Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta 66 milhões. Ordenar por data Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta 66 milhões. Ordenar por data Mostrar todas as postagens

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O BRASIL QUE "NÃO" QUER TRABALHAR FAVORECE AS ESTATÍSTICAS DO FAZ DE CONTA

No país, mais de 66 milhões desistiram de buscar emprego
Cristiane Bonfanti, O Globo

No Brasil do pleno emprego, com taxas de desocupação nos menores patamares da história, os empresários estão em uma busca desesperada para preencher seus quadros e driblar o apagão de mão de obra.

Dados do IBGE mostram, porém, que há uma parcela enorme da população que está em idade ativa e em plena condição de produzir, embora não procure uma vaga no mercado de trabalho e, portanto, não entre nas estatísticas de desemprego.

Um exército de 66,7 milhões de brasileiros, contingente quase igual ao número de habitantes da França ou duas vezes o do Canadá, está na chamada população não economicamente ativa. São pessoas que, mesmo sem trabalhar, não estão em busca de emprego. No Rio de Janeiro, são 6,2 milhões nessa condição. Em São Paulo e em Minas Gerais, são 14,1 milhões e 6,6 milhões, respectivamente.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

LAVA JATO DEVE INVESTIGAR LULA

Lava Jato mira empréstimos do BNDES a Bumlai. E não descarta investigar Lula

Força-tarefa apura contratos operados pelo amigo do ex-presidente com instituições financeiras. Investigadores querem saber se houve interferência do Planalto

DINHEIRO SUJO - O empreiteiro apresentou extratos de movimentação de uma conta criada na Suíça para pagar propina. De lá, segundo ele, saíram 2,4 milhões de reais para a campanha de Lula

VEJA

A Polícia Federal e a força-tarefa da Lava Jato devem investigar se o governo do ex-presidente Lula beneficiou o pecuarista José Carlos Bumlai em contratos com a administração pública. Embora Lula não seja formalmente alvo de investigação, ele foi frequentemente citado pelo próprio Bumlai como a autoridade que poderia destravar impasses - desde a manutenção do ex-diretor Nestor Cerveró na Petrobras até a confirmação de um contrato de sondas pelo grupo Schahin. Por ora, a ofensiva dos investigadores deve se focar em empréstimos de instituições financeiras, como o BNDES, utilizados para o esquema de corrupção, mas a PF não descarta apurar se o Palácio do Planalto, sob a gestão Lula, interferiu em contratos operados por Bumlai.

A São Fernando Açúcar e Álcool Ltda. recebeu, em 2005, empréstimo de 64,66 milhões de reais do BNDES. Em 2008, novo repasse. Desta vez de 388 milhões de reais. A companhia entrou em recuperação judicial em 2013 com uma dívida de 1,2 bilhão de reais, incluindo débito de 300 milhões de reais resultado de empréstimos do banco de fomento. Em julho de 2012, a São Fernando Energia I Ltda., também de Bumlai, recebeu empréstimo de mais de 100 milhões de reais do BNDES, mesmo que na época a empresa contasse com apenas sete funcionários.

Em sua delação premiada, o lobista Fernando Baiano disse que, na tentativa de emplacar um contrato entre a empresa OSX, do ex-bilionário Eike Batista, com a Sete Brasil, empresa gestada no governo Lula para construir as sondas de exploração do petróleo do pré-sal, o empresário José Carlos Bumlai foi acionado para interceder junto a Lula. Em troca, o pecuarista teria recebido comissão de 2 milhões de reais, que acabaram repassados a uma nora do ex-presidente para a quitação da dívida de um imóvel.

LEIA MAIS:

PF prende pecuarista amigo de Lula na 21ª fase da Lava Jato

Bumlai repetiu mensalão e beneficiou PT, diz Moro

"Em relação ao ex-presidente Lula, são citações ainda sem qualquer conteúdo de prova efetiva. É muito comum que o nome seja usado sem autorização. Pode ser esse o caso, mas tem que apurar, ver se houve realmente alguma interferência do Palácio do Planalto nesses contratos", defendeu hoje o delegado Igor Romário de Paula, que atua na Lava Jato.

Segundo o procurador Diogo Castor de Mattos, a força-tarefa da Lava Jato já está investigando "dezenas de milhões de reais" em contratos suspeitos, incluindo documentos envolvendo as empresas São Fernando Açúcar e Álcool e São Fernando Energia, administradas pelos filhos de José Carlos Bumlai, e do frigorífico Bertin. De acordo com depoimento do ex-presidente do Banco Schahin, Sandro Tordin, os petistas Delúbio Soares e José Dirceu, condenados no julgamento do mensalão, intercederam para que a instituição financeira liberasse um empréstimo de cerca de 12 milhões de reais a Bumlai. Esse empréstimo, dizem os investigadores, teria sido fraudado para dar ares de veracidade ao repasse de recursos que quitariam dívidas de campanha do ex-presidente Lula em 2002. Ao final, com o dinheiro na conta de Bumlai, os valores foram transferidos para contas do Frigorífico Bertin.

"Existem outros empréstimos de instituições financeiras que estão sob investigação e somam quantias de dezenas de milhões de reais. Há suspeita de outros empréstimos. Caso haja realmente esse vínculo [com esquema de corrupção na Petrobras], tomaremos as medidas cabíveis em relação aos investigados", disse Mattos.

LEIA TAMBÉM:

Bumlai prometeu acionar o 'Barba' para fechar contrato

Empréstimo de Bumlai foi quitado com contrato da Petrobras, diz MP

Bumlai usava nome de Lula em negociatas

domingo, 24 de julho de 2016

MUSA DO CARTÃO CORPORATIVO

FARRA DO CARTÃO CORPORATIVO PERMANECE IMPARÁVEL NO GOVERNO FEDERAL

ENQUANTO FOI PRESIDENTE, ESTE ANO, DILMA GASTOU R$2,6 MILHÕES



O governo ultrapassou a marca dos R$ 22,7 milhões em gastos com os cartões corporativos nos primeiros seis meses do ano, segundo o Portal Transparência. O gabinete da presidente Dilma torrou sozinho R$2,65 milhões, gastos protegidos por “sigilo”. Somando-se a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e secretarias do Palácio, a conta sobe para R$ 6,66 milhões. Quase tudo sigiloso por “razões de segurança”. A informação é da coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Em razão da Polícia Federal, o Ministério da Justiça é o segundo maior utilizador de cartões corporativos, com R$ 5,55 milhões até este mês.

O gabinete da Vice-Presidência, de Michel Temer, torrou R$ 306 mil até julho deste ano. Nenhuma das despesas é contabilizada.

Quem tem Olimpíadas, não precisa de cartão: o Ministério do Esporte só gastou R$ 584 e não realiza novas despesas há três meses.

Já o Ministério da Educação conseguiu gastar R$ 2,16 milhões com cartões corporativos; quase tudo gasto por universidades federais.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Governo atrasa projetos e não libera nem um tostão para obras contra enchentes no Rio

Verbas federais a conta-gotas

Regina Alvarez, O Globo

A liberação de recursos federais é muito lenta não só para os principais programas do governo Dilma — como foi mostrado na edição de ontem do GLOBO.
A situação é semelhante no caso de obras e serviços essenciais à população.

A três meses do início da temporada de chuvas e enchentes de verão, o programa de Prevenção e Preparação para Desastres Naturais, do Ministério da Integração Nacional, conta com investimentos de R$ 296,9 milhões no Orçamento de 2011, mas o dinheiro continua no caixa do governo.

Até o momento, o valor executado (pago), de R$ 66,3 milhões, refere-se a investimentos contratados em anos anteriores — 22,3% do total.

Essas obras de prevenção são essenciais para evitar ou atenuar tragédias que se repetem todos os anos, como deslizamentos de terra em áreas de risco.
No caso do Estado do Rio, foram reservados R$ 7 milhões para apoio a obras preventivas, mas nenhum tostão foi liberado até agora.

Para São Paulo, estão previstos R$ 33,5 milhões, destinados à implantação de reservatórios para contenção de cheias e outras obras preventivas, mas também não houve liberação de recursos.

Na área de segurança, a execução de investimentos dos dois carros-chefe do Ministério da Justiça também é mínima.
No Sistema Único de Segurança Pública (Susp), o Orçamento deste ano prevê R$ 317,4 milhões para investimentos, mas, até setembro, foram executados apenas R$ 38,8 milhões — 12% do total, incluindo os restos a pagar (despesas de anos anteriores pagas este ano).

Em relação ao Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), que articula políticas de segurança com ações sociais, os investimentos diretos previstos para este ano chegam a R$ 657,7 milhões, mas esses recursos ainda não foram liberados.

Até o momento, foram pagos R$ 99,5 milhões relativos a despesas contratadas em anos anteriores.
Se comparado esse valor ao previsto no Orçamento, a execução chega a apenas 15,1%.

Já o programa de Prevenção e Repressão à Criminalidade, também do Ministério da Justiça, tem uma dotação de R$ 70,9 milhões para investimentos no Orçamento, mas apenas R$ 285,8 mil foram executados.
Com os restos a pagar do ano passado, a verba liberada chega a R$ 16,3 milhões, ou 23% do total.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

UM "ROLEZINHO" NAS ESTASTÍCAS

(Na verdade, mais de cinquenta milhões de brasileiros já se tornaram dependentes, ou reféns, das "bolsas")

Um tema que sustenta a popularidade do desgoverno petista, desde a era lula, é o desemprego. Pecam os jornalistas, porém, quando divulgam os números oficiais sem o devido esclarecimento sobre as condições que propiciam os índices anunciados na propaganda governamental.

Além do conflito entre Institutos de Pesquisas e metodologias, o que tem, de fato, levado o brasileiro a crer no discurso do pleno emprego são artifícios, como o de aumentar a estimativa de trabalho informal para considerar que mais brasileiros estariam trabalhando e a mudança de mentalidade no setor, cuja rotatividade é evidente pelos bilhões pagos mensalmente em seguro-desemprego, o que indica demissões em alta ao mesmo tempo que cria uma falsa ideia de geração de novos empregos.

Outro aspecto importante que os analistas não abordam, e que gera informações equivocadas, é o fato de não considerar desempregado quem simplesmente não procura emprego. E isso vem se consolidando como o comportamento padrão de um povo que vem paulatinamente perdendo o senso de dignidade.

Segundo o Ipea, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o desemprego cresceu de 20.7% para 26.27% entre a população mais pobre na última década. Isso entre aqueles que ainda não desistiram de se manter às próprias custas.



Em uma de minhas postagens sobre personagens que realmente fizeram muito pelo Brasil, mas que a memória curta da maioria dos brasileiros e a pauta petista imposta como verdade única têm condenado ao ostracismo, lembro de um programa usurpado pelo PT, o BOLSA-ESCOLA - os petistas faziam rima com ESMOLA - que funcionava como "Bolsa de Estudos" para garantir a promoção do ser humano e o futuro das crianças assistidas pelo programa. O Bolsa-Escola complementava, entre outros, o BOLSA-ALIMENTAÇÃO, criado por José Serra.

No texto, comento que o atual modelo, o Bolsa-Família, ao contrário do que pretendia FHC, destrói a dignidade do cidadão e condena as futuras gerações à eterna condição de dependência. Mas o que importa para o governo é o voto dos milhões de brasileiros que desistiram de sonhar, pois cresce a parcela de
JOVENS que não estudam nem trabalham, bem como mais de 66 milhões de trabalhadores desistiram de procurar emprego.

Tudo isso, portanto, favorece os índices do desemprego, pois quem não procura trabalho não entra nas estatísticas.




Para completar o raciocínio, fundamentado com links de documentos e de matérias jornalísticas, o jornal O Globo desse domingo mostra mais uma falácia dos dados apresentados pelo desgoverno, a suposta melhoria dos salários.

Sem considerar a política de valorização do salário mínimo, iniciada nos anos noventa, a "saída" de certos grupos do mercado de trabalho, justamente os que ganham menos, como é o caso dos jovens e dos que se acomodaram na situação de dependentes das "bolsas", "infla" as estatísticas e favorece o discurso do governo. Confiram:
*

A taxa de desemprego no menor nível histórico e o aumento da renda em 2013 escondem um efeito estatístico que pode estar passando desapercebido.

A expansão do rendimento médio do trabalhador brasileiro tem ocorrido não apenas pelos reajustes salariais de quem está na ativa, mas também pela queda na participação dos jovens na força de trabalho. Como esse grupo tem salário mais baixo, o “envelhecimento” dos trabalhadores “infla” as estatísticas da renda média.

Levantamento feito pelo economista Fernando de Holanda Barbosa Filho, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), mostra que a mudança na composição etária da força de trabalho teve peso de 33% no ganho médio de 2% da renda do trabalhador brasileiro apurado pelo IBGE nas seis maiores regiões metropolitanas do país em 2013, até novembro.

- O grupo dos jovens é o que ganha menos. Como eles estão entrando mais tarde na população economicamente ativa, essa renda média acaba ficando maior. Esse efeito da composição da força de trabalho agora está muito mais importante do que antes. Agora responde por um terço - afirma o economista.

Leia mais em Com menos jovens no trabalho, renda média do brasileiro sobe

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

ELEITORES "GOLPISTAS", VITÓRIA DAS RUAS

CERCA DE 66,8 MILHÕES VOTARAM EM ‘GOLPISTAS’



A alegação de “golpe”, adotada pelo PT, foi desmoralizada pela própria realização de eleições livres no País, e pela vontade das urnas: a votação de candidatos do PT representou apenas cerca de 10% dos mais de 67 milhões de brasileiros que votaram em candidatos “golpistas”, claramente favoráveis ao impeachment de Dilma. O PT teve 6,8 milhões de votos, um terço do seu desempenho eleitoral de 2012.

GOLEADA HUMILHANTE
Partidos que os petistas acusam de “golpistas”, PSDB e PMDB elegeram juntos 1.821 prefeitos, contra apenas 256 do PT.

VOTOS DE DILMA
Em 2014, a chapa Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) obteve 54,5 milhões de votos. Aécio Neves (PSDB), 51 milhões.

CAIU DE PATAMAR
O PT perdeu mais de 400 prefeituras, dois terços do que havia conquistado há 4 anos, incluindo seus maiores redutos em São Paulo.

NA PONTA DO LÁPIS
O PT perdeu 11,4 milhões de votos em relação a 2012, quando foi o mais votado. Ficou atrás do PSB e até do PSD, em 2016.

Leia mais na coluna de Claudio Humberto

quarta-feira, 18 de março de 2015

OS 13% DO 13 - APROVAÇÃO DE DILMA DESPENCA





(Folha) 

Com menos de três meses cumpridos de seu segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff atingiu a mais alta taxa de reprovação de um mandatário desde setembro de 1992, véspera do impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello. Conforme pesquisa Datafolha feita entre segunda e terça, 62% dos brasileiros classificam sua gestão como ruim ou péssima. Há 22 anos, quando Collor estava prestes a cair, sua reprovação era de 68%.

Com indicadores de expectativa econômica batendo recordes negativos, a reprovação de Dilma subiu 18 pontos na desde fevereiro. A pesquisa foi feita com 2.842 eleitores logo após as manifestações de domingo, atos contra Dilma que levaram milhares às ruas. Conforme a série do Datafolha, é a primeira vez que a petista enfrenta insatisfação da maioria da população em relação ao seu governo.

No sentido oposto, a taxa de aprovação chegou ao ponto mais baixo desde o início de seu primeiro mandato. Os que julgam sua gestão como boa ou ótima somam 13%. Este patamar só é comparável com os piores momentos dos ex-presidentes Itamar Franco (12% de aprovação em novembro de 1993, época do escândalo do Orçamento, na Câmara) e Fernando Henrique Cardoso (13% em setembro de 1999, quando a população sentia os efeitos da desvalorização do Real). Além do próprio Collor na fase pré-impeachment (9%).

Durante os dois mandatos do ex-presidente Lula, a pior taxa de aprovação foi de 28%, em dezembro de 2005, logo após a cassação do mandato parlamentar de José Dirceu (PT-SP) na Câmara, acusado de corrupção no mensalão.

Com dois pontos percentuais de margem de erro, o levantamento do Datafolha mostra deterioração da popularidade de Dilma em todos os segmentos sociais analisados pelo instituto. As taxas mais altas de rejeição estão nas regiões Centro-oeste (75%) e Sudeste (66%), nos municípios com mais de 200 mil habitantes (66%), entre os eleitores com escolaridade média (66%) e no grupo dos que têm renda mensal familiar de 2 a 5 salários mínimos (66%). Já a maior taxa de aprovação está na região Norte, a menos populosa, com 21%.No Nordeste, onde a presidente obteve expressiva votação por sua reeleição, em outubro de 2014, só 16% aprovam seu governo atualmente.

Nas pesquisas de avaliação de governo, o Datafolha costuma pedir para os entrevistados atribuírem uma nota de 0 a 10 ao mandatário objeto do levantamento. A atual nota média de Dilma é 3,7, também a pior desde sua chegada à Presidência, em 2011. Em fevereiro a nota média era 4,8. No primeiro mandato, a pior média apurada foi 5,6, em pesquisas feitas em junho e julho de 2014.

O Datafolha também perguntou aos entrevistados sobre o engajamento em atos a favor e contra Dilma: 4% disseram ter participado de algum evento contra ela no domingo, o que, projetado sobre o eleitorado, dá 5,7 milhões de pessoas. Outros 3% confirmaram participação em atos a favor dela neste ano, algo como 4,3 milhões de pessoas.
(...)

quarta-feira, 10 de março de 2021

ABRIL SERÁ O MÊS DA VIRADA NA VACINAÇÃO BRASILEIRA

VEJA

A vacinação contra Covid-19 no Brasil deve passar por um importante ponto de virada a partir de abril. Isso porque a Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz, principal fornecedora de vacinas para o Ministério da Saúde, 222 milhões de doses asseguradas, passará a entregar grandes cotas de vacinas regularmente, conforme VEJA mostrou em reportagem de capa na última semana. São esperadas entre 6 e 7 milhões vacinas entregues por semana no mês que vem. Para se ter uma ideia, a cota da fundação ultrapassará em 66% as doses já entregues ao Programa Nacional de Imunização (PNI) até esta terça-feira, 9.

Para o mesmo mês, conforme cronograma do Instituto Butantan, é esperada a disponibilização de outras cerca de 12 milhões de doses da CoronaVac finalizadas pela instituição paulista.

No cronograma do Ministério da Saúde, entre os contratos assinados, há ainda doses previstas da Precisa Melhoramentos: seriam 8 milhões de aplicações da Covaxin no mês. Mas o imunizante ainda não conta com aprovações da vacina junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que pode alterar o cronograma. Também são esperadas mais 2 milhões de doses da vacina de Oxford que podem vir do Instituto Serum, na Índia, mas o envio de vacinas pelo país foi, até aqui, marcado por atrasos relacionados à escassez de imunizantes em todo o mundo.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

NO DIA DE CELEBRAR O AMOR, A VERDADE ROLA NA INTERNET

Sponholz



Programa desvirtuado do original, o Bolsa-Escola, que o PT fazia rima com bolsa esmola, uma verdadeira prova de amor pelos brasileiros que se transformou num instrumento de compra de consciências, portanto, de votos.

Além dos pilares da economia, estabelecidos a partir do Plano Real, FHC também tirou do papel os maiores programas de transferência de renda do País.



OBRA de Ruth Cardoso, infelizmente esquecida por muitos que dela se beneficiaram, nortearam as ações sociais do governo FHC.

O Bolsa-Escola funcionava como bolsa de estudos para garantir a promoção do ser humano e o futuro das crianças cujas famílias eram beneficiadas pelo programa. 

O atual modelo, o Bolsa-Família, ao contrário do que pretendia FHC, destrói a dignidade do cidadão e condena as futuras gerações à eterna condição de dependência. Mas o que importa para o governo é o voto dos milhões de brasileiros que desistiram de sonhar, pois cresce a parcela de JOVENS que não estudam nem trabalham, bem como mais de 66 milhões de trabalhadores desistiram de procurar emprego. 

Tudo isso, portanto, favorece os índices do desemprego, pois quem não procura trabalho não entra nas estatísticas.



Para completar o quadro desolador, de um povo que trocou o Brasil Solidário pelo deslumbramento da propaganda, o brasileiro que sofre com o descontrole da inflação começa a perceber que o balanço do PAC também é um amontoado de mentiras.

A propaganda do governo afirma que faz maravilhas. Mas, na verdade, uma parte do dinheiro aplicado em obras, pouco mais de R$ 112 bilhões, vem do investimento privado e de estatais. A outra parte que o governo diz que investiu é financiamento imobiliário. Está sendo pago mensalmente pelos mutuários.

Ainda há quem acredite nos pronunciamentos da presidente. Pois reafirmo o que sempre digo a respeito, que a pessoa mais poderosa do Brasil é o MARQUETEIRO, que ilude e convence, mesmo com a verdade escancarada diante de todos nós.

NESTE DIA QUE NOS INSPIRA AO AMOR, VAMOS REFLETIR SOBRE O POSSÍVEL RESGATE DA SOLIDARIEDADE NO BRASIL QUE SE ACOSTUMOU COM O DISCURSO DO CONFRONTO, A PREGAÇÃO DO ÓDIO E A BANALIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA. TUDO ISSO É OBRA DO PT.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

DISCURSO ENGANA-TROUXA, VAMOS AOS FATOS

A população ocupada em nosso país é de cerca de 22.862.000 brasileiros, portanto, apenas  UM DÉCIMO trabalha para sustentar corruptos e desocupados que não entram nos índices de desemprego.
Enquanto o mundo protesta por empregos, o brasileiro comemora índices forjados e segue sem pudor o mau exemplo de seus líderes.
O discurso ufanista com dados tão vergonhosos e o conformismo de nosso povo mostram que a Era da Mediocridade veio pra ficar.


Brasil fica em penúltimo lugar em ranking de qualidade global de Educação.

No Brasil, SESSENTA E SEIS MILHÕES e setecentos mil (66,7) desistiram de procurar emprego.

CLASSE MÉDIA - só mudou o rótulo, o padrão de vida não melhorou.

Chega a 25% o número de jovens que não estudam nem querem trabalhar.



O falante Lula está em silêncio. E quando fala…

Lá vou eu fazer uma provocação… Depois que o “neoliberalismo de esquerda” — sim, o Brasil inventou essa outra jabuticaba — transformou pobre em “classe média”, decretou-se o fim do pecado ao sul do Equador. Tudo é permitido. Por que essa introdução?
Luiz Inácio Apedeuta da Silva participou ontem de uma solenidade com catadores de papelão. É um homem do povo, vocês sabem. Desde que estourou o mais novo escândalo da República — este que tem a sua amiga Rose como uma das protagonistas —, o normalmente loquaz e buliçoso líder petista se calou. Indagado por jornalistas sobre a lambança, ele afirmou:

“Muita gente não quer entender por que nós tiramos 28 milhões de pessoas da miséria, por que se levou (sic) 40 milhões de pessoas para a classe média, por que se gerou (sic) quase 20 milhões de empregos nesse país. As notícias ruins são manchetes, as notícias boas saem pequenininhas assim”.
É a ladainha de sempre — e mentirosa, como sempre. A verdade está justamente no contrário. O noticiário comprou, por exemplo, a balela desta pujante “classe média” espalhada por cortiços e favelas. O Brasil está prestes a extinguir a pobreza por decreto. Basta mais um mandato petista…
Aí, seguindo a lógica lulo-petista, basta colher uma nova safra de escândalos.
Por Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Milagre da Copa: Bolsa-Família no Hotel Glória

Por Demóstenes Torres
No blog do Noblat


Quando li a Lei Geral da Copa (LGC) a considerei tão grave que fiz pronunciamento e publiquei as impressões aqui no blog.
Até integrantes da base aliada ficaram abismados – e a expressão está correta, porque trata-se de querer empurrar o País para o abismo.

O senador Paulo Paim, autor do Estatuto do Idoso, do qual tive a honra de ser relator, custou a crer na submissão à Fifa para tirar a meia entrada dos maiores de 60 anos.
Mas tudo que é dito sobre o assunto acaba se comprovando.
Principalmente, quando envolve dinheiro e ingressos.

Para Joseph Blatter, o poderoso-chefão da Fifa, o Brasil é simplesmente um capacho verde de 8 milhões e 500 mil quilômetros quadrados.
No afã de agradá-lo, foram feitos no fêmur documentos legais piores que a média já não boa das leis tupiniquins.

Assim saíram o Estatuto do Torcedor, a lei que isenta a Fifa de tributos e o Regime Diferenciado de Contratações, o RDC, uma autorização para roubar nas obras da Copa – como se precisasse.
Agora, vem a LGC, derrogando o Código de Defesa do Consumidor e aviltando a Bandeira e o Hino nacionais.

Denunciados pioneiramente aqui, esses absurdos não pararam de passar vergonha no País e culminaram com a presidente Dilma Rousseff se humilhando a ser recebida na Fifa pelo segundo escalão.

Agora, o deputado Romário Faria, um craque também no parlamento, avisou que haveria escândalo com os bilhetes.
Acertou no ângulo.
O jornalista inglês Andrews Jennings divulgou que Blatter deu a parente (o sobrinho Philippe) e amigos (Enrique e Jaime Byrom) as entradas do Mundial de 2014.

Não algumas, todas.
De 450 mil ingressos, os melhores, o sobrinho pode dispor como quiser, são dele, graciosamente.
Os outros 2,8 milhões de ingressos o pupilo ganhou para revender.

Após fazermos o alerta, gente do governo e da Fifa se manifestou sobre o calote que estudantes e idosos vão levar durante as partidas.
Mas, até hoje, nenhuma medida efetiva foi tomada.
Dilma não mandou ao Congresso qualquer texto corrigindo a LGC.

À pilantragem, reagiu-se com espelhinhos: governo e Fifa prometem desconto para índios e inscritos no Bolsa-Família.

A vontade é de rir, mas o caso é sério: querem que família pobre torre três meses de benefício para ir a um jogo e que a Funai inclua os bilhetes na cesta básica.

Estados das cidades-sedes também se agacham à Fifa e garantem cobrir “prejuízos” com meia-entrada.

Choramingam a falta de verbas para Saúde e Educação e querem saciar a garganta mais profunda das entidades desportivas.

Enquanto planejam tirar os trocados dos humildes, os organizadores implantam a Bolsa-Milionário.
O BNDES repassou para Eike Batista, o Neymar dos ricaços, 66% dos R$ 220 milhões de seu programa de melhorar estabelecimentos para a Copa.


A contrapartida deve ser que Eike reserve no Hotel Glória alguns quartos com diárias subsidiadas para o lumpemproletariado.
Não ria.
No caso da Copa, as anedotas acabam nomeadas.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Erro do INSS sobra para pensionistas

Oitenta mil segurados da Previdência Social receberam uma correspondência desagradável: a cobrança do auxílio-doença concedido pelo Instituto Nacional de Seguro Social.
O INSS descobriu que o benefício foi pago indevidamente, em valores até duas vezes acima do estipulado, e enviou carta com o pedido de devolução.

Os pensionistas notificados devem procurar uma agência da Previdência e justificar o recebimento do benefício.
Especialistas afirmam, no entanto, que o ressarcimento é ilegal.
O erro nas contas do INSS causou um prejuízo de R$ 66 milhões aos cofres públicos.

Políbio Braga

(O problema não é só eleger presidente incompetente, a situação fica pior quando a equipe é ruim, quando os políticos ocupam o lugar dos técnicos, a companheirada tem funções que deveriam ser exercidas por profissionais, tudo isso resulta em corrupção e prejuízo, é muito dinheiro jogado fora)

segunda-feira, 14 de julho de 2014

A MÁSCARA DO GIGANTE



Mario Vargas Llosa, El País

Fiquei muito envergonhado com a cataclísmica derrota do Brasil frente à Alemanha na semifinal da Copa do Mundo, mas confesso que não me surpreendeu tanto. De um tempo para cá, a famosa seleção Canarinho se parecia cada vez menos com o que havia sido a mítica esquadra brasileira que deslumbrou a minha juventude, e essa impressão se confirmou para mim em suas primeiras apresentações neste campeonato mundial, onde a equipe brasileira ofereceu uma pobre figura, com esforços desesperados para não ser o que foi no passado, mas para jogar um futebol de fria eficiência, à maneira europeia.

Nada funcionava bem; havia algo forçado, artificial e antinatural nesse esforço, que se traduzia em um rendimento sem graça de toda a equipe, incluído o de sua estrela máxima, Neymar. Todos os jogadores pareciam sob rédeas.

O velho estilo – o de um Pelé, Sócrates, Garrincha, Tostão, Zico – seduzia porque estimulava o brilho e a criatividade de cada um, e disso resultava que a equipe brasileira, além de fazer gols, brindava um espetáculo soberbo, no qual o futebol transcendia a si mesmo e se transformava em arte: coreografia, dança, circo, balé.

Os críticos esportivos despejaram impropérios contra Luiz Felipe Scolari, o treinador brasileiro, a quem responsabilizaram pela humilhante derrota, por ter imposto à seleção brasileira uma metodologia de jogo de conjunto que traía sua rica tradição e a privava do brilhantismo e iniciativa que antes eram inseparáveis de sua eficácia, transformando seus jogadores em meras peças de uma estratégia, quase em autômatos.

Não houve nenhum milagre nos anos de Lula, e sim uma miragem que agora começa a se dissipar

Contudo, eu acredito que a culpa de Scolari não é somente sua, mas, talvez, uma manifestação no âmbito esportivo de um fenômeno que, já há algum tempo, representa todo o Brasil: viver uma ficção que é brutalmente desmentida por uma realidade profunda.

Tudo nasce com o governo de Luis Inácio 'Lula' da Silva (2003-2010), que, segundo o mito universalmente aceito, deu o impulso decisivo para o desenvolvimento econômico do Brasil, despertando assim esse gigante adormecido e posicionando-o na direção das grandes potências. As formidáveis estatísticas que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística difundia eram aceitas por toda a parte: de 49 milhões os pobres passaram a ser somente 16 milhões nesse período, e a classe média aumentou de 66 para 113 milhões. Não é de se estranhar que, com essas credenciais, Dilma Rousseff, companheira e discípula de Lula, ganhasse as eleições com tanta facilidade. Agora que quer se reeleger e a verdade sobre a condição da economia brasileira parece assumir o lugar do mito, muitos a responsabilizam pelo declínio veloz e pedem uma volta ao lulismo, o governo que semeou, com suas políticas mercantilistas e corruptas, as sementes da catástrofe.

A verdade é que não houve nenhum milagre naqueles anos, e sim uma miragem que só agora começa a se esvair, como ocorreu com o futebol brasileiro.

Uma política populista como a que Lula praticou durante seus governos pôde produzir a ilusão de um progresso social e econômico que nada mais era do que um fugaz fogo de artifício. O endividamento que financiava os custosos programas sociais era, com frequência, uma cortina de fumaça para tráficos delituosos que levaram muitos ministros e altos funcionários daqueles anos (e dos atuais) à prisão e ao banco dos réus.

As alianças mercantilistas entre Governo e empresas privadas enriqueceram um bom número de funcionários públicos e empresários, mas criaram um sistema tão endiabradamente burocrático que incentivava a corrupção e foi desestimulando o investimento. Por outro lado, o Estado embarcou muitas vezes em operações faraônicas e irresponsáveis, das quais os gastos empreendidos tendo como propósito a Copa do Mundo de futebol são um formidável exemplo.

O governo brasileiro disse que não havia dinheiro público nos 13 bilhões que investiria na Copa do Mundo. Era mentira. O BNDES (Banco Brasileiro de Desenvolvimento Econômico e Social) financiou quase todas as empresas que receberam os contratos para obras de infraestrutura e, todas elas, subsidiavam o Partido dos Trabalhadores, atualmente no poder. (Calcula-se que para cada dólar doado tenham obtido entre 15 e 30 em contratos).
(...)

Se assim é, não só o povo brasileiro estará lavrando a própria ruína, e mais cedo do que tarde descobrirá que o mito sobre o qual está fundado o modelo brasileiro é uma ficção tão pouco séria como a da equipe de futebol que a Alemanha aniquilou. E descobrirá também que é muito mais difícil reconstruir um país do que destruí-lo. E que, em todos esses anos, primeiro com Lula e depois com Dilma, viveu uma mentira que seus filhos e seus netos irão pagar, quando tiverem de começar a reedificar a partir das raízes uma sociedade que aquelas políticas afundaram ainda mais no subdesenvolvimento. É verdade que o Brasil tinha sido um gigante que começava a despertar nos anos em que governou Fernando Henrique Cardoso, que pôs suas finanças em ordem, deu firmeza à sua moeda e estabeleceu as bases de uma verdadeira democracia e uma genuína economia de mercado. Mas seus sucessores, em lugar de perseverar e aprofundar aquelas reformas, as foram desnaturalizando e fazendo o país retornar às velhas práticas daninhas.

Leia a íntegra em A máscara do gigante

terça-feira, 19 de julho de 2011

Corrupção desvia dinheiro de impostos

O Globo - (Editorial)

Um dos melhores símbolos do estágio de degradação a que chegou o Ministério dos Transportes sob controle do PR e auspícios do lulopetismo é Frederico Augusto de Oliveira Dias.
Pois Fred, ao cumprir expediente no mal-afamado Dnit sem pertencer aos quadros do departamento, é a prova viva de como a repartição pública foi privatizada pelos interesses da baixa política.

O clandestino Frederico, segundo confirmou o novo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, tratava no Dnit dos interesses do virtual chefe da Pasta, o mensaleiro Valdemar Costa Neto, deputado por São Paulo pelo PR e tido como o grande negocista de toda a rede de corrupção montada no setor desde o início do primeiro governo Lula.

Parece sem fim a sucessão de malfeitos no ministério.
Apenas no quesito corrupção com nepotismo, surgiram dois casos: o enriquecimento vertiginoso de Gustavo — filho do ex-ministro Alfredo Nascimento, presidente do PR —, patrocinado pela influência do pai; e contratos de obras públicas repassados à construtora da mulher de José Henrique Sadok de Sá, diretor-executivo do Dnit, afastado quando circulou a denúncia.

Há inúmeras evidências de superfaturamento para financiar o pagamento de propinas por empreiteiros, dinheiro que, no mínimo, abasteceria o caixa dois do PR.

Na outra ponta desta rede de corrupção estão milhares de quilômetros de estradas em condições precárias.
Como informa reportagem do GLOBO: no ano passado, do 1,5 milhão de quilômetros de estradas existentes no país, só 212 mil, ou 13%, estavam pavimentados.


Esta é a face perversa de todo esquema de corrupção na esfera pública: gastam-se bilhões em contratos, e os principais beneficiários não são os usuários das estradas, mas empresas de livre trânsito em Brasília e políticos que vivem de vender “facilidades” para empreiteiros.
Como os do PR flagrados em delito.

Quando estourou o escândalo que arrastou o ministro Alfredo Nascimento, junto com Luiz Pagot, diretor-geral do Dnit, e fez Valdemar Costa Neto mergulhar para fugir do noticiário, Jorge Hage, controlador-geral da União, foi sucinto e certeiro: “O Dnit tem o DNA da corrupção.”

De 2009 para 2010, ano eleitoral, o total de contratos firmados pelo departamento sem licitação aumentou 33%.
Apenas no ano passado — não por acaso de eleições —, o Dnit pagou, com dinheiro do contribuinte, R$ 228,2 milhões por obras não licitadas.

Gastos em “gerenciamento ambiental” são astronômicos, também feitos, em certos casos, sem concorrência.
Uma empresa de nome Contractor deverá receber R$ 66,8 milhões para fazer este gerenciamento num trecho de apenas 6,2 quilômetros da BR-101, no contorno rodoviário de Vitória, Espírito Santo.
Uma conta aritmética simples chega ao custo de R$ 10,7 milhões por cada mil metros.

A abertura da caixa-preta do Ministério dos Transportes confirma que o brasileiro está no pior dos mundos: recolhe ao Estado bilhões em impostos, mas quase nada recebe em troca, enquanto parte do dinheiro desaparece nos desvãos da fisiologia que passou a imperar em Brasília a partir de janeiro de 2003.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

DE VOLTA AO TEMPO DAS TREVAS (Enquanto tateamos no escuro, eles se riem da nossa cara)

Sponholz

Sponholz

Leiam o que deveria sair nos noticiários se tivéssemos um jornalismo mais comprometido com a realidade do que com a pauta do governo:

O desempenho fraco da economia e a falta de investimentos em setores como saúde, educação e segurança pública foram apontados pela Agência Reuters como potenciais obstáculos à reeleição da presidente Dilma Roussef em 2014. 

A análise é da Agência Reuters que também aponta a alta da inflação e os problemas logísticos que podem ficar expostos durante a Copa como fatores que devem repercutir nas urnas. 

“As últimas pesquisas mostram que o governo federal tem sido condenado. Nos setores essenciais, a população percebe a ineficiência da gestão de Dilma Rousseff. A análise da Reuters corrobora algo que nós destacamos há muito tempo no Congresso. Acredito que todo este contexto pode se manifestar no processo eleitoral. Precisamos mostrar para a sociedade que o governo, do jeito que está, não traz benefícios para ninguém”, disse o senador Alvaro Dias ao site da Executiva Nacional do PSDB. 

Nas últimas pesquisas divulgadas, apesar da boa avaliação da imagem da presidente, o governo foi reprovado por 67% dos entrevistados na condução da saúde pública e por 66%, na área de segurança.


Informações da Agência Reuters, no blog do Senador Álvaro Dias.
Para completar esse raciocínio, que mostra a confusão do brasileiro que aprova a presidente, mas desaprova a gestão de Dilma nos setores essenciais para a população, falta acrescentar que já passou da hora do povo evoluir em suas expectativas e aprender a escolher o que realmente é melhor para o país, sem se deixar envolver pelo efeito ilusório da propaganda que engana e faz todos de bobos.

Acreditar que qualquer um tem condições de conduzir o Brasil, um gigante que tem um potencial imenso nas riquezas naturais e nas qualidades de seu povo, é tratar eleição como brincadeira. 

No caso da experiência do voto no PT, é evidente que provocou estragos cujo efeito está sendo devastador nos setores importantes de nossa economia: a indústria está quebrada; nosso país sobrevive vergonhosamente quase que somente do setor primário, que resiste aos ataques dos fundamentalistas patrocinados por ONGs estrangeiras que querem acabar também com nosso agronegócio; e a companheirada que invadiu as estatais está roendo até o osso. Enfim, precisamos sair dessa situação com urgência se não queremos voltar definitivamente aos tempos de Brasil-colônia.

O PT está condenando o país a um atraso que pode ficar difícil de reverter se as pessoas continuarem com a mente enfiada na toca escura da ignorância, enquanto os poderosos se fartam com nosso dinheiro e riem da nossa cara.

O mais grave, porém, não é a questão econômica. Um presidente atuante e competente pode recuperar os alicerces construídos no Plano Real e tem condições de avançar. 

Menos grave, também, é o uso da boa fé de certos grupos organizados para destruir a unidade que sempre foi motivo de orgulho para formar guetos e estimular o confronto entre grupos distintos. Lideranças como Lula e Dilma tentam, com isso, impor sua ideologia. Que assim seja, cada qual que carregue o peso de sua consciência.

Os desvios nos esquemas de corrupção e a gastança com cartões corporativos parecem não incomodar a população nem as instituições que deveriam mobilizar a sociedade contra tudo isso.

Condenados no caso do Mensalão, João Paulo Cunha e Genoíno, são membros da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da República, mas as pessoas consideram muito mais graves as opiniões de Feliciano.

Desde 1º de janeiro de 2003 até 2010, o desgoverno Lula gastou R$ 350 milhões com cartões corporativos, segundo dados do Portal da Transparência. Em 2010, ano em que Lula torrou nosso dinheiro para eleger Dilma, a conta chegou aos R$ OITENTA Milhões, de acordo com levantamento da ONG Contas Abertas.

E A FARRA CONTINUA COM DILMA.

O que deveria escandalizar, porém, é o envolvimento do Brasil em conflitos internacionais, é colocar o nosso país como protagonista de GOLPES contra a Constituição de outros países, como Lula fez contra Honduras e Dilma contra o Paraguai. 

Mais preocupante, ainda, é o partido do governo emitir NOTA se dizendo disposto a lutar pela Coreia do Norte, ou seja, a pretensão é a de convocar nossos jovens para defender o ditador numa eventual guerra contra países democráticos.

Assim fica difícil decidir qual das ações de presidentes como Lula e Dilma nos conduzem mais rapidamente ao mundo das trevas, se é a dependência econômica de milhões de brasileiros condenados à miséria crônica, a qualidade dos serviços públicos e dos empregos disponíveis no mercado de trabalho despencando ladeira abaixo, a economia em frangalhos por incompetência do governo, a falta de verba para investimentos enquanto bilhões são desviados nos esquemas de corrupção ou a banalização da vida devido à leniência com o crime e, possivelmente, o envio de brasileiros para uma guerra suicida. 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

PETROLÃO - INSTITUTO LULA RECEBEU R$ 3 MILHÕES DE EMPREITEIRA DA LAVA JATO



A empreiteira Camargo Corrêa pagou R$ 3 milhões para o Instituto Lula e mais R$ 1,5 milhão para a LILS Palestras Eventos e Publicidade, de Luiz Inácio Lula da Silva, entre os anos de 2011 e 2013.

É a primeira vez que os negócios do ex­presidente aparecem nas investigações da Operação Lava Jato, que apura um esquema de cartel e corrupção na Petrobrás com prejuízo de R$ 6 bilhões já reconhecidos pela estatal.

São três pagamentos de R$ 1 milhão cada registrados como “Contribuições e Doações” e “Bônus Eleitoral” para o Instituto, aberto por Lula após ele deixar a Presidência da República, em 2011.

A revelação sobre o elo da empreiteira – uma das líderes do cartel alvo da Lava Jato – com Lula consta do laudo 1047/2015, da Polícia Federal, anexado nesta terça­feira, 9, nos autos da investigação.

O laudo tem 66 páginas e é subscrito pelo perito criminal federal Ivan Roberto Ferreira Pinto.

A perícia foi realizada na contabilidade da Camargo Corrêa de 2008 a 2013, período em que a empreiteira recebeu R$ 2 bilhões da Petrobrás. O documento mostra que a construtora repassou R$ 183 milhões em “doações de cunho político” – destinadas a candidaturas e partidos da situação e da oposição.

No caso dos pagamentos ao Instituto Lula e à LILS eles foram feitos nos mesmos anos: 2011, 2012 e 2013 – em meses distintos. Para o Instituto, dos três pagamentos, dois são registrados como “Doações e Contribuições”: 2 de dezembro de 2011 e 11 de dezembro de 2013.

O que chamou a atenção dos investigadores foi o lançamento de 2 de julho de 2012, sob a rubrica “Bônus Eleitoral”. Para o LILS, cujo endereço declarado é na própria residência de Lula, em São Bernardo do Campo (SP), a empreiteira depositou em conta corrente: R$ 337,5 mil, em 26 setembro de 2011, R$ 815 mil em 17 de dezembro de 2012 e R$ 375,4 mil em 26 de julho de 2013.

Dois executivos da empreiteira confessaram em acordo de delação premiada que foram feitas doações eleitorais ao PT após pedido do ex­tesoureiro do partido João Vaccari Neto – preso, em Curitiba, pela Lava Jato.

O doleiro Alberto Youssef – peça central da Lava Jato – também citou o nome de Lula ao afirmar em delação à Procuradoria, no dia 4 de outubro de 2014, que “tinham conhecimento” do esquema de corrupção na estatal “o Palácio do Planalto” e “a presidência da Petrobrás”. Em seguida ele citou nominalmente o ex­presidente. Lula não é alvo de investigação da Lava Jato.

Recentemente, o ex­-presidente atacou publicamente o que chamou de “insinuações” envolvendo seu nome na operação. “Eu não ia dizer isso aqui, mas estou notando todo santo dia insinuações. ‘Lá na Lava Jato vão citar o nome do Lula’. ‘Querem que empresários citem meu nome’. ‘O objetivo é pegar o Lula’.”, desabafou no ato de 1º de Maio, em São Paulo. Na ocasião, ele disse que “é bom de briga”.

Dirceu. No mesmo documento pericial, constam os pagamentos da Camargo Corrêa para a JD Assessoria e Consultoria, empresa do exministro José Dirceu (Casa Civil), do governo Lula. Ele é investigado por suposto uso das consultorias para empresas do cartel como forma de ocultar propina para o PT. O laudo pericial aponta que foram lançados como pagamentos entre 2010 e 2011 o valor total de R$ 900 mil, por meio de 10 depósitos bancários.

O Instituto Lula informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que os valores registrados na contabilidade da Camargo Corrêa foram doados legalmente e que não existe relação entre a entidade e questões eleitorais. “O Instituto Lula não prestou nenhum serviço eleitoral, tampouco emite bônus eleitorais, o que é uma prerrogativa de partidos políticos, portanto deve ser algum equívoco.” Segundo a assessoria do Instituto, “os valores citados no seu contato foram doados para o Instituto Lula para a manutenção e desenvolvimentos de atividades institucionais, conforme objeto social do seu estatuto, que estabelece, entre outras finalidades, o estudo e compartilhamento de políticas públicas dedicadas à erradicação da pobreza e da fome no mundo”. Quanto aos valores para a empresa do ex­presidente a assessoria informou que “os três pagamentos para a LILS são referentes a quatro palestras feitas pelo ex­presidente, todas elas eventos públicos e com seus respectivos contratos”. “Essas doações e pagamentos foram devidamente contabilizados, declarados e recolhidos os impostos devidos.” A nota informa ainda que “as doações ao Instituto Lula e as palestras do ex­presidente não tem nenhuma relação com contratos da Petrobrás”.

Em nota a Construtora Camargo Corrêa “esclarece que as contribuições ao Instituto Lula referem­-se a apoio institucional e ao patrocínio de palestras do ex­-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no exterior.” (Ricardo Brandt, Fausto Macedo e Julia Affonso, AE)

sexta-feira, 8 de março de 2013

ESTÁ RUIM, MAS ESTÁ BOM

 

Ainda não consigo entender o que deu na cabeça do eleitor brasileiro ao eleger uma pessoa sem biografia (só conhecemos a que contaram na propaganda política, e muito mal contada porque omitiram os motivos de sua prisão, único fato marcante e nada teve de heróico), sem carisma nem simpatia, muito menos um currículo que comprovasse alguma competência para dirigir o Brasil.

Não significa que carisma seja a principal qualidade para ser governante, isso não vale nada se não vier acompanhado de apreço à ética e competência para administrar o dinheiro de nossos impostos. Hitler também era carismático, isso não é currículo para comandar um país, talvez para líder de seita. 

Assim, só resta acreditar que o Brasil se ajoelhou diante de Lula e disse amém a mais uma de suas ordens, votar na Dilma. Não há uma razão lógica para os resultados das últimas eleições.

A única referência profissional de Dilma era a da fracassada microempresária de produtos de R$ 1,99, a lojinha "Pão & Circo". E é nisso que ela vem transformando o Brasil desde a época em que era gerente de Lula e mãe do empacado PAC. Em parceria com o presidente fanfarrão, estabeleceu uma política de pão e circo como nas civilizações primitivas, em voga na América Latina, mas um atraso incompatível com o século XXI.

O desgoverno do PT, apesar da propaganda ufanista que ilude e distrai a população transformada em plateia, é tão ruim que a marca de suas comemorações - aniversário do partido e dez anos na presidência da República - tem sido a de encobrir seus "malfeitos" e fracassos com o ridículo discurso contra o PSDB.

O PT usa o ataque e a calúnia para tentar confrontar com o partido que foi responsável pela estabilização da economia, legada a Lula que teve uma colheita farta. Porém, junto à companheirada instalada na máquina do governo, conseguiu arrasar como faz um bando de gafanhotos. Os números da economia comprovam o estrago que o PT causou ao país nos últimos dez anos.

O partido tenta ainda apagar da memória do brasileiro e dos registros históricos o fato de que foi o PSDB que implantou os programas sociais usurpados pelo PT, agora usados como instrumento de compra de voto e arma de guerra contra seu principal adversário.

E o PT foi contra tudo isso, contra o Plano Real e contra os programas socias. Os petistas chamavam o Bolsa-Escola de bolsa esmola, fazendo rima com o antigo nome do Bolsa-Família.

Outro fator que é usado para enganar os brasileiros, com ampla cumplicidade da mídia e o clamor das instituições que colocam seus intere$$es acima do Brasil, é o metodológico. 

Houve mudanças importantes nos métodos de avaliação dos indicadores econômicos e sociais depois que o PT assumiu, portanto, não há parâmetro confiável entre os dados do passado e os recentes porque a metodologia era outra.

É o que aconteceu com um dos programas sociais implantados por FHC em todo o território nacional, o Bolsa-Escola, que já atendia cerca de cinco milhões de famílias no fim de seu mandato. Partiu do zero, criou todas as condições e deixou tudo pronto para que o governo seguinte desse continuidade. Ficou fácil demais!

Não podemos esquecer, porém, que o PT considerava os programas sociais de FHC uma esmola, mas vale lembrar que, fora o Vale-Gás, Bolsa Alimentação (criado por José Serra), entre outros programas de transferência de renda que foram unificados no Bolsa-Família, o Bolsa-Escola oferecia R$ 50,00 por família em situação de pobreza extrema, mais R$ 15,00 por filho, com a contrapartida de frequentar a escola. Funcionava como uma bolsa de estudos para garantir seu futuro, não necessariamente esse valor, que não era pouco na época, mas sim a garantia de que a educação é o único caminho que cria oportunidade para um bom emprego.

Doze anos depois, os beneficiados continuam nas mesmas condições, totalmente dependentes da ajuda do estado para sobreviver, sem futuro, sem esperança de conquistar um padrão de vida digno com o fruto de seu trabalho. A miséria se instalou definitivamente com a má condução desses programas pelo PT, tornou-se crônica, e poucos contestam a fala da presidente de que a miséria acabou com o valor do Bolsa-Família chegando a R$ 70,00, considerado o valor mínimo para sair da linha da miséria.
Com a inflação em alta, esse dinheiro mal compra um quarto de uma cesta básica, que chega a custar R$ 276,98 em Fortaleza.

Essas famílias têm formado verdadeiros cortições para juntar o que recebem, a média nacional do benefício é de 97 Reais, e viver na ilusão de que recebem um pouco mais porque, ao compartilhar as despesas, sobra um trocados para seus gastos pessoais.

Nesse contexto, vale acrescentar que desses brasileiros que não conseguem e nem querem se emancipar, SESSENTA E SEIS MILHÕES e setecentos mil (66,7) desistiram de procurar emprego e chega a 25% o número de jovens que não estudam nem querem trabalhar.
Ficam alguns questionamentos: 
* Quantos brasileiros trabalham para sustentar esses "conformados"?
* Enquanto o mundo protesta por empregos, como acreditar nos índices divulgados ano após ano se milhões de muitos por aqui comemoram o simples fato de não precisar trabalhar?

* Como explicar que a solicitação de seguro-desemprego tem batido recordes históricos?

 Leiam notas do jornalista Claudio Humberto que confirmam minhas suspeitas:

Desemprego no
País sob suspeita
de manipulação

Empresários e economistas suspeitam de manipulação dos índices de desemprego no Brasil, sempre positivos como na Argentina de Cristina Kirchner. Dão sentido à suspeita o “pibinho” vexatório, a queda de investimentos estrangeiros e nacionais, infraestrutura que não decola, indústria em baixa e inflação em alta. Talvez seja um novo “milagre brasileiro”, como o da ditadura – que depois se comprovaria falso.

Conta não fecha
Segundo o IBGE, com “pibinho” de 0,9% e fuga de investidores, em 2012 o desemprego oficial foi de 4,6%, um dos menores de sempre.

O que é ruim...

Rei do assistencialismo, Lula se irritou com uma pesquisa mostrando que há mais obesos que esfomeados no Brasil. E enquadrou o IBGE.

...IBGE esconde?

Desde o governo Lula, o IBGE é obrigado a submeter suas pesquisas ao Ministério do Planejamento, antes de divulgá-las. Muito suspeito.

Gelo seco

Nem a CUT crê nos números manipulados pelo IBGE: pede hoje em Brasília a redução da jornada de trabalho por “mais empregos”, sacando números do Dieese com o baixo valor da hora trabalhada.

Cof, cof

Dilma garantiu que a crise financeira internacional não “gerou pneumonia” no Brasil. Vai ver nosso termômetro veio da China...

Bobo da Corte
Com mais da metade da população endividada, o ministro Guido Mantega (Fazenda) sacou o manual do otimismo, dizendo que “a crise não bateu na porta da família brasileira”. De fato: entrou sem bater. 

domingo, 4 de março de 2012

POLÍTICA ECONÔMICA DO GOVERNO IMPÕE PERDAS BILIONÁRIAS A EMPRESAS BRASILEIRAS

Câmbio impõe perdas de R$ 11 bilhões a empresas brasileiras

Bruno Villas Bôas - O Globo

O câmbio foi um dos vilões dos balanços das empresas brasileiras no ano passado. Faltando um mês para o fim da temporada de resultados em 2011, as 66 empresas não financeiras que publicaram seus números até o início de março registraram somadas uma perda financeira de R$ 15,3 bilhões no ano passado, um tombo em relação aos prejuízos vistos no ano anterior (de R$ 4 bilhões).

Trata-se de uma diferença de R$ 11,3 bilhões em apenas um ano, segundo números das companhias levantados pelo GLOBO na base de dados da consultoria Economatica, com apoio de especialistas. O resultado financeiro é a conta na qual as empresas lançam o impacto da alta do câmbio sobre suas dívidas em moeda estrangeira. Neste ano, o governo tem atuado para evitar a queda do dólar. Mas, no ano passado, foi a valorização da moeda americana frente ao real no segundo semestre — de R$ 1,562 para R$ 1,869, uma alta de 19,65% — que pegou as companhias de surpresa, após um começo de ano de farta tomada de empréstimos no exterior.

Segundo especialistas, os números são um sinal de alerta para as abundantes emissões corporativas de empresas do país neste ano, que já chegam a US$ 16,8 bilhões.

Na semana passada, o Ministério da Fazenda elevou de dois para três anos o prazo abaixo do qual incide a cobrança de 6% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) dos empréstimos tomados por empresas brasileiras no exterior, para evitar capital especulativo no país. Isso não afetou, porém, a maioria das empresas que estão captando recursos no exterior, em prazos maiores.
(...)

Os resultados de 2011 foram influenciados por duas gigantes: a Petrobras e a Vale.
A mineradora registrou sozinha um resultado financeiro negativo de R$ 6,6 bilhões no ano passado, perda maior do que a de 2010 (R$ 2,76 bilhões). Já a Petrobras teve um resultado financeiro positivo de R$ 122 milhões em 2011, mas o número foi inferior ao ganho de R$ 2,562 bilhões de 2010.

Mesmo excluídas as gigantes do levantamento, porém, as perdas dobraram de R$ 3,8 bilhões para R$ 8,8 bilhões entre os dois últimos anos. Outros destaques são Fibria (perda de R$ 1,8 bilhão), TAM (R$ 1,2 bilhão) e Cosan (R$ 451 milhões).
(...)

Apesar das perdas, o economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central (BC), afirma que as empresas aprenderam uma lição na crise financeira internacional de 2008, quando as perdas com operações cambiais quase quebraram exportadoras como Sadia, Perdigão, Aracruz e Votorantim.

Mais AQUI.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

PORTO DA ODEBRECHT ERA IRREGULAR E A AMIGA DILMA DEU UM JEITO


Entre os escândalos da Odebrecht, há um que merece as atenções dos investigadores da Lava Jato e da CPI do BNDES: o porto construído em Santos pela empreiteira. A empresa comprou uma área proibida para portos, construiu nela um terminal de contêineres, o Embraport, associando-se a um mamute internacional (DP, a Dubai Ports), e inaugurou a obra. Pouco mais de um mês depois da inauguração irregular, a presidente Dilma assinou um decreto regularizando a área.

A Odebrecht investiu em terreno irregular, prevendo que um dia – por coincidência, logo após sua inauguração – tudo seria regularizado.

A empreiteira Odebrecht tem 66,7% da Embraport, em Santos. O resto é do DP-World, Dubai Port, cujo dono é Sultan Ahmed Bin Sulayem.

Nem Odebrecht, nem a DP coçaram o bolso para construir o terminal. Tudo veio das generosas tetas do governo, através do BNDES e Caixa.

Do R$ 1,8 bilhão investidos no porto, R$ 663,3 milhões são do BNDES, via Caixa, com juros de 3% ao ano, e US$ 786 milhões vieram do BID. 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Dilma mente durante sanção de lei que destina recursos dos royalties para educação e saúde

UCHO


Face lenhosa – No Palácio do Planalto mentir e abusar da desfaçatez é ordem primeira. Não importa se uma parcela da população conheça a verdade, pois a prioridade é ludibriar a opinião pública com discursos que se anulam mutuamente.

Nesta segunda-feira (9), durante cerimônia no Palácio do Planalto para sancionar a lei que destina 75% dos royalties do petróleo para a educação e 25% para a saúde, a presidenteDilma Vana Rousseff acionou o estoque de mitomania palaciana e agradeceu à “sensibilidade” dos congressistas, que modificaram o projeto do governo.

“Ao Congresso, devemos reconhecimento pela sensibilidade social e pela visão estratégica ao incluir a parcela dos recursos também para investimentos em saúde”, declarou a presidente. “É indiscutível a relevância dessa decisão, e vai ao encontro de uma das maiores preocupações da nossa sociedade, que é oferta de serviços de qualidade para todos”, declarou Dilma.

A presidente por certo já não se recorda que quando o Congresso ameaçou colocar a matéria na pauta de votação o Palácio do Planalto despachou sua tropa de choque ao parlamento. Lá atuaram, em conjunto com os líderes do governo na Câmara dos Deputados e no Senado, as ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil), na tentativa de postergar ao máximo a votação da matéria.

Além disso, a proposta do governo era destinar parte dos rendimentos dos royalties do petróleo, não diretamente o valor arrecadado pelo Estado com a cobrança da taxa das empresas que exploram o produto.

É importante destacar que a proposta aprovada no Congresso Nacional é de autoria do deputado federal André Figueiredo (PDT-CE). Para que o leitor compreenda a extensão da farsa palaciana, por ocasião da votação da matéria na Câmara o líder do PPS na Casa, deputado federal Rubens Bueno (PR) não economizou palavras para criticar o governo. “Nós tivemos que enfrentar o governo, derrotar o governo, assim como na votação do orçamento impositivo, que aprovamos ontem. As prioridades da educação e saúde também serão atendidas pelo orçamento impositivo e esta Casa está ensinando esse governo do PT a governar, a ter uma gestão decente e aplicar dinheiro em saúde e educação”, disse o parlamentar.

E Bueno completou: “O governo não quer mais recursos para a saúde e a educação. Tudo que o governo fala, é mera propaganda. Se o quisesse já teria colocado há muito tempo. É puro discurso. Quero mostrar aqui como funciona. Os recursos para investimento em educação entre 2004 e 2013, autorizados pela Lei Orçamentária, foi de R$ 66 bilhões e R$ 510 milhões. O que foi efetivamente pago nesse período foi R$ 14 bilhões e R$ 800 milhões. Então, no período do governo do PT, que só sabe fazer propaganda, o percentual gasto foi de apenas 22,5%”.

Na área da saúde, a situação não é diferente. Com um cartaz na mão, o líder do PPS destacou na ocasião que, no mesmo período (2004-2013), o investimento aprovado para a saúde era de R$ 55,35 bilhões. No entanto, o governo pagou apenas R$ 5,5 bilhões. Apenas 9,95% do previsto no Orçamento. “Esse é o governo do PT, que quer educação e saúde para o povo brasileiro. Chega de enganação”, criticou o parlamentar.