quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Quem engana quem?



Muitas informações publicadas no jornla O Globo precisam ser devidamente aprofundadas em debates e matérias jornalísticas para o restabelecimento a verdade.

Podemos destacar algumas afirmações importantes:

- Os leilões ocorreram mesmo depois da descoberta do pré-sal - o chamado "filé mignon" das reservas brasileiras - e abrangeram blocos conhecidamente promissores, como o arco do Cabo Frio.

- Dilma Rousseff, ex-presidente do Conselho de Administração da Petrobras, tinha conhecimento do que ocorria e foi conivente com o favorecimento de pelo menos uma empresa privada, a OGX, do empresário Eike Batista.

- Naquele tempo ela agia na outra direção, de acelerar a entrega do petróleo, fazer leilão e concordava com a redução da participação da Petrobras.

- Venderam 38% de seu capital por R$ 6,7 bilhões.

- Fora esses barris entregues ao Eike Batista, há tantos outros entregues durante os anos.
O governo Lula leiloou mais blocos sobre o pré-sal e verteu por mais tempo o modelo inventado pelo FH do que o FH.
FH começou a leiloar em 2000, fez 4 rodadas.
Lula leiloou 6, dos quais cinco tinham blocos sobre o pré-sal.

- Dilma não dizia nada porque não dava explicação, apenas mandava.
Em algumas reuniões, ela costumava dizer que a Petrobras tentava enganar o presidente.
Era frase costumeira dela: "Presidente, a Petrobras está te enganando, não acredite na Petrobras.
A Petrobras pensa primeiro nela e depois no povo brasileiro".


- Eu não estou fazendo campanha, estou relatando fatos e quero explicações.
Durante a transição, entre FH e Lula, houve a promessa de que os leilões seriam suspensos e o modelo seria revisto.
Não foi até agora e o governo exerceu muito mais o modelo.

- O modelo novo proposto também não serve porque apenas obriga a Petrobras a ser operadora, o que reduz o risco para os outros e a coloca a serviço do capital estrangeiro.

- No projeto proposto, quem decide quanto petróleo vai ser leiloado e quando, além da participação da Petrobras, é o Conselho Nacional de Política Energética, inteiramente nomeado pelo presidente.
Ou seja, em última instância, a decisão é do presidente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário