domingo, 13 de dezembro de 2015

IMPEACHMENT – SE VOCÊ QUER DILMA NA RUA, O SEU LUGAR É A RUA

Sinceramente, o que mais me decepciona é a constatação de que instituições, religiosos, professores, intelectuais, setores da imprensa e de outros órgãos influentes desceram a um nível tão baixo de submissão ao poder. É o poder do dinheiro, diga-se NO$$O dinheiro.

Destaco observação importante de Reinaldo Azevedo em seu texto:
"Se as ruas não disserem o que pensam, o arranjo dos poderosos vai triunfar sobre a verdade e a vontade da esmagadora maioria da população."

Movimentos pró-impeachment promovem protestos neste domingo Brasil afora

Por: Reinaldo Azevedo

b0fb3ab90998b7c1403fa6a8c9a308a3

Pessoas que defendem o impeachment da presidente Dilma Rousseff voltam às ruas neste domingo. Há manifestações marcadas em pelo menos 70 cidades — 25 delas são capitais. Ninguém espera repetir a performance das outras três vezes por uma razão simples: quase não houve tempo de organizar o protesto. Mesmo assim, seus promotores — o Movimento Brasil Livre, o Vem Pra Rua e outros — afirmam haver elementos a indicar uma grande mobilização.

A ação desde domingo é uma espécie de “esquenta” para um megaprotesto no começo do ano que vem. No dia 16, os aparelhos governistas, todos eles dependentes de verbas públicas — CUT, MST, MTST e UNE —, também vão se manifestar: para defender o governo Dilma, cobrar a saída de Eduardo Cunha e pedir mudança na política econômica.

Forças poderosas se organizam contra o impeachment. O petismo conseguiu mobilizar seus esbirros na sociedade — sedizentes intelectuais, juristas e artistas — para acusar o suposto golpe, que é como chamam o triunfo da lei e da Constituição.

Também a imprensa está coalhada de colunistas oficialistas que, contra todas as evidências, negam os crimes de responsabilidade cometidos pela presidente. Aqui e ali, fazem-se muitas comparações entre a crise que resultou na deposição de Collor e a que pode resultar na deposição de Dilma.

Entre as muitas diferenças, temos precisamente esta: Collor não contava com defensores na imprensa; havia praticamente uma unanimidade em favor da sua deposição. Hoje, há um meio a meio entre os legalistas e a turma no nariz marrom. E as coisas são assim porque Dilma é inocente? Claro que não! Ocorre que ela pertence a um partido de esquerda. A defesa que fazem da sua permanência no cargo nada tem a ver com a lei. Trata-se apenas de ideologia.

Se as ruas não disserem o que pensam, o arranjo dos poderosos vai triunfar sobre a verdade e a vontade da esmagadora maioria da população.

Se você quer Dilma na rua, o seu lugar é a rua.

Nenhum comentário:

Postar um comentário