quarta-feira, 14 de outubro de 2015

COM DILMA (OU LULA) O BRASIL AFUNDA DE VEZ

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(Globo) 

As projeções de economistas de instituições financeiras para a economia e a inflação no Brasil em 2015 e 2016 voltaram a piorar de forma generalizada, com as expectativas para a alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no próximo ano superando 6% e as da contração da indústria chegando a 1%.

Para 2015, a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta terça-feira mostrou alta de de 9,53% para 9,70% do IPCA, com os preços administrados subindo 16%, ante previsão anterior de 15,55%. A projeção para o dólar ao fim deste ano permaneceu em R$ 4.

A estimativa para a inflação em 2016 no levantamento semanal subiu pela 10ª semana seguida e agora é de 6,05%, contra 5,94% na pesquisa anterior, mostrando a dificuldade em controlar as expectativas. A meta para o ano que vem é de 4,5%, com tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Já as estimativas para o Produto Interno Bruto, em meio ao cenário de forte crise econômica e política e deterioração da confiança, são de contração de 1,20% em 2016, contra queda de 1% antes. Para este ano, a projeção de retração passou a 2,97%, ante recuo de 2,85% na pesquisa anterior.

A pressão para a inflação no próximo ano vem da alta dos preços administrados, cuja expectativa subiu 0,27 ponto percentual para 6,27%, e também do dólar, projetado agora em R$ 4,15 no fim de 2016, contra R$ 4 na pesquisa anterior. Em setembro, o IPCA subiu 0,54%, acelerando ante alta de 0,22% em agosto e chegando a 9,49% no acumulado em 12 meses.

Em relação à política monetária, os especialistas consultados não alteraram sua visão de que a Selic vai encerrar este ano no atual patamar de 14,25%. Mas diante das pressões inflacionárias elevaram a projeção para o fim de 2016 a 12,63% na mediana das expectativas, contra 12,50% no levantamento anterior.

Houve forte deterioração na expectativa para o desempenho da produção industrial em 2016, que passou a uma queda de 1% contra recuo de 0,29% no levantamento anterior. Para este ano a projeção para o setor é de contração de 7%, ante queda de 6,5%.

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