio São Francisco.

No YOUTUBE encontramos vídeos que mostram que as obras estão abandonadas e que fortunas foram desperdiçadas porque o pouco que foi feito até então está tudo destruído, muito dinheiro foi desviado nos esquemas de corrupção, milhões foram torrados em propaganda e nem podemos dizer que nosso dinheiro foi por água abaixo porque o problema é justamente falta d´água.

Se a dor dessas imagens ferem a alma, a razão me motiva a buscar respostas e me leva a crer que uma Nação de braços cruzados jamais conseguirá modificar esse quadro desolador.

Vergonha é o que eu sinto quando lembro que a maioria dos brasileiros têm demonstrado suas preferências de péssimo gosto nas urnas - quando não se omitem e fogem à responsabilidade - sem o menor peso na consciência.

O voto tem um significado que vai além da escolha política, expõe o pensamento do eleitor e revela seu caráter, sua índole, suas afinidades e seus objetivos.

Voto é compromisso também de quem elege e coloca no poder pessoas muitas vezes inescrupulosas. O eleitor é responsável pela consequência de seus atos e faz parte de suas obrigações vigiar e cobrar correção de seus candidatos se por acaso conseguirem se eleger.

Por esse motivo, parabenizo a população de Santa Maria que vem mostrando sua fibra e não se contenta com qualquer "carinho". Sem se acomodar, cumpre seu dever de exigir a definição de responsabilidades e a punição dos culpados pelo incêndio na boate KISS, sem isentar, porém, as autoridades locais, que devem explicações, sim, porque irregularidades consentidas, fruto da corrupção banalizada no Brasil do Mensalão, muitas vezes são praticadas com a conivência ou a omissão de quem deveria exigir rigor na aplicação das Leis.


Notícias da semana evidenciam o descaso dos agentes públicos. Além do uso indevido do sinalizador, a investigação encontrou uma série de outras irregularidades, como alvarás vencidos, extintores falsificados ou vencidos, o tamanho pequeno da porta do estabelecimento e a superlotação.

Reportagem do jornal inglês “The Guardiancita um texto de Reinaldo Azevedo sobre a tragédia de Santa Maria. O jornal reproduz justamente o trecho em que o jornalista sustenta que uma tragédia naquelas proporções não é obra do destino, mas de um conjunto de ações e omissões deliberadas. É evidente que ninguém teve a intenção de matar. Ocorre que há ações e omissões que matam.


A fatalidade não é agente em si, é a consequência de uma ação ou da omissão de quem porventura poderia ter evitado a tragédia.

Quantas concessões não foram feitas para se chegar ao acidente?
Aí entra também o "jeitinho", irmão caçula da corrupção.

O país e o mundo lamentam a dor de familiares e amigos, mas todos os responsáveis são evasivos e talvez a turma do "deixa disso" entrasse em campo se o caso não provocasse comoção mundial.

A  presidente Dilma, muito bem orientada pelos marqueteiros, marcou presença, mas vejam que tipo de preocupação ronda a equipe do governo:

"118 vítimas seguem internadas, 75 correm risco de vida. Ainda assim, autoridades de saúde comemoram não haver registro de novas mortes mais de 50 horas após incêndio na boate Kiss; 231 perderam a vida", lamenta o senador Álvaro Dias em seu blog.

(Atualização dos dados -*O número de pessoas internadas em decorrência do incêndio que atingiu a boate Kiss subiu para 143 na quarta-feira, 83 em estado grave.
Nesta sexta há informações de que ainda há 127 pessoas hospitalizadas, sendo 71 delas respirando com a ajuda de aparelhos e em estado crítico 
O aumento do número de internações se dá principalmente pelos sintomas da pneumonia química, que atingiu os jovens que entraram em contato com a fumaça tóxica do incêndio.
O número de mortos subiu para 237

Falta ao brasileiro desenvolver algumas virtudes, como a percepção e a prudência, e saber se posicionar diante dos fatos, sem medo nem a preocupação de desagradar quem não se importa a mínima com a vida das pessoas.

Neste momento, o melhor que podemos oferecer a essas famílias são as nossas orações e nosso apoio aos que exigem Justiça.

Quando se pede por Justiça, é para que as pessoas não pensem que estão liberadas para fazer o que quiserem sem pensar nas consequências.

Assim devem agir as autoridades, assim agem os pais que corrigem seus filhos porque os amam, não por ódio ou vingança.
Quem erra, seja por má-fé ou imprudência, também precisa ser corrigido. 

Algumas manifestações, próprias da turma do "deixa disso", insinuam que os familiares querem vingança, mas eu considero isso uma tremenda maldade. Num coração que lateja de dor não há espaço para outro sentimento.

Por outro lado, a mobilização popular sempre surpreende e há tempos que eu não via tantas mensagens de fé, tanta gente acreditando na força que podemos encontrar em Deus.

Ultimamente só se fala em dinheiro, em compras, em coisas materiais. Cheguei a pensar que nosso povo tivesse substituído o louvor a Deus pela idolatria a certos humanos que têm oferecido facilidades para o consumo. E nada mais importava.

Mas não é bem assim, anima ver tantos brasileiros dando o exemplo de amor ao próximo, assim como o Senhor nos ensinou.

terça-feira, 21 de março de 2017

QUEM PAGOU PELO COMÍCIO DE LULA NO SÃO FRANCISCO?

Josias de Souza

Alguém já disse que a verdade é algo tão precioso que às vezes precisa ser protegida por uma escolta de mentiras. Ao discursar no megacomício que Lula realizou na cidade de Monteiro, no Cariri da Paraíba, o anfitrião Ricardo Coutinho (PSB), governador paraibano, disse o seguinte:
“Aqui, no território livre da Paraíba, o povo sabe o que é verdade, o povo tem a coragem de ir às ruas. […] Eu agradeço aos meus companheiros, prefeitos aqui da região. Botaram a mão na massa. Fizeram, efetivamente, de burro, de carroça, de carro, de ônibus, de qualquer jeito criaram as condições para que muita gente estivesse aqui. Não foi gasto um centavo de dinheiro público, não foi gasto nada, a não ser o sentimento de gratidão que o nosso povo tem.”

Coutinho revelou-se um grato cego. Não viu a superestrutura ao redor. Entre outros itens, o aparato montado para Lula reinaugurar o pedaço da obra da transposição do Rio São Francisco que Michel Temer já havia inaugurado há nove dias incluiu: o palanque, as tendas, o equipamento de som, as grades de proteção, o jatinho para o candidato e uma frota de ônibus para levar aclamação até os ouvidos de Lula. Essas coisas não costumam ser custeadas pelo “sentimento de gratidão”. Mesmo no “território livre da Paraíba”, os fornecedores só quitam as faturas mediante pagamento em dinheiro.

As imagens veiculadas abaixo indicam que o evento custou caro. Como Coutinho assegurou que que não há verba pública no lance, ficou boiando sobre as águas transpostas do São Francisco uma interrogação: quem pagou as despesas relacionadas ao megacomício de Lula?

De duas, uma: Ou o morubixaba do PT dispõe de meia dúzia de mecenas dispostos a financiar no caixa dois sua campanha fora de época ou o governador da Paraíba cometeu algum engano. Esse é o tipo de engano que costuma virar matéria-prima para ações judiciais. Em tempos de Lava Jato, o brasileiro já não se importa com enganos. Ele apenas não suporta ser enganado.

A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas em pé, céu e atividades ao ar livre

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

E como mentem!

Por Noblat


“Mentiram-me. Mentiram-me ontem e hoje mentem novamente.
Mentem de corpo e alma, completamente.
E mentem de maneira tão pungente que acho que mentem sinceramente.
Mentem, sobretudo, impunemente.
Não mentem tristes. Alegremente mentem.
Mentem tão nacionalmente que acham que mentindo história afora vão enganar a morte eternamente”.


Pois sim...

Apelo para o poema “A implosão da mentira”, de Affonso Romano de Sant'Anna, sempre que esbarro em algum caso exemplar de mentira. Porque um desses exige uma resposta exemplar. E não conheço outra melhor do que o poema de Affonso, mineiro de nascimento, autor de mais de 40 livros. Um deles: “Que país é este?”

Na última sexta-feira, um auxiliar de Dilma encastelado no Palácio do Planalto indignou-se ao ler no jornal O Estado de S. Paulo reportagem de Tânia Monteiro sob o título “Planalto aborta visita de Dilma a obra da Transnordestina ao constatar abandono”. Perguntou agressivo em seguida: “Isso aqui é delírio de quem? Do jornal ou da repórter?”

Eis a abertura da reportagem de Tânia: “Grades de proteção para afastar a multidão, toldos e um palanque foram desmontados às pressas na manhã de quarta-feira, 8, depois que a presidente Dilma Rousseff cancelou a viagem a Missão Velha, no sertão do Cariri (...) porque o palco da festa fora montado num trecho de obra paralisada da ferrovia Transnordestina.”

A 24 horas da visita de Dilma, apenas quatro empregados trabalhavam na ponte 01 de Missão Velha, Ceará.

Restavam 190 dos 813 ocupados nos três trechos da estrada no início de dezembro. E apenas 299 nas obras da transposição do rio São Francisco na altura da cidade de Mauriti. Antes eram 1.525.

O auxiliar de Dilma deve ter imaginado que Tânia escrevera sua reportagem sem sair de Brasília.

De fato, ela visitou a região com antecedência. Conferiu o que viu e ouviu.

Teve mais sorte do que eu. Estava no Rio na quarta-feira passada quando soube da encrenca em que se metera na Bahia o general Gonçalves Dias.

Comandante da 6a.Região Militar, cabia-lhe a tarefa de enfrentar os policiais militares grevistas que haviam tomado o prédio da Assembleia Legislativa do Estado. Não lhe faltava experiência para tanto – pelo contrário.

Faltou-lhe bom senso. Esqueceu que general não precisa ser simpático. Basta que seja eficiente.

No primeiro dia que passeou sua calvície em frente ao refúgio dos amotinados, o general ganhou um bolo de presente porque aniversariava.

Ouviu parte dos grevistas cantar parabéns para você.
Foi fotografado abraçado com um PM. Emocionou-se. E por fim, chorou.

O general romântico! O general do povo!

Com Dilma presidente, PM bandalho não ganha mais anistia, nem general chora abraçado com fora da lei.

Apurei então por telefone que o general perdera o comando da repressão aos grevistas. Fora conivente demais com eles.

Publiquei a notícia no meu blog. Para quê? Para nas quatro horas seguintes quase ser soterrado por solenes desmentidos.

O ministro da Justiça desmentiu.

O governador da Bahia desmentiu.

O porta-voz do general desmentiu.


E o próprio general desmentiu. Transferiu-me sua angústia que só terminou quando li mais tarde reportagem de Tânia Monteiro no site do jornal O Estado de São Paulo. Tânia cobre a área militar há 27 anos. Entende mais do riscado do que muito cabra fardado. Generala Tânia!

O comando da repressão aos grevistas fora transferido para o general Benzo, Comandante Militar do Nordeste, informou Tânia.

O governador da Bahia telefonara para Dilma e o ministro da Justiça censurando o comportamento de Gonçalves Dias - e com razão.
Dilma estava furiosa com o general. Que por sua vez admitira para o governador ter se excedido.

Ao contrário de outros países, ninguém aqui é obrigado a falar com jornalistas ou a ajudá-los.

Desrespeita o distinto público, porém, e deveria ser punida com rigor a autoridade que informa errado e que mente a jornalistas. Ao cabo, engana o povo.

“Sei que a verdade é difícil e para alguns é cara e escura. Mas não se chega à verdade pela mentira, nem à democracia pela ditadura”.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

É CARA DE PAU

Mary Zaidan

Trem-bala, seis mil creches, 500 UPAs, Brasil rico, sem miséria. Fome Zero, transposição do Rio São Francisco, presídios federais de segurança máxima. Promessas de um futuro espetacular que nunca chega. Especialidade da geração de marqueteiros que alcançou o ápice no período Lula, a venda do paraíso - que tem sido repetida com sucesso - pode não ter tanta valia em 2014.

Os sinais são muitos. Nas ruas e fora delas. No bolso do cidadão que paga cada vez mais impostos sem a recíproca de serviços mínimos, no cotidiano de quem depende da esfera pública para ter educação, saúde e transporte.

Daí ser quase incompreensível a insistência dos arquitetos eleitorais da presidente Dilma Rousseff em apostar nos fogos de artifício do PAC 3, previsto para abril.

Apresentado por Lula em 2007, o primeiro PAC era arrebatador, com obras que pretendiam revolucionar o País. Ganhou forte apoio do empresariado, chegou a causar inveja até em gente da oposição. Mas empacou.

Para turbinar a campanha de 2010, o PAC ganhou uma segunda edição, e uma mãe, a então ministra Dilma Rousseff, a quem Lula atribuía o sucesso da versão anterior que mal saíra do papel: 54% das obras nem projeto tinham. Na época, anunciou-se com estardalhaço que o PAC 2 significaria investimentos em torno de R$ 1,6 trilhão. Os últimos dados apontam a execução de R$ 665 bilhões, a maior parte em financiamento habitacional. O 9º balanço, aguardado para a semana que passou, nem mesmo foi divulgado.

Foto: Ed Ferreira / AE

Pouco importa se os demais PACs empacaram. O ano de 2014 tem eleição e vem aí o PAC 3. 

Apelidado como PAC da mobilidade, o mesmo termo que sustentou a ilusão do upgrade das cidades que sediarão a Copa do Mundo da Fifa.

Na mesma toada que deu certo na eleição anterior, no site do PAC, o futuro é hoje. Em destaque estão investimentos de R$ 2,5 bilhões em Belo Horizonte, capital do estado-base do candidato tucano à presidência, Aécio Neves. Antes de tudo, reforça a campanha do mais querido dos auxiliares de Dilma, o ex-ministro Fernando Pimentel, que disputará do governo de Minas.

O PAC oficial festeja ainda o legado dos Jogos Olímpicos de 2016, com quase R$ 1 trilhão de investimentos. Comete-se o mesmo erro dos sonhos dourados da Copa.

Difícil imaginar que os marqueteiros de Dilma, com todo o instrumental de que dispõem, incluindo pesquisas de opinião pagas com o dinheiro do contribuinte, errariam o tom. Deve ser por isso que decidiram misturar o requentado discurso do “quem não está conosco está contra o País” à promessa do Brasil Xangri-La.

Pode até dar certo de novo. Mas é muita cara de pau.