segunda-feira, 25 de abril de 2011

E A Arábia Saudita Dos Trópicos?

Grande Cacique da Tribo dos Manaós

Durante os anos de mentiras do (des)governo do EX, o que mais se ouvia nas rádios e TV's e se lia nos jornais e blogs chapa branca, eram as quase que diárias descobertas de óleo pela Petrobras.

Principalmente quando pipocavam aqui e acolá os também quase que diários escândalos de roubalheiras e falcatruas dos petralhas e sua gang aliada.

Paralelo a isso, milhares de usinas de bio-combustíveis eram anunciados nos quatro cantos da nação, para processar mamona, soja, dendê, babaçú e qualquer tipo de oleoginosas que brotam aos borbolhões em terras tupiniquins e que seriam a alavanca duma hipotética e inesgotável fonte de renda para os "agricultores familiares" que seriam absorvidos das fileiras do MST e seus assemelhados.

Sem falar nos bilhões de Reais que seriam investidos em plantações de cana de açucar e refinarias de etanol, o melhor do mundo, posto que não seria alternativa a alimentos e sim regeneradores de áreas degradadas.

Palavras oriundas da boca de pântano do EX: "o Brasil será a Arábia Saudita dos Trópicos" e todo o planeta, quiçá o sistema solar inteiro, virá até nossas portas para se abastecer de combustíveis.

Mas como a mentira tem pernas curtas e falta um dedo, com a queda de produção pela entressafra e subida do preço internacional do açucar e a disparada do preço do etanol, que subiu mais de 30% nos postos de combustível desde o início do ano, os motoristas migraram em massa para a gasolina, provocando escassez do produto.
Faltou combustível em alguns postos do país e a Petrobrás e os usineiros chegaram a importar gasolina e etanol.
Suprema humilhação: duzamericanus tiranos e capitalistas.
Claro que a natureza e o capitalismo selvagem não podem ser os únicos culpados: isso reflete também um problema estrutural do País.

Com o aumento da frota de veículos e o crescimento da economia, e sem investimentos compatíveis na produção de gasolina, diesel e etanol, o País começa a viver um “apagão” de combustíveis.
O consumo de derivados de petróleo (gasolina, diesel e nafta) ultrapassou a produção local, impulsionando as importações, que ficam cada vez mais caras com o aumento do preço do petróleo lá fora, face à crise no oriente e norte da África.

A situação já provocou um déficit de "apenas" US$ 18 bilhões na balança de derivados de petróleo este ano.
Em 2000, o rombo era de US$ 3,2 bilhões.


E agora dona deelma?
E agora margarina?
E agora Miroca Belchior e Paulo Bernardo?

Onde ficam os programas e projetos vendidos na campanha como a panacéia do Brasil Futuro?

Gastando como gastam, mal e muito e torrando as reservas, a meta fantasiosa de crescimento e manobrada de inflação irão correr uma na raia da outra: cai quem devia subir e sobe quem deveria descer.

É Soda, como diria Fócrates.

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