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sábado, 19 de janeiro de 2019

NEM ÁTILA



José Roberto Guzzo

É realmente uma canseira, mas não tem outro jeito. A cada vez que você vai escrever ou falar alguma coisa sobre a imprensa no Brasil, é preciso explicar direitinho, se possível com desenho e quadro-negro, que o autor não é ─ repetindo: não é, de jeito nenhum, nem pensem numa coisa dessas ─ contra a liberdade de imprensa. Não está pedindo a volta da censura, mesmo porque seria legalmente impossível. Não quer a formação de uma polícia para fazer o “controle social dos meios de comunicação”. Não está “a favor dos militares e contra os jornalistas”. Não acha, pelo amor de Deus, que é preciso fechar nenhum jornal, revista, rádio, televisão, folheto de grêmio estudantil ou seja o que for. Não lhe passa pela cabeça sugerir aos donos de veículos e aos jornalistas que publiquem isso ou deixem de publicar aquilo; escrevam em grego, se quiserem, e tenham toda a sorte do mundo para encontrar quem leia. Com tudo isso bem esclarecido, então, quem sabe se possa dizer que talvez haja um ou outro probleminha com a imprensa brasileira de hoje. Um deles é que a mídia está começando a revelar sintomas de Alzheimer ou de alguma outra forma de demência ainda mal diagnosticada pela psiquiatria.

É chato lembrar esse tipo de coisa, mas também não adianta fazer de conta que está tudo bem quando dizem para você dia e noite, 100 mil vezes em seguida, que o novo governo brasileiro provou ser o pior que a humanidade já teve desde Átila, o Huno. Não faz nexo. Até Átila precisaria de mais de duas semanas de governo para mostrar toda a sua ruindade ─ e olhem que ele foi acusado de comer carne humana e andava cercado de lobos, em vez de cachorros, sendo que nenhum dos seus lobos era bobo o suficiente para chegar perto do dono quando sentiam que o homem não estava de muito bom humor naquele dia. Além disso, errar em tudo é tão difícil quanto acertar em tudo. Talvez fosse mais racional, então, recuar para uma antiga regra da lógica: as ações devem ser julgadas pelos resultados concretos que obtêm, e não por aquilo que você acha delas. Um governo só pode ser avaliado depois de se constatar se as coisas melhoraram ou pioraram em consequência das decisões que colocou em prática. O número de homicídios, por exemplo ─ aumentou ou diminuiu depois de doze meses? A inflação está em 2% ou em 20%? O desemprego caiu ou subiu? E por aí vamos.

Mas essa lógica não existe no Brasil de hoje. Está tudo errado, 100% errado, porque é assim que decretam os estados de alma dos proprietários dos veículos e dos jornalistas que empregam ─ e não porque mediram algum resultado concreto. Ou seja: ainda não aconteceu, mas o governo já errou. A condenação começou no dia da posse de Bolsonaro e dali até hoje não parou mais. Os jornalistas, denunciou-se já nos primeiros minutos, não receberam instalações à altura da sua importância para a sociedade. Donald Trump não veio. O discurso de estreia foi ruim ─ embora não tivessem publicado uma sílaba de algum discurso presidencial anterior, para que se pudesse fazer uma comparação. Há generais em excesso no governo ─ e qual seria o número ideal de generais no governo? As médias das administrações de Sarney para cá? A média mundial? O que é pior: o general A, B ou C ou os ministros Geddel, Palocci ou Erenice? Há poucos nordestinos. O ministro do Ambiente acha que esgotos, por exemplo, ou coleta de lixo, são problemas ambientais sérios. Conclusão: ele vai abandonar a Amazônia para os destruidores de florestas.

Como o doente que repete sem parar a mesma coisa, não consegue descrever o que vê pela janela, e esquece tudo o que lhe foi demonstrado 1 minuto atrás, a imprensa travou. A prisão do terrorista Cesare Battisti foi uma “derrota” para Bolsonaro; imaginava-se que teria sido uma derrota para Battisti, mas a mídia quer que você ache o contrário. O acesso à armas de fogo para que um cidadão (só aquele que queira), tenha a chance de exercer o direito de legítima defesa antes de ser assassinado, vai desencadear uma onda de homicídios jamais vista na história. Como as armas de fogo são caras, denuncia–se que a medida é “pró-elites”. E se vierem a baixar de preço? Passarão a ser melhores? Quando alguém começa a escrever coisas assim, e faz isso o tempo todo, é porque parou de pensar; o cérebro não está mais ligando Zé com Zé. É um problema. Os leitores, cada vez mais, estão percebendo que a imprensa é inútil. Não só eles. No dia em que o governo descobrir que não precisa mais prestar atenção à mídia, vai ver que está perdendo uma montanha de tempo à toa.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

JUIZ MORO DEFENDE DIREITO À POSSE DE ARMA

Moro defende facilitação da posse de armas, mas nega ‘movimento’ por porte


VEJA

O ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro, afirmou na noite desta terça-feira 15, em entrevista à GloboNews, que o decreto do presidente Jair Bolsonaro que facilita a posse de armas trouxe critérios objetivos à concessão e deu valor à palavra do cidadão. “Existe uma parcela da população que manifesta o desejo de ter uma arma. Ninguém é obrigado a ter uma arma em casa, mas é preciso respeitar a opinião de quem acha que precisa ter uma para se sentir mais seguro”.

Moro destacou que a principal ideia do decreto é ter situações objetivas para justificar a posse de arma. “Não se parte do pressuposto de que o cidadão é criminoso”. Também explicou que os três critérios para se ter uma arma são os mesmos que já existiam – não possuir antecedentes criminais, ter aptidão psicológica e preparo técnico.

Segundo o ministro, a flexibilização é limitada: “Não estamos autorizando as pessoas a guardar armas automáticas ou sair na rua armados”. Moro destacou também que não há nenhum estudo ou movimento sobre a ampliação do porte de arma. “É uma situação diferente, que precisa de uma análise mais profunda”. Lembrou ainda que existe punição para quem se descuidar ao ter uma arma em casa, o crime de omissão de cautela, que é deixar uma arma de fogo ao alcance de uma criança ou adolescente.

Sergio Moro classificou a prisão de Cesare Battisti como uma grata surpresa. Disse que queria que o italiano tivesse vindo ao Brasil, “não como um troféu, mas para mostrar que o país não seria mais um refúgio para criminosos por motivos de natureza político-partidária”.

Sobre a Lava Jato, o ministro disse que temeu medidas contra a operação, como anistias ou leis mais brandas: “Todos os esforços contra a corrupção poderiam se perder”. Ele afirmou que, como titular na pasta da Justiça, quer trabalhar como um obstáculo a eventuais processos de virada de mesa e que pretende aprofundar os avanços no combate à corrupção.

Moro avaliou como um ‘grande desafio’ combater o crescimento das organizações criminosas, mesmo sendo especialista em crimes financeiros e corrupção. “O Estado precisa tomar uma atitude energética, senão o problema tende a crescer. No caso do Ceará, os criminosos se sentiram a vontade para praticar verdadeiros atos terroristas. Temos que tentar asfixiar economicamente essas facções para ao menos enfraquecê-las”. O ministro da Justiça pretende tornar os crimes como os praticados nos últimos dias no Ceará terrorismo. “A atual lei antiterrorismo tem uma ‘redação bela’ que dificulta, que tipifica os atos como houve no Ceará como crimes menores”.

Ele também disse que houve um desvirtuamento dos indultos, que ficaram muito generosos, e transferiram para fora o problema da lotação dos presídios: “A superlotação é um problema grave, mas não é soltando um criminoso que vai resolver. Precisamos retomar o aspecto humanitário”. Para Moro, o indulto deveria servir apenas em situações específicas, como casos de doença terminal ou deficiência.

Sergio Moro voltou a defender o presidente Jair Bolsonaro ao afirmar que ele acabou com o loteamento político de cargos do primeiro escalão, “como era em outros governos”, e preencher estes postos por critérios técnicos.

O ministro confirmou que vai propor uma legislação determinando a execução da pena em segunda instância. Na opinião dele, a interpretação é consistente com a Constituição e é possível convencer os parlamentares, especialmente a partir do apoio da maioria da população.

Também citando o apoio popular, Moro disse que é possível mobilizar um capital político aprovando medidas que são um anseio do brasileiro, como as leis penais, que pode ser usado para reformas vistas como menos populares, como a da Previdência.

Moro não esqueceu do ex-presidente Lula, mas afirmou que o caso é parte do passado dele. Segundo ele, as decisões foram baseadas em fatos e o que há é um álibi falso de perseguição política, lembrando que a “Petrobras foi saqueada e usada para enriquecer ilicitamente muitas pessoas”.

O ministro da Justiça também comentou o caso Marielle, dizendo que é muito grave e precisa ser esclarecido, cogitando até a participação do Executivo, “seja com uma investigação sobre a investigação, ou transferência do caso para o governo federal, que sempre é cobrado”.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

FELIZ GOVERNO NOVO E O ADEUS DEFINITIVO À ERA PT



Novo ano, vida nova e governo também novo.
Novidade é o que não falta e, entre mancadas e acertos, renova-se a esperança de que o bem irá prevalecer porque qualquer mudança é bem vinda após longos anos de enganação e roubalheira.

Contando com apoio de grande parte da população, um homem honrado e que tanto nos orgulha cuidando da Justiça e uma equipe econômica que encanta até mesmo os críticos mais ácidos ao presidente eleito, aguardamos para os próximos dias os anúncios das novas medidas nas áreas mais importantes e que, certamente, irão dar uma guinada na economia e nos costumes até então presos a ideias ultrapassadas dos "coronés", que se aproveitam da vulnerabilidade social em proveito próprio, e de pensadores avessos à prosperidade e à promoção do indivíduo como mola propulsora da evolução da humanidade.

O Estadão, em editorial sobre a captura do assassino Cesare Battisti, resumiu um dos grandes acontecimentos que marcam o início do governo Bolsonaro e que o credencia a se tornar uma importante liderança mundial, apagando de vez o efeito da propaganda que enaltecia a imagem tosca do ex-presidente preso por corrupção.

“O avião que levou Battisti diretamente da Bolívia para a Itália levou junto a vergonha internacional causada ao País pelo governo do PT – mais uma – e seus prosélitos.

Encerra-se um imbróglio político e judicial que já deveria ter sido resolvido há muito tempo caso as relações internacionais e o respeito aos princípios do Estado Democrático de Direito tivessem prevalecido sobre as paixões ideológicas que animam as hostes petistas.”

domingo, 18 de março de 2018

AOS CLIENTES DO CRIME (AOS CHEFÕES, TAMBÉM) INTERESSA QUE O RIO DE JANEIRO CONTINUE EXATAMENTE COMO ESTÁ

Verdades, só verdades, nada mais que verdades

Ricardo Kertzman

Desafio a qualquer um, que encontre uma única vírgula fora do lugar, no texto que segue abaixo.

Freixo, Caetano e Duvivier: contra a intervenção federal, contra a polícia

“Não acabou, tem que acabar, eu quero o fim da Polícia Militar”. Eis aí o novo mantra, repetido à exaustão pelos militantes de esquerda do Brasil. Há que se perguntar o porquê de tanto ódio em relação à polícia, não é verdade?

É certo que a PM comete abusos. Eu mesmo já sofri alguns ao longo da vida. Já levei borrachada em porta de estádio e até hoje não sei por quê. Já tive revólver apontado para minha fuça porque avancei um sinal vermelho. Já fui pisoteado por um cavalo (animal) montado por outro (policial). Isso transforma a instituição em algo execrável? O excesso de alguns maus militares compromete o trabalho servil e heroico de 99,99% de seus colegas? Claro que não.

Em nome de supostos “direitos humanos” a esquerda, notadamente o PT, PSOL e suas franjas organizadas, insurge-se contra a Polícia Militar e as Forças Armadas. É de se perguntar o porquê novamente. Ora, quais direitos humanos estão garantidos hoje aos milhões de brasileiros que vivem nas favelas? Direito a levar uma bala perdida? A ver adolescentes “quicando” nuas sobre os pênis de traficantes, em bailes funk, numa espécie de “roleta russa” sexual? Direito a ter de pagar por proteção aos chefes dos morros?

Sinto em “botar o dedo na ferida”, mas se ninguém o faz, faço eu. Os movimentos organizados de esquerda são parceiros do crime. Em nome de supostas lutas ideológicas, as esquerdas aliam-se invariavelmente ao que não presta. E é assim no mundo inteiro, aliás.

São parceiras de terroristas, seja no Oriente Médio ou na Itália, como no caso do assassino Cesare Battisti, abrigado no Brasil por suas babás vermelhas. São parceiras da ditadura Castro, em Cuba. Da venezuelana, de Chavez e Maduro. Ou das africanas, que tiveram suas dívidas externas com o Brasil perdoadas pelo ex-presidente Lula.

Desta forma, só me resta pensar que as esquerdas são, na verdade, sócias do crime. Por serem financiadas por criminosos (sim, há financiamento de campanha por dinheiro oriundo do tráfico) ou por necessitarem de serviços e produtos fornecidos por eles.

Quais? Ora, pancadaria, depredações, invasões, terrorismo… Ou isso não é coisa de criminosos?

Acaso o jornalista morto (pela explosão de uma bomba, numa manifestação no Rio) foi vítima de um padre ou de alguém que deliberadamente fabricou e atirou um artefato para ferir e matar? Os mísseis diuturnamente (Dilma Rousseff diria noturnamente também, hehe) lançados de Gaza sobre Israel são caseiramente fabricados ou fornecidos pelo Irã e Coreia do Norte? E o que dizer das toneladas de maconha e cocaína, avidamente ingeridas por artistas e intelectuais cariocas, por adolescentes e jovens de classe média e classe média alta da zona sul da cidade; são compradas nas farmácias?

Sim, meus caros. Esquerda e crime caminham juntos. Jogo do bicho e escola de samba (lembram-se dos desfiles deste ano, no Rio, demonizando Temer e as reformas trabalhista e previdenciária?). Diretórios acadêmicos e maconha. Botecos do eixo Ipanema-Leblon e outras drogas mais pesadas. PT e corrupção. PSOL e corrupção. PCdoB e corrupção. Comunismo, Socialismo e genocídios…

Estou mentindo?

Outra coisa: não é verdade que o povo esteja ao lado desta gente. Sobretudo o povo mais pobre. Uma coisa é a popularidade de Lula, construída durante anos sobre o baixíssimo nível educacional da ampla maioria dos seus eleitores. Bem diferente é o apoio às bandeiras de esquerda. Pobre não é a favor das drogas, não é a favor do aborto, não é a favor da ideologia de gênero tampouco.

Pobre é religioso, é trabalhador, venera a família. Sobretudo: pobre gosta de polícia! Mais de 80% da população mais pobre do Rio é favorável à intervenção na segurança do estado. Intuo que, nas favelas, este índice suba para próximo aos 100%.

A vereadora do PSOL recém executada, contrária a tudo isso, obteve 40 mil votos. Favelada que era, imaginava-se ter sido eleita pelos votos dos vizinhos. Que nada! Menos da metade dos seus eleitores moram nos morros. Na zona sul da cidade, alcançou seus melhores resultados. Apenas no Leblon, obteve mais de 1200 votos. Surpresa? Nenhuma, ué. A turminha descolada do bairro precisa de pouca polícia e muito tráfico. Assim a erva lhes chega mais farta e barata, ora. Por isso votam em quem lhes garante a farra.

Há quase quatro décadas, Leonel Brizola, então eleito governador do estado, já dava a senha: em seu governo, a polícia era proibida de subir os morros. Sim, amigos. Há quase 40 anos. Ontem, em entrevista ao jornal espanhol El País, o maior traficante do Brasil preso, Nem da Rocinha disse: 1) ser contra a intervenção federal no Rio, 2) que prender não adianta nada, 3) que a solução seria legalizar as drogas, 4) que o impeachment de Dilma foi um golpe, 5) Lula foi o melhor presidente do Brasil e… que votaria nele!

Agora me digam: não é isso o que ouvimos diariamente da turma das bandeiras vermelhas, inclusive da própria vereadora morta?

Compreendem a relação mais que umbilical entre esquerda e crime? Repito a minha pergunta anterior: estou mentindo?
Acho que não, né?

domingo, 27 de março de 2016

ITALIANOS REAGEM COM REPULSA AO SUPOSTO PEDIDO DE ASILO DE LULA À ITÁLIA

ROBERTO MENTHA

Repulsa e irreverência! Veja nos jornais italianos como eles reagiram à possibilidade de um suposto pedido de asilo político de Lula à Itália.

Itália não aceita dar asilo à Lula

A notícia de que o ex-presidente Lula teria intenção de pedir asilo político a um país europeu (Itália), por ter dupla cidadania, no caso a italiana, sob a alegação de ser um perseguido político, foi veiculada como matéria de capa da revista "Veja" desta semana, sob o titulo:

"O plano secreto de lula pra evitar a prisão: Pedir asilo à Itália e deixar o Brasil.

Alguns sites de notícias já disseram que a revista Veja perdeu a noção do ridículo, noticiando um fantasioso "plano de fuga" no caso de ser decretada sua prisão.
Um "salvo conduto" para Lula fugir do Brasil

A revista relata ainda que no plano estaria também, a possibilidade de um acordo, um "salvo conduto" que permitiria ao ex presidente se deslocar da referida embaixada até o aeroporto, onde tomaria um voo para a Itália.

Amplamente comentado, o anúncio ganhou notoriedade e se espalhou rápido na imprensa italiana, onde leitores, com repulsa e irreverência, comentaram a matéria.

Dentre alguns, visitamos o do jornal italiano "Il Giornale" que trouxe a notícia: "Lula vuol sfuggire al carcere: "L'Italia mi dia asilo politico" (Lula quer escapar da prisão: "A Itália vai me dar asilo político").

O Jornal dá ainda, detalhes de antepassados de Marisa, (e não Lula) que tem descendência italiana. "A escolha do país seria por causa da esposa de Lula, Marisa Letícia [...]. Na verdade, a ex primeira-dama é, originalmente, de Palazzago onde viviam, na Via Valle, os bisavós Giovanni Casa e Albina Mazoleni, desde 1908, antes de se mudar para a América do Sul."

A repulsa e irreverência dos italianos contra Lula

Mas o que realmente chamou a atenção, foi a forma repulsiva e irreverente que os italianos receberam e comentaram a notícia, ligando o ex-presidente Lula ao caso Cesare Battisti e sua tão almejada extradição, pedido negado veementemente pelo então governo Lula.
Repulsa e irreverência nos jornais italianos

Destacamos alguns comentários acerca do assunto. Confira abaixo:

Comentários na reportagem do site do "Il Giornalle":

Fri, 25/03/2016 - 11:00: "Absolutamente negar-se.[...] um político perseguido que tem subornos, e que está sendo investigado pelo judiciário de seu país. Em segundo lugar este é o presidente que nos negou a extradição de Cesare Battisti.[...]."

Fri, 25/03/2016 - 11:19: "Estará na Itália, mas em conjunto com Cesare Battisti, alojado na mesma cela do homem que ele não queria extraditar. Criminosos miseráveis, do mesmo nível."

E outros, mais extremados, no mesmo site, comentaram:

Fri, 25/03/2016 - 11:46: "Mas por que ele não vai para Hammamet?"

Fri, 25/03/2016 - 24:41: "Em lugar usado para acomodar os cães e porcos, não se deve encontrar dificuldades para conceder o seu pedido... desde que especifique bem, a pergunta: qual das duas categorias pertence."

Do jornal Corriere de La Sera:

Serra C.- 25/03/2016 | 00:43: Bem, agora nós permitimos asilo político à Lula, depois a troca imediata com Battisti

L.Tore- 25/03/2016 | 14:14: Vamos aceitá-lo, para então depois fazermos a troca com o outro criminoso, Cesare Basttisti, e assim, devolvê-lo para as prisões brasileiras.

Uma humilhação para a Itália


Houve ainda a manifestação de políticos italianos, como a divulgada pelo site do jornal Globalist: "Esperamos uma negação [...] acerca do plano secreto para dar asilo na Itália ao ex-presidente brasileiro Luis Inácio Lula da Silva. Após o desprezo repetidamente dirigido ao nosso país, com a recusa de concessão de extradição do terrorista Cesare Battisti[...], seria mais uma humilhação para o nosso país". Declarou a deputada da Forza Itália, Elvira Savino.

sexta-feira, 6 de março de 2015

O ÚLTIMO QUE SAIR APAGUE A LUZ, POR FAVOR

Jorge Oliveira

Quando os políticos da base desafiam o governo é porque estamos à beira de um desastre anunciado. Aliás, diga-se de passagem, a tragédia foi prevista por um expert em política, agora fora do cenário: José Sarney quando se deixou fotografar votando em Aécio Neves no Amapá, por onde exercia o mandato de senador. Dilma perdeu o controle político e econômico do país porque não está e nunca esteve preparada para o cargo. Foi e é massa de manobra de Lula que exerce, de fato, o mandato de presidente pela quarta vez.

Com a popularidade em baixa e tentando recuperá-la inaugurando obras inacabadas, a presidente entregou de vez o comando do país. Deixou a cargo de Aloisio Mercadante o controle de uma parte política do governo, e de Lula a outra parte, o comando do seu exército vermelho e de todos os militantes arruaceiros do partido. Sem liderança, o Brasil está de quatro. As empreiteiras já mandaram embora mais de 500 mil empregados (só em Macaé 40 mil) e estão pendurados nos bancos públicos com mais de 200 bilhões de reais. Como seus donos estão presos, a administração está à deriva e muitas vão entrar com pedido de falência.

Outro sintoma de que o país está se desmilinguido pode ser medido pelas ações de Renan Calheiros, presidente do Senado nos últimos dias: chamou de capengas os articuladores da Dilma, renunciou a um jantar do PMDB com ela e agora mandou de volta uma Medida Provisória que aumentava os impostos das empresas, muitas delas em mais de 150%, atitude que mereceu elogios até da oposição mas que contrariou frontalmente o Palácio do Planalto.

Com a economia descendo ladeira abaixo, a corrupção campeando dentro do governo e a Petrobrás agora vendendo os seus ativos de mais de 13 bilhões de dólares para fazer caixa, uma forma discreta de privatizar a empresa, o governo da Dilma é criticado até por seus ministros novatos. Caso de Joaquim Levy, da Fazenda, que acusou Guido Mantega, ex-ministro, de grosseiro no comando da economia, fato que lhe valeu um pito público da Dilma. O banqueiro, a quem está entregue a economia do país, botou a viola no saco e recolheu-se. Se tivesse respondido estaria no olho da rua. Aliás, é para onde a presidente deveria mandá-lo depois das suas medidas desastrosas que estão levando o trabalhador brasileiro a inanição.

Para evitar maiores transtornos sociais e uma insurgência da população contra o seu governo, Dilma usa a caneta para tomar decisões paliativas que só fazem adiar o problema como um efeito bumerangue. São medidas tão irresponsáveis que permitem aos caminhoneiros transitar pelas estradas com volume de carga 10% maior do que o permitido e ainda perdoar as multas de cada um.

Estamos nos aproximando da anarquia geral, onde vale tudo. Vale inclusive ignorar a corrupção que se generalizou no governo e assumir um segundo mandato com um dos ministérios mais medíocres da história do país. Até decisões presidenciais como a tomada por Lula de manter no Brasil o terrorista Cesare Battisti foi revogada por uma juíza federal a pedido do Ministério Público.

Mas o povo não é bobo, engana-se quem pensa que é. A queda da popularidade da Dilma é um recado do eleitor à sua administração. Ele deu a ela um voto de confiança atemorizado pela propaganda eleitoral de que perderia os seus benefícios sociais. Agora, o eleitor sabe que foi enganado e se prepara para cobrar a fatura, cujos ensaios começam nas manifestações do próximo dia 15 pelo impeachment da Dilma.

O último a sair, apague a luz, por favor.

quarta-feira, 4 de março de 2015

TERRORISTA "CUMPANHÊRO"

ADVOGADO DE TERRORISTA FAZ POUCO CASO DE DECISÃO E USA PROXIMIDADE A LULA

ASSASSINO CRUEL, BATTISTI GARGALHAVA COM AS VÍTIMAS AGONIZANDO



O advogado do terrorista italiano Cesare Battisti, Igor Tamasauskas, fez pouco caso da decisão da juíza Adverci Rates Mendes de Abreu, que determinou a deportação do seu cliente e disse, em entrevista à agência de notícias italiana Ansa, que só trabalha com a hipótese de Battisti deixar o Brasil se ele quiser. De acordo com o advogado, a titular da 20ª Vara do Distrito Federal está "equivocada".

Battisti foi apontado por testemunhas, em dois julgamentos, como o assassino frio e cruel, que gargalhava nervosamente diante das vítimas ensanguentadas, agonizando. Nos dois julgamentos, foi condenado à prisão perpétua. Bandido comum, preso por tentaviva de estupro, ele foi recrutado na cadeia por militantes de uma organização extremista, que o encarregou de executar pessoas. Quatro dessas execuções resultaram comprovadas na Justiça, inclusive com o depoimento do filho adolescente de um relojoeiro, que, por testemunhar a execução do pai, foi também baleado por Battisti. Aquele garoto, que sonhava ser jogador profissional de futebol, escapou com vida, mas ficou paraplégico.

A decisão da juíza Adverci nada tem a ver com o pedido de extradição feito pela Itália, onde Battisti foi condenado à prisão perpétua por participar de quatro assassinatos. Segundo a juíza, é apenas um caso de estrangeiro em situação irregular no Brasil e que, "por ser criminoso condenado por crime doloso", não pode ficar no País. O advogado lembrou que Battisti é próximo ao ex-presidente Lula quando disse que a juíza estava se sobrepondo à "compreensão do Supremo Tribunal Federal (STF) e do presidente".

Battisti morava na França, fugiu para o México quando teve a extradição aprovada e depois para o Brasil onde foi preso em 2007. Em 30 de dezembro de 2010, como um dos últimos atos na Presidência da República, praticamente na calada da noite, Lula vetou a extradição que havia sido autorizada pelo STF e deu início a uma crise diplomática entre Itália e Brasil. Recentemente, o governo italiano negou a extradição do mensaleiro condenado Henrique Pizzolato que fugiu para o país europeu quando teve a prisão decretada.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

STF CORRE O RISCO DE SE TORNAR UMA CORTE BOLIVARIANA


O STF (Supremo Tribunal Federal) corre o risco de tornar-se uma "corte bolivariana" com a possibilidade de governos do PT terem nomeado 10 de seus 11 membros a partir de 2016. A afirmação é do único personagem dessa conta hipotética a não ter sido indicado pelos presidentes petistas Lula e Dilma Rousseff: o ministro Gilmar Mendes, 58.

Indicado por Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 2002, ele teme que, a exemplo do que ocorre na Venezuela, o STF perca o papel de contrapeso institucional e passe a "cumprir e chancelar" vontades do Executivo.

A expressão bolivarianismo serve para designar as políticas intervencionistas em todas as esferas públicas preconizadas por Hugo Chávez (1954-2013) na Venezuela e por aliados seus, como Cristina Kirchner, na Argentina. "Não tenho bola de cristal, é importante que [o STF] não se converta numa corte bolivariana", disse. "Isto tem de ser avisado e denunciado."

Sobre a eleição, Mendes fez críticas a Lula ao comentar representação do PSDB contra o uso, na propaganda do PT, de um discurso do petista em Belo Horizonte com ataques ao tucano Aécio Neves. Lula questionou o que o Aécio fazia quando Dilma lutava pela democracia e o associou ao consumo de álcool. Ao lembrar do caso, Mendes disse: "Diante de tal absurdo, será que o autor da frase também passaria no teste do bafômetro? Porque nós sabemos, toda Brasília sabe, eu convivi com o presidente Lula, de que não se trata de um abstêmio", afirmou.

Folha -- Durante a campanha, o PT acusou o senhor de ser muito partidário.

Gilmar Mendes --
Não, de jeito nenhum. Eu chamei atenção do tribunal para abusos que estavam sendo cometidos de maneira sistemática e que era necessário o tribunal balizar. Caso, por exemplo, do discurso da presidente no Dia do Trabalho e propagandas de estatais com mensagem eleitoral. O resto, como sabem, sou bastante assertivo, às vezes até contundente, mas é minha forma de atuar. Acredito que animei um pouco as sessões.

Animou como?

Chamei atenção para que a gente não tivesse ali uma paz de cemitério.

O que quer dizer com isso?

Saí do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2006. Não tenho tempo de acompanhar, mas achei uma composição muito diferente daquilo com que estava acostumado. Um ambiente de certa acomodação. Talvez um conformismo. Está tudo já determinado, devemos fazer isso mesmo que o establishment quer.

Diria que o TSE estava tendendo a apoiar coisas do governo?

Fundamentalmente chegava a isso. Cheguei a apontar problemas nesse sentido.
O PT criticou sua decisão de suspender direito de resposta contra a revista "Veja".

A jurisprudência era não dar direito de resposta, especialmente contra a imprensa escrita. Quando nos assustamos, isso já estava se tornando quase normal. Uma coisa é televisão e rádio, concessões. Outra coisa é jornal ou revista. O TSE acabou ultrapassando essa jurisprudência e banalizou.

Quando diz que banalizou a interferência na imprensa, acredita que avançou sobre a liberdade de expressão?

Quanto ao direito de resposta em relação a órgãos da imprensa escrita, certamente. Mas temos de compreender o fato de se ter que decidir num ambiente de certa pressa. E todo esse jogo de pressão. A campanha se tornou muito tensa. Talvez devamos pensar numa estrutura de Justiça Eleitoral mais forte, uma composição menos juvenil.

Qual sua avaliação da eleição?

Tenho a impressão que se traça um projeto de campanha. Se alguns protagonistas não atuarem, inclusive como poder moderador, o projeto se completa. Eu estava na presidência do tribunal quando da campanha da presidente Dilma [de 2010]. O que ocorreu? Havia necessidade de torná-la conhecida. O presidente Lula, então, inaugurava tudo. Até buracos. Quando a Justiça começou a aplicar multas, ele até fez uma brincadeira: "Quem vai pagar minhas multas?" O crime compensava. Foi sendo feita propaganda antecipada, violando sistematicamente as regras. Agora havia também um projeto. Chamar redes para pronunciamentos oficiais, nos quais vamos fazer propaganda eleitoral. A mensagem do Dia do Trabalho tem na verdade uma menção ao 1º de maio. O resto é propaganda de geladeira, de projetos do governo.

O sr. não exagerou nas críticas ao ex-presidente Lula no julgamento de uma representação do PSDB, quando chegou a perguntar se ele teria feito o teste do bafômetro?

O presidente Lula, no episódio de Belo Horizonte, faz uma série de considerações. Houve uma representação [do PSDB]. Ele chegou a perguntar onde estava o Aécio enquanto a presidente Dilma estava lutando pela democracia nos movimentos da luta armada. A representação lembrava que Aécio tinha 8 ou 10 anos. Ela trouxe elementos adicionais da matéria, de que teve um texto de uma psicóloga que dizia que ele [Aécio] usava drogas, que era megalomaníaco. E Lula falou também do teste do bafômetro. Diante de tal absurdo, [eu disse] "será que o autor da frase também passaria no teste do bafômetro?" Porque sabemos, toda Brasília sabe, eu convivi com o presidente Lula, de que não se trata de um abstêmio.

O PT criticou muito suas falas sobre o ex-presidente.

Estávamos analisando só o caso. Em que ele reclamou de alguém que saiu do jardim de infância não ter atuado na defesa da presidente Dilma. Quem faz este tipo de pergunta ou quer causar um impacto enorme e contrafactual ou está com algum problema nas faculdades mentais.

Em dois anos o sr. será o único ministro do STF não indicado por um presidente petista. Muda alguma coisa na corte?

Não tenho bola de cristal, é importante que não se converta numa corte bolivariana.

Como assim?

Que perca o papel contramajoritário, que venha para cumprir e chancelar o que o governo quer.

Há mesmo este risco?

Estou dizendo que isto tem de ser avisado e denunciado.

Há algum sinal disso?

Já tivemos situações constrangedoras. Acabamos de vivenciar esta realidade triste deste caso do [Henrique] Pizzolato [a Justiça italiana negou sua extradição para cumprir pena no Brasil pela condenação no mensalão]. Muito provavelmente tem a ver com aquele outro caso vexaminoso que decidimos aqui, do [Cesare] Battisti [que o Brasil negou extraditar para Itália], em que houve clara interferência do governo.

No mensalão, um tribunal formado em sua maioria por indicados por petistas condenou a antiga cúpula do PT.

Sim, mas depois tivemos uma mudança de julgamento, com aqueles embargos, e com a adaptação, aquele caso em que você diz que há uma organização criminosa que não pode ser chamada de quadrilha.

Ao falar de risco bolivariano, não teme ser acusado de adotar posições a favor do PSDB?

Não, não tenho nem vinculação partidária. A mim me preocupa a instituição, não estou preocupado com a opinião que este ou aquele partido tenha sobre mim.

A aprovação da proposta que passa a aposentadoria compulsória de ministros do STF de 70 para 75 anos não reduz esse risco, já que menos ministros se aposentariam logo?

Não tenho segurança sobre isto, é uma questão afeita ao Congresso. O importante é que haja critérios orientados por princípios republicanos.

O STF deve analisar outro caso de corrupção, na Petrobras. Como avalia essa questão?

A única coisa que me preocupa, se de fato os elementos que estão aí são consistentes, é que enquanto estávamos julgando o mensalão já estava em pleno desenvolvimento algo semelhante, talvez até mais intenso e denso, isso que vocês estão chamando de Petrolão. É interessante, se de fato isso ocorreu, o tamanho da coragem, da ousadia.

(Entrevista concedida à Folha de São Paulo)

sexta-feira, 25 de julho de 2014

MINISTRO INTERCEDEU POR PAULO MALUF PARA LIMPAR A BARRA NA INTERPOL

Por: Rodrigo Vilela

Encontros de Maluf com Cardozo ocorreram após pepista apoiar candidatura de Haddad (PT)

O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) revelou, em entrevista ao programa Poder e Política, que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, intercedeu por ele junto ao governo dos Estados Unidos para tirar seu nome da lista de procurados da Interpol. Cardozo enviou ao governo norte-americano um comunicado perguntando a respeito da possibilidade de Maluf ser ouvido no Brasil sobre a acusação de usar instituições do país no suposto desvio de dinheiro na construção da avenida Água Espraiada, hoje Jornalista Roberto Marinho, em São Paulo. O fato foi confirmado pelo Ministério da Justiça.
Ministério da Justiça confirmou que Cardozo (foto) enviou comunicado ao governo dos EUA (Foto ABr)Ministério da Justiça confirmou que Cardozo (foto) enviou comunicado ao governo dos EUA (Foto ABr)
De acordo com o ministério, o caso de Maluf foi o único até agora com essas características: brasileiro, com residência fixa e com aviso de procurado na Interpol -para ser preso nos EUA- requerendo o direito de ser ouvido no Brasil, mas se outro cidadão, nesta condição, solicitar ajuda ao governo, será atendido.
Coincidentemente Maluf e seu advogado só procuraram José Eduardo Cardozo quando o deputado e seu partido, o PP, apoiaram a campanha do petista Fernando Haddad pela Prefeitura de São Paulo, em 2012. O deputado se encontrou com o ministro mais de uma vez nos últimos dois anos para tratar do assunto, mesmo após o governo estadunidense negar o pedido de Maluf.
Na entrevista, o deputado ainda criticou a postura do governo brasileiro. “O que estranho é que um brasileiro não tem a mesma defesa do governo brasileiro que teve o Cesare Battisti, este sim criminoso, assassino, matou gente na Itália. Está condenado pela Justiça italiana e recebeu asilo aqui”, dispara Maluf.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

QUEM TOLERA A INTOLERÂNCIA?

Nelson Motta, O Globo

Até que ponto a tolerância, a aceitação da diferença e o respeito à liberdade alheia podem estimular — mais do que a repressão e a intolerância — o crescimento da violência e da impunidade? Quanto se pode tolerar até que a intolerância e a violência triunfem? É tolerável que as liberdades da democracia sejam usadas para destruí-la? Desde quando o respeito à lei e ao Estado de Direito viraram coisa “de direita”?

Os antigos militantes da luta armada eram chamados de terroristas pela ditadura, mas se consideravam, mesmo quando faziam ações terroristas, combatentes da liberdade que lutavam por um Brasil socialista/comunista e estavam dispostos a matar e morrer por sua causa.

Agora, sob pressão da sociedade democrática ameaçada pela violência nas ruas, eles terão que votar uma lei que define e criminaliza o terrorismo, como já fizeram todas as grandes democracias do mundo. Mas hoje são os black blocs e os anarquistas de aluguel que se dizem os guerreiros da liberdade contra o capitalismo.

Enquanto a nova lei não vem, o que vale é a velha Lei de Segurança Nacional da ditadura, que, lembrou Elio Gaspari, é menos rigorosa do que a que vai ser votada agora com o apoio do governo, embora o PT queira excluir do texto os seus aliados dos “movimentos sociais”.

Se um militante do MST ou dos quilombolas jogar uma bomba e matar um inocente ou um policial não pode ser penalizado como terrorista, como foi Cesare Battisti na Itália, tem um salvo conduto para ser processado por crime comum.

É um vicio nacional: diante de qualquer comoção publica, para dar uma satisfação à sociedade, os governos e políticos sempre preferem fazer novas leis mais duras em vez de aplicar com dureza e justiça as já existentes. Temos cada vez mais leis — e mais crimes impunes.

Para a ditadura nacionalista e triunfalista, qualquer crítica era um ataque ao Brasil de traidores da pátria, esquerdistas, derrotistas e sabotadores que torciam pelo quanto pior melhor. Hoje, apesar da plena liberdade de expressão e das garantias legais, no governo democrático o discurso é o mesmo: só trocaram os “nós” e os “eles”.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

ALGUÉM AINDA ACREDITA EM "MANIFESTAÇÃO" ESPONTÂNEA?

Black blocs, PSOL, raposas e sininhos: alguém ainda acredita em “manifestação” espontânea?

Um “manifestante” black bloc
Muitas perguntas ficam no ar. Por exemplo: qual o real grau de envolvimento do deputado do PSOL Marcelo Freixo nesse vandalismo todo orquestrado pelos black blocs? O deputado nega qualquer envolvimento, claro. Mas as suspeitas existem, seu nome foi mencionado pelo advogado do rapaz acusado de ter ajudado a jogar o rojão que ameaça tirar a vida do cinegrafista da Band, Santiago Andrade.
Eliza Sanzi, cuja “profissão” é ser manifestante, ofereceu ajuda (de que tipo?) às pessoas ligadas a Marcelo Freixo. Sininho, como é conhecida, já esteve presa por baderna em frente à Câmara dos Vereadores, em outubro. Talvez essa gente sofra da Síndrome de Peter Pan, e nunca tenha amadurecido. Se acham os eternos rebeldes sem causa, que ainda precisam confrontar todo tipo de autoridade para se provar na vida.
De onde vem o dinheiro que sustenta tanto vagabundo mascarado? Qual o envolvimento do próprio PSOL nisso tudo? Freixo, que virou herói em filme de ficção e é idolatrado pela esquerda caviar, precisa se explicar. A mãe de Fábio Raposo, o tatuador preso por entregar o rojão ao comparsa, disse acreditar que o filho tenha algum tipo de ligação com Freixo sim.
Alguém ficaria realmente surpreso se ficasse comprovado o envolvimento do partido? Um partido, não custa lembrar, que já deu todo apoio até para terrorista assassino, como o italiano Cesare Battisti. E que tem, entre seus fundadores, outro terrorista italiano, o socialista Achille Lollo. Alguém acha mesmo que o PSOL é digno de alguma confiança?
O PSOL é apenas o PT de ontem. Mesmo ainda minúsculo, já tem sua cota de escândalo de corrupção, como aquele envolvendo a deputada Janira Rocha no Rio. Imaginem com mais poder! Quem ainda acredita no PSOL como um partido puro? É preciso ser muito ingênuo mesmo. Até podemos desculpar quem um dia acreditou no PT. Mas quem ainda acredita no PT hoje, ou em seu filhote PSOL, não tem desculpa: é idiota útil mesmo.
Raposo, Sininho, Freixo, black blocs: alguém ainda acredita em “manifestação” espontânea? Alguém realmente acha que não há interesse político nisso tudo? A esses, aviso que Papai Noel não vai levar presente no Natal deste ano, por mau comportamento ou por abusar do direito de ser néscio.
Por fim, fica um puxão de orelha na própria imprensa, que ajudou a alimentar o monstro que agora quer devorá-la. Ajudou a enaltecer os vagabundos mascarados, a criar a falsa imagem de que o gigante havia acordado, de que a polícia era o problema na questão da violência.
A esquerda caviar, então, nem se fala! Quantos “intelectuais” e artistas defenderam os black blocs? Alguns até se fantasiaram para ajudar a vender a ideia de que eram revolucionários em nome da justiça e liberdade. Não é verdade, Caetano Veloso?
(*)O resultado está aí: um cinegrafista entre a vida e a morte. Pergunto: se fosse um policial, a reação seria a mesma? Se fosse um transeunte, um cidadão comum passando por ali, a reação seria a mesma? São muitas perguntas…
PS: E por favor, vamos parar de chamar criminoso de “ativista”, caramba?!
Rodrigo Constantino

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

ADVOGADO DA ITÁLIA: PIZZOLATO NÃO SERÁ EXTRADITADO

ESTA É A APOSTA DO ADVOGADO DO ESTADO ITALIANO NO CASO CESARE BATTISTI


O criminalista Nabor Bulhões, advogado do Estado italiano no processo de extradição do terrorista Cesare Battisti, não acredita que a Itália mande de volta o mensaleiro Henrique Pizzolato. Para Bulhões, que conhece a legislação daquele país, o meliante condenado a 12 anos de cadeia pelo Supremo Tribunal Federal deve responder na Itália apenas pelo crime de falsidade ideológica, por usar passaporte do irmão morto.
A Constituição da Itália proíbe a extradição de nacionais, e Pizzolato tem cidadania italiana. Isso poderá garantir sua permanência por lá.
Itália deve aplicar o princípio da reciprocidade, diz Nabor Bulhões, após o governo Lula afrontar aquele país para proteger Cesare Battisti.

Pizzolato foi preso porque havia um mandado internacional de captura expedido pela Interpol Brasil, e não a pedido do governo brasileiro.

Se o governo brasileiro quisesse honestamente a extradição de Pizzolato, negociaria a troca do meliante pelo terrorista Cesare Battisti.

PIZZOLATO & BATTISTI

Maurício Terra Dias

A situação do mensaleiro Henrique Pizzolato na Itália tem alguns paralelos com o caso de Cesare Battisti no Brasil. Começa pelo fato de que os dois são criminosos condenados no país de origem, e entraram no país que vai negar a extradição portando documentos grosseiramente irregulares. Pizzolato utilizou passaporte brasileiro falso e documento do irmão Celso, já falecido, enquanto Battisti, para entrar no Brasil, valeu-se de documentos falsificados. As duas atitudes são irregulares perante as leis dos dois países, mas o italiano nunca foi perturbado seriamente pela polícia ou pelo Ministério Público em função disso.
Para nós, que esperamos que ele cumpra a penalidade determinada pela nossa Justiça, já seria alguma coisa se ele ficasse preso por lá, condenado por um juiz italiano por utilizar documentos fraudados. Menos mal, mesmo não sendo o ideal. Seria uma espécie de Efeito Al Capone. Preso, por causa dos documentos, ele já está. Vamos ver que condução será dada a esse problema.
O que acontecerá com o mensaleiro depende de diversos fatores, entre os quais o tratamento que a legislação italiana dá ao fato de que ele foi condenado aqui. Existe a possibilidade de que ele seja julgado novamente pelos crimes envolvendo o mensalão de acordo com as leis italianas.  Não há chance de que ele seja liberto da forma que o italiano foi aqui, considerando que cometeu crimes lá, e eles têm umas atitudes antiquadas quando a quem tenta burlar a legislação bastante antiga que eles defendem. Não são tão benevolentes quanto nosso STF ou o governo (atual e anterior) que nós elegemos.
A nossa reputação (de nós, os brasileiros), piora um pouquinho, porque já tínhamos fama de importar criminosos que vêem pegar um bronze e pegar umas crianças em praias e rincões miseráveis ou milionários do país, após roubar alguma fortuna, e agora exportamos um criminoso com tão alta qualificação que foge do país com uma banana mostrada às autoridades encarregadas da segurança no aeroporto.
Entre as principais atribuições das autoridades aeroportuárias, está a de comparar o retrato do passaporte com a cara do portador, e conferir a autenticidade do passaporte, e eles erraram… Não é como se Carlos, o Chacal, ou Osama Bin Laden tentassem sair daqui usando o passaporte do Tom Cruise, ou do Bruce Willis, mas a função dos caras que importunam todos os passageiros internacionais é verificar se algum terrorista quer passar pela fronteira com documento irregular. Tanto aqui quanto lá na Itália. E o criminoso passou.
Os italianos não têm nenhuma obrigação de extraditar Henrique Pizzolato, nem precisam se vingar dos responsáveis pela liberdade brasileira feliz e impune de um terrorista condenado em instância definitiva. Já houve, na época da libertação de Battisti, retaliações diplomáticas por parte dos italianos, com cancelamento de algumas agendas acadêmicas em prejuízo de brasileiros, mas não houve alarde dessas medidas. Talvez porque o tempo seja o senhor da razão.

DESGOVERNO EXIGE PIZZA PARA PIZZOLATO

MINISTÉRIO QUER PEDIR A EXTRADIÇÃO NEGADA À ITÁLIA, NO CASO BATTISTI



Por: Naira Trindade

O governo brasileiro vai pedir a extradição do mensaleiro foragido Henrique Pizzolato. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informou nesta quarta-feira (5) que vai dar início ao processo de extradição do ex-diretor do Banco do Brasil. O anúncio de Cardozo pode se transformar em mera declaração política: na prática, o pedido pode ser negado, uma vez que os governos, inclusive da Itália, não extraditam nacionais, e Pizzolato tem nacionalidade italiana. Além do mais, ao acolher como “refugiado político” o terrorista Cesar Battiti, negando o pedido de extradição formulado pelo Estado italiano, o Brasil perdeu a credibilidade e até a “moral” de agora se credenciar à extradição do foragido Pizolatto.
Cardozo exaltou, durante entrevista coletiva nesta tarde, o trabalho da Polícia Federal na prisão. “É uma resposta às críticas de que o governo não estava investigando o caso, que havia um acumpliciamento. A prisão do Pizzolato demonstra a competência da PF, a forma republicana de sua atuação, seja com quer for, disse.
Pizzolato só foi detido na Itália por cometer o crime falsidade ideológica. Ele usava o passaporte do irmão falecido dele, Celso. Na tramitação do processo de extradição, o Ministério da Justiça vai informar o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a prisão do mensaleiro, e o STF deve pedir a extradição, que será encaminhado entre o governo brasileiro e o italiano. Caso a extradição seja negada, o governo quer o Pizzolato seja julgado na Itália, o que também pode ser negado.

domingo, 15 de dezembro de 2013

LULA DEU ASILO AO ASSASSINO BATTISTI PARA PAGAR DÍVIDA PESSOAL


O delegado Romeu Tuma Jr. era secretário Nacional de Justiça, e por isso testemunhou os bastidores da decisão do então presidente Lula de proteger o terrorista italiano Cesare Battisti (foto). Em seu livro “Assassinato de Reputações” (ed. Topbooks, Rio), ele revela que Lula não foi motivado pela ideologia, ao conceder “asilo político” ao criminoso, mas por “dívida de gratidão” com o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh. 

O ex-presidente queria retribuir a Greenhalgh as várias defesas que fez dele na Justiça, sem cobrar, e por sua dedicação aos interesses do PT.

Lula se sentia culpado por vários reveses do amigo, como a humilhante derrota para Severino Cavalcante na briga pela presidência da Câmara.

Segundo Tuma Jr, Battisti ganhou asilo porque Greenhagh pediu e não por influência de Tarso Genro, ex-ministro da Justiça. Simples assim.

Cesare Battisti foi condenado duas vezes à prisão perpétua, na Itália, pelo assassinato de quatro inocentes, a serviço de um grupo terrorista.

*

O Coturno publicou foto de 1980.
Greenhalgh liberta Lula da prisão de 31 dias, onde, segundo Tuma, o então sindicalista prestou ao DOPS informações preciosas sobre alguns companheiros rivais. Mais tarde, por causa daqueles 31 dias, Greenhalgh arranjou a pensão de quase R$ 10 mil mensais que o ex-presidente e ex-informante do DOPS recebe como "perseguido político".

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

UMA GANGUE CHAMADA PT

PT SE ASSUMIU COMO UMA GANGUE, AFIRMA DEPUTADO GAÚCHO

COM FILIADOS PRESOS, PT VIROU ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, DIZ ONYX LORENZONI

Diário do Poder

O deputado  Onyx Lorenzoni (Democratas-RS) criticou o PT por manter em seus quadros criminosos condenados e presos por corrupção, “deixando de ser um partido político para assumir-se como organização criminosa”. Onyx disse que o PT hoje carrega os piores vícios, os piores princípios. 
“Com o PT no poder, nós vivemos sob o império da propaganda, sob a revolução dos maus costumes e sob o abuso do poder econômico do Estado”.
O parlamentar gaúcho disse ainda que o PT abandonou os valores éticos, os princípios morais, democráticos e cedeu a um esquema que acabou sendo conhecido por meio da CPI dos Correios. “Tive a honra de participar da CPI que desvendou o maior esquema de corrupção que esta Casa (Câmara) já conheceu”, disse.
Lorenzoni disse que os mensaleiros prestam um desserviço ao classificar o STF de tribunal de exceção. “Ao se considerarem presos políticos dentro de um regime democrático, José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares e João Paulo Cunha deixam claro o seu absoluto desconhecimento do que seja realmente uma democracia, talvez pelo fato de que os seus parâmetros de uma sociedade livre e sob o império das leis seja os regimes que defendem e que já defenderam com ardor aqui desta tribuna: os regimes vigentes em Cuba, na Venezuela ou na Coreia do Norte”, disse.
O parlamentar ainda afirmou que José Genoíno, que alega inocência, deveria nominar aqueles que o estariam perseguindo. “Tal esclarecimento se faz necessário, uma vez que é de conhecimento público que, se houve algum descumprimento de regra, foi por parte do STF. Um exemplo de admissão dos embargos infringentes, possibilitando a José Genoíno e aos seus companheiros de clausura José Dirceu e Delúbio iniciarem o cumprimento da pena, que outrora seria em regime fechado, em regime semiaberto”, disse.
O deputado lembrou que dos 11 integrantes do STF, 8 foram indicados por Lula ou por Dilma. Onyx afirmou que fica evidente que as provas eram “tão escandalosamente fortes que não houve maneira de se desfazer um conjunto probatório, mesmo em um Tribunal previamente com tendência a ser mais condescendente pôde livrá-los de uma condenação”.
Sobre a fuga do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, desmascarado na CPI dos Correios, Onyx lembrou do cálculo feito por ele que mostrou que R$ 75 milhões do Fundo Visanet acabaram irrigando o processo do mensalão. “Pizzolato foge para a Itália. E o Governo do Brasil que negou a extradição do bandido e terrorista italiano Cesare Battisti, condenado em uma democracia, em um Estado Democrático de Direito, em um tribunal italiano, depois referendado por corte internacional, resolveu abraçar, acariciar e proteger esse bandido”, disse. Onyx afirmou que, pelo simples raciocínio da reciprocidade, os italianos não vão mandar Henrique Pizzolato de volta para pagar as contas que deve no Brasil.
O deputado disse que ficou ainda mais impressionado negativamente com o ex-presidente Lula, que ligou para os mensaleiros e disse “Estamos juntos”. “Isso não é postura de presidente da República, muito menos de ex-presidente, mais parece a postura de um capo mafioso no melhor estilo da máfia siciliana. Mas, pensando melhor, a máfia italiana costuma ser mais discreta em suas manifestações de apoio a seus membros que caem na mão da Justiça”, ironizou.

sábado, 16 de novembro de 2013

DO "TOP-TOP" À "BANANA"

Depois do top-top do ministro de Lula, mostrando o desprezo aos familiares das vítimas do acidente no aeroporto de SP, vejam abaixo imagem que mostra a banana do petista mensaleiro que fugiu para a Itália.
Será que é pra lá que vai o chefão se algum dia for condenado?
Será que foi pra isso que a "famiglia Silva" solicitou a cidadania italiana?

Foto: Pizzolato¹³ fugindo para Itália:  Una banana per il Brasile! Asini! Stronzi!

Reações ridículas 5 – Pizzolato repete termos de PT, Dirceu e Genoino, diz confiar na Justiça italiana e se mostra grato à subimprensa financiada por estatais, inclusive o BB, de onde saiu parte do dinheiro do mensalão

Por Reinaldo Azevedo
Pois é… Henrique Pizzolato se mandou. Usou a rota Pedro Juan Cabellero, a exemplo dos traficantes de drogas e de armas, dos bandidos comuns. Faz sentido. Segundo ficou comprovado nos autos, o dinheiro a que ele recorreu para alimentar o mensalão era do Banco do Brasil, era público. Pizzolato tirou dos pobres mais do que que costumam tirar aqueles outros bandoleiros. Como diria Padre Vieira, seu crime é ainda mais covarde. Os outros, ao transgredir a lei, sabem que estão correndo riscos, inclusive de vida. Isso, obviamente, não minimiza a fealdade do seu crime, mas há, vamos reconhecer, alguma ousadia. Os que enfiam a mão no dinheiro público abusando do cargo que ocupam, da facilidade dos ambientes com ar refrigerado, com suas gravatas italianas — compradas, é bem provável, com a grana dos desdentados —, estes têm uma mácula adicional: a covardia física. Já que decidiram ser delinquentes, que, ao menos, o fizessem, para citar o padre, “debaixo de seu risco”… Mas quê…
Pizzolato deixou uma carta explicando a sua fuga. Fala a linguagem dos heróis. É bom que fique claro: o texto repete as notas emitidas pelo PT, por José Dirceu e por José Genoino. Tudo igual! Reclama que não teve direito de apelar a corte superior — como se a competência originária do processo já não fosse da corte suprema brasileira; diz que cercearam o direito de defesa, o que é comprovadamente mentira; alega que não há provas contra ele, outra mentira; sustenta que se trata de um julgamento conduzido pela mídia, mentira de novo… E segue assim. Ora, partido, Dirceu, Genoino e congêneres afirmaram coisa diferente? Os chefões de verdade só não deram no pé também porque aí seria a desmoralização absoluta do partido. A fuga, ademais, seria mais difícil, já que estão sem os passaportes. Só se Dirceu mudasse de cara pela terceira vez…
No pé deste post, vai a íntegra das indignidades de Pizzolato, redigidas por advogados, como resta evidente. O trecho que realmente toca no sublime, que exprime, como nenhum outro, a essência do petismo — e ele é um petista graúdo, é bom que fique claro — é este, prestem bem atenção:
“Por não vislumbrar a mínima chance de ter julgamento afastado de motivações político-eleitorais, com nítido caráter de exceção, decidi consciente e voluntariamente fazer valer meu legítimo direito de liberdade para ter um novo julgamento, na Itália, em um tribunal que não se submete às imposições da mídia empresarial, como está consagrado no tratado de extradição Brasil e Itália.”
Espetacular! Os petistas Tarso Genro e Luiz Inácio Lula da Silva decidiram conceder refúgio ao terrorista italiano Cesare Battisti sob a alegação de que, na Itália, ele não teria direito a uma Justiça isenta. Segundo Tarso, este pensador assombroso, o Judiciário daquele país não era independente o bastante. Já o também petista Pizzolato pensa o contrário: no Brasil, sim, a Justiça é injusta; na Itália, ele assevera, conseguirá o devido equilíbrio.
A carta tem um outro trecho, a seu modo, delicioso. Pizzolato se mostra grato àqueles setores que se confundem com imprensa, financiados por estatais, inclusive o Banco do Brasil, do qual ele foi diretor de marketing, desviando mais de R$ 73 milhões para o esquema mensaleiro. Leiam que mimo:
“Mesmo com intensa divulgação pela imprensa alternativa – aqui destaco as diversas edições da revista Retrato do Brasil – e por toda a internet, foi como se não existissem tais documentos, pois ficou evidente que a base de toda a ação penal tem como pilar, ou viga mestra, exatamente o dinheiro da empresa privada Visanet. Fui necessário para que o enredo fizesse sentido. A mentira do “dinheiro público” para condenar. Todos. Réus, partido, ideias, ideologia”
É, com efeito, de uma espetacular ousadia. Pizzolato insiste na falácia de que o dinheiro da Visanet era privado. É um acinte. ATENÇÃO! Ele foi condenado por peculato por unanimidade: ONZE A ZERO. Peculato significa roubo de dinheiro público. A totalidade do tribunal considerou o óbvio: o dinheiro do sistema Visanet era… do Banco do Brasil. Nem Ricardo Lewandowski teve cara para dissentir. Atenção! Foi condenado por corrupção passiva por ONZE A ZERO. Mais uma vez, Lewandowski não conseguiu discordar. Foi condenado ainda por lavagem de dinheiro por 10 a 1 — só Marco Aurélio divergiu. Lewandowski, de novo, teve de se dobrar aos fatos, que gritavam.
Pizzolato tem dupla cidadania. Caso seja preso na Itália, o Brasil pode pedir a sua extradição. Seria concedida? Pois é: a Itália pode muito responder que a gente fica com o terrorista deles, e eles ficam com o nosso peculador, com o nosso corrupto passivo, com o nosso lavador de dinheiro. Assim, a decisão tomada por Tarso e Lula em relação a Battisti estará protegendo criminosos duas vezes.
AQUI a íntegra da carta de Pizzolato. É mais um dos retratos do Brasil petista. 
Precisamos financiar esse herói. Não há uma conta para a gente depositar uma ajuda? Se bem que isso não é necessário. Membros do PT nunca ficam na chuva desde que sejam fiéis. É um dos segredos de organizações desse gênero. A Itália sabe bem como é.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

BERÇO ESPLÊNDIDO DA IMPUNIDADE

Foto: Compartilha... Compartilha... Compartilha!!!!!!!!!!!!!!







O Brasil, que “não abriga terroristas”, segundo disse Dilma na ONU, garante ao italiano Cesare Battisti a mão longa da impunidade: após embargo de declaração negado no Superior Tribunal de Justiça, os advogados dele ainda poderão entrar com dois novos recursos no Supremo Tribunal Federal. O STJ manteve em junho a decisão de expulsá-lo do Brasil por falsificar passaporte para entrar no País.

A previsão de envio do processo transitado em julgado ao Ministério da Justiça, para providências, é de, no mínimo, seis meses.

O Ministério da Justiça terá 15 dias para decidir se expulsa o meliante do País por fraude, caso resolva cumprir o Estatuto do Estrangeiro.

Acusado na Itália de assassinar quatro inocentes, Battisti vivia na França, de onde fugiu após anúncio de que seria extraditado.

sábado, 31 de agosto de 2013

UM JUSTO ENTRE DUAS NAÇÕES

A senadora Kátia Abreu (PSD-TO) escreve um artigo corajoso e correto sobre a ação do diplomata Eduardo Saboia, que organizou a vinda para o Brasil do senador boliviano Roger Pinto Molina:
*

Impossível não admirar a conduta de Eduardo Saboia, encarregado de negócios na Bolívia, de trazer para o Brasil o senador Roger Pinto Molina, asilado há 15 meses em nossa embaixada em La Paz. Tomou atitude nobre e corajosa.
No passado, outros diplomatas brasileiros ousaram contrariar a cúpula do Itamaraty. Na França, o embaixador Luís Martins de Souza Dantas emitiu centenas de vistos para o Brasil a perseguidos pelos nazistas.
Mesmo depois de ser repreendido e formalmente proibido de conceder vistos, seguiu assinando documentos de próprio punho, com datas anteriores à da proibição. Enquanto isso, em Hamburgo, o vice-cônsul brasileiro e escritor João Guimarães Rosa também agiu assim, concedendo vistos de entrada no Brasil a judeus.
Décadas depois da façanha, Souza Dantas virou personagem do Museu do Holocausto, em Israel. Foi proclamado “Justo entre as nações”, título atribuído a pessoas que arriscaram suas vidas para ajudar judeus perseguidos pelo regimes nazista e fascista.
Mas não se trata aqui, como não o foi no passado, de defender quebra de hierarquia nem de comparar o terror do Holocausto a um fato que pode não ir além de um incidente diplomático. Quero apenas mostrar que, em situações extremas, o diplomata deve recorrer a si mesmo.
Ressalte-se que o embaixador anterior, Marcel Biato, já havia concedido o asilo a Molina, fazendo valer esse direito internacional.
E o senador teve de pedir asilo por ter denunciado a corrupção no governo de seu país. Ousou fazer o que muitos não tiveram coragem de fazê-lo.
Em resposta, ganhou um processo “judicial”, típico de “socialistas bolivarianos” que tratam os opositores como se criminosos fossem. É a criminalização da política, levada a cabo por governantes que não nutrem respeito à democracia e aos direitos civis.
Há que lembrar, também, que a lista de incidentes diplomáticos na relação do Brasil com a Bolívia é extensa. Basta citar dois episódios: a ocupação militar de uma refinaria da Petrobras e a vistoria de três aviões da Força Aérea Brasileira, que deveriam ser invioláveis, inclusive um que levava nosso ministro da Defesa.
E é bom que se diga que o senador Molina não está foragido no Brasil. Foi retirado da Bolívia em uma operação conduzida pelo consulado brasileiro. O que se espera, agora, é que não tenha destino diferente do que teve Cesare Battisti, que conseguiu permissão para ficar no Brasil, mesmo com pedido de extradição aprovado pelo Supremo Tribunal Federal.
Quando foi trazido ao país, Molina vinha de um confinamento de quase 500 dias num cubículo da embaixada brasileira, sem direito a banho de sol, em uma condição de deterioração física e psíquica. Bem diferente do tratamento principesco que o ex-presidente de Honduras Manuel Zelaya recebeu ao longo dos quatro meses em que se manteve exilado na nossa embaixada em Tegucigalpa.
Alguns aguentam mais, outros menos. Se Molina ameaçou suicídio, é porque estava no limite de suas forças. Basta nos colocarmos na posição do outro para percebermos melhor sua condição dramática.

O encarregado de negócios Eduardo Saboia vivenciou o drama do senador. Ninguém melhor do que ele para decidir o que fazer, dada a sua proximidade e diante da falta de comando hierárquico. Se tomou uma decisão humanitária, ele o fez em respeito aos direitos humanos defendidos por nosso governo.

Se a cúpula do Itamaraty não estava observando esses direitos, um de seus diplomatas optou por fazê-lo, mesmo colocando vidas em risco.Seguiu valores maiores, com determinação. Não se conformou com a rotina burocrática baseada na omissão, embora essa omissão possa ter sido, ela própria, uma decisão. Cumpriu todo um périplo até chegar, enfim, a território brasileiro.