quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Dilma e o ponto eletrônico



Corre a conversa de que Dilma Rousseff usa ponto eletrônico.
Verdade ou mentira?
Simbolicamente ao menos, é verdade.
Se usa ou não o aparelhinho, é irrelevante.
Eu acho que não.
Usasse, aquele seu cabelo estilo Kim Jong-il, vermelho e espetado, exibindo as orelhas, acabaria denunciando.

Mas isso, reitero, não tem importância.
O fato é que sua fala, guiada pela marquetagem, é típica de ponto eletrônico.
Suas “entrevistas coletivas” se transformaram na coisa mais constrangedora da política.
Postam-se ali os microfones, como nos jardim da Casa Branca, e então vemos a chegada triunfal da atriz a seu posto para falar sobre o “tema do dia”.
Invariavelmente, há um macho do PT ao lado, um pouco atrás, como se fosse um contra-regra a acompanhar o script.
Quando o guarda-costas é José Eduardo Cardazo, não o Dutra, é mais divertido: aquele é mais cheio de caras e bocas.
Às vezes, fico com a impressão de que ele é tentado a parar a cena para corrigir o texto.
Mas se contém.

Plínio chama Dilma de “blefe”, “invenção de marqueteiros” e diz que ela só aparece em público com “capangas”
A despeito de dizer algumas barbaridades, seguindo a cartilha do seu “socialismo”, Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) tem protagonizado alguns momentos de humor, ironizando a ausência da petista Dilma Rousseff.
Plínio já a chamou de “blefe”, “farsa”, “invenção de marqueteiro”.
Raramente o candidato do PSOL a chama pelo nome, referindo-se a ela como “essa moça”, que só aparece em público com “capangas”.

Comentários do jornalista Reinaldo Azevedo.

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