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domingo, 16 de setembro de 2012

ÍNDICE DE DESEMPREGO ENTRE JOVENS CHEGA A 25% - GOVERNO DO PT CRIOU UMA GERAÇÃO DEPENDENTE E CONDENADA À MISÉRIA

Um quinto dos jovens nem estuda, nem trabalha, nem busca emprego

Fabiane Ribeiro, O Globo

Para Letícia Protásio (foto abaixo), “os dias passam devagar”. “Sobra tempo para ver as coisas do bebê”. Sobra tempo porque a jovem de 20 anos não está estudando, tampouco trabalha, e muito menos procura emprego (“Quem vai empregar uma grávida?”).

Ela é um dos 5,3 milhões de jovens, entre 18 e 25 anos, que estão fora da educação formal e do mercado de trabalho — quase a população da Dinamarca.

Um problema que atinge um em cada cinco jovens (ou 19,5% dos 27,3 milhões de pessoas dessa faixa etária), aponta o estudo exclusivo “Juventude, desigualdades e o futuro do Rio de Janeiro”, coordenado pelo professor Adalberto Cardoso, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Ele teve por base microdados do Censo Demográfico de 2010, do IBGE.

 

— Esses jovens que ficam fora têm qualificação muito ruim. Tão ruim que, ao abandonarem a escola, o mercado de trabalho, mesmo em plena atividade, não os absorve. Resultado: eles desistem, e são os pobres os mais afetados — disse Cardoso, acrescentando que esse fenômeno é muito urbano. — Entram nesses números os jovens que foram puxados para a criminalidade.

Na parcela mais pobre da população brasileira, com renda per capita de até R$ 77,75, quase metade (ou 46,2%) dos jovens estava fora da escola e do mercado de trabalho.
(...)

Mas o cenário pode ser ainda pior. Ao incluir os jovens que buscam trabalho mas não conseguem, os 5,3 milhões saltam para 7,2 milhões. Ou seja, a cada quatro jovens entre 18 e 25 anos, um está parado.
Leia mais em Um quinto dos jovens nem estuda, nem trabalha, nem busca emprego

segunda-feira, 30 de julho de 2018

O VOTO DA JUVENTUDE É “VERDE AMARELO”



A proporção de adolescentes eleitores aumenta pela primeira vez depois de mais de dez anos de queda.

O interesse de adolescentes por votar pela primeira vez, segundo especialistas, tem relação com a forte presença de jovens em redes sociais, ambiente em que candidatos divulgam suas propostas.

Movimentos compostos por uma maioria de jovens como o Vem Pra Rua e o MBL, por exemplo, souberam utilizar as redes sociais como ninguém nunca fez e também conseguiram atrair milhões de jovens para as questões políticas, que até então não despertavam seu interesse.

O fator provavelmente decisivo foi a necessidade do combate à roubalheira do dinheiro público, pois os jovens que hoje estão na faixa dos 16 anos cresceram com o noticiário tomado por notícias sobre corrupção.

Assim como a maioria dos brasileiros, estavam desencantados com a política e com o país. Não acreditavam em mais ninguém. Eis, então, que surge um nome para preencher essa lacuna, pois numa democracia temos duas certezas incontestáveis, o candidato “ninguém” não vence eleição e alguém vai ocupar a cadeira da presidência da república, nem que receba apenas um voto.

Neste cenário de desencanto, um detalhe tem chamado a atenção de analistas e cientistas sociais: 60% dos eleitores de Bolsonaro têm entre 16 e 34 anos. Desses, 30% têm menos de 24 anos. O percentual é significativo quando comparado com o interesse do público jovem nos seus principais concorrentes, que é insignificante.

Uma grande parte desses jovens conheceu o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) em memes no Facebook. Tanto as imagens positivas vinculadas a ele quanto as críticas, muitas vezes caluniosas, o tornaram conhecido, mesmo sendo propositadamente ignorado pela grande mídia que, em nosso país, tem o viés totalmente esquerdista. Conta-se nos dedos quantos jornalistas não foram contaminados por esse mal.

Alheio a essa tendência dos grandes jornais e redes de TV em evitar, praticamente censurar, a divulgação de qualquer fato ligado ao único candidato da direita, um consenso entre pesquisadores é de que Bolsonaro é um dos principais atores políticos nas redes sociais e que a força entre jovens pode derivar dessa sua iniciativa de interagir nas redes.

Outro dado interessante vem de um levantamento do Ibope que mostrou que os eleitores brasileiros com acesso frequente à internet representam 68% do total de eleitores. Entre os que expressam preferência por Bolsonaro, no entanto, a situação é bastante diferente. A pesquisa mostrou que 90% dos eleitores de Bolsonaro têm acesso à rede, diz a diretora do instituto.

Mais um acontecimento significativo deve ser considerado para explicar o fenômeno que está assustando corruptos, comunistas e bandidos, Bolsonaro começou a ganhar simpatizantes depois dos protestos de junho de 2013, quando milhões de jovens tomaram as ruas para protestar contra governos e políticos. Eram protestos essencialmente para mostrar um descontentamento com governos progressistas de esquerda e suas práticas nefastas de assalto aos cofres públicos, aparelhamento do estado, ameaça às liberdades de imprensa e de expressão, bem como aos direitos do indivíduo como o de ir e vir e o direito à propriedade privada e, um tema que afeta diretamente os jovens, o retrocesso no modelo econômico que começou a desidratar a livre iniciativa e o empreendorismo.

Com os escândalos de corrupção, o impeachment de Dilma Rousseff, a condenação do ex-presidente e o desgaste acumulado pelo PT, a guinada à direita foi automática.

Em um contexto de mais de uma década de governos federais petistas - que coincidiu com a infância e a adolescência de muitos dos que hoje se assumem eleitores de Bolsonaro -, a esquerda passou a ser considerada por esses jovens como a força política a ser combatida.

É uma característica do jovem buscar a mudança. Ele é mais receptivo aos discursos transformadores e mais corajoso para assumir um novo perfil, fora dos padrões estabelecidos, muitas vezes impostos, porém com resultados desastrosos, como podemos comprovar na história mundial que o regime comunista fracassou no mundo inteiro e por onde passou deixou um rastro de miséria e destruição.

O fenômeno de Bolsonaro como bandeira contestadora se expressa principalmente na juventude que não conseguiu ver as suas aspirações atendidas. Esse jovem ou está desempregado, ou tem um emprego ruim e com baixos salários. Além disso, tem medo da violência e das ameaças que o esquerdismo representa em sua perspectiva de futuro.

Outra afirmação importante é a de que esse jovem jamais pretende votar em Lula ou em qualquer outro petista, de jeito nenhum. Excluindo os gatos pingados que ainda são influenciados pelo discurso retrógrado dos dinossauros esquerdistas, encontramos no eleitorado de Bolsonaro bolsistas do Prouni alegando que o pobre quer crescer economicamente, melhorar de vida. Eles estão conscientes de que a direita prega o crescimento econômico e liberdades individuais, enquanto a esquerda quer controlar suas vidas.

Se depender da juventude brasileira, seu candidato conservador vai crescer ainda mais. Fazem campanha de graça para Bolsonaro, gostam de andar com a camiseta do mito pelas ruas e compartilham todo material disponível sobre ele em suas páginas nas redes sociais.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

FRANCISCO PÕE A IGREJA A SERVIÇO DOS FIÉIS

Papa encerra sua primeira viagem internacional fazendo do Brasil um altar de onde cobra mais proximidade dos sacerdotes com os cristãos do mundo todo. Aos jovens, deixa um pedido para viver a fé com alegria e coragem

João Marcello Erthal, Carolina Farina e Cecília Ritto



No sexto dia de uma semana de mensagens dirigidas aos jovens, aos políticos, aos sacerdotes, aos usuários de drogas e até aos manifestantes, Francisco dissolveu, diante de uma multidão estimada em 3 milhões de pessoas, acampada entre o Atlântico e os prédios de Copacabana, os vestígios de dúvida sobre os caminhos que traça para a Igreja Católica. O mar de fiéis festejava o início da vigília na 28ª Jornada Mundial da Juventude, numa faixa de areia castigada pelo vento constante de uma noite atipicamente gélida no Rio de Janeiro. Jorge Mario Bergoglio citou São Francisco de Assis diante do crucifixo. “Francisco, vai e repara minha casa”, lembrou o papa, citando palavras de Jesus ao jovem que se tornou frei. A voz, agora, é dele, Francisco, e quem ouve é uma massa que embaralha nacionalidades e classes sociais, a quem pede “coragem” e a quem chama de “construtores de uma Igreja mais bela”. Ao se despedir do Brasil, na noite deste domingo, o pontífice deixou entre os católicos brasileiros a sensação de que há alguém nos altares disposto a ouvir e falar mais. A visita também envia, para o resto do mundo, a ideia de que a transformação começou.

É imensa a espontaneidade do papa. Perde seu tempo quem tenta encontrar, nos gestos de humildade, alguma incoerência do argentino que ocupa o trono da Igreja e abre mão dos privilégios a ele conferidos através dos séculos. Foi o “estilo Francisco” a primeira mensagem recebida no Brasil, chamando a atenção de quem, por ventura, não tenha tomado conhecimento do novo papa e do que ele quer dizer aos católicos: o papa exigiu um carro simples, andou de vidros abertos, dispensou o guarda-chuva para a caminhada até o hospital de dependentes químicos, no meio de chuva forte. O pontífice não descansou do primeiro ao sétimo dia da viagem – a sua primeira como papa. Apresentou, em capítulos, aos fiéis e sacerdotes, os sinais do que pode ser um novo tempo para uma instituição voltada excessivamente fechada em si mesma, que deixou seu rebanho exposto ao assédio de crenças que não usam meias palavras - com destaque, no Brasil, para as correntes evangélicas, que avançaram enquanto os católicos perderam cerca de 1,7 milhão de fiéis, um encolhimento de 12,2% em uma década, segundo o IBGE.

Francisco condena legalização das drogas e prega alegria para reunir católicos

Papa surpreende e vai ao encontro do povo

Francisco fala sem pompa, sem rodeios. Aos jovens, de forma geral, pediu fé, o abandono aos “falsos ídolos”, e que sejam protagonistas de sua trajetória como cristãos. 

(...)
Aos jovens

"Vão. Sem Medo. Para servir".

"A Igreja precisa de vocês, do entusiasmo, da criatividade e da alegria que os caracteriza".

"Queridos amigos, não se esqueçam: vocês são o campo da fé! Vocês são os atletas de Cristo! Vocês são os construtores de uma Igreja mais bela e de um mundo melhor".

"Não permitam que outros sejam protagonistas da mudança. Vocês têm o futuro em suas mãos, o futuro vai chegar através de vocês. Peço que se envolvam nesse trabalho por um mundo melhor".

"A Igreja precisa de vocês, do entusiasmo, da criatividade e da alegria que lhes caracterizam. Um grande apóstolo do Brasil, o bem-aventurado José de Anchieta, partiu em missão quando tinha apenas 19 anos. Sabem qual é o melhor instrumento para evangelizar os jovens? Outro jovem".

"Esta relação, este diálogo entre as gerações é um tesouro que deve ser conservado e alimentado! Nesta Jornada Mundial da Juventude, os jovens querem saudar os avós. Eles saúdam os seus avós com muito carinho e lhes agradecem pelo testemunho de sabedoria que nos oferecem continuamente".

(...)

Como discutir finanças com alguém que abre mão de todo tipo de regalia, que pede comida, transporte e cerimônias de tamanha simplicidade? Francisco quis mostrar em sua primeira excursão como pontífice que a simplicidade não é uma necessidade conjuntural, mas uma forma de vida que nos garante a felicidade. “É verdade que hoje mais ou menos todas as pessoas, e nossos jovens, experimentam o fascínio de tantos ídolos que se colocam no lugar de Deus e parecem dar esperança: o dinheiro, o poder, o sucesso, o prazer”, falou. “Frequentemente, uma sensação de solidão e de vazio entra no coração de muitos e conduz à busca de compensações, destes ídolos passageiros”, alertou, falando para o público em Aparecida, na quarta-feira, cidade à qual prometeu retornar em 2017.

Como se esperava, todos os dias havia uma mensagem dirigida aos jovens, maioria absoluta da JMJ e para os quais foi criado o encontro. Para o pesquisador da PUC-SP, Francisco tentou estimular a juventude a ser católica com fervor, não se acanhar e, principalmente, demostrar sua fé com ações. “Quem querem ser? O Cirineu que ajuda Cristo a levar a cruz ou Pilatos, que lavou as mãos?”, perguntou, depois de assistir, de volta ao Rio, à encenação da Via-Sacra.

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Francisco em Aparecida: “Rezem por mim e até 2017, que vou voltar”

Veja mais nas galerias do site de VEJA.

sábado, 18 de janeiro de 2014

USO POLÍTICO DOS "ROLEZINHOS" É PURA MALDADE COM OS JOVENS QUE SÓ QUEREM SE DIVERTIR

“Não posso nem mais ir ao shopping que frequento”, diz organizador de ‘rolezinho’

Assustados com a repercussão de seus encontros realizados em shoppings centers, adolescentes agora marcam encontro em massa no Parque Ibirapuera para curtir sem confusão
Mariana Zylberkan - VEJA

Adolescentes moradores do Campo Limpo aderem à onda do "rolezinho" - Ivan Pacheco

“Nós não podemos nem mais ir ao shopping que frequentamos. Os seguranças batem o olho em nós e nos barram”, diz Vinicius Andrade, de 17 anos. O adolescente morador do Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo, é um dos jovens que viram sua rotina mudar na última semana após o chamado “rolezinho”, encontro de jovens em shoppings da periferia, ser tirado de seu contexto para suscitar discussões políticas e sociais após uma chuva de liminares evitar os encontros nos centros comerciais. Com mais de 80.000 seguidores no Facebook, Vinicius é uma espécie de celebridade entre os jovens da periferia que usam a rede social e seus convites para um simples “rolê” pelo shopping costumam atrair centenas de pessoas. Foi ele quem convocou dois “rolezinhos” no Shopping Campo Limpo, no fim de dezembro e na semana passada, que terminaram em confusão. Em vez de propor um novo encontro no shopping “para curtir, comer uns lanches e encontrar os ‘parças’”, neste fim de semana, Vinicius decidiu, diante de tanta repercussão, usar sua popularidade para chamar seus seguidores para ir ao Parque do Ibirapuera, “um lugar aberto e público para não ter problemas”.

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Sem-teto pegam carona em 'rolezinho' e fecham shoppings

Neste sábado, está marcado também um “rolezinho” no shopping JK, mas os amigos e seguidores de Vinicius não vão passar nem perto. O encontro foi convocado por movimento que combate o racismo e acusa o centro comercial de ter praticado segregação social ao escolher quem podia entrar ou não entrar no shopping no último fim de semana, quando uma liminar barrou a realização de um encontro convocado na rede social por um professor de inglês, morador da Zona Leste. “Esse shopping é longe e não conhecemos ninguém por lá. Não tem sentido esse ‘rolezinho’.”

A palavra “rolezinho” quer dizer curtição e é usada pelos adolescentes para se referir a qualquer situação de diversão, como os bailes funk. A proibição de “pancadões” nas ruas por um projeto de lei aprovado na Câmara Municipal de São Paulo, inclusive, chegou a ser apontada como estopim das “invasões” aos shoppings. O prefeito Fernando Haddad (PT) vetou o texto no último dia 7, mas a decisão não foi vista com bons olhos por Vinicius e seus amigos. “Ele só voltou atrás porque as eleições estão perto. Sabemos que eles querem os votos dos jovens”, diz David Santana, de 18 anos.

Além da Prefeitura de São Paulo, o Ministério Público Estadual também tem se esforçado para se aproximar dos jovens e entender o que eles querem dizer com seus “rolezinhos”. Na última terça-feira, várias entidades do órgão se reuniram para discutir o assunto e decidiram chamar um “rolezinho” no prédio do MP na próxima semana para entender os propósitos dos adolescentes. “O que sabemos é que os jovens estão realizando algum tipo de protesto. A ideia é mediar fazer uma mediação entre os adolescentes e os centros de compra”, disse a promotora de Infância e Juventude Luciana Bergamo.

A intenção deles, na verdade, é muito menos engajada politicamente do que gostariam os movimentos sociais e setores da política pública. Fãs de funk ostentação, os adeptos do “rolezinho” querem se divertir e consumir produtos de grifes cantadas por seus ídolos. 

A lista é longa – tênis Adidas, óculos espelhado Oakley, camisetas e bonés Hollister, Lacoste, Tommy Hilfiger, Abercrombie e Ralph Lauren – e o preço alto desses artigos não os assusta.

Os adolescentes compram de pessoas que viajam ao exterior e revendem as roupas ou parcelam em muitas vezes. Cópias piratas são rejeitadas. Para sustentar o guarda-roupa grifado e a gula por fast food, eles correm atrás do dinheiro.

Vinicius, por exemplo, diz ganhar 500 reais por semana vendendo borrachas coloridas para aparelhos ortodônticos. Ter aparelhos nos dentes também é moda entre os adolescentes. Seu primo, Fernando César, de 17 anos, juntava o salário como empacotador de supermercado e Marcos Paulo, de 16, ganha 50 reais por noite em uma empresa que monta e desmonta estruturas para eventos.

O incrível número de seguidores no Facebook também é fonte de renda conquistada por meio de vídeos engraçados que eles mesmos produzem para atrair popularidade. Vinicius e David, que têm 80 000 e 50 000 seguidores, respectivamente, recebem 300 reais de organizadores de baile funk para eles divulgarem seus eventos. David diz que já recebeu proposta para ser garoto propaganda na rede social de uma marca esportiva.

Diante de tanta repercussão, Vinicius viu na onda do “rolezinho” o empurrão que faltava para ir em busca de seu sonho de ser ator. “Todo mundo ri de mim na favela quando falo que quero ser ator”, diz ele que já se inscreveu em um curso de artes cênicas.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Um "rolezinho" pelos números reais do desemprego

SEIS milhões de jovens entre 18 e 24 anos não trabalham ou estão na informalidade. Sim, aqui no Brasil.

No Coturno



A tabela acima é muito singela. Cruza os dados do Cadastro Geral de Empregos, o CAGED, com a população brasileira recenseada pelo IBGE. São dois dados oficiais e incontestáveis, sobre os quais é feito todo o planejamento do governo federal.

Pela tabela, quem está com carteira assinada está no CAGED. A diferença entre os registrados e a população total forma um contingente que identificamos como desempregados e/ou informais, já que não podemos afirmar que todos estejam sem emprego.

A metodologia para medir índice de desemprego no Brasil é cheio de falhas, mas este não é o objetivo do post. O que queremos mostrar é que praticamente a metade da população jovem do Brasil não está trabalhando ou, se está, o faz na informalidade. São mais de 6 milhões de jovens, praticamente todos os universitários do país.

Recentemente, a chanceler alemã Angela Merkel declarou que o desemprego entre os jovens "talvez seja o maior problema que a Europa enfrenta" e alertou sobre a ameaça de uma "geração perdida". Com mais da metade das pessoas com menos de 25 anos desempregadas na Grécia, Espanha e outros países, Merkel tem liderado discussões com chefes de Estado e governo europeus para combater este desemprego em massa.

No entanto, é bom lembrar que Alemanha tem apenas 7,8% dos jovens desempregados, a Áustria tem 9,4% e a Holanda 11,6%. Somando todos os desempregados dos 28 países da União Européia, segundo dados de outubro de 2013, havia 5.657.000 jovens desempregados, abaixo dos 25 anos. Menos do que o contingente brasileiro nesta faixa etária, que não está integrado formalmente ao mercado de trabalho. Veja aqui.

No Brasil, a "venda" dos baixos índices de desemprego por parte do governo do PT mascara a dura realidade: 43,68% dos jovens entre 18 e 24 anos não está no mercado formal. Nossa crise é tão grave quanto a da Europa nesta faixa etária. Estão aí os "rolezinhos" para comprovar.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

JUÍZES DA CONSCIÊNCIA ALHEIA (BULLYING IDEOLÓGICO)



"Muitos alunos de universidade e ensino médio estão sendo acuados em sala de aula por recusarem a pregação marxista. São reprovados em trabalhos ou taxados de egoístas e insensíveis. No Enem, questões ideológicas obrigam esses jovens a "fingirem" que são marxistas para não terem resultados ruins. Estamos entrando numa época de trevas no país. O bullying ideológico com os mais jovens é apenas o efeito, a causa é maior. Vejamos.

No cenário geral, desde a maldita ditadura, colou no país a imagem de que a esquerda é amante da liberdade. Mentira. Só analfabeto em história pensa isso. Também colou a imagem de que ela foi vítima da ditadura. Claro, muitas pessoas o foram, sofreram terríveis torturas e isso deve ser apurado. Mas, refiro-me ao projeto político da esquerda. Este se saiu muito bem porque conseguiu vender a imagem de que a esquerda é amante da liberdade, quando na realidade é extremamente autoritária.

Nas universidades, tomaram as ciências humanas, principalmente as sociais, a ponto de fazerem da universidade púlpito de pregação. No ensino médio, assumem que a única coisa que os alunos devem conhecer como "estudo do meio" é a realidade do MST, como se o mundo fosse feito apenas por seus parceiros políticos. Demonizam a atividade empresarial como se esta fosse feita por criminosos usurários. Se pudessem, sacrificariam um Shylock por dia.

Estamos entrando num período de trevas. Nos partidos políticos, a seita tomou o espectro ideológico na sua quase totalidade. Só há partidos de esquerda, centro-esquerda, esquerda corrupta (o que é normalíssimo) e do "pântano". Não há outra opção.

A camada média dos agentes da mídia também é bastante tomada por crentes. A própria magistratura não escapa da influência do credo em questão. Artistas brincam de amantes dos "black blocs" e se esquecem que tudo que têm vem do mercado de bens culturais. Mas o fato é que brincar de simpatizante de mascarado vende disco.

Em vez do debate de ideias, passam à violência difamatória, intimidação e recusam o jogo democrático em nome de uma suposta santidade política e moral que a história do século 20 na sua totalidade desmente. Usam táticas do fascismo mais antigo: eliminar o descrente antes de tudo pela redução dele ao silêncio, apostando no medo.

Mesmos os institutos culturais financiados por bancos despejam rios de dinheiro na formação de jovens intelectuais contra a sociedade de mercado, contra a liberdade de expressão e a favor do flerte com a violência "revolucionária". Além da opção dos bancos por investirem em intelectuais da seita marxista (e suas similares), como a maioria esmagadora dos departamentos de ciências humanas estão fechados aos não crentes, dezenas de jovens não crentes na seita marxista soçobram no vazio profissional.

Logo quase não haverá resistência ao ataque à democracia entre nós. A ameaça da ditadura volta, não carregada por um golpe, mas erguida por um lento processo de aniquilamento de qualquer pensamento possível contra a seita.

E aí voltamos aos alunos. Além de sofrerem nas mãos de professores (claro que não se trata da totalidade da categoria) que acuam os não crentes, acusando-os de antiéticos porque não comungam com a crença "cubana", muitos desses jovens veem seu dia a dia confiscado pelo autoritarismo de colegas que se arvoram em representantes dos alunos ou das instituições de ensino, criando impasses cotidianos como invasão de reitorias e greves votadas por uma minoria que sequestra a liberdade da maioria de viver sua vida em paz.

Muitos desses movimentos são autoritários, inclusive porque trabalham também com a intimidação e difamação dos colegas não crentes. Pura truculência ideológica. Como estes não crentes não formam um grupo, não são articulados nem têm tempo para sê-lo, a truculência dos autoritários faz um estrago diante da inexistência de uma resistência organizada. Recebo muitos e-mails desses jovens. Um deles, especificamente, já desistiu de dois cursos de humanas por não aceitar a pregação. Uma vergonha para nós."

Artigo de Luiz Felipe Pondé, intitulado "Eu acuso", publicado hoje na Folha de São Paulo.

domingo, 18 de agosto de 2013

O BRASIL ESTÁ MUITO BEM, SÓ PARA O PT

Estudo mostra que há bem mais pobres no país do que as estatísticas do PT.




Um estudo baseado em dados não só de renda, mas que usou outros 35 indicadores reconstruiu a nova pirâmide socioeconômica brasileira, muito além das mentiras do PT sobre o fim da pobreza. No estudo, aumenta o número de pobres e aumentam os ricos.

Os pobres, em vez de 13,9 milhões (7,3%) como mente o PT, mais do que dobram. Sobem para 29,6 milhões (15,5%). Os ricos passam de 1,8% da população para 2,8%. Os pobres tem uma renda média de R$ 854 (U$427 dólares) e os ricos de R$ 18 mil (U$9 mil). Isto antes da desvalorização do real diante da moeda americana. No meio da pirâmide, são colocados as várias classes médias, que caem de 58% para 55,9%.

A nova pirâmide foi elaborada de acordo com dados de pesquisa realizada por Wagner Kamakura, da Universidade Rice e José Afonso Mazzon, da Universidade de São Paulo. Este novo retrato da pirâmide socioeconômica, obviamente não será levado em conta pelo governo da presidente Dilma Rousseff para implementar políticas sociais, mas por segmentos onde a mentira não prospera: as agências de publicidade e venda de produtos. Também servirá para a oposição dar um choque de realidade no eleitorado, mostrando outros critérios para analisar a pobreza, muito mais rigorosos do que a propaganda oficial.

Por exemplo, os mais pobres cursaram apenas três anos de escola e moram em casas sem banheiro. Entre os 65% mais ricos, o número de anos de estudo chega a 15 anos. Os mais ricos consomem 54% de tudo no país e possuem 74% dos planos de saúde. 68% dos gastos com cultura e lazer estão nas mãos de 20% da população.

De acordo com o sociólogo Jessé de Souza é um erro classificar a renda ricos e pobres sem levar em conta, por exemplo, o fator educação. Para ele, 30% da população ainda está excluída a partir do indicador Educação. Não é só o fator renda, que o PT insiste em considerar, que tira as pessoas da pobreza para a classe média.

Entre os pobres, os mais penalizados são os jovens que continuam sem estudo e sem formação profissional. Neste segmento, o desemprego chega a 18%. E a tendência é de agravamento, pois na próxima década o Brasil terá 33 milhões de jovens entre 14 e 24 anos. Eles deveriam ser o futuro da economia do país, mas hoje são os menos preparados profissionalmente. Não é com cursinhos fajutos do Pronatec da Dilma que este problema será resolvido. Nem com a falta de foco do Programa Ciência Sem Fronteiras, que manda para o exterior alunos que nem mesmo falam inglês.

Não são poucos os sociólogos e economistas que insistem em apontar o erro de empurrar todos os jovens a frequentar a faculdade, quando as empresas não precisam de graduados, mas de técnicos. A revolução para o futuro brasileiro deveria, segundo o estudo, começar por uma mudança radical na educação. Isto não está ocorrendo. Tanto é que os protestos que tomaram conta das ruas exigiram ensino superior de qualidade, mais recursos para a educação, uma melhor preparação profissional e salários decentes.

Não dá para esquecer que no Brasil do PT a maioria dos professores não recebem o teto obrigatório de R$ 1 mil (menos de US $ 500). Há poucos dias, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon lembrou que o mundo de hoje tem o maior número de jovens na história, metade dos 7 bilhões de habitantes. É uma geração que está sofrendo como nenhuma outra sofrer com o desemprego. Dos mais de 30 milhões de jovens brasileiros, 9 milhões estão entre os mais pobres. Entre os 10% mais pobres, 77% não estudam nem trabalham. Entre os 10% mais ricos apenas 6,9% não trabalham e não estudam. São estes jovens, segundo Ban Ki-moon, os que têm mais desejo de "mudar o curso da história." Não vão aceitar mais as mentiras da propaganda oficial do PT. Estarão nas ruas em busca do lugar que merecem na sociedade brasileira. (No Coturno, com informações do El País)

Aqui o release de lançamento do estudo.

domingo, 16 de setembro de 2012

Nas regiões Norte e Nordeste, 25% dos jovens estão parados


Falta de perspectiva: os irmãos Juliana e Rafael da Silva, com o filho dele, Igor. “Não sei se vou tentar vestibular, nem cursinho estou fazendo”, diz Juliana
Foto: Hans von Manteuffel / O Globo

Se a parcela de jovens fora da escola e do trabalho cresce nas famílias de mais baixa renda, a inatividade também é maior nas regiões Norte e Nordeste, onde 25,2% e 25,1%, respectivamente, dos jovens não estudam nem trabalham, aponta o estudo do Iesp-Uerj. No Maranhão, essa parcela é de 29,2%, a maior do país. Na outra ponta, em Santa Catarina, são 10,7%.

— No Sudeste (16,8%), o que se nota é que a economia segue crescendo, mas não tanto para os jovens. Já o Sul (13,1%) tem uma população mais bem qualificada e um mercado de trabalho mais bem desenvolvido — disse Adalberto Cardoso, coordenador do estudo.

Em Recife, nos bairros populares, é comum encontrar jovens longe da escola e sem trabalho. Como os irmãos Juliana, de 24 anos, e Rafael Gomes da Silva, de 20 anos. Eles moram em um pequeno vilarejo à margem do Rio Capibaribe. De quatro irmãos, só Juliana concluiu o ensino médio.
Rafael não passou nem um ano na escola, não sabe ler e aprendeu recentemente com Juliana a assinar o nome. Ele, que tem um filho de 1 ano, Igor, já teve carteira assinada, como servente, mas no momento está desempregado. Juliana, que estudou em escola pública, não conseguiu aprovação no Enem.

Leia mais sobre esse assunto em O Globo.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

UM "ROLEZINHO" NAS ESTASTÍCAS

(Na verdade, mais de cinquenta milhões de brasileiros já se tornaram dependentes, ou reféns, das "bolsas")

Um tema que sustenta a popularidade do desgoverno petista, desde a era lula, é o desemprego. Pecam os jornalistas, porém, quando divulgam os números oficiais sem o devido esclarecimento sobre as condições que propiciam os índices anunciados na propaganda governamental.

Além do conflito entre Institutos de Pesquisas e metodologias, o que tem, de fato, levado o brasileiro a crer no discurso do pleno emprego são artifícios, como o de aumentar a estimativa de trabalho informal para considerar que mais brasileiros estariam trabalhando e a mudança de mentalidade no setor, cuja rotatividade é evidente pelos bilhões pagos mensalmente em seguro-desemprego, o que indica demissões em alta ao mesmo tempo que cria uma falsa ideia de geração de novos empregos.

Outro aspecto importante que os analistas não abordam, e que gera informações equivocadas, é o fato de não considerar desempregado quem simplesmente não procura emprego. E isso vem se consolidando como o comportamento padrão de um povo que vem paulatinamente perdendo o senso de dignidade.

Segundo o Ipea, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o desemprego cresceu de 20.7% para 26.27% entre a população mais pobre na última década. Isso entre aqueles que ainda não desistiram de se manter às próprias custas.



Em uma de minhas postagens sobre personagens que realmente fizeram muito pelo Brasil, mas que a memória curta da maioria dos brasileiros e a pauta petista imposta como verdade única têm condenado ao ostracismo, lembro de um programa usurpado pelo PT, o BOLSA-ESCOLA - os petistas faziam rima com ESMOLA - que funcionava como "Bolsa de Estudos" para garantir a promoção do ser humano e o futuro das crianças assistidas pelo programa. O Bolsa-Escola complementava, entre outros, o BOLSA-ALIMENTAÇÃO, criado por José Serra.

No texto, comento que o atual modelo, o Bolsa-Família, ao contrário do que pretendia FHC, destrói a dignidade do cidadão e condena as futuras gerações à eterna condição de dependência. Mas o que importa para o governo é o voto dos milhões de brasileiros que desistiram de sonhar, pois cresce a parcela de
JOVENS que não estudam nem trabalham, bem como mais de 66 milhões de trabalhadores desistiram de procurar emprego.

Tudo isso, portanto, favorece os índices do desemprego, pois quem não procura trabalho não entra nas estatísticas.




Para completar o raciocínio, fundamentado com links de documentos e de matérias jornalísticas, o jornal O Globo desse domingo mostra mais uma falácia dos dados apresentados pelo desgoverno, a suposta melhoria dos salários.

Sem considerar a política de valorização do salário mínimo, iniciada nos anos noventa, a "saída" de certos grupos do mercado de trabalho, justamente os que ganham menos, como é o caso dos jovens e dos que se acomodaram na situação de dependentes das "bolsas", "infla" as estatísticas e favorece o discurso do governo. Confiram:
*

A taxa de desemprego no menor nível histórico e o aumento da renda em 2013 escondem um efeito estatístico que pode estar passando desapercebido.

A expansão do rendimento médio do trabalhador brasileiro tem ocorrido não apenas pelos reajustes salariais de quem está na ativa, mas também pela queda na participação dos jovens na força de trabalho. Como esse grupo tem salário mais baixo, o “envelhecimento” dos trabalhadores “infla” as estatísticas da renda média.

Levantamento feito pelo economista Fernando de Holanda Barbosa Filho, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), mostra que a mudança na composição etária da força de trabalho teve peso de 33% no ganho médio de 2% da renda do trabalhador brasileiro apurado pelo IBGE nas seis maiores regiões metropolitanas do país em 2013, até novembro.

- O grupo dos jovens é o que ganha menos. Como eles estão entrando mais tarde na população economicamente ativa, essa renda média acaba ficando maior. Esse efeito da composição da força de trabalho agora está muito mais importante do que antes. Agora responde por um terço - afirma o economista.

Leia mais em Com menos jovens no trabalho, renda média do brasileiro sobe

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

OLHO VIVO, #OP7!

PT vai tentar faturar protestos de rua, amanhã, usando o Grito dos Excluídos. Olho vivo, #OP7!

No Coturno


Grito dos Excluídos, movimento chapa-branca criado pelo PT e seus ditos "movimentos sociais" quer se contrapor ao #OP7 organizado em todo o Brasil. Vejam o que o jovem está pichando de branco: a estrela do PT.

O PT não tem vergonha na cara. O desemprego entre jovens de 15 a 24 anos piora e se aprofunda a cada dia. A taxa média de desemprego entre eles foi de praticamente 15% entre maio e julho de 2013, contra 13,7% para o mesmo período de 2012, com um aumento de 1,3 ponto percentual. Isto representa 10% de aumento do desemprego. Os jovens também apresentam uma taxa de rotatividade mais elevada do que os adultos. Isto significa que, em geral, são admitidos e desligados das empresas com maior frequência, devido aos altos custos trabalhistas que o governo do PT insiste em manter.

No entanto, a ordem dos ditos "movimentos sociais" é faturar em cima da revolta que os jovens manifestaram recentemente nas ruas, usando para isso o Grito dos Excluídos, um protesto financiado pelo governo petista. Vejam o que diz a CUT de São Paulo:

“No Grito dos Excluídos vamos denunciar a corrupção dos governos tucanos nos metrôs e trens paulistas. Exigimos a criação de uma CPI para apurar os desvios que vêm sendo feitos há 20 anos pelos tucanos em São Paulo”.

É importante que os organizadores do #OP7 não se deixem cooptar por movimentos chapa-branca como o Grito dos Excluídos. Ele não representa os jovens. Ele representa esta esquerda suja contra a qual os jovens saíram às ruas.

sábado, 2 de abril de 2011

Os males da relativização radicalizada da moral

Conceitos ultrapassados não justificam o erro.
Como distinguir o que é "esquerda" e o que chamam de "direita"?
Isso não existe no Brasil, os coronéis e os donos do capital são todos aliados do governo que se diz de esquerda.
No passado isso também era lorota.
A elite das universidades (chamávamos de filhinhos de papai) eram os militantes da luta armada, quem pregava a violência e cometia crimes.
Isso é esquerda?
A esquerda como se vende, a patrocinadora da democracia, foi a que conquistou a redemocratização do país e os radicais foram contrários ao processo.
São exatamente o que querem rotular como direita.
Não dá para relativizar diante dos fatos.
Leiam um texto que trata dos conceitos impostos como verdade absoluta, sem questionamentos, elaborado com perfeição.

*
Mais importante do que debater sistema político e economia, é discutir os valores que orientam as ações dos indivíduos e formam os traços culturais de uma sociedade.
O Estado nada mais é do que um arranjo artificial construído por cidadãos que compõem uma sociedade orientada por determinados valores.
Valores que influenciam no modo como os indivíduos relacionam-se com a política e a economia.

A partir do fenômeno da modernidade, o materialismo capitalista, revestido pela racionalidade científica, enfraqueceu algumas referências históricas da sociedade ocidental – por exemplo: a família e a religião - instalando na mesma um vazio moral.
Indivíduos despojados de uma base sólida de valores tornaram-se zumbis desorientados que, no limite do seu vazio interior, entregam-se a um carpie diem alucinado e destroem a si e à sociedade.

O grau de destruição gerado pelo processo de liquefação dos valores despertou conservadores e aumentou o ódio dos fundamentalistas do laicismo.
Criou-se no coração das sociedades democráticas modernas uma guerra de valores.

A guerra de valores é perene.
Partidos, movimentos sociais - ou multidões que compartilham princípios comuns - buscam impor seus valores e ditar os rumos da sociedade.


Hoje, no Brasil, mais de 72% dos brasileiros são contra o aborto.
Dilma Roussef - candidata à presidência da República do presidente que tinha 80% de aprovação popular - dissera no inicio de 2010 que era a favor do aborto, meses depois, no segundo turno das eleições, com medo de perder o voto dos conservadores, Dilma voltou atrás e se disse contra o aborto.

Os valores têm ou não tem força?

A maioria da população é contra a legalização das drogas.
Dificilmente um político se atreveria bater de frente com um valor que é consenso na sociedade.
Gabeira defende a legalização das drogas e não consegue se eleger nem para sindico de prédio.
Fernando Henrique Cardoso resolveu apoiar a idéia de que a liberalização da maconha salvará o mundo da guerra contra o tráfico (só um minuto, preciso rir hahahahaha) porque não disputa mais eleições.
Quando era presidente nunca falou um X sobre isso.

Ou seja, os valores que norteiam uma sociedade têm o poder de regular as ações dos governos e das empresas.

A questão ambiental tornou-se tão forte que as empresas arrumaram um jeito de se tornarem ambientalmente corretas.
Há incoerências e exageros na condução do debate ambiental, mas o exemplo serve para ilustrar a força que a sociedade tem para regular Estado e economia.

O problema é quando valores que são perniciosos para a existência da sociedade começam ser tratados como normais.
No Brasil isto é claro.

A intelectualidade brasileira (artistas, intelectuais e jornalistas) adora exaltar os valores do crime.

Em ambientes universitários é normal as pessoas fazerem apologia ao uso das drogas como ponte para felicidade e quem se atreve a rebatê-los é chamado de careta.
Cria-se a espiral do silêncio: os valores da barbárie são tomados como verdade e os que são contrários, temendo o isolamento social, calam e consentem.

Ora, desde quando é careta ser contra o uso de drogas que estão na raiz dos 55 mil homicídios ocorridos no ano de 2010?
A maconha é, ao lado da cocaína, a mola propulsora do narcotráfico e da dissolução familiar.
Não se trata de condenar viciados.
Estes precisam de clínicas.
O problema é quando determinados setores da sociedade começam achar auspicioso (“um barato”) o uso excessivo de drogas.
O mal é quando a juventude acha normal sair pelas cidades dirigindo bêbados e em alta velocidade - milhares de inocentes morrem por ano vítimas de beberrões no volante.
O mal é quando jovens, anestesiados pela cultura da glamorização das drogas, usam entorpecentes como se estivessem descobrindo algo novo - o problema é quando esta descoberta vira um ritual de inicialização.
Muitos jovens pensam que para se divertir é indispensável surrar o pâncreas, usar êxtase, LSD, cocaína etc. Pensam assim porque a sociedade tem tratado esse modo de vida com leniência e porque os que não agem assim temem represálias e consentem.
Este processo de leniência com as drogas é uma conseqüência do processo de destruição dos valores que descrevi no início do texto.

A relativização radicalizada da moral é uma desgraça dos tempos modernos.
Ela é oriunda de teorias esquerdistas que pretendem atingir a hegemonia cultural e desmontar as bases do capitalismo (a família e a religião) e promover a revolução socialista.


A relativização da moral leva a juventude a imaginar que as drogas são uma questão de opção.
Não.
Não são.
As drogas dilaceram famílias e são peças centrais de um tipo de crime que mata criancinhas e torna a vida dos cidadãos um inferno.
Os consumidores são os principais mantenedores desta rede assassina, portanto, são assassinos também.
Um viciado tem uma doença, vá lá.
Agora, quem usa drogas por diversão é um irresponsável, no mínimo.
É o mesmo que olhar para o crime e achar graça.
Não.
Não há graça nenhuma em usar drogas, em surrar o pâncreas cinco, seis vezes na semana.

E o principal: esta não é a única forma de se divertir.
Há quem se divirta de maneira diferente.
Há quem pense diferente.
Está é a questão: cadê os que pensam de maneira diferente?



Milhares de jovens se divertem sem passar perto das drogas e sem por a integridade alheia em risco.
Estes jovens são tidos como anormais nas minisséries de fim de tarde, nas músicas rap, nas universidades etc.; por isso vivem no armário.
Eles têm de enfrentar a ditadura do carpie diem ensandecido, que está matando inocentes.
Não estou defendendo um modelo de vida, mas rebatendo a tese vigarista de que apenas os quem espancam o fígado com álcool e os que dão tapas na maconha é que são felizes e tem mente aberta.
Estes jovens precisam entender o mal que estão fazendo a si e à sociedade.
Uma pessoa que dirige bêbada pensa no próximo?
Passe o volante para uma pessoa sóbria!
Beba com limite!

“Não, o que vale aproveitar o hoje” - mesmo que amanhã não se lembre mais nada. Carpie Diem.

Isto está na raiz de uma sociedade em que os indivíduos não vêem limites à sua frente e dane-se o outro.

Este é o ponto: como pensar no outro vivendo em uma sociedade que insiste em ridicularizar valores que dão algum sentido de respeito e limite aos seres humanos?
Não há como esperar bom senso de uma sociedade que exalta os valores do crime porque não há como exaltá-lo sem colher os efeitos colaterais deste ato. Portanto, na guerra de valores, é preciso romper com estes setores.
Vencê-los no argumento.
E se preciso, na justiça.
Posto que, os propagandistas da barbárie resolveram vestir camisas negras e atacar em bando qualquer um que se coloque contra eles.
Caminho: os conservadores precisam sair das alcovas, despindo-se de intolerâncias ultrapassadas, revestindo-se de bom senso para frear o ímpeto dos zumbis desorientados.

No limite, nenhum regime político e econômico se sustenta em uma sociedade destituída de valores morais e de uma identidade cultural que imponha naturalmente limites às ações dos indivíduos e lhes dê a noção de coletivo.
Uma sociedade radicalmente laica é a morada da barbárie.

Via Política

domingo, 28 de julho de 2013

BOTA MAIS ÁGUA NO FEIJÃO

Maria Helena RR de Sousa

Francisco tem passado mensagens profundas com palavras simples, palavras do dia a dia e nisso reside sua força. Será que alguém imagina a possibilidade dos recados claros do Papa não entrarem em nossas mentes?

Na saudação em Varginha o jovem escolhido para cumprimentar o Papa disse verdades que incomodam, certamente incomodam muito. Ele contou ao Papa sobre a agitação incomum nas ruas e vielas de seu bairro, a azáfama das autoridades em armar um cenário que, talvez, iludisse o Papa...

Pois sim. Francisco, quando Bergoglio, tinha o hábito de visitar comunidades carentes na periferia de Buenos Aires e ir sem avisar. Ele sabe reconhecer o que foi feito ontem daquilo que faz parte da realidade do lugar que visita.

Pastor, que prega a justiça e a misericórdia, ele sabe distinguir o certo do errado: "Nenhum esforço de pacificação será duradouro, não haverá harmonia e felicidade para uma sociedade que ignora, que deixa à margem, que abandona na periferia parte de si mesma".

Já vejo analistas da fala do Papa a dizer que aí ele criticou as UPPs. Não compreendi assim: ele sabe que se não fosse a política de pacificação, ele não poderia ter entrado nessa favela que até pouco era conhecida como Faixa de Gaza.

O que ele fez foi entusiasmar os jovens a continuar a exigir o que lhes é devido, pois está convicto que se os jovens tiverem a estrutura que hoje lhes falta, os mercadores da morte não terão vez. Lembrou os pilares fundamentais de uma nação: Educação da mente e do espírito; Saúde, essencial; Segurança (mas “a violência só pode ser vencida a partir da mudança do coração humano”); e a base de tudo: a Família.


Papa Francisco quando jovem

Aos peregrinos, em Varginha ou na Catedral, em línguas diferentes, ele disse a mesma coisa, “hagan lío”. Façam barulho, movimentem-se, vão às ruas e peçam, peçam, peçam. “Os jovens possuem uma sensibilidade especial frente às injustiças, mas muitas vezes se desiludem com notícias que falam de corrupção, com pessoas que, em vez de buscar o bem comum, procuram seu próprio beneficio". Pediu-lhes que não desanimassem e lhes garantiu que “a realidade pode mudar, o homem pode mudar”.

Às autoridades o Papa pediu o essencial numa só palavra: Solidariedade. “Trabalhem por um mundo mais justo. (...) Não é a cultura do egoísmo, do individualismo, que regula nossa sociedade. Mas sim a cultura da solidariedade".

Lembrou algo fundamental: o homem tem fome de dignidade!

Ao usar, no discurso em Varginha, as palavras que sempre ouvimos em nossas casas e até no nosso cancioneiro, “bota mais água no feijão”; ao sorrir o mesmo sorriso que tinha quando menino para as crianças entusiasmadas com sua presença; ao pedir que rezemos por ele, Francisco nos cativou para sempre.

Cativou os jovens e os idosos, as duas pontas do presente, segundo ele. Os que não podem ser descartados por ser o passado que forma o futuro.

Obrigada, Papa Francisco.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Propaganda X Realidade

ProJovem acumula em seis anos histórico de fracasso e descontrole financeiro

Os números apresentados pelo governo para o ProJovem Trabalhador, que já gastou R$ 586 milhões desde 2008, mostram um caso de sucesso: 344 mil jovens diplomados, de um universo de 409 mil vagas oferecidas, com 37,6% dos formados inseridos no mercado de trabalho.
Mas nenhuma análise de prestação de contas terminou e o Ministério do Trabalho não prestou informações sobre irregularidades.


Leila Suwwan - O Globo

O ProJovem, programa federal de mais de R$ 3 bilhões para o resgate de jovens que estão fora da escola e desempregados, acumula em seis anos um histórico de fracasso e descontrole financeiro.

Seu eixo principal, o ProJovem Urbano, custou R$ 1,6 bilhão em seis anos e diplomou 209 mil alunos, menos da metade (38%) dos participantes.

O programa foi cancelado este ano, a coordenadora demitida, e 87% das prestações de contas já entregues não foram analisadas.

Na sua versão para o campo, em quatro anos, só 1% dos 59 mil jovens matriculados foram diplomados.
E o braço "Trabalhador" do programa é alvo de investigações de direcionamentos para ONGs.
(...)
"A presença de alunos em sala de aula vai de 1% a 10% do total de alunos matriculados nos núcleos visitados", diz o relatório do TCU, citando o que foi constatado durante a aplicação de questionários qualitativos pelas universidades federais envolvidas no programa.

No ProJovem Campo, só 1% (795) dos cerca de 59 mil jovens cadastrados concluíram o curso, segundo o MEC; 16% desistiram e 40% aguardam pela formação de turmas para o curso, que dura dois anos.

Apesar disso, o Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) aponta que já foram gastos R$ 138,5 milhões com esse programa, o que cobre integralmente a formação de quase todos os cadastrados, num total de R$ 2,4 mil por aluno.
Mais AQUI.

terça-feira, 23 de julho de 2013

PROSELITISMO RELIGIOSO

Merval Pereira, O Globo

Pelo menos no seu primeiro pronunciamento em solo brasileiro, o Papa Francisco não deu margem à politização de sua mensagem, como esperavam o governo brasileiro e os católicos ligados à Teologia da Libertação.

Ao contrário da presidente Dilma, que aproveitou a ocasião para fazer um discurso de cunho eminentemente político, com autoelogios aos 10 anos de governo do PT, o Papa ateve-se à exaltação da força dos jovens, tema específico da Jornada Mundial da Juventude: “Cristo bota fé nos jovens e confia-lhes o futuro e sua própria casa. E também os jovens botam fé em Cristo”, garantiu o Papa na cerimônia de boas-vindas no Palácio Guanabara.

Enquanto o Papa discursou por apenas 15 minutos, a presidente Dilma levou o dobro do tempo para dar um tom político claramente fora de hora. Como que esperando que o Papa fosse se referir aos recentes protestos ocorridos pelo país, Dilma tratou de se justificar, repetindo a tese de Lula, que atribuiu os protestos aos sucessos dos governos petistas: “Democracia gera desejo de mais democracia. E inclusão social provoca cobrança de mais inclusão social. Qualidade de vida, desperta anseios por mais qualidade de vida. Para nós todos os avanços que conquistamos são só um começo”, disse a presidente.


Cerimônia oficial de chegada do Papa Francisco. 
Foto: Roberto Stuckert Filho / PR

Ela afirmou que a juventude brasileira clama por mais direitos sociais. “Mais Educação, melhor Saúde, mobilidade urbana, segurança, qualidade de vida na cidade e no campo”. Na parte mais diretamente partidarizada, a presidente Dilma afirmou ainda que o Brasil “se orgulha de ter alcançado extraordinários resultados nos últimos dez anos na redução da pobreza. Fizemos muito e sabemos que ainda há muito a ser feito."

O Papa Francisco, que em outras oportunidades tratou de temas como a desigualdade e a necessidade de haver melhor distribuição de renda, estava a fim de falar apenas no seu objetivo central, que é a arregimentação da juventude para o catolicismo: “Cristo abre espaço para eles, pois sabe que energia alguma pode ser mais potente que aquela que se desprende do coração dos jovens”, afirmou em seu discurso.

Como já havia feito na sua chegada ao Rio, quando se arriscou, sem perder o bom humor, no contato físico com o povo que cercou seu automóvel, o Papa Francisco fez questão de reafirmar a busca do despojamento ao destacar que não trazia “nem ouro nem prata, mas apenas Jesus Cristo”.

Leia a íntegra em Proselitismo religioso

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

LEGADO DE FERNANDO HADDAD NO MEC

O mais grave dos riscos

Miriam Leitão, O Globo

O IBGE revelou uma notícia assustadora, mas não houve reação à altura. O Brasil tem um milhão quatrocentos e quinze mil crianças de 7 a 14 anos oficialmente analfabetas pelo registro da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (Pnad). 

E de 2009 a 2011 caiu — sim, é isso, caiu — o percentual de jovens de 15 a 17 anos na escola. Será que é assim que queremos vencer?

A vastidão da tragédia educacional brasileira não caberia nesta coluna, e arruinaria — querida leitora, caro leitor — este seu domingo. Por isso vamos pensar juntos apenas em alguns números. Fomos informados dias atrás pelo IBGE que em 2009 o Brasil tinha 85,2% de jovens de 15 a 17 anos na escola.

O que equivale a dizer que 14,8% não estavam, e isso já era um absurdo suficiente. Mas em 2011, a Pnad descobriu que o número tinha piorado e agora só há 83,7%. Aumentou para 16,3% o total de jovens nessa faixa crítica que estão fora da escola.

Em qualquer país do mundo, que saiba a natureza do desafio presente, esses números seriam motivo para se fazer um escândalo, iniciar uma investigação, chamar as autoridades à responsabilidade. O ministro se desculparia, os educadores seriam entrevistados para saber como resolver o problema, os contribuintes exigiriam mais respeito com seus impostos, os pais se mobilizariam.

Mas a notícia foi dada numa sopa de outros indicadores e sumiu por lá. Em alguns jornais foi destaque, em outros, nem isso.

Como assim que em 2012 o país fica sabendo que tem menos — e não mais — jovens onde eles deveriam estar? E mesmo assim não se assusta, não reage? Difícil saber o que é pior: se a notícia em si ou a falta de reação diante da notícia.

Os demógrafos já nos informaram que estão nascendo menos brasileiros, e que, por isso, a população vai parar de crescer. Os empresários estão dizendo que há um apagão de mão de obra, falta trabalhador qualificado.

Nem que seja por uma mera questão econômica, de formação de trabalhadores, o país deveria exigir explicação das autoridades. Afinal, estamos jogando fora cérebros que serão necessários à economia.

Mas a educação, evidentemente, não é só para formação de trabalhadores, como se fossem peças de uma máquina. É a única estrada que leva as pessoas à realização do seu potencial, a única forma de realmente incluir o cidadão, a melhor maneira de fortalecer a democracia.
Leia a íntegra em O mais grave dos riscos

terça-feira, 16 de novembro de 2010

MOVA-SE pelo Brasil, combatendo erros recorrentes, incompetência e corrupção

OS ESTUDANTES MERECEM APLAUSOS PELO MOVIMENTO PACÍFICO E PELO BOM SENSO DE PROMOVER A MANIFESTAÇÃO NO FERIADO.
ESSA DECISÃO É UM EXEMPLO DE CIDADANIA E RESPEITO À POPULAÇÃO, QUE SOFRE BARBARIDADES COM AS ARRUAÇAS PRATICADAS PELOS SINDICATOS, ESPECIALMENTE QUANDO SE TRATA DOS MESTRES DESSES JOVENS, QUE SÃO FACILMENTE INFLUENCIADOS PELOS DISCURSOS VENENOSOS E INFRUTÍFEROS, QUE EM NADA TEM CONTRIBUÍDO PARA A OBTENÇÃO DE QUALQUER TIPO DE MELHORIA, TANTO DO ENSINO QUANTO DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO.

SUCESSO AOS JOVENS E QUE OS ADULTOS APRENDAM A IMPORTANTE LIÇÃO.

Com narizes de palhaços, jovens criticam erros no Enem
Deu em O Globo

Foto: / Pedro Kirilos - O Globo
A liminar que suspendia o Enem 2010 foi derrubada na última sexta-feira, mas a indignação de estudantes com os erros da prova continuou de pé.

Uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu ao menos 200 adolescentes.
Na Zona Sul do Rio, cerca de 50 participaram de uma passeata de Ipanema ao Leblon.

Os jovens cariocas participaram do protesto, organizado pelo Movimento dos Vestibulandos Ativistas Sem Enem (Mova-se), do Colégio Notre Dame, de Ipanema, vestidos de preto e com narizes de palhaço.

Eles gritaram palavras de ordem como

"Que palhaçada é essa?" e "O Enem não tem jeito, merecemos respeito".

— Não defendemos a anulação do exame, mas queremos um Enem de qualidade e sem erros — afirmou Thais Guimarães, de 17 anos, uma dos organizadoras.

Com o rosto pintado, Bruna Martins, de 17 anos, se mostrou preocupada com a possível realização de um novo exame para aqueles que receberam a prova amarela:

— Acho injusto gastarem tanto dinheiro com um teste cheio de erros.
Agora, alguns alunos farão uma prova diferente da dos outros.
Nos dedicamos durante o ano inteiro e fomos tratados como palhaços, não como estudantes que serão o futuro do país.


Os adolescentes seguravam cartolinas com as frases "Por um Enem de qualidade" e "Estudante não é cobaia", entre outras.

Estudante do Santo Agostinho (tradicional colégio do Rio), Bruno Warth, de 16 anos, só fará vestibular no ano que vem, mas participou da manifestação.
Nas costas, ele afixou um cartaz que dizia "Vendo gabarito Enem 2011 — Frete grátis".

— Fiz a prova só para testar, mas acho importante participar do protesto.
Eu e uma amiga que estava no mesmo prédio, mas em outra sala, recebemos orientações opostas sobre como preencher o cartão de respostas.
Em 2011, vou fazer o Enem para valer e, se tiver erro novamente, volto a protestar
— afirmou.

Em São Paulo, os estudantes pediram melhorias no ensino público em um movimento iniciado no site de relacionamentos Orkut.

Uma das líderes do movimento, Larissa Valverde, disse que o fato de alguns estudantes estarem com o rosto pintado lembrava o movimento dos líderes estudantis que pediram o impeachment do então presidente Fernando Collor em 1992.

— Agora não queremos derrubar presidente, mas não queremos ser palhaços.
Sabemos que, estudando em escola pública, já vai ser difícil chegar à universidade e queremos melhorias no sistema
— disse Larissa em entrevista à Rádio CBN.

Fonte: Noblat

sábado, 20 de julho de 2013

APESAR DAS LENTES DISTORCIDAS DA PROPAGANDA DO GOVERNO, O PAPA FRANCISCO SABE QUE VISITARÁ UM PAÍS RICO, PORÉM UM POVO POBRE

NÃO É O PAPA QUE TEME A MULTIDÃO



O significado de ter Francisco, o papa dos pobres, entre nós

Em sua tão aguardada visita ao Brasil, o papa jesuíta de alma franciscana, defensor da humildade e das oportunidades aos pobres, espera que suas atitudes e palavras motivem os jovens do mundo a agir como verdadeiros cristãos

Helena Borges e Adriana Dias Lopes, de Roma - VEJA


Papa Francisco acena para a multidão durante a missa de entronização, no Vaticano 
- Gregorio Borgia/AP

Na Santa Sé, às vésperas do início da Jornada Mundial da Juventude, o grande encontro católico que o Rio de Janeiro sedia a partir desta terça-feira, 23, o ambiente em torno de seu mais ilustre visitante, o papa Francisco, variava conforme o gabinete. Da parte dos prelados que tocam o dia a dia da Cúria Romana, a sensação é de alívio: Francisco, enfim, vai lhes dar um respiro. Desde que foi escolhido papa, em março, será a primeira vez que ele se ausenta mais do que um dia do Vaticano. Mergulhado na cobrança de uma nova postura ética e moral do clero e nos preparativos de uma ampla reforma na Cúria prevista para outubro, Francisco abriu mão das tradicionais férias de verão em Castel Gandolfo e vem trabalhando - e dando trabalho - intensamente. Para esses funcionários, portanto, a semana que ele passará no Rio será relaxante. Já para o pontífice e seus conselheiros, os últimos dias em Roma foram de grande agitação. 

A expectativa de que as manifestações populares no Brasil não darão trégua, e talvez até recrudesçam, alçou a questão da segurança a primeiríssimo plano. Mas que fique claro: não é porque Francisco se sente ameaçado. Ele até fez pequenas adaptações no plano original, mas resiste em mudar o roteiro que o coloca por mais de uma vez em picadeiros tumultuados - este pontífice gosta de multidões e faz absoluta questão de acolher e ser acolhido pelos fiéis, de preferência bem de perto.

O papa jesuíta de alma franciscana também terá a chance de exercer aqui sua catequese em favor dos pobres. 

Seu público no Rio são mais de 1 milhão de jovens peregrinos, que na semana passada começavam a ser vistos na cidade fazendo turismo antes de os trabalhos começarem. Sendo esta uma Jornada da Juventude e sendo os jovens os motores das manifestações de rua no Brasil, o pontífice vai aproveitar para transmitir a ambos, devotos católicos e portadores de cartazes indignados, seu apoio a quem protesta contra a corrupção e as más condições da saúde e da educação, bandeiras defendidas pelo paladino da justiça social que sempre foi, desde os tempos de arcebispo em Buenos Aires. 

Também cobrará da classe política uma mudança de atitude. O papa é seguidor e arauto dos nobres princípios franciscanos (não escolheu à toa o nome que tem), praticante da ética rigorosa, da simplicidade espartana e do compromisso com os destituídos que são a marca do mais popular dos santos - aquele que trocou uma existência de luxo pela renúncia aos bens materiais. Francisco, como o santo que o inspira, prega uma igreja aberta, devota, atenta aos fiéis. 

Critica com frequência as desigualdades sociais. Pautou-se por esses altos ideais durante toda a sua vida religiosa e agora os pratica na cúpula vaticana com uma intensidade até perturbadora para prelados desacostumados. Ao se apresentar assim no Rio de Janeiro, estará firmando uma imagem de pontífice popular, carismático e forte - o perfil mais adequado para atrair à Igreja Católica os jovens brasileiros que vêm se desgarrando dela há anos.

sexta-feira, 7 de março de 2014

BRASIL DO PT SUJA AS MÃOS COM O SANGUE DOS JOVENS DA VENEZUELA

Enviado oficial de Dilma à Venezuela diz que 19 assassinatos de estudantes e civis não é muito grave: para ele, a mídia está exagerando.

No Coturno


À esquerda, Marco Aurélio Garcia, porta-voz do governo do PT para assuntos da Venezuela. Junto com Lula que mandou vídeo de apoio a Maduro e de Dilma, que assina embaixo dos assassinatos de jovens nas ruas daquele país, ao não repudiar as declarações mentirosas do seu enviado especial. Vejam, abaixo, o que Garcia declarou ontem, sobre o massacre que ocorre nas ruas venezuelanas.

“Já estive aqui em outros momentos, como em 2002, e vejo que na época a crise era muito mais grave que agora, mas a dimensão dada neste momento, especialmente pelos veículos de comunicação internacionais, passa uma imagem de algo maior do que realmente é.''

Marco Aurélio Garcia é o assessor e representante do PT e de Dilma para assuntos bolivarianos. Esta declaração absurda é o aval do governo petista ao massacre promovido pelo chavismo contra os seus adversários, proibidos de protestar pacificamente contra o regime. O Brasil do PT suja as mãos com o sangue de jovens que estão sendo assassinados nas ruas. E joga a diplomacia brasileira no lixo.

Enquanto Marco Aurélio Garcia dava apoio oficial à carnificina, culpando a mídia, Nicolas Maduro convocava as milícias armadas que apóiam a ditadura. "Estamos cansados desses grupos fascistas e vândalos", disse Maduro, anteontem à noite. "Fiz um chamado à UBCh (Unidades de Batalha Hugo Chávez), aos Conselhos Comunitários, às comunas e aos coletivos': chama que se acende, chama que se apaga." 

Logo após esta ordem, mais duas pessoas foram assassinadas nas manifestações. Por milícias. Pelas ordens de Maduro. Para o Brasil, as mortes não não são culpa de um regime assassino. Espera-se provas de que os jovens tenham sido mortos a golpes de jornal ou a pancadas de microfones e não pelas balas de milicianos sanguinários. Que vergonha!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Por que os brasileiros não reagem?

Juan Arias, O Globo

O fato de que em apenas seis meses de governo a presidente Dilma Rousseff tenha tido que afastar dois ministros importantes, herdados do gabinete de seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva (o da Casa Civil da Presidência, Antonio Palocci - uma espécie de primeiro-ministro - e o dos Transportes, Alfredo Nascimento), ambos caídos sob os escombros da corrupção política, tem feito sociólogos se perguntarem por que neste país, onde a impunidade dos políticos corruptos chegou a criar uma verdadeira cultura de que "todos são ladrões" e que "ninguém vai para a prisão", não existe o fenômeno, hoje em moda no mundo, do movimento dos indignados.

Será que os brasileiros não sabem reagir à hipocrisia e à falta de ética de muitos dos que os governam?

Não lhes importa que tantos políticos que os representam no governo, no Congresso, nos estados ou nos municípios sejam descarados salteadores do erário público?

É o que se perguntam não poucos analistas e blogueiros políticos.

Nem sequer os jovens, trabalhadores ou estudantes, manifestaram até agora a mínima reação ante a corrupção daqueles que os governam.

E as pessoas das ruas, por que não fazem eco ressuscitando também aqui o movimento dos indignados?
Por que não se mobilizam as redes sociais?


O Brasil, que, motivado pela chamada marcha das Diretas Já (uma campanha política levada a cabo durante os anos 1984 e 1985, na qual se reivindicava o direito de eleger o presidente do país pelo voto direto), se lançou nas ruas contra a ditadura militar para pedir eleições, símbolo da democracia, e também o fez para obrigar o ex-presidente Fernando Collor de Mello (1990-1992) a deixar a Presidência da República, por causa das acusações de corrupção que pesavam sobre ele, hoje está mudo ante a corrupção.

As únicas causas capazes de levar às ruas até dois milhões de pessoas são a dos homossexuais, a dos seguidores das igrejas evangélicas na celebração a Jesus e a dos que pedem a liberalização da maconha.

Será que os jovens, especialmente, não têm motivos para exigir um Brasil não só mais rico a cada dia ou, pelo menos, menos pobre, mais desenvolvido, com maior força internacional, mas também um Brasil menos corrupto em suas esferas políticas, mais justo, menos desigual, onde um vereador não ganhe até dez vezes mais que um professor e um deputado cem vezes mais, ou onde um cidadão comum depois de 30 anos de trabalho se aposente com 650 reais (300 euros) e um funcionário público com até 30 mil reais (13 mil euros).

Há quem atribua a apatia dos jovens em ser protagonistas de uma renovação ética no país ao fato de que uma propaganda bem articulada os teria convencido de que o Brasil é hoje invejado por meio mundo, e o é em outros aspectos.


Outros atribuem o fato à tese de que os brasileiros são gente pacífica, pouco dada aos protestos, que gostam de viver felizes com o muito ou o pouco que têm e que trabalham para viver em vez de viver para trabalhar.

Tudo isso também é certo, mas não explica que num mundo globalizado - onde hoje se conhece instantaneamente tudo o que ocorre no planeta, começando pelos movimentos de protesto de milhões de jovens que pedem democracia ou a acusam de estar degenerada - os brasileiros não lutem para que o país, além de enriquecer, seja também mais justo, menos corrupto, mais igualitário e menos violento em todos os níveis.

Este Brasil, com o qual os honestos sonham deixar como herança a seus filhos e que - também é certo - é ainda um país onde sua gente não perdeu o gosto de desfrutar o que possui, seria um lugar ainda melhor se surgisse um movimento de indignados capaz de limpá-lo das escórias de corrupção que abraçam hoje todas as esferas do poder.

Íntegra no blog do Noblat.
Juan Arias é correspondente do El Pais no Brasil

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

QUE FUTURO QUEREMOS PARA NOSSOS JOVENS?



"Não sei as motivações dos executores dos 5 jovens assassinados em Caxias. Não sei se tinham envolvimento, se era inocentes ou considerados "culpados". O que eu sei é que estou com 46 anos e quando eu era adolescente vários dos meus amigos também foram mortos. O tempo e passa e mais jovens são abatidos covardemente. O que acontece com quem mora em favela, periferia e subúrbio é verdadeiro genocídio q não é de agora, mas só piora. O Brasil é um dos países que tem mais homicídios no planeta. Todo e qualquer jovem tem sonhos e são possíveis talentos que podem ser potencializados desde que tenham uma oportunidade. Seria importante que as pessoas fossem para as ruas indignadas e que toda a ferocidade dessas últimas semanas nas redes sociais em defesa de um ou outro candidato fossem repetidamente no minimo de forma igual pra questionar todo e qualquer homicídio. Ta na hora também das agências ligadas à ONU com escritório no Brasil também se posicionarem.

Salve a Arte que nos Salva !"


José Júnior

Os campos de concentração no Brasil, nesses últimos anos, são invisíveis.
É a cultura do ódio, é o discurso político que divide os brasileiros em castas e estimula a violência e a agressão entre os diferentes.
São as facilidades ao narcotráfico que destrói a vida de nossos jovens.
Enfim, é a ausência de valores que vêm sendo rotulados como "atraso" e dá vez à malandragem que vem sendo considerada a virtude dos ditos progressistas

Precisamos de lideranças que consigam resgatar a unidade de nosso país, que consigam agregar os brasileiros e devolver a alegria de nosso povo.

Eu sempre comento e reitero, pior que a incompetência para governar um país e destruir todos os fundamentos do Plano Real que garantiram alguns anos de bonança e prosperidade em nosso país, pior do que a banalização da corrupção que, mais do que desviar dinheiro público, vem servindo de mau exemplo e contaminando a sociedade, o pior legado do governo que está aí será um país dividido, coisa que jamais aconteceu no Brasil, simplesmente porque rotulam os brasileiros, pregam a divisão de classes e estimulam os sentimentos de ódio e vingança entre os diferentes, de acordo com seus critérios. 

A ação nefasta do PT na política nacional é a forma mais cruel, desumana e repugnante de liderar uma Nação. Esse é o principal motivo pelo qual queremos mudança.